Arquivo da categoria: Carências

Categoria criada a fim de listarmos aquilo que nos falta informações. E assim, quem sabe; finalmente conseguirmos eliminá-los de nossa lista!

Inédito!! Sub-Liga Mineira de Desportos Terrestres – Juiz de Fora (MG)

A Sub-Liga Mineira de Desportos Terrestres foi uma entidade esportiva da cidade de Juiz de Fora (MG). Fundado na terça-feira, do dia 20 de Fevereiro de 1917, filiada à LMDT (Liga Mineira de Desportos Terrestres – fundado em 05-03-1915).

Existiu até 1933, quando passou a chamar-se Associação Mineira de Esportes (AME). Em 11 de novembro de 1942, ganhou o nome de Liga de Desportos de Juiz de Fora. Em 19 de dezembro de 1977, tornou-se, finalmente, a Liga de Futebol de Juiz de Fora.

 

Observação: A Fundação da entidade juiz-forano contém um dilema! No a Annuario dos Desportos no Brasil (publicado em 1932) diz ser de 20/02/1917, enquanto a Liga de Futebol de Juiz de Fora afirma ser de 22/02/1918.

FONTES: Página no Facebook da ” Liga de Futebol de Juiz de Fora ” – Annuario dos Desportos no Brasil

Sport Club Germânia (atual Clube Atlético Baependi) – Jaraguá do Sul (SC)

O Sport Club Germânia foi uma agremiação da cidade de Jaraguá do Sul (SC). A história começa no dia 06 de março de 1906, quando um grupo de pessoas abnegadas fundaram o Schutzenverein, a Sociedade Atiradores Jaraguá, tendo como seu 1º presidente o Sr. Otto Meyer, oleiro.

Então, 25 anos depois, outro grupo de engenheiros e técnicos da empresa AEG, que vieram da Alemanha para construir a Usina do Bracinho em Schroeder, fundaram o Sport Club Germânia, na quinta-feira em 9 de Abril de 1931 e registrado na segunda-feira em 19 de Setembro de 1932.

Especula-se que a escolha do nome pode ser em homenagem ao navio Novo Germânia. As cores escolhidas foi o azul e preto. Oito anos depois (1939), a agremiação alemã se fundiu ao Clube Atlético Baependi, passando a se chamar: Sociedade Esportiva Jaraguá.

O 1º Presidente foi o Sr. Max Wilhelm. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, a sede da sociedade foi fechada, servindo de Quartel. Em 08 de dezembro de 1946 a sociedade é reaberta, agora com o nome de Clube Jaraguaense.

No dia 31 de março de 1947 ocorre a fusão da Associação Atlética Baependi com o Clube Jaraguaense (antiga Sociedade Atiradores Jaraguá), recebendo uma nova nomenclatura: Clube Atlético Baependi. O Sr. Alfredo Krause foi eleito o 1º Presidente dessa nova agremiação, adotando as cores azul e branco como oficiais, onde até os dias de hoje fazem parte do clube. A Sede do clube fica localizado na Rua Augusto Mielke, nº 466, no Bairro da Vila Baependi, em Jaraguá do Sul (SC).

FONTES: Site do C.A. Baependi – Jornal Jaraguá (1938) – Site do Baependi, de Henrique Sudatti  e Gustavo Merlin – Campeões para Sempre, de José Augusto Caglioni – Revista Sport Ilustrado – Página do Facebook “Futebol Catarinense das Antigas”

Liga Athletica Barra do Piraí (LABP) – Barra do Piraí (RJ): Fundado em 1940

A Liga Athletica Barra do Piraí (atual: Liga Desportiva de Barra do Piraí) é a entidade que rege o desporto da cidade de Barra do Piraí, que fica na Região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A história começou no domingo, do dia 10 de março de 1940, quando o Prefeito Paulo Fernandes promoveu a realização do “Torneio do Cinquentenário”, reunindo todos os clubes do município, e que foi vencido pelo Central Sport Club.

Entusiasmado com a repercussão e o grande interesse do público, o Prefeito Paulo Fernandes foi decisivo na Fundação, ocorrida na sexta-feira, do dia 19 de Abril de 1940 (na década de 60, alterou a nomenclatura para Liga Desportiva de Barra do Piraí).

