Arquivo da categoria: 01. Sérgio Mello

Novo escudo: Associação Atlética das Moreninhas – Campo Grande (MS)

 

A Associação Atlética das Moreninhas é uma agremiação da cidade de Campo Grande (MS). A sua Sede está localizado na Rua Pacavira, nº 27, no  Bairro da Vila Moreninhas, na capital sul-mato-grossenseFundado no Sábado, do dia 05 de Fevereiro de 1994, foi reativada em 2012 após um breve período de inatividade. Com apenas 24 anos de idade, possui uma tradição no mercado futebolístico — e com a sua retomada, revela seus projetos em outras modalidades esportivas, tais como o atletismo, vôlei, futsal, entre outras modalidades.

O Estádio Parque Jacques da Luz, “das Moreninhas” tem capacidade máxima para 10 mil pessoas, e está localizado na Rua Barreiras, s/n na Moreninhas 2, Campo Grande/MS. Em 1994, as obras do estádio foram iniciadas pelo governador Pedro Pedrossian, e foram finalizadas em dezembro do mesmo ano.

Em 1999, as obras do parque foram retomadas pelo Governador José Orcirio Miranda (Zeca), sendo finalmente reinaugurado em 2003, com uma partida entre CENE e Moreninhas.

Local com 45 hectares de expansão, o complexo esportivo é coberto com duas quadras de futsal, uma de basquete e uma de vôlei, um palco para apresentações, banheiros, camarim, sala de arte, sala de dança, sala de informática e a sala de administração.

A área esportiva é descoberta, apresentando seis campos de futebol, duas quadras de futsal, duas quadras de vôlei de areia, uma pista de caminhada com 2,4 mil metros e três piscinas, sendo uma exclusiva para crianças.


FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook –  Liberdade! Homero Queiroga

Fotos de 1960/62 – Clube Náutico Marcílio Dias – Itajaí (SC)

Nasce o Clube Náutico Marcílio Dias

A ideia dos três amigos, Gabriel Collares, Victor Emmanoel Miranda e Alyrio Gandra de fundar um clube náutico em Itajaí foi concretizada no ano de 1919. Em reunião realizada na Sociedade Guarany, na noite de 17 de março, foi fundado o Clube Náutico Marcílio Dias. O nome foi aprovado por aclamação, em homenagem ao bravo marinheiro negro morto na Guerra do Paraguai. O Marcílio foi o quinto clube náutico a ser fundado em Santa Catarina. Antes do Rubro-Anil existiam apenas Riachuelo, Martinelli e Florianópolis (depois rebatizado como Aldo Luz), da Capital do Estado, e o Lauro Carneiro, de Laguna. O primeiro presidente foi Ignácio Mascarenhas Passos, que no dia 16 de abril de 1919 enviou, através de uma carta ao Governador do Estado, Dr. Hercílio Luz, a comunicação da criação do clube:

“Cumprimos o grato dever de levar ao conhecimento de Vossa Ex. que no dia 17 de março próximo findo foi fundado nesta cidade o Club Náutico Marcílio Dias, cujos fins são proporcionar à mocidade exercícios de natação, remo, gymnastica, tênnis e outras diversões compatíveis com sua cultura physica”.

O Remo como início

A primeira atividade do novo clube foi o remo. O Marcílio Dias comprou duas yoles – embarcações pequenas usadas na prática de remo – que levaram os nomes de Yara e Yarê. Uma briga para a definição das madrinhas das embarcações acabou afastando alguns membros do clube, que então criaram o Barroso, maior adversário da história do Marcílio Dias.

Em pouco tempo, as atividades desportivas do clube foram sendo ampliadas. Foram incorporados futebol, tênis, polo aquático, natação, atletismo, vôlei, basquete, futsal e handebol, entre outras modalidades. Além das atividades desportivas, o Marcílio organizou do começo da década de 20 até a década de 30 um grupo teatral amador, apresentando mais de 45 peças.

Seu nome,suas cores

O nome do clube foi escolhido na assembleia de fundação, em 17 de março de 1919, e aprovado por unanimidade: o bravo marinheiro Marcílio Dias, que sacrificou a vida em defesa da Pátria na Batalha Naval do Riachuelo, deixando um exemplo de coragem e obstinação.

