Dúvida: O Cabo Banco de João Pessoa/PB já foi alvi-celeste?

Estava lendo o ótimo livro História do Futebol Paraibano de Walfredo Marques e deparei-me com uma dúvida.

Em um determinado capítulo o autor informa que o Cabo Branco, tradicional clube de João Pessoa (atualmente não disputando competições oficiais) era alvi-celeste (pelo menos na década de 20)…sempre pensei que fosse alvi-rubro…

Vejam o trecho do livro.
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ESCUDOS ANTIGOS-MEXICO

IRAPUATO ANTIGO[img:IRAPUATO.jpg,full,vazio]

MARTE ANTIGO[img:MARTE.jpg,thumb,vazio]

TAMPICO MADERO ANTIGO[img:TAMPICO_MADERO.jpg,thumb,vazio]

COBRAS ANTIGO[img:COBRAS2.jpg,thumb,vazio]

MONTERREY ANTIGO[img:MONTERREY.jpg,thumb,vazio]

POTOSINO ANTIGO[img:POTOSINO.jpg,thumb,vazio]

SANTOS ANTIGO[img:SANTOS.jpg,thumb,vazio]

ATL MORELIA ANTIGO[img:ATL_MORELIA.jpg,full,vazio]

FEDERAÇÃO ANTIGO[img:mexico_antigo.JPG,full,vazio]

LA FRANJA PUEBLA ANTIGO[img:la_franja.GIF,full,vazio]

JALISCO ANTIGO[img:jalisco_ac.GIF,thumb,vazio]

UNL- TIGRES ANTIGO[img:univ._aut._nuevo_leon_antigo.JPG,thumb,vazio]

PACHUCA ANTIGO[img:pachuca_antigo.JPG,full,vazio]

UNAM PUMAS ANTIGO[img:unam_antigo.JPG,thumb,vazio]

QUERETARO ANTIGO[img:queretaro_antigo.JPG,thumb,vazio]

ZACATEPEC ANTIGO[img:zacatepec_antigo.JPG,thumb,vazio]

NEZA ANTIGO[img:deportivo_neza.JPG,thumb,vazio]

Livro de registro de um clássico de 1943

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Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1943.

Returno do Campeonato Carioca. Oito mil e quinhentas pessoas aguardam ansiosas, nas arquibancadas do Estádio das Laranjeiras, mais um Clássico Vovô. No ar, a tensão que antecede os grandes jogos.
No vestiário, o técnico uruguaio Ondino Vieira distribui as camisas aos jogadores do Fluminense, e aproveita para dirigir as suas instruções finais. Na vez de entregar o uniforme tricolor a Russo, Ondino pede que ele marque o meio-médio argentino Santamaría.

Amigos, a modéstia é uma qualidade extraordinária. Russo é um craque, um dos maiores artilheiros que o Fluminense jamais terá em suas fileiras. Mas, ao receber a instrução, devolveu a camisa ao treinador uruguaio. “Escale Brant, pois ele sabe marcar e também atacar”, retrucou Russo.

A resposta de Ondino Vieira demonstra sua infinita sabedoria. O uruguaio recua de sua decisão, passa novamente a camisa a Russo, e afirma: “Haga lo que quieras”. Já diz o sábio JT de Carvalho: somente os craques têm o direito de ouvir uma frase dessas.
Para o desespero dos alvinegros, Russo fez mesmo o que quis. E, com três gols dele, o Fluminense venceu o Botafogo por 5 a 3, em mais um Clássico Vovô imortal.

O personagem do jogo? Foi Russo, claro. Eu só poderia escolher o Russo. Adolpho Milman (Адолфо Милман) nasceu no dia 26 de julho de 1915, numa província russa que um dia se chamará Afeganistão. Quando ainda era bebê, sua família se mudou para Pelotas, no Rio Grande do Sul. Em 1933, Russo estreou pelo Fluminense. Já conquistou 4 campeonatos no Tricolor: 1936, 1937, 1940 e 1941.

Ficha técnica: Fluminense 5 x 3 Botafogo.
Returno do Campeonato Carioca de 1943.
Data: 04/09/1943.
Local: Laranjeiras.
Fluminense: Gijo; Norival e Renganeschi; Vicentini, Ruy e Afonsinho; Adilson, Russo, Invernizzi, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira (URU).
Botafogo: Ary; Borges e José Almeida; Ivan, Santamaría e Hélio; Patesko, Heleno de Freitas, José Diaz, Silva e Pirica. Técnico: Mário Fortunato.
Árbitro: Antônio Rocha Dias.
Gols: Adilson, Russo (3) e Tim, para o Fluminense; e Heleno de Freitas, José Diaz e Pirica, para o Botafogo.
Público: 8.492.
Renda: CR$ 39.831,90.