As agremiações fundadoras foram as seguintes: América Futebol Clube; Brasil Futebol Clube; Central Sport Club; Esporte Clube 1º de Maio, de Santanésia (Piraí); Frigorífico Atlético Clube (Mendes); Royal Sport Club; Fábrica; Itacolomy; Santana e Sublime.

Presidida pelo prefeito Paulo Fernandes, a nova entidade se instalou solenemente no dia 19 de maio de 1940. No dia 16 de junho de 1940, em Barra do Piraí, no campo do Central SC, foi realizado o Torneio Início da LABP.

Considerando que as dificuldades de condução para Barra do Piraí na época oneravam bastante o torcedor, a diretoria do Frigorífico solicitou a interferência da Liga junto à E.F.C.B. (Estrada de Ferro Central do Brasil) no sentido de ser criado um trem especial entre Mendes e aquela cidade, aos domingos.

Utilizando o trem, nos horários regulares então existentes, o torcedor era obrigado a efetuar as seguintes despesas: passagem, Rs 1$700; almoço, Rs 5$000; ingresso para o jogo, RS 2$000; total, RS 8$700. Se viajassem de automóvel, a despesa somaria Rs 7$000, sendo Rs 5$000 de aluguel de carro e Rs 2$000 do ingresso.

Com a circulação de um trem em horário adequado, o torcedor gastaria apenas Rs 3$700, entre passagem e ingresso. O apelo do Frigorífico foi atendido e a Central fez circular por muito tempo um trem com destino a Barra do Piraí, que passava em Mendes aos domingos às 12,00 horas. Suprimido o trem, mais tarde, as excursões passaram a ser feitas por via rodoviária.

Foram os anos românticos das pitorescas e barulhentas viagens em carrocerias de caminhões, com o veterano Felizardo, agora um dedicado zelador do material esportivo do clube, marcando o ritmo no pandeiro e puxando o estribilho que seguia os versos improvisados pelos alegres repentistas.

O título do 1º Campeonato Citadino ficou com o Royal Sport Club, que no domingo, do dia 05 de janeiro de 1941, venceu o Clássico da cidade, diante do Central Sport Club pelo placar de 4 a 3. Mário abriu o placar aos 12 minutos para o Royal. Aos 13 e 20 minutos o Central virou o marcador.

Aos 25 minutos, Tião deixou tudo igual e aos 30 minutos, Mário recolocou o Royal em vantagem. E, assim, terminou a primeira etapa com a vantagem de 3 a 2 para o Royal. Na etapa final, logo aos seis minutos, Tião ampliou para os royalinos. Dois minutos depois o Central diminuiu, mas a partir daí até o final, o placar não foi alterado. A renda foi de 5:000$ (cinco contos réis). O Frigorífico acabou ficando com o vice-campeonato.

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FONTES: Livro “Uma Trajetória Gloriosa Frigorífico Atlético Clube 1917-1977” – Jornal do Brasil – Última Hora

Foto Rara, de 1905: 1º Estádio do Bangu Atlético Clube – Campo da Rua Ferrer

O Campo da Rua Ferrer foi o primeiro campo de jogo do Bangu Atlético Clube, localizado próximo ao atual Estádio Guilherme da Silveira Filho, “Moça Bonita”, em frente ao antigo prédio da Fábrica Bangu, que tinha como seu proprietário o espanhol João Ferrer. Foi inaugurado em 13 de maio de 1906, na partida amistosa Bangu 2 a 0 Riachuelo e também ficava localizado na frente da sede social do Bangu.
A “cancha encantada da Rua Ferrer”, como era chamada pelo compositor e locutor esportivo Ary Barroso, que igualmente referia-se ao campo do Bangu como o “alçapão da Rua Ferrer” e afirmava: “Ganhar lá é muito difícil, porque os mulatinhos rosados botam a gente prá correr!
Suas arquibancadas de madeira sofreram um incêndio em 1936, tendo sido reinauguradas em 1937 e abrigando jogos até 1943, quando o terreno onde ficava foi vendido pela Fábrica Bangu, sua proprietária. Em 7 de outubro de 1937 o Bangu inaugurou seus refletores em partida contra o America, que terminou com vitória americana por 3 a 2.
O campo despediu-se em 19 de setembro de 1943, em uma derrota do Bangu por 3 a 2 para o Canto do Rio, de Niterói. A sua capacidade é desconhecida nos dias atuais, mas considerando a base de dados do site Estatísticas do Fluminense, o recorde de público entre Bangu e Fluminense se deu na vitória dos Mulatinhos Rosados por 5 a 3 em 22 de agosto de 1943, quando 8.206 torcedores pagaram ingressos, números estes que não incluem os sócios do Bangu.
FONTES: Bangu.Net – O Malho

