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Novo integrante da Terceira Divisão Mineira

A Terceira Divisão Mineira começa no próximo dia 27 de Julho e dentre as novidades estão o retorno do Siderúrgica, do Figueirense e do Formiga e um novo integrante: o Ponte Nova FC Ltda, da cidade de Ponte Nova.

Segue a ficha do clube (fonte: FMF):

Ponte Nova Futebol Clube Ltda

Fundado em 31/10/2011

Rua Pedro Nunes, 268

Ponte Nova – MG

Presidente: José Luiz Ventura de Souza

União Sportiva Portuguesa – Manaus (AM): Fundado em 1915

A União Sportiva Portuguesa foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O clube foi Fundado oficialmente no dia 18 de Agosto de 1915, graças a fusão entre duas equipes de origem lusa: Vasco da Gama e o Onze Português.

A fundação da União ocorreu em uma residência da Rua da Instalação, no Centro de Manaus, que pertencia a Alfredo Carvalho, seu primeiro presidente. O clube adotou um uniforme alvinegro, idêntico ao do Botafogo do Rio. Já em 1916 participava do Campeonato Amazonense da 1ª Divisão.

Durante seus primeiros anos de vida, a União revelou bons jogadores como Alhadas, Moraes, Tico-tico, Jacó Benoliel, Vidinho e Liberal. Mas somente anos depois é que a equipe Unionista conquistava os dois títulos mais importantes da sua história: campeão amazonense de 1934 e 1935.

Time posado de 1918

Durante a conquistado bicampeonato, a União contou com excelentes atletas como Charuto, Dico, Rabito, Pedro Barbosa, Jofre Costa, Sarkis, José Paixão, Jokeide e outros.

No ano de suas duas conquistas a sede da União localizava-se na Rua Marcílio Dias. A última vez que participou da disputa do campeonato amazonense foi em 1951. Depois, o clube extinguia seu time de futebol.

A União teve como principal rival o time do Luso, na qual ambos protagonizaram o clássico português de Manaus. Sua última sede localizou-se na Avenida Joaquim Nabuco, quando o clube foi extinto para sempre.

FONTES E FOTO: Francisco Carlos Bittencourt – Gaspar Vieira

Associação Atlética dos Rodoviários – Manaus (AM): Fundado em 1960

A Associação Atlética dos Rodoviários do Amazonas foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O ‘Time dos Rodoviários’ foi Fundado no dia 20 de Janeiro de 1960, por funcionários do Departamento de Rodagens de Manaus (DERAM).

O Rodoviários do Amazonas profissionalizou-se no futebol em 1969 com a entrada no Campeonato Amazonense de Futebol, onde disputou seis edições: 1969, 1970, 1971, 1972, 1973 e 1976 para não voltar mais. Durante sua existência, disputou além do estadual, uma Copa Regional e foi também convidada para vários torneios amistosos no interior, no Acre, Rondônia, Roraima e Pará.

TÍTULOS

Após o vice Estadual em 1971, dois anos depois veio a conquista mais marcante foi o título do Campeonato Amazonense de 1973. Além desse caneco o ‘Time dos Rodoviários’ faturou o Torneio Seletivo Amazonense (1971); dois Torneios Início (1971 e 1976); um Vice do Norte (1971) e o Torneio Flaviano Limongi (1970).

CURIOSIDADES

Foi o 1º representante amazonense no Campeonato Brasileiro de Futebol, disputando a Série B de 1971. No mesmo ano foi vice-campeão do Norte, perdendo na decisão para o Clube do Remo.

O primeiro jogo entre clubes profissionais do Estádio Vivaldo Lima foi no dia 4 de Março de 1971, em preliminar do Clássico RIONAL (Rio Negro e Nacional), o Fast Clube bateu o Rodoviários do Amazonas por 2 a 1, válido pelo Torneio Danilo Areosa, reforçando a ideia de que durante sua existência no futebol profissional, foi a 4º força do futebol amazonense.

No seu único título, bateu o favorito Rio Negro na final com os placares de 1 a 0 e 1 a 1, vencendo, além do Rio Negro, sua fiel torcida, que compareceu em grande número nos dois jogos da Colina.

