Arquivo da categoria: 01. Sérgio Mello

Atlético Rio Negro Clube – Manaus (AM): 1º Escudo e Uniforme de 1913

Seguindo na busca por novidades do futebol brasileiro, segue o 1º escudo do Atlético Rio Negro Clube. É uma agremiação da cidade de Manaus (AM), Fundado em 13 de Novembro de 1913 como “Athletic Rio Negro Club”, mais tarde rebatizado usando a grafia atual.

A escolha pelo nome é uma homenagem ao Rio Negro, um dos mais importantes do país. É um dos clubes mais tradicionais e importantes do Estado do Amazonas, no qual se destaca em diversas modalidades esportivas dentre as quais o vôlei e o futebol profissional.

Distintivo atual

FONTE E IMAGEM: Wikipédia – Gaspar Vieira Neto                                                                                                                                          

Praça Floriano Peixoto: 1º local em que se praticou o futebol no Amazonas

A Escola Euclides da Cunha e uma parte da Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha (1901). Foi nesse local que se realizaram as primeiras partidas de futebol em Manaus, entre os ingleses.

Lá se vão 112 anos que o futebol é praticado no Amazonas. Durante todos esses anos surgiram centenas de campos e estádios espalhados por todo o estádio, na qual jovens, crianças, velhos e mulheres correm atrás de uma bola de couro, em uma animada disputa do esporte mais popular do povo brasileiro.

Atualmente, Manaus usufrui de três belos estádios: a Arena da Amazônia, Colina e Carlos Zamith. Além demais estádios espalhados pelo interior. Mas, afinal, qual foi o primeiro campo onde se praticou o futebol no Amazonas? Talvez alguns digam que foi o saudoso Estádio Parque Amazonense, mas não foi.

O Parque foi inaugurado em 1906 como um Hipódromo e somente em 1918 passou a receber partidas de futebol. Teria sido então o Bosque Municipal? Também não. Apesar de ter sido o principal palco nos primeiros anos do século XX , o bosque foi inaugurado em 1904 e somente a partir de 1909 que se registram os primeiros jogos no local.

Na verdade, o primeiro local, que se tem noticia, onde o futebol local foi praticado foi na extinta Praça Floriano Peixoto. A praça localizava-se em Manaus, no bairro da Cachoeirinha. Situava-se entre a Avenida Canaçari (atual Carvalho Leal), Borba, Canutama (atual Rua Ipixuna) e a Rua Santa Isabel. Por estar próximo á capela de Santo Antonio (conhecida como igreja do pobre diabo), era também chamada de praça do pobre diabo.

Anúncio da Festa promovida pelo Racing Club, relativo a aquisição da Praça Floriano Peixoto. O evento ocorreu no dia 22 de Agosto de 1909

O logradouro surgiu no final do século XIX. Em 1894 passa a chamar-se oficialmente de Floriano Peixoto, em homenagem ao famoso militar alagoano que governou o Brasil. Manaus passava por um período de grande prosperidade econômica, impulsionado pela exportação da borracha.

Devido a isto,firmas inglesas começam a se instalar na cidade.com ela vieram seus diretores,engenheiros, técnicos e funcionários. Em suas horas vagas e de lazer,os britânicos praticavam os principais esportes de sua terra: tênis, críquete e… Futebol.

Para praticar o “Foot-Ball“, os ingleses resolveram escolher um local bem amplo e que ficasse afastado da zona central da cidade,pois eles eram membros de uma  comunidade fechada. Após pesquisarem bem, decidiram que a Praça Floriano Peixoto, na Cachoeirinha, era o local ideal pois, era um campo vasto e num local bem tranquilo.

Foi no logradouro da Cachoeirinha que os britânicos começaram a jogar suas primeiras partidas. O primeiro registro de um jogo de futebol no Amazonas aconteceu no dia 16 de março de 1903, quando, nesse dia, os ingleses realizaram, no final da tarde, uma animada partida na Praça Floriano Peixoto.

