Na noite de quinta-feira, do dia 20 de abril de 1950, o Cruzeiro Esporte Clube e o Sete de Setembro Futebol Clube se enfrentaram numa partida amistosa, no saudoso Estádio do Barro Preto, localizado no bairro Barro Preto, situado na Zona Sul de Belo Horizonte (MG). No final, o resultado de 4 a 1, a favor do Cabuloso não foi o fator em destaque para essa postagem.
O que marcou a história da Raposa nessa partida, foi que pela 1ª vez o time jogou com o uniforme branco. Antes, a tradicional camisa azul era usada em todos os compromissos do Cruzeiro. Naquela época, no entanto, as equipes esbarravam no problema de iluminação precária dos campos de futebol, que prejudicava a visualização dos atletas de equipes que jogavam com uniformes com cores mais escuras.
A composição do novo manto cruzeirense previa uma camisa branca com a gola e as bordas das mangas azuis, mesma cor adotada no calção. As meias tinham a mesma tonalidade da blusa.
Na partida de estreia do uniforme, uma situação curiosa. A empresa que produzia os mantos para o Cruzeiro entregou somente as camisas e as meias, faltando os calções azuis, obrigando a Raposa a jogar de forma improvisada com o short na cor branca.
CRUZEIRO EC (MG) 4 X 1 SETE DE SETEMBRO FC (MG)
LOCAL
Estádio do Barro Preto, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte (MG)
CARÁTER
Torneio Triangular
DATA
Quinta-feira, do dia 20 de Abril de 1950
RENDA
Cr$ 5.700,00
ÁRBITRO
Ademar Russo (FMF)
CRUZEIRO
Geraldo II; Duque e Bené; Adelino, Vicente e Ceci; Nonô II, Guerino e Bororó (Áureo); Paulo Florêncio e Sabu. Técnico: Souza
SETE DE SETEMBRO
Orlando; Corsino, Demeure; Pradinho e Zú (Toledinho); Mazinho, Elisson, Ferreira e Rui (Laerte); Paulo César e Toledinho (Papagaio). Técnico: Jacir de Assis
GOLS
Rui (Sete); Guerino aos 32 minutos (Cruzeiro); Áureo aos 34 minutos (Cruzeiro), no 1º Tempo. Áureo e Guerino (Cruzeiro), no 2º Tempo.
Estádio do Barro Preto – Foto de 1974
Colaborou: Fabiano Rosa Campos FOTOS: Acervo/Cruzeiro – Super Esportes
FONTES: Site oficial do Cruzeiro – Jornal dos Sports
Que um time de futebol feminino jogou um campeonato masculino em 2020? Pois é isso aconteceu no possante futebol de Saint-Barthelemy, território francês localizado no Caribe e que possui um campeonato oficial de futebol adulto e tem até uma seleção que joga amistosos na região. O clube se chama Associação Desportiva Portuguesa de Gustavia, capital de Saint-Barthelemy, conhecido como ASPSB, que em sua versão masculina é o maior vencedor da ilha. Em 2020, sua equipe feminina atual oficialmente no campeonato masculino da ilha e infelizmente perdeu todas as partidas, segue seus resultados:
O Formiga Esporte Clube é uma agremiação do Município de Formiga (com uma população de 67.833 habitantes, segundo o IBGE/2014), que fica a 196 km da capital mineira. O FEC foi Fundado no dia 17 de Março de 1929, com o nome de Formiga Sport Club. A sua Sede na Avenida Paulo Lins, s/n, no Centro da cidade. O seu Estádio Pedro Juca, tem capacidade para 2.500 pessoas.
O Formiga foi um dos poucos times do interior do estado a enfrentar equipes de categoria como: Atlético Mineiro, Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama, que contavam com os maiores craques da época.
PRIMEIRO TÍTULO
No ano de 1950, o FEC conquistou um de seus maiores títulos: Campeão dos Campeões do Interior. No ano 1964, o presidente Lubélio Laudares de Oliveira começou a pensar em tornar o FEC um time profissional e disputar campeonatos a nível regional.
