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Combinado Amazonense x Manáos Athletic, em 1913: Confronto entre os amazonenses e ingleses que gerou o desenvolvimento do futebol no Estado

Combinado Amazonenses de 1913

O futebol foi introduzido no Amazonas por volta de 1903, trazido pelos ingleses que residiam na capital amazonense. Naquele período, Manaus passava por uma grande efervescência econômica, impulsionada pela exportação da borracha. Inicialmente,o futebol era uma prática restrita dos britânicos, que costumavam jogá-lo no bairro da Cachoeirinha, que na época se encontrava um pouco distante da área central.

Com o tempo,os nativos acabaram sendo conquistados por aquele jogo e, a partir de 1906, passaram a fundar seus próprios clubes. A partir daí,começaram a se realizar jogos entres os ingleses e os manauaras.No início, os britânicos ganhavam com facilidade mas, com o tempo, os amazonenses foram assimilando as táticas e se aperfeiçoando a ponto de encarar os orgulhosos súditos da rainha sem nenhum temor.

Passados os anos,o futebol foi ganhando mais visibilidade no estado. Em 1913 o futebol já estava consolidado como esporte favorito de toda a população baré. Foi então que nesse ano os dirigentes dos principais clubes lançaram a ideia de organizar um combinado com os melhores jogadores amazonenses em um time que ficou conhecido como “Scratch Brasileiro“.

A finalidade era enfrentar a poderosa equipe inglesa do Manáos Athletic. Seria uma maneira de tentar tirar os orgulhosos ingleses de seu pedestal e também de saber qual era o melhor futebol praticado no Amazonas naquele momento,se o inglês ou brasileiro.

O primeiro confronto entre o Combinado Amazonense (que foi formado pelos melhores atletas do Brasil e do Nacional) e o Manáos Athletic, aconteceu no dia 16 de março de 1913 no campo do Bosque Municipal. O árbitro do duelo foi Fábio Loureiro e a partida terminou com uma goleada dos ingleses por 6 a 0, apesar dos esforços dos atacantes Paulo Mello e Pucú, que não conseguiram furar o gol do goleiro inglês Anderson.

O segundo jogo aconteceu quatro meses depois. Realizado no bosque, no dia 20 de julho, e arbitrado pelo inglês Meech. O resultado final foi a vitória do Athletic, de virada, por 4 a 2. Cunningham (duas vezes), Billet e Wright marcaram para os britânicos, enquanto Paulo Mello e Paiva descontaram para os manauaras.

Um fato curioso é que é que houve uma confusão entre os jogadores devido ao juiz ter validado um gol em impedimento dos ingleses e ter anulado um legítimo dos amazonenses. O terceiro duelo foi no dia 12 de outubro. Foi também realizado no Bosque e teve como juiz o senhor Hermano Braga.

O Combinado era formado pelos melhores jogadores do Manáos Sporting e Nacional. O confronto foi bem disputado, terminando empatado em 3 a 3. Paulo Mello (dois tentos) e Cícero Costa assinalaram para os brasileiros. Já Gorvin marcou três vezes para o Athletic. O jogo teve a presença ilustre do doutor Álvaro Zamith, presidente da Liga Metropolitana do Rio de Janeiro, que se encontrava em Manaus.

O quarto jogo foi realizado no mesmo local, e teve como juiz o inglês Gay. A partida foi bem emocionante com a vitória, de virada, do Combinado sobre o Manáos Athletic por 4 a 3. Cícero Costa (dois), Loureiro e Paiva marcaram para o Combinado. Cunningham, Wright e Fernandinho (contra) descontaram para os britânicos.

A partida foi dedicada ao superintendente da capital, doutor Jorge de Moraes. Um fato curioso é que, ao findar o 1º tempo, os manauaras perdiam por três gols de vantagem. Foi aí que o capitão do time percebeu o erro tático e tirou Cícero da zaga para colocar-lhe no ataque.E foi aí que começou a reação do escrete local, culminando com a vitória.

O quinto e último encontro aconteceu no dia 7 de dezembro, no Bosque. Foi arbitrado por Fábio Loureiro. Diferente dos outros jogos, este duelo não teve grande presença de público devido ao fato de estar sendo comemorado, naquele dia, festividades em honra á santa padroeira do Amazonas.

Além disso, uma torrencial chuva que caiu antes do jogo, afastou mais ainda a torcida. O jogo foi bem equilibrado e, no final, o Combinado Amazonense triunfava sobre o Athletic por 3 a 2.Cícero Costa (dois) e Cazuza balançaram a rede para os manauaras e Barton e Ostereich finalizaram para os ingleses.