Foi ao redor dessa praça que alguns amazonenses viram, com curiosidade, aquele até então desconhecido esporte sendo praticado pelos estrangeiros. Com o tempo, os manauaras foram simpatizando com o futebol e, em alguns anos,começaram a fundar seus próprios clubes.

Com relação á praça, ela continuou servindo de palco para o futebol. Eis que em 1906, um grupo de amazonenses fundam o primeiro clube do futebol local: o Racing. O nascente clube escolheu como local para seus treinos e jogos,a praça Floriano Peixoto.

O primeiro registro de um jogo oficial entre dois clubes distintos na referida praça, foi no dia 16 de junho de 1907,no encontro entre o Racing e o Sport Football Manáos. Já o primeiro resultado conhecido do lugar, foi o jogo entre o Racing e o Sport Club de Manáos, que terminou empatado em 2 a 2, no dia 22 de setembro de 1907. De tanto treinarem e jogarem no local,os sócios do Racing chegaram a conclusão que ali era o lugar ideal para ser seu campo oficial. A diretoria do clube pede uma autorização á prefeitura e tem parecer favorável.

Para comemorar a aquisição de sua nova casa esportiva, a diretoria alvinegra realiza, no dia 22 de agosto de 1909, uma grande festa com a realização de várias modalidades esportivas. O evento teve a participação de 2 mil pessoas.Começaram a ter importantes partidas entre o Racing e o   Brasil, Manáos Athletic, e outros.

Foi na praça que desfilaram os primeiros craques de nosso futebol como Alberto Ballalai, Deodoro Freire, Pingarilho, Loureiro, Américo, Pudico, Gordon Huascar Purcell, Cícero Costa, Craveiro e outros. A Praça Floriano Peixoto e o Bosque Municipal eram os principais campos de futebol do Amazonas daquele período.

Em 1912,o Racing era extinto, deixando a praça sem um clube de futebol de sua posse. Somente em outubro de 1913 é que uma nova equipe,o Manáos Sporting, toma posse do lugar como seu campo oficial. Em 1914, com a realização do 1º Campeonato Amazonense, a praça é designada para comportar os jogos da 2ª Divisão com partidas entre Luso, Onze Portugês, Naval, Satéllite e os times reservas do Vasco, Rio Negro e Manáos Sporting.

Nos anos seguintes, continuou recebendo jogos da 2ª Divisão. Com o surgimento, em 1918, do Parque Amazonense para o futebol, e o surgimento de outros campos, o tradicional logradouro foi perdendo sua importância para o futebol. Ainda na década de 20 se realizavam partidas no local.

Mas,c om o tempo, o local teve o seu final.em 1942, o governo do estado concedeu ao exército um terreno fronteiriço á praça para ali construir o hospital militar. Acontece que os militares acabaram tomando posse do terreno da praça, decretando assim o desaparecimento daquele histórico logradouro.

A Praça Floriano Peixoto teve como vizinhos dois patrimônios históricos de Manaus: a escola Euclides da Cunha e a igreja do pobre diabo, que conseguiram sobreviver ao tempo. Hoje no local está assentado o hospital geral do exército.  Hoje, com certeza muitas pessoas ao passarem por suas imediações não imaginam que foi ali que começou a se desenvolver uma das grandes paixões do amazonense: o futebol.

 

FONTES & FOTOSProfessor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

Três jogos marcaram a Inauguração do Estádio Parque Amazonense, em 1918

É no ano de 1918 que acontece em Manaus um grande evento esportivo que praticamente parou a cidade: a inauguração de uma nova praça esportiva para o futebol local, o Estádio Parque Amazonense.  Na verdade o antigo parque existia desde 1906 e era inicialmente um hipódromo pois as corridas de cavalo eram, até então, a principal modalidade esportiva da sociedade manauense. Com o passar dos anos, com o crescimento e importância que o futebol adquiriu em Manaus, foi preciso procurar um outro local que acomodasse maior número de público.

