Novo escudo do Capital
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Novo escudo do Capital
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Na Copa da Espanha em 1982 tivemos mudanças no número de participantes, das 16 seleções que vinham fazendo parte da fase final desde 1954 passou a ter mais 8 seleções perfazendo um total de 24 nações em busca da Taça, o continente africano que vinha tendo uma vaga fixa desde a Copa de 1970, passou a ter duas vagas representadas por Argélia e Camarões, dois estreantes em Copas, apesar de novatas e caírem em grupos difíceis no mundial, ambas fizeram boas campanhas, como a Tunísia quatro anos antes na Copa da Argentina em 1978.
Camarões caiu num grupo com Itália, Polônia e Peru e não perdeu e nem venceu empatou todas as suas partidas e no final da rodada quase tirava á Itália que viria a ser a campeã, já a Argélia caiu numa chave com Alemanha, Áustria e Chile.
Apesar da pouca informação sobre os argelinos, todos apostavam numa estréia fácil da Alemanha, seleção forte e tradicional e com duas conquistas de Copas em seu currículo alem de uma vitória em um jogo amistoso contra a mesma Argélia em 1976 com uma vitória germânica por 5 x 1, ninguém imaginaria que tal surpresa acontecesse porem o futebol prega muitas peças, já tivéramos na abertura a Argentina ultima campeã mundial ruir diante os belgas por 1 x 0, no dia 16/06/1982 entram em campos as duas seleções na cidade de Gijon, logo aos 7 minutos Madjer maior nome do futebol argelino faz 1 x 0, a Alemanha não se preocupa e continua jogando seu futebol burocrático de força e aplicação tática e chega ao empate aos 22 minutos com o craque Rummenige, depois desse gol a Argélia sente e a Alemanha tenta virar o jogo e se encerra o primeiro tempo, na segunda etapa a Alemanha veio com tudo mais os argelinos mais técnicos ameaçam nos contra-ataques com Belloumi, Madjer e Assad este muito rápido, alem de um Zidane que nada tem haver com o famoso craque francês, para alivio dos germânicos Madjer deu lugar ao jogador Larbes e a pressão aumentou perto do final mais nada da virada e num golpe de pura felicidade aos 43 minutos Belloumi apareceu na área alemã e marcou o gol da vitória argelina a primeira grande zebra daquela Copa. No dia 21/06/1982 a Argélia enfrentou a Áustria na cidade de Oviedo e não teve a mesma sorte da estréia e perdeu por 2 x 0, já a Alemanha se recuperou goleando o Chile por 4 x 1, após estas duas rodadas á Áustria liderava com 4 pontos e 3 gols de saldo, a Alemanha vinha com 2 pontos e saldo de 2 e a Argélia com 2 pontos e saldo de –1, no dia 24/06/1982 a Argélia enfrentou o Chile em Oviedo e vence por 3 x 2 chegando aos 4 pontos e zerando seu saldo de gols foi um jogo atípico pois a Argélia chegou fácil aos 3 x 0 no primeiro tempo e por falta de experiência não soube marcar mais gols ou segurar o resultado e permitiu ao Chile marca dois gols e foi ai que Alemanha e Áustria que só jogariam no dia seguinte o que era uma falha tremenda da organização do mundial pois os jogos da ultima rodada da primeira fase só passaram a ser jogados na mesma data e horários iguais a partir de 1986 e certamente foi ai que se deu o acordo entre as duas comadres européias para fazerem o jogo da vergonha, bastava um simples 1 x 0 e pronto as duas se classificavam, pois se a Alemanha vencesse o jogo por três gols de diferença tiraria a Áustria se houvesse empate ou vitória da Áustria os alemães estariam fora e ai a Argélia se classificaria, mais no dia 25/06/1982, as comadres entram em campos seus capitães sorridentes se cumprimentam, o acordo foi tão ridículo que poderiam ter feito um jogo mais corrido o gol poderia ter saído no final, mais não logo aos 10 minutos do primeiro tempo o grandalhão Hrubesch fez de cabeça e ai começou o toca a bola pra cá e pra lá, ninguém atacava ou se defendia, nada, as vaias tomaram conta do estádio em Gijon tanto austríacos e alemães aceitavam aquilo, a impressa ficou indignada e a FIFA na fez nem puniu as seleções pelo antijogo praticado a falta de postura ética de seus atletas e dirigentes, a Áustria que tinha até um time razoável aceitou perder por 1 x 0 e ficar em segundo lugar, a Alemanha seguiu com sua tradição apesar de todos passarem a torcer contra o time germânicos pelo fato ocorrido, nunca em uma Copa do Mundo um jogo foi tão vergonhoso quanto este que vitimou os próprios argelinos e me pergunto se a Argélia tivesse dado uma goleado no Chile o que faria a Áustria deixaria as comadres vencerem de qualquer jeito e elas sairiam da Copa, é uma pergunta que jamais teremos respostas, mais foi mesmo uma pena a Argélia ter vacilado diante do Chile a historia poderia ter sido outra.