Fez o último jogo profissional do Parque Amazonense, em 8 de Julho de 1973, onde foi derrotada pelo Rio Negro por 3 a 1 perante um público de 4.459, em sua maioria rionegrinos.

O CLUBE FECHA ÀS PORTAS EM 1976

Em 1976, uma grave crise financeira acabou obrigando o Departamento de Estrada de Rodagem (DERAM) a fechar às portas. Por tabela, acabou resultando o fim da linha da Associação Atlética dos Rodoviários do Amazonas.

O seu último jogo, aconteceu no dia 18 de Julho de 1976, quando acabou derrotado por 2 a 1, para o São Raimundo, válido pelo Campeonato Amazonense daquele ano.

 

FONTE E FOTO: Wikipédia –  Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

Olímpico Clube – Manaus (AM): Fundado em 1938

O Olímpico Clube é uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O ‘Tricolor dos Cinco Aros’ e também como ‘O Clube da Elite de Manaus’ foi Fundado no dia 17 de Outubro de 1938. A sua Sede fica localizada na Avenida Constantino Nery, 1.105, no Bairro Presidente Vargas, em Manaus.

O Olímpico, que foi um dos clubes que ajudou a fundar a Federação Amazonense de Futebol (FAF), mantém um recorde no estadual que perdura há décadas: O jogador Quinha é o maior artilheiro em um jogo do estadual, quando marcou nove gols no jogo vencido pelo Olímpico com o placar de 14 a 1 diante do Independência, no dia 28 de dezembro de 1957, feito jamais igualado por outro jogador.

TÍTULOS

O Olímpico Clube possuí diversas conquistas como os três títulos estaduais em 1944, 1947 e 1967. Uma Taça Amazonas (1967) e dois Torneios Início (1942 e 1947).

‘O Clube da Elite de Manaus’ participou do Campeonato Amazonense em 20 oportunidades: 1939, 1940, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1954, 1955, 1956, 1957, 1964, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1973.

 

Ronaldo Elias jogou no clube e foi um dos maiores zagueiros do futebol amazonense e mundial, um dos maiores e melhores jogadores do Olimpico Clube de Manaus. Ronaldo jogou futebol nas décadas de 60 e 70 no Olympico Club atuando muitas partidas como defensor, fazendo algumas vezes seus gols.

Pelo seu empenho e dedicação ao glorioso ‘Clube dos Cinco Aros’, Ronaldo também ganhou o merecido título de sócio benemérito do clube. Jogador técnico e disciplinado atuou pelo Olympico durante 17 anos e raramente era punido com cartão amarelo e jamais lhe foi aplicado cartão vermelho.

Ronaldo Elias certamente é um exemplo para todos os atletas e principalmente para aqueles que recebem o prêmio Belfort Duart que é concedido aos jogadores de futebol mais disciplinados. Leonardo Elias, filho de Ronaldo também faz muito sucesso nos gramados e não esconde sua fervorosa paixão pelo Olímpico Clube.

 

A abertura para os importados

Depois de um breve afastamento, o Olímpico voltada ao futebol para a temporada profissional de 1967. Sempre um clube esbanjante, o Olímpico não hesitou em trazer dezenas de atletas provenientes do estado do Rio de Janeiro, que, ganhavam salários melhores que os chamados “Prata da Casa”. O Olímpico levou o título daquele ano, mediante ao profissionalismo que já habitava os campos cariocas a mais tempo. Na final contra o Nacional, duas vitórias por 2 a 0 já no ano de 1968.

 

O Retorno em 2007

Depois de mais de 20 anos desativado, O ‘Tricolor dos Cinco Aros’ voltou a ativa em 2007, na disputa do Campeonato Amazonense da Série B. Todavia, após alguns resultados negativos, quando enfrentaria o CDC em Manicoré, não chegaram a tempo por causa de uma forte tempestade com ventania durante a viagem de barco até o município de destino e perderam por W.O..

O clube utilizou o argumento de que houve um “caso fortuito com força da natureza” no barco em que estariam viajando e mesmo assim a FAF não aceitou o pedido de clemência e deram a viagem a Manicoré como inexistente. Como resultado, o clube foi banido por 2 anos de todas as competições amazonenses.

