Arquivo da categoria: 01. Sérgio Mello

Íris Sport Club – Recife (PE): Fundado em 1920

O Íris Sport Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Azulino Simpático foi Fundado no dia 23 de fevereiro de 1920, por funcionários da fábrica de tijolos da Olaria Torre Ltda, no bairro da Torre. No inicio dos anos 1950 o clube migrou para  o bairro de Santo Amaro. A princípio, o clube iria se chamar Olaria Sport Club por causa da olaria (torre que são feitos os tijolos) que se encontra no centro do bairro e deu o nome ao lugar.  O seu Estádio era o Campo de Santo Amaro, enquanto a sua Sede ficava na Avenida Norte, 500, no Bairro de Santo Amaro, no Recife.

Entretanto, em uma reunião entre funcionários, decidiram mudar o nome para Íris em relação da cor do time o azul e branco. O mascote era o ‘Periquito Azul’. Na ‘galera de títulos’, do Íris SC há o Vice-Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1932. Além desse, a equipe ‘Azulina’ foi campeã da Liga Suburbana de 1928; e o Tri da Copa Torre: 1925, 1931 e 1933.

O Íris Sport Club participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão oito vezes: 1930 (6º lugar), 1931 (7º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (4º lugar), 1934 (8º lugar), 1936 (6º lugar), 1937 (6º lugar) e 1938 (7º lugar).

 

VICE EM 1932

A melhor campanha aconteceu em 1932 quando terminou com o vice. A competição contou com a presença de 11 clubes divididos em duas chaves de cinco e seis equipes cada. As equipes se enfrentaram em turno e returno na mesma chave e os campeões decidiriam o título.

O Íris foi o vencedor do Grupo I, superando o Náutico, Sport Recife, Torre e Encruzilhada. O time somou 12 pontos em oito jogos, com seis vitórias e duas derrotas, marcando 23 gols e sofrendo 13. Na decisão, acabou sendo superada pelo Santa Cruz, que venceu os dois jogos pelo mesmo placar: 4 a 1.

Nessas oito participações, o time ‘Azulino’ disputou 93 jogos, somando 74 jogos. Foram 30 vitórias, 14 empates e 49 derrotas; marcando 199 gols e sofrendo 278, com saldo negativo de 79.

AMÉRICA VERSUS ÍRIS, EM 1936

No dia 18 de Outubro de 1936, válido pela 13ª rodada do Estadual, teve o confronto entre o América e o Íris Sport Club. A partida começou com o América colocando pressão dando muito trabalho à defensiva do Íris que levou o primeiro gol ainda no início.

Aos 19 minutos de jogo, Casado acerta uma forte cabeça no canto do goleiro Cícero e fez o primeiro gol. Três minutos depois, Léo recebeu um belo passe e fuzilou a meta do goleiro, ampliando.

Logo no início da etapa final, o América marcou o terceiro. Aos 6 minutos, Casado aproveitou a falha da defesa do Íris e aumentou o placar. O time azul e branco não repetia nem de perto a desenvoltura do jogo do primeiro turno, no qual saiu vencedor e o América aproveitou.

Aos 12 minutos, Lula recebeu a bola e quase de frente à meta ampliou a vantagem dos esmeraldinos, transformando o triunfo em goleada. Aos 25 minutos o América fez o quinto. Léo recebeu a bola e sem marcação empurrou a pelota para dentro nas redes, dando números finais ao jogo.

 

AMÉRICA FC          5          X         0          ÍRIS SPORT CLUB

LOCAL: Estádio da Jaqueira, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE)

DATA: Domingo, no dia 18 de outubro de 1936

HORÁRIO: 15h42min.

ÁRBITRO: Oswaldo Salsa

AMÉRICA FC: Heitor; Allemão e Aloísio; Vadinho, Martorelli e Machado; Quincas, Léo, Casado, Guilherme e Lula.

ÍRIS SC: Cícero; Popó e Miguel; Ramalho, Caboclo e Gato; Tenente, Guerra, Calixto, Miolo e Duda.

GOLS: Casado aos 19 minutos; Léo aos 22 minutos do 1º tempo. Casado aos 6 minutos; Lula aos 12 minutos; Léo  aos 25 minutos do 2º tempo.

