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Associação Desportiva Jequié – Jequié (BA): 1º Escudo!

                                                                                            Charles Meira
Associação Desportiva Jequié – 1970 – Em pé: Zé Augusto, Edmilson, Carlinhos, Tufú, Maíca e Esquerdinha. Agachados: Fleury, Dilermando, Tanajura, Chineizinho, Marcos e Foca.
Nesta matéria conto a admirável história da Associação Desportiva Jequié, “ADJ”, “Jequéqué´”, nome carinhoso dado pelo radialista França Teixeira, “Jipão”, “Jequié”, o time do coração da população de Jequié, equipe com 46 anos de fundada e 20 que não disputava o Campeonato Baiano de Futebol da Primeira Divisão. Relato também fatos importantes através das matérias de Jornais da época, depoimentos de jogadores e de pessoas ligadas ao futebol da Cidade Sol.


Tudo começou, quando “um grupo de desportistas locais esteve reunido na sede da Liga Desportiva de Jequié no último dia 28, oportunidade em que foram tratados diversos assuntos relativos à criação de um time profissionais que representaria esta cidade no próximo certame Estadual da Bahia. Ouvidas as sugestões de todos os presentes, ficou determinada a fundação da Associação Desportiva Jequié, tendo sido eleita a sua primeira diretoria, que ficou assim constituída: Presidente de Honra – Prefeito Waldomiro Borges de Souza; Presidente da Diretoria – Dr. Milton de Almeida Rabelo; Vice Presidente – Dr. Nelson Moraes da Silva; Secretário – Gildélito Ferraz; Tesoureiro – Romil Navarro de Araujo; Chefe de Departamento de Futebol – Evandro Lopes da Silva; Chefe de Relações Públicas – Eutimio Oliveira Almeida; Consultor Jurídico – Dr. Fernando Steiger Tourinho de Sá; Departamento Médico – Dr. José Mário Benevides. No dia imediato a diretoria eleita iniciou seus trabalhos, procurando organizar todos os papéis para inscrição da ADJ, que decididamente estará no Baianão 70.” ( Matéria editada em jornal de Salvador – BA) 

         O jornal A TARDE relata também que “depois de esperar por alguns anos, afinal, o futebol Jequieense irá participar do campeonato baiano profissional, estreando no próximo domingo (18/01) contra o São Cristovão, no estádio Municipal Valdomiro Borges, nessa cidade sobre a mais intensa expectativa dos desportistas locais e das cercanias.

Antes do primeiro ponta-pé no certame estadual, muito trabalho foi desenvolvido pelos abnegados da cidade-sol para colocar Jequié em plano de destaque no cenário esportivo da Bahia. Assim é que logo após confirmada a presença de Jequié no “Baianão”, foi eleita uma diretoria provisória e, em seguida, criado, eleito e empossado o Conselho Deliberativo da Associação Desportiva Jequié, sendo como presidente o Dr. Milton de Almeida Rabelo e integrado de 54 membros e 50 suplentes. Daí surgiu à diretoria definitiva da ADJ, sendo eleito o Dr. Nelson Moraes da Silva seu primeiro presidente e os seguintes membros: vices – Dr. Valdomiro Borges Filho e Marialvo Alves Meira; secretário – Gildélito Ferraz; Tesoureiro – Josué Fonseca; relações públicas – Jornalista Laerson Soares e Deodato Astrê; Departamento de profissionais Manoel Sampaio e Evandro Lopes; Departamento de amadores – Tibúrcio Freitas; Departamento Médico – Dr. José Mário Benevides; Departamento social – Alcindo Procópio Ferreira; Departamento de Publicidade – Eutímio Almeida; O ex-atleta do Fluminense Maneca deixará o setor amadorista para dirigir a equipe de profissionais da ADJ, não tendo fixado luvas ou ordenado. O popular “Foca” será o Massagista. Um técnico profissional foi contratado. Boquinha, ex-craque, será o responsável pelo quadro do Jequié no campeonato.
Ouvido pela reportagem o Sr, Nelson Moraes informou que a ADJ, terá como sede provisória o prédio na Rua João Goulart, no Jequiezinho, onde funcionava o Butantã que através da maioria dos seus dirigentes cedeu àquelas instalações. Aquele local satisfaz plenamente aos objetivos de um clube profissional. Quanto à renda de manutenção da nova agremiação Jequieense, existe um consorcio que foi criado para tal fim e que já vem funcionando há muito tempo e deverá se prolongar por vários anos. Além disso, informa-nos o Dr. Milton Rabelo que os conselheiros pagarão mensalmente uma cota de trinta cruzeiros novos, já tendo à maioria pago a taxa de jóia, o que uma soma bem razoável. Complementando a renda, alguns milhares de sócios deixarão nos cofres da entidade o suficiente para manter mais que modestamente o clube. As rendas do campeonato serão o complemento necessário para satisfazer os planos deste ano.
A quase totalidade dos jogadores participantes do torneio Intermunicipal de Futebol – quase campeões – foram aproveitados pelo novo time profissional. Somando-se a eles, outros jogadores de Jequié e de outras cidades foram e serão contratados, oferecendo uma média de 23 anos de idade. Essa rapaziada se compõe de: Edmilson e Besouro (Goleiros); Tufu, Carlinhos, Jurandir, Hugo e Zé Augusto (Zagueiros); Maíca, Chinezinho, Eduardo e Maneca (Armadores); Sérgio Florisvaldo, Esquerdinha, Tanajura, Marcos, Dilermando, Valmir, Betinho, Zé Roberto e Caculé. Outros azes do futebol estão sendo conversados e em breve dias poderão ser filiados a ADJ, não se mencionarão nome por preocupações obvias. Garante a direção do departamento profissional que, com certeza, Jequié terá um comportamento de acordo com a expectativa dos desportistas locais, surpreendendo aos cobrões e veteranos do “Baianão””. (Matéria editada no Jornal A TARDE)


