Arquivo da categoria: Curiosidades

Inédito!! Liga Sergipana de Esportes Athleticos (LSEA): Existiu de 1926 a 1941

A Liga Sergipana de Esportes Athleticos (LSEA) foi a 2ª entidade (a primeira foi: Liga Desportiva Sergipana) desportiva do Estado do Sergipe. A história começou na quarta-feira, do dia 10 de Novembro de 1926, quando a Liga Sergipana de Esportes Athleticos foi criada.

A sua Sede ficava na Avenida (atual Travessa) José de Faro, nº 10; e depois se mudou para a Rua Itabaiana, nº 72, ambos no Centro de Aracaju (SE). Assim descreveu o “Cadastro : Commercial, Industrial, Agrícola e Informativo do Estado de Sergipe (SE)“, abordando a A 1ª Diretoria foi composta da seguinte forma:

Presidente – Clodomir de Souza e Silva;

Vice-Presidente – Bacharel Alfredo Rollemberg Leite;

Secretário – Aloysio Vieira;

Tesoureiro – Armando Barreto.

 

Agremiações filiadas da Capital e do Interior

Após a fundação da LSEA, os seguintes clubes da capital que se filiaram:

Sport Club Aracaju (Sede própria no Bairro Industrial);

Club Náutico Brasil (Sede na Rua de Villanova);

Etea Football Club;

Treze de Julho Football Club;

Cotinguiba Sport Club (Sede própria na Avenida 24 de Outubro);

Palestra Football Club;

Club Sportivo Sergipe (Sede própria Avenida Barão do Rio Branco);

Siqueira Campos Football Club;

Vasco da Gama Football Club;

Vitória Football Club;

Os seguintes clubes do Interior filiados:

Athletico Club Ypiranga;

Sport Club Socialista.

 

Filiação na CBD é oficializado em 1927

Entretanto, apenas três meses e 13 dias após a sua criação, que a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) concedeu filiação a LSEA, na quarta-feira, do dia 23 de fevereiro de 1927. A partir daí, a nova entidade do Sergipe estava legalizada para competir em âmbito nacional, juntamente com outras entidades federativas, tanto nos desportos terrestres quanto nos aquáticos.

A LSEA tinha jurisdição local sobre os desportos e seu representante junto a confederação era o Dr. Gilberto Amado, que na época era deputado federal pelo Estado de Sergipe.

Cores e uniforme

A descoberta das cores e do uniforme foi possível, numa reportagem do Jornal O Paiz, de 1928, onde foi contado a história do jogo, no qual a Seleção Sergipana goleou o Selecionado Parahybano por 6 a 1, em Salvador (BA). A explicação plausível para a LSEA ter as cores azul turquesa e branco tenha sido uma homenagem a Bandeira não-oficial da Província de Sergipe (foi uma província do Reino do Brasil, e posteriormente do Império do Brasil, tendo sido criada em 28 de fevereiro de 1821 a partir da Capitania de Sergipe).

Como curiosidade a descrição dessa bandeira: era um retângulo divido ao meio (como a bandeira de Malta): azul, do lado esquerdo, e branco, do direito. Lembrando que a bandeira com as cores verde, amarelo, azul e branco só surgiu no início da década de 50.

Mudança do nome em 1941

Essa nomenclatura (Liga Sergipana de Esportes Athleticos) existiu por 15 anos, até em novembro de 1941, quando a entidade alterou o nome para Federação Sergipana de Desportos (FSD), passando a se especializar tão somente em uma modalidade esportiva.

Trinta e cinco anos depois, no dia 20 de Janeiro de 1976, após decisão de uma Assembléia Geral Extraordinária, a entidade passou a ter o nome atual e a gerir especificamente o futebol no estado de Sergipe: Federação Sergipana de Futebol (FSF).

FONTES: Wikipédia – Federação Sergipana de Futebol (FSF) – Annuario dos Desportos no Brasil – Correio da Manhã – O Jornal – O Paiz – Cadastro: Commercial, Industrial, Agrícola e Informativo do Estado de Sergipe (SE)

Inédito!! Sub-Liga Mineira de Desportos Terrestres – Juiz de Fora (MG)

A Sub-Liga Mineira de Desportos Terrestres foi uma entidade esportiva da cidade de Juiz de Fora (MG). Fundado na terça-feira, do dia 20 de Fevereiro de 1917, filiada à LMDT (Liga Mineira de Desportos Terrestres – fundado em 05-03-1915).

