Protegido: TIMES DA ALBÂNIA: 1° DIVISÃO 2008/09

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Nome: Klubi Futbollit Tirana

Cidade: Tirana

Fundação: 16/08/1920

Estádio: Selman Stërmasi stadium (12,500)

Uniforme: Camisa listrada na vertical em azul e branco; calção azul e meias azuis.

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Nome: Klubi Sportiv Elbasani

Cidade: Elbasan

Fundação: 1923

Estádio: Stadioni Ruzhdi Bizhuta (13,000)

Uniforme: Camisa amarelas; calção azul e meias amarelas.

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Nome: Klubi Sportiv Dinamo Tirana

Cidade: Tirana

Fundação: 1950

Estádio: Selman Stërmasi stadium (12,500)

Uniforme: Camisa azul; calção azul e meias azuis.

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Nome: Klubi Sportiv Vllaznia Shkodër

Cidade: Shkodër

Fundação: 1919

Estádio: Loro-Boriçi Stadium (16,000)

Uniforme: Camisa listrada na vertical em azul e vermelho; calção vermelho e meias vermelhas.

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Nome: Klubi Sportiv Teuta Durrës

Cidade: Durrës

Fundação: 1925

Estádio: Stadioni Niko Dovana (12,000)

Uniforme: Camisa azul; calção azul e meias azuis.

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Nome: Klubi Sportiv Shkumbini Peqin

Cidade: Peqin

Fundação: 1924

Estádio: Stadiumi i Qytetit (5,000)

Uniforme: Camisa azul celeste; calção azul celeste e meias azuis celestes.

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Nome: Futboll Klub Partizani Tirana

Cidade: Tirana

Fundação: 04/02/1946

Estádio: Qemal Stafa stadium (19,200)

Uniforme: Camisa vermelha; calção vermelho e meias azuis vermelhas.

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Nome: Klubi Sportiv Besa Kavajë

Cidade: Kavajë

Fundação: 1925

Estádio: Xhevat Hylviu (12,000)

Uniforme: Camisa amarela; calção preto e meias pretas.

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Nome: Klubi Sportiv Flamurtari Vlorë

Cidade: Vlorë

Fundação: 24/10/1923

Estádio: Stadiumi Flamurtari (8,500)

Uniforme: Camisa listrada na vertical em preto e vermelho; calção preto e meias pretas.

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Nome: Klubi Sportiv Lushnja

Cidade: Lushnjë

Fundação: 1926

Estádio: Abdurrahman Roza Haxhiu Stadium (6,000)

Uniforme: Camisa verde com detalhes nas laterais em amarelo; calção verde e meias verdes.

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Nome: Klubi Sportiv Bylis Ballsh

Cidade: Ballsh

Fundação: 1972

Estádio: Stadiumi Agush Maca (6,500)

Uniforme: Camisa listrada na vertical em vermelho e amarelo; calção vermelho e meias vermelhas.

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Nome: Football Club Apolonia Fier

Cidade: Fier

Fundação: 1925

Estádio: Stadiumi Loni Papuçiu (10,000)

Uniforme: Camisa listrada na vertical em verde; calção verde e meias verdes.

A Publicidade no futebol

A história da publicidade no Brasil começa no século 19, quando os anúncios em jornais se referiam, grosso modo, à comercialização de imóveis e de escravos.

Já no século 20, com o surgimento das revistas, as propagandas ganharam cores e ilustrações. Outra novidade foi a implementação do texto mais objetivo. A partir de 1920, com a chegada ao Brasil de grandes empresas multinacionais, o “boom” da propaganda instalou-se por aqui.

O rádio era o grande veículo de comunicação, a partir dos anos 30. Mas nos anos 50, o futebol passou a dar imagem aos anúncios, tornando as revistas e os jornais grandes meios de transmissão de comerciais. Por consequëncia, jogadores já famosos, como Garrincha, Pelé e Gylmar, passaram a virar garotos-propagandas de tudo quanto era tipo de anúncio. Pelé é, até hoje, um garoto-vovô-propaganda. Aliás, ele deveria ser chamado de o “rei do merchan”.

A partir da década de 70, as propagandas com jogadores de futebol e esportistas em geral foram para a TV colorida. Atualmente, os atletas “de grife” possuem contratos milionários com essa ou aquela empresa.
Por Sérgio Quintella.

