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Entre 1937-41, foi Tricolor: Botafogo F.C. – João Pessoa (PB)

Botafogo Futebol Clube (Botafogo da Paraíba) é uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede está localizada na Rua Antonio Teotônio, nº 688, no bairro Cristo Redentor, em João Pessoa.

O Estado da Paraíba ainda respirava o ar da Revolução de 1930. A capital acabava de trocar de nome, já se chamava João Pessoa. Afetados ou não pelos trágicos acontecimentos políticos, um valoroso grupo de estudantes paraibanos tinha como passatempo predileto participar das peladas nas dezenas de terrenos baldios, ainda existentes, nos arredores de suas residências.

Foi exatamente em torno desse grupo de talentosos atletas adolescentes que foi amadurecendo a ideia de se fundar um novo clube. Assim, depois de uma “Assembleia” de muitos palpites, o “Belo” foi Fundado na segunda-feira, do dia 28 de Setembro de 1931, vários garotos, que nem imaginavam que estavam dando vida a um dos times mais tradicionais do estado da Paraíba.

Eles decidiram por este nome e montaram, então, a sua 1ª diretoria:

Presidente: Beraldo de Oliveira

Vice-Presidente: Manoel Feitosa (Nezinho)

1º Secretário: Livonete Pessoa

2º Secretário: José de Melo

Tesoureiro: Edson de Moura Machado

Orador: Enock Lins.

O palco do tão importante acontecimento foi uma modesta casa, a de nº 45, da rua Borges da Fonseca, hoje Av. D.Pedro II, bem próxima à esquina da Rua 13 de maio.

O nome “Botafogo”

Belo, traz em sua história uma grande curiosidade na escolha do nome. O jornalista André Resende escreveu um livro (ainda inédito) em que fala sobre o clássico Botauto. E, segundo suas pesquisas, registros históricos retirados de jornais da época mostram que o nome saiu em meio a um contexto de greve em João Pessoa, no início da década de 1930.

– Nos primeiros registros que se teve acesso, o nome do clube aparece escrito separado: Bota-Fogo, por conta de alguns funcionários do jornal A União, que participaram da fundação do clube. Eles estavam passando por uma greve na época. E queriam usar o time recém-fundado como forma de protesto.

Durante os três meses após a sua fundação, a equipe do Botafogo conseguiu bons resultados e foi, a partir daí, conquistando a simpatia dos pessoenses. O primeiro amistoso que o Botafogo realizou foi contra o Triunfo, tendo vencido por 1 x 0 em jogo realizado no Campo do América, onde hoje está instalada uma caixa d’àgua da Cagepa, na rua Diogo Velho.

Entre 1937 a 1941, o Belo virou Tricolor

Desde a sua fundação em 1931, o clube se manteve Alvinegro até abril de 1937 quando a LDP (Liga Desportiva Paraibana) exigiu que o Belo jogasse o Campeonato com outra camisa para não confundir com o Palmeiras, que já usava uma camisa listrada alvinegra, era mais antigo na LDP, e era o maior Campeão da Paraíba, naquela década, já rivalizando com o Botafogo.

Nessa época o Botafogo já tinha conquistado o seu primeiro título de Campeão Paraibano e já crescia além das possibilidades de Beraldo de Oliveira e de seus humildes amigos, fundadores do Clube.

O Botafogo, então, despertou o interesse do empresário Antonio Tourinho Paes Barreto que já tinha fundado, em 1930, o Santa Cruz de João Pessoa, que jogava com uniforme alvirrubro, mas a equipe não prosperou.

Tudo começou em junho de 1936 quando o Botafogo enfrentou o Palmeiras, um dos grandes campeões do Campeonato Paraibano, e empatava em 1 a 1, num clássico local, já com muita rivalidade. Nesse jogo o Palmeiras não aceitava que o Botafogo jogasse com camisas listradas alvinegras que já era o uniforme tradicional do Palmeiras.

Vice-presidente do Botafogo, Tourinho costurou de acordo com LDP e Palmeiras, e cumpriu a exigência dos Palmeirenses, fazendo o Botafogo jogar com uniforme branco. Isso indignado e revoltado de Beraldo que renunciar à autoridade do Clube.

Em 1937 Tourinho assume a Presidência do Botafogo e envia ofício à LDP comunicando que o Clube passaria a jogar no campeonato, com camisas tricolores. E trazia do comércio de Recife, aproveitando a exigência da LDP, duas camisas.

Uma camisa listrada em preto, branco e vermelho, em listras horizontais, que nem a do Santa Cruz de Recife. Outra metade em metade, metade branca, que combinado com short preto vermelho tornava o uniforme tricolor.

Beraldo, com desgosto, abandonou o Clube para nunca mais voltar. E linotipo da competição ao esporte A UNIÃO – onde disputar o Jornal do Esporte e o Clube União o Campeonato Paraibano disputar como o Campeonato Paraibano.

Por tudo isso, um cronista campinense de nome Humberto de Campos apelidava o Botafogo de Camaleão do Contorno. Segue foto com uma das formações do Botafogo com camisas corais.