Apesar da Alemanha ter invadido a Austria e a anexado em 1938 no inicio da segunda grande guerra mundial, os austriacos não devem guardar muitos ressentimento dos alemães, são vizinhos, falam a mesma lingua, tem os mesmos costumes, realemente são duas comadres de primeiro grau.
Texto: Galdino Silva
Pesquisa dos Jogos: Livro todas as Copas do Mundo de Orlando Duarte
O histórico gol de placa de Pelé, em Castilho do Flu, no dia 5 de março de 1961 no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. O número 6 do Tricolor é Clóvis, ex-Guarani, e veja nas fotos acima Pelé cercado por até 6 (seis) jogadores do Flu e vence a todos. Acompanham também o genial lance Pinheiro, Dorval e Coutinho. Tinha mesmo que ter nascido ali o “gol de placa”, criação do então jornalista esportivo Joelmir Beting. As fotos são do livro “Eu sou Pelé”, de Benedito Ruy Barbosa, editado em 1961, sendo a primeira obra específica em livro sobre o Rei do Futebol.
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07/05/1950 – BRASIL 2 X 0 PARAGUAI, no Maracanã já em ritmo do Copa do Mundo o Brasil vence o Paraguai na primeira partida da extinta Taça Oswaldo Cruz com gols de: Pinga (2).
07/05/1955 – PALMEIRAS 10 X 3 AMERICA/RJ, no Pacaembu pelo Torneio Rio-São Paulo o verdão aplica um sonora goleada no bom time do América.
07/05/1983 – SÃO PAULO 0 X 1 ATLÉTICO/PR, no Morumbi um vitória histórica do furação pelas quartas de finais do brasileiro o time rubro-negro elimina o tricolor paulista com um gol de um ex-são paulino: Assis
07/05/1986 – STEUA BUCARESTE 0 X 0 BARCELONA, em Sevilha/Esp em noite inspirada do goleiro romeno Ducadam que pegou tudo e algo mais foram quatro penaltis catalãs que acabaram em suas mãos e um titulo inedito para o futebol romeno e do Leste Europeu, Lacatus e Balint destaques romeno na Copa de 1990 converteram suas cobranças e o Steua chegou ao titulo.
ANIVERSARIANTES:
07/05/1960- Marcio Araujo ex-jogador do São Paulo (80) técnico hoje
07/05/1975 – Pedro Casagrande meia ex-Bahia, Santos, Fluminense-RJ
Fontes: RSSSF e Confraria do Esporte
MARCOS CARNEIRO DE MENDONÇA, nascido em Cataguases no dia 25/12/1894 vindo do Paysandu equipe extinta do Rio de Janeiro em 1914 para o Fluminense onde iniciou uma carreira marcante com um estilo todo clássico e elegante Marcos tinha um grande senso de colocação, tranqüilidade, sangue frio e muito reflexos apuradíssimos, sua elegância também foi marcante pelo seu uniforme que trajava; camisa e calções brancos presos á cintura por uma fita roxa, era bastante provocado pelos rivais e derretia os corações femininos da época. Marcos teve varias atuações de gala pelo Fluminense mais foi em um Fla-Flu que ele fez uma series de defesas marcantes num mesmo lance ao defender um pênalti cobrado por Japonês e ter salvado o gol nos três rebotes seguidos dos atacantes do Flamengo que teve no final a vitória do Fluminense por 4 x 0. Marcos teve a honra de ser o primeiro goleiro a defender a meta da seleção brasileira de futebol em 1914, na vitória de 2 x 0 ante o Exeter City da Inglaterra, também conquistou os campeonatos sul-americanos de 1919 e 1922 foram nove anos na meta brasileira. Com suas atuações espetaculares Marcos de Mendonça conseguiu fama e prestigio na época que jogar no gol era tarefa para os que não sabiam a arte de dominar a bola com os pés, depois de largar o futebol dedicou-se à carreira de historiador e chegou a ser um dos cartolas do clube tricolor na campanha do bicampeonato de 1940/1941, no dia 19/10/1988 Marcos faleceu no Rio de Janeiro, mais continua vivo na memória e eternizado por ser o mestre da grande escola de goleiros do Fluminense.
