Grandes Clássicos – FLUMINENSE X AMÉRICA

FLUMINENSE x AMÉRICA
Por Alexandre Magno Berwanger

Maiores Públicos de Fluminense x América:

1)Fluminense 2 x 0 América, 141.689 (rodada dupla), 9 de Junho de 1968.
2)Fluminense 0 x 2 América, 100.000 (estimativa), 17 de Março de 1956.
3)Fluminense 1 x 2 América, 98.099, 18 de Dezembro de 1960 .
4)Fluminense 0 x 1 América, 97.681, 22 de Setembro de 1974.
5)Fluminense 1 x 0 América, 96.047, 27 de Abril de 1975.
6)Fluminense 1 x 1 América, 83.043 (rodada dupla), 16 de Julho de 1972.
7)Fluminense 2 x 0 América, 79.275, 11 de Setembro de 1983.
8)Fluminense 1 x 0 América, 67.492, 17 de Agosto de 1969.
9)Fluminense 3 x 1 América, 61.667, 16 de Agosto de 1970.
10)Fluminense 0 x 2 América, 61.278, 27 de Abril de 1969.

Estatísticas Fluminense x América

Número de partidas: 289

Vitórias do Fluminense: 143

Empates: 68

Vitórias do América: 78

Gols do Fluminense: 536

Gols do América: 376

Maior goleada do Fluminense: 8 a 0 em 27 de Janeiro de 2002 .

Maior goleada do América: 5 a 1 em 21 de Janeiro de 1956.

Clássico com maior número de gols: Fluminense 8 a 4 em 24 de Novembro de 1946 .

Em Campeonatos Nacionais

Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967/1970)
Número de partidas: 2
Vitórias do Fluminense: 1
Vitórias do América: 1
Gols do Fluminense: 4
Gols do América: 2

Campeonato Brasileiro (1971/2006)
Número de partidas: 10
Vitórias do Fluminense: 4
Empates: 3
Vitórias do América: 3
Gols do Fluminense: 9
Gols do América: 6

Fluminense e América confrontam-se desde 19 de Julho de 1908, com o Fluminense tendo vencido este primeiro jogo por 2 a 1 pelo Campeonato Carioca, em seu campo da rua Guanabara, em Laranjeiras, com gols de Buchan e Emile Etchegaray para o tricolor e Lucas Assumpção para o América. Pelo returno em 6 de Setembro, o Fluminense venceria de novo, por 3 a 2 e estas duas vitórias foram fundamentais para decidir o Campeonato Carioca em favor do Fluminense, pois o tricolor foi campeão com 18 pontos e o América terminou em terceiro lugar, mas tendo empatado em 14 pontos com o Botafogo, o vice-campeão. Os clássicos envolvendo o América foram fundamentais neste campeonato, pois o time rubro ganhou do Botafogo por 2 a 0 em 28 de Junho e por 3 a 2 em 30 de Agosto e tricolores e alvi-negros empataram seus dois confrontos.

Pelo Campeonato Carioca de 1911 o Fluminense foi campeão com 12 pontos e o América vice, com 8 pontos. No turno o Fluminense venceu por 4 a 0 e na última rodada do campeonato venceu por 2 a 0. Ao final deste campeonato o Fluminense perdeu nove titulares, que por divergências com a diretoria tricolor, foram abrir o departamento de futebol do Flamengo.

No Campeonato Carioca de 1912 o América venceu o primeiro clássico contra o Fluminense ao ganhar por 2 a 1 em jogo realizado em Laranjeiras, no nono jogo entre estas equipes, pelo returno, já que no turno houve empate de 0 a 0.

O América sagrou-se campeão carioca em 1913 e o Fluminense, ainda enfraquecido, terminou este campeonato apenas em quinto lugar tendo perdido as duas partidas para o América por 3 a 1 no turno e por um movimentado 5 a 4 no returno.

No ano de 1914 aconteceu uma grande dissidência no América, quando cerca de 70 jogadores e sócios do clube rubro descontentes com a sua diretoria, resolveram trocar de clube. Após reunião entre eles resolveram escolher o Fluminense como o clube a ser adotado e entre estes jogadores estava Marcos Carneiro de Mendonça, que viria a ser o primeiro goleiro da Seleção Brasileira, com 19 anos no primeiro jogo da Seleção (o que faria como titular por nove anos) contra o Exeter City em 21 de Julho de 1914, sendo o mais jovem de todos os goleiros da Seleção convocados até os dias atuais e que posteriormente seria presidente do Fluminense.

No dia 13 de Maio de 1914 o Fluminense enfrentou o América em jogo que terminou empatado por 1 a 1. Neste jogo, o jogador Carlos Alberto, mestiço, ele mesmo um dos dissidentes do clube rubro, passou por conta própria pó-de-arroz no rosto para parecer mais claro e no decorrer do jogo a torcida do América percebeu a sua atitude e não o perdoou, gritando para Carlos Aberto : Pó-de-Arroz, pó-de-arroz……o que passou a fazer sempre que o América jogava contra o Fluminense, no que foi depois copiada por outras torcidas. Com o passar do tempo, o apelido foi assimilado pela torcida do Fluminense, que passou a jogar pó-de-arroz e talco na entrada do time em campo, proporcionando uma das festas mais bonitas produzidas por uma torcida para saudar o seu clube e que infelizmente foi proibida pelas últimas administrações do Maracanã, tornando o futebol cada vez menos popular ao exigirem dos torcedores comportamento parecido com o de frequentadores de teatros. No jogo do returno, em 6 de Setembro, o Fluminense venceu por 2 a 1.

No Campeonato Carioca de 1917 o Fluminense foi campeão com 20 pontos e o América vice com 18. Para a definição do campeonato, os dois clássicos entre tricolores e rubros foram decisivos, pois o Fluminense venceu no turno por 3 a 1 e no returno por 1 a 0.

Em 1922 o campeão carioca seria o América com 19 pontos. Este campeonato foi acirradamente disputado pois tinha a motivação especial de ser disputado no ano do Centenário da Independência do Brasil. A classificação final indicou o América campeão, com 19 pontos, o Flamengo vice com 17 e o Fluminense em terceiro, com 15 pontos. O América venceu o Fluminense por 1 a 0 em 23 de Abril e o segundo clássico entre estes clubes por este campeonato foi interrompido quando o marcador ainda indicava 0 a 0. O América não compareceu à continuação deste jogo em 1º de Setembro, pois já fôra consagrado como o Campeão do Centenário da Independência do Brasil, por antecipação.