O local escolhido foi o antigo hipódromo. Para abrilhantar a inauguração do novo palco, a federação local convidou um Combinado Paraense que prontamente aceitou o convite. O selecionado paraense foi formado melhores jogadores do Paysandu, Remo e Brasil Sport.

Os atletas convocados foram os seguintes: Carlito, Formigão, Cícero Costa, Suíço, Arthur Moraes, Zito, Flávio, Joãozinho, Aranha, Mamede, Barata e Saracura. Como chefe da delegação foi escolhido o senhor Edgard Proença.

Feito os devidos ajustes, os paraenses deixavam Belém e embarcavam no vapor São Luiz, rumo á capital amazonense. Naquela época havia uma forte rivalidade entre os clubes de futebol dos dois estados.

Os Paraenses foram recebidos, em sua chegada no porto de Manaus, por uma multidão de curiosos que queriam ver de perto jogadores como o atacante Suíço, considerado na época o melhor jogador de futebol do norte do Brasil.  Após desfilarem em carro aberto pelas principais ruas da cidade ,os atletas belemenses se instalaram no Grande Hotel, na Rua Municipal (atual 7 de setembro).

JOGO INAUGURAL

O primeiro jogo foi marcado no domingo, do dia 19 de maio de 1918. O parque ficou completamente lotado com a banda da polícia militar entretendo a todos. Também se fizeram presentes todos os representantes dos clubes de Manaus como também o pioneiro cineasta Silvino Santos, que filmou o jogo.

Em campo, o Combinado Paraense enfrentava o Combinado Português, que era formado por jogadores de dois clubes portugueses de Manaus: Luso e União Sportiva. O juiz escolhido para o jogo foi Raymundo Chaves. Foi posta a Taça Miranda Correa, a ser entregue para o time vencedor. O senhor Hamilton Leão representou o governador.

No 1º tempo, os portugueses dominaram o jogo que terminou em 0 a 0. O goleiro Arnaldo (que jogava no Luso) fez excelentes defesas, evitando que os visitantes abrissem o placar. Carneiro perdeu muitos gols para os luso-amazonenses. A torcida começou a insultar os paraenses.

No 2º tempo os portugueses relaxaram e Arthur Moraes, de pênalti, abre a contagem para o Combinado Paraense. Logo depois, Joãozinho e Cícero Costa ampliavam para os visitantes, terminando o jogo com o seguinte resultado: COMBINADO PORTUGUÊS 0 X 3 COMBINADO PARAENSE.

Combinado Português: Arnaldo; Marques e Cly; Valentim, Amadeu, Joãozinho, Silva, Affonso, Mattos, Tico-Tico e Carneiro.     

Combinado Paraense: Ovídio; Mamede e Carlito; Formigão, Suíço e Saracura; Zito, Joãozinho, Cícero Costa, Barata e Arthur Moraes.    

SEGUNDA PARTIDA   

O jogo seguinte, na sexta-feira, no dia 24 de maio, entre o Combinado Paraense (Foto acima, a equipe com camisa listrada nas cores em vermelho e branco; calção branco e meiões pretos) versus o Combinado Amazonense, formado pelos melhores jogadores do Nacional, Rio Negro e Manáos Sporting. Para que a população pudesse assistir o jogo, foi dado ponto facultativo a partir do meio dia e todas as casa comerciais da cidade fecharam as portas.

Para esse novo jogo, foi posta a Taça Estado do Amazonas que seria entregue ao combinado vencedor. O juiz escalado para o combate foi Raul Antony.

Começado o jogo, a partida foi bem disputada de lado a lado sendo que os amazonenses possuíam bons jogadores como Dantas, Pequenino e Hermínio. O primeiro gol dos paraenses foi marcado por Arthur Moraes, de pênalti, após Fidoca colocar a mão na bola. E assim terminou o 1º tempo.

Na segunda etapa é a vez de Barata, de cabeça, assinalar pela segunda vez, fechando a contagem e o resultado final: COMBINADO AMAZONENSE  0 X 2 COMBINADO PARAENSE.

