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INÉDITO!! Royal Sport Club – João Pessoa (PB): Três participações no Campeonato Paraibano, em 1918, 1919 e 1921

O Royal Sport Club foi uma agremiação efêmera da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede e o campo ficavam localizados na Rua Duque de Caxias, n°15, no Centro da cidade. Fundado no domingo, do dia 05 de Maio de 1918, por iniciativa de vários desportistas da elite paraibana, entre os quais Dorgival Mororó (proprietário de uma Joalheria Dorgival Mororó), Solon Machado e elementos de clubes anteriores.

Sobre as cores, o clube surgiu azul e branco (as mesmas cores do S.C. Cabo Branco, de onde vieram os jogadores reservas). Após se ausentar na temporada de 1920, no ano seguinte (1921), o Royal, já com sede e campo, retornou com as cores vermelha e branca.

A 1ª Diretoria do Royal S.C. foi constituída da seguinte forma

Presidente – Flávio Massa;

Vice-Presidente – Solon Machado;

1º Secretário – Armando Gomes;

2º Secretário – Nabal Barreto;

Tesoureiro – Dorgival Mororó;

Diretor de Esportes – Rodrigo Azevedo;

Kaptain da equipe – Walter Holmes.

 

Curiosidade: A irmandade de Royal e Cabo Branco  

É importante deixar claro que a saída dos jogadores reservas do Sport Club Cabo Branco para fundar o Royal Sport Club não pode ser considerado como uma dissidência, pois após a “separação” a relação entre os dois clubes sempre foi próxima. Mesmo após o Royal ter adquirido a sua Sede e campo e alterado suas cores, tanto os sócios do Cabo Branco quanto do Royal tinham livre acesso para freqüentarem ambos os clubes.

Primeiro jogo

O seu 1º jogo aconteceu uma semana após a fundação. No domingo, do dia 12 de Maio de 1918, o Royal enfrentou um Combinado do “Rio Negro”, formado à base de estudantes do Liceu. Apesar da extraordinária exibição de Mororó, Rossi, Floriano e Carioca, o Royal acabou derrotado, pelo placar de 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado por Veloso, no 1º tempo.

 

Três participações no Estadual

Ao todo, participou três vezes do Campeonato Paraibano da 1ª Divisão: 1918, 1919 e 1921. Em 1923 tentou jogar, mas por atrito com a Liga Desportiva Paraibana (LDP), acabou declinando da ideia. Naquele mesmo ano disputou o certame da Liga Operária, que há pouquíssimas informações desta competição nos jornais paraibanos.

 

Curiosidades na Fundações do Royal e LSP

O futebol na Paraíba surgiu em 1908. Em 1914 foi fundado a Liga de Football da Paraíba (LFP), que organizou os campeonatos de 1914, 1915 (que não chegou a ser concluído), 1916 (que foi criado após a reorganização da Liga), 1917 (pouquíssima noticiada por causa do Turfe, que naquela época era o esporte nº 1, da Paraíba).

Em 1918, foi criada uma nova Liga Sportiva Paraibana (LSP), que só contavam com três equipes: Cabo Branco; Pytaguares e Palmeiras. Com receio de não ter competição, ocorreram algumas mobilizações a fim de reverter esse quadro.

Uma delas, aconteceu dentro do Sport Club Cabo Branco, maior clube e pessoas da elite paraibana. Então, os jogadores reservas – que faziam parte, porém quase não jogavam – decidiram montar uma equipe para disputar o Estadual de 1918. Dessa forma, foi criado o Royal (nome significa realeza). Outra equipe fundada foi o Treze Football Club.

Assim, o Estadual de 1918 (ainda teve o Rio Branco, que acabou desistindo dias antes do início da competição), foi formado por cinco clubes:

Cabo Branco;

Pytaguares;

Palmeiras;

Treze Football Club;

Royal Sport Club.

 

Estadual de 1918, não foi concluída por causa da ‘Gripe Espanhola’

A competição acabou não sendo concluída, por causa da Gripe Espanhola. Após o certame, Cabo Branco e Palmeiras ambos afirmavam ter sido campeão de 1918. No final, o título foi confirmado para o Cabo Branco.