As cores marcilistas – rubro-anil – serviram de homenagem a dois grandes clubes náuticos da capital de Santa Catarina: Riachuelo (azul) e Martinelli (vermelho), os quais serviram de inspiração aos jovens itajaienses na fundação do Marcílio Dias.

Os esportes no clube

O Marcílio Dias começou como clube náutico, participando de regatas com suas yoles. Porém, não demorou muito para que novas modalidades fossem incorporadas ao clube, principalmente depois da inauguração da Praça de Esportes Dr. Hercílio Luz, em 1921.

No remo, realizou sua primeira regata no dia 19 de julho de 1919. As embarcações “Yarê” e “Yara” se revezaram nas vitórias das duas primeiras provas disputadas, em homenagem às torcedoras e à municipalidade, respectivamente. Poucos meses antes, em maio, o clube inaugurou o seu galpão na rua Fluvial (hoje avenida Eugênio Muller).

No ano seguinte, em 1920, o Marcílio Dias ampliou seus horizontes e inaugurou um posto náutico na cidade de Blumenau. Em 28 de março, uma delegação de marcilistas viajou através do Rio Itajaí-açu até Blumenau para participar da inauguração. Este posto náutico inspirou posteriormente a fundação do Clube Náutico América. O Marcílio Dias conquistou o título estadual de remo em 1925.

Outra prática desportiva em que o Marcílio Dias se destacou foi o tênis. Homens e mulheres começaram a praticar o esporte sob as cores marcilistas já em 1919. Ao todo, o clube venceu oito campeonatos de tênis, além de diversas taças e troféus. Destaque para os títulos estaduais conquistados em 1945 e 1947.

No polo aquático o “Marinheiro” foi o precursor em Santa Catarina, introduzindo a modalidade em 1920. Outro esporte aquático praticado foi a natação. O basquete teve sua primeira quadra inaugurada em 1921. Foram madrinhas do campo as senhoritas Dolores Polumbo, Diva Bornhausen e Grecelides Almeida. O primeiro jogo foi disputado por dois times femininos: o azul e o vermelho. O futebol de salão também já foi praticado por atletas do Marcílio Dias, assim como o atletismo e a ginástica. Atualmente, além do futebol de campo, o clube também possui equipe de handebol feminino.

Da esquerda para a direita de pé: Joel I, Deco, Gilberto(Papai), Zé Carlos, Antoninho, Joel II e Jorge Fernandes; Agachados: Rene, Idésio, Aquiles, Laranjinha e Maneca. Este time foi Supercampeão do Centenário em 1960.

Uma paixão chamada futebol

A prática do futebol no Marcílio Dias remonta ao ano de sua fundação. Desde 1919 constam registros de que jogos, como a ocorrida em 21 de dezembro daquele ano, quando o “Marinheiro” derrotou o Brusquense (atual Carlos Renaux) por 3 a 1. Em 1930, o Marcílio conquistou seu primeiro vice-campeonato catarinense (de uma série de oito), na sua primeira participação no certame estadual.

No final da década de 1930, o clube conquistou seus primeiros títulos oficiais: campeão de Itajaí em 1938 e campeão do Vale do Itajaí em 1939. Estas competições foram organizadas pela Associação Sportiva Valle do Itajahy (ASVI), entidade da qual o Marcílio foi um dos fundadores juntamente com outros clubes da região. O Rubro-Anil voltou a ser o campeão do Vale do Itajaí em 1944 e 1946.

Na década de 1960, o Marcílio Dias se tornou uma das maiores potências do futebol barriga-verde. De 1960 a 1962 amargurou mais três vice-campeonatos estaduais, perdendo o título para o Metropol, de Criciúma. O mesmo se repetiu em 1967. Neste período, o clube também foi vice-campeão do Torneio Sul-Brasileiro (Taça da Legalidade) em 1962. Um dos principais destaques da equipe nesta época era o craque itajaiense Idésio Moreira.