Em depoimento dado a Charles Meira para a Revista Cotoxó em 2017, Evandro Lopes, Cronista Esportivo e abnegado do futebol amador e profissional de Jequié nas décadas de 60 e 70 fala também do assunto.
Evandro falou que após a conquista do Campeonato Intermunicipal começou a criar um espírito de profissionalismo na comunidade Jequieense e que aquela seleção poderia ser o time e realmente foi, entrou apenas Chinezinho, que veio do Fluminense de Feira, que era veterano e foi fazer o meio campo com Maíca e Betinho na ponta direita e relatou como começou a Associação Desportiva Jequié.
Fizeram inicialmente uma reunião para formação da diretoria no escritório da Líder Automóveis, pois seu irmão era o dono da empresa e ele trabalhava no escritório. Depois teve outra reunião no Rotary com aproximadamente 15 pessoa, entre elas estavam: Evandro Lopes, Carlos Lopes, Maneca Sampaio, Deusdete Amaral e seu irmão, o gerente do Banco Econômico e “Vaqueiro”, para consolidação do time. Foi escolhido o nome Associação Desportiva Jequié e as cores azul, amarelo e branco.  Foi convidado para dirigir a equipe o técnico Maneca Mesquita, que não aceitou, e então se buscou um treinador de Feira de Santana. Formou-se um time muito forte, voluntarioso e chegou a liderar o Campeonato Baiano de 1970. 


 “Vaqueiro”, o torcedor símbolo do Jequié falou para Charles Meira, que na época também contagiado com a vitória da nossa seleção, participou no dia 20 novembro de 1969 da reunião no Rotary de Jequié, junto com diversos abnegados do nosso futebol amador, que fundou o time de Jequié com o nome de Associação Desportiva Jequié e escolheu também as cores: Azul, Amarelo e Branco da  camisa. “Argeo relatou que dos participantes da reunião somente ele e Evandro Lopes estão vivos.


Na mesma época da fundação do time foi criado o escudo da Associação Desportiva Jequié, entretanto somente em 2017 fiquei sabendo através do meu amigo Robert Brioude (Beto) filho do Antonin Emilien Louis Brioude, detalhes da história.
 Contou-me que foi um participante da escolha da arte final (teve que escolher três dos cinco que seu pai o Professor Filósofo Artista Plástico Antonin Emilien Louis Brioude, o professor Antonem, tinha esboçado para entregar a seus amigos os quais tinham feito a encomenda. O que ganhou também foi o preferido dele. 