O goleiro do Combinado, Craveiro, ainda defendeu um pênalti batido por Barton.   E assim,terminou a série de Cinco jogos entre os melhores atletas amazonenses e o Manáos Athletic. A disputa foi bem equilibrada: duas vitórias para cada lado e um empate. A conclusão final é de que tanto britânicos como os nativos se mostravam em pé de igualdade, em referência ao melhor futebol jogado no norte do Brasil.

Esses cinco duelos foram de grande sucesso na vida esportiva de Manaus em 1913. Houve grande cobertura da imprensa, arquibancadas lotadas, presença de autoridades e, lógico, grandes jogadas dos brilhantes atletas amadores que encantaram a exigente torcida amazonense, que a partir daquela data adotou o futebol como o principal esporte do Estado.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

Brasil Football Club: Um dos Pioneiros do Futebol Amazonense no Início do Século XX

O Brasil Football Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A equipe auriverde foi Fundado no domingo, do dia 7 de Fevereiro de  1909, pelo jovem Ulysses Reymar (FOTO Abaixo). Sem dúvida, foi um dos clubes mais competitivos que surgiu em Manaus, numa época em que o esporte bretão engatinhava no estado e também no país.

CAMPO & UNIFORME

Junto com o amigo Adail Valente e outros, Ulysses costumava bater sua bola aos finais de semana nos principais logradouros da cidade. Daí surgiu a ideia dos rapazes em fundar um clube dedicado ao futebol. A nova agremiação foi batizada com o nome do próprio país. O Brasil instalou sua sede social na residência da Rua Monsenhor Coutinho, 110, no Centro de Manaus. O seu campo ficava na Praça Antonio Bittencourt. O uniforme definido consistia em camisa amarela com listras verticais verde e calção branco. Seus principais rivais foram o Racing e o Manáos Athletic.

1º JOGO

A primeira partida foi no dia da sua fundação (7 de fevereiro de 1909), quando goleou a equipe do Foot-Ball Club por 7 a 1. Após o fim do jogo, os associados do time derrotado e os fundadores do Brasil se juntaram para consolidar, naquele dia, o nascimento do clube.

PRIMEIRA DIRETORIA

Alguns dias após a fundação e o jogo inaugural, foi realizado uma assembleia, no qual foi votada e definida a 1ª Diretoria, constituída da seguinte forma:

Presidente – Tancredo Costa;

Secretário – Ulysses Reymar;

Tesoureiro – Alfredo Costa.

Como em todo início, a empolgação e muitas ideias borbulhavam, e o primeiro ato da neo diretoria foi enviar uma petição à Prefeitura de Manaus, a fim de ter os direitos sobre a utilização da Praça Antonio Bittencourt como seu campo, no qual o  clube foi atendido com parecer favorável.

Feito isso, o segundo passo era a realização de um evento de ‘pompa’ para consolidar oficialmente sua fundação. Este evento foi realizado no dia 07 de março de 1909, quando o Brasil recebeu, na Praça Antonio Bittencourt, o time dos Aprendizes Marinheiros. O jogo foi bem festivo, com presença de um bom público e pessoas de destaque da sociedade, e terminou empatado sem abertura de contagem.

No ano de sua origem, o futebol Baré era dominado pelo Racing.E foi com essa equipe que o Brasil realizou,em 1909, o maior clássico do futebol amador amazonense daquele ano, pois Brasil e Racing se tornaram rivais ferrenhos. Nos quatro confrontos registrados no referido ano, houve um resultado bem equilibrado: uma vitória do Brasil, um empate e duas do Racing.  É também em 1909 que o Brasil realiza duas importantes partidas com equipes visitantes. A primeira foi contra o time do Sport Club Pará, de Belém, que ao chegar em Manaus, lançou um desafio aos”Brasilplayers(termo utilizado pela imprensa para designar os jogadores do clube).

O jogo teve presença máxima de torcedores e terminou com a vitória dos paraenses por 2 a 0. O segundo jogo foi contra a tripulação do vapor inglês”Viking“, do qual não se sabe o resultado final. Ambos os jogos aconteceram na Praça Antonio Bittencourt. É no período de 1912 a 1913 que o Brasil começou uma grande rivalidade com a equipe inglesa do Manáos Athletic, tornando-se assim o mais novo clássico do futebol amazonense daqueles anos. A rivalidade era mais acirrada devido ao fato dos jogadores dos dois times serem de nacionalidades opostas.