 

Liga Desportiva Paraibana é criada em 1919

Após essa celeuma, a relação dos clubes com a LSP ficou insustentável. Dessa forma, resolveram fundar no dia 03 de Maio de 1919, a Liga Deportiva Paraibana (LDP), a fim de dar uma nova era para o futebol da Paraíba.

Reservas do S.C. Royal fundaram o São Paulo F.C.

Ainda em 1919, ocorreu outra fundação parecida com o Royal. Devido a insatisfação de vários jogadores reservas do Royal, que acabaram fundando o São Paulo Football Club, que participou de quatro edições do Campeonato Paraibano da 1ª Divisão: 1919,1920, 1921e 1922.

Em 1922, a Liga estava ativa, porém, quatro das cinco equipes filiadas, romperam com a instituição por não concordar com a administração. O fato impediu que o Campeonato fosse realizado. As quatro equipes afastadas, decidiram realizar o campeonato por conta própria.

Articulado pelas diretorias do Cabo Branco e do Pytaguares. Batizaram a competição de torneio do centenário. Em 1923, as diretorias do Cabo Branco e Royal decidiram “reorganizar” a liga e restabelecer o campeonato oficial.

Porém o Royal desistiu da competição 10 dias antes do inicio. Em 1924, o clube decide ingressar na Liga Operária sendo este o seu último registro como clube de futebol. A partir de 1925, não há mais nenhuma referência sobre a existência do Royal como clube de futebol.

FOTO & FONTE: Revista Vida Sportiva – Pesquisador e expert do Futebol Paraibano Júlio César

Internacional Esporte Clube troca de cidade e passa a residir em Lucena (PB)

O Internacional Esporte Clube (Inter da Paraíba) é uma agremiação que pertencia a cidade de Santa Rita, mas a partir de agora fixará residência em Lucena (PB). Fundado na segunda-feira, do dia 07 de Julho de 1952 (segundo a Federação Paraibana de Futebol), e há outra data: 1959.

O clube surgiu no bairro de Mandacaru pelo então presidente Tassiano Gadelha, o Internacional não passava de um time de futebol amador disputando os campeonatos das categorias de bases promovidos pela Federação Paraibana de Futebol.

No próximo sábado (16 de setembro de 2017), acontecerá a solenidade para oficializar o convênio entre o clube e a Prefeitura Municipal de Lucena. O evento será às 10 horas no Restaurante Arrastão na cidade aberto ao público e com a presença do presidente da Federação Paraibana de Futebol da Paraíba Amadeu Rodrigues, o senhor Marcelo Sales de Mendonça prefeito da cidade, o secretário de esporte de Lucena Sandro Toscano, o presidente do Internacional Lucena entre outras autoridades.

Em 2008, o clube profissionalizou-se e celebrou parceria com um grupo de empresários poloneses. Com isso, o Internacional teve condição de entrar na Segunda Divisão do futebol paraibano e contratar jogadores de renome do futebol da região. Em uma campanha mediana chegou até o triangular final com o Paraíba de Cajazeiras e Auto Esporte de João Pessoa, embalado, o time teve três vitórias e um empate na fase final e sagrou-se campeão da Segunda Divisão.

Disputou pela primeira vez a primeira divisão estadual em 2009, sediando os jogos como mandante no estádio Almeidão. A campanha não foi tão boa somando apenas (3 vitórias, 3 empates e 8 derrotas no geral) e o Internacional acabou rebaixado para a segunda divisão de 2010, a qual nem chegou a disputar pois o time decidiu encerrar as atividades.

Em 2014, após 5 anos inativo, sai de João Pessoa e fixa-se em uma nova sede, Teixeira, no sertão do estado, e fica conhecido como Internacional Esporte Clube de Teixeira ou Internacional de Teixeira, por brevidade. A equipe mandou seus jogos no estádio municipal “O Dojão”.

O desempenho geral na segundona foi bom, mas deixou a classificação para a primeira divisão escapar no triangular final. Classificou-se para o mata-mata com uma vitória, dois empates e uma derrota. Nesta fase, não foi páreo para seus oponentes, Lucena e Miramar de Cabedelo; perdeu dois jogos, empatou um e ganhou apenas um, terminando o campeonato em terceiro lugar.