Através desta matéria da revista Placar, o time do Jequié ficou conhecido nacionalmente. “O Jequié, até o dia 3, tinha ganho do Botafogo por 5 a 0, do Leônico por 2 a 1, do Monte Líbano por 4 a 2, do Ideal por 3 a 1, do Bahia por 2 a 1, do Feira de Santana por 3 a 0 e do Redenção por 2 a 0. Como é possível um time formado há apenas seis meses, com jogadores amadores e inexperientes, ganhar tanto assim e ameaçar tirar a glória do Bahia, o velho rei do futebol baiano? A explicação pode estar na raça e na juventude do seu time.
O Jequié quase não tem história porque sua vida é de apenas seis meses: quase não tem fama porque sua luta principal ainda é mostrar que existe: apenas de tudo isso, a Associação Desportiva Jequié talvez seja a única coisa boa do futebol baiano deste ano, capaz de salvá-lo do perigoso caminho da indiferença, feito por uma série de crises. A última nasceu no fechamento do Estádio da Fonte Nova, para ampliação e conclusão, que obrigou à realização do todos os jogos da capital no Campo da Graça, pequeno sem conforto, sem segurança. As consequências foram a queda das rendas, a pobreza dos clubes e um futebol – sem alegria no Campo da Graça é impossível jogar um bom futebol. O gramado é muito ruim.
O campeonato Baiano só brilha quando o Jequié está em campo. Até o dia 3, ele tinha feito treze jogos: ganhou sete, empatou cinco, perdeu apenas um (Conquista, 1 x 0.) Fez 25 gols, levou dez. No balanço e na soma, o Jequié fez muito mais que todos esperavam. Ele entrou no Campeonato quando seu estádio para 20 000 pessoas foi aprovado pela Federação Baiana, que também consentiu que um time da cidade participasse do torneio. Mas o problema era que não existia nenhum time profissional em Jequié. Só existia a seleção amadora que venceu o Torneio Intermunicipal de 69, tirando o título que o Cachoeira tinha há dois anos. Então os diretores da seleção amadora passaram a ser diretores de um time profissional, e os jogadores passaram a receber salário e a vestir um uniforme amarelo e azul. Pronto, nascia o Jequié: Edmilson, Caculé, Carlinhos, Zé Augusto e Esquerdinha. Chinezinho e Maíca. Flori, Dilemando, Tanajura e Marcos. Apenas o armador Chinezinho veio de fora, emprestado pelo Fluminense de Feira de Santana. Em média o salário fixo de cada um é de 200 cruzeiros por conta do clube. Mas, por fora, cada titular recebe 100 ou 200 cruzeiros, dependendo do dinheiro conseguido entre diretores e torcida. E, nas grandes vitórias, como os 2 X 1 contra o Bahia, o bicho pode ser até de 200 cruzeiros. O técnico é Geraldo Pereira, pernambucano, e antigo quarto-zagueiro do Fluminense de Feira, onde continua como auxiliar. Geraldo foi emprestado, seu salário é de 1 000 cruzeiros novos e o Jequié é o seu orgulho: – O Jequié foi a minha grande chance no futebol, há muito tempo eu esperava por isso. Além do mais, a turma é boa, são jogadores novos que não dão trabalho fora do campo.
As rendas em Jequié dão em média 5 000 novos. Mas a diretoria sempre consegue vender ingressos por preços superiores ao da tabela. A diferença fica para o clube. Nas outras cidades a renda aumenta, graças à boa campanha. Tudo ia bem para o Jequié. Mas agora com sua boa posição no Campeonato, começaram a aparecer problemas que sua diretoria nem havia imaginado. Um deles é o artilheiro Tanajura, que ameaça sair para trabalhar em Alagoas, como chefe do departamento de pessoal de uma empresa de petróleo, ganhando 800 novos por mês. O Jequié, como não quer perdê-lo, ofereceu 600. Pode ser que Tanajura fique. Tanajura, rapaz de 22 anos, chute forte e muita valentia (principalmente dentro da área), divide o título de melhor jogador do Jequié com o goleiro Edmilson, o zagueiro Carlinhos e os atacantes Dilermando e Marcos, todos com menos de 23 anos. Dilermando é estudante de medicina, está no terceiro ano de faculdade em Salvador e só vai a Jequié um dia ou dois antes de cada jogo. Ele sai de Salvador pele Rio – Bahia, e depois de 350 quilômetros chega a uma cidade de 70 000 habitantes, conhecida como “Terra do Sol”, orgulhosa por seu time ter constado de rodada experimental da Loteria Esportiva: Jequié.” (Carlos Libório)