Existiu até 1933, quando passou a chamar-se Associação Mineira de Esportes (AME). Em 11 de novembro de 1942, ganhou o nome de Liga de Desportos de Juiz de Fora. Em 19 de dezembro de 1977, tornou-se, finalmente, a Liga de Futebol de Juiz de Fora.

 

Observação: A Fundação da entidade juiz-forano contém um dilema! No a Annuario dos Desportos no Brasil (publicado em 1932) diz ser de 20/02/1917, enquanto a Liga de Futebol de Juiz de Fora afirma ser de 22/02/1918.

FONTES: Página no Facebook da ” Liga de Futebol de Juiz de Fora ” – Annuario dos Desportos no Brasil

Bandeirantes Athletico Club, de Jacarepaguá – Rio de Janeiro (RJ)

Bandeirantes Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). ‘Alvinegro de Jacarepaguá’ foi Fundado na segunda-feira, do dia 13 de Maio de 1929, por Luiz Jauffret Guilhon, Gladstone Mello, José Nascimento, entre outros desportistas residentes no Bairro de Jacarepaguá.           

A sua Sede e a Praça de Esportes ficava na Estrada da Taquara (atual Avenida Nélson Cardoso), nº 533 – Jacarepaguá – Zona Oeste do Rio.

A sua primeira Diretoria era constituída da seguinte forma:

Presidente: Luiz Janffret Guilhon;

vice-presidente: Adalberto Gardel;

1º vice-presidente: Ascendino Martins;

Secretario Geral: Moacyr Guimarães;

1º Secretario: Jayme Pereira;

2º Secretario: Milton Arouca;

1º Tesoureiro: João Brandão;

2º Tesoureiro: Argemiro J. Sant’Anna.

 

Breve história

O clube teve duas participações no Campeonato Carioca da Segunda Divisão, na década de 30. O Bandeirantes iniciou na Associação Suburbana de Desportes Athleticos (ASDA) em 1929, terminando na 2ª colocação, e também disputou a edição de 1930.

Ainda em 1930, ingressou na Liga Brasileira, ficando entre os primeiros colocados. Em março de 1931, se filiou a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos {AMEA (Entidade máxima do Rio de Janeiro naquela época)}, onde disputou duas edições do Campeonato Carioca da Segunda Divisão: 1931 (terminando na 9ª colocação) e 1932 (4º lugar, na sua chave).

Em 1933 e 1934, o Bandeirantes Athletico Club disputou as competições pela Subliga Carioca de Futebol, que era filiada à Federação Brasileira de Football, que não tinha vínculo com a FIFA.

Nos anos 30, o Bandeirantes contava no seu quadro social com cerca de 850 associados contribuintes efetivos, um honorário (a Baronesa de Taquara), 85 atletas inscritos na AMEA, 115 fundadores.

Time-base de 1931: Agulha; Bilute e Aprígio; Casemiro, Sacramento e Archimedes; Cícero, Tatá, Fábio, Preiá e Jarcelino.

 

PS: Apenas no dia 20 de janeiro de 1993, a Taquara oficialmente se separou de Jacarepaguá se tornando um Bairro autônomo.

FONTES: Jornal dos Sports – Rsssf Brasil – Annuario dos Desportos no Brasil

Novo escudo: Associação Atlética das Moreninhas – Campo Grande (MS)

 

A Associação Atlética das Moreninhas é uma agremiação da cidade de Campo Grande (MS). A sua Sede está localizado na Rua Pacavira, nº 27, no  Bairro da Vila Moreninhas, na capital sul-mato-grossenseFundado no Sábado, do dia 05 de Fevereiro de 1994, foi reativada em 2012 após um breve período de inatividade. Com apenas 24 anos de idade, possui uma tradição no mercado futebolístico — e com a sua retomada, revela seus projetos em outras modalidades esportivas, tais como o atletismo, vôlei, futsal, entre outras modalidades.