Em 2015, transfere a sede para o município de Santa Rita, com mando de campo no Teixeirão, passando a se chamar de Internacional Paraibano. Disputou a primeira fase do Campeonato Paraibano no Grupo Litoral, ficando atrás do Desportiva Guarabira e à frente de Femar e Spartax, ambos de João Pessoa. Caiu nas quartas-de-finais para o Picuiense.

Imbatível em 2016, conquistou invicto a Segunda Divisão, seu segundo título estadual, e garantiu vaga na Primeira Divisão de 2017. A campanha vitoriosa foi de 8 vitórias e 4 empates. Na disputa da 1° divisão em 2017 o clube começou muito bem a competição com a defesa sendo uma das melhores do campeonato onde chegou a ser 4° lugar, depois por problemas internos ouve um desmanche no time onde a equipe teve uma sequência de resultados negativos e acabou voltando para a 2° divisão do Paraibano.

Em 2017 a diretoria já se movimenta buscando parcerias novos parceiros para o Campeonato Paraibano de 2018, um desses parceiros será a Prefeitura da Cidade de Lucena, e onde o clube se chamara Internacional Esporte Clube Lucena.

 

FONTES: Wikipédia – Federação Paraibana de Futebol (FPF) – Esporte do Vale – Homero Queiroga

 

Spartax João Pessoa Futebol Clube – João Pessoa (PB): Novo distintivo

O Spartax João Pessoa Futebol Clube é uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). Fundado na sexta-feira, do dia 11 de Novembro de 2011. A sua Sede está localizada na Rua Adriano Tozzi Carvalho, nº 128B, no Bairro Valentina, em João Pessoa.

Apesar de tentar de imediato a filiação apresentando toda a sua documentação em ordem a Federação Paraibana de Futebol (FPF), só teve aceitação em fevereiro de 2014, como equipe amadora. O time se profissionalizou em julho do mesmo ano e disputou o Campeonato Paraibano da Segunda Divisão de 2014.

O Spartax estava no Grupo do Litoral com mais três equipes: Lucena, Miramar e Femar, sendo o 3º classificado no seu grupo, na primeira fase, não se classificando para as fases finais do campeonato, do seu grupo saíram as duas equipes que subiram para a primeira divisão (Lucena e Miramar).

Em homenagem à cidade de João Pessoa, suas cores oficiais são vermelho, branco e amarelo-ouro (esta última, referência ao Sol que nasce primeiro na capital paraibana).

O nome tem inspiração na mítica cidade Grega de Sparta, onde ocorreu a famosa Batalha das Termópilas, onde os 300 Guerreiros Espartanos, liderados pelo Rei Leônidas enfrentou heroicamente até a morte o número (30 mil soldados e ferras dos quatro rincões do Mundo) e poderoso Exército do Império Persa do Rei Xerxes I.

A sangrenta batalha durou três dias e se desenrolou no desfiladeiro das Termópilas (‘Portões Quentes’) em agosto ou setembro de 480 a.C. Mas o nome ‘Sparta’ é registrado pelo Sparta de Roterdã, na Holanda, dai as mudanças de grafias nos Spartas pelo Mundo: FC Spartak Moscou, Spartak Sofia, e outros, por isto teve o acréscimo da letra “X” no fim, se tornando Spartax. O nome da cidade (João Pessoa) também foi incorporada no nomenclatura oficial, e a equipe é denominada Spartax João Pessoa Futebol Clube.

A estreia do Spartax João Pessoa  no Campeonato Paraibano da Segunda Divisão de 2017 acontecerá no domingo, do dia 06 de Agosto, quando recebe a visita do São Paulo Crystal, válido pelo Grupo do Litoral.

 

FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook – Federação Paraibana de Futebol

São Paulo Crystal Futebol Clube – Cruz do Espírito Santo (PB): Estreia na Segundona Paraibana de 2017

O São Paulo Crystal Futebol Clube é uma agremiação do Município de Cruz do Espírito Santo, que fica a 25 km da capital de João Pessoa, na Paraíba. Com uma população de 16.317 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2012. Fundado no dia 10 de Fevereiro de 2008, como Lucena Sport Club, mudou de nome este ano.

Como Lucena, o clube debutou na esfera profissional em 2014. De cara faturou o inédito título de campeão do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão, organizado pela Federação Paraibana de Futebol (FPF).

