Arquivo da categoria: Curiosidades

Valenciano Atlético Clube – Valença (RJ): Fundado em 1937

Valenciano Atlético Clube é uma agremiação da cidade de Valença (RJ). O Clube Áureo-verde foi Fundado no dia 05 de Dezembro de 1937, ano em que o futebol de novo se animou em Marquês de Valença, por iniciativa dos antigos associados do extinto Sport Club Valenciano. A equipe Sul Fluminense participou do Campeonato Fluminense em quatro oportunidades: 1944, 1953, 1954 e 1955.

O Valenciano possui espaçosa praça de esportes, com arquibancadas em concreto, à qual foi dado o nome de “Estádio Nêna”, em homenagem a Nelson Fernandes Pentagna, amador devotado e que faleceu em consequência de desastre numa de suas excursões. A sua sede e o Estádio Nelson Fernandes Pentagna, Nêna, fica localizado na Travessa Barão de Vista Alegre, 113 – Centro de Valença.

Na foto abaixo, o Valenciano AC do ano de 1953, cuja formação era: Armando Machado, Filinho, Tininho, Juca, Betinho Ramos, Bicudo, Osmar Chagas, Eduardo Leite Pinto, Chatu, Caludo, Tião Grande, Jarbinha, Tonho e Carneiro.

FONTES e FOTO: Do livro “Valença de Ontem e de Hoje” – 1953, de autoria de Leoni Iório, historiador, poeta, jornalista, farmacêutico e professor / RsssfBrasil – Jornal Local  

Ferroviário Futebol Clube – Cantagalo (RJ): Mais um clube encontrado!

O Ferroviário Futebol Clube foi uma agremiação da Município de Cantagalo, localizado no Centro Fluminense do Estado Rio de Janeiro. Atualmente com 19.830 habitantes (Censo IBGE de 2010), o povo cantagalense também tem boas histórias para contar.

Uma delas é aconteceu em 1936, quando José Marinho Falcão, então agente da Estrada de Ferro Leopoldina, fundou o Ferroviário Futebol Clube. O clube alvirrubro existiu por uma década até que a empresa desistiu de ajudar a agremiação.

Contudo, os abnegados e apaixonados pelo futebol bretão se uniram e reorganizaram o time com nova nomenclatura: Cantagalo Esporte Clube (Fundado no dia 27 de julho de 1947), uma clara homenagem ao município.

Apesar de manterem as cores (vermelha e branca e o estilo do uniforme), deduz-se que a decisão da Estrada de Ferro Leopoldina em por um fim no Ferroviário FC, causou uma enorme ferida, uma vez que na história do Cantagalo EC, não é destacado uma linha sequer para contar a sua correlação com o clube anterior.

 

Craques do passado

Se o Ferroviário foi “ignorado“, o mesmo não se pode dizer de alguns jogadores. O zagueiro central Biju; os quartos zagueiros Falcão (cunhado do lendário Orlando Regazzi) e Lair; o lateral-esquerdo Crisanto; os atacante Miguel Mendes e Pinheiro; todos jogadores presididos por Joaquim de Souza.

Profundo conhecedor de futebol, Joreca foi o treinador. Curioso é que com ele no comando do Ferrim Cantagalense jamais foi derrotado. Verdade ou mito?

A lista de grande jogadores não pára por ai: Amequinho Sapateiro; Chiquinho Noronha; Japeramo; Vicente; Horacinho; Rubinho Araújo; Antônio Pena; Antônio José Figueira; Silas; Michel Calil; Milton Flávio Monteiro (ex-jogador do Fluminense, Bonsucesso e Botafogo); José Vieira; Ademar Oliveira; Lelinho Tardin; Sadi; Salomão; Pedro Américo; Aristides; Nilío Nara; Manuelzinho; Quincas Carlito Guimarães; Sorriso; Cabide; Álvaro Costa; Geraldo Lontra; Evandro; Bizinho; Garça, Batista, entre outros.

Triunfo histórico

Com tantos craques, o Ferroviário enfrentou fortes times e selecionados. Numa dessas partidas, uma incontestável vitória por 1 a 0, em cima a Seleção de Nova Friburgo, que reunia a nata dos jogadores do Friburgo, Esperança e Fluminense.

 

Uniforme alternativo

Campeonato Fluminense de 1944

A competição mais expressiva que o Ferroviário participou, foi o Campeonato Fluminense de 1944, que contou com a participação de 35 clubes do Interior do Rio. O time entrou na Segunda Fase, e na sua estreia (28 de janeiro de 1945), diante da sua torcida, acabou sendo derrotado surpreendentemente pelo rival Cordeiro FC pelo placar de 3 a 1.