1962 - VICE-CAMPEÃO ESTADUAL. Da esquerda para a direita de pé: Joel II, Dico, Antoninho, Ivo Maia, Zé Carlos e Joel I; agachados: Rene, Idésio, Maneca, Laranjina e Jorginho.

A principal conquista do Marcílio no futebol foi o título estadual de 1963. Neste ano, o clube venceu o Torneio Luiza Mello, competição que em 1983 foi reconhecida pela Federação Catarinense de Futebol como Campeonato Catarinense. O time base da campanha do título estadual foi Jorge; Djalma (Marzinho), Ivo Meyer, Joel I e Joel II; Sombra e Odilon; Ratinho, Aquiles, Dufles (João Caetano) e Renê. De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, de autoria do jornalista Fernando Alécio, o “Marinheiro” teve aproveitamento superior a 80% ao longo das 18 rodadas do certame: venceu 13 jogos, empatou três e perdeu apenas dois. O ataque marcilista anotou 43 gols (média de 2,38 gols por jogo) e a defesa sofreu 16.

Na esfera local, o Rubro-Anil foi cinco vezes campeão da Liga Itajaiense de Desportos (LID), em 1958, 1960, 1961, 1962 e 1963, sendo o clube que mais vezes venceu a categoria profissional do campeonato citadino de Itajaí.

Em 1980, o Marcílio conquistou o Torneio Incentivo e em 1984 foi campeão da Taça Federação Catarinense de Futebol 60 Anos. Esta competição foi realizada em homenagem sexagenário da entidade. Entre 1988 e 1989, o time conhecido como “Siri Mecânico” conquistou a Taça Carlos Cid Renaux (1988), a Taça RCE TV (1989) e a Taça Governador Pedro Ivo (1989), equivalentes a turnos do campeonato estadual.

O “Marinheiro” adicionou mais dois troféus à sua galeria no ano de 2007, ao conquistar a Copa Santa Catarina e a Recopa Sul-Brasileira. Também foi campeão da segunda divisão do Campeonato Catarinense em 1999, 2010 e 2013.

 

FONTES: Clube dos Entas Itajaí – Página do Facebook “Futebol Catarinense das Antigas” – Nação Rubro-Anil – Site do Clube

Sport Club Germânia (atual Clube Atlético Baependi) – Jaraguá do Sul (SC)

O Sport Club Germânia foi uma agremiação da cidade de Jaraguá do Sul (SC). A história começa no dia 06 de março de 1906, quando um grupo de pessoas abnegadas fundaram o Schutzenverein, a Sociedade Atiradores Jaraguá, tendo como seu 1º presidente o Sr. Otto Meyer, oleiro.

Então, 25 anos depois, outro grupo de engenheiros e técnicos da empresa AEG, que vieram da Alemanha para construir a Usina do Bracinho em Schroeder, fundaram o Sport Club Germânia, na quinta-feira em 9 de Abril de 1931 e registrado na segunda-feira em 19 de Setembro de 1932.

Especula-se que a escolha do nome pode ser em homenagem ao navio Novo Germânia. As cores escolhidas foi o azul e preto. Oito anos depois (1939), a agremiação alemã se fundiu ao Clube Atlético Baependi, passando a se chamar: Sociedade Esportiva Jaraguá.

O 1º Presidente foi o Sr. Max Wilhelm. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, a sede da sociedade foi fechada, servindo de Quartel. Em 08 de dezembro de 1946 a sociedade é reaberta, agora com o nome de Clube Jaraguaense.

No dia 31 de março de 1947 ocorre a fusão da Associação Atlética Baependi com o Clube Jaraguaense (antiga Sociedade Atiradores Jaraguá), recebendo uma nova nomenclatura: Clube Atlético Baependi. O Sr. Alfredo Krause foi eleito o 1º Presidente dessa nova agremiação, adotando as cores azul e branco como oficiais, onde até os dias de hoje fazem parte do clube. A Sede do clube fica localizado na Rua Augusto Mielke, nº 466, no Bairro da Vila Baependi, em Jaraguá do Sul (SC).