 

Fontes: Wikipédia- Cordeiro, Carlos Celso & Luciano Guedes. (2001) – Campeonato Pernambucano 1915 a 1970. Recife: Ed. dos autores – Blog do Mequinha –  Rsssf Brasil – Diário da Tarde – Jornal A Província 

 

Equador Football Club – Recife (PE): Fundado em 1922

O Equador Football Club foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). O ‘Equatoriano de Recife’ surgiu em 1922, e, mandava os seus jogos no saudoso Estádio Jaqueira, com capacidade de 6 mil pessoas, localizado no Bairro da Jaqueira. Tendo o  ‘Canário‘ como mascote, a equipe auriverde disputou seis vezes consecutivas o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, nos anos de 1922, 1923, 1924, 1926, 1927 e 1928.

Na sua estreia em 1922, o time Equatista terminou na 7ª posição (num total de oito clubes): somou três pontos em sete jogos, com uma vitória, um empate e cinco derrotas; marcando quatro gols e sofrendo 10. Apesar da campanha ruim, o Equador obteve o seu único triunfo em cima do Náutico, vencendo por 2 a 1 (no dia 13 de agosto de 1922).

Na sua segunda participação, em 1923, novamente um 7º lugar. Foram nove pontos em 14 partidas, com três vitórias, três empates e oito derrotas; marcando 17 gols e sofrendo 33. Nessa temporada, conseguiu dois empates em 1 a 1 com o Santa Cruz (03 de Junho de 1923) e 2 a 2 com o Náutico (09 de dezembro).

Em 1924, O Equador disputou os dois primeiros jogos. Depois acabou sendo excluído da competição, perdendo os jogos restantes por W.O. Só não terminou na lanterna porque CS Perez abandonou a competição. Terminou na 7ª posição. Foram dois pontos em 14 partidas, com uma vitória e seis derrotas; marcando três gols e sofrendo nove.

Após o incidente, o ‘Equatoriano de Recife’ retornou em 1926. Dessa vez, terminou na lanterna, com apenas três pontos em sete jogos. Venceu uma, empatou outra e foi derrotado cinco vezes; marcando sete gols e sofrendo 24. A grande resultado foi o empate em 3 a 3 com o Santa Cruz (no dia 26 de dezembro).

Veio o ano 1927, e novamente o Equador amargou a lanterna do Estadual. O time somou apenas quatro pontos em 12 jogos: com duas vitórias e 10 derrotas; marcando 15 gols e sofrendo 36.

Na sua última temporada, antes de sumir no ‘mapa’, terminou da mesma forma. Em 1928, na 7ª e última colocação, com três pontos em 12 jogos: com uma vitória, um empate e 10 derrotas; marcando sete gols e sofrendo 42.

Com isso, a história do Equador no Estadual foi decepcionante. Das seis participações, terminou três vezes na penúltima e as outras três na lanterna. Ao todo, foram 66 jogos, com 21 pontos. Foram nove vitórias, seis empates e 51 derrotas; marcando 53 gols e sofrendo 154.

Após esse certamente o Equador Football Club permaneceu filiado a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (LPDT) até o dia22 de maio de 1930, disputando partidas amistosas. Após essa data pediu a sua desfiliação, prontamente atendida pela entidade máxima de Pernambuco. O ‘Equatoriano de Recife’  ainda disputou alguns amistosos até se extinguir.

DERROTA DIANTE DO FUTURO CAMPEÃO

Era o seu segundo jogo da sua história no Estadual, e o Equador enfrentou o América, no dia 23 de julho, que se tornaria o campeão de 1922. O apito inicial do árbitro foi seguido imediatamente por um belo passe de Licor para Zé Tasso no ataque do América, que dentro da área, foi calçado pelo zagueiro Pinheiro. Pênalti, que Zé Tasso cobrou no canto esquerdo do goleiro Nô para abrir o marcador.

Talvez, tomados pela euforia da abertura do placar na primeira chance da partida, os defensores americanos não tenham se entendido e aos 5 minutos, o meio-campista Alves do Equador tocou a bola para o atacante Fraga que driblou Cunha Lima e Rômulo,  para tocar no canto direito do guarda-meta Nozinho, para deixar tudo igual.

O ritmo da partida era eletrizante, com as duas equipes se empenhando ao máximo para ficar à frente de seu oponente, mas, foi o América que aos 10 minutos Faustino, que passou pelo zagueiro Souto, e cruzou rasteiro para Zé Tasso, que a dominou e bateu sem chances para estufar mais uma vez as redes do goleiro Nô.

Os equatorianos de Recife só reagiram aos 21 minutos, quando o atleta Izídio cruzou a bola para João Dantas, mas este teve seu chute desviado pelo zagueiro Cunha Lima do América de forma parcial e no rebote, Jesus chutou forte, entretanto, a pelota passou por cima das traves, assustando o goleiro Nozinho.