Nesse momento repentinamente “Besouro” começou a chorar copiosamente como chora uma criança quando está com fome. Ficou muito emocionado e tivemos que parar a entrevista por alguns minutos para ele lavar o rosto e recuperar da emoção. Passados alguns minutos, sentou e disse que no tempo que jogavam bola eram felizes e não sabiam. Que a ADJ divulgou a cidade de Jequié em todo o Brasil, na década de 70, época que tinha a Loteria Esportiva. Que o Jequié foi convidado para jogar em Tacoma Parque nos Estados Unidos, Infelizmente o jogo não deu certo. Que a historia do Jequié é essa e quem construiu foi esse grupo, sem eles não teria a ADJ. Encerrou a conversa dizendo que Jogou na ADJ até 06 de novembro de 1972, época que teve problema no joelho e deixou de jogar futebol. (Antônio Fernando Oliveira)
O melhor técnico para mim foi Maneca Mesquita, uma pessoa adorada, capaz, muito gente boa, tratava a gente como um filho.  Companheiro de campo realmente foi Tanajura, porque é o meu conterrâneo, jogávamos juntos desde pequenos lá em Paramirim – BA. (Dilermando Neves Martins)
Mantendo o clima de alegria prevalecido durante toda a entrevista, “Foca” falou também do tempo da Associação Desportiva Jequié.  Inicialmente citou os presidentes Dr. Nelson Morais, Marialvo Meira, Dr. Gerson Pelegrini, Jonas Almeida, os Médicos Gilson, Gileno Fonseca, Roberto Brito, pessoas que eram muito boas para o Jequié, os jogadores Maíca, Tufu, Zé Augusto, Carlinhos, Dilermando, Tanajura, Paiva, Edmilson um relaxado que gozava com a cara de todos, mas era uma pessoa muita atenciosa. Segundo “Foca”, no momento da massagem o mais descarado era “Maneca”. Risadas. Que era sem vergonha, queria tomar massagem totalmente nu, moleque o rapaz. Gargalhadas. Gostava de fazer resenha, um vagabundo. Gargalhadas. Quando “Foca” precisava de alguma coisa os jogadores estavam presentes, todos o respeitavam e gostavam dele. Na sede na Mota Coelho os jogadores do Jequié na época formavam uma família, comandada pelo primeiro técnico do Jequié Maneca Mesquita que também morava no local. (Valter Gomes de Santana)
Igualmente como na seleção, “Maneca” contou um fato engraçado que aconteceu na concentração da ADJ. Contou que durante o tempo passado no Jequié, não ligava para dinheiro, entretanto o pagamento começou a atrasar, queria um vale, não saía vale para ninguém. A turma teve uma idéia. Maíca, Zé Augusto, Marcos e Arnor conversaram com foca e com sua permissão Dilermendo e Tanajura bolaram uma carta que continha um pedido da esposa de Foca dizendo que seus filhos estavam passando fome na cidade de Santa Luz e o dinheiro que Foca ganhava gastava todo com bebida. Foca pegou esta carta, tirou uma onda de doido, doido de mentira e começou a fazer bagunça zoada na concentração na Mota Coelho que chamou a atenção dentro da sede, gritando que queria morrer. Logo avisaram a diretoria que chegou imediatamente. Perguntaram: “o que está acontecendo?”, ”o que ele tem?”, os jogadores faziam que seguravam Foca e diziam que Foca era muito forte. Foca chorando tirou a carta do bolso e disse: “olha aqui, leiam aqui”, quando leram à carta a diretoria logo arrumou o dinheiro, apareceu o dinheiro. Foca pegou o cheque e quando foi saindo de fininho, dando uma queda de asa, mas foi seguro pelos jogadores exigiram de Foca o comprimento do trato. O dinheiro foi dividido para os seis como foi anteriormente acertado. Quando tempos depois “Maneca” contou para sua esposa, seu filho Fernando e relembra o fato para Foca eles dão muita risada. (Manoel Reis Barbosa)             
Sales conta que está satisfeito no Jequié, pois devido à boa estrutura e a eficiente logística atual tem possibilitado a equipe realizar com êxito uma bela campanha no Campeonato Baiano da Série B. Segundo Sales o Jequié não é o melhor, porém tem hoje uma equipe unida, muito coesa e focada unicamente no objetivo de ser campeã. Tem também uma equipe homogenia que entende dentro de campo aquilo que é proposto por ele como estratégia de jogo, levando a equipe a conseguir resultados positivos e consequentemente um aumento do nível de confiança e mais rendimento. Quanto ao seu futuro, Sales disse que entrega nas mãos do supremo Deus. O seu pensamento é de continuar como treinador, não tem dúvida. Não sabe se continuará no Jequié, conversas somente depois do término do campeonato. Espera que venha o convite, porém não concretizando a sua permanência analisará convites recebidos de duas outras equipes. (Paulo Cesar Silva Sales)

Classificação da Associação Desportiva Jequié no Campeonato Baiano de Futebol da Primeira Divisão.

1970/5º Lugar, 1971/4º Lugar, 1972/6º Lugar, 1973/9º Lugar, 1974/7º Lugar, 1975/10º Lugar, 1976/5º Lugar, 1977/10º Lugar, 1978/7º Lugar, 1979/11º, Lugar, 1980/12º Lugar, 1993/8º Lugar, 1994/4º Lugar, 1995/6º Lugar, 1996/7º Lugar e 1997/14º Lugar.


Classificação da Associação Desportiva Jequié no Campeonato Baiano de Futebol da Segunda Divisão.

1992/1º Lugar, 1999/7º Lugar, 2000/8º Lugar, 2003/10º Lugar, 2013/8º Lugar, 2014/8º Lugar, 2015/8º Lugar, 2017/1º Lugar.

FONTES: Blog do cantor Charles Meira – Esporte na Mídia

Foto Rara: América F.C. – Rio de Janeiro (RJ): Campeão da Taça Guanabara de 1974

TIME POSADO

EM PÉ (Da esquerda para a direita): Orlando Lelé, Geraldo, Rogério, Alex, Ivo e Álvaro;

AGACHADOS (Da esquerda para a direita): Flecha, Bráulio, Luisinho Lemos, Edu Coimbra e Gilson Nunes.

 

CAMPANHA DO MECÃO

A campanha na Taça Guanabara, foram 11 jogos, com nove vitórias, um empate e uma derrota; marcando 19 gols, sofrendo apenas quatro, um saldo de 15 gols. O América terminou com 19 pontos contra 18 do Tricolor das Laranjeiras.   

 

FLUMINENSE F.C.

0

X

1

AMÉRICA F.C.