FONTES: Site do C.A. Baependi – Jornal Jaraguá (1938) – Site do Baependi, de Henrique Sudatti  e Gustavo Merlin – Campeões para Sempre, de José Augusto Caglioni – Revista Sport Ilustrado – Página do Facebook “Futebol Catarinense das Antigas”

Escudo e uniforme de 1960: CEA Clube – Macapá (AP)

O CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá) Clube foi uma agremiação da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá. Fundado no domingo, do dia 1º de Junho de 1958, por iniciativa de operários envolvidos na construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, manteve um dos clubes mais expressivos do Amapá no período da década de 1950 a 1960.

Importante fazer um esclarecimento. O escudo foi inspirado na logomarca da Companhia de Eletricidade do Amapá. E as cores da mesma, é o azul, vermelho e branco. Não há como descartar a informação que tínhamos antes de que, ao invés do azul, era o preto. Afinal, há diversas possibilidades.

Porém, tive o depoimento do internauta Cleo Araujo, que trabalhou 12 anos na empresa e afirmou que o time utilizava as cores azul, vermelha e branca. Também agradecimentos ao membro Felipe Feitosa que indicou a Página do Facebook “História do Futebol Amapaense” e ao “Copão da Amazônia“.

EM PÉ (esquerda para a direita): Guilherme, Carlos, Faustino, Armando, Cadico e Domingos.

AGACHADOS (esquerda para a direita): Maximino, Diquinho, Jangito, Perereca e Joãozinho.

 

FONTES: Cléo Araujo – Página do Facebook “História do Futebol Amapaense” – “Copão da Amazônia” – Porta-Retrato – Macapá/ Amapá de Outrora

FOTO: Acervo de Riberto Pontes

Liga Athletica Barra do Piraí (LABP) – Barra do Piraí (RJ): Fundado em 1940

A Liga Athletica Barra do Piraí (atual: Liga Desportiva de Barra do Piraí) é a entidade que rege o desporto da cidade de Barra do Piraí, que fica na Região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A história começou no domingo, do dia 10 de março de 1940, quando o Prefeito Paulo Fernandes promoveu a realização do “Torneio do Cinquentenário”, reunindo todos os clubes do município, e que foi vencido pelo Central Sport Club.

Entusiasmado com a repercussão e o grande interesse do público, o Prefeito Paulo Fernandes foi decisivo na Fundação, ocorrida na sexta-feira, do dia 19 de Abril de 1940 (na década de 60, alterou a nomenclatura para Liga Desportiva de Barra do Piraí).

As agremiações fundadoras foram as seguintes: América Futebol Clube; Brasil Futebol Clube; Central Sport Club; Esporte Clube 1º de Maio, de Santanésia (Piraí); Frigorífico Atlético Clube (Mendes); Royal Sport Club; Fábrica; Itacolomy; Santana e Sublime.

Presidida pelo prefeito Paulo Fernandes, a nova entidade se instalou solenemente no dia 19 de maio de 1940. No dia 16 de junho de 1940, em Barra do Piraí, no campo do Central SC, foi realizado o Torneio Início da LABP.

Considerando que as dificuldades de condução para Barra do Piraí na época oneravam bastante o torcedor, a diretoria do Frigorífico solicitou a interferência da Liga junto à E.F.C.B. (Estrada de Ferro Central do Brasil) no sentido de ser criado um trem especial entre Mendes e aquela cidade, aos domingos.

Utilizando o trem, nos horários regulares então existentes, o torcedor era obrigado a efetuar as seguintes despesas: passagem, Rs 1$700; almoço, Rs 5$000; ingresso para o jogo, RS 2$000; total, RS 8$700. Se viajassem de automóvel, a despesa somaria Rs 7$000, sendo Rs 5$000 de aluguel de carro e Rs 2$000 do ingresso.

Com a circulação de um trem em horário adequado, o torcedor gastaria apenas Rs 3$700, entre passagem e ingresso. O apelo do Frigorífico foi atendido e a Central fez circular por muito tempo um trem com destino a Barra do Piraí, que passava em Mendes aos domingos às 12,00 horas. Suprimido o trem, mais tarde, as excursões passaram a ser feitas por via rodoviária.

