Flamengo Futebol Clube – Anápolis (GO): Fundado em 1946

O Flamengo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Anápolis (GO). O ‘Rubro-negro Anapolino’ foi Fundado em 1º de janeiro de 1946, mas o seu registro é de 09 de abril daquele ano. O seu primeiro presidente foi Missac Pateossian. A sua Sede fica na Rua Firmo de Velasco, 1.053, no Centro de Anápolis.

Desde o seu surgimento o principal propósito era participar do Campeonato Citadino, organizado pela Liga Anapolina de Desportos (LAD). Nos anos 50 e 60 o Flamengo era o era a quarta força do futebol Anapolino, atrás do Anápolis, Ipiranga, e Anapolina.

Contou com jogadores como, Neném, Otacílio, Avassil, Baiano, Fordinho, lídio, Chico, Dandréia, Célio Sabag, Aroldo, Mauro Choco, Jeromão, Jerico, Zé Barnabé e tantos outros. No entanto, o Flamengo se aventurou no futebol profissional, participando duas vezes do Campeonato Goiano da 1ª Divisão: 1950 e 1951.

Torcedor Nº 1

Ilídio Garcia, ferroviário aposentado era dono, presidente, diretor e roupeiro. Seu Ilídio amava o Flamengo, não tinha interesses financeiros, nem políticos. Ele tinha duas paixões: O Flamengo e a dona Rosa, sua companheira. No início dos anos 70, todas as terças e quintas feiras, aproximadamente às 15 horas seu Ilídio, já idoso saía de sua casa atrás de estação ferroviária, empurrando um carrinho de mão com materiais esportivos em direção ao campo do Flamengo, no bairro Frei Eustáquio, para mais um treino do time do seu coração.

O seu Ilídio faleceu, o Flamengo também. Seu Ilídio, uma lenda do futebol amador, foi esquecido, mas o História do Futebol resgata um pouquinho de personagens que merecem serem lembrados sempre.

Fontes: Folha 670 – Blog Adhemar Santillo – Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho –  Rsssf Brasil

América Futebol Clube – Morrinhos (GO): Fundado em 1937

América Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Morrinhos (GO). A equipe alvirrubra foi Fundado no dia 05 de Março de 1937. O ‘Leão do Sul’ tem a sua Sede na Avenida G, s/n – Vila Nunes, em Morrinhos. A equipe manda os seus jogos no Estádio    C.E. João Vilela, com capacidade para 5.040 espectadores.

O Mecão disputou 14 vezes o Campeonato Goiano da 1ª Divisão: 1959 (10º lugar), 1970 (12º lugar), 1972 (11º lugar), 1986 (12º lugar), 1988 (7º lugar), 1989 (9º lugar), 1990 (11º lugar), 1991 (5º lugar), 1992 (15º lugar), 1993 (16º lugar), 1994 (4º lugar), 1995 (12º lugar), 1996 (9º lugar) e 1997 (12º lugar). No Estadual da Série B disputou a competição 15 vezes, contando com este ano: 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1987, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2014 e 2015.

Ao longo da sua existência, o América já se ausentou algumas vezes das competições profissionais. Após estrear em 1959, ficou 10 anos para só depois retornar em 1970. Depois, ficou de fora no ano seguinte e retornou em 1972. Novamente se ausentou, só retornando oito depois.

O seu último afastamento ocorreu em 2004, retornando das competições promovidas pela Federação Goiana de Futebol (FGF), em 2012 para participar, pela primeira vez, do Estadual da Série C.

Contudo, não obteve o acesso ficando na 4ª colocação. Mas, em 2013 o América conquistou o acesso ao terminar com o vice-campeonato. Em 2014, fez uma campanha regular terminando na 6ª posição.

TÍTULOS

O América Morrinhos possui três conquistas na esfera profissional. O caneco do Campeonato do Interior e Super Campeonato Goiano, ambos em 1957. O último aconteceu 30 anos depois de faturar o Campeonato Goiano da 2ª Divisão de 1987.

Fontes:  Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho – Wikipédia – Rsssf Brasil

Transviário Esporte Clube – dos bondes aos soldados

O Transviário Esporte Clube  (Grêmio Tricolor – Grêmio Elétrico) – Era formado por jogadores da extinta Para Elétrica (empresa paraense que cuidava dos bondes). Pressupõe-se que os jogadores também deveriam ser funcionários dessa antiga empresa. O clube era tricolor, porém, as fotos que possuo do time indicam apenas que ele era alvinegro.  Aqui apresentamos uma foto do time em 1938, quando ele jogou pela primeira vez o campeonato paraense:

Time base do Transviário em 1938: José; Purifica, Aristeu; Melo, Teteco, Serra II; Pedro, Mota, Cabeça, Cará; Moacir e Pereira.