Texto, desenho do escudo e uniformes: Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Raimundo Nóbrega

FONTES: Site do clube – Federação Paraibana de Futebol – o livro “A História do Futebol Paraibano”, de  Walfredo Marques – livro “Memória do Botafogo Paraibano – Vols. 1 e 2”, de  Raimundo Nóbrega – Matheus Emmanuel

Sport Club Rio Branco – Petrópolis (RJ): escudo diferente, no amistoso diante do Flamengo, em 1937

O Sport Club Rio Branco foi uma agremiação da cidade de Petrópolis (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 23 de Abril de 1925, na residência particular do distinto sportman Manoel José Gonçalves.

Sem especificar os cargos, a 1ª Diretoria foi constituída pelos seguintes membros: Manoel José Gonçalves, José Ansero Fecher, João Ernesto Schussler e Mario Ficher.

A sua elegante Sede está situada na Rua Montecaseros, s/n, no Centro de Petrópolis. Já a sua Praça de Esportes ficava no Bairro do Bingers. Além do futebol, o clube também contava com uma bem cuidada seção de ginástica.

Breve história do Rio Branco

Fundado na quinta-feira, do dia 23 de abril de 1925, na residência particular do distincto sportman Manoel José Gonçalves, teve como primeiros dirigentes os srs.: Manoel José Gonçalves, José Ansero Fecher, João Ernesto Schussler, Antonio Galheiro, Saul Latuf, Marçal Barros, Rodolpho Schussler e Mario Fecher, que bem depressa conseguiram, vencendo todos os obstáculos, conquistar a sympathia para o Sport Club Rio Branco.

A sua elegante sede está situada á rua Monte Caseros, tendo um bem tratado ground no bairro do Bingers.

Filiando-se, em 1925, a Associação Petropolitana de Esportes Athleticos (APEA), disputaram durante o campeonato em 12 partidas, obtendo o título de vice-campeão com dois pontos de diferença do primeiro colocado.

Em 1926, com apenas uma derrota e um empate, levantou a taça de campeão do Campeonato Petropolitano, tanto no Primeiro quanto no Segundos Quadros.

Time posado do Rio Branco

Escrevendo em 1927 a página mais brilhante de sua vida sportiva, conseguiu a extinção das duas ligas existentes, formando a Associação Petropolitana de Sports, filiada á dirigente dos sports fluminenses.

Nesse mesmo ano, colocou-se em terceiro lugar no campeonato, obtendo no “torneio de caridade” o título de campeão.

Em 1928, levantando o título de vice-campeão no “torneio de caridade“, conseguiu conquistar o segundo lugar no campeonato, deixando de concorrer em 1929 por motivos de ordem interna, o que não impediu que no ano findo não desmerecesse ao conceito dos seus antagonistas.

Na época o Sport Club Rio Branco possuía uma bem cuidada secção de gymnastica, sob a intelligente e esforçada direcção do senhor Manoel G. Moreira, então vice-presidente.

Time posado do Rio Branco

Vários jogos interestaduais realizou o Sport Club Rio Branco, vencendo-os na sua maioria por elevados scores.

Artísticos troféus constituem o patrimônio do Sport Club Rio Branco, enriquecido, no domingo, do dia 08 de fevereiro de 1931, com a belíssima taça “Dr. Eugenio Barcellos“, em disputa com Serrano F. C., “Campeão da cidade“, abatendo o campeão de 1930, após um jogo cheio de belíssimos lances, pelo sympathico score de 5 x 2, victoria esta festejada com o maior enthusiasmo, como a demonstração dos denodados sportmen.

Foto do campeão Rio Branco. À esquerda na parte superior, de paletó preto, Mario Fecher um dos grandes baluartes do alvinegro petropolitano.

Tem os rapazes dessa brilhante agremiação a mais profunda veneração pelos seus bons defensores, srs.: Francisco Coelho Ribeiro, Manoel J. Gonçalves, Antonio Ferreira da Silva, Alberto Berlandi, Manoel S. Oliveira, Domingos Duarte, João Borges, Annibal Rossi, Eugenio Costa, José H. Pereira, Adão Albuquerque, Alfredo Kappaunn e Manoel J. Moreira, ο elemento imprescindível para a marcha progressiva do Sport Club Rio Branco.

Na quinta-feira, do dia 28 de Janeiro de 1926, foi eleita a directoria:

Presidente – Saul Latuf; Vice-presidente, Seraphim Coelho Ribeiro; Secretario geral, Raul Gomes Coelho: 1° Secretario, Moacyr Lopes Coelho; 2° Secretario, Antonio Galheigo: 1° Thesouretro, Manoel Coelho Ribeiro; 2º Thesoureiro, Vicente Joia Filho; Conselho Fiscal – Rodolpho Schussler, Marçal Moreira Barros e Jacob Weckmuller.

Em 1929, o Sport Club Rio Branco se ausentou do Campeonato Petropolitano, por motivos de ordem interna. Em 1932, foi vice-campeão do Torneio Início de Petrópolis.