O clube auriverde queria o empate e quase conseguiu aos 34 minutos por meio da jogada de Santos, que encontrou o companheiro Ferreira livre de marcação dentro da grande área e lhe cedeu a bola, todavia, o chute de Ferreira foi interceptado por Nozinho no centro do gol.

No último lance do primeiro tempo, o América subiu ao ataque com Zé Tasso, que enxergou o atacante Jujú livre de marcação e lhe tocou a bola para este, desferir um potente chute rasteiro no canto baixo do arqueiro adversário e ampliar a vantagem dos esmeraldinos.

 

EQUADOR F.C.      1          X         3          AMÉRICA F.C.

LOCAL: Estádio da Jaqueira, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE)

DATA: Domingo, no dia 23 de julho de 1958

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO: Gastão Bittencourt

AMÉRICA FC: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolfo, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Jujú e Araújo.

EQUADOR FC: Nô; Souto e Pinheiro; Alves, Raphael e Izídio; Santos, Ferreira, João Dantas, Fraga e Jesus.

GOLS: Zé Tasso a um, 10 e 45 minutos (América); Fraga aos cinco minutos do 1º tempo (Equador).

 

FONTES: Cordeiro, Carlos Celso & Luciano Guedes. (2001) – Campeonato Pernambucano 1915 a 1970. Recife: Ed. dos autores – Blog do Mequinha –  Rsssf Brasil – Jornal O Pequeno – Jornal A Província 

Estudantes Football Club – Recife (PE)

O Estudantes Football Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O clube ouro-anil tinha a sua Sede no Bairro do Barro, localizado na zona oeste do Recife. O time Estudantino participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em quatro oportunidades: 1955, 1956, 1957 e 1958.

O Estudantes debutou na elite do futebol pernambucano de 1955, terminando na 5ª posição. Foram 14 pontos em 18 jogos: seis vitórias, dois empates e 10 derrotas; marcaram 15 gols e sofreram 38, saldo negativo de 23.

Na temporada de 1956, a campanha foi aquém e o clube ouro-anil acabou na 7ª colocação. Foram 06 pontos em 14 jogos: duas vitórias, dois empates e 10 derrotas; marcaram 11 gols e sofreram 36, saldo negativo de 25.

A campanha em 1957 não foi muito diferente da anterior, e o Estudantes acabou em 7º lugar. Foram 14 pontos em 07 jogos: três vitórias, um empate e 10 derrotas; marcaram 11 gols e sofreram 37, saldo negativo de 26.

Da mesma forma que começou, o Estudantes encerrou a sua participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão. Em 1958, mais uma campanha pífia, terminando na 7ª posição.  Foram 06 pontos em 16 jogos: três vitórias e 13 derrotas; marcaram sete gols e sofreram 52, saldo negativo de 45.

 

ESTREIA NO ESTADUAL DE 1958

A América e Estudantes faziam as suas estreias no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1958. O América começou o jogo melhor e abriu o placar aos 8 minutos. Cruzamento veio pelo lado direito para a grande área para Mangaba, que testou  forte e no canto do goleiro Betoca do time estudantino.

As duas equipes tiveram boas oportunidades, até aos 43 minutos, num ataque do América pela esquerda a bola sobrou na entrada da grande área para Gilberto I, soltar um torpedo no canto do goleiro do Estudantes para ampliar o marcador.

Na segunda etapa, logos aos três minutos o atacante Paulo recebeu a bola cara a cara com o goleiro e, com tranquilidade tocou para o fundo das redes para transformar a vitória em goleada.

Então, para sacramentar o América fechou o placar aos 44 minutos do segundo tempo já no comecinho da noite em Recife, mais uma vez o atacante Paulo recebeu a bola e de fora da área arrematou um chute forte no canto do goleiro Betoca do Estudantes e fatura mais um tento para a equipe americana.

 

AMÉRICA F.C.        4          X         0          ESTUDANTES F.C.

LOCAL: Estádio Adelmar da Costa Carvalho, a Ilha do Retiro, em Recife (PE)

RENDA: Cr$ 7.643,00

DATA: Sábado, no dia 31 de maio de 1958

ÁRBITRO: Anísio Morgado (Boa atuação)

AUXILIARES: Manoel Bello e Ramon Charquero

AMÉRICA FC: Carijó; Geroldo e Cido; Gilberto I, Rosael e Beleu; Cebinha, Mangaba, Paulo, Zezinho e Gilberto II. Técnico: Palmeira

ESTUDANTES FC: Betoca; Americano e Miguel; Garrafa, Washington e Dema; Couceira, Cleto, Jerônimo, Brivaldo e Jarbas.