A decisão tomada pela entidade  foi considerada por muitos exageradamente enérgica quanto a punição ao clube, já que todos sabiam das dificuldades que se tinha em viajar de Manaus a Manicoré.

 

FONTE E FOTO: Wikipédia – Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

Independência Football Club – Manaus (AM): Fundado em 1925

O Independência Football Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O clube alvirrubro foi Fundado no dia 07 de Setembro de 1925, na casa de número 267, na Rua Xavier de Mendonça, no bairro dos Tocos(atual bairro de Aparecida ). A casa onde o clube surgiu pertencia a Izauro Pacheco de Oliveira. Além de Izauro, outros fundadores do clube foram Etelvino Oliveira, Raimundo Caetete, Francisco Trindade e Jerônimo Ferreira.

A sua primeira diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente – Jeronymo Ferreira Alves;

Vice-presidente – José Ramos da Silva;

Secretário – Eudemides dos Santos;

Tesoureiro – José Lopes da Silva;

Capitão – Marcolino Lopes.

As cores escolhidas para o nascente time foi o vermelho e branco e o motivo da escolha do nome do clube foi pelo fato de naquele dia estar sendo comemorado a data de independência do Brasil. O jovem Marcolino Lopes (que naquela época já fazia gols de bicicleta ) foi designado para ser o primeiro capitão do time titular.

O Independência foi o primeiro clube de futebol do Amazonas a realizar uma excursão a um estado nordestino quando,em 1929,viajou ao Maranhão onde realizou uma série de jogos em São Luis,entre os quais um em que ganhou da seleção maranhense por 3 a 1 e outro em que perdeu do Sampaio Corrêa por 3 a 2.

Na volta para Manaus fez uma parada em Belém onde realizou um amistoso contra o Paysandu perdendo para o time paraense por 3 a 1. Participou pela primeira vez de uma edição do campeonato amazonense em 1927 e em 1960 participou do campeonato pela última vez. Depois era extinto para sempre. Teve como principal rival nos gramados a equipe do Monte Cristo.

Time posado em 1928

No Campeonato Amazonense, o Independência participou de 23 edições: 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1957, 1959 e 1960.

 

FONTE & FOTOS: O Malho – Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – Acervo do arquivo de Carlos Zamith

Foto do Vasco da Gama – Manaus (AM): Fundado em 1913

O Club Vasco da Gama foi uma agremiação da Cidade Manaus (AM). O clube foi Fundado no dia 11 de outubro de 1913 por membros da colônia portuguesa de Manaus. Na sua fundação, Manoel Pinto era eleito presidente e Soeiro capitão do time titular.

Sua primeira partida foi realizada no dia 15 de novembro de 1913 quando perdeu por 4 a 1 do Manáos Sporting, no campo do Bosque Municipal. Participou do Campeonatos Amazonense de 1914 e 1915.

No dia 28 de dezembro de 1913, o Vasco era convidado para um duelo contra uma nascente equipe: o Rio Negro.O duelo aconteceu no Bosque e os cruz-maltinos não tiveram dificuldades para golear os Rio-Negrinos por 5 a 1. Na revanche, os vascaínos goleavam novamente seu adversário por 5 a 2.             Adentrando o ano de 1914,é realizado o 1º Campeonato Amazonense e o Vasco se inscreve para participar das duas divisões do torneio. Na 1ª Divisão, o clube estreia com uma derrota de 3 a 0 frente ao Manáos Athletic.                 Já no Estadual de 1915, o Vasco estreava com uma derrota de 1 a 0 para o Nacional. Depois de alguns jogos, o clube português acabou abandonando a competição em protesto contra a Liga. Nos dois únicos campeonatos que disputou, o Vasco participou com o mesmo time: Argentino; Martins e Borges; Pinto, Otto e Marques; Soeiro, Meyer, Abílio, Aguiar e Osterreich.

Logo após sua retirada e do fim do certame Baré, o Vasco se fundia com outra equipe,o Onze Português, para dar origem, em 18 de agosto de 1915, a um novo clube: a União Sportiva Portuguesa.                                                         Durante sua curta existência, o cruzmaltino Baré teve como principal rival as equipes do Luso e do Onze Português,ambas equipes também formada por portugueses.