Rio Branco foi goleado pelo rubro-negro carioca

Um amistoso estadual, entre o Sport Club Rio Branco, de Petrópolis e o Clube de Regatas Flamengo, foi realizado na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 25 de abril de 1937, na região serrana do estado do Rio de Janeiro. A delegação partiu no dia do jogo, às 13 e 30 minutos.

No final, o rubro-negro goleou o Rio Branco pelo placar de 7 a 1. O destaque da partida foi Leônidas da Silva, o “Diamante Negro” autor de cinco gols. Jarbas marcou os outros dois gols do rubro-negro carioca.

No primeiro tempo, terminou três a um. Todos os tentos de Leônidas da Silva para o Flamengo, enquanto Ferreira fez o gol do Rio Branco. Na etapa final, Leônidas da Silva e Jarbas assinalaram dois tentos cada, dando números finais a peleja.

O presidente do Flamengo, Sr. Bastos Padilha (que dá nome hoje, do Estádio da Gávea), esteve presente na peleja. O árbitro da partida foi o Sr. Roberto Porto, que atuou com imparcialidade.

S.C. Rio Branco: Waldemar; Jaldino e Rodolpho; Miguel, Orlando (Zezinho) e Eduardo; Tampinha, Vital (Djalma), Leonel, Mano (Optal) e Ferreira.

C.R. Flamengo: Talladas; Natal e Cesar Machado (Barbosa); Caldeira (Luiz Orlando depois Mario Ramos), Engel e Barbosa; Sá, Luiz Orlando (Caldeira), Leônidas da Silva, Carlinhos e Jarbas.   

FOTOS: Acervo de Mario Fecher, enviadas pelo neto Rafael Fecher

FONTES: A Noite (RJ) – Jornal dos Sports – Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ)

América Pontagrossense F.C. – Ponta Grossa (PR): escudo e cores diferentes da década de 40

O América Pontagrossense Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Ponta Grossa (PR). A sua Sede e o Estádio Coronel Miró de Freitas, estão situados na Rua Cel. Miro Freitas, nº 290, no bairro de Nova Russia, em Ponta Grossa (PR).

Fundado na segunda-feira, do dia 27 de Junho de 1938, no bairro de Nova Rússia, por esportistas amigos que reunidos num movimentado jogo de truco, discutiam futebol. O clube teve ainda a ajuda do saudoso Senador Flávio Carvalho Guimarães.

Entre eles, observando à certa distância estavam João Fernandes de Castro e seu filho Walter Fernandes, que comentavam a respeito. Na mesma época alguns freqüentadores da barbearia do saudoso João Fernandes de Castro, onde só se falava de futebol, numa dessas surgiu a conjectura de criar um clube.

Da idéia surgiu a concretização final. Muitos nomes foram ventilados para a nova agremiação, entretanto, o apresentado por Walter Fernandes, que era ardoroso fã do America Football Club do Rio de Janeiro foi aprovado. Foram fundadores do querido clube de Ponta Grossa:

Orlando Henneberg, João Fernandes Castro, Walter Fernandes, Washington Fernandes, Eduardo Selski, Waldomiro Hart, José Zambriski, Arthur Starke, Paulo Raitz, Honório Vargas, Mário Ribas, Felinto Schifer, Ovídio Pontes e Osvaldo Jansen, que concretizaram a brilhante iniciativa da família Fernandes.

Estes em sua 1ª reunião deliberaram escolher o nome de Eduardo Selski como seu 1º presidente, por ter o mesmo longa experiência no futebol, com considerável bagagem no esporte bretão.

Final da década de 30

Somente quando o América ganhou personalidade jurídica, contendo os seus próprios estatutos é que assumiu a 1ª Diretoria composta pelos seguintes membros:

Presidente – João Fernandes de Castro;

Vice-presidente – João Pedro Maier;

1º Secretário – Ervino Schade;

2º Secretário – Lauro Fernandes;

Orador – Antônio Rossetto;

Conselho Fiscal – Otto Hart, Onofre Borazo, Alfredo Jansen;

Conselho de Futebol – Alfredo Henneberg, Valentin Schwab e João (Tamanduá) de Oliveira.

1º campo

Os primeiros treinos do América foram realizados no “Campo do Calipiá”, como era denominado, em virtude de ser circundado de eucaliptos, situado nas proximidades onde hoje está a Metalúrgica Schiffer.

A escolha do nome

Embora os treinos se sucedessem, a nova agremiação recém fundada não tinha um nome. Foi feito uma reunião para tal e na mesma, marcada para 12 de fevereiro de 1938, foi escolhido o nome do clube.

Muitas sugestões surgiram entre as quais: Madureira Esporte Clube, Brasa Verde Futebol Clube, e até mesmo à guisa de brincadeiras, Arranca Toco Esporte Clube, todavia, por idéia do jovem entusiasta Walter Fernandes, que indicou o nome de América Futebol Clube, nome este bem recebido entre os presentes.

Por unanimidade o nome foi escolhido e oficialmente aceito para a nova agremiação. Desde então, partiram os americanos para sua filiação junto à Liga Atlética Municipal (LAM), que na ocasião congregava onze equipes varzeanas.