Em 1965, apesar das dificuldades, o Formiga conseguiu chegar a final do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. O FEC jogou a final do torneio contra Companhia Ferro Brasileiro, venceu e subiu para a Elite do Futebol de Minas.
Em 1966, começou a disputar o Campeonato Mineiro da 1ª Divisão. O FEC, fez uma péssima campanha terminando a competição em 10º lugar entre 12 clubes. Em 22 jogos, foram 2 vitórias, 8 empates e 12 derrotas.
No Ano de 1967, o FEC fez uma excelente campanha, sendo considerado um dos times mais fortes de Minas. Neste a no o Formiga se tornou “Campeão do Interior“, ficando na 4ª colocação no Campeonato Mineiro. Ficando atrás de apenas Cruzeiro, Atlético e América.
O Formiga fez uma excelente campanha, tendo um aproveitamento de 45,45%. Com Seis Vitórias, Oito Empates e Oito Derrotas. O Ataque o FEC também fez bonito, fazendo 28 gols.
O FEC também conseguiu grandes feitos: o primeiro foi empatar com o Atlético Mineiro em pleno Mineirão, e o segundo foi empatar com o América no Juca Pedro.
Em 1969, embalado pelo sucesso de 1968, o FEC deu continuidade no trabalho e fez um campeonato honroso, o Torneio em 69. Na reunião do Conselho Divisional em 07 de janeiro decidiu mudar as regras do Campeonato Mineiro da Divisão Extra.
A tabela dirigida foi abolida e o certame passou a ser disputado nos moldes antigos. Também foi definido a inclusão de mais quatro equipes no Campeonato – Democrata(Governador Valadares), Sete de Setembro e Tupi de Juiz de Fora a título precário – aumentando o número de participantes de 12 para 16 equipes.
O FEC fez um bom primeiro turno, terminando em sexto. Mas o segundo turno foi um desastre, terminando na 15ª colocação. Na soma total o FEC terminou em 11° Lugar e nunca mais disputou o a Campeonato Mineiro da 1ª Divisão. Neste ano o Formiga, Democrata/SL, Democrata/GV, Vila do Carmo, Sete de Setembro e USIPA; foram rebaixados. E o campeonato voltou aos moldes antigos, com apenas 12 equipes
O Lendário e Tradicional Formigão 68, ficou conhecido pela campanha que fez neste ano; apesar de não ser campeão do interior, pois o Uberlândia acabou na frente do FEC, que acabou em 4° Lugar, atrás de Cruzeiro, Atlético e o próprio Uberlândia.
Nesta equipe tinham grandes jogadores como Lentine, Cristóvão, Adinan, Sudaco, Canhoto, Coutinho, Zé Horta, Hali, Darci Crespo, entre outros. O FEC terminou a 1ª Fase como vice-líder invicto, Ganhado do América e empatando com Atlético e Cruzeiro(no marcante 2 a 2, Cristóvão e Sudaco marcaram pelo FEC e Tostão descontou para o Cruzeiro).
TÍTULOS
Década de 1930: Formiga Sport Club, no campo da Chapada
Campeão dos Campeões do Interior: 1950. Campeonato Mineiro da Segunda Divisão: 1965.
Campeão do Interior da Primeira Divisão 1967.