GOLS: Mangaba aos 8 min. (América); Gilberto I aos 43 minutos do 1º tempo (América). Paulo aos três e aos 44 minutos do 2º tempo (América).

 

Fontes: Blog do Mequinha –  Rsssf Brasil – Diário de Pernambuco

 

Moinho Recife Esporte Clube – Recife (PE): Fundado em 1935

O Moinho Recife Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Grêmio Alviverde da Farinha de Trigo  foi Fundado no dia 31 de Janeiro de 1935, pela empresa Moinho Recife S/A, cuja função era o lazer e recreação de seus funcionários e familiares.A Sede ficava na Rua de São Jorge 215, em Recife (PE).

O Moinho disputava torneios amadores e amistosos pelo Estado durante uma década. Quando resolveu participar do Campeonato da Segunda Divisão fez bonito e se sagrou Bicampeão em 1944 e 1945. A partir daí seus dirigentes resolveram dar ‘um passo a frente’ e colocar a equipe para disputar as competições profissionais, mas acabou tendo uma vida efêmera na do futebol pernambucano.

O Moinho disputava torneios amadores e amistosos pelo Estado durante o Moinho acabou fazendo uma péssima campanha e foi eliminado logo no 1º turno. Terminou na lanterna, com apenas um ponto, em seis jogos. O único pontinho foi no empate em 1 a 1 com o Íbis, pela segunda rodada, no dia 27 de abril de 1947.

A equipe voltou a participar do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1949. O Moinho chegou a completar o primeiro turno na 6ª colocação (quatro pontos em sete jogos: duas vitórias e cinco derrotas; marcando nove gols e sofrendo 16, com saldo de menos sete).

No entanto, a diretoria decidiu abandonar a competição por dificuldades financeiras, quando veio a se extinguir definitivamente devido à falta de investimento. As duas vitórias foram em cima do Flamengo por 5 a 0 (no dia 09 de junho) e 4 a 0 no Íbis (no dia 26 de junho).

Time-base de 1941: Ascendino; Querrenca e Armando; Zezé, Paizinho e Tota; Amaro, Fernando, Epaminondas, Odilon e Setenta.

 Time-base de 1942: Elias; Armando e Gonçalves; Zezé, Raimundo e Zezinho; Correia, Casado, Robson, Ari e Alberico.

 Time-base de 1943: Elias; Armando e Tempero (Dessete); Raimundo (Lobo),  Zezé e Arnaldo; Magro (Correia), Robson, Ramiro (Casado), Fernando e Alberico.

 Time-base de 1944: Caboré; Querrenca e Armando; Raimundo (Damata), Apolinário e Godoy (Zezé); Cachorrinho, Adauto (Neguinho), Ramiro (Casado), Robson e Alberico.

 Time-base de 1945: Santino (Oscar); Querrenca e Armando (Gonçalves); Raimundo, Arnaldo e Damata (João); Cachorrinho (Alcides), Casado, Magro (Barros), Robson e Alberico.

 Time-base de 1947: Oscar (Memeu); Ari (Diógenes) e Querrenca; Lobo, Pretinha e Zezé; Valdemar (Alcides), Casado (Clóvis), Ramiro (Robson), Magro (Lula) e Apolinário (Neco).

 Time-base de 1948: Oscar; Corrêa e Querrenca; Lobo, Cremildo e Zezé; Cabruna, Pedro, Ary, Lavor e Catende.

 Time-base de 1949: Dadá (Lulinha); Corrêa e Querrenca; Lucas, Damata e Zezé; Casado, Cabruna, Pedro, Lavor e Magro (Israel).

 

Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife – Rsssf Brasil 

Associação Sportiva Companhia Portela – Jaboatão dos Guararapes (PE)

A Associação Sportiva Companhia Portela foi uma agremiação do Município de Jaboatão dos Guararapes (PE). O clube da fábrica de papel Companhia Portela S/A, foi Fundado no dia 19 de Março de 1937.  A sua Sede ficava localizado na Rua Conselheiro José Felipe, 63, no Bairro da Cascata, em  Jaboatão dos Guararapes.