As imagens a seguir eram um deleite para os jovens torcedores dos anos 50 e começo dos anos 60, antes da era da TV. Principalmente para quem é do tempo dos álbuns de figurinhas, das transmissões dos jogos de futebol nos antigos rádios à válvula e do futebol de botão de celulose ( tampa de relógio ) . Para mim que tenho a lembrança da transmissão da final da Copa de 1958 com transmissão de Edson Leite, vi despontar na revista O Cruzeiro o goleiro Gilmas despontando como manequim de moda.
Gilberto Maluf

A seguir vemos imagens das revistas “Manchete”, “A Gazeta Esportiva Ilustrada” e “Fatos & Fotos”, a partir dos anos 50. Material coletado no site Milton Neves.

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O craque Gérson em propaganda da Gillette.

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Mazzola, Zito e Gylmar, em anúncio das laminas Big Ben. É, jovens, antigamente a barba era feita com lâminas assim! E quando o sujeito tomava “umas a mais” e resolvia aparar o bigode? Não sobrava nada!

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E a Gillette sempre foi patrocinadora do radio-jornalismo esportivo brasileiro

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Veja o grande Oberdan Cattani em propaganda de creme de barbear.

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Luiz Mendes, o mais antigo jornalista esportivo em atividade, foi o garoto-propaganda da televisão Standard Eletric.

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A companhia Panair anunciou na revista manchete de 1958, congratulando a conquista da Seleção Brasileira.

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Gylmar, Mazzola e Belini em anúncio de camisa.

Um jogo e as consequências de marketing

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Em 1966, o Cruzeiro de Raul, Tostão e Dirceu Lopes também foi alvo da publicidade. Depois de vencer o Santos na decisão da Taça Brasil por 6 x 2 no Mineirão e de 3 a 2 no Pacaembu , uma inusitada propaganda invadiu as TVs, Revistas e Jornais. A chamada de marketing dizia que 14 jogadores do Cruzeiro fizeram a barba com a mesma Gillette Super Inoxidável, a intermináaaaaavel. Em pé na fileira de cima vemos Zé Carlos, Marco Antonio, Dirceu Lopes, Evaldo, Neco e Natal. Na fila de baixo estão
Wilson Almeida, Hilton Oliveira, Procópio, Raul, Piazza, Pedro Paulo e Willian.
Para quem não é da época, informo que em todos os veículos de comunicação esta propaganda estava presente.

O JOGO HISTÓRICO

Cruzeiro 6 x 2 Santos
quarta-feira, 30 de novembro, no Mineirão, Belo Horizonte, jogo de ida das finais da Taça Brasil 1966, em 30 de novembro de 1966

Juiz: Armando Marques (carioca)
Bandeiras: Joaquim Gonçalves e Euclides Borges (mineiros)

Expulsões: Procópio e Pelé

Renda: Cr$223.314.600

Público pagante: 77.325

Público presente: 90.000 (estimado)

Gols:
Zé Carlos (contra), Natal, Dirceu Lopes, Dirceu Lopes e Tostão, no 1º tempo; Toninho, Toninho e Dirceu Lopes, no 2º

Cruzeiro:
Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira. Tec: Airton Moreira

Santos:
Gilmar, Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira, Oberdan e Zé Carlos; Zito e Lima: Dorval, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe. Tec: Lula.

A história do 1º tempo só pode ser contada por meio dos fantásticos – pela quantidade e qualidade – cinco gols do Cruzeiro. Tudo o mais que se disser, é dispensável. A 1 minuto, Evaldo recebeu passe de Tostão no meio de campo e percebeu Dirceu correndo em direção ao gol. O lançamento saiu preciso. Quando o meia se preparava para concluir, o lateral-esquerdo Zé Carlos, tentando desarmá-lo, marcou contra: 1 x 0. Aos 5, Dirceu recebeu de Evaldo e serviu a Natal. O ponteiro driblou Zé Carlos e chutou forte: 2 x 0. Aos 20, Oberdan saiu jogando, perdeu a bola para Dirceu, levou dois dribles e saiu de cena. Com a visão desimpedida, o Dez de Ouros chutou violentamente de fora da área: 3 x 0. Aos 39, a defesa do Santos sofreu intenso bombardeio. De dentro da área, Hilton chutou e Mauro salvou. No rebote, Evaldo disparou outra bomba, mas Oberdan impediu o gol. A terceira tentativa coube a Dirceu Lopes. Em vez de força, jeito: 4 x 0. Com a palavra o autor da obra prima: “Meu forte sempre foi o corte de fora da área. Como tinha muita velocidade e, naquela época, o futebol era mais solto, qualquer bola que eu apanhasse no meio de campo era um perigo para o adversário. Naquele lance, recebi a bola na entrada da área. Dei um corte no zagueiro, passei a bola do pé direito para o esquerdo e bati. Ela fez uma curva e enganou o Gilmar, que ficou agarrado na trave. Foi um golaço”. Aos 41, Dirceu driblou Mauro dentro da área e foi derrubado por Oberdan. Pênalti. Tostão fez inacreditáveis 5 x 0.

