URI JESUM O ENTORTADOR DE LATERAIS DO FUTEBOL BAIANO!

Em 1976, aqui em Salvador desembarca o ponta esquerda vindo do São Paulo FC, Jesum Gabriel chega para reforçar o time para a disputa do campeonato baiano e subustituir o ponteiro Marquinhos, logo cedo caiu nas graças da torcida tricolor com um futebol agil, habilidoso e com dribles desconcertantes, era uma festa vê-lo jogar pela ponta esquerda em uma epóca em que não faltavam estes velozes e sagazes atacantes e com Jesum não era diferente, além das qualidades acima ele tinha um chute potentoso e logo se tornou um inferno para os laterais direitos da Bahia, nesse mesmo tempo na antiga URSS aparecia um paranormal chamado Uri Geller que entortava colheres, garfos com o poder da mente, e ai Jesum com sua paranormalidade de entortar os defensores adversários, ganhou o apelido de Uri Jesum.

Aqui na Bahia, Teola do Jequié era o que mais sofria com Jesum, Iauca do Itabuna, Claudio Deodato do Vitória, Joca do Fluminense e Silva Paraiba do Atlético de Alagoinhas tinha pesadelos, Claudio Deodato em um BAVI chegou a ser substituido com dores no nervo ciatico devido aos dribles, nas três temporada que disputou pelo Bahia, Jesum ganhou os campeonatos baianos de 76/77 e 78, neste mesmo ano venceu a Bola de Prata da Revista Placar, deixando para trás verdadeiras lendas da posição no país como Joãozinho do Cruzeiro, Zé Sergio do São Paulo, Romeu do Corinthians, Bozó do Guarani, Zezé do Fluminense, também fez estragos com laterais como Rosemiro do Palmeiras, Eurico do Grêmio, Orlando do Vasco e Zé Maria do Corinthians e Nelinho do Cruzeiro.

No campeonato brasileiro de 77 que teve sua fase decisiva em 1978 em um jogo na Fonte Nova contra o Cruzeiro, Nelinho marcou um dos gols e deu passe para o outro gol mineiro, mais ele levou um baile de Jesum desde o começo do jogo, apesar da derrota até aos 40 minutos do segundo tempo, Nelinho estava em apuros e nos cinco minutos finais, Jesum marcou um gol e deu o passe para Jorge Campos empatar o jogo e por pouco o Bahia não conseguia uma virada para a história por que no minuto 45, Jesum manda na trave um bola, depois de deixar Nelinho sentado no chão, para delirio da massa tricolor.

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Jesum com a camisa 11 do Bahia em 1976

Jesum com a camisa do bahia além dos 3 titulos estaduais, marcou 38 gols, foi um dos maiores ponteiros que vi jogar com a camisa do clube, comparado a Biriba ponta campeão da Taça Brasil em 1959, ele deixou o Bahia em 1979 indo para o Grêmio, andou pelo Cruzeiro e em 1985 defendeu o Vitória e na sua estreia com a camisa do rival em que entortou tantos laterais, ele marcou um gol justamente contra o Bahia e de falta, mesmo assim tenho certeza que os mais antigos torcedores do Bahia jamais se esqueçeram das tardes de domingo que Uri Jesum
fazia da sua paranormalidade a alegria da torcida do Bahia.

Fonte: Texto Galdino Silva
Foto: Bavi na Net

O Grande Gilmar

Depois veio para o Corinthians e se consagrou. Mas, Gilmar, teve dias difíceis nessa dificil profissão de goleiro.
O goleiro naqueles anos, era um perseguido . No lugar que ele pisava nem grama nascia, naqueles anos de um futebol ainda primitivo, em qua havia terra proximo a trave e quando chovia ficava com muito barro.
Quando o time perdia o, culpado quando não era só o Juiz, era o goleiro, que era chamado de “frangueiro” ou “gaveteiro”.
Gaveteiro, era o termo usado para quem levava dinheiro para deixar passar bola dos times adversários, facilitando a vitória do adversario. Era só o time perder feio para que as más línguas falar que o goleiro tinha entregado o jogo ao adversário.
Gilmar veio de graça para o Corinthians numa transação entre os clubes, Corinthians e Jabaquara de Santos.