Neste ano o Fluminense deu mais uma demonstração grandiosa de patriotismo e de ter sido um clube fundamental para o desenvolvimento do futebol e dos esportes amadores no Brasil e no mundo, como já acontecera na construção do Estádio de Laranjeiras em 1919, pois aumentou a capacidade de seu estádio para 25.000 pessoas, dando apoio financeiro e logístico para a realização do segundo Campeonato Sul-Americano de Seleções Nacionais (atual Copa América) em seu estádio e para a realização dos Jogos Olímpicos Latino-Americanos, uma das competições que vieram a dar origem mais tarde aos Jogos Olímpicos Pan-Americanos .

Em 1927 os clássicos contra o América foram fundamentais para tirarem o título do Fluminense, pois a pontuação final indicou o Flamengo campeão com 28 pontos, o Flu vice com 27 e o América terceiro, com 25 pontos. No jogo do turno em 19 de Junho, o América ganhou o Flu por 2 a 0 e na penúltima rodada do campeonato houve empate por 2 a 2, que tirou precioso ponto do tricolor. Na última rodada o Fluminense venceu o Vasco por 4 a 3, mas a derrota do América para o Flamengo por 2 a 1 deu o título para os rubro-negros.

Em 1928 o América foi campeão ao derrotar o Fluminense (que não tinha chance de ser campeão, tendo terminado este campeonato em quinto) por 3 a 1 na última rodada em 21 de Outubro, dia em que também o seu perseguidor direto neste campeonato, o Vasco, perdeu para o Botafogo igualmente por 3 a 1.

O Fluminense foi campeão do Torneio Aberto em 1935 ao vencer o América na final, em 14 de Julho, por 3 a 1. O Torneio Aberto, como o próprio nome indica, aceitava os participantes que se inscrevessem, sem adotar o critério técnico, de modo que particparam deste torneio clubes profissionais e amadores.

Em 1935 o América foi campeão com 24 pontos e o Fluminense vice com 23. Nos dois clássicos realizados por esta competição, o América venceu, no primeiro turno por 3 a 2 em 11 de Agosto e no segundo por emocionante 6 a 5.

Em 1936 o Fluminense foi campeão derrotando o Flamengo em uma melhor-de-três partidas, pois estes dois clubes terminaram o campeonato empatados com 23 pontos, com o América terminando em terceiro com 22 pontos. A vitória do Fluminense sobre o América na última rodada por 4 a 2, em 6 de Dezembro, definiu o Flu como finalista e eliminou o América. No turno houve empate por 1 a 1.

No Campeonato Carioca de 1938 o Fluminense foi campeão na penúltima rodada, ao empatar de 2 a 2 contra o América, pois ao fazer 24 pontos já não poderia mais ser alcançado pelo vice-campeão, o Flamengo, que tendo perdido para o clube rubro por 1 a 0 chegaria no máximo aos 23 pontos. O América terminou em quinto, com 18 pontos.

O Campeonato Carioca de 1946 foi sensacional e 4 clubes (América, Fluminense, Botafogo e Flamengo) terminaram empatados com 26 pontos, sendo necessária uma fase final que ficou conhecida como Supercampeonato para definir o campeão. No final desta fase o Fluminense terminou como super-campeão com 11 pontos ganhos e o América não pontuou. No clássico de 24 de Novembro o Fluminense ganhou por 8 a 4 (confronto com maior número de gols entre estes clubes) e em 14 de Dezembro outra goleada significatica, neste dia por 6 a 2. O destaque destes dois clássicos foi Rodrigues, que marcou 3 gols em cada um deles.

No primeiro jogo deste clássico no Estádio do Maracanã, pala terceira rodada do Campeonato Carioca em 26 de Agosto de 1950, o América venceu o Fluminense por 3 a 1. O Fluminense vinha de dois empates (contra Olaria e Bonsucesso) e o América, que havia goleado o Botafogo por 4 a 2 na primeira rodada, empatara na segunda rodada contra o Madureira, o que não motivou mais do que cerca de 15.000 pessoas (11.061 pagantes) a comparecerem a este clássico. No segundo turno 38.494 espectadores pagaram ingressos (uns 10.000 não devem ter pago) viram nova vitória do América por 1 a 0. No final o América seria vice-campeão e o Fluminense ficaria em sexto lugar.

A primeira vitória do Fluminense sobre o América no Maracanã só aconteceria em 23 de Dezembro de 1951 por 4 a 0 (2 gols de Carlyle, Joel e Telê Santana) perante 44.094 espectadores (35.280 pagantes), público pouco menor (46.989 / 38.866 pagantes) do que no empate por 1 a 1 em 30 de Setembro de 1951. Neste Campeonato Carioca de 1951, o Fluminense sagrou-se campeão e o América terminou em sexto lugar.

Em 16 de Fevereiro de 1954 estes clubes fariam o primeiro clássico no exterior, com vitória do América por 3 a 2 no Estádio Centenário, pela Copa Montevidéu.

Em 31 de Dezembro de 1954 o Jornal dos Sports divulgou pesquisa de torcidas do IBOPE em que o Flamengo era a maior torcida do Rio de Janeiro com 29% da preferência, em seguida vinham Fluminense com 19%, Vasco 18%, América 6%, Botafogo 5%, Bangu 2% e São Cristóvão 1%. O fato da torcida do América aparecer como maior do que a do Botafogo era natural, pois até então o América havia sido campeão carioca em 6 ocasiões (1913, 1916, 1922, 1928, 1931 e 1935) e considerando as ligas principais, o Botafogo só havia conquistado 5 títulos (o polêmico de 1907, 1910, 1930, 1932 e 1948), já que 4 títulos do Botafogo foram conquistados em ligas mais fracas (1912, 1933, 1934 e 1935), sem a mesma repercussão, enquanto o América disputava grandes clássicos cariocas. No confronto entre estes clubes, o América chegou a golear o Botafogo por 11 a 2 em 3 e Novembro de 1929.