Foram os anos românticos das pitorescas e barulhentas viagens em carrocerias de caminhões, com o veterano Felizardo, agora um dedicado zelador do material esportivo do clube, marcando o ritmo no pandeiro e puxando o estribilho que seguia os versos improvisados pelos alegres repentistas.

O título do 1º Campeonato Citadino ficou com o Royal Sport Club, que no domingo, do dia 05 de janeiro de 1941, venceu o Clássico da cidade, diante do Central Sport Club pelo placar de 4 a 3. Mário abriu o placar aos 12 minutos para o Royal. Aos 13 e 20 minutos o Central virou o marcador.

Aos 25 minutos, Tião deixou tudo igual e aos 30 minutos, Mário recolocou o Royal em vantagem. E, assim, terminou a primeira etapa com a vantagem de 3 a 2 para o Royal. Na etapa final, logo aos seis minutos, Tião ampliou para os royalinos. Dois minutos depois o Central diminuiu, mas a partir daí até o final, o placar não foi alterado. A renda foi de 5:000$ (cinco contos réis). O Frigorífico acabou ficando com o vice-campeonato.

X
FONTES: Livro “Uma Trajetória Gloriosa Frigorífico Atlético Clube 1917-1977” – Jornal do Brasil – Última Hora

Foto Rara, de 1905: 1º Estádio do Bangu Atlético Clube – Campo da Rua Ferrer

O Campo da Rua Ferrer foi o primeiro campo de jogo do Bangu Atlético Clube, localizado próximo ao atual Estádio Guilherme da Silveira Filho, “Moça Bonita”, em frente ao antigo prédio da Fábrica Bangu, que tinha como seu proprietário o espanhol João Ferrer. Foi inaugurado em 13 de maio de 1906, na partida amistosa Bangu 2 a 0 Riachuelo e também ficava localizado na frente da sede social do Bangu.
A “cancha encantada da Rua Ferrer”, como era chamada pelo compositor e locutor esportivo Ary Barroso, que igualmente referia-se ao campo do Bangu como o “alçapão da Rua Ferrer” e afirmava: “Ganhar lá é muito difícil, porque os mulatinhos rosados botam a gente prá correr!
Suas arquibancadas de madeira sofreram um incêndio em 1936, tendo sido reinauguradas em 1937 e abrigando jogos até 1943, quando o terreno onde ficava foi vendido pela Fábrica Bangu, sua proprietária. Em 7 de outubro de 1937 o Bangu inaugurou seus refletores em partida contra o America, que terminou com vitória americana por 3 a 2.
O campo despediu-se em 19 de setembro de 1943, em uma derrota do Bangu por 3 a 2 para o Canto do Rio, de Niterói. A sua capacidade é desconhecida nos dias atuais, mas considerando a base de dados do site Estatísticas do Fluminense, o recorde de público entre Bangu e Fluminense se deu na vitória dos Mulatinhos Rosados por 5 a 3 em 22 de agosto de 1943, quando 8.206 torcedores pagaram ingressos, números estes que não incluem os sócios do Bangu.
FONTES: Bangu.Net – O Malho

 

São Pedro Futebol Clube – São João de Meriti (RJ): Fundado em 1945

O São Pedro Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São João de Meriti (RJ). O “Mais Querido de Meriti” foi Fundado na terça-feira, do dia 1º de Maio de 1945. A sua Praça de Esportes ficava situado na Rua Amazonas, s/n – Jardim Meriti – São João de Meriti. A mesma foi adquirida, graças ao empenho do Vereador de São João de Meriti, o Sr. Ernani Fiori obteve a doação do campo, em 1948.

Durante a sua existência, participou do Campeonato Iguaçuano até 1947, depois disputou o Campeonato Meritiense, além de ter participado três vezes do Campeonato Fluminense: 1956, 1957 e 1959. O time Sampedrino foi Bicampeão do Campeonato Meritiense Juvenil, em 1956 e 1957.