 

Esmeralda Futebol Clube: Fundado em 1913 foi o 1º time de São João de Meriti (RJ)

O Esmeralda Futebol Clube foi a 1ª agremiação esportiva da cidade de São João de Meriti, situado na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. O mais antigo time de futebol de São João de Meriti foi o “Grêmio Periquito da Vila Meriti” foi Fundado na Quarta-Feira, do dia 12 de Março de 1913, pelo Sr. Valério Villas-Boas como Esmeralda Football Club. Outros fundadores foram Romeu Theodoro dos Santos, Isaias Pereira, Salim Razuk, Rubens Cortez, José Custodio de Moraes e Antonio Machado Coelho. As suas cores eram o verde e branco.

A 1ª Diretoria ficou constituída da seguinte maneira:

Presidente – Alípio Novaes Pinheiro;

Vice-Presidente – José Antonio de Carvalho;

Tesoureiro – Manuel Francisco da Rosa;

1º Secretário – Francisco Silva;

2º Secretário – Romeu Honório dos Santos;

1º Capitão – Dagoberto Pereira;

2º Capitão – Edgar Passos;

3º Capitão – Antonio Souza Lima.

A sua Sede e a Praça de Esportes Vila Meriti ficavam localizados na Rua da Matriz, nº 507, na Vila Meriti (atual Distrito de Coelho da Rocha), em São João de Meriti.  O seu campo ficava no quarteirão formado pelas ruas D. Lara, Antonio Telles e linha Rio D’Ouro. Desalojado daí foi para a Vila Esmeralda, na atual Valério Vilas Boas (antiga Azuil) de onde saiu para o campo que ficava à margem da Linha Auxiliar, de fronte a estação nova, da E.F.C.B.

Nos anos 30, o Periquito da Vila Meriti sofreu algumas dificuldades e quase precisou ser reorganizado em 1933. Refeito do golpe, o clube criou, além da equipe adulta, as categorias de base: equipes Infantil e Juvenil.

A partir de 1932, quando a Liga de Desportos de Nova Iguaçu foi fundada, o Esmeralda passoua disputar algumas edições. Na década de 40, o clube sofreu um colapso em sua vida social e desportiva, retornado as atividades no início de agosto de 1944 quando a agremiação foi reorganizada.

Além do futebol, o Esmeralda oferecia outras modalidades aos seus associados: Tênis de Mesa, Damas, Dominós, Xadrez, Torneio de Sueca, entre outros. O clube também era efervescente com eventos como bailes de carnaval e shows.

 

Esmeralda disputou a sua última participação no Iguaçuano de 1947

Em 21 de Agosto de 1947, foi marcado pela emancipação de São João de Meriti, que passou aos status de Município. Três meses e três dias depois (21/11/47), foi criado a Liga de Desportos de São João de Meriti (LDSJM).

Com isso, o Esmeralda Futebol Clube disputou a sua última edição do Campeonato da Série do Segundo Distrito (São João de Meriti) de Nova Iguaçu de 1947. Sete clubes participaram da 1ª Divisão:

Brasil Novo Futebol Clube;

Coqueiros Futebol Clube;

Esmeralda Futebol Clube;

Esporte Clube Olarias;

Fazenda Futebol Clube;

São João Futebol Clube;

São Pedro Futebol Clube.

 

A antiga Sede, na Rua da Matriz, atualmente é uma Igreja

Clube participa do 1º Campeonato Meritiense de 1948

Em 1948, o Esmeralda passou a disputar o Campeonato Citadino de São João de Meriti. Além disso, se filiou a FFD (Federação Fluminense de Desportos). No Campeonato Meritiense de 1948, organizado pela Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM), contou com a participação de 10 clubes:

Brasil Novo Futebol Clube;

Coqueiros Futebol Clube;

Esmeralda Futebol Clube;

Esporte Clube Olarias;

Fazenda Futebol Clube;

Infernal Futebol Clube;

Marca Apito Futebol Clube;

São João Futebol Clube;

São Pedro Futebol Clube.