LOCAL Estádio Mario Filho, ‘Maracanã’, no Bairro do Maracanã, na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER Final da Taça Guanabara do Rio de 1974
DATA Domingo, do dia 22 de Setembro de 1974
RENDA Cr$1.447.665,00
PÚBLICO 97.681 pagantes
ÁRBITRO José Aldo Pereira
AUXILIAR Luis Carlos Félix e Walquir Pimentel
FLUMINENSE Félix; Toninho, Assis, Bruñel e Marco Antônio; Gérson, Cléber e Carlos Alberto Pintinho; Cafuringa, Gil e Mazinho. Técnico: Carlos Alberto Parreira
AMÉRICA Rogério; Orlando, Alex, Geraldo e Álvaro; Ivo e Bráulio; Flecha, Luisinho, Edu Coimbra (Renato) e Gilson Nunes. Técnico: Danilo Alvim
GOLS Orlando, em cobrança de falta, aos 12 minutos (América), do 1º Tempo.

 

FONTE: Revista Placar

Barroso Football Club, da Saúde – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1922

O Barroso Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava na Sede: Ladeira do Barroso, nº 104, no Bairro da Gamboa, na Zona Central do Rio (RJ). A sua Praça de Esportes estava situado na Rua Saccadura Cabral, s/n, no Bairro da Saúde, próximo ao Cais do Porto, na Zona Central do Rio (RJ).

O Tricolor da Saúde foi Fundado na segunda-feira, do dia 20 de Novembro de 1922, pelo Sr. Ângelo Trotte, que reuniu um grupo de desportistas na sua residência. Estiveram presentes os seguintes fundadores:

Ângelo Trotte; Américo Trotte; Rodino Trotte; Raphael Garofalo; Paschoal Garofalo; Manoel Vanzelotti; Ernesto Vanzelotti; Romeu Perazzini; Domingos Borneo; José Nogueira Penido; Walter de Carvalho; Raphael Porfírio Martins; Eurides M. da Silva; Manoel da Rocha; entre outros.

Apesar de não ter sido especificado os respectivos cargos, a 1ª Diretoria do Barroso Football Club ficou constituída da seguinte forma: José Pacheco de Almeida; Manoel Vanzelotti;  Emygidio de Queiroz; Américo Trotte; Amaury Jacintho da Costa; Romeu Perazzini; Walter de Carvalho; Raphael Garofalo; Eurides M. da Silva; Manoel Nunes.

Campeão do Torneio Início da Liga Leopoldina e 1926

Depois se filiou à Liga Leopoldinense, na qual faturou o título do Torneio Início de 1926. O time formou assim: Américo; Uruguay e Vieira; Nabor, Cardoso e Pedro; Walter, Hugo, Álvaro, Albino e Urbano.

 

Números do clube entre 1922 a 1932

Em uma década, o Barroso Football Club apresentou os seguintes números: Foram 263 jogos; 176 vitórias, 46 empates e 41 derrotas. O que dá um aproveitamento dos pontos de 75,7%. Ainda nesse período, o clube acumulou 111 taças e quatro bronzes.

 

No domingo, do dia 15 de setembro de 1935, o Barroso enfrentou os juvenis do Flamengo. No Torneio Aberto de 1937, organizado L.C.F., o Barroso chegou a ser confundido com o homônimo de Niterói. Na partida em que o Alviverde Niteroiense perdeu para o Atlético Mineiro por 3 a 1, alguns jornais confundiram e mencionaram como se o Tricolor da Saúde tivesse sido o adversário.

Algumas Formações

Time de 1926: Américo; Uruguay e Vieira; Nabor, Cardoso e Pedro; Walter, Hugo, Álvaro, Albino e Urbano.

Time de 1929: Asterio; Zeca e Medina; Tupy, Euclydes e Namor; Orlando, Babá, Edgard, Álvaro e Albino. Suplentes: Miguel, Peru, João e Alfredo.

Time de 1932: Zeca; Tupy e Netto; Victrola, Noé e Adalberto; Babá, Álvaro, Edgard, Allemão e Walter.

Time de 1934: Venâncio; Ernesto e Zezinho; Victrola, Noé e Valentim; Walter, Claudemiro, Edgard, Samuel e Urbano.

Time de 1938: Venâncio; Antonio e Tupy; Gato, Leandro e Emiliano; Xavier, Merola, Victorio, Alvinho e Guido.

Time de 1939: Venâncio; Zezinho e Reno; Gato, Leandro e Emiliano; Periquito, Samuel, Edgard, Adalberto e Figueira (Doca).

FONTES: A Noite – Gazeta de Notícias – Jornal dos Sports – O Jornal – Correio da Manhã

Inédito!!! Japohema Football Club, do Méier – Rio de Janeiro (RJ)

Uma das histórias mais ricas que me deparei. Um clube simpático, com uma visão de transformar o clube num ambiente familiar, estimulando o estudo (como saúde mental) e o desporto (como saúde para o corpo). As explicações dos porquês do nome e da alcunha, por si só, já é um capítulo à parte! Sem mais delongas vamos viajar nessa história! Vale a pena! Boa leitura!

O Japohema Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Nas cores azul e branco, foi Fundado o “Clube Universitário” na terça-feira, do dia 05 de Maio de 1931, por um grupo de sete desportistas da extinta equipe Cruzeiro do Sul Athletico Club: José Araripe, Antenor Passos, Pedro Passos, Orlando Castro (Orlandinho), Elisiário Netto, Mario Braga, Amarildo Galvão (Batata) e Helio Ballard.