Apesar da fraca campanha, o Portela arrancou um empate em 1 a 1 com o Náutico, venceu o Santa Cruz por 6 a 4 e, dentro de campo, empatou em 0 a 0 com o Sport Recife, mas a Federação Pernambucana depois deu os pontos para o rubro-negro, devido a irregularidades.O Portela de Jaboatão debutou no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1944. Dentre as sete equipes participantes, que teve três turnos, a equipe alvianil terminou na 6ª posição. Foram 18 jogos e cinco pontos somados: foram uma vitória, três empates e 14 derrotas; marcaram 29 gols e sofreram 46, com um saldo negativo de 17.

Já na segunda e última participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1945, novamente terminou em 6º lugar (num total de sete clubes). Foram 18 jogos e nove pontos somados: foram três vitórias, três empates e 12 derrotas; marcaram 32 gols e sofreram 58, com um saldo negativo de 26.

 PORTELA ENCAROU O CAMPEÃO DE 1944 

Embalado pela conquista do primeiro turno do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1944 (fato que lhe garantiu na final do estadual), o América (que se tornaria o campeão daquele ano) enfrentou o novato Portela de Jaboatão. No final, o América goleou por 4 a 1, nos Aflitos.  Leia abaixo como foi noticiado esta peleja:

Logo aos 5 minutos de jogo o meio-campista Capuco driblou João Vitor do Portela e avançou em velocidade pelo lado direito e cruzou a pelota para Julinho, que viu o goleiro Nico atordoado e tocou no canto, fora de seu alcance para abrir a contagem para o América

O clube da Companhia Portela não queria fazer um “papel feio” e aos 15 minutos o meio-campista Baixa se livrou da marcação de Capuco do América e cedeu a bola para o atacante Dega, que avançou em velocidade, não sendo parado pelo zagueiro Lucas e de frente com Leça deixou tudo igual no placar para o time de Jaboatão.

O América era só pressão e aos 35 minutos foi a vez de Pedrinho avançar e tocar para Edgard e mesmo sob forte marcação de Rubens conseguiu chutar, mas, Nico desviou por cima das traves. Aos 40 minutos Edgard encontrou o companheiro de ataque Oseas livre de marcação dentro da grande área e lhe tocou a pelota para de cabeça desempatar e recolocar o América na frente do placar.

Na etapa final, com apenas um minuto de bola rolando, o América atacou com Djalma, que após se livrar da marcação de Rubens, chutou no canto superior de Nico para aumentar a vantagem no placar.

Os jaboatonenses que já não haviam feito um bom primeiro tempo, voltaram com um futebol ainda mais tímido e com 5 minutos no segundo tempo, Capuco avançou até a entrada da área grande e tocou para o atacante Edgard, que se desmarcou de João Vitor e chutou firme para aumentar a vantagem verde nos Aflitos.

AMÉRICA F.C.        4          X         1          A.S.C. PORTELA

LOCAL: Estádio dos Aflitos, em Recife (PE)

DATA: Domingo, dia 20 de agosto de 1944

HORÁRIO: 15h15min

ÁRBITRO: Argemiro Félix de Sena (Sherlock)

AUXILIARES: Lourenço Ferreira e Henrique Silva

AMÉRICA FCLeça; Natal e Lucas; Pedrinho, Capuco e Rubem; Zezinho, Julinho, Djalma, Edgard e Oséas.

ASC PORTELANico; Rubens e Neno; João Vitor, Jorge e Baixa; Djalma, Clóvis, Mazinho, Dega e Vavá.

GOLS: Julinho aos 5 minutos (América); Dega aos 15 minutos (Portela); Oseas aos 35 minutos do 1º tempo (América). Rubens a um minuto (América); Edgard aos 5 minutos do 2º tempo (América).

 

Fontes: Blog do Mequinha – Jornal O Pequeno – Rsssf Brasil – Carlos Celso Cordeiro

Palestrino Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1942

O Palestrino Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Grêmio Leopoldinense’ foi Fundado numa quarta-feira, do dia 25 de Março de 1942. O nome do clube Alvi-Celeste foi uma homenagem a Rua Tenente Palestrina, local onde moravam os fundadores, e onde fica a Sede, no número 175.

Também teve depois outra Sede na Rua Craveiro de Sá, 231 – Estação de Parada de Lucas; e o campo na Rua Cordovil, ambos no Bairro de Parada de Lucas. Seu primeiro presidente: Armando Jimenez Busto. Entre 1950 a 1954, o Palestrino participou do Campeonato dos Clubes Independentes. Em 1955, passou a disputar o Campeonato do DA (Departamento Autônomo).