Provavelmente só a partir da década de 1960, quando o Botafogo teve grandes momentos, é que sua torcida superou a do América, talvez inclusive, ocupando grande parte do espaço que antes pertencia ao clube rubro da rua Campos Sales. Na década de 50 era comum América e Bangu disputarem partidas com bons públicos que superaram em algumas ocasiões a 30.000 pessoas, como no jogo de 18 de Novembro de 1951 (2 a 2) quando 38.646 espectadores (29.380 pagantes) compareceram ao Maracanã ou no primeiro jogo entre eles neste estádio (América 3 a 1 em 7 de Outubro de 1950), quando 33.515 pagaram ingressos . Em um simples amistoso do América contra o Portsmouth , da Inglaterra, 24.005 espectadores compareceram ao jogo (17.864 pagantes) em 8 de Junho de 1951 (América 3 a 2).

No dia 16 de Fevereiro de 1955 o América ganhou do Fluminense por 3 a 0, conquistando o Vice-campeonato carioca de 1954.

O América foi campeão do Terceiro Turno do Campeonato Carioca de 1955, já em 17 de Março de 1956, após derrotar o Fluminense por 2 a 0 com um público provável de mais de 100.000 espectadores no Maracanã, que proporcionaram uma fabulosa renda de Cr$1.684.404,00 . Já em 21 de Janeiro, pelo segundo turno, o América havia goleado o Fluminense por 5 a 1, na maior goleada americana na história deste clássico. Na final o América perderia o título carioca para o Flamengo, em jogo muito controvertido e o Fluminense terminaria o campeonato em quarto lugar.

Após este jogo, Fluminense e América disputariam mais 9 jogos por diversos campeonatos cariocas, com 4 vitórias do Fluminense e 5 empates. Além disto jogaram 4 partidas pelo Rio-São Paulo com 2 vitórias do Flu, 1 empate e apenas 1 vitória do América, em 29 de Abril de 1959 por 4 a 2. O Flu sagrou-se campeão carioca em 1959 e do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960. Isto tudo até o dia 18 de Dezembro de 1960, quando este clássico fez a final do Campeonato Carioca deste ano, disputado por 12 equipes pelo critério de pontos corridos, em turno e returno.

Pelo retrospecto acima pode parecer que o Fluminense tenha chegado como favorito a este jogo final na última rodada do campeonato, mas esta é uma conclusão falha, pois o América só tinha perdido uma partida até então (para o Bangu em 21 de Agosto), assim como o Fluminense (para o Flamengo em 20/11) e a partida anterior entre ambos foi disputada em 14 de Agosto e havia terminado empatada por 1 a 1, portanto uma final bem equilibrada, apesar do Fluminense ter a vantagem do empate pois tinha 1 ponto a mais do que o América na contagem geral, até então.

Perante um público pagante de 98.099 espectadores, o Fluminense fez 1 a 0 com Pinheiro, mas o América virou, com gols de Nilo e do lateral-direito Jorge, o grande herói do título do América, Campeão Carioca de 1960.

No Campeonato Carioca de 1961, um público pagante de 53.347 espectadores viu a vitória tricolor por 1 a 0, logo na primeira rodada do campeonato, em jogo motivado pelo fato de confrontarem-se as 2 melhores equipes do campeonato passado, embora no final o Fluminense tenha ficado em quarto lugar e o América apenas em sexto.

Pelo Campeonato Carioca de 1968 o Fluminense venceu o América por 2 a 0 perante 141.689 espectadores, em rodada dupla que reuniu ainda o jogo Botafogo 4 a 0 Vasco, pela última rodada deste campeonato que teve o Botafogo como campeão.

No dia 27 de Abril de 1969 o América venceu o Fluminense pelo 1º turno do Campeonato Carioca por 2 a 0 perante 61.278 espectadores, com dois gols de Jeremias, sendo que no 2º turno o Fluminense ganhou por 2 a 1 perante 29.894 pagantes, com gols de Lula para o Flu aos 8′ do 1º tempo e de Edu para o América aos 19′ do 2º, com Flávio marcando o gol da vitória aos 40′ do 2º tempo, em campeonato que o Fluminense seria campeão.

Após 1960, estas duas equipes só voltariam a disputar uma final no dia 17 de Agosto de 1969, quando o Fluminense venceu o América por 1 a 0 na final da Taça Guanabara deste ano perante 67.492 espectadores, com um gol de Flávio aos 41 minutos do segundo tempo, sagrando-se campeão.

O primeiro clássico entre Fluminense e América por uma competição nacional (o Torneio Rio-São Paulo é regional) foi disputada pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 17 de Setembro de 1969 e o América venceu por 2 a 1 perante 13.704 espectadores pagantes.

Pelo Campeonato Carioca de 1970 mais um grande público de 61.667 pagantes viu a vitória do Fluminense por 3 a 1 em 16 de Agosto, que deu-lhe o título de campeão do primeiro turno , com o América sagrando-se vice-campeão . Como este campeonato declarava campeão quem fizesse mais pontos no decorrer do campeonato, o Vasco foi campeão do segundo turno e do campeonato ao vencer o Botafogo por 2 a 1 em 17 de Setembro, na penúltima rodada, quando o empate do Fluminense com o América no dia anterior por 0 a 0 permitiu-lhe ser campeão por antecipação neste jogo. Na última rodada o Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0 mas já não podia mais alcançar-lhe, com o campeonato indicando ao seu final o Vasco campeão com 29 pontos, o Fluminense vice com 28 e o América quarto com 24, mesma pontuação do terceiro colocado, o Botafogo.

No dia 11 de Outubro de 1970 o Fluminense conquistou a primeira vitória sobre o América por uma competição nacional ao vencer o time rubro por 3 a 0 perante 28.291 espectadores com 2 gols de Flávio e 1 de Samarone, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata que ao seu final daria o primeiro título nacional ao Fluminense.

Pela nova versão do Campeonato Brasileiro feito sob medida para atender aos objetivos políticos do regime militar e da ARENA, seu braço político, Fluminense e América empatariam por 0 a 0 em sua primeira partida no dia 19 de Setembro de 1971.

A primeira vitória do Fluminense pela nova versão do Campeonato Brasileiro seria em 16 de Setembro de 1973, perante 17.473 pagantes, por 2 a 0, com dois gols de Adílson, aos 19 do 1º e aos 9 do 2º tempo.

