
O Floriano Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade de São Paulo. Sediado no bairro da Chácara Santo Antônio, na capital de São Paulo (SP). Fundado no sábado, do dia 25 de Junho de 1938, por uma turma de apaixonados e abnegados por futebol e encontrou em seus sucessores a mesma paixão e abnegação.
O Floriano teve dois campos de futebol. O 1º Campo, em terreno que era e é até hoje da prefeitura, hoje cortado pela Rua Bela Vista, que não existia naquela época de 1938. Esta rua foi constituída em 1947/48, com terra cavada à picareta e carregada na pá, em caçambas, engatadas em burros, que levavam até o varjão onde hoje é Shopping Morumbi.
“De burro só o nome, porque acompanhei e vi esses animais depois de duas/três viagens, acompanhados por funcionários da Prefeitura, em suas idas e voltas, passavam a ir sozinhos ao destino de descarga e voltavam sozinhos ao ponto de partida e olha que era um trajeto longe, como é até hoje, porem, hoje mais fácil, com suas ruas abertas, que na época não existiam“, contou Luiz Valezizn.
O 2º campo, foi após perder o primeiro, em 1948, com autorização de ocupação, obtida junto ao Banco Frances e Brasileiro, que era proprietário e nele ficando até 1961, quando o Dr. Lima, advogado do banco procurou a diretoria do Floriano, em 1959, lamentando ter que comunicar o fim da posse.
No entanto, com muito jeitinho e colaboração da turma do bota fora, todo sábado eram removida pequenas porções de terra que eram espalhadas sobre o gramado, durante a semana, por ordem do banco, mas lá estava a turma batendo a sua bola, até que definitivamente o nosso futebol foi emitido da posse.
O Banco sabia disso, mas fazia “vistas grossas“, porque ainda não tinha necessidades de ocupação. Grandes festivais eram realizados, anualmente, no aniversário do clube. Jogadores famosos de nosso futebol profissional, param pelos gramados do Floriano, entre eles o Canhoteiro, que jogou meio tempo no nosso azul e branco e que era o incrível ponta esquerda do São Paulo, o Carbone, o Jango, Brandão e Dino, todos jogavam no Corinthians, o Brandãozinho, grande centro-médio da Portuguesa de Desportos e muitos outros.
Terreno e construção da sede própria, foi espírito de luta e dedicação, que surgiu em todos os apaixonados pelo clube, em mantê-lo vivo, com o surgimento da perda do campo no final da década 60.
Bolões esportivos, títulos de sócios remidos, pequenas doações e principalmente muita colaboração de todos, chegou-se ao sonho da sede social pronta. Muitas festas, muitos bailes, muitos bailes de carnaval e o melhor, a sede durante todos os dias a noite.
Na Sede os sócios contavam com várias opções de entretenimento: sinuca, domino, damas, xadrez, cartas e muitos outros. No local ainda contava com a turma do churrasco, com local caprichosamente destinado para isso.

EM PÉ (esquerda para direita): Tota, Pereira, Orestes, Teófilo, Tuna, Não Identificado, Veia e Zé Monteiro;
AGACHADOS (esquerda para direita): Passadore, Corado, Pege, Osmar e Não Identificado.

O recibo foi elaborado pelo Sr. Luiz Valezizn. Foram 100 (cem) títulos, vendidos em 10 parcelas mensais de R$1.000,00. Depois foram elaborados outros 100 (cem) títulos definitivos de sócios remidos. “Recordo-me que caprichei em minha escrita, em letras góticas, o nome de meus amigos, nos 100 títulos, o que fiz com satisfação e alegria. A maioria dos sócios remidos já faleceram“, relembrou Luiz Valezizn.
Colaborou: Luiz Valezizn
FONTE: Página do Clube no Facebook