Campanha memorável de 1953

O Palestrino FC, de Parada de Lucas fez a sua melhor campanha nos seus 11 anos de existência, realizando uma brilhante campanha na temporada de 1953. Dos 49 jogos (55,0%), venceu 27, empatou 11 (22,5%), e foi derrotado em outras 11 vezes (22,5%). Um aproveitamento de 66,3% dos pontos. O Palestrino marcou 145 gols (média de 2,9 gols por partida) e sofreu 87, com saldo de 58.

VITÓRIAS

4          x          1          Palmeiras F.C. (Juiz de Fora-MG);

3          x          1          A.A. Palestrino (Praça XI);

2          x          1          E.C. Itamarati;

6          x          3          E.C. Paulo Eiró;

4          x          0          Sparta;

5          x          2          C.E. Amadores (Cavalcante);

6          x          2          Estrela de Ouro F.C. (São Cristóvão);

6          x          0          A.A. Andaraí (Andaraí);

6          x          0          E.C. Horizonte (Cachambi);

5          x          1          Alvaceli FC; (Cavalcante);

5          x          2          Barreirinha (Paquetá);

5          x          2          C.R. São Sebastião;

6          x          4          C.R. São Sebastião;

3          x          1          E.C. Higienópolis;

4          x          2          C.A. Navarro (Marechal Hermes);

4          x          2          G.E. Cordovilense (Cordovil);

3          x          2          João Henrique FC (Cordovil);

4          x          1          Auri-Verde;

4          x          3          Cruzeiro;

6          x          0          Santa Terezinha;

3          x          1          26 de Abril F.C.;

2          x          1          F.N. Motores;

6          x          1          PRE-8 Transmissor;

2          x          1          Santo Antonio;

3          x          1          Conceição FC (Água Santa);

2          x          0          Bom Jesus;

4          X         2          E.C. Brasileiro.

 

EMPATES

1          x          1          E.C. Maravilha (Quintino);

1          x          1          E.C. Maravilha (Quintino);

1          x          1          E.C. E.C. Endiabrados (Engenho de Dentro);

0          x          0          E.C. E.C. Endiabrados (Engenho de Dentro);

1          x          1          Vasquinho (Olaria);

2          x          2          G.E. Cordovilense  (Cordovil);

5          x          5          Nova Aurora FC (Saúde);

3          x          3          Flexa de Ouro;

3          x          3          Unidos do Engenho da Pedra;

1          x          1          Estrela do Oriente (Irajá);

1          x          1          Alvaceli FC; (Cavalcante);

2          x          2          C.E. Amadores (Cavalcante);

 

DERROTAS

4          x          0          E.C. Cocotá (Ilha do Governador);

3          x          2          Pontareiense F.C. (Ponta da Areia, em Niterói);

3          x          2          Palmeiras F.C. (Juiz de Fora-MG);

2          x          1          Sul América;

2          x          1          João Henrique FC (Cordovil);

1          x          0          Vasquinho (Olaria);

4          x          1          Estrela de Ouro F.C. (São Cristóvão);

3          x          2          Laranjeiras (Laranjeiras);

1          x          0          S.C. Belisário (Vigário Geral);

3          x          1          Independentes (Vila da Penha);

3          x          1          Onze Terríveis F.C (Thomaz Coelho).

 

ARTILHEIRO

Dalvo Ribeiro foi o artilheiro da temporada com 49 tentos, seguido por Nerval com 42 e Carlos Pereira com 32.

 

Time-base de 1953: Jaime; Nego e Fizinho; Antonio (Mario), Carlos e Palito; Cebinho, Fio (Valquínio), Valfredo, Nerval e Dalvo.

 

TEMPORADA DE 1954, FOI AINDA MELHOR

Contudo, no ano seguinte, o Palestrino FC, de Parada de Lucas fez uma campanha superior a anterior. A equipe dirigida pela dupla Alberni Santos e Nilton Rodrigues, dos 47 jogos, conquistaram 31 vitórias (66%), 11 empate (23%) e apenas cinco derrotas (11%); assinalaram 159 gols (média de 3,4 gols por partida), sofreram 80, com saldo pomposo de 79.