O América foi campeão da Taça Guanabara de 1974 ao bater o Fluminense na final, como em 1960 com gol de seu lateral-direito, desta vez Orlando, perante 97.681 pagantes. No final deste campeonato o América foi o terceiro colocado e o Fluminense quinto.

O Fluminense foi campeão da Taça Guanabara de 1975 em um jogo eletrizante, disputado com extrema dedicação pelas duas equipes, em que o gol da vitória só saiu aos 14 minutos do 2º tempo da prorrogação, através de Roberto Rivelino, de falta. Na final deste campeonato o Fluminense seria o campeão e o América quinto colocado.

A primeira vitória do América pela nova versão do Campeonato Brasileiro seria em 30 de Novembro de 1975, quando venceu por 1 a 0 perante 41.768 pagantes, com gol de Expedito aos 25 do 2º tempo.

No Campeonato Carioca de 1976 o Fluminense, campeão do terceiro turno e o América, campeão da repescagem, além de Vasco, campeão do primeiro turno e do Botafogo, campeão do segundo, disputaram um quadrangular final para decidirem este campeonato. Por este quadrangular final, o Fluminense derrotou o América por 2 a 0 em 21 de Agosto, perante 50.097 pagantes, com gols de Doval e Gil. No final deste campeonato, o Fluminense seria campeão e o América terceiro.

Pela Taça Rio 1982 o América foi campeão ao vencer o Fluminense, que não tinha nenhuma chance de ser campeão, na última rodada, por 4 a 2 perante 22.571 espectadores. No final deste campeonato o América seria terceiro e o Fluminense quinto.

Fluminense e América só voltariam a se encontrar em uma final na Taça Guanabara de 1983, quando o Fluminense foi campeão ao derrotar o América na final com 2 gols de Assis, perante 79.275 pagantes. Este título seria o primeiro de um time que seria tricampeão carioca a partir deste ano e campeão brasileiro de 1984 entre outros títulos conquistados. O América terminou este campeonato em quarto.

O último clássico entre Fluminense e América pelo Campeonato Brasileiro foi em 30 de Outubro de 1988, perante 11.566 pagantes e o Fluminense venceu por 2 a 0, com gols de Washington aos 9 e Romerito aos 30, ambos no 2º tempo.

A maior goleada do Fluminense sobre o América aconteceu pelo Torneio Rio-São Paulo de 2002, quando o Fluminense venceu por 8 a 0 no Estádio do América, em Edson Passos na Baixada Fluminense, em 27 de Janeiro, com uma grande atuação do meio-de-campo Roger, que além de liderar o time fez 3 gols, completando o placar, Magno Alves (2), César, Flávio e Paulo César.

Espera-se que em 2008 os dirigentes dos dois clubes comemorem centenário deste grande clássico com uma festa retumbante, pois neste período uma história linda foi construída!

Conclusões sobre a história do Clássico Fluminense x América

Fluminense e América encontraram-se em decisões ou jogos decisivos em vários momentos de suas histórias centenárias, o que torna este clássico muito charmoso, com brilho próprio oriundo de uma história sensacional e como observa-se, com um vazio de grandes jogos após 1983, pois em 1986 uma nova direção da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro sustentada por estranhas ligas do interior e com apoio político do Vasco da Gama fez com que os grandes clubes se enfraquecessem demasiadamente, com o RJ perdendo a liderança histórica do Campeonato Brasileiro, com o Campeonato Carioca deixando de ser a ‘galinha dos ovos-de-ouro”, por perder os grandes jogadores para outras praças, logo perdendo também os grandes públicos de outrora e com perseguições à maioria dos clubes grandes e mesmo de muitos pequenos que não concordavam com os desmandos da federação e de seus aliados.

Alguém que começou a acompanhar futebol após 1986 terá uma pálida idéia do que já foi o futebol do Rio de Janeiro e principalmente não entenderá motivo de um Fluminense x América ser considerado um clássico, daí a necessidade de se divulgar a história dos clássicos do Fluminense através do Portal TorcidaTricolor

O Fluminense mantém vantagem histórica neste clássico, pequena vantagem em competições nacionais e as decisões entre estes clubes sempre foram muito acirradas.
Por Alexandre Magno Berwanger
http://www.classicosdofluminense.com.br/

Protegido: SEGUNDONA PAULISTA 2009: NOVO CLUBE

Dos 45 participantes da Segunda Divisão Paulista de 2009, que se inicia no próximo dia 19 de abril, apenas 1 pode ser considerado novo. O Clube Atlético Lençoense mudou. Na prática a equipe deixa de existir. A partir deste ano jogará na cidade de Bariri, que não contava com um time profissional desde 1979, quando o Bariri Esporte Clube disputou a então 5ª divisão do Estado pela última vez. Antes dele, tivemos o EC Municipal em 1977 e a SE Resegue, entre 1964 e 66. No amadorismo, o União de Bariri e o Baririense desfilaram pelos gramados paulistas até a década de 50.
O escudo do novo clube é inspirado no falecido Lençoense, mas trás as cores da nova cidade e uma Fênix, simbolizando o renascimento do clube. O uniforme é formado por camisas vermelhas com mangas pretas, calções azuis e meias pretas.

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Fonte: Arquivo Campo de Ação / FPF / CAL-Bariri

ELES GANHARAM DESTAQUE JOGANDO CONTRA O BRASIL!

O Brasil é o país do futebol, mesmo ainda quando não tinhamos ganhado nenhuma Copa do Mundo, era notório a excelência de nossos jogadores pelo jogo de cintura, a habilidade com a bola, a ginga e claro a bela arte do futebol, e depois da Copa de 1958 quando finalmente passamos a ser mais notados nos campos de todo o mundo e jogar contra nossa seleção e vencer era ter um destaque muito grande no cenário mundial e para os jogadores que conseguisse se destacar em um jogo contra a toda poderosa seleção brasileira era ter o nome marcado para a eternidade no mundo da bola; apresento agora alguns deste jogadores que se destacaram com atuações primosas contra o Brasil.