Filhos de Tomazinho Futebol Clube.

 

Em 1949, chegou a ser vice-líder do Campeonato Meritiense. No ano seguinte, o Campeonato Citadino de 1950, organizado pela Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM), teve um recorde e contou com a participação de 13 equipes:

Beija-Flor Futebol Clube;

Brasil Novo Futebol Clube;

Coqueiros Futebol Clube;

Éden Futebol Clube;

Esmeralda Futebol Clube;

Esporte Clube Coelho da Rocha;

Esporte Clube Olarias;

Fazenda Futebol Clube;

Ipiranga Futebol Clube;

Marca Apito Futebol Clube;

São João Futebol Clube;

São Pedro Futebol Clube;

Tomazinho Futebol Clube.

Campeão do Torneio Início Meritiense de 1956

Após 43 anos de bons serviços prestados e com o status de ser o mais antigo time de futebol de São João de Meriti, o Esmeralda Futebol Clube teve o seu reconhecimento.

No projeto nº 636 de 1951 foi considerado de utilidade pública pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, pelo Sr. Orderner Veloso. Em 1955, ficou em 2º lugar (perdendo a final para o Éden Futebol Clube) e no ano seguinte (1956) se sagrou Campeão, ambos no Torneio Início, promovido pela Liga Meritiense.

 

Time de 1945: Agripino; Salvador e Davino; Vadico, Coruja e Hélio I; Orlando, Darci, Biruca, Jeca e Esteves (Aloísio).

Time de 1949: Chico; Durval e Renato; Osvaldo, Ajar e Murço; Otavio, Harlei, Haroldo, Tenda e Milton.

FONTES: A Luta Democrática – Jornal do Commercio – A Manhã – Jornal dos Sports – Diário de Notícias – Diário da Noite – O Jornal – Jornal do Commercio – Semanário Illustrado – Litteratura, Critica e Humorismo (RJ) – 1913 – Google Maps – Memória Histórica de São João de Meriti, de Arlindo de Medeiros (1958)    

FOTO, de 1931: Meriti Online – Acervo Charbel Chedier – Kct 

Inédito!!! Japohema Football Club, do Méier – Rio de Janeiro (RJ)

Uma das histórias mais ricas que me deparei. Um clube simpático, com uma visão de transformar o clube num ambiente familiar, estimulando o estudo (como saúde mental) e o desporto (como saúde para o corpo). As explicações dos porquês do nome e da alcunha, por si só, já é um capítulo à parte! Sem mais delongas vamos viajar nessa história! Vale a pena! Boa leitura!

O Japohema Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Nas cores azul e branco, foi Fundado o “Clube Universitário” na terça-feira, do dia 05 de Maio de 1931, por um grupo de sete desportistas da extinta equipe Cruzeiro do Sul Athletico Club: José Araripe, Antenor Passos, Pedro Passos, Orlando Castro (Orlandinho), Elisiário Netto, Mario Braga, Amarildo Galvão (Batata) e Helio Ballard.

Depois, convidaram outros jogadores do Cruzeiro do Sul A.C.: Adilson, Bio (único negro do time. O significado do nome vem do grego, que quer dizer: vida), Dudu, Dedé, Toninho, Nonô e, entre outros. A Sede provisória ficava na Rua Dias da Cruz, nº 391, no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

 

Por que a escolha do nome Japohema?

A escolha do nome é, no mínimo, curioso. Afinal, é um neologismo criado pelos sete fundadores por uma justaposição das iniciais de cada um:

José Araripe,

Antenor Passos,

Pedro Passos,

Orlando Castro (Orlandinho),

Helio Ballard,

Elisiário Netto,

Mario Braga e

Amarildo Galvão.