O Estádio Parque Jacques da Luz, “das Moreninhas” tem capacidade máxima para 10 mil pessoas, e está localizado na Rua Barreiras, s/n na Moreninhas 2, Campo Grande/MS. Em 1994, as obras do estádio foram iniciadas pelo governador Pedro Pedrossian, e foram finalizadas em dezembro do mesmo ano.

Em 1999, as obras do parque foram retomadas pelo Governador José Orcirio Miranda (Zeca), sendo finalmente reinaugurado em 2003, com uma partida entre CENE e Moreninhas.

Local com 45 hectares de expansão, o complexo esportivo é coberto com duas quadras de futsal, uma de basquete e uma de vôlei, um palco para apresentações, banheiros, camarim, sala de arte, sala de dança, sala de informática e a sala de administração.

A área esportiva é descoberta, apresentando seis campos de futebol, duas quadras de futsal, duas quadras de vôlei de areia, uma pista de caminhada com 2,4 mil metros e três piscinas, sendo uma exclusiva para crianças.


FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook –  Liberdade! Homero Queiroga

Fotos de 1960/62 – Clube Náutico Marcílio Dias – Itajaí (SC)

Nasce o Clube Náutico Marcílio Dias

A ideia dos três amigos, Gabriel Collares, Victor Emmanoel Miranda e Alyrio Gandra de fundar um clube náutico em Itajaí foi concretizada no ano de 1919. Em reunião realizada na Sociedade Guarany, na noite de 17 de março, foi fundado o Clube Náutico Marcílio Dias. O nome foi aprovado por aclamação, em homenagem ao bravo marinheiro negro morto na Guerra do Paraguai. O Marcílio foi o quinto clube náutico a ser fundado em Santa Catarina. Antes do Rubro-Anil existiam apenas Riachuelo, Martinelli e Florianópolis (depois rebatizado como Aldo Luz), da Capital do Estado, e o Lauro Carneiro, de Laguna. O primeiro presidente foi Ignácio Mascarenhas Passos, que no dia 16 de abril de 1919 enviou, através de uma carta ao Governador do Estado, Dr. Hercílio Luz, a comunicação da criação do clube:

“Cumprimos o grato dever de levar ao conhecimento de Vossa Ex. que no dia 17 de março próximo findo foi fundado nesta cidade o Club Náutico Marcílio Dias, cujos fins são proporcionar à mocidade exercícios de natação, remo, gymnastica, tênnis e outras diversões compatíveis com sua cultura physica”.

O Remo como início

A primeira atividade do novo clube foi o remo. O Marcílio Dias comprou duas yoles – embarcações pequenas usadas na prática de remo – que levaram os nomes de Yara e Yarê. Uma briga para a definição das madrinhas das embarcações acabou afastando alguns membros do clube, que então criaram o Barroso, maior adversário da história do Marcílio Dias.

Em pouco tempo, as atividades desportivas do clube foram sendo ampliadas. Foram incorporados futebol, tênis, polo aquático, natação, atletismo, vôlei, basquete, futsal e handebol, entre outras modalidades. Além das atividades desportivas, o Marcílio organizou do começo da década de 20 até a década de 30 um grupo teatral amador, apresentando mais de 45 peças.

Seu nome,suas cores

O nome do clube foi escolhido na assembleia de fundação, em 17 de março de 1919, e aprovado por unanimidade: o bravo marinheiro Marcílio Dias, que sacrificou a vida em defesa da Pátria na Batalha Naval do Riachuelo, deixando um exemplo de coragem e obstinação.

As cores marcilistas – rubro-anil – serviram de homenagem a dois grandes clubes náuticos da capital de Santa Catarina: Riachuelo (azul) e Martinelli (vermelho), os quais serviram de inspiração aos jovens itajaienses na fundação do Marcílio Dias.

Os esportes no clube

O Marcílio Dias começou como clube náutico, participando de regatas com suas yoles. Porém, não demorou muito para que novas modalidades fossem incorporadas ao clube, principalmente depois da inauguração da Praça de Esportes Dr. Hercílio Luz, em 1921.

No remo, realizou sua primeira regata no dia 19 de julho de 1919. As embarcações “Yarê” e “Yara” se revezaram nas vitórias das duas primeiras provas disputadas, em homenagem às torcedoras e à municipalidade, respectivamente. Poucos meses antes, em maio, o clube inaugurou o seu galpão na rua Fluvial (hoje avenida Eugênio Muller).