03/06/1934 – Era jogo amistoso o Brasil vinha de uma eliminação na primeira fase da Copa da Itália e foi fazer um amistoso contra a Iugoslávia em Belgrado, era uma seleção sem comando a seleção formada sem seus bons valores da epóca, apesar de contar com Leônidas da Silva o craque do nosso futebol, Carvalho Leite e Waldemar de Brito, o time brasileiro sofreu a sua maior derrota ao longo da sua história, perdeu por 8 a 4. Na equipe iugoslava uma jogador se destacou: Blagoje Mosa Marjanovic marcou três gols e ganhou destaques aqui no Brasil e na sua terra é claro.

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Marjanovic também jogou a Copa de 1930 e enfrentou o Brasil na ocasião.

05/06/1938 – Copa do Mundo da França na estreia do Brasil um jogo de muitos gols contra a Polônia com o placar de 6 a 5 para os brasileiros no lado polonês um jogador que até hoje é o detentor de maior numeros de gols marcados contra nossa seleção: Ernst Willimowski marcou todos quatro gols da sua seleção e se tornou o nosso primeiro grande terror.

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Atacante polonês que brilhou também no futebol alemão onde chegou a defender a Alemanha na epóca do nazismo no campeonato polaco de 1939 chegou a marcar 10 gols em um jogo que seu time Ruch Wielkie Hajduki venceu por 12 a 1 um time local.

05/03/1940 – Pela Copa Roca em Buenos Aires, uma goleada por 6 a 1 e um atacante que dançou tango na zaga brasileira: Peucelle um dos maiores atacantes do futebol argentino fez a festa neste dia marcou três gols e participou diretamente de mais dois gols, fez parte da primeira fase de La Maquina o time do River Plate no inicio dos anos 40 e defendeu a seleção argentina na Copa de 1930.

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Carlos Peucelle ídolo do futebol argentino.

06/06/1950 – As vesperas da Copa de 1950, o Brasil recebeu a seleção gaúcha em São Januário para um amistoso que foi vencido pela seleção brasileira por 6 a 4, no time gaúcho um destaque sublime: Hermes que fez todos os tentos da seleção dos pampas, ao lado de Adãozinho ele que defendia o Cruzeiro/RS na epóca.

17/11/1955 – No Pacaembu na disputa da extinta Taça Osvaldo Cruz o Brasil recebe o Paraguai para um jogo de muitos gols em um empate em 3 a 3, o destaque do time guarani foi o atacante Hector Gonzalez que teve seu dia de gloria ao marcar os três gols do time das Chalanas.

24/04/1963 – O Brasil em um tour pela Europa em 1963 foi até Bruxelas enfrentar os belgas, o destaque do jogo que terminou com uma sonora goleada por 5 a 1 da Bélgica e o destaque da partida foi o atacante do Anderlecht, Jaques Stockman que fez três gols, Stockman que no inicio da sua carreira atuava de ocúlos segundo Boquinha defensor do Vitória que havia enfrentado o atacante em um amistoso em 1957 quando a equipe baiana fez uma excursão ao velho continente, deixou a zaga brasileira a ver navios neste dia.

23/06/1968 – Em Bratislava na epóca cidade da Tchecoslováquia, recebe a seleção brasileira que vinha juntando os cacos depois da pifia campanha na Copa da Inglaterra dois anos antes, os tchecos ausentes deste mundial se preparava para as eliminatórias e venceu o Brasil por 3 a 2 com destaque para Jozef Adamec ele que disputou os mundiais de 62 e 70 entrou para a história do futebol de seu país por este fato.

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Adamec três gols contra o Brasil em 68.

10/06/1984 – Um jogo no Maracanã marcava a estreia de Edu Coimbra no cargo de técnico da seleção brasileira, o adversário era a Inglaterra, e renovada seleção brasileira caiu diante dos ingleses em pleno Maraca e John Barnes inglês de origem jamaicana fez um golaço no maior do mundo, um gol tipico de um brasileiro, arrancada com dribles em direção do gol e toque no canto para marcar seu mais belo gol na carreira certamente e ter seu dia de glória no futebol mundial.

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28/05/1990 – Estádio Libero Liberatti o Brasil se prepara para a Copa da Itália e faz um jogo treino contra um combinado a Umbria e perde por 1 a 0 gol de Artistico e um belo gol de fora da aréa era um prenúncni azedo do que viria da seleção de Lazaroni o jogo pode não ser dado como oficial pela CBF mais pela vergonha mais que Artistico entrou para a história da sua região e talvez da Itália por este gol por ser ele um atleta amador.

Muitos outros jogadores famosos tiveram atuações destacadas contra o Brasil como Zidane, Paulo Rossi, Kanu, Gighia mais estes são casos já conhecidos de todos.

Fontes: Pesquisas RSSSF Brasil
Lancenet
Revista Placar

Textos: Galdino Silva

Infobol – Programa para gerenciamento de informações sobre futebol – Grátis

Prezados,

Estou disponibilizando gratuitamente para todos os colegas do blog, um programa para gerenciamento de informações sobre futebol, o infobol, totalmente desenvolvido por mim nos últimos 02 anos.

Deste existem 02 versões:

a) Uma que roda localmente, para fazer todas as atualizações no banco de dados. Esta versão é a que será distribuída.
b) A versão Web, que é somente leitura. Fiz ela para disponibilizar o sistema na Internet ( http://www.futebolnacional.com.br ). Esta não estou disponibilizando.

Com este sistema vocês poderão manter as informações de federações, competições (divididas em fases, rodadas e jogos, com pontos extras por fase), equipes, seleções, estádios, jogadores, fotos de todos estes itens, artilharia, classificação (inclusive de competições antigas com 2 pontos para vencedor, além de outros casos), ranking, colocações, etc.

As competições (fase, rodadas, jogos e autores de gols), inclusive podem ser carregadas em lote, para facilitar.

Vocês poderão gerar as competições em formato html (três tipos: detalhado – como o do meu site, rsssf, simplificado – que eu uso para inserir em artigos aqui)

Vejam a imagem em anexo para ter uma visão do que estou falando.

Ainda tem alguma coisa para melhorar, mas ele está bem maduro, ou seja, com poucos erros. Pena que eu não o documentei (ainda), porque era para uso próprio.

Se tiverem alguma dúvida, por favor entrem em contato.

O link para download é:


http://www.futebolnacional.com.br/infobol.zip

VOU DEIXAR LÁ ATÉ O FIM DO MÊS, PORQUE TENHO COTA DE DOWNLOAD, OK?