A sua estreia na Elite Paraibana, no entanto, não foi das melhores. Numa competição com dez clubes, o Lucena termino na penúltima colocação, com 14 pontos em 18 jogos: três vitórias, cinco empates e 10 derrotas; marcando 21 gols, sofrendo 32 e um saldo negativo de 11.

Em 2016, já de volta a Segundona Paraibana, a campanha foi pífia. No Grupo do Agreste, com apenas três equipes, amargou a última colocação com dois empates e duas derrotas; marcando sete gols e sofrendo dez.

Talvez uma das explicações para esse declínio, tenha sido a falta de um “casa” para mandar os seus jogos. Sem conseguir jogar na sua cidade: Lucena, que não tem estádio, acabou fincando a sua Sede Campina Grande. Posteriormente se mudou para João Pessoa. Mas em ambos os casos, sem sucesso.

Então, a sua diretoria tomou uma decisão radical para não fechar às portas. Abriu as negociações com outras cidades a fim de fechar uma parceria. E o vencedor foi o Município de Cruz do Espírito Santo.

Apesar do desfecho, ainda faltam alguns detalhes para que o clube atue na sua nova casa, uma vez que o estádio municipal ainda não foi liberado. A mudança de cidade do novo clube espírito-santense não foi o maior destaque por parte da imprensa paraibana.

Além disso, o nome da agremiação (São Paulo Crystal Futebol Clube) também chamou atenção em razão do nome ter sido sugerido pelo grupo que patrocina o clube. Na realidade, o São Paulo Crystal já existe, mas atua apenas na esfera amadora.

Contudo, o fato é que o novo clube já dispõe de uma boa estrutura, onde conta com um CT próprio, que na verdade é do seu patrocinador, a São Paulo Cristal, uma importante cachaçaria da região. Para completar, o clube já providenciou melhorias no Estádio Carneirão e quer mandar seus jogos em Cruz do Espírito Santo.

A estreia do São Paulo Crystal já data marcada. Será no domingo, do dia 06 de Agosto, quando enfrenta, fora de casa, o Spartax, válido pelo Grupo do Litoral, do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão de 2017.

 

FONTES: Página do clube no Facebook – Globoesporte.com – Martir Esportes – Escudos do Mundo Inteiro – Homero Queiroga 

Segundona da Paraíba começa em agosto

O Campeonato Paraibano da Segunda Divisão começa em 6 de agosto com a participação de 10 clubes divididos em três grupos. A novidade é a mudança de nome e de cidade do Lucena que agora passa a se chamar São Paulo Crystal FC. O “novo” clube passará a atuar (se o estádio for liberado a tempo) em Cruz do Espírito Santo. Eis os participantes:

Grupo AGRESTE: Perilima, Picuiense, Sport Campina
Grupo LITORAL: Desportiva Guarabira, Miramar, Spartax, São Paulo Crystal
Grupo SERTÃO: Nacional de Patos, Nacional de Pombal e FEMAR

Tabela do Turno

06/08/2017 – 1ª Rodada

Nacional x Nacional de Pombal
Desportiva Guarabira x Miramar
Spartax x São Paulo Crystal
Perilima x Picuiense

09/08/2017 – 2ª Rodada

FEMAR x Nacional
São Paulo Crystal x Desportiva Guarabira
Miramar x Spartax
Perilima x Sport Campina

13/08/2017 – 3ª Rodada

Nacional de Pombal x FEMAR
São Paulo Crystal x Miramar
Desportiva Guarabira x Spartax
Picuiense x Perilima

 

 

Fonte da tabela:  FPF

 

 

 

 

Fonte do escudo do SPCFC : Site http://escudosdomundointeiro.blogspot.com.br

 

Estrela do Mar Esporte Clube – João Pessoa-PB

 

Estrela do Mar: o clube campeão paraibano de futebol em 1959 surgiu aproximadamente em 1953. 