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EURICO LARA, nascido em Uruguaiana, Rio Grande do Sul em no dia 24/02/1897, mais que um grande goleiro Lara até hoje é uma verdadeira lenda, talvez a maior do futebol gaúcho e do sul do Brasil, tenente do exercito em sua cidade natal, os boatos de suas atuações chamaram a atenção dos diretores gremistas e em 1920 Lara chega ao Grêmio para fazer historia e virar lenda, e sem larga a farda, Lara nunca fora convocado para a seleção brasileira, suas atuações primorosas eram alvo verdadeiras ovacionadas pelo publico por onde passava, em 1935 Lara acometido de uma tuberculose e com ordens medicas de não atuar, ele desobedeceu aos médicos e entrou em campo para uma final do campeonato Farroupilha contra o Internacional, o Grêmio tinha de vencer e Lara estava lá só jogou um tempo mais teve uma atuação das maiores já vistas de um goleiro com a camisa do Grêmio que venceu por 2 X 0 e Lara foi para o hospital aonde veio a morrer em 06/11/1935, morreu mais virou lenda e muito se especula até hoje sobre suas atuações e sua morte, uma das lendas é que ao chegar ao Grêmio recebeu a camiseta do goleiro e exclamou! Por me dão esta camisa eu não sou goleiro, apenas agarro pois em Uruguaiana ninguém queria agarrar no gol para espanto dos dirigentes gremistas.
RICARDO ZAMORA, nascido em Barcelona, Espanha em 21/01/1901 em 1916 chegou a Espanyol onde permaneceu até 1919 quando se transferiu para o rival Barcelona ficando até 1922, quando voltou ao Espanyol onde ficou ate 1930 e foi para o Real Madrid, com seu gorro preto, calções estilo Jersey El Divino como o chamavam na época foi o maior goleiro espanhol de todos os tempos, suas atuações nos clubes que defendeu tornou-se a primeira grande estrela do país no âmbito esportivo, chegou à seleção em 1920 principalmente depois de duas vitórias espanholas frente à Dinamarca e Inglaterra este num 4 x 3 em 1929 deixaram os ingleses furiosos e sem dormir por vários dias devido ao delírio dos espanhóis ao ovaciona-lo depois do jogo, Zamora participou da Copa de 1934, na vitória da Espanha diante o Brasil por 3 x 1, Zamora fora visto observando o treino dos brasileiros na véspera do jogo e defendeu um pênalti cobrado por Waldemar de Brito, na fase seguinte Zamora tornou-se uma verdadeira muralha no jogo diante a Itália no empate de 1 x 1, agredido durante a prorrogação ele não pode participar do jogo desempate no dia seguinte e a Itália venceu por 1 x 0, ele se despediu do futebol em 1936 e iniciou a carreira de técnico sendo inclusive treinador da Fúria em 1952, Zamora faleceu em 08/09/1978 e seu nome é marca registrada por toda Espanha, é nome de rua em Barcelona e do Troféu Ricardo Zamora que é oferecido ao melhor goleiro de La Liga todos os anos.
FRANTISEK PLANICKA, nascido em Praga, na época pertencente ao Império Austro-Hungaro em 02/01/1904, ficou conhecido como o Gato de Praga devido a sua elasticidade, agilidade e acrobacias debaixo dos três paus, é considerado até os dias de hoje como um dos melhores goleiros da Europa, chegou ao Slavia Praga em 1923 onde jogou a vida toda foram mais de 986 partidas, em 1925 começou sua carreira da Seleção Tcheca, jogando 73 partidas e duas Copas do Mundo em 1934/1938 na Copa de 34 levou sua equipe a final contra os donos da casa os italianos, em jogo duro só decidido nos minutos finais e tendo ele feito verdadeiros milagres diante a Schiavio, Orsi e Meazza, na Copa de 38 na França os tchecos enfrentaram o Brasil num jogo violento ao extremo Planicka num choque com o atacante Perácio sofre uma fratura no braço, barrou o ataque brasileiro mesmo com um braço só, mas não teve como participar do jogo desempate, alias no jogo anterior contra o Brasil foi o seu ultimo pela seleção tcheca, mais a carreira dele também teve momentos de conquistas como a da Copa Mitropa pelo Slavia Praga em 1932, o torneio percussor da Copa dos Campeões, Planicka faleceu em 20/07/1996.
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ROQUE MASPOLI, nascido em Montevidéu, Uruguai em 12/10/1917 lendário goleiro da Celeste na Copa de 50, iniciou a carreira aos 16 anos no Nacional, depois passou pelo Liverpoll local e finalmente ao Peñarol onde começou a brilhar no futebol uruguaio e marcou época, pela seleção foram duas Copas do Mundo em 1950/1954 e um título inesquecível em 50 diante mais de 200 mil pessoas no Maracanazo onde ele ajudou a Celeste a conquistar seu segundo mundial e barrar o ataque magistral do Brasil que vinha de duas sonoras goleadas, Maspoli se despediu do futebol em 1955 como jogador e iniciou a carreira de treinador levou o Peñarol a ganhar a Libertadores e o Mundial Interclubes de 1966 e também a seleção uruguaia que ganhou o Mundialito em 1981. No dia 22/02/2004 Roque Maspoli faleceu aos 86 anos mais ainda vive na memória do futebol uruguaio.
GYULA GROSICS, nascido em Derog, Hungria em 04/02/1926 como se diz a máxima que um grande time começa por um grande goleiro, o dito cabe bem nas equipes do Honved e a seleção húngara dos anos 50, pois como estas equipes jogavam sempre em busca do gol, sua defesa ficava muitas vezes exposta ao ataque inimigo e ai brilhava a estrela de Grosics com seu estilo arrojado, ele foi um dos percussores dos goleiros que tinham habilidades com os pés e jogando sempre adiantado, medalha de ouro em 1952 em Helsinque vice-mundial em 1954, foi o ultimo remanescente do fabuloso time húngaro daquela Copa, pois defendeu a Hungria ainda nos mundiais de 58 e 62, No ano de 1953 em Wembley, Grosics segurou o ataque do English Team na memorável vitória húngara sobre os ingleses por 6 x 3, fazendo defesas sensacionais deixando os britânicos sem ação diante tanta agilidade.
AMADEO CARRIZO, nascido em Santa Fé, Argentina em 12/06/1926, é para muitos o melhor goleiro portenho e um dos maiores do mundo, meu pai me falava sempre dele, pioneiro em suas inovações e sua técnica de sair do gol, atuava muito bem com os pés chegou em 1945 ao River Plate para jogar na segunda fase de La Maquina, foram 23 anos na meta do clube argentino, em 1954 estreia na seleção e participa da Copa de 58, Carrizo tinha por físico de goleiro, ágil, inovador ele é nome certo nas lista dos melhores do futebol Hermano, em 1969 foi para o Peru atuar no Alianza Lima la também fez nome e seguiu para o Milionarios da Colômbia onde encerrou a carreira em 1971, Carrizo para não perder o costume da escola Argentina de goleiros era um excelente pegador de pênaltis.
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GILMAR DOS SANTOS NEVES, nascido em Santos/SP, Brasil em 22/08/1930 iniciou a sua brilhante carreira na Jabaquara, em 1951 desembarca no Corinthians onde permaneceu por dez anos e conquistando três títulos paulistas e um Torneio Rio-São Paulo de 1954, em 1961 veio para o Santos FC o clube da Vila e de Pelé lá ficou até 1969 ganhando muitos títulos estaduais, nacionais, internacionais tornando-se figura obrigatória nos jogos amistosos do Santos por ser também campeão do mundo pela seleção, defendendo a meta brasileira em 103 jogos, três Copas do Mundo 1958,1962 e 1966 já sem a titularidade, mais foi nas duas primeiras Copas em 58/62 que ele se mostrou para o mundo, em 58 só veio a sofrer os primeiros gols na semifinal contra a França, em 62 ele fechou a meta nos jogos contra a Espanha e Chile com defesas espetaculares, nos jogos que decidiram os mundiais interclubes contra o Benfica em 62 e Milan em 63, Gilmar acabou com as chances de vitórias das equipes européias, no jogo contra o Benfica após um chute a queima roupa de Eusébio o craque português colocou as mãos na cabeça indo quase que ao desespero, para quem o viu atuar sabe que ele é o maior goleiro brasileiro de todos os tempos, sua elasticidade, impulsão e aderência que tinha para defender eram impressionantes era como a bola tivesse um imã ligado a ele, depois de encerrar a carreira Gilmar passou a gerencias sua agencias de automóveis em São Paulo onde vive com a família e se recupera de AVC e como tudo na sua vida foi de grandes conquistas ele esta vencendo mais esta etapa em sua vida. GILMAR DO SANTOS NEVES o eterno camisa 1 do Brasil.
LEV YASHIN, nascido em Moscou, União Soviética em 22/10/1929, O Aranha Negra como ficou conhecido para o mundo a partir de 1958 depois da Copa da Suécia, para muitos inclusive aqui no Brasil foi o maior goleiro da historia do futebol mundial, começou a carreira no hóquei de gelo, aos 14 anos passou para o futebol e em 1949 chega à meta do Dínamo de Moscou onde conquista muitos títulos locais, pela seleção foram 78 jogos e a medalha de ouro na olimpíada de Melbourne e a Eurocopa de 1960 segundo suas estatísticas ele defendeu cerca de 150 pênaltis, participou de quatro Copas do mundo em 1958,1962,1966 e 1970 já na reserva, em 1966 levou a URSS a quarta colocação, Yashin tinha fama de às vezes se desligar do jogo, como no jogo contra Colômbia na Copa de 62 num jogo que a URSS vencia por 4 x 1 e cedeu o empate, apreciador de bebidas fortes e um cigarros Yashin vivia sempre em constantes brigas com seus treinadores, encerrou a carreira em 1971 e virou técnico inclusive do Dínamo de Moscou, em 1998 Lev Yashin foi eleito o goleiro do século XX, ele será sempre lembrado por seu estilo ágil, elasticidade perfeita, também revolucionou as formas dos goleiros jogarem com mais rapidez nas saídas de bolas e um recorde ficou 270 jogos sem levar um golzinho e ser o único goleiro a ganhar a Bola de Ouro da Europa. Faleceu em Moscou no dia 20/03/1990.
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GORDON BANKS, nascido em 30/12/1937 em Sheffield Inglaterra um dos grandes goleiros do século 20 escolhido pela FIFA ficando atrás de Lev Yashin e Dino Zoff, começou a carreira em 1955 aos 17 anos no Chesterfield, jogou até 1959 e apenas 23 jogos como titular, em seguida chegou ao Leicester City onde defendeu a meta até 1966 foram 293 jogos, seguiu para o Stoke City e de lá partiu para os EUA onde encerrou a carreira em 1978 no Fort Lauderdale, pela seleção foram 73 jogos e o título de 1966, mais foi em 1970 que Banks ficou famoso principalmente no Brasil, quando quase se tornou uma muralha diante o Brasil num dos maiores jogos das Copas e sem dúvidas a sua defesa na cabeçada de Pelé, sua elasticidade e plástica debaixo das traves deram a Banks notoriedade de grande arqueiro comprovado como um dos melhores do mundo de todos os tempos.
DINO ZOOF, nascido em Mariano Del Friuli, Itália em 28/02/1942, iniciou sua carreira em 1961 ao 19 anos na Udinese onde ficou até 1963 quando foi para o Montova ficando até 1967 em 1968 chega ao Napoli, ainda em 67 estréia pela Squadra Azurra, faz parte do time campeão da Eurocopa e reserva na Copa de 1970, a partir de 72 passa a ser titular da seleção e é contratado pela Juventus de Turim aonde vem ganhar muitos títulos, goleiro de técnica e habilidade levou os brasileiros a loucura na Copa de 82 já aos 40 anos de idade fechando o gol principalmente depois da marcação do terceiro gol da Itália e quando o Brasil se lançou toda à frente e o momento mais marcante da partida foi aos 44º do segundo tempo quando defendeu em cima da linha uma cabeçada mortal de Oscar, sagrou-se campeão e também o jogador mais velho a levantar a taça do mundo e o segundo goleiro pois em 34, Combi levantou a copa pela Azzurra o goleirão italiano ficou 903 minutos sem tomar um gol, encerrou a carreira em 1983 em 1988 passou a ser técnico, Zoff detém o recorde de invencibilidade em jogos internacionais sem tomar um gol que é de 1143, como ele mesmo disse “EU NASCI PARA SER GOLEIRO”.
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SEPP MAIER, nascido em Haar, Alemanha em 28/02/1944 o maior goleiro do futebol alemão de todos os tempos e o melhor que vi em minha vida, O Gato ou O Anjo como era chamado amigo de infância de Beckembauer chegaram juntos ao Bayern Munique em 1965 lá permaneceu por toda carreira, foram muitos títulos nacionais, europeus e mundiais, tanto pelo amado clube e pela seleção suas atuações heróicas e fantásticas o levaram a titularidade da seleção aos 22 anos, numa partida no Maracanã em 1977 debaixo de chuva e muitos creditam a chuva a ele, por que ele claro só não fez chover naquele dia mais fechou a meta alemã bravamente só o Brasil empatando no final com Rivelino, com seus 1,83 e meio desengonçado para os padrões atuais dos goleiros ele brindou os alemães com muitas defesas uma verdadeira muralha na meta germânica sua atuação mais marcante fora contra a Holanda em 74 num segundo tempo de pressão total holandesa e ele lá segurando tudo. Em julho de 1979 um acidente de carro quase tira sua vida mais como por milagre o Anjo deu a volta por cima fora seis meses de recuperação, mais já não era mais o mesmo em 1980 encerrou sua carreira, hoje é treinador de goleiros do Bayern Munique e da Seleção Alemã.
UBALDO FILLOL, nascido em San Miguel Del Monte, Argentina em 21/07/1950 é considerando um dos melhores jogadores da Argentina de todos os tempos, conhecido por El Pato ele era um pouco baixo para os padrões atuais de goleiros, começou a carreira em 1969 no Quilmes, passando por Racing, River Plate e Argentinos Jrs, esteve no Flamengo em 1984 e Atlético de Madrid em 84/85 voltou ao Racing e encerrou a carreira no Vélez em 1986, no River Plate viveu seu melhor momento e suas maiores conquistas, defendeu a seleção portenha nas Copas de 74 reserva, 78 e 82 titular, campeão do mundo em 1978 suas defesas no jogo contra o Brasil em Rosário ainda estão vivas na minha memória e no jogo contra a Polônia também na final teve uma atuação de sorte com a bola na trave no final do tempo normal. Fillol como disse era baixo para a posição mais vinha de uma escola de grandes goleiros pois a Argentina tem uma das maiores escolas de goleiros do mundo.
JEAN MARIE PFAFF, nascido em Lebbeke, Bélgica em 04/12/1953 foi um dos grandes goleiros da Europa e de sua pátria, Pfaff começou a carreira em 1973 aos 16 anos no KSK Beveren onde ficou até 1982 neste ano após a sua brilhante participação na Copa da Espanha ele foi contratado pelo Bayern Munique foram seis anos de sucesso na Alemanha, 1988 retorna a Bélgica para defender o SK Lierse em 1989 segue a Turquia onde encerra sua carreira em 1990 no Trabzonpor, conheci Pfaff nas eliminatórias para á Copa de 82 num jogo contra a França que passou pela TV, no mundial no jogo de abertura ele foi um dos responsáveis pela derrota Argentina para os belgas por 1 x 0 no Camp Nou, com grandes defesas e bem protegido por uma das retrancas mais bem feitas que já vi, e quando Ramon Dias, Maradona, Kempes e Bertoni conseguiam finalizar lá estava ele, poderia ter repetido o mesmo em 1986 nas semifinais mais desta vez Maradona levou a melhor em duas jogadas espetaculares, mais antes ele já tinha salvado a sua meta umas quatro ou cinco vezes numa dela Valdano entra de cara e ele elástico como sempre evitou o gol, foram 84 jogos pela sua seleção, foi considerado por Pelé como um dos maiores goleiros do mundo, hoje Pfaff é a estrela de um reality show da TV Belga.
WALTER ZENGA, nascido em Milão, Itália em 28/04/1960 Zenga começou nas categorias e base da Inter, andou emprestado para ganhar experiência em equipes menores até chegar à temporada 1982/1983 quando assumiu de vez a condição de titular da Inter até 1994 ele brilhou com a camisa azul e preta do tradicional clube milanês foi campeão italiano, da copa da uefa e outros títulos, defendeu a seleção de 1985/1992 sendo 58 jogos, disputou as Olimpíadas de 1984 e as Copas de 1986/1990 quando estabeleceu um recorde de partidas sem tomar gols em Copas do Mundo 517 minutos, foram quase seis jogos, Zenga era ágil, um senso de colocação incrível, frio e calculista suas saídas do gol eram perfeitas, depois da Inter em 1994 ele seguiu para a Sampdoria e se despediu da seleção, encerrou sua carreira nos EUA no New England Revolution e hoje é treinador do Catania da Serie A italiana, durante três temporadas seguidas, 1989/1990/1991 ele foi eleito o melhor goleiro do mundo Federação Internacional de Historia e Estatística do Futebol, e não era para menos quem o viu jogar sabe o que ele representou debaixo dos três paus.
MICHEL PREUD’HOMME, nascido em Ougree, Bélgica em 24/01/1959 aos 18 anos chegou ao Standart Liege foram nove temporadas de sucesso e vários títulos nacionais, em 1986 se transfere para o Mechelen com suas defesas sensacionais ele leva o time belga desconhecido do resto da Europa a ganhar a Recopa e a Supercopa da Europa diante o PSV da Holanda, fica no clube até 1994 quando chega ao Benfica mais só conquistou uma Copa de Portugal, mais vez historia com a camisa dos encarnados, pela seleção ele foi eleito o melhor goleiro do mundial de 1994 nos EUA ganhando o Troféu Lev Yashin, foram 58 jogos pela Bélgica e duas Copas em 1990 e 1994 seu estilo meio rock &roll com longos cabelos encaracolados e suas agilidade, elasticidade garantiram a Bélgica em varias Copas, ele e Pfaff são os responsáveis diretos pelo sucesso do futebol belga, quem se esquecerá do jogo entre Bélgica e Holanda pela Copa de 94 quando ele segurou o 1 x 0 para os belgas, ele para muitos foi um dos melhores goleiros do mundo.
CLAUDIO TAFFAREL, nascido em Santa Rosa/RS, Brasil em 08/05/1966 começou a despontar para o futebol mundial em 1985 quando ganhou o Mundial Juniores na URSS pelo Brasil, aquele garoto loiro, alto, forte vinha a se revelar ainda mais com a camisa amarelinha, em seu clube o Internacional/RS em 1987 assume a camisa 1 na Copa União num jogo na Fonte Nova contra o meu Bahia eu presenciei uma das atuações mais marcantes de um goleiro na minha vida, nada passava nem vento ele fechou a meta colorada que venceu por 2 x 0, mesmo tendo tomado o seu primeiro gol na competição num Gre-Nal e com um frangaço sua credibilidade andava em alta, tanto que foi o titular da seleção nas Olimpíadas de Seul em 1988, sua vocação para defender pênaltis começou a se fazer jus nas semifinais contra a Alemanha, sua plástica, segurança e elasticidade o levaram a ser titular da seleção principal logo para substituir o veterano goleiro Carlos, o fracasso na Copa da Itália apesar de no jogo contra a Escócia ele ter feito uma defesa espetacular num chute de Johnson, Taffarel viveu ainda o inferno das eliminatórias em La Paz quando o Brasil sofrerá sua primeira derrota em partidas eliminatórias para a Copa e ele falhou no primeiro gol boliviano e feio, a redenção veio na Copa quando o Brasil conquistou o caneco com ele só tomando apenas três gols e sendo um dos heróis do tetra ao defender um pênalti cobrado por Massaro na disputa de penalidades, nesta época ele já defendia a meta do Reggiana e ele apreendeu muito na escola italiana que provou se feitiço, quando esteve no Parma, retornou ao Brasil para defender o Atlético/MG e voltou a Europa para o Galatasaray da Turquia onde ficou até 2001, na sua terceira Copa em 1998 entre trancos e barrancos ele com a confiança de Zagallo barrou Dida e Carlos Germano, nas semifinais contra a Holanda ele pegou o que pode e quando foi acionado e nas penalidades ele mostrou sua vocação mais um vez pegando dois pênaltis e colocando o Brasil na final mais todos já sabem o final trágico para o Brasil mais nem por isso podemos deixar de saudar ele como um dos goleiros de maior sucesso na meta brasileira e poucos foram tão decisivos quanto ele. VAI QUE É SUA TAFFAREL.
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Fontes: Textos Galdino Silva e Wikipedia (pesquisa)
Fotos Museu dos Esportes
BRAZSAT Futebol Clube
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O Flamengo largou mal no Rio-São Paulo de 1961 e perdeu três dos cinco primeiros jogos. Gérson, o “Canhotinha de Ouro”entrou no time e tudo mudou.
O Flamengo goleou o Santos de Pelé, fazendo 5 x 1 em pleno Pacaembu. Beneficiado pela derrota do Vasco por 1 x 0 para o Palmeiras,o Flamengo pôs a mão na taça ao ganhar do Corinthians, com gols de Joel e Dida.
TIME-BASE
Ari, Joubert, Bolero e Jordan; Jadir e Carlinhos; Joel, Gérson, Henrique, Dida e Germano (Babá). TÉCNICO: Fleitas Solich.
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Fonte:Placar
Sistema Tático: 4-3-3
Técnico: Ondino Vieira
O ano da grande surpresa
0 Flamengo terminou sua gloriosa campanha do tricampeonato aos pedaços. Juntar o que restava não era tarefa fácil. A exaustão de uma campanha desta natureza é enorme, por essa razão existem tão poucos clubes tricampeões.
Nós vencemos a partida final de 44, mas sabíamos que estávamos enfrentando uma equipe superior a nossa, e, se voltássemos a nos defrontar, no estado em que se encontrava a nossa equipe, seríamos fatalmente massacrados.
Para surpresa do futebol carioca, o Vasco entrou no campeonato de 1945 com um novo sistema tático de “Dom Ondino Vieira” que veio a ser conhecido no mundo inteiro como 4-3-3. Essa formação foi a que durou e mais glórias deu ao futebol brasileiro, levando o clube da colina de São Januário a um campeonato invicto e o Brasil a um bicampeonato mundial, em 1958 e 1962.
O Vasco foi campeão de 1945 com seus compartimentos, defesa, meio-campo e ataque em perfeito entrosamento.
Essa obra maravilhosa teve seu princípio do 4-2-4, que foi a primeira rebeldia da década de 40, e aconteceu de forma bem discreta. Dom Ondino Vieira puxou o ponta-direita Djalma para trás e formou o terceiro homem do meio-campo do 4-3-3.
Se isso acontecesse entre os compositores da música popular, eles diriam o seguinte:
– Nós fizemos a primeira parte, Ondino fez a segunda e o samba ficou maravilhoso.
O medo na época era que iria iniciar um novo sistema defensivo no Rio. Ledo engano, pois Ondino provou dentro desse mesmo campeonato que o sistema era tão agressivo como o 4-2-4, com a vantagem de ser mais forte defensivamente no meio-campo com três homens.
O primeiro ponta recuado do 4-3-3 foi Djalma, pernambucano de Garanhuns, que tinha uma capacidade física invejável e sabia jogar nos três compartimentos do 4-3-3.
Um dia conversando com meus amigos pernambucanos,Ademir, Vavá, Orlando e o cantor José Tobias lhes perguntei:
– Djalma nunca foi um santinho, como ele agüentava correr
tanto, ele marcava, cobria e ainda fazia suas incursões pela ponta’? A resposta veio em coro:
– Ziza, eram reservas adquiridas durante a infância em Garanhuns que tem o melhor clima do Brasil.
Como Djalma, Ademir foi o primeiro ponta-de-lança deslocando-se pelas laterais do campo.
O “queixada” tinha uma grande vantagem sobre os demais jogadores da função, por ser um atacante que jogava nas quatro posições adiantadas do ataque. Outras vantagens eram a sua velocidade e o forte arremesso com os dois pés.
Com a volta do Djalma na função de terceiro homem do meio-campo, o lateral adversário se adiantava um pouco na marcação, deixando um corredor as suas costas para a penetração dos dois mais rápidos jogadores do Rio de Janeiro, o tocha negra Izaías e o flecha branca Ademir, que iam se defrontar com um zagueiro que não estava muito familiarizado com o setor do campo para onde estava sendo levado. Quando esse jogador era batido o seu sistema defensivo ficava completamente vulnerável.
O Vasco da Gama tinha na época três grandes meias, Ademir, Lelé e Jair, assim como um grande centroavante, o Izaías. O meia que ficava de fora era um reserva de luxo.
A equipe campeã invicta: Rodrigues, Augusto, Rafaneili, Eli e Argemiro. Djalma, Beracochea e Jair ou Lelé. Ademir, lzaías e Chico.
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Fonte:Mestre Ziza, Verdades e Mentiras do Futebol