No entanto, uma semana depois (04 de fevereiro de 1945), o Ferroviário deu o troco e devolveu os mesmos 3 a 1, levando a decisão para a prorrogação. Nela, o Ferroviário abateu o adversário por 1 a 0, avançando na competição.

Contudo, na terceira fase, o time não se encontrou e acabou eliminado com duas derrotas para o Esperança FC, de Friburgo: 5 a 1, em casa; e 7 a 1, fora. Dando adeus a competição.

 

Fonte e Fotos: Miguel Mendes (ex-jogador do Ferroviário FC)

São Cristóvão F.R. – Rio de Janeiro (RJ): Escudo seguindo o estatuto do clube

Encontrar um talentoso pesquisador, escritor e torcedor do São Cristóvão de Futebol e Regatas, campeão do Campeonato Carioca de 1926, não é tarefa fácil. Mas Laércio Becker é um apaixonado e também profundo conhecedor do clube Cadete. Recebi a missão de redesenhar o escudo seguindo à risca o estatuto do clube sob a supervisão do amigo Becker. Além de apresentar o escudo, também deixarei que Becker possa explicar as suas ponderações e explicações do distintivo do São Cristovão. Leiam abaixo! 

O ESCUDO DO SÃO CRISTÓVÃO DE FUTEBOL E REGATAS

Por: Laércio Becker, de Curitiba-PR

Nas incontáveis reproduções do escudo do meu querido São Cristóvão de Futebol e Regatas (RJ), existentes em publicações (papel e internet) e até em material esportivo, posso dizer, sem exageros, que 99,9% (e estou sendo benevolente) contém defeitos de duas ordens: estatutários e estéticos. Vejamos, detidamente, cada um deles:

 

1) ERROS ESTATUTÁRIOS

Vejamos o art. 108 do Estatuto do clube, aprovado em 1968 e revisto em 2011:

 

Art. 108. O São Cristóvão de Futebol e Regatas adota, como insígnias próprias os seguintes símbolos:

a) CORES: branca, preta e rosa, em conjunto;

b) BANDEIRA: formato retangular, campo branco com escudo oficial ao centro, circundado por um friso rosa de 5 (cinco) milímetros de largura;

c) ESCUDO EMBLEMÁTICO: contorno contendo na parte superior de sua área, no ângulo esquerdo, um círculo róseo onde, em preto, figuram uma âncora, uma estrela, um remo e um croque, de cuja periferia divergem, em forma de leque, 11 (onze) raios brancos e 11 (onze) pretos; logo abaixo, divide a área uma listra branca em diagonal, da direita para a esquerda, onde se inscreve o nome ou a sigla do Clube; partem daí 5 (cinco) listras brancas e 6 (seis) pretas, da mesma largura, dispostas paralela e verticalmente, terminando no semi-círculo que forma a parte inferior do contorno;

d) FLÂMULA: formato em triângulo isósceles, campo branco com escudo oficial no terço mais amplo, circundado por um friso rosa;

e) TRAÇADEIRA: fita branca de 9 cm de largura por 16 cm de boca, com escudo oficial;

f) FAIXA: fita branca de 9 cm de largura (tamanho variável para tiracolo) com escudo oficial na parte inferior e roseta com as cores estatuídas.

 

Em resumo, o escudo precisa ter os seguintes elementos:

  • um escudete circular cor-de-rosa, contendo uma âncora, uma estrela, um remo e um croque
  • onze raios pretos e onze raios brancos
  • uma faixa oblíqua com o nome do clube
  • seis listras verticais pretas e cinco brancas
  • um contorno cor-de-rosa (não previsto na aliena “c”, mas nas alíneas “b” e “d” – essa omissão pode ser corrigida em breve, em assembléia)

 

Os erros estatutários mais comuns são:

  • erro na cor do escudete e do contorno (branco, laranja etc.)
  • ausência da estrela no escudete
  • substituição do croque por outro remo
  • presença de um timão (com malaguetas) ou roda de leme (sem malaguetas)
  • número errado de raios (de seis a dez)
  • nome “Cristóvão” não acentuado

2) IMPERFEIÇÕES GEOMÉTRICAS

Além dos erros de desconformidade com o Estatuto, há imperfeições geométricas que comprometem a estética do escudo. A mais freqüente delas é a desproporcionalidade dos raios, quando o escudo tem uns mais largos que outros. Isso ocorre quando os raios têm ângulos diferentes e nem todos passam pelo centro.

Do ponto de vista geométrico (e estético), o correto é que:

  • os raios partam do centro do escudete circular e
  • em ângulos de 16° 22’ (= 360° / 22)

Esteticamente, o ideal seria que os raios inferiores correspondessem às listras verticais abaixo da faixa oblíqua com o nome do clube. Como se essa faixa fosse um prisma. Aliás, é possível notar em algumas reproduções uma louvável tentativa de fazer exatamente isso.