Paulo Cezar da Costa Martins Filho
Alexandre Magno Barreto Berwanger

MUNDIAL SUB-20 GRANDE REVELADOR DE CRAQUES AO LONGO DOS TEMPOS!

O Mundia de seleções sub-20 criado pela FIFA e disputado pela primeira vez em 1977 na Tunisia vem ao longo das suas disputadas nos apresentando vários craques e bons jogadores abaixo vai um relação de alguns desdes talentos:

Arzú 1979 por Honduras
Taffarel 1985 pelo Brasil
Dida pelo Brasil 1993
Casillas 1999 pela Espanha
Edevaldo pelo Brasil 1979
Josimar 1981 pelo Brasil
Jorginho 1983 pelo Brasil
Roberto Carlos pelo Brasil 1991
Sorin pela Argentina 1995
Jarni pela antiga Iugoslávia 1987
Ruben Paz pelo Uruguai 1981
Enzo Francescoli pelo Uruguai 1981
Maradona pela Argentina 1979
Messi pela Argentina 2005
Riquelme pela Argentina 1997
Aimar pela Argentina 1995
Cambiasso pela Argentina 1995
Aguero pela Argentina 2007
Ramon Diaz Argentina em 1979
Bebeto e Geovani pelo Brasil 1983
Dunga pelo Brasil 1983
Silas e Muller pelo Brasil 1985
Venâncio Ramos pelo Uruguai 1977
Agulera pelo Uruguai em 1983
Henry e Trezeguet pelo França 1997
Gallas e Sylvestre pela França 1997
Sangnol pela França 1997
Andreas Moller pela Alemanha 1997
Suker e Prosinecki pela Iugoslávia 1997
Ronaldinho Gaúcho pelo Brasil 1999
Luis Figo e Rui Costa por Portugal em 1991
Fernando Couto por Portugal em 1989
Van Basten pela Holanda 1983
Romerito pelo Paraguai 1977 e 1979

Estes são alguns dos grandes nomes do futebol mundial que passarão pelo mundial de juniores e que fizerem sucesso em mundiais de profissionais, alguns deles se sagraram campeões não somente com junior e profissional, como Jorginho, Bebeto, Dunga, Dida, Taffarel . Muller e Ronaldinho Gaúcho pelo Brasil, Maradona pela Argentina e Henry e Trezeguet pela França.
Detalhe Romário estava no grupo campeão sulamericano em 1985 as vespás do embarque para a Russia o baixinho aprontou junto do zagueiro Denilson que era do América do Rio e foram cortados.

Textos: Galdino Silva
pesquisas: site mundial sub-20 e revista placar

Escudo do Botafogo-DF

Não sei se algum colega já postou, mas aí vai o escudo da filial do Botafogo em Brasília, onde o Túlio Maravilha está jogando e aproximando dos 900 gols, graças aos amistosos que o clube tem feito ultimamente. Só nos últimos 7 dias foram 3, com 4 gols do atacante.

24/09 3-1 Capital-DF (1)
26/09 2-0 Cristalina-GO (2)
29/09 4-1 Monte Cristo-GO (1)

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Obs: aparentemente na camisa do clube não aparece a sigla DF, não sei se este é o escudo oficial, mas está lá no site ( http://www.botafogo-df.com.br )

fonte: site do clube

FICHAS TÉCNICAS DO TORNEIO QUADRANGULAR DE CAMPINAS – 1953

PARTICIPANTES
AMERICA FOOTBALL CLUB – RIO DE JANEIRO – DF.
ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA – CAMPINAS – SP.
GUARANI FUTEBOL CLUBE – CAMPINAS – SP.
SÃO CRISTÓVÃO DE FUTEBOL E REGATAS – RIO DE JANEIRO – DF.

JOGOS REALIZADOS EM RODADAS DUPLAS.