Foto de 1949

Fusão deu origem ao América Pontagrossense Futebol Clube

No intuito de fortalecer a equipe para as disputas oficiais da Liga, os dirigentes do América Futebol Clube acharam de bom alvitre fazer uma fusão com a equipe da Pontagrossense Futebol Clube, no início da década de 40.

As duas forças unidas deram uma unidade maior na estrutura do clube, possibilitando um futuro de glórias. Em virtude da exigência da Liga, os clubes filiados a ela tiveram que providenciar seus estatutos e o América Pontagrossense Futebol Clube não poderia fugir à regra.

Em fase disso, a data de fundação da agremiação criada ficou sendo em 27 de junho de 1938, ficando ao mesmo tempo oficializada a sua 1ª diretoria, que ficou assim constituída:

Presidente – Paulo Roberto dos Santos;

Vice-presidente – Lucinei Festa Freitas.

O clube era rubro-anil

O que poucos sabem é que o América Pontagrossense Futebol Clube até o final da década de 40, tinha nas suas cores o vermelho e azul. Somente em meados dos anos 50, que o clube passou a adotar a “Jaqueta Encarnada“. De lá pra cá,  o “Diabo Rubro” segue com as suas cores inalteradas até os dias atuais.

Na cidade mais de trinta títulos

No Campeonato Citadino de Ponta Grossa, o  América Pontagrossense se sagrou campeão 26 vezes: 1961, 1963, 1966, 1967, 1968, 1969, 1974, 1976, 1979, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1990, 1991, 1992, 1993, 1997, 1998, 2000, 2004, 2007, 2012, 2015 e 2018. Enquanto pela Taça da Cidade de Ponta Grossa, o time foi campeão em sete oportunidades: 1963, 1965, 1967, 1968, 1993, 1994 e 1995.

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FOTOS: Acervo de Lenilton Cardoso

FONTES: Google Maps – Página do clube no Facebook – Site do Clube – Livro “Futebol Pontagrossense – Recordes da História”, de José Cação Ribeiro Júnior – O Dia (PR) – Paraná Esportivo (PR)

Inédito!! Paysandu Foot-Ball Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1915

O Paysandu Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no domingo, do dia 30 de Maio de 1915, por um grupo de rapazes desportistas. A escolha do nome foi uma homenagem ao time homônimo campeão Carioca em 1912.

Após fundar o novo clube, foi definido a composição da 1ª Diretoria, constituída da seguinte forma:

Presidente – Dr. Henrique de Vasconcellos;

Vice-Presidente – Henrique Nunes Pereira;

1º Secretário – Adolpho Rodrigues;

2º Secretário – Luiz do Rego Pontes;

Tesoureiro – Luiz Bandeira de Mello;

Fiscal de Campo e Comitê – Fernando Carneiro.

A sua Sede provisória ficava na Ladeira do Leme, nº 27. Posteriormente se transferiu para Rua D. Polyxena, nº 66, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio (RJ). O seu Ground de treinos ficava na Rua Alpha (entre os números 5 e 6, no Cais do Porto), s/n, no bairro de Santo Cristo, na Zona Central do Rio. Já a sua Praça de Esportes estava situado no belo e bem tratado Velódromo, na Praia Vermelha, no bairro da Urca

O Paysandu disputou o Campeonato da Liga Sportiva Carioca (LSC), de 1918, que contou com a participação de oito equipes:

Foto de 1921

Aymoré Football Club (Sede: bairro das Laranjeiras/Catete, fundado em 03-07-1914, por funcionários da Western Telegraph);

Benjamin Constant Football Club (Sede: bairro da Glória);

Combinado Humaytá (Sede: bairro do Humaitá);

Sport Club Curupaity (Sede: bairro do Catete, fundado em 13-06-1914);

Sport Club Emulação (Sede: bairro do Flamengo-Catete);

Leme Athletico Club (Sede: bairro do Leme, fundado em 1905);

Pedro Ivo Football Club (Sede: Bairro de São Cristóvão).

A competição seria disputada com as equipes do 1º, 2º e 3º Quadros. No entanto, o Humaytá e o Aymoré foram a base da Liga, que infelizmente deixou de existir, devido a politicagem, acabou obrigando que os clubes a abandonarem, o que, no final, gerou a falência da mesma.

Time-base de 1915: Oscar; Castro e Waldemar; Manuel, Máximo e Curió; Seraphim, Octavio, Bahiano, Macau e Joaquim.

Time-base de 1918: Toledo; Alvim e Annibal; Macedo (Cap.), Drummond e Abaeté; Vallim, Rubens, Carlos, Menezes e Gastão. Reservas: Mattos, Level, Mauro e Sete.

FONTES: RSSSF Brasil – Gazeta de Notícias (RJ) – O Tico-Tico (RJ) – O Imparcial (RJ)

Saltinho Futebol Clube – Saltinho (SP): Existiu entre 1930 a 1968

O Saltinho Futebol Clube foi uma agremiação do município de Saltinho (SP). Fundado na década de 30, tinha quase todos os seus jogadores eram oriundos do Bairro Chicó, sendo completado por outros atletas da região adjacente.