No final do 1º tempo, a caminho do vestiário, Pelé ouve o couro provocador da torcida mineira: “Cadê Pelé? Cadê Pelé?”. O Rei acenou para a torcida com a mão espalmada. Cinco gols? Não, cinco vezes campeão brasileiro, ele explicou. A verdade, contudo, é que, naquela noite, marcado individualmente por Piazza, Pelé não viu a cor da bola.

Cruzeiro voltou relaxado pensando em barganhar o jogo: tocaria a bola e o adversário se contentaria em evitar mais gols. Mas, ao invés de aceitar o fato consumado da derrota, o Santos foi à luta pensando em remontar o placar. Nos vestiários, seus jogadores ouviram poucas e boas do treinador Lula: “É preciso parar esta linha de qualquer forma, se não parar no grito tem que ser no tapa, na botina, não pode é continuar desta forma. Eles estão fazendo a nossa área de avenida”. Deu certo. Aos 6 e aos 10, Toninho Guerreiro marcou: 5 x 2. A torcida assustou-se. Pelé tinha fama de, quando provocado, superar-se e virar resultados tidos como definitivos. Mas Tostão, Dirceu e Piazza retomaram o controle do jogo. Tocando bola com rapidez, o Cruzeiro voltou a colocar o Santos na roda. E a pá de cal sobre o pentacampeão brasileiro foi atirada aos 27 minutos. Evaldo recebeu passe de Tostão, driblou Oberdan e chutou forte, Gilmar deu rebote. Dirceu apareceu do nada para tocar para as redes: 6 x 2. Estava de bom tamanho. Daí em diante, os times limitaram-se a exibir sua técnica refinada sob aplausos ininterruptos da torcida. Era preciso economizar energias para o jogo decisivo, uma semana depois, no Pacaembu.

Comentário do jogo: www.benny75.com/hotsite/taca66

O curioso caso de Masal Bugduv!!!!

Amigos achei essa reportagem e repasso, a que ponto a internet influencia o mundo …

Há duas semanas, o respeitado jornal britânico The Times publicou uma de suas famosas listas esportivas, desta vez com um ranking das 50 maiores promessas do futebol mundial. No topo da lista estava o meio-campo Hernanes, do São Paulo e da seleção brasileira, que bateu atletas de grandes times europeus e também alguns desconhecidos. Entre esses estava um jogador chamado Masal Bugduv do Olimpia Balti, da Moldávia, que ficou em 30º lugar. Mas Bugduv tem um problema. Ele não existe.

A farsa foi desmascarada por Neil McDonnell, do blog de futebol Soccerlens, que escreve sob o pseudônimo de Fredorrarci. Intrigado pela história do suposto jogador, oriundo da Moldávia, uma ex-república soviética com 3,8 milhões de habitantes e sem qualquer tradição no futebol, ele começou a pesquisar a vida de Bugduv. E graças a contatos com jornalistas da Rússia e da Moldávia, descobriu que o jogador não existia e que Masal Bugduv nem mesmo é um nome moldavo.
McDonnell mostrou também que o The Times havia sido enganado e que não era o culpado pela farsa, iniciada em fóruns na internet. Outros veículos respeitados, como o site Goal.com e a revista esportiva britânica When Saturday Comes também citaram o atleta. A publicação chegou a afirmar em sua edição de janeiro que o atacante de 16 anos era uma esperança para o futebol da Moldávia, que vem sendo atrapalhado por conta de questões separatistas na região da Transnistria, no leste do país.