Combinado Amazonense: Nery; Fidoca e Mário; Pequenino, Raul e Aurélio; Luiz, Hermínio, Paulo Mello, Kardec e Dantas.   

Combinado Paraense: Ovídio; Mamede e Carlito; Formigão, Suíço e Saracura; Zito, Joãozinho, Cícero Costa, Barata e Arthur Moraes.

                                                  

Nacional de 1918, que enfrentou com o Combinado Paraense

ÚLTIMO JOGO   

O último compromisso dos paraenses seria com o Nacional, Tricampeão Amazonense, e foi realizada no domingo, do dia 26 de maio. Novamente se ofereceu um prêmio ao time vencedor, a Taça Municipalidade.

Inicia-se o jogo. Os Paraenses começam a jogar com extrema violência, o que gerou protestos da torcida. Apesar das faltas graves do time do Pará, o árbitro nada fazia. Começam a pipocar confusões na arquibancada. A violência continua e o juiz se encontra perdido em campo.

As Arrancadas se proliferam de lado a lado, até que, numa rebatida do goleiro nacionalino Nery, a bola cai nos pés de Cícero Costa que só tem o trabalho de empurrar a esfera para as redes, marcando o primeiro gol dos visitantes. No final do 1° tempo, o juiz não marca um pênalti legítimo em favor do Nacional.

É iniciado o 2° tempo. O nacional, após muito pressionar, consegue o seu intento. Paulo Mello, em cobrança de pênalti, empata para o clube amazonense. A torcida comemora em delírio. E assim perdurou o placar com o seguinte resultado: NACIONAL 1 X 1 COMBINADO PARAENSE.

Nacional: Nery; Fidoca e Rodolpho; Pequenino, Bastos e Fernandes; Aureliano, Azevedo, Paulo Mello, Pará e Dantas.                                              

Combinado Paraense: Ovídio; Formigão e Carlito; Suíço, Saracura e Joãozinho; Zito, Cícero Costa, Aranha, Barata e Arthur Moraes.

 

NOTA TRISTE

Um fato trágico e curioso que aconteceu durante esse jogo foi que um fanático torcedor nacionalino, chamado Cajuí, que se encontrava no Parque, morreu de infarto após comemorar, emocionado, o gol de empate de seu clube. Nesse último jogo, o Nacional lavou a honra dos Amazonenses evitando que os visitantes saíssem de Manaus com três vitórias.

FOTO ACIMA:  Chegada dos jogadores paraenses no porto de Manaus,a bordo do vapor São Luiz, onde foram recebidos por uma multidão

FESTEJOS E O RETORNO

Após o jogo final, jogadores e delegação Paraense foram convidados para festividades na Sede do Rio Negro (Rua Monsenhor Coutinho), no cinema Polytheama e na cervejaria Miranda Correa.  Agradecendo a hospitalidade que receberam em Manaus, os Paraenses embarcavam no vapor “Olinda” e voltavam para sua capital.

 

FONTES & FOTOSProfessor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – Jornal A Capital – Site Baú Velho  – Mercado Livre

Colligação Sportiva Recifense – Recife (PE): Fundado na década de 10

A respeito do 1º Campeonato Pernambucano de 1915, só restava encontrar um participante. Agora não falta mais. O Colligação Sportiva Recifense foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O clube áureo-negro foi Fundado na década de 10, por esportista e  estudantes do bairro da Encruzilhada. No final dos anos 20 migrou para o bairro de Água Fria.

A sua Sede ficava na Rua Marcílio Dias, 39 / 1º andar, no Bairro de Água Fria, no Recife. O Colligação mandava os seus jogos no Campina do Derby (de propriedade da Intendência Municipal do Recife).

A sua estreia no Campeonato Pernambucano de 1915, organizado pela Liga Sportiva Pernambucana (LSP), aconteceu no domingo, do dia 1º de Agosto daquele ano. O jogo foi diante do Santa Cruz F.C., às 11h50min., arbitrado pelo Sr. Getúlio, no Campo do Derby.