No ano seguinte, em 1920, o Marcílio Dias ampliou seus horizontes e inaugurou um posto náutico na cidade de Blumenau. Em 28 de março, uma delegação de marcilistas viajou através do Rio Itajaí-açu até Blumenau para participar da inauguração. Este posto náutico inspirou posteriormente a fundação do Clube Náutico América. O Marcílio Dias conquistou o título estadual de remo em 1925.

Outra prática desportiva em que o Marcílio Dias se destacou foi o tênis. Homens e mulheres começaram a praticar o esporte sob as cores marcilistas já em 1919. Ao todo, o clube venceu oito campeonatos de tênis, além de diversas taças e troféus. Destaque para os títulos estaduais conquistados em 1945 e 1947.

No polo aquático o “Marinheiro” foi o precursor em Santa Catarina, introduzindo a modalidade em 1920. Outro esporte aquático praticado foi a natação. O basquete teve sua primeira quadra inaugurada em 1921. Foram madrinhas do campo as senhoritas Dolores Polumbo, Diva Bornhausen e Grecelides Almeida. O primeiro jogo foi disputado por dois times femininos: o azul e o vermelho. O futebol de salão também já foi praticado por atletas do Marcílio Dias, assim como o atletismo e a ginástica. Atualmente, além do futebol de campo, o clube também possui equipe de handebol feminino.

Da esquerda para a direita de pé: Joel I, Deco, Gilberto(Papai), Zé Carlos, Antoninho, Joel II e Jorge Fernandes; Agachados: Rene, Idésio, Aquiles, Laranjinha e Maneca. Este time foi Supercampeão do Centenário em 1960.

Uma paixão chamada futebol

A prática do futebol no Marcílio Dias remonta ao ano de sua fundação. Desde 1919 constam registros de que jogos, como a ocorrida em 21 de dezembro daquele ano, quando o “Marinheiro” derrotou o Brusquense (atual Carlos Renaux) por 3 a 1. Em 1930, o Marcílio conquistou seu primeiro vice-campeonato catarinense (de uma série de oito), na sua primeira participação no certame estadual.

No final da década de 1930, o clube conquistou seus primeiros títulos oficiais: campeão de Itajaí em 1938 e campeão do Vale do Itajaí em 1939. Estas competições foram organizadas pela Associação Sportiva Valle do Itajahy (ASVI), entidade da qual o Marcílio foi um dos fundadores juntamente com outros clubes da região. O Rubro-Anil voltou a ser o campeão do Vale do Itajaí em 1944 e 1946.

Na década de 1960, o Marcílio Dias se tornou uma das maiores potências do futebol barriga-verde. De 1960 a 1962 amargurou mais três vice-campeonatos estaduais, perdendo o título para o Metropol, de Criciúma. O mesmo se repetiu em 1967. Neste período, o clube também foi vice-campeão do Torneio Sul-Brasileiro (Taça da Legalidade) em 1962. Um dos principais destaques da equipe nesta época era o craque itajaiense Idésio Moreira.

1962 - VICE-CAMPEÃO ESTADUAL. Da esquerda para a direita de pé: Joel II, Dico, Antoninho, Ivo Maia, Zé Carlos e Joel I; agachados: Rene, Idésio, Maneca, Laranjina e Jorginho.

A principal conquista do Marcílio no futebol foi o título estadual de 1963. Neste ano, o clube venceu o Torneio Luiza Mello, competição que em 1983 foi reconhecida pela Federação Catarinense de Futebol como Campeonato Catarinense. O time base da campanha do título estadual foi Jorge; Djalma (Marzinho), Ivo Meyer, Joel I e Joel II; Sombra e Odilon; Ratinho, Aquiles, Dufles (João Caetano) e Renê. De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, de autoria do jornalista Fernando Alécio, o “Marinheiro” teve aproveitamento superior a 80% ao longo das 18 rodadas do certame: venceu 13 jogos, empatou três e perdeu apenas dois. O ataque marcilista anotou 43 gols (média de 2,38 gols por jogo) e a defesa sofreu 16.