Depois, convidaram outros jogadores do Cruzeiro do Sul A.C.: Adilson, Bio (único negro do time. O significado do nome vem do grego, que quer dizer: vida), Dudu, Dedé, Toninho, Nonô e, entre outros. A Sede provisória ficava na Rua Dias da Cruz, nº 391, no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

 

Por que a escolha do nome Japohema?

A escolha do nome é, no mínimo, curioso. Afinal, é um neologismo criado pelos sete fundadores por uma justaposição das iniciais de cada um:

José Araripe,

Antenor Passos,

Pedro Passos,

Orlando Castro (Orlandinho),

Helio Ballard,

Elisiário Netto,

Mario Braga e

Amarildo Galvão.

Dessa forma, original, juntando as letras em negrito é formado o nome da agremiação: Japohema . Uma inspiração no estilo poético de um acróstico. Obviamente, quem está lendo essa história deve estar se perguntando: “Ué? Mas cadê o oitavo fundador: Helio Ballard”? Por que a letra ‘H’ do Helio não está no nome do clube? Os sete rapazes tentaram, mas não encontraram jeito de encaixar a letra ‘H’. Para amenizar esse pequeno “incidente” ficou decido que o nome da Sede Social seria uma homenagem ao Helio Ballard, fundador e o goleiro da equipe.

O ‘Batata’ alcunha de Amarildo Galvão, não concordou com isso, dizendo que a letra ‘H’, em português, tem som mudo em grande número de palavras. Dessa maneira, o ‘H’ poderia ser perfeitamente incluído no nome, desde que grafasse JAPOHEMA, onde o ‘H’ teria o valor mudo. Assim estaria o Helio Ballard, incluído entre os seus pares sem sacrifício do timbre, que permaneceria o mesmo.

 

A formação da 1ª Diretoria do clube foi composta da seguinte forma:

Presidente – Octavio Lobo Vianna;

Vice-Presidente – Aldenor Alencar Benevides;

1º Secretário – Adolpho Rodrigues;

2º Secretário – Josué Rodrigues Loureiro;

Tesoureiro – Pedro Souza Passos;

Diretor Esportivo – Carlos Pereira da Silva Filho;

Diretor Geral de Sports – Othelo Dario Neves;

Procurador – José Araripe;

Conselho Fiscal – Mario Braga; Eugenio de Castro; Eurico Ribeiro; Antonio Araujo; Lauro de Alencar Araripe; Josué Rodrigues Loureiro e Dr. Cunha Neves.

 

Na sexta-feira, do dia 28 de Outubro de 1932, foi eleita e empossada a 2ª Diretoria:

Presidente – Octavio Lobo Vianna (Reeleito);

Vice-Presidente – Eugenio de Castro;

Secretário Geral – Rodolpho Rodrigues;

1º Secretário – Homero Santos;

2º Secretário – Carlos Pereira da Silva Filho;

1º Tesoureiro – Pedro Souza Passos;

2º Tesoureiro – Josué Rodrigues Loureiro;

Procurador – Olavo Guimarães;

Diretor de Esporte – Octavio Fernandes de Carvalho;

Diretor de Campo – Anthero Benevides;

Conselho Fiscal – Jaime Figueiras Lima; Ayrton Rocha; José Luiz Bittencourt Filho; Ayrton Araujo; João Fonseca Chagas; Carlos Pimenta da Silva Filho e Alberto Moreira.

Comissão de Sindicância – Homero Braga; Oswaldo de Castro e Jorge Robson das Chagas.

 

Foto de 1932

O porquê da alcunha de o “Clube Universitário“?

Numa época, onde o estudo não era algo prioritário, boa parte dos jogadores japoemenses eram “um ponto fora da curva“.  Além de serem rapazes finos e educados, sete deles eram estudantes do Colégio MIlitar, do Gymnasio Arte e Instrucção, da Faculdade de Medicina.

Do Colégio Militar pertenciam o keeper Helio e o centerforward Careca. Da Academia de Medicina eram o center-helf Dedé e o meia direita Araujo. Os estudantes eram Nonô e Orlandinho, componentes da ala esquerda e Arthur, da extrema direita. Assim, o clube ganhou o apelido de “Clube Universitário“.

 

Um clube esportivo e familiar

A sua Praça de Esportes, inaugurada no domingo, do dia 06 de setembro de 1931, ficava localizado na Rua Magalhães Couto, nº 84. Enquanto, a sua Sede estava instalada na Rua Dias da Cruz, nº 255, ambos no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio. No entanto, o clube não se limitava apenas a prática do futebol. O Japohema  também oferecia outras atividades, como Sala para Leitura, o Salão de Jogos, como o Ping-Pong (atual Tênis de Mesa), Dominó, Xadrez, entre outros.

