URUGUAI CAMPEÃO MUNDIAL DE 1930

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Copa do Mundo FIFA de 1930 foi a primeira Copa do Mundo de Futebol realizada. Foi sediada no Uruguai de 13 de julho a 30 de julho. A FIFA escolheu o Uruguai como sede numa conferência em Barcelona em 18 de maio de 1929 pois o país celebraria o centenário de sua independência e a Seleção Uruguaia de Futebol vinha de dois títulos olímpicos.
Treze equipes participaram. Nove das Américas e quatro da Europa. Poucas equipes europeias decidiram participar por causa dos custos e da duração da viagem. As duas primeiras partidas da história da Copa do Mundo ocorreram simultaneamente e foram vencidas pela França e pelos Estados Unidos, que bateram respectivamente o México por 4 a 1 e a Bélgica por 3 a 0. O primeiro gol das Copas foi marcado por Lucien Laurent da França. Na final, o país-sede e favorito Uruguai bateu a Argentina por 4 a 2 em frente a uma torcida de 93.000 pessoas e se tornou a primeira nação a vencer uma Copa do Mundo.
Uma briga entre cartolas paulistas e cariocas impediu que a seleção brasileira levasse sua força máxima ao Mundial. Um único paulista, Araken, integrou a delegação.

Fonte: FIFA

CLUBES AMADORES DO RIO DE JANEIRO

NOME: VILA ATLÉTICO CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: azul/branco
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NOME: ALAGOAS FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
Cores: vermelho/branco
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NOME: ANDORINHAS FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: preto/branco
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NOME: BONFIM FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: preto/branco
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NOME: COQUEIROS FUTEBOL CLUBE
CIDADE: São João de Meriti / RJ
CORES: verde/vermelho/branco
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NOME: GRÊMIO FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: vermelho / branco
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NOME: MUNDO NOVO FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: azul/branco
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NOME: SANTO ANTÔNIO FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: preto/branco
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NOME: SÃO JORGE FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: verde/branco
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NOME: SURUIENSE FUTEBOL CLUBE
CIDADE: Magé / RJ
CORES: vermelho / branco
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Agardecimentos ao José farah pelo redesenhor dos escudos

TEMPORADA DO VELEZ SARSFIELD NO BRASIL EM 1936

Em 1936 a equipe argentina do CLUB ATLÉTICO VELEZ SARSFIELD realizou uma pequena excursão por gramados brasileiros, disputando três partidas. Abaixo as fichas técnicas destas partidas:

VASCO DA GAMA 3 – 2 VELEZ SARSFIELD
Data: 12 de outubro de 1936
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro
Árbitro: Solon Ribeiro
Gols: Luis Carvalho, Orlando e Feitiço / Reta e Cosso
Vasco da Gama: Rey; Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e M. Perez (Barata); Orlando, Luis Carvalho, Feitiço, Nena e Luna.
Velez Sarsfield: Rotmann; Olano e De Saa; Pellizari, Garcia (Vichero) e Sans; Reta, Dedovitis, Cosso, Reuber e Fernandez.

LIGA METROPOLITANA 2 – 2 VELEZ SARSFIELD
Data: 15 de outubro de 1936
Local: Estádio Figueira de Melo, no Rio de Janeiro
Árbitro: Loris Cordovil
Gols: Carvalho Leite (2) / Dedovitis e Cosso
Vasco da Gama: Francisco; Lino e Mariz; Oscarino, Martin (Dodô) e Afonsinho; Roberto, Bahia (Quintanilha), Carvalho Leite, Nena e Carreiro.
Velez Sarsfield: Rotmann; Olano (Gusberti) e De Saa; Pellizari, Garcia e Sans; Reta, Dedovitis, Cosso, Reuber (Mayo) e Fernandez.

PALESTRA ITÁLIA 5 – 1 VELEZ SARSFIELD
Data: 18 de outubro de 1936
Local: Estádio Parque Antárctica, em São Paulo
Árbitro: Atílio Grimaldi
Gols: Rolando (2), Moacir (2) e Machina / Reta
Palestra Itália: Jurandir; Carnera e Junqueira; Tunga, Del Nero e Dula; Machina, Luizinho, Moacir, Rolando e Mathias.
Velez Sarsfield: Rotmann; Olano e De Saa; Pellizari, Garcia (Vicheria) e Sans; Reia, Dedovitis (Reuber), Cosso, Mayo e Fernandez.