Em 1946, alguns clubes da Vila Meriti foram convidados pela Liga de Desportos de Duque de Caxias (LDDC), para participar do Torneio Início Caxiense, realizado no domingo, do dia 28 de julho, no campo do Sport Club Olarias, em São Matheus. As equipes que participaram de Duque de Caxias:

Belém Futebol Clube;

Baixada da Guanabara Futebol Clube;  

Clube Atlético União do Centenário;

José de Alvarenga Atlético Clube;

Sport Club Vila São Luiz;

Sport Club Parque Lafayette;

Associação Sportiva Aliança;

Flamengo Caxias Futebol Clube.

Enquanto os representantes de São João de Meriti:

Esmeralda Futebol Clube;  

São João Futebol Clube;  

Fazenda Futebol Clube;  

Éden Futebol Clube;  

Bangu Suburbano Futebol Clube;  

São Pedro Futebol Clube.

Na terça-feira, do dia 06 de Março de 1956, o São Pedro enfrentou o São Cristóvão, na época da 1ª Divisão do Rio, na sua Praças de Esportes, na Rua Amazonas, em São João de Meriti. Apesar de ter feito um grande jogo, o “Mais Querido de Meriti” acabou derrotado pelo placar de 3 a 2.

No domingo, do dia 04 de Agosto de 1957, pelo Campeonato Fluminense, da 3ª Zona de Profissionais, o São Pedro deu adeus a competição. O time meritiense foi até Magé e acabou derrotado pelo Grêmio Esportivo Fábrica Estrêla por 2 a 1.

Ainda em 1957, o São Pedro conseguiu bons resultados diante do grandes do Rio. Empate contra o time misto do Clube de Regatas Flamengo. E vitória de 1 a 0 sobre a equipe de aspirantes do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Na noite da sexta-feira, às 20 horas, do dia 19 de julho de 1957, o São Pedro enfrentou o São Cristóvão. O jogo foi com os portões abertos, e teve arbitragem de um árbitro da Federação Metropolitana. O time meritiense formou com: Cigano; Tonho, Coca e Tiago; Doca e Santos; Mineirinho, Busca, Curimba, Baiano e Almir. Os reservas: Gago, Daú, Cláudio, Wilson, Celso e Paulo.

 

FONTES: A Manhã – Diário de Notícias – A Luta Democrática – Sport Ilustrado – Jornal dos Sports

Esmeralda Futebol Clube: Fundado em 1913 foi o 1º time de São João de Meriti (RJ)

O Esmeralda Futebol Clube foi a 1ª agremiação esportiva da cidade de São João de Meriti, situado na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. O mais antigo time de futebol de São João de Meriti foi o “Grêmio Periquito da Vila Meriti” foi Fundado na Quarta-Feira, do dia 12 de Março de 1913, pelo Sr. Valério Villas-Boas como Esmeralda Football Club. Outros fundadores foram Romeu Theodoro dos Santos, Isaias Pereira, Salim Razuk, Rubens Cortez, José Custodio de Moraes e Antonio Machado Coelho. As suas cores eram o verde e branco.

A 1ª Diretoria ficou constituída da seguinte maneira:

Presidente – Alípio Novaes Pinheiro;

Vice-Presidente – José Antonio de Carvalho;

Tesoureiro – Manuel Francisco da Rosa;

1º Secretário – Francisco Silva;

2º Secretário – Romeu Honório dos Santos;

1º Capitão – Dagoberto Pereira;

2º Capitão – Edgar Passos;

3º Capitão – Antonio Souza Lima.

A sua Sede e a Praça de Esportes Vila Meriti ficavam localizados na Rua da Matriz, nº 507, na Vila Meriti (atual Distrito de Coelho da Rocha), em São João de Meriti.  O seu campo ficava no quarteirão formado pelas ruas D. Lara, Antonio Telles e linha Rio D’Ouro. Desalojado daí foi para a Vila Esmeralda, na atual Valério Vilas Boas (antiga Azuil) de onde saiu para o campo que ficava à margem da Linha Auxiliar, de fronte a estação nova, da E.F.C.B.

Nos anos 30, o Periquito da Vila Meriti sofreu algumas dificuldades e quase precisou ser reorganizado em 1933. Refeito do golpe, o clube criou, além da equipe adulta, as categorias de base: equipes Infantil e Juvenil.