Foto inicio de carreira, Diario Popular 1951
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O Jabaquara tinha sido rebaixado para a segunda divisão e o jovem Gilmar, tinha sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista de 1950, com 53 gols sofridos.
Na contratação de Ciciá, um negro magro e centro médio do Jabaquara para o time de Parque São Jorge os dirigentes do clube de Santos disseram aos diretores do Corinthians:
-Olha temos esse goleiro que não nos interessa mais. Pode levar ele de contra peso.
E ele foi pois o Corinthians tinha Luiz Moraes (Cabeção) como titular e sempre é bom ter um goleiro a mais. Foi assim que ele desembarcou em São Paulo, a caminho “da fazendinha” , Rua São Jorge, zona leste da cidade de São Paulo.
E lá estava Gilmar, que logo foi batizado pelos jogadores corintianos de “girafa” por ser alto.
Um dia Cabeção o goleiro titular se machucou, e Gilmar que vinha fazendo bons treinos foi para o gol. Aquele desconhecido goleiro, que o povo só sabia de sua existência por ter sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista do ano anterior, com 53 gols sofridos, estava como titular no campeonato paulista, no lugar de Cabeção.
Um dia a tragédia aconteceu na carreira de Gilmar dos Santos Neves.
Era um jogo com a Portuguesa de Desportos, naquele novembro de 1951, um dia que o ponteiro direito Julinho estava com o diabo no corpo, marcando quatro gols, naqueles inesquecíveis 7 a 3 para a Portuguesa.
Gilmar foi considerado culpado pela fragorosa derrota. Porem teve algo que podia ser levado como desculpa. Num lance ele teve uma fratura no pulso e assim mesmo foi até o final do jogo. Naquele tempo não se podia fazer alteração.
Gilmar foi vitima daquela conversa fiada e, foi acusado formalmente até mesmo por diretores de “entregar o jogo”.
Foi afastado, e execrado publicamente. Acusado de gaveteiro. Ficou um ano na reserva. Nunca reclamou de nada.
Ficou muito tempo na reserva treinando normalmente no parque São Jorge. Quando o goleiro titular Cabeção se machucou, Gilmar voltou, mas ainda com desconfiança dos diretores, e da torcida, e também comentários da imprensa de um novo fracasso.
Gilmar sempre um homem tranquilo, foi para o gol e se firmou novamente como titular e nunca mais saiu do time. Gilmar foi o responsável por varias vitórias e títulos do Corinthians.
Em 1953 foi convocado para defender a seleção brasileira no Sul Americano de Lima, (Peru). Entrando no segundo tempo no lugar de Castilho. Defendeu um pênalti. Também na seleção Paulista foi o goleiro titular.

Na decisão do titulo do campeonato brasileiro de seleções no Pacaembu, Gilmar fez miséria de baixo das traves. Os paulistas ganharam e foram campeões. Ao final do jogo Otavio Muniz, repórter da radio pan-americana (a emissora do esporte) foi entrevistar Newton Santos (Nilton Santos), zagueiro esquerdo dos cariocas. Respondendo a pergunta do repórter disse:
-Com esse monstro debaixo da trave não tem Cristo que ganhe.

Em 1954, Gilmar foi o responsável pelo titulo maior do Corinthians. O de campeão paulista do IV Centenário. Antes do jogo contra o Palmeiras no empate de 1 x 1 que lhe deu o titulo, o Corinthians jogou contra a Ponte Preta em Campinas. Gilmar fez miséria debaixo da trave, pegou tudo o que veio pela frente. Foi um ponto importante de vantagem sobre o Palmeiras, o que deu tranquilidade para ser campeão pelo empate já na penultima rodada do campeonato.