Entre os anos de 1942 e 1943

Foi traçada a Estrada Estadual Piracicaba-Tietê, e essa Rodovia passou justamente sobre o lugar onde era localizado o campo do Saltinho Futebol Clube, que ficou sem praça de esportes por alguns meses. Mas, com a doação de um terreno pela família Bernardino em 1943, foi inaugurado, no ano de 1944, no início da Avenida Sete de Setembro, uma nova praça de esportes com um campo de futebol, que se tornou o campo do Saltinho Futebol Clube.

Em 1946, o Saltinho Futebol Clube participou do campeonato Rural da Liga de Futebol Piracicabano, e sabe-se que o time saltinhense teve uma posição razoável ao término do campeonato. Foi vice-campeão desse mesmo campeonato em 1948 e 1949; em 1950 não participou.

Em 1952 retornou às disputas, mas, desta vez, no campeonato Amador de Piracicaba – do qual participou até 1954. A partir daí, o futebol saltinhense entrou em decadência, e os jogadores estavam desmotivados. Porém, um grupo de jovens jogadores decidiu formar um novo time para o Saltinho Futebol Clube, e os jogadores mais velhos assumiram a diretoria do clube:

Presidente: Núncio Hyppólito;

Tesoureiro: Armando Cassano;

Secretário: Irineu Bernardino;

Diretor: Luiz Leite da Cruz;

Existiam também outros cidadãos saltinhenses que participavam dai diretoria. O 1º jogo dessa equipe revigorada foi contra o Unidos Clube (campeão varzeano de Piracicaba em 1954), e o time saltinhense teve vitória espetacular.

Em 1958, o Saltinho Futebol Clube foi às finais do campeonato do Esporte Clube XV de Piracicaba e se consagrou campeão de tal campeonato em partida contra o Campestre.

Por volta de 1960, a diretoria do Saltinho Futebol Clube passou a ser presidida pelo senhor Domingos Pilon, e o diretor ficou sendo o senhor Mário Bernardino. O time disputou o campeonato Amador de Piracicaba e obteve boa colocação.

Em 1963, o Saltinho Futebol Clube foi para a final desse campeonato, mas perdeu o título para o time Esporte Clube Vera Cruz de Piracicaba. A diretoria do Saltinho F. C. estava sendo presidida por Ubaldo César Cardinalli, os diretores eram Moacyr Torrezan e Pedro Salvador.

Em 1964 o time saltinhense também foi vice-campeão desse mesmo campeonato. O presidente era o senhor Domingos Setem e os diretores eram Pedro Salvador, Oswaldo Silvestrini, Irineu Bernardino, tendo como técnico Jacó de Parsia.

Em 1968, o clube era presidido pelo senhor Florindo Cassano Neto, mas a motivação dos jogadores e diretores caiu, fazendo o time encerrar suas atividades.

Colaborou: Waldomiro Junho

FONTE: Livro “Histórico do Município de Saltinho – Edição de 2018”, de autoria da Câmara Municipal de Saltinho/SP

America Foot-Ball Club (rubro-negro) – João Pessoa (PB): Bicampeão Paraibano em 1923 e 1925

O America Foot-Ball Club (rubro-negro) foi uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). Na terça-feira, do dia 06 de Fevereiro de 1923, o jornal informou que um outro America Foot-Ball Club foi fundado, nas cores em vermelho e preto. O local onde ocorreu a reunião, foi na Sede da sociedade “União dos Retalhistas“.

A 1ª Diretoria da agremiação rubro-negra foi constituída da seguinte forma:

Presidente – Nelson Lustosa;

Vice-Presidente – Gilberto Leite;

1º Secretário – Milton Rodrigues de Carvalho;

2º Secretário – Orris Barbosa;

Tesoureiro – José Felix Cahino;

Vice-Tesoureiro – José Gomes;

Diretor de Esportes – José de Albuquerque;

Orador – José Rodrigues de Carvalho Júnior.

A sua Sede ficava localizado na Avenida General Osório, s/n. Em 1925, se transferiu para Rua Duque de Caxias, nº 413, ambos no Centro de João Pessoa.

O Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1923, em tese, deveria ser organizado pela Liga Desportiva Parahybana (LDP, existiu entre 1919 a 1940). No entanto a entidade ficou sem promover um jogo por quase dois anos (1922 e 23).

Graças ao esforço do America e do Cabo Branco, a LDP foi reorganizada, em reunião realizada na sexta-feira, do dia 15 de Junho de 1923, na Sede do próprio America.

Vinte três dias depois, aconteceu o Torneio Início, no domingo, do dia 08 de Julho de 1923. A competição contou com a participação de seis equipes: America, Cabo Branco, Brazil, Palmeiras, Pytaguares e Sanhauá. Na final, o Palmeiras, após duas prorrogações, bateu o Cabo Branco por um escanteio a zero, se sagrando campeão

America conquista o título Estadual de 1923

Pelo Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1923, o America estreou na sexta-feira, do dia 27 de Julho, com um empate em 1 a 1 com o Pytaguares. O gol americano foi assinalado por Togo, que mais adiante passou a ser o goleiro titular da equipe. Já pelo Pytaguares o tento foi marcado por Aurélio, grande revelação da competição.