Na esfera local, o Rubro-Anil foi cinco vezes campeão da Liga Itajaiense de Desportos (LID), em 1958, 1960, 1961, 1962 e 1963, sendo o clube que mais vezes venceu a categoria profissional do campeonato citadino de Itajaí.

Em 1980, o Marcílio conquistou o Torneio Incentivo e em 1984 foi campeão da Taça Federação Catarinense de Futebol 60 Anos. Esta competição foi realizada em homenagem sexagenário da entidade. Entre 1988 e 1989, o time conhecido como “Siri Mecânico” conquistou a Taça Carlos Cid Renaux (1988), a Taça RCE TV (1989) e a Taça Governador Pedro Ivo (1989), equivalentes a turnos do campeonato estadual.

O “Marinheiro” adicionou mais dois troféus à sua galeria no ano de 2007, ao conquistar a Copa Santa Catarina e a Recopa Sul-Brasileira. Também foi campeão da segunda divisão do Campeonato Catarinense em 1999, 2010 e 2013.

 

FONTES: Clube dos Entas Itajaí – Página do Facebook “Futebol Catarinense das Antigas” – Nação Rubro-Anil – Site do Clube

Sport Club Germânia (atual Clube Atlético Baependi) – Jaraguá do Sul (SC)

O Sport Club Germânia foi uma agremiação da cidade de Jaraguá do Sul (SC). A história começa no dia 06 de março de 1906, quando um grupo de pessoas abnegadas fundaram o Schutzenverein, a Sociedade Atiradores Jaraguá, tendo como seu 1º presidente o Sr. Otto Meyer, oleiro.

Então, 25 anos depois, outro grupo de engenheiros e técnicos da empresa AEG, que vieram da Alemanha para construir a Usina do Bracinho em Schroeder, fundaram o Sport Club Germânia, na quinta-feira em 9 de Abril de 1931 e registrado na segunda-feira em 19 de Setembro de 1932.

Especula-se que a escolha do nome pode ser em homenagem ao navio Novo Germânia. As cores escolhidas foi o azul e preto. Oito anos depois (1939), a agremiação alemã se fundiu ao Clube Atlético Baependi, passando a se chamar: Sociedade Esportiva Jaraguá.

O 1º Presidente foi o Sr. Max Wilhelm. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, a sede da sociedade foi fechada, servindo de Quartel. Em 08 de dezembro de 1946 a sociedade é reaberta, agora com o nome de Clube Jaraguaense.

No dia 31 de março de 1947 ocorre a fusão da Associação Atlética Baependi com o Clube Jaraguaense (antiga Sociedade Atiradores Jaraguá), recebendo uma nova nomenclatura: Clube Atlético Baependi. O Sr. Alfredo Krause foi eleito o 1º Presidente dessa nova agremiação, adotando as cores azul e branco como oficiais, onde até os dias de hoje fazem parte do clube. A Sede do clube fica localizado na Rua Augusto Mielke, nº 466, no Bairro da Vila Baependi, em Jaraguá do Sul (SC).

FONTES: Site do C.A. Baependi – Jornal Jaraguá (1938) – Site do Baependi, de Henrique Sudatti  e Gustavo Merlin – Campeões para Sempre, de José Augusto Caglioni – Revista Sport Ilustrado – Página do Facebook “Futebol Catarinense das Antigas”

Escudo e uniforme de 1960: CEA Clube – Macapá (AP)

O CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá) Clube foi uma agremiação da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá. Fundado no domingo, do dia 1º de Junho de 1958, por iniciativa de operários envolvidos na construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, manteve um dos clubes mais expressivos do Amapá no período da década de 1950 a 1960.

Importante fazer um esclarecimento. O escudo foi inspirado na logomarca da Companhia de Eletricidade do Amapá. E as cores da mesma, é o azul, vermelho e branco. Não há como descartar a informação que tínhamos antes de que, ao invés do azul, era o preto. Afinal, há diversas possibilidades.

Porém, tive o depoimento do internauta Cleo Araujo, que trabalhou 12 anos na empresa e afirmou que o time utilizava as cores azul, vermelha e branca. Também agradecimentos ao membro Felipe Feitosa que indicou a Página do Facebook “História do Futebol Amapaense” e ao “Copão da Amazônia“.