Outra foto, do ano de 1940 mostra o clube participando do Torneio do Marco Esporte Clube (que será alvo de matéria em breve) , no estádio da Curuzu. O time faturou a taça Michel Silva (um torneio festivo):

*A foto está assim por conta do processo de microfilmagem que o jornal sofreu.

O time disputou os estaduais de 1938, 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945 (ano do profissionalismo no Pará) e 1947.

Em 1947, com a falência da Pará Elétrica, o clube ficou a míngua, passando por grave crise. A estrutura do clube foi abalada, e o time praticamente deixou de existir, porém, oficiais da Aeronáutica, compadecendo-se da situação, resolveram continuar treinando o clube, para o restante do campeonato daquele ano.

A próxima imagem mostra os preparativos para o que seria o “derradeiro” jogo do Transviário, contra o Paysandu:

Curiosidade: por duas vezes o Transviário levou 9 gols do Paysandu, em uma única partida: em 16/09/1945, na Curuzu, o Paysandu aplicou 9×0 no time alvinegro; em 27 de dezembro 1947 o último jogo profissional do Transviário foi uma melancólica e impiedosa goleada de 9×1, novamente causada pelo Paysandu. Ele também era conhecido como o tricolor de São Braz.

FONTES: Folha do Norte – Jornal O Liberal – Livro Parazão Centenário.

Atlético Liberato de Castro (1960)

Amigos, esta é uma foto retirada de uma das minhas pesquisas. Trata-se do Atlético Liberato de Castro, que por mais de 20 anos disputou o campeonato paraense. As cores são o verde e o branco. O ano é 1960, onde o clube fez sua primeira aparição no cenário esportivo paraense.

Abaixo segue uma foto mais aproximada, na tentativa de ver o escudo:

Fonte: O Liberal.

FEDERAÇÃO DESPORTIVA ESPIRITOSANTENSE- LIGAS

LIGA VILAVELHENSE CLUBES FILIADOS 1971

AMERICA FC ARIBIRI
AA ARIBIRI ARIBIRI
AA CRUZEIRO IBES
AA PONTE NOVA SÃO TORQUATO
CE ILHA DAS FLORES ILHA DAS FLORES
UNIDOS DO VALE BAIRRO DO IBES
COBILANDIA FC COBILANDIA
EC IPIRANGA
GLORIA EC BAIRRO DA GLORIA
LEOPOLDINA FC PAUL
MADUREIRA FC VILA GARRIDO
OLIMPICO FC
SC TUPI BAIRRO DA TOCA
SOCIAL FC VILA GARRIDO
VILA NOVA SC COBILANDIA
INDEPENDENTE AC MIMOSO DO SUL
SC YPIRANGA MIMOSO DO SUL

FEDERAÇÃO DESPORTIVA ESPIRITOSANTENSE

Clubes Filiados 1971

RACING FC- VITORIA
VITORIENSE FC VITORIA
BOTAFOGO FC -AFONSO CLAUDIO
YPIRANGA EC AFONSO CLAUDIO
EC ALFREDO CHAVES- ALFREDO CHAVES
EC SAUASSU- ARACRUZ
EC BRASIL- CARIACICA
SUL AMERICA FC- CONCEIÇÃO DA BARRA
EC CAMPINHO- DOMINGOS MARTINS
SIRIBEIRA CLUBE- GUARAPARI
GUARAPARI FC
BOTAFOGO FC- GUAÇUI
OLIMPICO AC- GUAÇUI
VITORIA FC- IBIRAÇU
NACIONAL FC- ITAGUAÇU
FLAMENGO FC- ITARANA
INDUSTRIAL EC- LINHARES
MUNIZ FREIRE FC
COMERCIAL SC- MUNIZ FREIRE
AMERICANO FC- SÃO JOSE DO CALÇADO
ESTRELA FC SERRA
ALIANÇA EC- VIANA
MAUVILLE FC- VILA VELHA
CAXIAS EC- VITORIA
RIO BRANCO AC- VITORIA
SANTO ANTONIO FC- VITORIA
VITORIA FC- VITORIA
UNIÃO EC- VITORIA
A DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE- CARIACICA
ATLETICO EC- VILA VELHA