VITÓRIAS

3          x          1          Vasquinho F.C (Rocha Miranda);

6          x          2          Vila da Penha (Vila da Penha);

9          x          2          Liberdade FC (Marechal Hermes);

6          x          3          Cruzeiro F.C.;

9          x          3          E.C. Acadêmico;

2          x          1          Senador Passos F.C. (Centro);

4          x          1          Palmeiras FC (São Cristóvão);

5          x          2          Rio Nilo;

2          x          1          João Henrique FC (Cordovil);

2          x          1          João Henrique FC (Cordovil);

3          x          2          Everest A.C. (Inhaúma);

3          x          0          Tamoio de Ramos F.C. (Ramos);

3          x          1          Tamoio de Ramos F.C. (Ramos);

2          x          0          E.C. Rio-São Paulo (Campinho);

4          x          3          E.C. Rio-São Paulo (Campinho);

2          x          0          Washington Villa FC;

4          x          1          G.E. Cordovilense (Cordovil);

3          x          2          Estrela Nova F.C.;

4          x          1          Estrela Nova F.C.;

4          x          1          Juventus F.C.;

4          x          3          Unidos do Méier (Méier);

8          x          3          Ipiranga;

7          x          0          Sporting Club Rio de Janeiro;

8          x          2          E.C. Saican;

6          x          2          São Jorge FC;

3          x          0          A.A. Engenho Novo (Engenho Novo);

4          x          2          Oswaldo Cruz (Oswaldo Cruz);

2          x          1          Americano Olímpico Clube;

2          x          0          Estrela do Oriente (Irajá);

5          x          2          Filhos de Irajá F.C. (Irajá);

2          x          0          União Desportiva (Coelho Neto).

 

EMPATES

3          x          3          Luso Brasileiro F.C.;

1          x          1          E.C. Endiabrados (Engenho de Dentro);

3          x          3          E.C. Lisboa;

0          x          0          Everest A.C. (Inhaúma);

1          x          1          E.C. Quitungo;

1          x          1          Oswaldo Cruz (Oswaldo Cruz);

2          x          2          Irapuã FC (Penha Circular);

3          x          3          Irapuã FC (Penha Circular);

2          x          2          Sete de Setembro (Leblon);

1          x          1          E.C. Maravilha (Quintino);

2          x          2          União Desportiva (Coelho Neto).

 

DERROTAS

2          x          1          E.C. Saican;

2          x          1          E.C. Maravilha (Quintino);

5          x          3          G.E. Cordovilense (Cordovil);

5          x          4          Washington Villa FC;

4          x          0          Irmãos Goulart F.C (Olaria).

 

ARTILHEIRO

Nerval                                   36 gols;

Dalvo Ribeiro           32 gols;

Valfredo                    22 gols;

Fio                              16 gols;

Walkirio                     15 gols;

Carlos                                   12 gols;

Time-base de 1954: Jaime; Wilson e Pedrinho; Carlos, Rosalvo e Paulinho; Odilon, Valfredo,  Dalvo, Walkirio e Esquerdinha.

 

Time-base de 1955: Nilton; Nego e Pedrinho; Chandinho, Rosalvo e Palito; Fio, Dalvo, Valfredo,  Carlos e Esquerdinha.

Fontes: Diário Carioca – Jornal A Noite – A Manhã

Irmãos Goulart FC: Campeão do Torneio Início de 1954

Vice-campeão o Palestrino – Bem animado o torneio promovido pelos grêmios de futebol independente

 Muito concorrido e animado o certamente realizado ontem (domingo, 07 de novembro de 1954) no gramado do União, em Marechal Hermes, em que foi disputado o Torneio Início de futebol do Supercampeonato dos Clubes Independentes, onde participaram oito equipes:

Esporte Clube Maravilha (Quintino);

Esporte Clube Rio-São Paulo (Campinho);

Estrela Nova Futebol Clube (Ipanema);

Irmãos Goulart Futebol Clube (Olaria);

Palestrino Futebol Clube (Parada de Lucas);

Progresso Futebol Clube (Engenho de Dentro);

União Desportiva (Coelho Neto);

Clube Esportivo Social Independente (Rua da Abolição).

Os jogos foram bem disputados, agradando ao numeroso público presente o espetáculo futebolístico apresentado pelos categorizados quadros disputantes. A prova despertou maior atenção, foi a realizada entre a equipe campeã dos jogos para classificações, o Progresso F.C. e o ‘Fantasma da Penha’ (também conhecido como ‘Periquitos de Olaria’), o Irmãos Goulart F.C.