Canhoteiro marca o segundo gol do São Paulo na final de 1957
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A única vez que vi Gilmar perder a esportiva foi em 1957, na final contra o São Paulo, onde o Corinthians perdeu por 3 x 1. Provocado por Maurinho, ponta direita do tricolor dizendo durante o transcorrer da partida que ia botar uma bola dentro de sua rede. Quando isso aconteceu inclusive num lance muito contestado por impedimento, ao final do jogo de cabeça quente, Gilmar correu atras do ponteiro, que fugiu para o tunel.

Maurinho vai marcar o terceiro gol do São Paulo naquela final de 1957.
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Dizem que o ponteiro do São Paulo colocou a bola por entre o meio das pernas de Gilmar. Eu acho que foi ao lado da perna esquerda do goleiro, esse foi o lance que deixou o grande goleiro Gilmar irritado. Ao marcar o gol, Maurinho teria, segundo linguas, passado a mão no rosto de Gilmar dizendo: – Não falei que botava uma ai dentro?

Gilmar fez seu batismo na seleção brasileira em 1953, no sul americano de Lima (Peru), Gilmar era apenas o goleiro reserva, mas teve que substituir o titular Castilho. Defendeu um pênalti. Em Wembley 1956, num jogo amistoso contra a Inglaterra, o Brasil perdeu da Inglaterra por 4 x 2, mas Gilmar, fez defesas impressionantes e o placar poderia ser muito maior. Só não foi porque Gilmar defendeu dois pênaltis. Ali já estava escrito que o Brasil teria um goleiro fenomenal em futuras disputas.

Foi bi campeão do mundo pela seleção brasileira e varias vezes, campeão, pelo Corinthians e Santos.
Alem de um grande jogador, foi um cavalheiro, Tinha uma coisa que poucos mostraram, Ética.
Na copa de 1966 da Inglaterra, ficou na reserva de manga do Botafogo.

Devido ao fracasso do goleiro Manga, ele jogou contra a Hungria. Era constantemente provocado por parte de alguns da imprensa para criticar o goleiro Manga pelo fracasso do jogo contra Portugal. Mais uma vez foi ético defendendo seu colega de profissão.

Depois de muitos anos de Corinthians, Gilmar teve seu passe vendido ao Santos F.C, em Dezembro de 1961.
Clubes que jogou: Jabaquara, Corinthians e Santos; Títulos: Campeão paulista em 1951, 1952 e 1954 e do Rio-São Paulo em 1953 e 1954, pelo Corinthians.
Pelo Santos, foi campeão paulista em 1962, 1964, 1965, 1967 e 1968, Rio-São Paulo em 1963, 1964 e 1966, Taça Brasil em 1962, 1963, 1964 e 1965, Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1968 e Libertadores e Mundial interclubes em 1962 e 1963,pelo Santos e Copa do Mundo em 1958 e 1962, pela seleção brasileira.

Em 1969, o técnico do selecionado brasileiro João Saldanha, convocou o goleiro Gilmar dos Santos Neves, só estava sendo convocado por um motivo: – Completar 100 jogos com a camisa de goleiro da seleção, camisa essa, que ele já vestiu por 99 vezes, segundo os arquivos da C.B.D. (confederação brasileira de futebol). Ia jogar pelo menos 10 minutos e depois cederia seu posto a, Felix, que estava cotado para ser o titular do gol brasileiro para a copa do mundo de 1970.
Gilmar já estava pensando em sua aposentadoria no futebol, pois já estava com 38 anos e, ia completar 39 em agosto. O jogo que ele vestiria a camisa da seleção pela ultima vês, seria em 12 de Junho daquele ano de 1969, contra a Inglaterra. Nesse ano havia um a novidade em termos de seleção brasileira. O radialista e comentarista esportivo da Radio e TV Globo foi indicado como técnico. Alguma coisa diferente já estava acontecendo. Os jogadores tinham sido convocados, e o time titular era anunciado com antecedência.