Segundo a revista eletrônica Slate, que publicou uma reportagem sobre a farsa de Bugduv na sexta-feira (23), o Goal.com e a When Saturday Comes pediram desculpas imediatamente. Já o Times, antes das desculpas, optou por substituir Bugduv pelo atacante Jay Simpson, do Arsenal (Inglaterra), que nem havia aparecido entre os 50 primeiros..

A origem da farsa de Masal Bugduv

No blog Soccerlens, em um post com o título O curioso caso de Masal Bugduv (sátira com o nome do filme O curioso caso de Benjamin Button, indicado ao Oscar), Neil McDonnell explicou como descobriu a farsa. Segundo ele, além das citações no Times, no Goal.com e na When Saturday Comes, o nome de Bugduv aparece em diversos sites e fóruns de futebol na internet, sempre nos comentários das notícias e posts, e muitas vezes com citações supostamente de agências de notícias, como a Associated Press (AP), que revelavam o interesse de clubes como o Arsenal e o Liverpool pelo jogador. Uma busca no site da AP, no entanto, não encontra resultados com o nome de Bugduv.

Para McDonnell, a farsa foi obra de um irlandês. O indício mais forte disso é que, em um desses posts fantasmas na internet, há declarações atribuídas a Bugduv no jornal moldavo Diario Mo Thon, que também não existe. McDonnell explica que “mo thon” significa, em uma tradução politicamente correta do idioma irlandês para o português, “meu traseiro”.

A Slate levantou um outro indício para a origem irlandesa do trote. O som de Masal Bugduv se assemelha em irlandês a m’asal beag dubh, o que significa “meu pequeno burro preto” e é o nome de uma história do escritor irlandês Pádraic Ó Conaire. No conto, um homem é convencido a pagar uma grande quantia de dinheiro por um burro preguiçoso após ouvir boatos entre seus vizinhos de que o animal era muito ativo.

A noticia original se encontra aqui: http://soccerlens.com/the-curious-case-of-masal-bugduv/20613/

Fonte:Revista Época

A mordida de Torbis em Nilton Santos

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Na foto aparece o jogador Torbis seguro por atletas e policiais.

O jogo foi realizado no estádio de General Severiano, no dia 23 de dezembro de 1951 pelo campeonato carioca. O Botafogo venceu por 3×0, com gols de Otávio. Braguinha e Otávio. O juiz foi Gimenez Molina.
Nesse ano de 1951, o Botafogo cumpriu uma complicadíssima campanha no campeonato. Nas últimas rodadas se envolveu num conflito medonho em General Severiano, num jogo contra o São Cristovão. A briga foi tão grande que somente terminou com a intervenção da Policia Especial, que atirou bombas de gás lacrimogêneo para todos os lados, ferindo um de seus próprios integrantes. O soldado Ari dos Santos teve sua mão direita despedaçada porque a bomba explodiu antes de ser lançada. Entre os jogadores, porém, nada a lamentar. A não ser o nocaute e os ferimentos no rosto de Nilton Santos que, depois de medicado, ficou por algum tempo ostentando grossos esparadrapos no lábio e na testa como prova de sua participação na luta.
Aos 13 minutos do segundo tempo, quando o Botafogo já vencia por 2×0, o goleiro do São Cristovão Luiz Borracha, saltou para defender um centro sobre sua área e caiu. Pirilo, que vinha na corrida, chutou propositadamente o goleiro, dando prova do seu nervosismo. Torbis reclamou e recebeu um tapa de Pirilo. Foi o sinal para que a briga envolvesse os demais jogadores, dela participando praticamente os 22 atletas. O conflito já durava mais de 10 minutos quando a Policia separou os jogadores. Um deles, estava estirado no gramado, desmaiado: Nilton Santos. Posteriormente, tudo ficou esclarecido. O zagueiro do São Cristovão, Torbis, que já estava enfurecido pelo tapa que levou de Pirilo, pegou o Nilton Santos e lhe deu uma dentada nos lábios que levou alguns pontos e tempo para sarar.
Para completar. A primeira providência do juiz Molina foi expulsar os vinte e dois jogadores. Dirigentes dos dois times, preocupados com as próximas rodadas do campeonato, conseguir demover o arbitro de sua idéia. Molina, pressionado, expulsou apenas Pirilo e Paraguaio do Botafogo e Luiz Borracha e Torbis do São Cristovão. O jogo teve prosseguimento, num clima tenso e o Botafogo ainda conseguiu fazer seu terceiro gol. Quando o jogo terminou, a torcida do Botafogo tentou agredir os jogadores do São Cristovão. Foi necessário que a Policia Especial entrasse em ação e um guarda foi ferido. Uma hora depois, ânimos serenados, o ônibus o São Cristovão deixou General Severiano, enquanto Nilton Santos, nos vestiários, era socorrido, de lá levando vários pontos na testa e nos lábios.