Dessa forma, original, juntando as letras em negrito é formado o nome da agremiação: Japohema . Uma inspiração no estilo poético de um acróstico. Obviamente, quem está lendo essa história deve estar se perguntando: “Ué? Mas cadê o oitavo fundador: Helio Ballard”? Por que a letra ‘H’ do Helio não está no nome do clube? Os sete rapazes tentaram, mas não encontraram jeito de encaixar a letra ‘H’. Para amenizar esse pequeno “incidente” ficou decido que o nome da Sede Social seria uma homenagem ao Helio Ballard, fundador e o goleiro da equipe.

O ‘Batata’ alcunha de Amarildo Galvão, não concordou com isso, dizendo que a letra ‘H’, em português, tem som mudo em grande número de palavras. Dessa maneira, o ‘H’ poderia ser perfeitamente incluído no nome, desde que grafasse JAPOHEMA, onde o ‘H’ teria o valor mudo. Assim estaria o Helio Ballard, incluído entre os seus pares sem sacrifício do timbre, que permaneceria o mesmo.

 

A formação da 1ª Diretoria do clube foi composta da seguinte forma:

Presidente – Octavio Lobo Vianna;

Vice-Presidente – Aldenor Alencar Benevides;

1º Secretário – Adolpho Rodrigues;

2º Secretário – Josué Rodrigues Loureiro;

Tesoureiro – Pedro Souza Passos;

Diretor Esportivo – Carlos Pereira da Silva Filho;

Diretor Geral de Sports – Othelo Dario Neves;

Procurador – José Araripe;

Conselho Fiscal – Mario Braga; Eugenio de Castro; Eurico Ribeiro; Antonio Araujo; Lauro de Alencar Araripe; Josué Rodrigues Loureiro e Dr. Cunha Neves.

 

Na sexta-feira, do dia 28 de Outubro de 1932, foi eleita e empossada a 2ª Diretoria:

Presidente – Octavio Lobo Vianna (Reeleito);

Vice-Presidente – Eugenio de Castro;

Secretário Geral – Rodolpho Rodrigues;

1º Secretário – Homero Santos;

2º Secretário – Carlos Pereira da Silva Filho;

1º Tesoureiro – Pedro Souza Passos;

2º Tesoureiro – Josué Rodrigues Loureiro;

Procurador – Olavo Guimarães;

Diretor de Esporte – Octavio Fernandes de Carvalho;

Diretor de Campo – Anthero Benevides;

Conselho Fiscal – Jaime Figueiras Lima; Ayrton Rocha; José Luiz Bittencourt Filho; Ayrton Araujo; João Fonseca Chagas; Carlos Pimenta da Silva Filho e Alberto Moreira.

Comissão de Sindicância – Homero Braga; Oswaldo de Castro e Jorge Robson das Chagas.

 

Foto de 1932

O porquê da alcunha de o “Clube Universitário“?

Numa época, onde o estudo não era algo prioritário, boa parte dos jogadores japoemenses eram “um ponto fora da curva“.  Além de serem rapazes finos e educados, sete deles eram estudantes do Colégio MIlitar, do Gymnasio Arte e Instrucção, da Faculdade de Medicina.

Do Colégio Militar pertenciam o keeper Helio e o centerforward Careca. Da Academia de Medicina eram o center-helf Dedé e o meia direita Araujo. Os estudantes eram Nonô e Orlandinho, componentes da ala esquerda e Arthur, da extrema direita. Assim, o clube ganhou o apelido de “Clube Universitário“.

 

Um clube esportivo e familiar

A sua Praça de Esportes, inaugurada no domingo, do dia 06 de setembro de 1931, ficava localizado na Rua Magalhães Couto, nº 84. Enquanto, a sua Sede estava instalada na Rua Dias da Cruz, nº 255, ambos no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio. No entanto, o clube não se limitava apenas a prática do futebol. O Japohema  também oferecia outras atividades, como Sala para Leitura, o Salão de Jogos, como o Ping-Pong (atual Tênis de Mesa), Dominó, Xadrez, entre outros.

Além disso, o clube promovia Bailes de Carnaval, festivais, músicas dançantes, atraindo o interesse de boa parte dos moradores do Bairro. Com isso, em pouco tempo, o número de sócios cresceu vertiginosamente. Demonstrando que o Japohema  Football Club caminhava a passos largos rumo a prosperidade.