São 83Mb!!! Porque além do programa, estou enviando TODA a minha base de dados preenchida, com escudos, competições, estádios, etc (incluindo imagens!)

Para usar, basta descompactar o arquivo ZIP, mantendo a estrutura de diretórios.

O programa chama-se infobol.exe. Ao descompactar, rode-o. É somente para Windows.

Estou pensando em breve em criar um módulo de exportação/importação de dados. Desta forma, vocês poderiam criar uma competição, por exemplo, preencher tudo, e depois, se desejado exportá-la (criar um arquivo de transferência), e enviar tal arquivo para outro colega importar no seu banco de dados do infobol. Poderíamos dividir o trabalho de manter o BD atualizado.

Algumas dúvidas:

1) Como inserir uma imagem (escudo, estádio, jogador, etc)?

a) Vá até o item que você quer inserir a imagem através da árvore de navegação à direita
b) Clique no botão alterar
c) vá na área onde fica o escudo/imagem a ser inserida/alterada/removida
d) Clique com o botão da direita do mouse
e) Ali aparecem opções para alterar, remover ou copiar a imagem.

PS: Duplo clique nesta mesma área, expande a figura (às vezes ela é grande, para conter fotos de estádios, etc). Novo duplo clique ela volta ao tamanho original.

Observe que podemos incluir até 8 escudos, se não me engano, + uniforme + mascote. basta ir chaveando pelo botão à esquerda na área da figura.

2) Como inserir um país na arvore e depois as equipes respectivas, exemplo Albânia ?

Marque a palavra “Federações” na árvore de navegação. Na direita, clique no botão incluir (ou simplesmente clique na tecla ), preencha todos os dados e clique no botão salvar (ou tecle )

Para saber outras teclas de atalho, clique na tecla (help).

No preechimento automático, temos a tecla de ajuda complementar; Ela somente funciona neste contexto.

PS: Todos os países do globo estão cadastrados no sistema, internamente.

3) Os estádios não aparecem em conjunto com o clube ? são separados?

Infelizmente sim (pelo menos visualmente).

Na ficha do estádio, posso incluir um clube, mas na do clube não consigo incluir um estádio (preciso criar uma tela para isso, mas não tinha espaço). Mas ambos estão internamente relacionados. Um clube manda jogos em N estádios e um estádio pode ter N clubes mandantes, onde N >=0. Você recupera isso por consulta (relatório). No site, por exemplo, você consegue ter esta visão (na web criei isso).

Em suma, funcionalidade a implementar! rs.

PS: Quando eu incluo/altero um jogo e seleciono um estádio, automaticamente este passa a ser o principal do clube mandante (aparece como primeiro item na combobox).

4) Posso criar consultas customizadas?

Sim, mas você terá que entender a linguagem SQL e o modelo do banco de dados. A propósito o banco de dados é o Firebird. Existem ferramentas freeware (IBExpert) que manipulam facilmente este tipo de banco de dados.

5) Como navegar pela árvore?

Basta clicar duas vezes (duplo clique) no item que você quiser entrar, se este possuir filhos o mesmo abrirá.

[img:tela.jpg,thumb,vazio]

ACERTO EM RENDAS DA COPA RIO 1952

Recebi por cópia de Alexandre Magno Barreto Berwanger este levantamento financeiro da Copa Rio de 1952:

Consegui chegar ao valor exato da renda do primeiro jogo citado, diminuindo toda a renda da Copa Rio 1952 no Rio de Janeiro, citada no texto da revista que usei como uma das fontes, pelas rendas dos jogos.
O resultado foi :

Cr$ 332.539,50

(RENDAS DA COPA RIO 1952)
TURNO DE CLASSIFICAÇÃO – SÉRIE RIO DE JANEIRO – JOGOS DISPUTADOS NO ESTÁDIO DO MARACANÃ

Peñarol-URU 1 x 0 Grasshopers-SUI, renda de Cr$ 332.009,50 ( números da centena e da dezena zerados, ilegíveis no arquivo do autor )
Fluminense 0 x 0 Sporting-POR, renda de Cr$ 1.802.763,50, público : 73.915 ( 63.183 pagantes )
Peñarol-URU 3 x 1 Sporting-POR, renda de Cr$ 1.243.733,10
Fluminense 1 x 0 Grasshopers-SUI, renda de Cr$ 315.355,70, público : 19.703 ( 10.998 pagantes )
Sporting-POR 2 x 1 Grasshopers-SUI, renda de Cr$ 258.564,90
Fluminense 3 x 0 Peñarol-URU, renda de Cr$ 1.445.643,30, público : 63.536 ( 51.436 pagantes )

TURNO DE CLASSIFICAÇÃO – SÉRIE SÃO PAULO – JOGOS DISPUTADOS NO ESTÁDIO DO PACAEMBU

Áustria-AUS 4 x 2 Libertad-PAR, renda de Cr$ 203.055,00
Corinthians 6 x 1 Saarbrücken-ALE, renda de Cr$ 738.555,00
Áustria-AUS 5 x 1 Saarbrücken-ALE, renda de Cr$ 78.840,00
Corinthians 6 x 0 Libertad-PAR, renda de Cr$ 401.465,00
Libertad-PAR 4 x 1 Saarbrücken-ALE, renda de Cr$ 20.870,00
Corinthians 2 x 1 Austria-AUS, renda de Cr$ 1.016.610,00

SEMIFINAIS – JOGOS DO FLUMINENSE NO MARACANÃ E DO CORINTHIANS NO PACAEMBU

Fluminense 1 x 0 Austria-AUS, renda de Cr$ 665.210,50, público : 34.180 ( 23.105 pagantes )
Corinthians 2 x 1 Peñarol-URU, renda de Cr$ 886.405,00
Fluminense 5 x 2 Austtria-AUS, renda de Cr$ 948.300,50, público : 45.623 ( 33.897 pagantes )
Corinthians W.O.Peñarol-URU, não realizado

FINAIS – JOGOS DISPUTADOS NO ESTÁDIO DO MARACANÃ

Fluminense 2 x 0 Corinthians, renda de Cr$ 770.590,90, público : 38.680 ( 27.094 pagantes )
Fluminense 2 x 2 Corinthians, renda de Cr$ 1.506.379,00, público 65.946 ( 53.074 pagantes )