No domingo, do dia 29 de Maio de 1915, o Colligação Sportiva Recifense venceu o Estrella do Norte Foot-Ball Club, de Paulista, por 2 a 0, em amistoso. O Jornal de Recife descreveu da seguinte forma o uniforme das equipes:

Colligação: camisa de flanela branca, gravata preta e amarela e calção branco. Estrella do Norte Foot-Ball Club: Camisas encarnada, gravata e calção branco.

Time-base de 1915: Rubens Silva (Ernesto Fragoso); Antonio Faria e A. Reis; Salomon Stevens, Anísio e V. Seve; Abel Stevens, José Castro, Pedro Faria (T. Farias), José Barreto e Adaucto de Araujo.

Time-base de 1916: Paulo Ramos; Sitonho e Almdeida; Salomon Stevens, Euclydes e Rodrigues; Abel Stevens, Adolpho, J. Castro, R. Cruz e Adaucto de Araujo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

Campeonato Paraibano Misto de 1970: Campinense é o Campeão

Campeonato Paraibano Misto de 1970

Taça Dagoberto Pimentel

Período: de 17 de maio a 27 de setembro de 1970

 

Participantes:

América Futebol Clube (Esperança)

Atlético Futebol Clube (Campina Grande)

Atlético Clube Tabajara (Alagoa Grande)

Campinense Clube

Esporte Clube Cultural de Cuité

Treze Futebol Clube

 

TURNO

17/maio

Cuité 1 x 3 Treze

Atlético 3 x 2 Tabajara

Campinense 4 x 0 América

 

24/maio

Tabajara 1 x 1 Cuité

América 0 x 0 Treze

Campinense 2 x 1 Atlético

 

31/maio

Cuité 0 x 1 Campinense

 

02/junho

Treze 5 x 1 Tabajara

 

07/junho

Cuité 1 x 0 América

Tabajara 0 x 0 Campinense

 

09/junho

Treze 1 x 1 Atlético

 

13/junho

Campinense 2 x 1 Treze

 

14/junho

América 1 x1 Tabajara

Atlético 6 x 1 Cuité

 

12/julho

América 0 x 0 Atlético

 

CLASSIFICAÇÂO DO 1º TURNO

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Campinense

09

05

4

1

0

9

2

7

Treze

06

05

2

2

1

10

5

5

Atlético

06

05

2

2

1

11

6

5

Cuité

03

05

1

1

3

4

11

-7

América

03

05

0

3

2

1

6

-5

Tabajara

03

05

0

3

2

5

10

-5

 

RETURNO

05/julho

Treze 1 x 1 Cuité

Tabajara 3 x 0 Atlético

América 1 – 5 Campinense

 

08/julho

Treze 1 x 1 América

Campinense 2 x 0 Atlético

 

12/julho

Cuité 2 x 0 Tabajara

 

13/julho

Atlético 1 x 0 América

Tabajara 0 x 1 Treze

 

18/julho

Atlético 1 x 1 Cuité

América W.O. Tabajara

 

22/julho

Treze 4 x 1 Atlético

Campinense W.O. Tabajara

 

25/julho

Campinense 5 x 2 Cuité

 

28/julho

Treze 4 x 3 Campinense

Cuité 0 x 0 América

 

CLASSIFICAÇÂO DO 2º TURNO

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Campinense

08

05

4

0

1

17

7

10

Treze

08

05

3

2

0

11

6

5

Cuité

05

05

1

3

1

6

7

-1

América

04

05

1

2

2

4

7

-3

Atlético

03

05

1

1

3

3

10

-7

Tabajara

02

05

1

0

4

3

7

-4 

III TURNO

 

09/agosto

Treze 2 x 0 Cuité

América 0 x 1 Campinense

Tabajara 1 x 0 Atlético

 

19/agosto

Campinense 4 x 0 Atlético

América 0 x 0 Treze

Tabajara 1 x 0 Cuité

 

23/agosto

Cuité 0 x 3 Campinense

Tabajara 1 x 1 Treze

Atlético 1 x 2 América

 

26/agosto

Campinense 5 x 0 Tabajara

Atlético 1 x 6 Treze

América 2 x 1 Cuité

 

30/agosto

Campinense 0 x 2 Treze*

América 1 x 1 Tabajara

Cuité 2 x 2 Atlético

* (Pela regra do torneio cada clube somente podia escalar 5 atletas profissionais. O Treze escalou um número não permitido e por causa disto perdeu os pontos da partida e a chance de vencer o turno.)