EM PÉ (esquerda para a direita): Guilherme, Carlos, Faustino, Armando, Cadico e Domingos.

AGACHADOS (esquerda para a direita): Maximino, Diquinho, Jangito, Perereca e Joãozinho.

 

FONTES: Cléo Araujo – Página do Facebook “História do Futebol Amapaense” – “Copão da Amazônia” – Porta-Retrato – Macapá/ Amapá de Outrora

FOTO: Acervo de Riberto Pontes

Liga Athletica Barra do Piraí (LABP) – Barra do Piraí (RJ): Fundado em 1940

A Liga Athletica Barra do Piraí (atual: Liga Desportiva de Barra do Piraí) é a entidade que rege o desporto da cidade de Barra do Piraí, que fica na Região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A história começou no domingo, do dia 10 de março de 1940, quando o Prefeito Paulo Fernandes promoveu a realização do “Torneio do Cinquentenário”, reunindo todos os clubes do município, e que foi vencido pelo Central Sport Club.

Entusiasmado com a repercussão e o grande interesse do público, o Prefeito Paulo Fernandes foi decisivo na Fundação, ocorrida na sexta-feira, do dia 19 de Abril de 1940 (na década de 60, alterou a nomenclatura para Liga Desportiva de Barra do Piraí).

As agremiações fundadoras foram as seguintes: América Futebol Clube; Brasil Futebol Clube; Central Sport Club; Esporte Clube 1º de Maio, de Santanésia (Piraí); Frigorífico Atlético Clube (Mendes); Royal Sport Club; Fábrica; Itacolomy; Santana e Sublime.

Presidida pelo prefeito Paulo Fernandes, a nova entidade se instalou solenemente no dia 19 de maio de 1940. No dia 16 de junho de 1940, em Barra do Piraí, no campo do Central SC, foi realizado o Torneio Início da LABP.

Considerando que as dificuldades de condução para Barra do Piraí na época oneravam bastante o torcedor, a diretoria do Frigorífico solicitou a interferência da Liga junto à E.F.C.B. (Estrada de Ferro Central do Brasil) no sentido de ser criado um trem especial entre Mendes e aquela cidade, aos domingos.

Utilizando o trem, nos horários regulares então existentes, o torcedor era obrigado a efetuar as seguintes despesas: passagem, Rs 1$700; almoço, Rs 5$000; ingresso para o jogo, RS 2$000; total, RS 8$700. Se viajassem de automóvel, a despesa somaria Rs 7$000, sendo Rs 5$000 de aluguel de carro e Rs 2$000 do ingresso.

Com a circulação de um trem em horário adequado, o torcedor gastaria apenas Rs 3$700, entre passagem e ingresso. O apelo do Frigorífico foi atendido e a Central fez circular por muito tempo um trem com destino a Barra do Piraí, que passava em Mendes aos domingos às 12,00 horas. Suprimido o trem, mais tarde, as excursões passaram a ser feitas por via rodoviária.

Foram os anos românticos das pitorescas e barulhentas viagens em carrocerias de caminhões, com o veterano Felizardo, agora um dedicado zelador do material esportivo do clube, marcando o ritmo no pandeiro e puxando o estribilho que seguia os versos improvisados pelos alegres repentistas.

O título do 1º Campeonato Citadino ficou com o Royal Sport Club, que no domingo, do dia 05 de janeiro de 1941, venceu o Clássico da cidade, diante do Central Sport Club pelo placar de 4 a 3. Mário abriu o placar aos 12 minutos para o Royal. Aos 13 e 20 minutos o Central virou o marcador.

Aos 25 minutos, Tião deixou tudo igual e aos 30 minutos, Mário recolocou o Royal em vantagem. E, assim, terminou a primeira etapa com a vantagem de 3 a 2 para o Royal. Na etapa final, logo aos seis minutos, Tião ampliou para os royalinos. Dois minutos depois o Central diminuiu, mas a partir daí até o final, o placar não foi alterado. A renda foi de 5:000$ (cinco contos réis). O Frigorífico acabou ficando com o vice-campeonato.

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FONTES: Livro “Uma Trajetória Gloriosa Frigorífico Atlético Clube 1917-1977” – Jornal do Brasil – Última Hora