FONTES : ANUÁRIO DO ESPORTE ILUSTRADO 1953 e JORNAL DOS SPORTS, de 05/08/1952.
: Alexandre Magno Barreto Berwanger

Dois números NOVE em campo – João Saldanha

Na estréia do técnico João Saldanha no Botafogo do Rio aconteceu um fato inusitado.
Na preleção Saldanha chamou o defensor Matias e insistiu: – Olha, o perigo maior do Palmeiras é o Mazzola, ponta de lança que joga enfiado no seu lado. Ele não fica plantado na entrada da área. Gosta de voltar para receber a bola e vir com ela dominada.Você pode acompanhar o Mazzola que o Domício fica na cobertura, sobrando. Assim, se ele passar por você, o Domício entra na jogada. Entendeu?
O Matias repetiu direitinho como se tivesse decorado.
Depois fui ao Domício e expliquei a mesma coisa. O Domício entendeu.
Não sei porque resolvi perguntar se eles conheciam o Mazzola. Domício disse que sim e Matias disse que não. Aí o Aloísio, que estava olhando para fora do vestiário disse:
-Eles estão entrando em campo, Mazzola está com o número nove.
Logo que o jogo começou, o Mazzola entrou na nossa área sozinho, foi cara do Amauri, que era o goleiro e perdeu o gol mais feito do mundo. A brecha por onde o atacante do Palmeiras viera parecia a avenida Presidente Vargas. Dava para passar todo aquele trânsito. Botei as mãos na cabeça e gritei:
-Olha o Mazzola! Matias! Domício!
O Domicio que estava mais perto respondeu:
-Pode deixar.
Na segunda vez o Mazzola não errou. Foi até a cara do Amauri e fuzilou. Seis minutos e um a zero. Berrei mais alto ainda e já estava ficando rouco quando percebi a inutilidade: a torcida do Palmeiras na comemoração do gol não dava nenhuma chance.
O Aloísio foi até o Amauri, por trás do gol, para dar o recado. Mas Amauri não podia atendê-lo. Já vinha o Mazzola outra vez pela avenida. Chegou na pequena área e mandou brasa. Oito minutos, dois a zero e eu já tinha deixado de ser técnico de futebol. Pelo menos este recorde eu ia bater: o técnico que durou menos tempo.
Nisto olhei para dentro do campo e reparei que o Nardo, outro atacante adversário, tinha o número nove nas costas. Já ia dar uma bronca no Aloísio, quando vi que, de fato o Mazzola também tinha o número nove. O roupeiro do Palmeiras se enganou, não foi truque, porque o juíz não deixaria passar. Só que o miserável não tinha visto.
Mas de qualquer forma , deixar aquela avenida ali na área era de primeiro ano primário, e o Matias e o Domicio pegaram o nove errado.
Não adiantava falar de novo. Chamei o Nilson, irmão de Nilton Santos e disse:
Vai para o lugar do teu irmão e diz a ele para ficar no lugar do Matias, marcando o Mazzola. O Matias sai.
Aí o Nilton foi para junto do Mazzola e acabou a avenida, o jogo acabou ficando igual e conseguimos empatar com um de Garrincha e outro de Pampolini do meio da rua.
Histórias do Futebol – João Saldanha

Domingo é dia de Corinthians x Santos

Confronto dos Alvi-negros é, no futebol paulista, o confronto entre Sport Club Corinthians Paulista e Santos Futebol Clube. Esse apelido esta relacionado com as cores das equipes, ambas de preto e branco, uma sendo conhecida como o Alvinegro do Parque São Jorge (Corinthians) e o o outro o Alvinegro da Vila (Santos). O fato mais marcante da história desta rivalidade são os “grandes tabus”, longos períodos em que um clube ficou sem vencer o outro, e também as maiores goleadas de um para o outro. É o mais antigo clássico entre os Quatro Grandes do Futebol Paulista, tendo sido disputado o seu primeiro jogo no dia 6 de março de 1913. No Parque Antarctica, o Santos bateu o rival por 6 a 3, pelo Paulistão.

Estatísticas
Partidas: 290 (Janeiro de 2009)
Vitórias do Santos: 92
Vitórias do Corinthians: 116
Empates: 82
Gols feitos pelo Santos:457
Gols feitos pelo Corinthians:531
Última partida considerada: Santos 2 – 1 Corinthians, 26 de março de 2008, Campeonato Paulista na Vila Belmiro
Primeiro confronto: Corinthians 3 – 6 Santos, 22 de junho de 1913, Campeonato Paulista, no Parque Antarctica
Maior vitória do Santos: Santos 7-1 Corinthians, 8 de maio de 1932, Campeonato Paulista, na Vila Belmiro
Maior vitória do Corinthians: Santos 0-11 Corinthians, 11 de julho de 1920, Campeonato Paulista, na Vila Belmiro.

Finais
Só se considera final o jogo em que ambas equipes disputam ainda o título se sagrando uma delas campeã com o resultado final.

Campeonato Paulista de Futebol

04/01/1931 Santos 2×5 Corinthians – Corinthians campeão de 1930
02/12/1984 Corinthians 0x1 Santos – Santos campeão de 1984
Campeonato Brasileiro de Futebol

08/12/2002 Santos 2×0 Corinthians
15/12/2002 Corinthians 2×3 Santos – Santos campeão de 2002

Maiores públicos
Corinthians 1 a 0 Santos, 120.000, 26 de novembro de 1978
Corinthians 4 a 0 Santos, 117.676, 29 de maio de 1977
Corinthians 5 a 1 Santos, 116.881, 20 de março de 1977
Corinthians 1 a 1 Santos, 111.103, 20 de agosto de 1978
Corinthians 0 a 1 Santos, 101.587, 2 de dezembro de 1984
Corinthians 5 a 2 Santos, 100.269, 10 de junho de 1979
Corinthians 3 a 2 Santos, 83.774, 21 de setembro de 1981
Corinthians 0 a 0 Santos, 80.731, 31 de julho de 1983
Corinthians 5 a 3 Santos, 78.580, 29 de abril de 1973