Também nesses anos o Brasil contava com um reforço de peso na sua linha de ataque:o craque Cícero Costa. Em um dos emocionantes confrontos,o Manáos Athletic goleou os Brasileiros por 6 a 2. Mas, dias depois, jogando no campo inimigo (Bosque Municipal), o Brasil dava o troco na mesma moeda: goleava os ingleses por 5 a 1, com excelente atuação de Cícero que marcou três gols. O último jogo entre ambos aconteceu no dia 29 de junho de 1913 quando o Athletic goleou novamente o Brasil por 5 a 0. Após essa peleja, o Brasil se extinguia.

Mais não sem antes fechar com chave de ouro sua participação na história do futebol Baré, pois também foi um dos clubes pioneiros que ajudou a popularizar o futebol no Amazonas em seus primeiros anos de vida. Revelou alguns pioneiros craques da história do futebol local como Tancredo Costa, Pingarilho, Adail, Carlos Studart, Cícero Costa, Paulo Mello e Loureiro. É bom lembrar que, anos depois, surgiu uma nova equipe chamada Brasil Sport Club e que disputou os campeonatos amazonenses de 1918, 1921 e 1922. Esse clube não tinha nenhuma ligação com o antigo Brasil Football Club.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

Torre Sport Club – Recife (PE): Tricampeão Pernambucano de 1926, 1929 e 1930

O Torre Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O ‘Madeira Rubra’ foi Fundado no dia 13 de Maio de 1909, por funcionários do Cotonifício Torre Ltda. juntamente com esportistas locais, entre os quais: Miguel Lima, Mario Pinto, Jeronymo Hygino e Álvaro Guimarães. A sua origem foi o Agro Esporte Clube, constituído por alunos da Escola de Agronomia de Socorro, no município de Jaboatão, Região Metropolitana do Recife.

A sua Sede ficava na Rua da Imperatriz, 168 – 1º andar, no Bairro da Boa Vista. Depois se mudou para a Rua da Glória, 243, no Bairro da Boa Vista. Por fim, na Rua do Rosário, 10, no Bairro da Torre, no Recife. O seu Estádio era o Campo da Torre.

TORRE AJUDA A FUNDAR A LSP

Além do futebol, o clube também participava do Estadual de Voleibol e xadrez. Sem dúvida, o Torre, apesar de ser modesto, era um clube de muito prestigio no Recife. Tanto é verdade que o ‘Madeira Rubra’ no dia 16 de junho de 1915, foi um dos fundadores da Liga Sportiva Pernambucana (LSP), que depois passou a se chamar Federação Pernambucana de Desportos (FPD) e hoje tem a nomenclatura de Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Torre Sport Club participou de 24 edições: 1915 (3º lugar), 1916 (6º lugar), 1917 (3º lugar), 1918 (6º lugar), 1919(4º lugar), 1920 (3º lugar), 1921 (4º lugar), 1922 (4º lugar), 1923 (3º lugar), 1924 (3º lugar), 1925 (2º lugar), 1926 (1º lugar), 1927 (2º lugar), 1928 (2º lugar), 1929 (1º lugar), 1930 (1º lugar), 1931 (4º lugar), 1932 (7º lugar), 1933 (8º lugar), 1934 (7º lugar), 1935 (5º lugar), 1936 (9º lugar) e 1940 (7º lugar).

Ascensão até o TRI 1926, 1929 & 1930

A exceção de 1916-18 (ficou na sexta posição), entre 1915 a 1924 o Torre figurou entre os três (cinco vezes) e quatro (três vezes) primeiros colocados. Então em 1925, o ‘Madeira Rubra’ subiu um degrau, terminando com o vice-campeonato.

No ano seguinte, veio a sua maior glória ao conquistar o Campeonato Pernambucano de 1926, de forma contundente. Nos 11 jogos, somou 18 pontos (três a mais do que o 2º colocado: Náutico, com 15); com oito vitórias, dois empates e uma derrota, marcando 17 gols e sofrendo apenas sete tentos.

O Torre seguiu forte e bateu na trave em 1927 e 1928, ficando com vice. No entanto, em 1929 o Torre faturou o Bicampeonato de forma Invicta. Nos 13 jogos, somou 22 pontos, com nove vitórias e apenas quatro empates; marcando 26 gols e sofrendo apenas 10 (melhor defesa do Estadual).

Em 1930, o ‘Madeira Rubra’ seguiu irresistível e faturou o Tricampeonato Pernambucano. Dos nove jogos, somou 14 pontos, com sete vitórias e duas derrotas; marcando 20 gols e sofrendo 14 tentos.