Um fato curioso é que o clube Baré foi o primeiro Vasco do Brasil a praticar o futebol, antes mesmo do que o Vasco carioca, que só criou sua equipe de futebol no final de 1915, quando o Vasco manauara já não existia. É bom lembrar que o cruzmaltino manauara não tinha nenhuma ligação com seu homônimo do Rio de Janeiro.

 

FONTE & FOTO: Acervo de Gaspar Vieira Neto 

Seleção Amazonense de 1926

POR: Gaspar Vieira Neto
No Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1926, o Amazonas de futebol foi designada para disputar a primeira fase do Torneio em Belém do Pará. Prevendo isso, a federação local tratou de organizar o selecionado amazonense que foi formado pelos melhores jogadores do Nacional, Rio Negro, Euterpe e União Sportiva com o escrete definido.

Os amazonenses embarcavam no vapor Cuyabá, no dia 14 de setembro daquele ano, rumo á capital paraense. O primeiro compromisso do Amazonas seria com a seleção do Piauí e,se passasse, enfrentaria os donos da casa. No dia 21 de setembro, no estádio do Clube do Remo, o Amazonas entrava em campo para enfrentar os piauienses.

O jogo foi bastante disputado e terminou com uma vitória apertada dos amazonenses por 3 a 2, com gols marcados por Vidinho, Waldemar e Patrício. Waldemar ainda marcou outro gol, que foi anulado por impedimento. A vitória sobre os piauienses causou um verdadeiro frenesi em Manaus cuja população acompanhou com entusiasmo o andamento da partida,através dos telegramas que chegavam.

À noite, bastante empolgados,os sócios do Nacional, Rio Negro e União reuniram-se na sede de seus clubes deixando a fachada dos mesmos iluminadas. Superada a primeira barreira, a partida seguinte seria um osso duro de roer pois os adversários seriam os paraenses.

O jogo entre os dois estados era aguardado com ansiedade pois se o Amazonas ganhasse, disputaria, pela primeira vez, partidas no sul do país. Amazonas e Pará, confronto marcado por forte rivalidade, entraram no campo do Clube do Remo no dia 27 de setembro.

O estádio estava completamente lotado, com 10 mil pessoas.O governador do Pará, Dionysio Bentes, se fazia presente. Em Manaus, a multidão acompanhava atentamente o desenrolar da partida, em alto falantes que foram instalados no Parque Amazonense e que anunciavam, de cinco em cinco minutos, os principais lances do jogo que chegavam de telegramas.

Iniciado o jogo, os paraenses mostravam bom domínio de bola e superioridade. O atacante amazonense Leonardo se choca com um jogador adversário e arrebenta o olho que ficou sangrando. Devido a isso,acabou saindo de campo mais voltava depois. Quando acabou o primeiro tempo, os paraenses venciam por 5 a 0.

Iniciado o segundo tempo,apesar das várias tentativas do ataque Baré, não foi possível vencer a meta do bom goleiro Seabra. O Pará ainda conseguiu marcar mais dois gols, terminando o jogo com o seguinte resultado: Seleção do Pará 7 a 0 Seleção do Amazonas. Os gols foram de Santana (dois), Cobrador, Vadico, Marituba e Camarão.

Amazonas: Lisboa; Oliveira e Rodolpho; Sócrates, Cangalhas e Dantas; Orlando, Vidinho, Carlito, Waldemar e Leonardo.

Pará: Seabra; Evandro e Serra; Britto, Marituba e Bandeira; Cobrador, Vadico, Camarão, Marinheiro e Santana.

Eliminados,os amazonenses embarcavam no vapor Victoria rumo á Manaus. Ao fazerem uma parada na cidade de Santarém, foram convidados pelos dirigentes locais para uma partida contra a seleção do município. Os amazonenses golearam os santarenos por 7 a 1. A delegação amazonense chegou a Manaus no dia 5 de outubro e foram recebidos com festa pela multidão que aguardava no Porto. Á noite, a federação local realizou um banquete, em sua sede, em honra aos bravos jogadores amazonenses.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto