Um Santos x Botafogo dos anos 60….

O Santos entrou em campo no Maracanã para mais um grande clássico e foi recebido com aplausos como era normal, pois o carioca sempre amou a equipe de Pelé.
Trocas de flâmulas, bandeiras por todos os cantos, faixas e Pelé jogando em casa, como costumava dizer sempre que jogava no Maracanã.
De um lado o Botafogo trazendo um time com nomes famosos como Nilton Santos, Garrincha, Zé Maria, Zagalo, Amarildo, Quarentinha, entre outros. Do outro lado, Pelé, Mengálvio, Coutinho, Zito e toda a legião de craques que tanto fizeram pelo futebol.
O encontro já estava 4 x 1 para o Santos, quando Pelé fez o quinto gol dando um chapéu sensacional em Nilton Santos. Depois que vibrou e buscou a bola no fundo da rede, Pelé, ao passar pelo Nilton Santos na volta para o meio de campo, disse baixinho: “Não deu, velho”. E Nilton, sempre gentil, respondeu: “É, não deu, negão”.
Logo depois, o Santos voltou à carga e a bola foi cruzada na pequena área. Manga quis deixar o gol para agarrar a bola, mas foi contido por Nilton Santos, que com uma classe impressionante, levou a pelota no peito, botou no terreno e deu três fintas monumentais em Pelé, dando depois para Pampolini no meio de campo, que mandou ao ataque em direção ao Amarildo. Aí, Nilton Santos olhou para o Pelé e devolveu: “Não deu, negão”. E Pelé: ” É, velho, leão não come leão”. A partida terminou 5 x 1 para o Santos.
Fonte: Jornalista Jose Cunha, no livro O Rádio, a TV e o Futebol do Meu Tempo.

Considerações sobre o “drible da vaca”

Definição no futebolês:
– jogar a bola por um lado do jogador e pegar pelo outro.
Este lance era chamado de meia-lua no Sul, pois o desenho do drible lembra a Lua visível pela metade. No Rio era chamado de gaúcha, devido a um ponta gaucho que jogou no Rio e driblava desta forma. Hoje acho que já virou também drible da vaca no Rio. Mas foi em São Paulo que o lance foi designado drible da vaca. Porque será drible da vaca? As vacas driblam o touro? Alguém já viu um jogo de futebol na fazenda? Dizem que quem trouxe o nome para o Rio de Janeiro foi o Garrincha, que teria driblado muitas vacas em Pau Grande. Com certeza mais uma lenda.
Como contribuição histórica ao texto, na hipótese que um jogador ficasse machucado nesta jogada, poderíamos ouvir o narrador esportivo Pedro Luiz dizer: “adentra o tapete verde o facultativo do time da casa para atender half-esquerdo”. Ou seja, entra em campo o médico do time da casa para atender o lateral esquerdo.
O último e famoso drible da vaca que se tem notícia foi aquele que Pelé aplicou em Mazurkievicz, goleiro do Uruguai, na Copa do México em 1970.
Fonte: Livro 7000 horas de futebol.
Mas trocando em miúdos, alguém sabe porque o nome drible da vaca?

A razão do “Bicho” no futebol

Bicho é como chamam o prêmio que os jogadores recebem por vitórias e até por empates. Em 1923, quando o Vasco subiu à primeira divisão carioca, um rico cerealista da Rua do Acre, vascaíno apaixonado, resolveu premiar com dinheiro os jogadores do seu clube. Mas isso era proíbido, em plena vigência do amadorismo. Então, antes dos jogos, o cerealista ia ao vestiário para dizer aos jogadores o que ganhariam se vencessem o jogo. Nesse tempo, as notas de dinheiro tinham uma espécie de determinação zoológica: 5 mil-réis representavam um cachorro; 10 um coelho; 20 um peru; 50 um galo; 100 uma vaca e 400 uma vaca de quatro pernas. Os jogadores perguntavam:
– Qual o bicho de hoje?
E o cerealista respondia
– Um coelho.
Dependendo do jogo, valia um galo e até uma vaca. Numa partida final, entrava no bolso do campeão uma vaca de quatro pernas…..
Crônica do jornalista e radialista Luiz Mendes
Para Registro: já estava para publicar quando surgiu uma dúvida: Como as notas de dinheiro poderiam ter relação com animais? Fui ao Google e acessei as notas de 5 e 10 mil réis. Não tem bicho nenhum nas notas. Portanto, a determinação se fazia de acordo com a tabela do jogo do bicho. Um galo = 50.
Exatamente como era a gíria do dinheiro.

O DIA 6 DE MARÇO NO FUTEBOL

06/03/1902 – É fundado em Madrid o Real Madrid FC um dos maiores clubes do mundo. 30 vezes campeão espanhol, 17 vezes campeão da copa do rei, 9 vezes campeão da europa, 2 vezes campeão da uefa e 3 vezes do mundial interclubes.

06/03/1980 – FLAMENGO 1 – 2 BOTAFOGO/PB, Neste dia se deu a maior vitória do futebol paraibano em pleno Maracanã Zé Eduardo meia baiano que teve uma passagem apagada pelo Flamengo comandou a vitória do Botafogo com gols de: Soares e Zé Eduardo; Tita (Fla).