Na grande final, America e Cabo Branco decidiram o título da temporada, no domingo, às 15 horas, do dia 11 de Novembro de 1923. A luta foi titânica pela rivalidade. O Cabo Branco, obrigava que o goleiro do americano Simeão Leal a praticar defesas difíceis.

No final do primeiro tempo, Simeão fez grande defesa, caindo sobre o mesmo. Nesse instante o atacante Brandão acabou acertando um chute no arqueiro. A partir daí, resultou numa séria confusão, com direito a troca de murros, invasão de campo e a intervenção da polícia para conter os mais exaltados.

A essa altura o Cabo Branco vencia por 1 a 0, porém pelos lamentáveis incidentes, o jogo foi interrompido pelo árbitro William Robson, com uma atuação ruim. 

Os jornais muito reclamavam o marasmo em que se encontrava a Liga e disto resultou numa reunião da entidade para uma solução. Após muito debate, a Liga Desportiva Parahybana decidiu jogar o tempo restante da partida.

O jogo foi realizado, no domingo, do dia 18 de Novembro de 1923, com os portões abertos, e assim, um grande público compareceu. No final, o America bateu o Cabo Br

O jogo foi realizado, no domingo, às 15h45min., do dia 18 de Novembro de 1923, com os portões abertos, e assim, um grande público compareceu. O time americano jogou desfalcado de Jair e Chaguinha, enquanto o Alviceleste não pode contar com Fritz e Brandãozinho.

O jogo recomeçou com o Cabo Branco vencendo por 1 a 0. O America começou melhor e chegou ao empate. No 1º tempo, Sylvestre cobrou escanteio. A bola chegou na medida para Pimenta que testou de forma inapelável, sem chances para o goleiro Mirocem.     

Na etapa final, apesar do Cabo Branco ter sido melhor e criando as principais chances, a partida terminou empatada em 1 a 1. Assim, o árbitro Arnaldo Costa e Silva, o ‘Poty’ (do Brazil F.B.C. e da Comissão de jogos da Liga Desportiva Parahybana), informou as duas equipes que a prorrogação seria de 20 minutos.

Na saída de bola, com menos de um minuto de jogos, os americanos partiram pra cima, e numa bela combinação Sylvestre acertou um forte chute, sem chances para Mirocem.

O jogo foi acirrado, com as duas equipes se revezando em criar chances de gols. No final, o America bateu o Cabo Branco pelo placar de 2 a 1, se sagrando o grande campeão do Estadual de 1923.

America: Simeão Leal; João Augusto e João de Albuquerque; Rabelo, Tonico e Togo; Sylvestre, Meireles Edgard, Pimenta e Queiroz.

Cabo Branco: Mirocem; Antonino e Solon; Ferreira, Vinagre e Everaldo; Amaral, Reis, Bahia e Trajano.

A torcida americana deixou o estádio aclamando os novos campeões, chegando mesmo a acompanhá-los até a Sede situado na Rua Duque de Caxias, nº 413, no Centro de João Pessoa, que esteve em festas, durante as primeiras horas da noite. 

Bicampeão Paraibano em 1925

Na estreia, no domingo, do dia 16 de Agosto, o America venceu o Pytaguares, por 1 a 0. O gol da vitória saiu aos 15 minutos do segundo tempo, após excelente passe de Chaguinha para Pitota colocar a bola no fundo das redes.

No final, o America faturou o bicampeonato paraibano (1923 e 1925). O jogador Togo Albuquerque, que antes era atacante, nessa temporada atuou como titular na meta americana. Além dessa curiosidade, Togo também chamou a atenção por atuar no gol utilizando óculos.

Era comum os torcedores atrás do gol fazendo gozações, mas o arqueiro permanecia concentrado no jogo. Porém, num certo jogo, Togo perdeu os óculos e por alguns instantes ficou sem saber o destino da pelota, que passou rente ao travessão.

Vale ressaltar que o goleiro Togo chegou a defender a meta da Seleção Paraibana de futebol, na Bahia, diante do selecionado local.    

Time base de 1923: Simeão Leal; João Augusto (Chaguinha) e João de Albuquerque; Jair (Freipa), Luiz (José Ramalho) e Osmânio (Rabelo); Sylvestre (Brandão), Meireles Edgard (Togo), Pimenta (Orris), Aluizio e Queiroz (Edgard de Holanda).

Time base de 1925: Togo (Simeão Leal); João Augusto (Chaguinha) e João de Albuquerque; Jair, Marinho e Neco (Estácio); Ernesto (Meireles Edgard), Birica (Sylvestre), Queiroz (Edgard de Holanda), Pimenta e Pitota.