 

CLASSIFICAÇÂO DO 3º TURNO

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Campinense

08

05

4

0

1

13

2

11

Treze

06

05

3

2

0

11

2

9

América

06

05

2

2

1

5

4

1

Tabajara

06

05

2

2

1

4

7

-3

Cuité

01

05

0

1

4

3

10

-7

Atlético

01

05

0

1

4

4

15

-11

FINAIS

16/setembro
Treze 2 x 1 Campinense

 

20/setembro

Campinense 2 x 0 Treze

 

27/setembro

Campinense 1 x 0 Treze

CLASSIFICAÇÂO GERAL

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Campinense

29

18

14

1

3

43

13

30

Treze

22

18

9

6

3

34

17

17

América

13

15

3

7

5

10

17

-7

Tabajara

11

15

3

5

7

12

24

-12

Atlético

10

15

3

4

8

18

31

-13

Cuité

09

15

2

5

8

13

28

-15

FONTE: Pesquisador Júlio Cesar Gomes de Oliveira

Torneio Início Paraibano de 1970

TORNEIO INICIO

Campeonato Paraibano Misto (LCF)

Taça engarrafamento Caranguejo

Sede: Campina Grande

Estádio: Presidente Getúlio Dorneles Vargas (PV)

 

10/mai

Primeira fase

Atlético 1 – 0 América

Treze 1 – 0 Cuité

 

Semifinais

Campinense 4 – 0 Tabajaras

Treze 0 – 0 Atlético

Penalidades: Treze 2 – 1 Atlético

 

Final

Treze 0 – 0 Campinense

Prorrogação: Treze 2 – 1 Campinense

 

FONTE: Pesquisador  Júlio Cesar Gomes de Oliveira

Nacional de Manaus: 1º clube do Amazonas a jogar em outro Estado

Time posado do Nacional antes da partida contra o Paysandu, em 1919

Após o futebol ganhar espaço em Manaus, era chegado a hora de atravessar alguma ‘fronteiras’. Afinal, já tinha recebido a visita de times provisórios formados por marinheiros ingleses quando seus navios aportavam na cidade, como também equipes de outros estados, como  o time do Sport Club Pará, de Belém, que aqui chegou em 1909 ou o Combinado Paraense, que realizou uma série de jogos, em 1918.

Agora era o momento de um clube amazonense ultrapassar as linhas do Estado e enfrentar o “inimigo” fora dos seus recintos. Após uma tentativa dos dirigentes amazonenses, em 1913, de organizar um combinado local para enfrentar o Belém do Pará, mas por falta de organização, apoio e verba, acabou fracassando.

Então, seis anos depois, finalmente o dia tinha chegado. Em 1919, o responsável por esse pioneirismo coube ao tradicional Nacional, que tinha se sagrado tetracampeão amazonense (1916, 1917, 1918 e 1919). A convite dos ‘cartolas’ do  Paysandu, a equipe nacionalina seguiu para Belém, no dia 9 de dezembro de 1919, tendo o senhor Mário Bayma foi designado como chefe da delegação, além dos jogadores: Nery, Fernandes, Antoniano, Amadeu, Eduardo, Jurandir, Orlando, Secundino, Craveiro, Leonardo, Rodolpho e Pequenino.

A população foi em peso ao porto acompanhar a partida dos jogadores. Cerca de 2 mil pessoas estavam presentes, ao som da banda de música da força policial do estado. Após dias de viagem,o Tejo singrava as águas da Baía do Guajará, aportando em Belém.