HINO DO FORMIGA E.C. (YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=AXGPs1EzXq0)
Meu Formiga Esporte Clube Entre em campo e faz vibrar os corações e a massa explode e grita salve salve o invencível campeão
Com garra. emoção e muitas glórias meu time é só paixão, é só vitórias Meu Formiga Esporte Clube toca a bola, dá um show e faz tremer e a galera explode e grita nosso lema é lutar, vencer, vencer
Balança a multidão, é gol do Formigão salve salve o invencível campeão Balança a multidão, é gol do Formigão salve salve o invencível campeão
Desenho da bandeira e uniforme: Sérgio Mello
Colaborou: Rodrigo S. Oliveira
FONTES & FOTO:Site do e Página no Facebook do Clube – Página no Facebook “Formiga, Fatos, Fotos & Filmes” – Página no Facebook “Futebol Mineiro”
O Esporte Clube Operário foi uma agremiação da cidade de Cabo Frio (RJ). Sediado na Rua Jorge Lóssio, s/n, no bairro Vila Nova, foi Fundado na 1ª quinzena de Fevereiro de 1962, pelos desportistas Aldir José de Sousa, então presidente do Sindicato na Extração de Sal, e também 1º suplente vereador pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) e por Corrêa, o ‘Leão’, diretor do Sindicato dos Estivadores.
No começo, a modesta agremiação possuía uma pequena Sede na Rua Teixeira e Souza, s/n, no bairro Vila Nova. Uma curiosidade é que o ex-jogador Alair Corrêa ganhou notoriedade na cidade ao se eleger por três vezes como Prefeito de Cabo Frio (1º/02/1983 a 31/12/1988 – 1º/01/1997 a 31/12/2000 – 1º/01/2013 a 31/12/2016).
O diretor do Operário foi o Sr. Lecy Gomes da Costa, que anos depois foi homenageado pelo então prefeito Alair Corrêa, que colocou o seu nome na rua, onde está a Igreja Católica e o São Cristóvão Futebol Clube: Rua Lecy Gomes da Costa.
O time base era constituído por: Charlinhos; Cícero, Elialdo e Nininho; Luiz de Nilo e Alair Corrêa, Geroninho, Josias e Leley de Braguilha. A 1ª Diretoria foi formada pelos seguintes membros:
Presidente – Aldir José de Sousa;
Vice-Presidente – Lecy Gomes da Costa;
1º Secretário – Geraldo de Azevedo;
2º Secretário – Clébio Gomes;
1º Tesoureiro – Alencar Soares;
2º Tesoureiro – Osvaldo Gomes Cordeiro.
Em seguida, o presidente da Liga Cabofriense de Desportos (LCD), Danclars José de Souza, em caráter experimental, filiou o Esporte Clube Operário e Palmeirinha Futebol Clube. O dirigente também solicitou junto a Federação Fluminense de Desportos (FFD), a homologação da filiação definitiva dos clubes Perynas e Manguinhos.
O Operário debutou no certame, quando disputou o Torneio Início Cabofrense, organizado pela LCD. A competição foi realizada em dois domingos, nos dias 05 e 12 de Agosto de 1962, no Estádio Municipal.
No regulamento, informava que os jogos seriam disputados em 20 minutos cada, e, que a exceção seria na grande final, onde a partida teria 60 minutos para definir o campeão.
Na sua estreia, o Operário encarou um adversário duro: o Arraial. Após o empate em 1 a 1, a equipe avançou nos pênaltis por 3 a 0, com os gols de Hermes e Aluísio.
1ª FASE
Tamoyo
0 (1)
X
0 (3)
Unidos de Manguinhos
Árbitro: José da Silva Santos
Tupi
1 (3)
X
1 (2)
Perynas
Árbitro: Jovino Tavares de Almeida
Arraial
1 (0)
X
1 (3)
Operário
Árbitro: Othon Marques Cardoso
Sergipe
0
X
1
AA Cabofriense
Árbitro: Othon Marques Cardoso
2ª FASE
Guarani
0 (3)
X
0 (0)
Unidos de Manguinhos
Árbitro: Gabriel Ramos Filho
SEMIFINAL
Tupi
0 (3)
X
0 (2)
Operário
Árbitro: José da Silva Santos
Cabofriense
0 (3)
X
0 (0)
Guarani
Árbitro: Othon Marques Cardoso
FINAL
Tupi
0
X
4
AA Cabofriense
Árbitro: Gabriel Ramos Filho
Entre parênteses, o vencedor foi definido na disputa de pênaltis
, Os gols foram assinalados por Carlinhos, Aguinaldo, Zé Carlos e Cinho. O jogo suspenso aos 8 minutos por falta de luz natural. Assim, os 52 minutos restantes foi completada uma semana depois (12/08), no Estádio Municipal.