O jogo este trouxe em suspenso a torcida durante todo o jogo o seu desenrolar, findado com a vitória do Irmãos Goulart F.C., pela contagem mínima (1 a 0). Na decisão, o Irmãos Goulart F.C., levou a melhor e goleou o Palestrino por 4 a 0, sagrando-se campeão do Torneio Início de 1954.

Irmãos Goulart FC: Waldir; Biguá e Nelson; Papá, Tomezinho e Lelico; Wilson, Roque, Metade, Pelicano e Gringo.

 Palestrino FC: Jaime; Wilson e Pedrinho; Carlos, Rosalvo e Paulinho; Odilon, Valfredo,  Dalvo, Walkirio e Esquerdinha.

 

RESULTADOS

1º Jogo (13hs):                   E.C. Maravilha                       2          x          0          Estrela Nova F.C. – Gols de Lico e Renato

2º Jogo (13h30min):         Progresso F.C .                     1          x          0         C.E.S. Independente – Gol de Paulo J.

3º Jogo (14hs):                   Palestrino F.C.                     3          x          0          União Desportiva de Coelho Neto (decisão nos pênaltis)

4º Jogo (14h30min):         Irmãos Goulart F.C.              2          x          1          E.C. Rio-São Paulo, do Campinho (decisão nos pênaltis)

5º Jogo (15hs):                   Palestrino F.C.                      3          x          0          E.C. Maravilha (decisão nos pênaltis)

6º Jogo (15h30min): Irmãos Goulart F.C.           1          x          0          Progresso F.C. – Gol de Metade

7º Jogo (16hs): Irmãos Goulart F.C.        4          x          0          Palestrino F.C. – Gols de Pelicano, três vezes, e Roque, uma vez.

 

Fontes: Jornal A Noite – Diário Carioca

Campeonato Fluminense de 1976: Cruzeiro de Pendotiba (RJ) 0 X 4 Nalin FC, de São Gonçalo (RJ)

No bairro de Pendotiba, em Niterói, o Cruzeiro deu a sua última cartada na ‘Chave Centro’ do Campeonato Fluminense de Profissionais, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD), diante do Nalin, que liderava de forma invicta (apenas três empates).

O time Canarinho, do presidente Evandro Nunes, precisava vencer os gonçalenses para melhorar sua posição e voltar à luta pelo título. Como no jogo do turno – no domingo, do dia 2 de maio – entre as duas equipes, que terminou em 0 a 0, realizado em Santa Isabel.

No entanto, na tarde de domingo, do dia 06 de junho de 1976, o Nalin Futebol Clube, de São Gonçalo não tomou conhecimento do Cruzeiro de Pendotiba, e mesmo atuando como visitante, goleou pelo placar de 4 a 0.

Na etapa inicial, os gonçalenses dominaram e foram para o intervalo com a vantagem de 1 a 0. O gol foi assinalado pelo centroavante Josué, artilheiro do certame com 5 gols.

Na etapa final, seguiu controlando as ações e transformou em goleada com os gols de Claudinho, duas vezes, e Paulinho. Mesmo com a expulsão o lateral-direito Jorge aos 30 minutos do 2º tempo, o Cruzeiro não conseguiu marcar o seu tento de honra.

CRUZEIRO FC (RJ)           0          X         4          NALIN FC (RJ)

LOCAL

Estádio Cruz Nunes, no bairro de Pendotiba, em Niterói (RJ)

CARÁTER

Campeonato Fluminense de Profissionais da FFD, de 1976

DATA

Domingo à tarde, do dia 06 de Junho de 1976

HORÁRIO

15 horas e 15 minutos (de Brasília)

RENDA

Cr$ 650,00

PÚBLICO

Não divulgado

ÁRBITRO

Valdir Barbosa (FFD)

AUXILIARES

Célio Couto (FFD) e José Firmino Netto (FFD)

DELEGADO

Marcionilo Andrade de Oliveira (FFD)

CARTÃO VERMELHO

Jorge (Nalin)

CRUZEIRO F.C.

Brasil; Wilson, Jackson, Fernando e Renato; Pedrinho, Mauricio (Alamir) e Gonçalves; Joãozinho, Vanderlei e Nelson (Perereca). Técnico: Alédio

NALIN F.C.

Valmir; Jorge, Fernando, Joel e Geo; João Neto (Joari) e Claudinho; Tigre (Ivanor), Claudio, Josué e Paulinho. Técnico: Afonso Celso

GOLS

Josué (Nalin), no 1º Tempo. Claudinho, duas vezes (Nalin); Paulinho (Nalin), no 2º Tempo.

FONTES: O Fluminense (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)