 

Celeiro de Grandes Craques

O começo do futebol, o Japohema  foi uma fonte de grandes jogadores. De cara, na sua primeira formação alguns jogadores ganharam, rapidamente, projeção, como os casos de Orlandinho, que se transferiu para o Fluminense; Cícero, que foi para o Vasco da Gama; o ponta Adilson (Adilson Ferreira Arantes, natural da cidade do Rio de Janeiro, em 12/12/1916), que foi contratado pelo Madureira A.C., entre outras feras.

Filiações

Em setembro de 1931, o ajudou a fundar a Associação Suburbana de Esportes Athleticos (ASEA).

Quarta, do dia 19 de Abril de 1933, ocorreu uma reunião para decidir  que o clube iria se filiar a AMEA.

Quinta, 11 de abril de 1935 se filiou a Federação Metropolitana de Desportos, a fim de disputar o Campeonato da Divisão Intermediária.

Sexta-feira, do dia 28 de Agosto de 1936, se filiou a Sub-Liga Carioca de Football (Fundado em 18 de junho de 1933).

Na quarta-feira, do dia 25 de Maio de 1938, ingressou na Federação Atlética Suburbana (FAS).

 

Japohema Campeão Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga de 1934

Após eliminar o Aracaju Football Club, nas semifinais, o Japohema  decidiu o título diante do Deodoro A.C., que passou pelo São Paulo Football Club. No domino, do dia 05 de Agosto de 1934, o Japohema  conquistou o título Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga Carioca de Football. No Campo do Central (Rua Adriano, nº 107, no Bairro de Todos Os Santos), o “Clube Universitário” venceu o Deodoro Athletico Club pelo placar de 1 a 0. O gol foi assinalado pelo half-back Antoninho. Japohema: Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria, Dodô e Antoninho; Adilson, Nonô, Chagas, Jaburu e Carvalhinho.

 

Japohema e Andarahy fizeram um jogão de 10 gols

Era apenas um amistoso, mas terminou com uma dezena de gols. No Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935, a partida aconteceu no Estádio da Rua São Francisco Filho. No final, melhor para os donos da casa. A equipe alviverde goleou por 10 a 3.

Competições profissionais

O Japohema Football Club participou do Torneio Aberto, nos anos de 1936 e 1937. Também participou do Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1935 ( pela FMD) e do ano de 1936 (pela LCF).

 

Outros

Em agosto de 1931, excursionou a Nova Iguaçu; Em setembro de 1934 foi para Barra do Piraí; Em Março de 1935 foi a Mendes. O Japohema enfrentou os principais clubes medianos da época: River, A.A. Portuguesa Carioca, Modesto, Metropolitano, Engenho de Dentro, Andarahy, Germânia, Hellênico, Cocotá, entre outros.

No domingo, do dia 30 de setembro de 1934, o Japohema venceu o quadro de amadores do Bangu por 2 a 0, na preliminar do jogo de profissionais do Flamengo x Bangu. Em 1935, enfrentou o time misto do Vasco e os amadores do América.

 

Nova Sede

No dia 20 de abril de 1938, o clube adquiriu uma Sede nova, localizado na Rua 24 de Maio, nº 1.363 / Sobrado, Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

Várias Formações                                   

Time-Base de 1931: Hélio; Bio e Dudu (Olavo); Carlinhos Silva, Dedé (Nestor) e Toninho (Araripe); Mario (Biberi), Araujo (Cyro), Lauro (Lalau), Nonô (Careca) e Orlandinho (Arnaldo). Técnico: Anthero Benevides

Time-Base de 1932: Hélio (Euro); Betinho e Bio; Arthur (Antoninho), Dedé e Guerra; Colombo (Léo), Fernando, Darcy, Léo (Nonô) e Orlandinho. Técnico: Anthero Benevides

Time-Base de 1933: Hélio; Bio e Betinho; Othelo (Guerra), Dedé e Toninho; Arthur (Araujo), Jaburu (Colombo), Careca (Cícero), Nonô e Orlandinho (Sant’Anna). Técnico: Anthero Benevides

Time-Base de 1934: Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria (Léo), Dedé e Antoninho (Othelo); Adilson, Nonô (Nairo), Chagas (Garcia), Jaburu e Carvalhinho. Técnico: Amarylio Galvão