Depois, o Operário estreou no Campeonato Citadino de Cabo Frio de 1962, organizado pela Liga Cabofriense de Desportos (LCD), onde surpreendeu a todos, conquistando o título de forma invicta.
O Campeonato Cabofriense de futebol foi disputado com mais de um ano de atraso, só terminando no final de dezembro de 1963. E, mesmo assim, por que a LCD fez com jogos eliminatórios, a fim de definir o campeão antes do final do ano.
O atraso foi em razão da realização do Campeonato Fluminense, deixando o Campeonato de Cabo Frio bastante espremido. No final, o Operário faturou o título com duas vitórias e dois empates (vencendo nos pênaltis), marcando três gols, sem sofrer nenhum tento.
Campanha:
Operário
2
X
0
Tamoyo
Gols: Aloísio, duas vezes.
Operário
0 (3)
X
0 (2)
AA Cabofriense
Gols: Braguinha.
lOperário
0 (3)
X
0 (0)
Unidos de Manguinhos
Gols: Braguinha.
Operário
1
X
0
Perynas
Gols: Josimar, na prorrogação.
Entre parênteses, o vencedor foi definido na disputa de pênaltis
O Esporte Clube Operário contou com os seguintes jogadores: Alair, Aloísio, Arizio, Braguinha, Chico, Ileando, Jeronimo, Josimar, Luiz, Nininho, Orclino, Scharles e Sidney.
A inédita conquista deu ao Operário o direito de disputar o Campeonato Fluminense de Campeões Municipais, em 1964, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD).
A lista dos clubes inscritos chegou a um total de 19 clubes:
América Futebol Clube (Três Rios);
Associação Atlética Piauí (Fábrica Nacional de Motores – Duque de Caxias);
Bacaxá Futebol Clube (Saquarema);
Cantagalo Esporte Clube (Cantagalo);
Clube dos Coroados (Valença);
Clube Esportivo Mauá (São Gonçalo);
Esporte Clube Metalúrgico (São Gonçalo);
Esporte Clube Operário (Cabo Frio);
Esporte Clube São Bento (Angra dos Reis);
Estrela Dalva (Nilópolis);
Flamengo Futebol Clube (Macaé);
Guarany Futebol Clube (Magé);
Mangueira Futebol Clube (Paraíba do Sul);
Nacional Futebol Clube (Duque de Caxias);
Royal Sport Club (Barra do Piraí);
São José Atlético Clube (Cachoeiras de Macacu);
São Pedro Futebol Clube (São João de Meriti);
Tanguá Futebol Clube (Rio Bonito);
Tupy Futebol Clube (Paracambi);
Desistência e exclusão
No entanto, antes do início da competição, o Mauá de São Gonçalo desistiu de participar. Porém, o maior “mico” ficou por conta do Clube dos Coroados, de Valença.
Após ter a sua inscrição aceita, dias antes de estrear, a Federação de Fluminense de Desportos descobriu que o clube não foi campeão de Valença no anterior, o que impossibilitou a sua participação no torneio. Um erro grotesco da FFD!
A estreia aconteceu no domingo, do dia 08 de março de 1964, quando o Operário acabou derrotado pelo Bacaxá, de Saquarema, pelo placar de 3 a 1, no Estádio Municipal, em Cabo Frio. No final, o time não fez uma boa campanha, mas ficou a lembrança de uma temporada inesquecível.
Colaborou: Gerson Rodrigues
FOTOS: Acervo deJosé Francisco de Moura, ‘Profº Chicão
FONTES: Jornal Última Hora (RJ) – Gazeta da Baixada (RJ) – José Francisco de Moura, ‘Profº Chicão
Após a postagem sobre o PUNA da Albania, que detém o recorde de nomes parecidos em um unico campeonato, hoje falaremos do Maccabi e do Hapoel de Israel, Maccabi significa “Não há ninguém como você entre os deuses”, já Hapoel significa “Trabalhador”, pois em Israel tem de sobra.