Além disso, o clube promovia Bailes de Carnaval, festivais, músicas dançantes, atraindo o interesse de boa parte dos moradores do Bairro. Com isso, em pouco tempo, o número de sócios cresceu vertiginosamente. Demonstrando que o Japohema  Football Club caminhava a passos largos rumo a prosperidade.

 

Celeiro de Grandes Craques

O começo do futebol, o Japohema  foi uma fonte de grandes jogadores. De cara, na sua primeira formação alguns jogadores ganharam, rapidamente, projeção, como os casos de Orlandinho, que se transferiu para o Fluminense; Cícero, que foi para o Vasco da Gama; o ponta Adilson (Adilson Ferreira Arantes, natural da cidade do Rio de Janeiro, em 12/12/1916), que foi contratado pelo Madureira A.C., entre outras feras.

Filiações

Em setembro de 1931, o ajudou a fundar a Associação Suburbana de Esportes Athleticos (ASEA).

Quarta, do dia 19 de Abril de 1933, ocorreu uma reunião para decidir  que o clube iria se filiar a AMEA.

Quinta, 11 de abril de 1935 se filiou a Federação Metropolitana de Desportos, a fim de disputar o Campeonato da Divisão Intermediária.

Sexta-feira, do dia 28 de Agosto de 1936, se filiou a Sub-Liga Carioca de Football (Fundado em 18 de junho de 1933).

Na quarta-feira, do dia 25 de Maio de 1938, ingressou na Federação Atlética Suburbana (FAS).

 

Japohema Campeão Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga de 1934

Após eliminar o Aracaju Football Club, nas semifinais, o Japohema  decidiu o título diante do Deodoro A.C., que passou pelo São Paulo Football Club. No domino, do dia 05 de Agosto de 1934, o Japohema  conquistou o título Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga Carioca de Football. No Campo do Central (Rua Adriano, nº 107, no Bairro de Todos Os Santos), o “Clube Universitário” venceu o Deodoro Athletico Club pelo placar de 1 a 0. O gol foi assinalado pelo half-back Antoninho. Japohema: Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria, Dodô e Antoninho; Adilson, Nonô, Chagas, Jaburu e Carvalhinho.

 

Japohema e Andarahy fizeram um jogão de 10 gols

Era apenas um amistoso, mas terminou com uma dezena de gols. No Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935, a partida aconteceu no Estádio da Rua São Francisco Filho. No final, melhor para os donos da casa. A equipe alviverde goleou por 10 a 3.

Competições profissionais

O Japohema Football Club participou do Torneio Aberto, nos anos de 1936 e 1937. Também participou do Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1935 ( pela FMD) e do ano de 1936 (pela LCF).

 

Outros

Em agosto de 1931, excursionou a Nova Iguaçu; Em setembro de 1934 foi para Barra do Piraí; Em Março de 1935 foi a Mendes. O Japohema enfrentou os principais clubes medianos da época: River, A.A. Portuguesa Carioca, Modesto, Metropolitano, Engenho de Dentro, Andarahy, Germânia, Hellênico, Cocotá, entre outros.

No domingo, do dia 30 de setembro de 1934, o Japohema venceu o quadro de amadores do Bangu por 2 a 0, na preliminar do jogo de profissionais do Flamengo x Bangu. Em 1935, enfrentou o time misto do Vasco e os amadores do América.

 

Nova Sede

No dia 20 de abril de 1938, o clube adquiriu uma Sede nova, localizado na Rua 24 de Maio, nº 1.363 / Sobrado, Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

Várias Formações                                   

Time-Base de 1931: Hélio; Bio e Dudu (Olavo); Carlinhos Silva, Dedé (Nestor) e Toninho (Araripe); Mario (Biberi), Araujo (Cyro), Lauro (Lalau), Nonô (Careca) e Orlandinho (Arnaldo). Técnico: Anthero Benevides

Time-Base de 1932: Hélio (Euro); Betinho e Bio; Arthur (Antoninho), Dedé e Guerra; Colombo (Léo), Fernando, Darcy, Léo (Nonô) e Orlandinho. Técnico: Anthero Benevides

Time-Base de 1933: Hélio; Bio e Betinho; Othelo (Guerra), Dedé e Toninho; Arthur (Araujo), Jaburu (Colombo), Careca (Cícero), Nonô e Orlandinho (Sant’Anna). Técnico: Anthero Benevides

Time-Base de 1934: Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria (Léo), Dedé e Antoninho (Othelo); Adilson, Nonô (Nairo), Chagas (Garcia), Jaburu e Carvalhinho. Técnico: Amarylio Galvão

Time-Base de 1935: Hélio; Bio (Américo) e Alfredo (Betinho); Toninho, Armando (Edmundo) e Quino; Carvalhinho, Dedé, Gallego (Miro), Zezinho (Othelo) e Luso (Jaburu). Técnico: Lourival Carneiro

Time-Base de 1936: Hélio; Alfredo (Norival) e Betinho (Ary); Jacy (Badu), Rainha (Arantes) e Quino (Lino); Benedicto, Gallego, Cícero, Nonô (Russo) e Osvaldinho (Carvalhinho). Técnico: Homero Santos

Time-Base de 1937: Hélio; Bio e Alfredo (Betinho); Jacy, Edmundo (Rainha) e Quino (Valentim); Tarcísio (Chagas), Arthur (Polaco), Nonô (Quimba), Cesário (Jaburu) e Carvalhinho. Técnico: Austrochynio Pereira.