O problema é que esse capricho estético sacrifica a proporcionalidade geométrica, já que à medida que os raios se afastam do escudete circular, eles ficam mais largos e incompatíveis com as listras verticais que deveriam acompanhar. Como resultado, o que vai à extremidade direita do escudo, para combinar com a faixa da extrema direita, ou precisaria ficar muito estreito – i.e., com ângulo menor –, ou teria que passar fora do centro do escudete. Como resultado, ficaria desproporcional.

 

3) A VERSÃO DE SÉRGIO MELLO

Todos esses detalhes – estatutários e geométricos – exigem u’a mão-de-obra qualificada, que certamente não tenho.

Por isso, entrei em contato com meu amigo, o jornalista Sérgio Mello, grande torcedor do Bonsucesso e craque na vetorização de escudos, que fez a obra-prima que aqui agora publica, para gáudio da torcida cadete e para glória do eterno campeão de 1926 e de 1937!

 

Esporte Clube Edimetal – Barra Mansa (RJ): Campeão Citadino em 1954

 

Esporte Clube Edimetal foi uma agremiação da cidade de Barra Mansa (RJ). Fundado no início dos anos 50 por funcionários da Fábrica Nacional de Estruturas Metálicas Edimetal S.A. O time  disputou o Campeonato Citadino de Barra Mansa, onde se sagrou campeão em 1954.

 


Fontes e Foto: Site Futebol Barra-Mansense, dos autores Gustavo Ribas e Diogo Paula – Mercado Livre

Quatis Futebol Clube – Quatis (RJ): Fundado em 1916

Contando com a colaboração do amigo Diogo Paula, apresentaremos uma agremiação quase Centenária. Trata-se do Quatis Futebol Clube que foi um dos primeiros times de futebol da região Sul-Fluminense do Rio. Fundado em 14 de Maio de 1916,  a escolha do nome Quatis foi uma homenagem ao município homônimo, onde o clube tem a sua sede (Rua Coronel José Leite, 380, Centro de Quatis RJ) e o Estádio Alfredo de Oliveira Júnior, que outrora era um Distrito de Barra Mansa (Quatis se emancipou no dia 25 de Novembro de 1992).

O clube alvianil (as cores da bandeira de Quatis) foi participante assíduo do Campeonato Municipal de Barra Mansa, onde faturou alguns títulos. Em 1968, o Quatis F.C. foi campeão do Torneio de Início. Em 1970, o Quatis FC conquistou o seu primeiro caneco do Campeonato Municipal de Barra Mansa. Além desse título o clube alvianil foi campeão mais três vezes: 1976, 1981 e 1988. Foi um tradicional clube da cidade, onde participou até o final da década de 80.

Fontes e Fotos: Site Futebol Barra Mansense – Acervo do Marinheiro – Diogo Paula

C.S.E. – Clube Sociedade Esportiva, de Palmeiras dos Índios (AL): Escudo de 1967

Encontrei um escudo que foge dos padrões do C.S.E. (Clube Sociedade Esportiva), da cidade de Palmeiras dos Índios (AL). É do time de 1967, como é possível ver na foto posada abaixo, com a seguinte escalação. Em pé: Deda. Zé Luiz. Normando. Dija. Mario e Zé Leite. Agachados: Roberval. Salê. Brás. Aranha e Guaraná.

Fonte: Arquivos Implacáveis (página no Facebook) 

Estrela D’Alva Futebol Clube – São Gonçalo (RJ): Fundado em 1938

O Estrela D’Alva Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). O clube alviceleste foi Fundado numa quinta-feira, do dia 02 de Junho de 1938, tendo a sua Sede localizada na Travessa Nova de Azevedo, 289, no Bairro de Neves, em São Gonçalo (RJ). A equipe mandava os seus jogos no Estádio das Neves.

O clube participou durante décadas o Campeonato de São Gonçalo de futebol, organizado pela Liga Gonçalense de Desportos (LGD). Além dos torneios interestaduais, o Estrela D’Alva F.C. disputou o Campeonato Fluminense de 1959, onde ficou na 4ª Zona (Zona Centro), que contou ainda com três equipes niteroienses: Cruzeiro Futebol Clube de Pendotiba; Fonseca Atlético Clube e Manufatura Atlético Clube. Além de dois times gonçalenses: Esporte Clube Trindade e o Estrela D’Alva Futebol Clube.

No final, o Fonseca foi o campeão da chave, avançando para o triangular final, onde acabou faturando o título vencendo três jogos e empatando um, em cima do Nacional (3 x 2 e 1 x 1) e Goytacaz (1 x 0 e 2 x 0). Com o caneco o Fonseca assegurou a vaga na Taça Brasil de 1960.

 

Fontes: Rsssf Brasil – O Fluminense