RABAH MADJER O GRANDE MAESTRO ARGELINO

Por: Antonio Galdino da Silva

Rabah Madjer nasceu a 15/02/1958 em Hussein Dey na Argélia e brilhou no F.C. Porto na década de 80. Começou a sua carreira no Onalait d’Hussein-Dey na temporada de 72/73, mudando no ano seguinte para o NA Hussein Dey onde ficou até 1983. Nesse ano Madjer transferiu-se para o futebol europeu, nomeadamente para o RC Paris de França permanecendo lá, até 1985 mudando-se depois para o Tours FC também de França ficando lá poucos meses. Na temporada de 85/86, Madjer mudou-se para o F.C. Porto aonde ganhou os seus maiores títulos tanto colectivos como individuais. No jogo de estreia Madjer marcou dois gols e deu o triunfo ao Porto sobre o Boavista por 2-1.
Em 1987, Madjer criou uma das maiores obras de arte do futebol mundial ao marcar um gol de calcanhar no Bayern de Munique na final das Copa dos Clubes Campeões Europeus, garantindo o triunfo da equipe do Porto por 2 a 1. Esse momento irá ficar para sempre na lembrança de todos nós pois para além de ter sido um gol fenomenal deu a primeira vitória do F.C. Porto na maior competição europeia de clubes. No mesmo ano o F.C. Porto foi disputar a final da Copa Intercontinental frente ao Peñarol do Uruguai, num campo coberto de neve e também aí Madjer foi fenomenal pois marcou o golda vitória por 2 a 1 já em chapéu fantástico. Madjer conquistou o título de melhor jogador da partida, ganhando um automóvel que depois foi vendido tendo o dinheiro ganho pela venda, sido compartilhado por toda a equipe.

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Golaço na final contra o Bayern em 1987

Depois Madjer teve uma breve passagem pelo Valência mas depressa regressou outra vez à equipe do FC Clube do Porto e onde viria a terminar a sua carreira de jogador.
Madjer foi considerado o melhor jogador argelino de toda a história, jogando na selecção Argelina durante 14 anos pertencendo-lhe ainda o recorde de gols marcados na selecção, 40 gols em 87 jogos. Jogou em dois mundiais, em 1982 e em 1986 no Mundial do México. Com um palmar riquíssimo, Madjer conquistou uma Bola de Ouro de África em 1987, tendo sido 2.º em 1985 e 3.º em 1990. Ganhou uma Copa das Nações Africanas em 1990, ganhou uma Taça da Argélia em 1979, foi eleito o melhor jogador argelino em 1987, pelo F.C. Porto conquistou, uma Copa dos Clubes Campeões Europeus e uma Copa Intercontinental em 1987, uma Supercopa Europeia em 1988, foi campeão português em 1986 e 1990, ganhou uma Copa de Portugal de 1991, conquistou duas Supercopas de Portugal em 1986 e 1991 e foi eleito o quinto melhor jogador africano do século XX.

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Na Copa de 82 brilhando contra a Alemanha

Depois de abandonar carreira como jogador, Madjer, começou a sua carreira como treinador. Madjer treinou as categorias inferiores do Porto, a seleção da Argélia, clubes do Qatar tais como Al Saad, Al Wakrah, e o Al Rayyan, hoje vivendo ainda no Qatar Madjer se tornou recentemente comentarista da rede de TV Al-Jazeera. Para os torcedores do Porto e todo Portugal certamente ele foi ao lado de Teófilo Cubillas o maior jogador estrangeiro a invergar o manto azul e branco, para todos nós que tivemos o prazer de ve-lo jogar pela primeira vez no mundial da Espanha em 1982, quando ele aprontou em cima da Alemanha Ocidental logo na primeira rodada daquela Copa, na vitória argelina por 2 a 1 sob o seu comando Madjer levou os argelinos a uma boa campanha, se não fosse uma armação entre alemães e austriacos, talvez Madjer e a Argélia pudessem ir mais longe naquele mundial.