Time-Base de 1938: Hélio; Bio e Alfredo; Olavo, Edmundo e Valentim (Anesio); Francisco (Tarcísio), Chagas, Gallego, Flodaldo e Faustino (Jorginho). Técnico: Austrochynio Pereira.

 

FONTES: Diário da Noite – Diário Carioca – O Radical – Gazeta de Notícias – Jornal do Brasil – A Offensiva – O Tico-Tico – A Noite – O Jornal – Jornal dos Sports – A Esquerda – Beira-Mar : Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – A Nação – A Batalha – Diário de Notícias – A Manhã – O Imparcial – O Paiz – Jornal do Commercio – Correio da Manhã – O Globo Sportivo (RJ)

Amistoso Municipal de 1935: Andarahy A.C. (RJ) 10 x 3 Japohema F.C. (RJ)

Japohema e Andarahy fizeram um jogão de 10 gols

Era apenas um amistoso, mas terminou com uma dezena de gols. No Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935, a partida aconteceu no Estádio da Rua São Francisco Filho. No final, melhor para os donos da casa. A equipe alviverde goleou por 10 a 3.

ANDARAHY A.C.

10

X

3

JAPOHEMA F.C.

LOCAL Estádio da Rua São Francisco Filho, o Bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER Amistoso Municipal de 1935
DATA Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935
RENDA Não divulgado
ÁRBITRO Paschoal
ANDARAHY Allem; Bahiano e Gomes; Hermogenes, Adonilo e Bethuel; Chagas, Chiquinho, Romualdo (Villardi), Blanco e Mineiro (Ermelhinho)
JAPOHEMA Hélio; Americo e Betinho (Alfredo); Tourinho, Edmio e Quino; Nonô, Zezinho, Dedé, Jaburu e Delehavagy (Waldyr).
GOLS Dedé, duas vezes, e Waldyr (Japohema); Chagas, três vezes; Mineiro, Romualdo, Villardi e Blanco (Andarahy).

FONTES: Diário da Noite – Diário Carioca 

Torneio Extra da Sub-Liga Carioca de Football de 1934: Japohema vence é o campeão

Após eliminar o Aracaju Football Club, nas semifinais, o Japohema  decidiu o título diante do Deodoro A.C., que passou pelo São Paulo Football Club. No domino, do dia 05 de Agosto de 1934, o Japohema  conquistou o título Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga Carioca de Football.

No Campo do Central (Rua Adriano, nº 107, no Bairro de Todos Os Santos), o “Clube Universitário” venceu o Deodoro Athletico Club pelo placar de 1 a 0.

JAPOHEMA F.C.

1

X

0

DEODORO A.C.

LOCAL Praça de Esportes do Central, na Rua Adriano, nº 107, no Bairro de Todos Os Santos, na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER Final do Torneio Extra da Sub-Liga de 1934
DATA Domingo, do dia 05 de Agosto de 1934
RENDA Não divulgado
ÁRBITRO Pedro Gomes de Carvalho
JAPOHEMA Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria, Dodô e Antoninho; Adilson, Nonô, Chagas, Jaburu e Carvalhinho.
DEODORO Humberto; Léo e Arlindo; João, Anysio e Azumar; Eloy, Aberlino, Barreiros, Joel e Campista.
GOL gol foi assinalado pelo half-back Antoninho.

FONTES: Diário da Noite – Diário Carioca

Santa Maria F.C. – Santa Maria do Pará (PA): É a novidade no Estadual da Segundona de 2018

O Santa Maria Futebol Clube é uma nova agremiação do Município de Santa Maria do Pará que fica a 117 quilômetros da capital Belém (PA). Fundado neste ano de 2018, tem como um dos padrinhos, o ex-jogador de futebol Almir Conceição, que atuou em clubes como Remo, Tuna e Castanhal na década de 90.

O ex prefeito e desportista Lucivandro Melo preside o clube, que tem como vice o também desportista e ex-vereador Walter Araújo, que fizeram a regularização junto a Federação Paraense de Futebol (FPF). Dessa forma, o Santa Maria irá debutar no Campeonato Paraense da Segunda Divisão de 2018, a chamada Segundinha.

 

Clube terá o apoio da Prefeitura

A Prefeitura Municipal vai apoiar o projeto juntamente com empresários locais. A equipe a ser formada, buscará atletas locais para compor a base do plantel. O ex zagueiro Almir Conceição e Márcio Alan, que tem trabalho realizado com atletas de base, são nomes, dentre outros, que estarão no comando técnico da nova equipe. A diretoria do novo clube irá em breve, num coquetel, apresentar o projeto Santa Maria Futebol Clube à sociedade, empresários e imprensa.

 

FONTE: M. Diário Online