1ª RODADA
Data: 22 de março de 1953.
Local: Estádio Moisés Lucarelli – Campinas – SP.
Renda: Cr$ 84.006,00.
GUARANI 0-4 SÃO CRISTÓVÃO
Árbitro: Jorge Miguel.
GUARANI: Dirceu; Herbert e Palante; Fernando (Gamba), Manduca e Clóvis; Bagunça, Nonô (Julinho), Romeu, James e Dido.
SÃO CRISTÓVÃO: Mariano; Valdir e Índio; Manfredo, Severino e Décio; Motorzinho, Humberto, Cabo Frio, Ivan e Carlinhos.
Gols: Humberto (3) e Carlinhos.

PONTE PRETA 2-1 AMÉRICA
Árbitro: Manuel Machado.
PONTE PRETA: Fiasca; Bruninho e Ferracioli (Salvador), Pitico, Lola e Rodrigues; Noca, Lauro, Átis, Arlindo e Aírton.
AMÉRICA: Osni; Joel e Osmar, Rubens, Osvaldinho e Agnelo, Ramos, Saladuro (Valeriano, depois Maneco), Leônidas, Guilherme e Ferreira.
Gols: Pitico e Neco / ?

2ª RODADA
Data: 27 de março de 1953.
Local: Estádio Moisés Lucarelli – Campinas – SP.
PONTE PRETA 0-1 SÃO CRISTÓVÃO
Árbitro: José Cortezia.
SÃO CRISTÓVÃO: Mariano; Valdir e Índio; Manfredo, Severino e Décio; Motorzinho, Humberto, Cabo Frio, Ivan e Carlinhos.
PONTE PRETA: Fiasca; Bruninho e Salvador (Stalingrado), Pitico, Lola e Rodrigues; Noca (Portinho), Lauro, Átis, Arlindo e Aírton.
Gols: Carlinhos.

GUARANI 2-0 AMÉRICA
Árbitro: Manuel Machado.
GUARANI: Dirceu; Herbert e Palante; Jaime (Fernando), Clóvis e Saraiva; Dino, Nonô, Romeu, Piolim e Célio.
AMÉRICA: Osni; Joel e Osmar, Rubens, Osvaldinho e Godofredo, Ramos, Maneco (Saladuro), Valeriano (Guilherme), Mauri e Jorginho.
Gols: Romeu e Clóvis.

3ª RODADA
Data: 29 de março de 1953
Local: Estádio Moisés Lucarelli – Campinas – SP.
Renda: 67.225,00.
PONTE PRETA 2-5 GUARANI
Árbitro: ?
PONTE PRETA: ?
GUARANI: ?
Gols: Lola e Zézinho / Dido (2), Nonô, Romeu e Piolim.

SÃO CRISTÓVÃO 2-1 AMÉRICA
Árbitro: Manuel Machado.
SÃO CRISTÓVÃO: Mariano; Valdir e Índio; Manfredo (Nei), Severino e Décio; Motorzinho, Humberto, Cabo Frio, Ivan e Carlinhos.
AMÉRICA: Osni; Joel e Osmar (Godofredo), Rubens, Osvaldinho e Edson, Guilherme (Jorginho), Ramos, Leônidas (Saladuro), Mauri e Ferreira.
Gols: Humberto e Cabo Frio / Ramos.

CLASSIFICAÇÃO

J V E D GP GC PG

1º SÃO CRISTÓVÃO
3 3 0 0 07 01 06
2º GUARANI
3 2 0 1 07 06 04
3º PONTE PRETA
3 1 0 2 04 07 02
4º AMÉRICA
3 0 0 3 02 06 00

CAMPEÃO: SÃO CRISTÓVÃO DE FUTEBOL E REGATAS.

ARTILHEIRO: Humberto (São Cristóvão) – 4 gols.

Fontes: Esporte Ilustrado e www.pontepretaesportes.com.br/confrontos.php

OBS: Faltam as escalações e o árbitro de Ponte Preta 2-5 Guarani e o marcador do gol do América no jogo contra a Ponte Preta. Agradeço a quem completá-los.

A Volta do Suburbano (Uma homenagem ao Bangu e ao Domingos da Guia)

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Domingos sintonizou o rádio para acompanhar a grande final entre Bangu e Flamengo. Afinal, ele havia dado seus primeiros chutes jogando pelo grêmio suburbano, e seu coração era Bangu de verdade.