Gilmar treina duro para jogar pela ultima vez pela seleção 12 junho 1969. (foto jornal da tarde)
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Fonte: Mario Lopomo que comenta:
Apesar de eu ser palmeirense, Gilmar foi meu grande ídolo.

Jamais vi um goleiro fazer defesas tão sensacionais como ele.

Era um goleiro de grande elasticidade.

Qualquer um de agora não chegou aos pés dele.

CLUBES DE PORTUGAL – UNIÃO DESPORTIVA CARANGUEJEIRA

Sem dúvida, os nomes de clubes mais curiosos se encontra em Portugal. Abaixo um destes:

NOME: UNIÃO DESPORTIVA CARANGUEJEIRA

ENDEREÇO: Rua de São Vicente Campo Da Maia / Caranguejeira

FUNDAÇÃO: 13 de Junho de 1978

CORES OFICIAIS: verde / amarelo

SITUAÇÃO ATUAL: Filiado a Associação de Futebol de Leiria

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GRANDES TENORES NA ARTE DE CANTAR É GOLLLLLLLLLLLLLLL!

“ Prepara-se Zico defronte a tribuna Amsterdã, vai bater o Zico, coloca-se a barreira um pouco a frente do pênalti, correu Zicão atirou é gol gooooooooooooooolllllllllllllllll, Zicão camisa numero 10 quando eram decorridos…” A narração de um gol numa partida de futebol é o momento apoteótico de um locutor, é seu momento de um tenor seja ele clássico, soprano ou baritono, pelas ondas do radio.Este gol acima é o segundo gol do Flamengo sobre o Cobreloa na final da Taça Libertadores de 1981, Jorge Curi para mim o maior de todos que eu escutei e tenho muitos gols do Flamengo narrados por ele, assim como Curi tivemos e temos ainda muitas vozes pitorescas e seus gritos de gols de formas peculiares e algumas como marcar registradas não somente o grito de gol mais também a forma de narrar uma partida de futebol, quem não sente saudade de ouvir Waldir Amaral pelas ondas das rádios Tupi e Globo do Rio de Janeiro nas tardes de domingo, o seu famoso “ O relógio marca” e outros bordões como “Individuo Competente” e “Tem peixe na rede” foi ele também que colocou o apelido “Galinho de Quintino”em Zico.

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Mestre Waldir Amaral na gabine do Maraca

Outro saudoso grito de gol famoso que nos deixou recentemente foi Fiori Gigliotti, nascido em Barra Bonita em 1928, Fiori era a alma do radio esportivo paulistano ao lado de Osmar Santos, seus bordões como “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, “E o tempo passa…” (quando uma equipe precisava fazer um gol), “Agüenta coração!”, “Crepúsculo de jogo” e “Torcida brasileira”. Fiori escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.

Osmar Santos, o garotinho um dos maiores locutores na arte de transmitir futebol, era um tremendo sucesso as suas locuções e sua equipe que tinha Fausto Silva como repórter de campo, Sempre muito criativo, inovou também quando passou a narrar jogos pela TV Record. Em alguns momentos a câmera o mostrava na cabine e ele falava diretamente com o telespectador. Também criou bordões que foram tão bem aceitos pelo público, que ecoavam pelos estádios, como o famoso “Parou por quê, por que parou?”. Entre suas expressões inesquecíveis, estão: Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha, “Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda”, “Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho”, “No caroçinho do abacate” “ai garotinho” e uma das narrações de gol mais marcante do rádio brasileiro “E que GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL”. Também foi Osmar Santos quem criou a expressão “Animal”, que melhor representou o jogador Edmundo, terminando por se tornar a sua marca registrada. Em 1994 sofreu um acidente de automóvel que fez interromper a sua brilhante carreira no radio esportivo brasileiro.