DECLÍNIO

Ironicamente, após o tricampeonato o Torre começou a ter problemas internos e a dificuldade de se adequar a Era profissional. O resultado pode ser visto dentro de campo, com campanhas ruins até 1936. O clube se afastou e ficou de fora de três temporadas até 1940, quando tentou retornar. Após o final do Estadual, novo afastamento, mas esse foi em defitivo.

 

REORGANIZADO EM 1938

Nos anos 30, com a nova ‘Era do Futebol Profissional’ o Torre não conseguia se adequar a realidade.  Para evitar uma crise maior alguns sócios da ‘Velha Guarda’ se uniram a fim de Reorganizar o clube em 1938: Antonio Antunes, Antonio Almeida, Luiz Gayoso, Fernando Maia e Constantino Caldas.

A princípio, a decisão parecia ser acertada, sobretudo quando o Torre se sagrou campeão na Divisão Branca de 1939.

EM 1943 É O FIM DA LINHA

O Torre Sport Club fechou às portas no ano de 1943. Dois anos depois (1945), o Diário de Pernambuco, fez uma bela reportagem sobre o clube, mostrando a carteirinha, o escudo que ficava na entrada da Sede e contando um pouco da história deste simpático clube suburbano recifense.

Dois tópicos foram preponderantes para a sua extinção. Uma, foi a entrada do futebol profissionalismo no futebol, no qual o Torre não aderiu ao esporte remunerado.

E, talvez, o ponto mais significativo, era que o Torre era um clube excessivamente político. Os homens que administravam o clube eram figuras proeminentes na gestão do Estado, ocupando cargos que depois caíram. E quando estes homens desapareceram do cenário político o Torre sentiu-se enfraquecido. Viu o seu prestigio abalado. Cambaleou durante algum tempo e naufragou.

Time-Base de 1916: Agripino; B. Lima e Oswaldo; Adolpho, M. Pinto e Abelardo; Louis, Barroso, Salter, Alano e Charles.

Time-Base de 1920: Paulo; Arthur e Aquino; Amaro, Paulino e Austregésilo; Tarquínio, Oswaldo, Hermógenes, Brandão e Arlindo.

 

TÍTULOS

Taça Maviael do Prado (ao vencedor na melhor de três jogos contra o Náutico): 1930;

Torneio Início de 1922;

Taça A Província (Temporada Baiana: Associação x Torre): 1922;

Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão: 1926, 1929 e 1930;

Divisão Branca de 1939.

 

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco 

Club Sportivo da Encruzilhada – Recife (PE): Sete participações no Estadual

O Club Sportivo da Encruzilhada foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). A história começou a ganhar um tom esverdeado após sofrer a reorganização no dia 06 de Janeiro de 1917. A Alviverde da Encruzilhada (o clubes possuíam outras alcunhas: Periquitos do Subúrbios e/ou Camisas Verdes) foi Fundado por esportistas do bairro da Encruzilhada, liderados pelos Srs. João Muniz Ramos, Alderico de Freitas, Agapyto de Freitas,  Arthur Neves,  Ezequiel Piretti, Humberto Gama, Manoel Filizzola  e  Alcides Lima que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede e campo ficavam localizados na Rua Castro Alves, s/n, no Bairro da Encruzilhada. O Encruzilhada disputou o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em sete oportunidades: 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934 e 1935.

Time-base de 1928: Ismael; Machado e Pedro Sá (Cap.); Cunha, Lima e Pedrinho; Tóta, Jacy, Motta, Lyla, Pital e Almeida. 

PS: Gostaria de esclarecer que em nenhum momento, nas minhas pesquisas, li alguma menção de que o clube foi azul. Em todas, sempre foi branco e verde!

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

Varzeano Sport Club – Recife (PE): Fundado em 1925

O Varzeano Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE).  O ‘Auri-Violeta da Várzea’ foi Fundado no dia 15 de Novembro de 1925, por sócios dissidentes do Varzeano Football Club (Fundado em 1917) e alguns desportistas do bairro.  A sua Sede ficava na Rua Francisco Lacerda, 176, no Bairro da Várzea (nos dias atuais ainda restam um pedaço do que foi a sede e o campo).

Cinco meses e 10 dias após a sua fundação, no domingo, no dia 25 de julho de 1926, o Varzeano inaugurou o seu campo (Campo da Várzea). No ano seguinte, foi um dos fundadores da Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT), em 1927. Neste mesmo ano o Varzeano S.C. se sagrou campeão do I Campeonato Suburbano de 1927.