A partir de 1932, quando a Liga de Desportos de Nova Iguaçu foi fundada, o Esmeralda passoua disputar algumas edições. Na década de 40, o clube sofreu um colapso em sua vida social e desportiva, retornado as atividades no início de agosto de 1944 quando a agremiação foi reorganizada.

Além do futebol, o Esmeralda oferecia outras modalidades aos seus associados: Tênis de Mesa, Damas, Dominós, Xadrez, Torneio de Sueca, entre outros. O clube também era efervescente com eventos como bailes de carnaval e shows.

 

Esmeralda disputou a sua última participação no Iguaçuano de 1947

Em 21 de Agosto de 1947, foi marcado pela emancipação de São João de Meriti, que passou aos status de Município. Três meses e três dias depois (21/11/47), foi criado a Liga de Desportos de São João de Meriti (LDSJM).

Com isso, o Esmeralda Futebol Clube disputou a sua última edição do Campeonato da Série do Segundo Distrito (São João de Meriti) de Nova Iguaçu de 1947. Sete clubes participaram da 1ª Divisão:

Brasil Novo Futebol Clube;

Coqueiros Futebol Clube;

Esmeralda Futebol Clube;

Esporte Clube Olarias;

Fazenda Futebol Clube;

São João Futebol Clube;

São Pedro Futebol Clube.

 

A antiga Sede, na Rua da Matriz, atualmente é uma Igreja

Clube participa do 1º Campeonato Meritiense de 1948

Em 1948, o Esmeralda passou a disputar o Campeonato Citadino de São João de Meriti. Além disso, se filiou a FFD (Federação Fluminense de Desportos). No Campeonato Meritiense de 1948, organizado pela Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM), contou com a participação de 10 clubes:

Brasil Novo Futebol Clube;

Coqueiros Futebol Clube;

Esmeralda Futebol Clube;

Esporte Clube Olarias;

Fazenda Futebol Clube;

Infernal Futebol Clube;

Marca Apito Futebol Clube;

São João Futebol Clube;

São Pedro Futebol Clube.

Filhos de Tomazinho Futebol Clube.

 

Em 1949, chegou a ser vice-líder do Campeonato Meritiense. No ano seguinte, o Campeonato Citadino de 1950, organizado pela Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM), teve um recorde e contou com a participação de 13 equipes:

Beija-Flor Futebol Clube;

Brasil Novo Futebol Clube;

Coqueiros Futebol Clube;

Éden Futebol Clube;

Esmeralda Futebol Clube;

Esporte Clube Coelho da Rocha;

Esporte Clube Olarias;

Fazenda Futebol Clube;

Ipiranga Futebol Clube;

Marca Apito Futebol Clube;

São João Futebol Clube;

São Pedro Futebol Clube;

Tomazinho Futebol Clube.

Campeão do Torneio Início Meritiense de 1956

Após 43 anos de bons serviços prestados e com o status de ser o mais antigo time de futebol de São João de Meriti, o Esmeralda Futebol Clube teve o seu reconhecimento.

No projeto nº 636 de 1951 foi considerado de utilidade pública pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, pelo Sr. Orderner Veloso. Em 1955, ficou em 2º lugar (perdendo a final para o Éden Futebol Clube) e no ano seguinte (1956) se sagrou Campeão, ambos no Torneio Início, promovido pela Liga Meritiense.

 

Time de 1945: Agripino; Salvador e Davino; Vadico, Coruja e Hélio I; Orlando, Darci, Biruca, Jeca e Esteves (Aloísio).

Time de 1949: Chico; Durval e Renato; Osvaldo, Ajar e Murço; Otavio, Harlei, Haroldo, Tenda e Milton.

FONTES: A Luta Democrática – Jornal do Commercio – A Manhã – Jornal dos Sports – Diário de Notícias – Diário da Noite – O Jornal – Jornal do Commercio – Semanário Illustrado – Litteratura, Critica e Humorismo (RJ) – 1913 – Google Maps – Memória Histórica de São João de Meriti, de Arlindo de Medeiros (1958)    

FOTO, de 1931: Meriti Online – Acervo Charbel Chedier – Kct