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Fiori no Pacaembu

O grande locutor da história do rádio talvez tenha sido Pedro Luiz, que narrou o primeiro tempo do jogo Brasil e Suécia na final da Copa de 1958. No segundo tempo o locutor foi Edson Leite. Foi uma dupla de fazer história. Pedro Luiz tinha uma capacidade de descrever detalhes que só vi, anos depois, em José Silvério, da Jovem Pan. Os especialistas dizem que foi o maior da história. Conseguia com poucas palavras vislumbrar o panorama da jogada. Pedro Luiz, foi altivo, narrou normalmente a derrota do Brasil na copa de 1950 sem deixar transparecer nada e elogiou os uruguaios legítimos campeões. Era também um craque em narrar outras modalidades esportivas.
José Silvério, dono de uma voz inconfundível e de uma precisão incomparável, é considerado por muitos o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história.
Já narrou mais de 20 modalidades esportivas, mas destacou-se no futebol, sobretudo de São Paulo. Cobriu todas as Copas do Mundo desde 1978. Em sua carreira, passou por situações curiosas, como narrar a final do Campeonato Brasileiro de 1979 na pista de atletismo do estádio Beira-Rio, com os cães da polícia à sua frente. Outra situação curiosa foi durante um treino da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1986: sem autorização para narrar do estádio, os locutores das rádios tiveram de improvisar, e Silvério subiu em uma árvore, de onde avisava o repórter de campo Wanderley Nogueira sempre que não conseguia ver algum lance, para que ele o ajudasse com a narração.
Autor de jargões inúmeras vezes repetidos por outros locutores, sendo o mais notório o “E que golaço!”, que surgiu de improviso e foi incorporado ao seu repertório. Tem uma espécie de “tique”, que é sua marca registrada, qual seja, estender a pronúncia das últimas sílabas das palavras (Por exemplo, o repórter Leandro Quesada é chamado de “Quesadaaaaannnnnnnnnn”). É considerado o Pai do Gol.

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Saudoso Jorge Curi

José Carlos Araújo, O Garotinho legitimo e carioca da gema, é hoje um dos ícones do radio esportivo brasileiro sem sombra de duvidas, substituiu Waldir Amaral na Radio Globo, teve uma passagem rápida pela Radio Nacional mais voltou a Globo, com seu celebre “Entrouuuu ggggoooooolllll….. do ….” “Voltei” “Vai mais Vai mais “ Ele José traz de volta os bons tempos das grandes narrações dos jogos dos times do Rio de Janeiro sem sombra de duvidas.

Aqui na Bahia temos o Silvio Mendes como grande showman das transmissões esportivas, com pontos de mais de 70% por cento de audiência em suas narrações, seu famoso grito de gol “Nasceuuuuuu gooooooollll do …. ” A Josilda ta no fundo da rede e o reloginho marcando …. ” Não chore não chore ” Deixa quieto…” “Alô galerinha que me ama agora ta no placar….” sào seus bordões mais famosos.

Jorge Curi que para mim foi o maior que ouvir narrar uma partida de futebol, sua voz trepidante arrepiava até mesmo quando o gol era contra o seu time, em 1978 tive o prazer de ouvi-lo narrar uma partida entre Botafogo/RJ e Bahia no Maracanã e quando Beijoca fez o gol do Bahia de cabeça ele apelidou carinhosamente o troncudo atacante tricolor de Trator, seus bordões “Passa de passagem em homenagem a Mané Garrincha, “A hora do Pato” “No placar do maior do mundo, o tempo marca….”, tenho muitos gols do Flamengo narrados por Curi gravados em CD’s quase perdi estes arquivos outro dia mais conseguir recuperar.

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O Garotinho um dos melhores da nova geração de locutores.