Todos os Maccabi e Hapoel que já atuaram na 1ºdivisão em todos os tempos, ao lado do nome a cidade e o ano da última participação:
O Ferroviário Atlético Clube foi uma agremiação da Cidade de Maceió (AL). Fundado no dia 02 de Maio de 1937, o clube teve o período áureo na década de 50. Nessa publicação vamos falar das quatro vezes em que o clube mudou as suas cores.
Contando com a preciosa colaboração do renomado amigo, jornalista, escritor e pesquisador Laércio Becker que me cedeu gentilmente o livro “Quando o Futebol Andava de Trem: memórias dos times ferroviários brasileiros“, do autor Ernani Buchmann(Editora: Imprensa Oficial do Paraná).
Nela, aborda que o Ferroviário Atlético Clube de Maceió (AL), dias depois da sua fundação (que ocorreu), um diretor da Estrada de Ferro doou o uniforme: camisa na cor ouro e short azul. Na sua estreia o Ferroviário acabou derrotado pelo Flamengo E.C. da Praça Deodoro pelo placar de 2 a 0.
Em 1948 inaugurou a sua Sede própria, que foi palco das mais famosas festas de São Félix. Para ser sócio do clube a pessoa deveria ser empregado ou aposentado da Viação Férrea.
Alguns anos depois o Ferroviário trocou a cor ouro pelo branco, mas mantendo a cor azul. Nos anos 50 veio a mudança do escudo (aquele conhecido) e outra troca: saiu o azul e entrando o verde.
Coincidência ou não, o Ferroviário Atlético Clube, chegou ao seu auge. Em 1951 se profissionalizou, no ano seguinte foi campeão do Torneio Início; levantou a taça do Campeonato da Capital em 1953; faturou o inédito título do Campeonato Alagoano da Série A de 1954; além dos vice-campeonatos: 1952, 1953 e 1956.
O Ferroviário foi a base da Seleção Alagoana de Futebol nos anos de 1953 e 1954, quando a principal competição nacional era o Campeonato Brasileiro de Seleções estaduais.
O seu último lampejo aconteceu em 1977, quando o Ferroviário montou um time forte. Depois, sem torcida, associados o “trem descarrilou dos trilhos” e caiu para a Segunda Divisão.
No início dos anos 80, a última tentativa desesperada o clube trocou as cores pela quarta e última vez: saiu o alviverde e entrou o áureo-rubro. No entanto, o seu último “suspiro” não deu certo. O clube acabou eliminado da Segundona Alagoana por falta de pagamento das taxas devidas à Federação Alagoana de Futebol.
Fontes: Wikipédia – Laercio Becker – o livro “Quando o Futebol Andava de Trem: memórias dos times ferroviários brasileiros”, do autor Ernani Buchmann
Na abertura da temporada de 1990, o Flamengo faturou o 1º troféu: Taça Cidade de Nova Friburgo, ao golear o Cantagalo Esporte Clube por 5 a 0, no Estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo (RJ). A partida transcorreu, na tarde de domingo, às 14h30min., do dia 21 de janeiro de 1990. O Troféu Cão Sentado foi ofertado no final da partida ao vencedor, no caso o rubro-negro carioca.
O técnico do Flamengo, Valdir Espinosa estreou o novo esquema tático: 3-5-2, quase idêntico ao modelo empregado na época pelo então treinador da Seleção Brasileira: Sebastião Lazaroni. Nessa formação, Leandro jogou como libero, enquanto Josimar e Zinho foram os alas pela direita e esquerda, respectivamente.
O Flamengo abriu o placar aos 7 minutos. EduMarangon lançou Renato Gaúcho, que dentro da área, foi calçado. Pênalti, que Zinho cobrou com categoria. Três minutos depois, Zinho lançou Bujica que tocou na saída de Adílson para ampliar o placar.