Fonte: O Esporte Ilustrado

Juiz desmaiou com o gol da vitória do seu clube

O juiz foi o senhor Batista Cortes, arbitro da Federação Alagoana de Desportos, hoje Federação Alagoana de Futebol. O jogo aconteceu no campo do mutange no ano de 1963 entre Guarani do Poço e CSA. Era uma partida pelo campeonato alagoano da primeira divisão. Batista Cortes nunca negou que era um torcedor do CSA.
O CSA, clube dos mais tradicionais do futebol do Nordeste, era o total favorito. O Guarani do Poço, recém integrante do campeonato alagoano, era um time bem armado, mas com poucas chances de vencer. O jogo se arrastou até quase o seu final e o zero a zero se mantinha. Quando todos acreditavam que o gol não ia acontecer, surgiu o lance aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Uma bola lançada na área do Guarani e o artilheiro do CSA, Clovis, meteu a cabeça na bola e marcou o gol da vitória. Alegria geral dos azulinos. Tristezas dos rubros negros. Neste momento, o arbitro que sempre foi torcedor do CSA, apitou o final do jogo, e desmaiou.
Todos, ou quase todos, afirmam que ele desmaiou de emoção pela vitória do seu clube. Outros, não acreditam. Batista Cortes afirma que desmaiou porque o sol estava muito forte (o jogo começava as 15 horas) e a cinta que usava estava apertada. A noticia ganhou o mundo e foi matéria para a revista O CRUZEIRO, na época, a melhor revista do Brasil. Esta história está registrada no depoimento feito ao Museu dos Esportes pelo artilheiro Clóvis, autor do gol do jogo.

Fonte: Museu do Esporte

Demissão por “competência”

No início dos anos 90, em uma cidade perto de Congonhas/MG, a competição da Primeira Divisão da Liga Amadora estava a todo vapor. Os jogos eram disputados com muita garra por todas as equipes, que queriam chegar ao título. Mas a principal equipe da cidade passava por um mau momento técnico. Durante o primeiro turno, havia conseguido apenas uma vitória e amargava as últimas colocações na tabela de classificação.
A torcida estava revoltada com o presidente do clube, que parecia não estar muito preocupado com a situação, pois estava em fim de mandato. Mas a pressão da torcida foi muito grande e a diretoria resolveu contratar um renomado treinador da capital, para tentar reverter a situação do clube na competição. Para se deslocar da capital até a cidade do interior, o treinador pediu uma quantia em dinheiro para cada vitória que conseguisse. A diretoria não teve outra saída, a não ser aceitar a proposta.
Com a chegada do novo treinador, que era de competência indiscutível, a equipe cresceu de produção no segundo turno, conseguindo vitórias consecutivas e logo alcançando as primeiras colocações na tabela. A torcida esta entusiasmada. Mas o presidente não compartilhava do mesmo entusiasmo. As despesas com o treinador estavam ficando muito altas, devido ao sucesso da equipe. E era ele quem pagava. Após mais uma vitória no campeonato, o presidente “demitiu” o treinador, por motivo de contenção de despesas.
Você é capaz de adivinhar o que aconteceu com o time ? Pois é isso mesmo que você pensou. A equipe entrou em baixa novamente e foi parar na segunda divisão.
A torcida ficou revoltada e tentou linchar o presidente. Com o fim de seu mandato, o presidente se mudou de cidade e deixou a “bananosa” para o futuro presidente. O clube amarga até hoje a segunda divisão e a torcida continua à procura de um novo “Salvador da Pátria”, para ascender o clube novamente à Primeira divisão.

Fonte: livro Causos da Bola, do jornalista Victor Kingma