Fontes: Textos Galdino Silva
Blog Radio Base
Fotos: Museu do Esporte

Walter Silva, o Pica Pau

A entrevista de Walter Silva foi feita em janeiro de 2005. O grande jornalista morreu na sexta-feira, dia 27 de fevereiro de 2009, aos 75 anos. Nossa homenagem a este grande corintiano e excelente profissional.
Walter Silva (São Paulo, 7 de março de 1933 – 27 de fevereiro de 2009) foi um jornalista e produtor musical brasileiro.

Também conhecido como “Pica-Pau”, iniciou a carreira profissional em 1952, em São Paulo, como locutor comercial da Rádio Piratininga. Desde então exerceu intensa atividade como jornalista das seguintes rádios:

Rádio 9 de Julho (1973), emissora oficial do IV Centenário de São Paulo, como locutor e apresentador
Rádio Cultura (1954), como locutor e apresentador
Rádio Mayrink Veiga e Rádio Mundial (1955), no Rio de Janeiro
Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1956), como apresentador dos espetáculos musicais do Departamento de Intercâmbio
Em 1960, conquistou o prêmio de melhor repórter esportivo da televisão (TV Tupi). Foi o primeiro a narrar um jogo de futebol americano na América latina.
Qual o seu time?
Corinthians.

Qual o jogo marcante?
Corinthians 4×3 Palmeiras, no Morumbi, em 71. A vitória de virada foi inesquecível.

Qual a sua seleção de todos os tempos?
A de 1970 reforçada por dois jogadores: Robinho e Sócrates.

Qual a camisa mais bonita?
Eu gosto muitos das camisas brancas, principalmente a do Corinthians, a do Santos e a do Real Madrid.

Qual o melhor e o pior esporte?
Futebol, o melhor, e automobilismo, o pior.

Em que rádio você ouve futebol?
Eu não ouço futebol em nenhuma rádio. Eu ouviria se o Pedro Luiz e o Mário Moraes estivessem vivos. Sofro pela TV.

A revista que você lê.
Revista é como pão amanhecido. Prefiro ler jornais.

Qual o melhor e o pior presidente da história do Brasil?
JK foi o melhor. E o pior foi o Getúlio Vargas, o presidente que exerceu a ditadura mais nojenta da América.

A personalidade marcante em sua vida.
Paulo Francis.

Narrador esportivo de TV e de rádio.
De TV, Milton Leite. Uma das falhas da televisão brasileira foi ter empregado o Galvão Bueno. De rádio, eu escutava o Pedro Luiz.

Comentarista esportivo de TV e de rádio.
De TV, Maurício Noriega. De rádio, Mário Moraes.

Repórter esportivo de TV e de rádio.
Acho que na TV só tem aprendiz. De rádio, eu fico com Wanderley Nogueira, um homem ético, trabalhador e bom caráter.

Apresentador esportivo de TV e de rádio.
Eu não voto no Milton Neves porque ele é criador de polêmicas e eu sou contra este artifício. Não voto em ninguém.

Apresentador de auditório de TV.
César de Alencar.

Jornalista de TV.
José Nêumanne Pinto, Roberto Dávila e Renata Fan, que é culta e tem ética.

Programa esportivo de TV.
“Terceiro Tempo”, da Record.

Quem melhor escreve sobre esporte no Brasil?
José Roberto Torero e Tostão.

O melhor e o pior cartola.
Acho que ninguém se salva. Eu gostava apenas do Márcio Braga, mas só quando ele começou no Flamengo.

O melhor e o pior técnico.
O melhor foi o Luxemburgo, campeão por onde passou. O pior? Não me lembro.

Wikipedia e Milton Neves

História de confrontos: América X Rio Preto

A rivalidade entre RIO PRETO EC e América Futebol Clube surgiu em meados da década de 1940, chegando à estratosfera nos anos 50. Refluiu um bocado durante a 2ª metade do século passado e hoje, aos trancos e barrancos, segue com uma das mais genuínas expressões da cultura popular rio-pretense.