Pesquisa: Biografia de Rabah Madjer
Fotos : Site do Porto e Biografia de Madjer

COPA DE 2010 NÃO DEVE HAVER SURPRESAS! SERA?

Estamos aos poucos conhecendo os países classificados para o Mundial de 2010, o primeiro a ser realizado no continente africano, na Africa do Sul. Pelo que estou observando será uma copa com a maioria das seleções que estiveram na Alemanha em 2006, algumas destas seleções vão aos poucos se tornando membro fixas dos mundiais como o Brasil unico país a ter presença em todas as Copas, a Alemanha fora apenas das Copas de 1930 e 1950, a Itália ausente somente em 1930 e 1958, e mais a Argentina sempre presente desde de 1974 e a Espanha carimbado sempre o seu passaporte desde 1978 de novidades mesmo até agora será a Sérvia disputando pela primeira vez sem a companhia dos países dos balcãs, a Eslováquia, alguns retornos como Chile que não joga uma Copa desde 1998, a Coreia do Norte desde 1966 a Dinamarca desde 2002, poderemos ter mais algumas surpresas e a maior delas não será certamente uma presença e sim uma ausência e o que seria um duro castigo se los hermanos não se classificarem para o Mundial de 2010 e logo com seus maior pupilo nos gramados Diego Armando Maradona no comando técnico dos argentinos, seria uma lástima ver a Argentina fora; eu acredito que a Argentina vá ao Mundial, mesmo que seja pela repescagem como em 1994 quando precisou jogar duas partidas contra a Australia para ir aos EUA.

Pelo visto a Copa da Africa certamente terá uma seleção da América do Sul na final, como nas outras Copas fora da Europa o Uruguai e a Argentina em 1930, Brasil e Uruguai em 1950, em 1962 no Chile o Brasil e Chile chegarão as semifinal assim como em 1970 Brasil e Uruguai, em 1978 Argentina e Brasil entre os quatros em 1986 e 1994 os europeus colocaram três seleções entre os semifinalistas mais Argentina em 86 no México e Brasil 94 nos EUA. Até quando o mundial foi disputado pela primeira vez na Asia os europeus só chegaram com a Turquia e a Alemanha nas finais mais deu Brasil, os europeus só vencem Copas no seu continente onde eles dão as cartas, somente em 1958 na Suécia o Brasil quebrou esta trajetória. Nas Copas jogadas no velho continente é ampla a supremacia deles entre os quatro semifinalistas em 1934, 1966, 1982 e 2006 sou deu europa entre os quatro finalistas.

Ano que vem mais um mundial fora do solo europeu, acho pouco provavél que Alemanha ou Itália vençam a Copa da Africa do Sul, sua melhor seleção a Espanha é fogo de palha, La Furia sempre termina virando uma Xilique Frenético vide Copa das Confederações mais pode chegar pelo menos numa semifinal, o English Team também que não passa das quartas de final a Holanda é outra que só faz apitar, pelo lado africano Gana e Costa do Marfim dever ir até as quartas uma delas pelo menos, Mexico e Eua até as oitavas dependendo das chaves na primeira fase, a França se for pode ir até as quartas e quem sabe uma semifinal e Portugal se resgatar o bom futebol de 2006 e conseguir também chegar a Africa do Sul, Brasil é certamente o grande favorito, o Paraguai segue a risco os passos de cavalo paraguaio se passar da primeira fase já foi longe, a Argentina se chegar lá pode ter vida nova assim como o Uruguai se resolver jogar futebol e esquecer da catimba e ficar esperando a mistica da camisa celeste, de resto é esperar para ver o que acontece.

TEXTO: GALDINO SILVA

Dirran – Um talento do futebol…

Dirran (com “biquinho” para pronunciar num francês correto) – Jogador do Rio Grande do Norte meio agalegado/sarará. Era entroncadinho e tinha as pernas curtas.