Time-Base de 1935: Hélio; Bio (Américo) e Alfredo (Betinho); Toninho, Armando (Edmundo) e Quino; Carvalhinho, Dedé, Gallego (Miro), Zezinho (Othelo) e Luso (Jaburu). Técnico: Lourival Carneiro

Time-Base de 1936: Hélio; Alfredo (Norival) e Betinho (Ary); Jacy (Badu), Rainha (Arantes) e Quino (Lino); Benedicto, Gallego, Cícero, Nonô (Russo) e Osvaldinho (Carvalhinho). Técnico: Homero Santos

Time-Base de 1937: Hélio; Bio e Alfredo (Betinho); Jacy, Edmundo (Rainha) e Quino (Valentim); Tarcísio (Chagas), Arthur (Polaco), Nonô (Quimba), Cesário (Jaburu) e Carvalhinho. Técnico: Austrochynio Pereira.

Time-Base de 1938: Hélio; Bio e Alfredo; Olavo, Edmundo e Valentim (Anesio); Francisco (Tarcísio), Chagas, Gallego, Flodaldo e Faustino (Jorginho). Técnico: Austrochynio Pereira.

 

FONTES: Diário da Noite – Diário Carioca – O Radical – Gazeta de Notícias – Jornal do Brasil – A Offensiva – O Tico-Tico – A Noite – O Jornal – Jornal dos Sports – A Esquerda – Beira-Mar : Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – A Nação – A Batalha – Diário de Notícias – A Manhã – O Imparcial – O Paiz – Jornal do Commercio – Correio da Manhã – O Globo Sportivo (RJ)

Inédito, Raro e Polêmico: Sport Club Rio Branco – Campos dos Goytacazes (RJ): Fundado em 1917

 

Uma polêmica no ar, no esporte de Campos dos Goytacazes (RJ). Pesquisando os jornais de época, me deparei com uma matéria referente a Fundação no Domingo, do dia 1º de Abril de 1917, do Sport Club Rio Branco, nas cores rubro-negras. Estranhei, pelo fato de que há apenas dois registros de agremiações com esse nome: Clube Esportivo Rio Branco (Fundado em 05 de novembro de 1912) e o Clube de Regatas Rio Branco (Fundado em 24 de janeiro de 1919).

Diante dessas informações quebradas, entrei em contato com o Secretário da Liga Campista de Desportos (LCD), Leonardo Silva para saber se nos anos 10, existiu uma terceira equipe com o nome de Rio Branco. Após verificar, Leonardo Silva foi categórico: “Em nossos registros (LCD) só há o Clube Esportivo Rio Branco e o Clube de Regatas Rio Branco. Não há um outro homônimo, além desses dois citados“, revelou.

Apesar das lacunas, algumas pistas foram encontradas. Apesar da Fundação ter sido em 24 de janeiro de 1919, o Clube de Regatas Rio Branco nasceu com o nome de Sport Club Rio Branco, e as suas cores é o vermelho e preto. Mas a diferença das datas (que é de 21 meses e 23 dias) é o ponto que intriga.

Mas a hipótese de que Clube Esportivo Rio Branco tenha sofrido uma reorganização em 1917, não está totalmente descartada.

 

A reportagem é ampla, pois fala do dia, horário, local, a quantidade de pessoas presentes, membros da imprensa, e a descrição de como seriam os uniformes do Remo e do Futebol, além de como seriam a bandeira e o escudo. Então, colocarei na íntegra a matéria que saiu no jornal O Imparcial:

EM CAMPOS FUNDOU-SE O SPORT CLUB RIO BRANCO

 

Lemos no “Rio de Janeiro”, de Campos

 

Está  finalmente Fundado o Sport Club Rio Branco. anteontem, domingo (1º/04/1017), às 13h30min, no Palacete Mattos Pimenta, situado na Praça São Salvador, nº 31, no Centro de Campos. Estiveram presentes 43 moços de nossa melhor sociedade, tendo a frente o nosso companheiro de redação, o capitão Octavio Cesar e mais os Srs. Arminio Bastos da “A Notícia“, Antonio Ferreira, Gladstone Mello e Ayres Campos, deram início aos trabalhos para a Fundação do Sport Club Rio Branco, que se destina a proporcionar aos seus associados o sport do remo e de diversos sports terrestres.