Fundado em janeiro de 1946, o Diabo nasceu estimulando a dissidência de jogadores do Glorioso para contratá-los em seguida (Birigui foi um deles; veja). Ressabiados, doutores e coronéis esmeraldinos deram o troco e negaram o empréstimo do velho “Victor Brito Bastos” para a partida de estréia do rival.

Desde então, foram disputados 58 jogos, com 32 vitórias do América, 18 empates e 8 vitórias do RIO PRETO EC. Números que impressionam os mais afoitos, mas que não enganam a galera do Jacaré.

A razão é simples e esconde um aspecto sistematicamente desprezado pela “crônica do Diabo” (para usar a feliz expressão do esmeraldino Carlos Adão).

Ora, nas últimas 6 décadas, enquanto o América jogou contra os “grandes”do Estado por 30 e poucos anos seguidos, o RIO PRETO EC perambulou sem descanso entre a Segundona e a Terceirona.

Um, com a obrigação de montar esquadrões capazes de encarar o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir, o Corinthians de Sócrates ou o São Paulo de Raí. O outro, travando batalhas de vida ou morte contra o Mirassol de Miranda, o Catanduvense de Pinho, o FFC de Soares e a Votuporanguense de Cidão.

Isto explica a escassez na realização dérbis a partir década de 1960. Os amistosos eram então o modo de manter viva a rivalidade, porém não eliminavam da noite para o dia a realidade discrepante de cada clube.

Na prática, a versão rio-pretense de Davi e Golias fez brotar o outrora inimaginável “Melância”; figura típica deste chão e talvez sem paralelo em outras praças do país.

Com os clubes em divisões distintas, a rivalidade alimentada em espaçados amistosos não parecia mesmo ser uma contradição das mais sérias para tais sujeitos. E assim, “torcer” para RIO PRETO EC (verde) e América (vermelho) sem distinção passou a ser algo bastante comum na cidade.

Enfim, sob circunstâncias sempre tão adversas, o “Glorioso” soube ser a mosca na sopa do Diabo, conquistando resultados improváveis em várias oportunidades. Em outras tantas, impôs notório constrangimento ao rival.

Por essas e outras, a rivalidade entre os clubes e seus torcedores resiste, floresce. Afinal, o próximo bote do Jacaré pode vir a qualquer momento.

Confira o retrospecto:

CAMPEONATO PAULISTA DO INTERIOR (1946)
14/4 – RIO PRETO EC 0X2 América
7/7 – RIO PRETO EC 0X2 América

TAÇA CIDADE DE RIO PRETO (1947)
30/3 – RIO PRETO EC 0X2 América
27/4 – RIO PRETO EC 0X4 América
6/7 – América 4X1 RIO PRETO EC

CAMPEONATO PAULISTA DO INTERIOR (1948)
4/7 – América 1X0 RIO PRETO EC
22/8 – RIO PRETO EC 4X1 América
10/10 – RIO PRETO EC 3X2 América

CAMPEONATO PAULISTA DO INTERIOR (1949)
26/6 – América 4X1 RIO PRETO EC
2/10 – RIO PRETO EC 0X0 América

TAÇA SESC/SENAC (1950)
4/6 – RIO PRETO EC 1X1 América

CAMPEONATO AMADOR – SÉRIE B (1950)
13/8 – RIO PRETO EC 3X0 América

AMISTOSOS (1950)
3/9 – RIO PRETO EC 0X2 América
10/12 – América 6X2 RIO PRETO EC

AMISTOSOS (1953)
7/6 – América 6X0 RIO PRETO EC
21/6 – RIO PRETO EC 0X1 América

PAULISTA 2ª DIVISÃO – SÉRIE AMARELA (1954)
10/1 – RIO PRETO EC 0X1 América (1º turno)

(1954)*
31/1 – América 4X1 RIO PRETO EC
21/11 – América 1X0 RIO PRETO EC
* Partidas válidas por competições realizadas em 1954 e não identificadas.