Curiosidades
O Clássico Santos x Corinthians é o mais antigo do Estado de São Paulo (disputado desde 1913), no entanto, só foi considerado a partir de meados da Década de 50, quando o Peixe firmou-se como clube grande.
O Confronto entre os gigantes alvinegros é o único envolvendo os quatro grandes que não tem apelido.
O Corinthians foi fundado em 1910 e o Santos foi fundado em 1912, sendo os dois mais antigos clubes entre os Quatro Grandes do Futebol Paulista.
A primeira final entre os dois gigantes ocorreu no Campeonato Paulista de Futebol de 1930. Na última rodada do 2º turno, o Timão e o Peixe lideravam o campeonato com 40 pontos, e iriam jogar na Vila Belmiro. Quem vencêsse seria o campeão. Caso empatassem e o São Paulo ganhasse seu último jogo, os três empatariam em 41 pontos e haveria um triangular de desmpate! Porém o Timão massacrou o Peixe por 5 a 2 e levantou a taça em pleno Urbano Caldeira. De quebra, com a derrota, Palestra Itália e São Paulo empataram com o Santos em pontos, mas o ultrapassaram nos critérios de desempate.
O primeiro título do Santos veio com uma vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, que já não lutava pela taça, em pleno Parque São Jorge no dia 17 de novembro de 1935, conquistando o Paulistão de 1935.

Quase uma tragédia
Uma quase tragédia marcou o clássico disputado em 20 de setembro de 1964. Mal começa o jogo, e no estádio super lotado da Vila Belmiro parte de suas arquibancadas cai, ferindo mais de 100 pessoas. O jogo foi interrompido ali.
[img:Como_estava_a_Vila_naquele_dia..jpg,resized,vazio]
A Vila abarrotada no dia 20 de setembro de 1964. Quase 33 mil pagantes passaram pelas catracas do velho estádio do Peixe
A foto acima mostra como estava a Vila Belmiro no dia 20 de setembro de 1964. Pelas catracas passaram 32.986 pagantes, maior público registrado até hoje no estádio. Tanta gente que aos 6 minutos do primeiro tempo do clássico entre Santos e Corinthians, parte da estrutura das arquibancadas não resistiu e desabou, provocando ferimentos em 181 pessoas. Felizmente, ninguém morreu.
O jogo foi imediatamente interrompido e remarcado para o dia 30 de setembro no Pacaembu, uma quarta-feira à noite. Diante de 28 mil pessoas, os alvinegros empataram em 1 a 1 com gols de Flávio para o Timão e Pelé para o Peixe. O Rei, por sinal, ainda perdeu um pênalti, defendido por Heitor.
[img:Vila_Belmiro_desabando_1.jpg,thumb,vazio]
Momento de tensão. Torcedores correm para dentro do gramado após parte da arquibancada da Vila desabar

Após um amistoso entre o Corinthians 0 x 5 Seleção Brasileira, que ocorreu antes da Copa do Mundo na Suécia em 1958, uma jogada dura de Ari Clemente do Corinthians em cima de Pelé, que teria o tirado inclusive dos primeiros jogos da copa, o Rei teria prometido que o Corinthians jamais seria campeão enquanto ele jogasse. E a profecia se cumpriu: Pelé encerrou a carreira pelo Cosmos, no dia 1º de setembro de 1977, e o Corinthians conquistaria o Campeonato Paulista 12 dias depois.
Houve três decisões diretas de títulos (Campeonato Paulista de Futebol de 1984, Torneio de Verão de 1996 e Campeonato Brasileiro de Futebol de 2002) entre Corinthians e Santos. O Santos se sagrou campeão nas três vezes.
Em contra-partida, o Corinthians eliminou o Santos quatro vezes em semifinais: no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1998 e nos Paulistões de 1987, 1988 e 2001.

Os Tabus
No confonto entre Corinthians e Santos um fato marcante foi o períodos de “tabus”, variação de tempo em que um time ficou sem ganhar do outro.

O tabu de invencibilidade do Santos em relação ao Corinthians começou no dia 29 de dezembro de 1956, pelo Campeonato Paulista, com o placar Corinthians 1 x 2 Santos no Pacaembu, onde o Peixe ainda não tinha Pelé no elenco. O primeiro jogo de Pelé contra o Timão foi no ano seguinte, no dia 11 de abril de 1957 (Corinthians 3 x 5 Santos).

Dizem que o tabu durou 11 anos, porém são somente considerados confrontos pelo Campeonato Paulista, porém o Corinthians venceu o Santos por 4 vezes durante o período: Em 27/03/1958 Corinthians 2×1 Santos, em 21/03/1960, Corinthians 2×1 Santos , em 29/03/1961, Corinthians 2×0 Santos e em 16/06/1962 Corinthians 3×1 Santos pela Torneio Rio – São Paulo.

O Paulistão era o disparado o torneio mais importante da época, daí a importância do tabu. Durante esse período, além de ter um time bem mais forte, muitas vezes o Peixe contou com uma inacreditável sorte: Mais de uma vez , o Coringão ganhava quando, no finalzinho do jogo, Pelé empatou. E houve até vez em que se o desperdiçou o pênalti no fim do jogo que enfim daria a vitória ao Timão.

O Tabu cairia em 6 de março de 1968, Corinthians 2 x 0 Santos, no Pacaembú. O classíco se destacava antes mesmo do inicia com a escolha de um arbitro argentino, Roberto Goycochea, para apitar a partida. Com equipes com poucos craques, se destacavam Rivelino pelo Timão e Pelé pelo Peixe. Após o apito final, a Fiel gritava “Com Pelé, com Edu, nós quebramos o tabu!” (Pelé e Edu eram os atacantes do Santos na época.

Ao fim do clássico Corinthians 2×0 no Pacaembu, que deu fim ao tabu, Paulo Borges foi alçado a ídolo alvinegro, sendo lembrado até hoje só por esse gol. O maior período de invencibilidade do Corinthians em relação ao Santos durou sete anos (13 de junho de 1976 a 31 de junho de 1983). O último grande tabu do confronto foi favorável ao Santos (de 30 de Janeiro de 2002 até 13 de Fevereiro de 2005). Foram 10 partidas, com 8 vitórias santistas e 2 empates, por 3 anos.

Fontes
Histórico de partidas
Página do Corinthians na FIFA
Página do Santos na FIFA
Almanaque do Corinthians – Celso Dário Unzete (2ª Edição)