Aos 13 minutos, Renato Gaúcho foi à linha de fundo e centrou na medida para Zinho que testou firme. A bola entrou, mas a rede furada e o auxiliar José Gomes, desatento, indicou erradamente que a bola teria saído pela linha de fundo.
Depois, numa jogada de efeito, Renato Gaúcho aplicou três lençóis no zagueiro Widmar e só não marcou um golaço, por que a bola explodiu nas costas de Tote. Porém, aos 32 minutos, não teve jeito. Renato Gaúcho driblou três marcadores e, dentro da área, chutou cruzado para delírio da torcida rubro-negra.
Na etapa final, o Flamengo diminuiu o ritmo e o jogo ficou no “banho-maria” e só ganhou emoção nos minutos finais. EduMarangon, depois de quase trocar sopapos com o zagueiro Alberto, e de fazer três excelentes lançamentos, marcou o 4º gol do Fla aos 40 minutos.
Dois minutos depois, o zagueiro Fernando lançou Renato Gaúcho que tirou o goleiro Adilson, para marcar o 5º gol e dando números finais a peleja. Segundo o Jornal dos Sports, os destaques da partida foram Edu Marangon e Renato Gaúcho que receberam Nota 8.
Curiosidades
A Taça Cidade de Nova Friburgo, foi organizado pela Prefeitura local e contou com uma rodada dupla. O 1º jogo, às 14h30min., contou com o jogo entre Cantagalo 0 x 5 Flamengo; e, na partida de fundo, às 16h30min., Friburguense 0 x 2 Botafogo.
Foram colocados à venda 12 mil ingressos (capacidade total do Estádio Eduardo Guinle). Foram 10 mil lugares para arquibancada descoberta; 1.200 para arquibancada coberta; 280 ingressos para cadeiras com os seguintes preços: NCz$ 40,00 (40 cruzados novos) – NCz$ 80,00 (80 cruzados novos) – NCz$ 150,00 (150 cruzados novos). O sócio do Friburguense tinha um desconto em quaisquer dos três valores acima.
CANTAGALO E.C. 0 X 5 C.R. FLAMENGO
LOCAL
Estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo (RJ)
CARÁTER
Taça Cidade de Nova Friburgo
DATA
domingo, do dia 21 de janeiro de 1990
HORÁRIO
14 horas e 30 minutos
RENDA
Não divulgado
PÚBLICO
Cerca de 4 mil pagantes
ÁRBITRO
Valter Senra (Ferj)
AUXILIARES
José Gomes (Ferj) e João Batista (Ferj)
CARTÕES AMARELOS
Ailton e Zinho (Flamengo); Tote, Alberto, Tinho, Jomar e Maíca (Cantagalo).
Zinho, de pênalti, aos sete minutos (Flamengo); Bujica aos 10 minutos (Flamengo); Renato Gaúcho aos 32 minutos (Flamengo), no 1º Tempo. Edu aos 40 minutos (Flamengo) e Renato Gaúcho aos 42 minutos (Flamengo), no 2º Tempo.
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – O Fluminense (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)
O Porto Novo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e a Praça de Esportes ficavam localizados na Rua Capitão João Manoel, s/n, no Bairro Porto Novo, em São Gonçalo (RJ).
Fundado no Sábado, do dia 10 de Janeiro de 1920, por desportistas do bairro de Porto Novo, nas cores rubro-anil, com o nome de Porto Novo Football Club. Na quarta-feira, do dia 03 de Abril de 1929, o clube foi reorganizado, alterando as cores para auriverde, mas sem alterar a data de fundação.
No domingo, do dia 1º de Maio de 1921, no festival promovido pela Sociedade Gonçalense de Desportos. No 1º jogo, venceu o Wisth; enquanto o Carioca superou o time B do Gonçalense. Na final, o Porto Novo venceu o Carioca, e faturou a Taça Dr. Norival de Freitas.