Isso foi no final da década de 20, os treinos eram feitos após a sua jornada de trabalho como tecelão na fábrica de tecidos. Essa fábrica, aliás, era a geradora de renda e empregos em Bangu, e o clube fora fundado em razão da sua existência. Naqueles tempos, Domingos era mais um do clã dos Da Guia a tentar a sorte no futebol.

Antes dele vieram os irmãos Ladislau e Mamede, chamado de “Médio”, e Luiz Antônio, todos no Bangu. Sabemos bem aonde Domingos chegou. Todos os adjetivos sobre ele foram esgotados, o maior beque do Brasil, “o divino mestre”. A bola que seguia o seu comando, como se ele tivesse um imã em seus pés. “A estátua noturna”, sereno e apolíneo mesmo no meio do mais selvagem dos ataques inimigos. Luiz Antônio, mais velho, foi melhor do que Domingos, um jogador sensacional, nas palavras do próprio irmão caçula. Mas os louros e a condição de mito ficaram com Domingos, que, antes de virar ídolo, trabalhou também como ladrilheiro e mata-mosquitos.

Infelizmente, Domingos não conseguiu ser campeão com o Bangu. Em 33, ele já estava no Nacional do Uruguai, já era craque da seleção brasileira.
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Foi nesse ano que o quadro suburbano amealhou a sua maior glória: campeão carioca, o primeiro da era profissional. Ladislau, cuja alcunha era “tijoleiro”, graças à potência de seus chutes, fazia parte do plantel, assim como Médio, e vários outros atletas negros. Dizem que os loucos abrem os caminhos que mais tarde serão trilhados pelos sábios. Nesse caso, a contribuição em quebrar barreiras raciais foi um notável mérito do Bangu.

O técnico Luis Vinhaes até tentou implementar uma culinária mais sofisticada nas concentrações, mas a rapaziada pedia o bom e velho feijão.

Era um grupo operário e humilde, que teve o Fluminense como contendor na final do campeonato. A zaga suburbana era um osso duro de roer. Euclides no gol, Mário ou Camarão e Sá Pinto. No meio tinha o Santana e o Médio, e o ataque contava com Sobral, Ladislau, Plácido e o goleador Tião. Embora todos previssem o contrário, inclusive o jornalista Mario Filho, a taça foi mesmo parar em Bangu. Após uma estrondosa goleada de 4 a 0, a história estava escrita nas cores vermelho e branco. A festa na chegada dos jogadores ao subúrbio foi algo de proporções avassaladoras. Diz a lenda que os estoques de cerveja nos botecos terminaram, consumidos pela torcida em êxtase. Foguetes estouraram até a madrugada, como se fossem trovões dos deuses do futebol, reconhecendo a façanha antológica de um Davi contra um Golias.

Campeão Carioca de 1966
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Foi o típico caso de uma ilusão que virou verdade. O tempo revelou que aquele fora um ano único, pois o Bangu não mais ergueria o caneco. Até que em 1966 os ventos pareciam estar mudando novamente. O grêmio suburbano vinha com tudo, comandado pelo técnico argentino Alfredo Gonzáles. Domingos acompanhava o trabalho de Alfredo, ambos haviam jogado juntos no Boca Juniors e no Flamengo. O rosto do argentino era branco como se fosse de cera, contrastando com olhos negros e fundos. Ele herdara aquele time quando Zizinho teve que sair por questões particulares. Mestre Ziza, porém, deixara algumas boas jogadas ensaiadas, como a tabela em “X” entre Paulo Borges e Cabralzinho.

O Maracanã seria o palco da final. O Flamengo era o franco favorito para ganhar o bi-campeonato. O juíz apita o início da partida. Espantosamente, o Bangu começa a enfiar gols. Ocimar. Aladim. Paulo Borges. Domingos atento ao pé do rádio. O baile era tremendo, os nervos foram ficando à flor da pele. De repente, um choque entre Ladeira e o rubro negro Paulo Henrique. O sururu está formado. Almir Pernambuquinho, valente como só ele, briga como um leão, até ser contido pelo goleiro Ubirajara do Bangu.
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Vários jogadores são expulsos, o jogo termina por ali mesmo. Os jornais sentenciam o nascimento de uma nova mística. A mística da camisa suburbana, desmanchando, ainda que em uma fugaz oportunidade, o poder do manto sagrado rubro-negro.

Domingos desliga o rádio. Na sua casa em Bangu, ele vai dormir feliz.

Fonte: Lúcio Humberto Saretta é escritor e mora em Caxias do Sul/RS
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