Vicente Mateus – Frases famosas

Vicente Matheus (1908- 1997)
Ex-presidente do Corinthians,chegou da Espanha em 1914. Ele presidiu o clube por oito mandatos: 1959, 72, 73, 75, 77, 79, 87 e 89. Durante esses mandatos, o Corinthians conquistou os títulos mais importantes de sua história. O Paulista de 1977, acabando com o jejum de 23 anos sem título e o Brasileiro de 90 .Vicente Matheus tornou-se famoso filósofo por suas frases sem pé nem cabeça. Muitas delas nem eram verdadeiras, mas foram atribuídas a ele por pura brincadeira. O ex-presidente morreu em 9 de fevereiro de 1997 de câncer generalizado. Dona Marlene Mateus falou após a queda do Corinthians para a Segunda Divisão: Ainda bem que o Vicente não viu. Seria mais uma morte para ele.
Certa vez, viajando pela Europa, o presidente corintiano foi parar dentro de um museu. Mostraram quadros famosos, relíquias mil e chegaram perto de uma grande urna.
Vicente Mateus, alegre, bonachão e com os trejeitos que só ele tinha perguntou:
– O que tem nesta urna?
– Aqui, estão as cinzas do Napoleão!
Mateus: – Puxa! Como ele fumava, hein? ( Risadas )

“DESCICLOPÉDIA”

Frases Verdadeiras

“Quem está na chuva é para se queimar.”
“Quero mesblar jovens e velhos da diretoria.”
“Tive uma infantilidade muito triste.”
“O difícil não é fácil.”
“De gole em gole, a galinha enche o papo.”
“Peço aos corinthianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa.”
“Não veio o Falcão, mas comprei o Lero-lero.” (referindo-se ao jogador Biro-biro)

Frases Falsas
“Isso é uma faca de dois legumes.”
“O Sócrates é invendável e imprestável.”
“Depois da tempestade vem a ambulância.”
“Agradeço à Antárctica pelas Brahmas que nos mandou.”
“Vou realizar uma anestesia geral para quem tiver a mensalidade atrasada”

Esta também deve fazer parte do folclore, falsa: O Timão ia contratar um grande e caríssimo jogador pelo preço de 60 milhões. No ato da compra muita festa, toda a mídia presente, cartolagem em penca e em determinada hora Vicente Mateus eufórico, garboso, chamou o seu secretário e ordenou:
– Faz um cheque de 60 milhões e compra o craque!
O secretário ficou azul, pálido, chamou o Mateus num canto e disse:
– Presidente, como se escreve esse valor no cheque?
Vicente Mateus, quase perde o rebolado, mas se recuperou logo e
disse: Ora, você não sabe resorver os probremas, né? Faz logo 2 cheques de 30.

O DIA 5 DE MARÇO NO FUTEBOL

05/03/1940 – ARGENTINA 6 – 1 BRASIL, Em Buenos Aires pela Copa Rocca os portenhos humilham com uma goleada fuminante com gols de: Massantonio (2), Peucelle (3), Baldonedo (Arg); Jair R. Pinto (Bra).

05/03/1978 – ATLÉTICO/MG 0 – 0 SÃO PAULO – Final no Mineirão da 7ª edição do campeonato brasileiro, o time tricolor apesar de inferior contou com o desfalque de Reinaldo artilheiro da competição com 28 gols, segurou o empate e nas decisão por penaltis venceu por 3 – 2.

Peres, Antenor, Bezerra (SP) Ziza e Alves (Atl) nos penaltis marcaram.

Local: Mineirão (Belo Horizonte). Público: 102 974
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)

ATLÉTICO-MG: João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir, Toninho Cerezo, Ângelo e Marcelo (Paulo Isidoro), Serginho, Caio (Joãozinho Paulista) e Ziza. Téc.: Barbatana

SÃO PAULO: Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor, Chicão, Teodoro (Peres) e Dario Pereira, Zé Sérgio, Mirandinha e Viana (Neca). Téc.: Rubens Minelli

A seleção de todos os tempos

A extinta revista Realidade, publicação da Editora Abril de São Paulo, consultou cerca de cem jornalistas esportivos do Brasil para eleger a seleção brasileira de todos os tempos. E publicou um bonito album com fotos dos 11 eleitos. Como o álbum foi publicado entre 1969/1970, mais adiante veremos se entre 1970/2008 teríamos jogadores que pudessem tomar o lugar de melhor jogador da seleção de todos os tempos.
A distribuição em campo obedeceu ao sistema em voga na época da escolha, o 4-2-4.
Ficou assim: Gilmar, Djalma Santos, Domingos da Guia, Orlando e Nilton Santos. Zito e Didi. Garrincha, Leônidas, Pelé e Ademir.
Realmente um time maravilhoso.
Eu acho que tivemos alguns quarto-zagueiros melhores do que o Orlando, e entre eles cito dois,o Airton que foi do Grêmio, e o atual titular da seleção, o Juan que foi do Flamengo . Esta é a única posição em que há vários jogadores melhores do que o escolhido. A outra dúvida é se o Ronaldo Fenômeno poderia jogar no lugar do Leônidas.
Fonte: 7000 horas de futebol

Amistoso Internacional

Em 11 de abril de 1913, no campo do F. C. Berne,

em Berne. – Paulistano x F, C. Berne, – (Campeão
local).

Vencedor, Paulistano, 2 a 0.

Os quadros

Paulistano — Nestor: Clodoaldo e Barthb : Sergio.
Mondas e Abbate : Filó, Maric, Friedenreich. Seiras e
Nettinho.

F. C. Berne – Berger; Sclrneebeli e Beuchat; Osterwalder,
Schrniedlin e Nauser : Aberegg, W. Jaggi, E.Jaggi, Brand
e Motta.