Time-base de 1927: Milton; Penaforte e Joãozinho; Miranda, Pé de Ouro e Mazinho; Adabelberto, Aggeu, Zezé, Raphael (Carvalho) e Fernandes (Ephraim).

Três anos e cinco meses depois do seu surgimento, no domingo, do dia 15 de abril de 1928, diante de pouco mais de 1 mil pessoas, estreou o seu novo uniforme em listras verticais nas cores roxo e amarelo. O Varzeano venceu, em amistoso, o Força Pública pelo placar de 3 a 2.

O ‘Auri-Violeta da Várzea’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão uma vez: 1933, quando terminou com o vice-campeonato, perdendo a final para o Santa Cruz. Time-base de 1933: Arara; Quida e Perdido; Nilo, Jorge e Zeca; Biu, Zequinha, Quincas, Neco e Alfredo.

Apesar dessa bela campanha, o que deveria servir como motivação acabou não acontecendo. Após alguns anos paralisado, alguns abnegados torcedores se juntaram e reorganizaram o Varzeano Sport Club no dia 13 de julho de 1938, mudando de Sede, passando para a Rua Francisco Lacerda, 388, igualmente situado no Bairro da Várzea (atualmente o local fica a Igreja Adventista do Sétimo Dia).

Contudo, o Varzeano não foi mais o mesmo e devido aos maus resultados e paralelamente o desinteresse dos sócios o clube foi definhando pouco a pouco até desaparecer em definitivo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

Sport Club Caruaruense – Caruaru (PE): Fundado em 1918

Sport Club Caruaruense foi uma agremiação da cidade de Caruaru (PE). O ‘rubro-negro’ foi Fundado no dia 28 de Fevereiro de 1918. Frequentador assíduo do Campeonato Citadino, acabou sofrendo um grande baque nos anos 40. A final, desde a 2ª Guerra Mundial, as suas instalações foram ocupadas pelo Exercito e jamais foram devolvidas.

Contudo, o clube continuou existindo como ‘Pessoa Jurídica’. Após longa pendenga judicial o Caruaruense foi indenizado em 1976, em mais de 1 milhão de cruzeiros.   Time-base de 1930: Trajano; Fernando e Cabral; Condé (Ulysses), Othoniel e Coló; Zuza, Amâncio, Memeu, Tutú e Pina.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – REvista Placar

Israelita Sport Club – Recife (PE): Fundado em 1922

O Israelita Sport Club foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). A equipe Alvi-celeste foi Fundado no dia 08 de Setembro de 1922, no bairro da Torre por estudantes do Colégio Israelita juntamente com Membros de famílias Judaicas residente no Recife,  liderados pelos Srs. Bernardo Katz, Manoel Maruman, Júlio Filman, Elias Bolcansky  e  Jacob Rubirsky  que  também  foi seu 1º presidente. Nos anos 40 migrou para o bairro da Boa Vista.

O seu Estádio era o ‘Campo da Fábrica da Torre’, de propriedade da Companhia de Fiação e Tecidos de Pernambuco. A sua Sede ficava na Rua do Hospício, 96, no Bairro da Boa Vista, no Recife (PE).

Equipe do Israelita em 1927: Israel Rissin, Miguel Longman, Luiz Cherpark, Rafael Markman, Abraam Boiucansky, José foigel, Isaac Posternak, Simão Foigel, Jonas Rabin, Samuel Buchatsky e Aron Gorenstein

100% Judeus

Entre 1931 a 1933 o time era formado somente por judeus. O Israelita representou a comunidade judaica no campeonato estadual durante três temporadas, onde conquistou a sua única vitória ao longo da sua jornada no Pernambucano (Foi em 1932, ao vencer o SC Flamengo por 3 a 2). Ao todo, foram 29 partidas, com uma vitória, quatro empates e 24 derrotas.

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

Central Sport Club – Caruaru (PE): Escudos raros dos anos 30 e 50

Apresento dois modelos de distintivo diferente dos conhecidos do Central Sport Club da cidade de Caruaru (PE). O Alvinegro foi Fundado no dia 15 de Junho de 1919, por jovens esportistas de Caruarú, liderados por Francisco Porto de Oliveira e  Faustino Vila Nova, que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede fica localizada na Avenida Agamenon Magalhães, 425 – B. Mauricio de Nassau, em Caruarú. O Central manda os seus jogos no Estádio Luiz José de Lacerda, com capacidade para 25 mil pessoas.

 

FONTES E FOTOS: Site do clube – Wikipédia – Diário de Pernambuco