Há alguns anos, quando o Clube Atlético Potengi ainda jogava no Machadão contra o Potyguar de Currais Novos, na 2ª divisão do Campeonato do Rio Grande do Norte, um jogador atleticano se destacava fazendo dribles desconcertantes, lançamentos perfeitos e fazendo gol.

O narrador da Rádio Poti não cansava de gritar:

“Dirran é um craque”, “Dirran é uma revelação do futebol norte-riograndense”. E era Dirran prá cá, Dirran pra lá …

No final do jogo, o Clube Atlético Potengi perdeu por 3 x 1, mas o destaque daquele jogo foi o jogador Dirran.

Vendo aquele sucesso todo do jogador atleticano, um jovem repórter da Rádio Poti foi fazer uma entrevista com o craque na beira do gramado e foi logo perguntando:

“Você tem parentes na França? Esse seu nome é de descendência francesa?”.

O jogador, olhando espantado para o repórter, respondeu:

“Não sinhô, meu apelido é Cú de Rã, mas como num pode falar na rádio… então, eles abreveia”.

REGRAS DO FUTEBOL DE RUA

1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 3 e acaba 6, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a 20 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ
Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalecem os mais fortes e quem pegar uma pedra antes.
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(autor não identificado)

Havia uma brincadeira que nenhum de nós prescindia, o jogo da bola.

A bola era em princípio feita com uma meia cheia de trapos, e quando aparecia uma bola de borracha fazia a delícia de todos nós. As balizas eram feitas com pedras. As regras eram feitas por nós. E os jogos quase sempre mudavam aos cinco e acabam aos dez, o que muitas vezes levava a lutas renhidas para a conclusão do jogo. Normalmente os mais pequenos, como era o meu caso, tinham de ir para a baliza. Como éramos quase todos pobres, andávamos descalços pelo que regra geral os que tinham sapatos ou botas tinham que as descalçar para poder jogar. Não eram poucas as vezes que chegávamos em casa com os dedos todos esfolados. Quero com isso dizer que não havia interferência de adultos senão muitas vezes à assistir às nossas grandes contendas, incentivando e comentando, entre eles que um ou outro de nós seríamos mais tarde jogadores para o Clube da terra.

Não havia a presunção sequer de se falar em jogar em clube algum . Não tínhamos kits caros de equipamentos com , mas não deixávamos de durante os nossos jogos de identificar-nos com elementos de cada equipe. Este é, em meu entender, o verdadeiro futebol de jovens. Não havia obesidade, porque muitos de nós também não tínhamos muito que comer, mas passávamos grande parte do tempo na rua r e não como agora os jovens passam o tempo agarrados a computadores e outras tecnologias .

Conclusões:

– O fato de jogarmos em espaços com irregularidades, como pedras, buracos, desenvolvia, em nós, uma maior capacidade técnica, pois não bastava ultrapassar os adversários , mas tínhamos sempre de contar com aquele ressalto inesperado que aparecia.

– O jogar com bolas de diferentes tamanhos, pesos e materiais, permitia-nos desenvolver uma maior sensibilidade no pé, associado ao fato de jogarmos descalços. De fato a relação pé e bola era a mais natural possível, pois não era mediada por chuteiras ou meias.

– A ausência de adultos, de sistemas táticos rígidos, permitia-nos desenvolver a criatividade, dar espaço ao “detalhe” individual, ao virtuosismo particular que cada um possuía. Dava-nos, ainda, a possibilidade de nós a organizarmos o espaço de jogo, a introduzirmos a regras em função do espaço disponível, e no fundo desempenhavamos ao mesmo tempo a dupla função de Atletas – treinadores.

– Para finalizar, este artigo não pretende ser uma crítica à criação de escolas de futebol, pois estas se bem orientadas, poderão ter um excelente papel no desenvolvimento de atletas. Pretende-se, apenas, alertar para os grandes benefícios que a prática do Futebol de Rua, pode trazer a todas aquelas que ocupam os seus tempos de lazer, correndo atrás de uma bola, pelo simples prazer de jogar.
Texto de António da Costa Pinheiro – Treinador de Futebol Nível II Pró UEFA.

Impressionante como veio à lembrança o fato que nós nos adaptávamos ao terreno irregular. Tínhamos que entender como seria o pique da bola.
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