A matriz do Rosário mais o Convento São José possuía agremiações religiosas como a Cruzada (Liga Infanto-Juvenil) e a Congregação Mariana. A primeira era composta por meninos que ajudavam nos ofícios religiosos, além de se reunirem para assistirem palestras e ensinamentos relativos à fé católica.  A segunda –  a Congregação Mariana – compunha-se de jovens adolescentes e adultos que assistiam e participavam das missas, novenas, etc. e, também se reuniam em grêmios literários que promoviam encontros e palestras.Como diversão eles tinham a prática do futebol campinho que ficava atrás da Igreja. Esse campinho tinha uma trave junto ao muro que dá para a Avenida Vasco da Gama e, a outra ficava colada à parede da marcenaria da igreja. Depois que o campo mudou sua posição, e ficou maior, junto àquela parede foi construída uma quadra de futebol de salão. Várias equipes se revezaram naquele pequeno espaço, sob o comando de Frei Albino. (…)

Os mais velhos tinham os “bate-bolas” nos sábados à tarde. Dessas peladas, e de jogos contra equipes visitantes, surgiu a ideia de se formar uma equipe a fim de pelejar com outras dos bairros vizinhos, e do próprio bairro de Jaguaribe. Assim apareceu o Estrela do Mar Esporte Clube, nome originário de uma revista religiosa que circulava entre os paroquianos. A denominação do clube foi sugerida por um componente de grupo que se reuniu para discutir qual o nome da que daria a nova agremiação futebolística. “Baú”, apelido do irmão do excelente jogador do Botafogo e Seleçao Paraibana de nome Eugênio, foi a pessoa que apresentou o nome ESTRELA DO MAR e que logo recebeu a aprovação de todos.

 

As cores do novo clube foram com base nas vestes da Virgem Maria – o azul celeste e o branco – , que ainda hoje continuam inalteradas, mas na lembrança dos apaixonados pelo clube. Frei Albino, um dos fundadores e incentivadores da prática desse esporte, era a mola-mestra, o esteio que sustentava a agremiação. De um pequeníssimo campo e uma sede precária, o frade conseguiu transformar tudo aquilo. Com esforço e dedicação conseguiu verbas na Alemanha, destinadas à agremiação para construir o prédio que serviu de sede do clube e, também, autorização para ampliar a área esportiva (como esteve por muitos anos à vista de todos).

 

Em 1956 o clube participou do campeonato de amadores promovido pela Federação (não havia segunda divisão naquela época), sendo campeão invicto da temporada. Dessa jornada participaram: Brandão, André, Pinheiro, Hélio, Breno Formiga, Gilberto Cara de Gato, Hermes Taurino, Caju, J. Heráclito, Roberto Biribita, Izinho, Valdecir Pereira, Adjamir, Carrinho e Lauro Almeida.

 

O Estrela do Mar foi tri-campeão aspirante nos anos 58/59/60. No ano de 1957 o clube passou a disputar o Campeonato Paraibano de Profissionais. Foi vice-campeão paraibano em 1958, e, em 1959, sagrou-se campeão estadual (Imagem 1), utilizando nessa temporada os seguintes atletas: Jola, Carrinho, Davi, – Gilberto Cara de Gato, Tem. Gilberto e Aderbal Pitombeira (goleiros), Hermes Taurino e Teófilo Luna, Coelhinho, Caju, Lúcio Câmara, Izinho (Antenor Pereira), Emilson Adjamir, Valdecir Pereira, Celso Piaba (Imagem 2). Os diretores: Severino Holanda, mais conhecido por “Viu” e Lucemar Navarro; Pedro Gomes; Rômulo Camboin, a que todos o chamavam Senhor Pila e João Batista Cruz, foram os colaboradores eficientes na vida do clube. Depois deles, os antigos pupilos – “as crias de casa” -, conduziram, bem ou mal, os destinos do clube até o ano de 2003 quando foi extinto.

 

Imagem 1. Notícia publicada no jornal “A União” em 1959

Imagem 2. Atletas que faziam parte do time campeão paraibano de futebol de 1959

O clube, desde a morte de Frei Albino, passou a ser dirigido por sócios-atletas, isto é, pelos jovens de antigamente, a exemplo de Marcos Macena, de José Freire, de Carlos Pereira (Carrinho), de Emilson, de Roberto Oliveira, de Jobério Martins, de Gladston Castro (Estaca) que foi o último presidente. *[1]

 

* Trecho retirado do livro  “Retratos De Jaguaribe: Um Passeio Histórico” de autoria de Emilson Ponce de Leon Ribeiro.

[1] RIBEIRO, E. P. L.  Retratos De Jaguaribe: Um Passeio Histórico. 2ed. João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2012, v.1, 350 p.

 

Fonte: Estrela do Mar Esporte Clube e Jornal “A União”.