CAMPEONATO PAULISTA DE ACESSO (1955)
30/1 – América 5X0 RIO PRETO EC

(1955)*
20/3 – RIO PRETO EC 1X2 América
* Partida válida por competição realizada em 1955 e não identificada.

PAULISTA 2ª DIVISÃO – SÉRIE NÓBREGA (1955)
13/11 – RIO PRETO EC 0X3 América
18/12 – América 1X1 RIO PRETO EC

TROFÉU IRINEU SANCHES (1957)
7/4 – RIO PRETO EC 1X1 América
14/4 – América 4X4 RIO PRETO EC
21/4 – RIO PRETO EC 1X1 América

PAULISTA 2ª DIVISÃO – SÉRIE B (1957)
30/4 – América 2X1 RIO PRETO EC (1º turno)
14/7 – RIO PRETO EC 0X1 América (2º turno)

TORNEIO DA FRATERNIDADE (1957)
20/6 – RIO PRETO EC 1X2 América

AMISTOSOS (1958)
20/4 – RIO PRETO EC 2X3 América
21/4 – RIO PRETO EC 1X1 América
7/5 – RIO PRETO EC 2X4 América

AMISTOSO (1959)
17/5 – América 2X0 RIO PRETO EC

AMISTOSOS (1968)
29/5 – América 6X1 RIO PRETO EC
10/11 – RIO PRETO EC 1X1 América

AMISTOSOS (1969)
1/11 – América 2X0 RIO PRETO EC
9/11 – RIO PRETO EC 2X0 América

AMISTOSO (1970)
10/5 – América 4X2 RIO PRETO EC

TORNEIO ALUIZIO CHERUBINI (1972)
18/6 – América 1X2 RIO PRETO EC

PAULISTINHA (1973)
28/10 – América 1X1 RIO PRETO EC (1º turno)
25/11 – RIO PRETO EC 0X1 América (2º turno)

AMISTOSO (1985)
7/9 – América 2X2 RIO PRETO EC

TORNEIO BENEDITO TEIXEIRA (1986)
1/11 – América 0X2 RIO PRETO EC (1º turno)
12/11 – RIO PRETO EC 2X0 América (2º turno)

AMISTOSOS (1988)
21/4 – RIO PRETO EC 1X1 América
28/4 – América 4X1 RIO PRETO EC

AMISTOSOS (1992)
19/3 – RIO PRETO EC 0X0 América
10/6 – América 3X1 RIO PRETO EC

AMISTOSO (1999)
17/10 – América 2X2 RIO PRETO EC

PAULISTA A2 (2000)
19/3 – América 3X1 RIO PRETO EC (2ª fase)

PAULISTA A2 (2001)
18/3 – RIO PRETO EC 2X2 América (1º turno)
27/5 – América 1X5 RIO PRETO EC (2º turno)

COPA FPF (2003)
16/8 – RIO PRETO EC 1X1 América (1º turno)
7/10 – América 3X1 RIO PRETO EC (2º turno)

COPA FPF (2004)
18/7 – RIO PRETO EC 0X1 América (1º turno)
22/8 – América 0X0 RIO PRETO EC (2º turno)

COPA PAULISTA (2008)
16/8 – RIO PRETO EC 1X1 América (1º turno)
27/9 – América 1X1 RIO PRETO EC (2º turno)

TOTAL
Rio Preto: 8 vitórias, 62 gols marcados .
América: 32 vitórias , 116 gols marcados.
18 empates.

Fonte: RODRIGUES, M. e PAULA, V. Todos os derbys: almanaque do futebol rio-pretense. São José do Rio Preto: THS Arantes Editora, 2008. Publicado Blog do Rio Preto.