Atacante Jurandir autor de um dos gols contra o Paysandu, em 1919

PRIMEIRO JOGO FORA DE MANAUS

O 1º jogo foi marcado para o dia 21 de dezembro de 1919, contra o Paysandu, no estádio do próprio Paysandu, na Avenida Tito Franco. O local estava completamente lotado pois, dois dias antes, já haviam se esgotado os ingressos. As escalações:

NACIONAL: Nery; Fernandes e  Rodolpho; Amadeu, Eduardo e Jurandir; Orlando, Secundino, Azevedo, Dantas e Leonardo.

PAYSANDU: Joãosinho; Genaro e Garcia; Xavier, Suíço e Guimarães; Zito, Aristides, Leôncio, Mimi Sodré e Arthur Moraes.

O árbitro designado para o duelo foi o senhor Galdino Araújo. Foi posto um prêmio para o time vencedor, a Taça Moreira Gomes. Iniciado o jogo, o Paysandu abre a contagem aos 15 minutos, com um forte chute de Zito. Logo depois o time da casa ampliava, quando Leôncio driblou Rodolpho e marcou o segundo gol.

Um minuto depois, Aristides balança a rede dos amazonenses pela terceira vez. O nacionalino torce o pé gravemente e é levado por uma turma de escoteiros para fora do campo. E assim terminou o 1º tempo com a vantagem do Paysandu por 3 a 0.

Na etapa final, veio a reação do Nacional. Rodolpho marca o primeiro dos amazonenses logo aos quatro minutos. Jurandir, na sequência, assinala o segundo. Mas o Paysandu não estava morto e Aristides cola a bola na rede de nery, fazendo o quarto gol de sua equipe.

Já perto do final, Leôncio (em impedimento) fecha a contagem para o time local, marcando o quinto e último gol. Placar final: PAYSANDU 5 X 2 NACIONAL.

Após o fim do jogo,os nacionalinos foram bastante aplaudidos pela torcida adversária. O segundo jogo do Nacional foi realizado no dia 25 de dezembro, no campo do Paysandu, contra o time do Banco Ultramarino. O time amazonense estava desfalcado de Fernandes, Jurandir e Azevedo que eram alguns de seus melhores atletas

Enfraquecido,o Nacional acabou derrotado pelos bancários por 3 a 0.                                                                                                                              O terceiro e último compromisso do Nacional no Pará foi contra o seu xará: o Nacional de Belém. O jogo realizou-se no dia 28 de dezembro e o clube amazonense venceu o Nacional Paraense por 3 a 1, gols assinalados por Craveiro, Orlando e Rodolpho.

Novamente nesse jogo, o Nacional esteve desfalcado de seus principais atletas. Após a série de três jogos, os atletas manauaras se despediam de Belém e embarcavam no vapor “Tejo” rumo á Manaus.

Chegaram em Manaus precisamente ás 17 horas do dia 11 de janeiro de 1920. Um grande número de pessoas os aguardava no porto. Após desembarcar, os jogadores, acompanhados pela multidão, se dirigiram até a sede do clube onde muitos torcedores os aguardavam, como também a banda musical do Luso que os recebeu com seu vasto repertório.

À noite, houve na sede do Nacional animado baile que varou a madrugada. Dos jogadores do Nacional, apenas Rodolpho e Pequenino não voltaram. O primeiro foi contratado pelo Clube do Remo e o segundo ficou em um hospital para ser operado.

Era a primeira vez na história que um clube do futebol amazonense visitava e jogava em outro estado brasileiro, abrindo caminho para que outros clubes de Manaus fizessem o mesmo.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

Transviário Sport Club – Belém (PA): Escudo e uniforme

Recentemente, publiquei um pouco da história do Transviário (você pode ver aqui). Agora, em descoberta recente, apresento o escudo e uniforme do mesmo, com base em uma foto do jornal “Folha do Norte”, de 1942.

O clube participou dos campeonatos paraenses de 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 194, 1945 e 1947.