FONTES: O Norte (PB) – O Jornal (PB) – livro “A História do Futebol Paraibano”, de Walfredo Marques

Foto Rara de 1970: Madureira Atlético Clube (RJ)

O Madureira Atlético Clube, sob o comando de Jair da Rosa Pinto, disputou o Campeonato Carioca da 1ª Divisão, em 1970, onde terminou na 7ª colocação no geral, com 11 pontos, em 18 jogos; três vitórias, cinco empates e dez derrotas; marcando 13 gols, sofrendo 30 e um saldo negativo de 17.

Fazendo um Raio X do Madureira, no Estadual de 1970, os atacantes Luís Carlos Feijão e Alcino foram os artilheiros da equipe com cinco gols, cada. Outro atacante, Diogo assinalou três tentos.

O time só teve um atleta expulso: o lateral-direito Danilo que recebeu o vermelho contra o Vasco da Gama. No campeonato aconteceram nove gols contra, mas nenhum de responsabilidade de algum jogador do Madureira.

Um gol antológico: de goleiro para goleiro

Um curiosidade aconteceu na última rodada do Carioca – no sábado, do dia 18 de Setembro de 1970 – na derrota do Madureira para o Flamengo, por 2 a 0, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador. Com uma Renda de Cr$ 5.745,00 e um pequeno público de 1.075 pagantes.

Com o gramado num estado ruim, somado a uma partida tecnicamente fraca, não parecia que algo incomum fosse ocorrer. Aos 39 minutos, do primeiro tempo, Rodrigues Neto penetrou pelo lado esquerdo e o zagueiro Leléu dividiu a jogada dentro da área. O árbitro José Mário Vinhas marcou pênalti. Zanata cobrou com firmeza para abrir o placar. E assim, terminou a etapa inicial, sem nenhum entusiasmo.

No 2º tempo, o jogo seguiu morno sem grandes emoções. No entanto, aos 26 minutos, o lateral Onça recuou a bola para o goleiro Ubirajara, que imediatamente deu um chutão para o atacante Nei. Contando com a ajuda do vento, viajou até dentro da área.

A bola quicou no campo duro e acabou encobrindo o goleiro Paulo Roberto! Assim, Ubirajara se tornou o 1º goleiro do Flamengo a marcar um gol em jogos oficiais.            

Na foto posada (acima) do Madureira, no Estádio Mario Filho, o Maracanã, a formação é a seguinte:

EM PÉ (esquerda para a direita): Ivan, Silva, Edmar, Paulo Roberto, Pitico e Leléu;

AGACHADOS (esquerda para a direita): Cléber, Luiz Carlos Feijão, Osni, Teles e Diogo.

Dos 18 jogos realizados, essa formação citada acima, jogou em sete oportunidades, sendo que em seis foram partidas no Maracanã. O 1º jogo com esses 11 jogadores, aconteceu na 8ª rodada do 1º Turno, na terça-feira, do dia 28 de Julho de 1970, na derrota para o Botafogo por 2 a 0, no Estádio de General Severiano.

Os demais jogos, foram realizados no Maracanã, válidos pelo returno:

1ª Rodada (23/08/70) – América 1 x 1 Madureira;

2ª Rodada (29/08/70) – Fluminense 5 x 1 Madureira;

3ª Rodada (05/09/70) – Vasco da Gama 2 x 0 Madureira;

4ª Rodada (09/09/70) – Botafogo 0 x 1 Madureira;

5ª Rodada (13/09/70) – Olaria 3 x 1 Madureira;

6ª Rodada (17/09/70) – Campo Grande 2 x 0 Madureira.


Alguns pitacos:

No Madura, Pitico, Osni e Luiz Carlos Feijão vieram do Santos e Diogo e Leléu, do futebol paulista. 

O lateral Ivan foi para o América, do Rio Grande do Norte, onde foi ídolo e considerado o melhor lateral da história da equipe rubra.

Em 1971, o treinador do Olaria, Jair da Rosa Pinto, levou para a Rua Bariri, Osni, Luiz Carlos Feijão e Leléu, que participaram da grande campanha naquele ano.

FOTO: Acervo de José Leôncio Carvalho

FONTES: Jornal dos Sports – Arquivo pessoal

Inédito!! Internacional Sport Club – Cabedelo (PB): Vice-campeão Paraibano de 1932

O Internacional Sport Club foi uma agremiação da cidade de Cabedelo (conta com uma população de 69.773 habitantes, segundo o IBGE/2021), que fica a 18 km da capital de João Pessoa, no estado da Paraíba. Foi Fundado em 1914, em frente às tripulações dos barcos que aportavam em nossos ancoradouro. A equipe era composta por uma mescla de cabeledenses e ingleses.

Uma década depois, foi Reorganizado, no sábado, do dia 12 de Janeiro de 1924, data do aniversário de Antônio Sálvio de Azevedo (Menininho), seu principal incentivador, localizado na Vila de Cabedelo, que era um distrito de João Pessoa (ganhou status de município pela Lei Estadual 1.631, em 12 de dezembro de 1956).  