Acervo de Roberto S. Quintanilha
No mesmo ano, o Porto Novo foi campeão do II Campeonato Gonçalense de futebol de 1921. Organizado pela Liga Sportiva Gonçalense (LSG), a competição contou com a participação de sete clubes: Carioca Football Club – Club Athletico Mutondo – Parahyba Football Club – Porto Novo Football Club – Sociedade Gonçalense de Desportos – Tamoyo Football Club – Wisth Football Club.
Foto dos anos 30/40
Em maio de 1923, Felisberto do Amaral foi o 1º jogador do clube a se transferir para uma agremiação da capital. No caso, o Carioca Football Club, da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, organizado pela Liga Metropolitana.
Em 1933, o Porto Novo solicitou desligamento da Associação Gonçalense de Esportes Athleticos (AGEA).
Em 1948, foi eleita uma das diretorias consideradas que impulsionou o progresso da agremiação: Oswaldo Ornellas (presidente); Ademar Pereira Gomes (vice-presidente); Manoel Teixeira de Almeida Filho (1º Secretário); Aclinôr Gomes (2º Secretário); Joaquim Alves da Silva (1º Tesoureiro); João José Ornellas (2º Tesoureiro); Joaquim Ribeiro (Diretor de Esportes).
Em 1960, o Porto Novo se sagrou campeão do Torneio Popular de Futebol Edésio da Cruz Nunes, que reuniu 21 agremiações de Niterói e São Gonçalo. Na Série Augusto de Gregório(fase inicial), o Porto Novo Futebol Clube faturou o título. Em 12 jogos, somou 15 pontos; com cinco vitórias, cinco empates e duas derrotas; marcando 33 gols, sofrendo 26 e um saldo positivo de sete tentos.
Foto da década de 40
Abaixo os resultados:
Primeiro Turno
Porto Novo Futebol Clube
4
X
3
Associação Atlética Santa Cruz
Porto Novo Futebol Clube
4
X
5
Portinho Futebol Clube
Porto Novo Futebol Clube
2
X
2
Universal Mirim Esporte Clube *
Porto Novo Futebol Clube
2
X
0
Esporte Clube Agra
Porto Novo Futebol Clube
1
X
1
Mangueira Futebol Clube
Porto Novo Futebol Clube
3
X
3
Veterano Futebol Clube
* ganhou os pontos no Conselho de Justiça
Segundo Turno
Porto Novo Futebol Clube
2
X
2
Associação Atlética Santa Cruz
Porto Novo Futebol Clube
4
X
4
Portinho Futebol Clube
Porto Novo Futebol Clube
1
X
1
Universal Mirim Esporte Clube
Porto Novo Futebol Clube
1
X
2
Esporte Clube Agra
Porto Novo Futebol Clube
6
X
2
Mangueira Futebol Clube
Porto Novo Futebol Clube
3
X
1
Veterano Futebol Clube
A equipe de Aspirantes do Porto Novo foi campeão da Série Plínio Carvalhido, conquistando o título de campeão da Eficiência e vice-campeão da Disciplina.
A Diretoria de 1960 era composta pelos seguintes membros: Waldemar Rodrigues (Presidente); Oswaldo Ornellas (Presidente de Honra); Egerton Silva (Vice-presidente); Geraldo Ornellas e José Ribeiro Dias (Secretários); Euclides Vieira e Antonio Gonçalves Dias (Tesoureiros); Rossine Rocha (Diretor Social); Alvaro Braga e Lourival Lopes Soares,’Louro’ nos Aapirantes (Diretores de Esportes).
Foto dos anos 50
Time base de 1929: Napoleão; Gudão e Décio; Djalma, Guarany e Rangel; Vabo, Carango, Mario, Russo e Lauro.
Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello
FOTOS: Acervo de Roberto S. Quintanilha
FONTES: O Imparcial (RJ)- O Fluminense – Gazeta de Notícias (RJ) – Correio da Manhã (RJ)