O Sport Club Rio Branco adotará as cores vermelha e preta. O primeiro uniforme para o Remo será vermelho e preto em linhas verticais, tendo ao peito a cruz de malta branca. O segundo uniforme será igual ao primeiro sem a cruz de malta.

O uniforme de Football será vermelho e preto em xadrez. A sua Bandeira será assim disposta: um retângulo vermelho atravessado por uma faixa preta, obliqua, que terá no centro a cruz de malta branca como emblema.

Os fundadores do Sport Club Rio Branco estão promovendo meios de adquirir já, no Rio de Janeiro, uma canoa a dois remos para poderem participar do Campeonato de maio.

A diretoria provisória designou a quarta-feira (11/04/1917) próxima para assembléia geral da primeira diretoria do S.C. Rio Branco. O “Rio de Janeiro” fica sendo o órgão oficial do novel club.

Finalizando essas ligeiras linhas, damos parabéns  aos esforçados moços que se postaram a frente da ideia que saiu agora vencedora, criando uma sociedade sobre todos os pontos útil a nossa mocidade”.

FONTES: Liga Campista de Desportos (LCD) – O Imparcial

Inédito!! Centro Portuguez de Desportos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1913

O Centro Portuguez de Desportos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava na Rua São Pedro, nº 120 / Sobrado, Centro do Rio. Vale informar que a Rua São Pedro e Rua do Sabão, deixaram de existir. Ambas, paralelas, foram unidas para a construção da Avenida Presidente Vargas (inaugurada no dia 7 de setembro de 1944), com a demolição dos quarteirões.

O “clube Luso” foi Fundado no domingo, do dia 14 de Setembro de 1913, por um grupo de desportistas portugueses, radicados no Rio. E, de cara, um ponto polêmico, uma vez que o clube só permitia que portugueses que viviam no Rio tivessem o direito de se tornar sócio.

A 1ª Diretoria lusitana ficou formada da seguinte forma:

Presidente – Joaquim Alfredo de Avellar;

Vice-Presidente – Affonso Henriques de Campos;

1º Secretário – Alberto Chamery;

2º Secretário – Manoel Marques Mano;

Tesoureiro – Annibal Jalles;

Conselho Fiscal – Francisco de Oliveira Marques Junior e Jorge Guimarães Daupiás; Vogaes e João de Souza; Antonio Ramoa e Sergio dos Anjos Lamego.

A Sede provisória ficava na Rua do Rosário, nº 133, no Centro do Rio. O clube oferecia atividade de Ginástica, Curso preparatório de educação física, Luta Greco-Romana, Pesos e Alteres, Atletismo, Natação, Tênis e o futebol.

Clube estreia na ABSA

Em 1915, o Centro Portuguez  ajudou a fundar a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA). Naquele mesmo ano, o clube disputou pela primeira e última vez o Campeonato da ABSA.

 

Denuncia faz Centro Portuguez desistir do futebol  

A campanha foi modesta, mas o que chamou atenção foi a grave denuncia do jogador José Antonio da Costa Junior. Segundo o denunciante os diretores do Centro Portuguez de Desportos com a dificuldade de formar um bom time para disputar os jogos, do seio dos associados do clube aliciavam jogadores de outros clubes, como por exemplo, o Alliança Football Club com promessas financeiras (o que naquela época constituía profissionalismo, algo proibido).

Outra ironia é que, como foi citado lá em cima, o Estatuto do Centro Portuguez de Desportos determinava que apenas os portugueses poderiam defender o time. E, os jogadores que estavam sendo seduzidos para jogar na equipe eram brasileiros.

Para tentar maquiar e/ou burlar, os brasileiros  recrutados recebiam um falso título de naturalização do clube. O fato é que esse episódio causou um enorme constrangimento, acarretando no final do campeonato a saída do Centro Portuguez de Desportos que nunca mais retornou a disputar alguma competição na esfera futebolística.       

Time-base de 1915: Augusto (Moreira); Jacintho e Oswaldo (Cabral); Carlos José da Silva (Cap.), Lourenço (França) e Francisco II; Francisco I, Firmino (Marques III), Antonio, Doutor e Rocha (Marques I).

FONTES: O Imparcial – O Correio da Noite – Jornal do Brasil – Revista da Semana – A Época – A Noite