O tradicional sodalício da cidade portuária, foi dirigido pela seguinte Diretoria:

Presidente – José Francisco Telles;

Vice-Presidente – Isaias Pinto;

1º Secretário – João Elias Roico;

Tesoureiro – Joel Batista de Oliveira;

Diretor de Esportes – Antônio Sálvio de Azevedo (Menininho).

Foi um dos clubes que marcou época na história do futebol paraibano. Por ele desfilaram craques como Neco, Manduquinha, Carlos Teles, Zezinho, Ademar Viana. Também envergou a camisa, o zagueiro Clodoaldo Passos Fialho, que depois se tornou Tenente Coronel da Polícia Militar e presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), na década de 50.

Em 1926, o Inter de Cabedelo se filiou a LDP

No sábado, do dia 06 de Fevereiro de 1926, o secretário do clube, o desportista João Dornelas enviou um ofício a Liga Desportiva Parahybana (existiu entre 1919 a 1940), solicitando filiação e inscrição ao campeonato.

A ação da diretoria despertou entusiasmo aos freqüentadores do Prado, como era conhecido anteriormente Cabo Branco. João da Mata Corrêa Lima, o valoroso presidente da Liga Desportiva Parahybana (LDP), concedeu a filiação Requerida.   

Lista dos jogadores de 1926

Uma curiosidade foi o clube enviou a solicitação de filiação, e também no ofício a relação dos atletas da equipe dos dois quadros, que continham os seguintes nomes:  

Primeiro Quadro – José Ribeiro, Genésio da Silva, João da Cruz Santiago, Antonio Roughe, Joaquim Rodrigues (na década de 50, se tornou presidente do Saturno do Roger), Agripino Dornelas, Balduino Gomes Viana, José Vitalino de Carvalho, José Rodrigues, Epímaco Dornelas e Ulisses Dornelas (nos anos 50, era funcionário do Departamento de Portos, Rios e Canais).

Segundo Quadro – Ademar Vianna, Antonio Vital, Antonio Barbosa, Laurindo Teixeira, Ulisses Correia, João Correia Filho, Pedro da Costa, Waldevino Carlos, Severino Bezerra, Martin Freire e Antonio Sálvio de Azevedo (popular Menininho).

Entre os documentos apresentados, uma lista de 54 sócios do clube, na qual o nome do desportista Genival Leal de Menezes, que décadas depois se tornou presidente da FPF.

O mesmo secretário João Dornelas, pelo ofício s/n da quinta-feira, do dia 04 de Março de 1926, credenciou como representantes do Internacional, junto à Liga, os diretores, Aderbal Piragibe de Oliveira e Narciso de Souza Falcão.

Primeiro jogo oficial

Em obediência a tabela oficial do Campeonato de 1926, jogou pela 1ª vez, após a filiação, na tarde da sexta-feira, no dia 26 de março, no Prado, em Jaguaribe, o Palmeiras Sport Club, de João Pessoa.

Na peleja do 2º Quadros, o Internacional perdeu por 4 a 0. O time formou assim: Antonio Roughe; Antonio Barbosa e Ulisses Correia; Waldevino Carlos, Ademar Vianna e Antonio Vital; Agripino Dornelas, José Ribeiro, Severino Bezerra, José Rodrigues e João Balduino.

Na peleja entre as equipes principais, houve empate de 1 a 1. Resultado deveras sensacional para um clube que se exibia pela primeira vez. Os atletas que integraram o 1º Quadro do Inter de Cabedelo:

Laurindo Silva; Epímaco Dornelas e Ulisses Dornelas; Agripino Dornelas, João da Cruz Santiago e José Ribeiro; Antonio Roughe, Ademar Viana, Antônio Vital da Silva, José Rodrigues e Balduino Viana.

O juiz da partida foi Edgard Neiva, auxiliado por Zé Pedro e Pitota. Como representante da Liga esteve em campo, o desportista da época, Artur Paiva.

Oito participações na Elite do Futebol Paraibano

Ao todo o Internacional Sport Club disputou o Campeonato Paraibano da 1ª Divisão, pela Liga Desportiva Parahybana (LDP), em oito oportunidades: 1926, 1927, 1929 (5º lugar), 1930, 1931 (4º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (5º lugar) e 1935 (5º lugar).

Vice-campeão Paraibano de 1932

Das oito edições, a sua melhor participação aconteceu no Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1932, ao terminar na segunda colocação, no geral, só atrás do campeão Sport Club Cabo Branco. A competição contou com a presença de oito equipes:  

Sport Club Cabo Branco; Inter de Cabedelo; Miramar Sport Club; Palmeiras Sport Club; Pitaguares Sport Club; Santa Cruz Sport Club; Vasco da Gama Sport Club e Vencedor Sport Club.

A campanha do Internacional de Cabedelo foi a seguinte: foram 14 pontos em nove jogos, com seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

TEXTO, PESQUISA, DESENHO DO ESCUDO E UNIFORME: Sérgio Mello

FONTES: Jornal O Norte (PB) – Rsssf Brasillivro “A História do Futebol Paraibano”, de Walfredo Marques