DIVISÃO DE AMADORES

ANCHIETA SC VITORIA
BONFIM FC- VITORIA
EC GOIABEIRAS-VITORIA
CENTENARIO FC VITORIA
CR SANTA CLARA VITORIA
ITAUNA FC VITORIA
SANTA CRUZ FC VITORIA
SC AMERICANO- VITORIA
TRES DE MAIO FC VITORIA
YPIRANGA FC VITORIA
CORINTHIANS FC VILA VELHA

Grêmio Esportivo Anapolino – Anápolis (GO): Fundado em 1970

O Grêmio Esportivo Anapolino foi uma agremiação de vida efêmera da cidade de Anápolis (GO). ‘O Grande Vingador‘ foi Fundado em 1970, a sua história tem um aspecto político e racionalizador. Nos anos 60, o futebol amador anapolino era o mais expressivo de Goiás, chegando a superar o futebol da capital. Contudo, na esfera profissional, a cidade era capenga.

As razões para essa discrepância eram várias. Talvez a principal era a falta de um estádio à altura da paixão do povo de Anápolis. Outro ponto era a falta de dirigentes capacitados para gerir um time profissional. Outra questão era a falta de apoio dos empresários da cidade.

Em resumo, o futebol de Anápolis não estava em má fase por carência de condições financeiras e mesmo sociais, mas por inexistência de uma infraestrutura adequada e de mentalidade mais arejada dos dirigentes.

O triunfo do Anápolis ao se sagrar campeão Estadual de 1965, pode ser creditado diretamente à construção do Estádio Jonas Duarte (capacidade para 3.500 torcedores), que, àquela época, representava o que de mais moderno havia em Goiás.

O fim da rivalidade

Em todas as opiniões, uma coincidência: falta de um estádio à cidade. Mas, também, um esquecimento. E nesse fator talvez esteja residindo o ponto maior desgaste do futebol profissional no município: a ausência de uma rivalidade clubística local.

Segundo teóricos, o sucesso do futebol da cidade está na razão direta da rivalidade entre dois clubes de maior torcida, capazes de arrastar aos estádios plateias apaixonadas.

Um bom esboço estava no próprio Campeonato Citadino, quando o Anápolis e o Ipiranga dividiam a cidade, com participação eventual do Anapolina, que na época de dimensões mais modestas, sem grande torcida, que só entrava em cena para instigar, ainda mais a rivalidade entre os tricolores (Anápolis) e o alvinegros (Ipiranga). É que a rubra (Anapolina) perdia para todo mundo e cismava de endurecer para cima de Anápolis e Ipiranga.

 

Prefeito cria o G.E. Anapolino

Mas a saudável rivalidade entre Anápolis e Ipiranga cessou em 1970, quando a Prefeitura, na gestão do médico Henrique Santille, entendeu de encampar o futebol da cidade, “disciplinando-o” e “racionalizando-o“.

Alegava o prefeito que era uma cidade pequena para três clubes e que os cofres públicos não poderiam auxiliar todos.

Sugeriu, então, uma fusão entre o Ipiranga, Anápolis e Anapolina, a fim de que da soma de dois grandes e de um clube médio pudesse nascer um super esquadrão invencível, fadado a colocar no chinelo os times da capital. Com isso, surgiu o Grêmio Esportivo Anapolino. A escolha do escudo foi simples: o brasão da cidade.

Os três clubes entraram com pedido de licença na Federação Goiana de Desportos (FGD), e, cedendo provisoriamente seus patrimônios e atletas para “O Grande Vingador(alcunha do clube).

No entanto a ‘estratégia política’ não funcionou. A começar pelos torcedores que não eram simpáticos ao novo clube. O Anapolino recebeu diversos apelidos irônicos como “Belo Antônio“, pois era muito bonito, mas não dava no “couro”. A torcida abominava até mesmo o uniforme azul e branco (cores da bandeira da cidade). Sem grandes rendas a fusão foi desfeita em 1972.

O resultado dessa frustrada politicagem dentro de campo também não deu certo. No Campeonato Goiano de 1970, terminou na 5ª colocação; e em 7º lugar em 1971, mostrando que o futebol é feito de paixão e organização.

 

Fontes: Revista Placar – Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho

 

São Francisco Sport Club – Anápolis (GO): Fundado em 1951

O São Francisco Sport Club foi uma agremiação da Cidade de Anápolis (GO). A equipe alvi-grená foi Fundado no dia 15 de Março de 1951. O clube teve duas participações no Campeonato Goiano de futebol: 1951 e 1953.

Fonte: Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho