Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo

A Sociedade Esportiva Palmeiras, teve outro nome e escudo oficial em 1942, quando por força de lei do Presidente Getúlio Vargas, teve que alterar seu nome, que na época chamava-se Societá Sportiva Palestra Itália.

Getúlio, mesmo tendo simpatia aos governos “nacionalistas” europeus da Alemanha, Itália e Japão, por força internacional, teve que aderir aos “Aliados” na 2ª Guerra Mundial. Para mostrar de que lado realmente estava, promulgou leis ditatoriais ao interferir nos nomes das cidades brasileiras e das associações. As cidades não poderiam ter nome iguais, então mudaram de Laranjal, para Laranjal Paulista, de Bragança, para Bragança Paulista, de Rio Preto, para São José do Rio Preto, de Vitória, para Vitoriana, entre muitos outros municípios brasileiros.

As associações não poderiam ter o nome da nação, ou seja, não poderia ter o nome “Brasil”, e os que tinham nomes referentes à Alemanha e Itália deveriam também mudar o nome. Daí, com o medo de desapropriações de seu patrimônio, os “Palestra Itália” de todo o Brasil tiveram que mudar o nome, que revoltou a todos os palestrinos do Brasil.

Mesmo contra a própria vontade, o Palestra Itália “paulistano”, mudou seu nome para “Palestra de São Paulo”. Considerando a palavra grega “Palestra” uma palavra universal.

   PalestradeSaoPaulo1

Mesmo com a mudança, não convenceu as autoridades paulistas ligadas a Getúlio, que exigiu outro nome. Palestra” também não pode… Vííu…

Então, a “sociedade esportiva” mudou novamente de nome. Agora, por sugestão de Mário Minervino, então diretor do clube, que mantivesse o “P” de Palestra já utilizado nos uniformes, denominando Sociedade Esportiva Palmeiras,  homenageando o extinto clube alvinegro, com autorização dos proprios. Ká entre nós, uma bela jogada de “marquetíngue”. Não precisou alterar nada nos uniformes, até porque não mais utilizava o vermelho, descaracterizando a bandeira “tricolore” italiana para satisfação das autoridades “getulísticas”.

Muitos ao contar a história do Palestra/Palmeiras desprezam o nome e escudo deste período, até porque foi um período curto de 6 meses, diríamos assim, principalmente os sites de escudos, que apenas consideram uma variação temporaria do escudo oficial.

Os palmeirenses enaltecem o feito, que no ano conturbado de alteração do nome, o Palestra de São Paulo ficou  invicto no campeonato, recordando a partida histórica com o São Paulo FC, que acabou decidindo o título. Os palestrinos entraram em campo com a bandeira brasileira, e foram aplaudidos pelas duas torcidas. Afinal, era a bandeira “nacional” e o Palestra de São Paulo, se apresentava a toda imprensa com um novo nome:

 SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

 ARRANCADA-HEROICA

E ao final do jogo, com o título conquistado, gritaram a frase de Mário Minervino:

“Morre O PALESTRA LÍDER, e  nasce O PALMEIRAS CAMPEÃO ! ”

Palestra de São Paulo, foi o mais competente da história dos campeonatos paulistas, embora não da forma invicta, pois acabou perdendo o ultimo jogo, já com a “Taça” na mão.

Explico:

 Oficialmente os nomes foram alterados conforme o Estatuto do Clube em:

27 de março de 1942 – S.S. Palestra Itália para S.E. Palestra de São Paulo.

Portanto, antes da primeira partida com o Comercial-SP, que foi dia 04 de abril de 1942.

19 de outubro de 1942 – S.E. Palestra de São Paulo para S.E. Palmeiras.

Portanto, depois do término do campeonato, ultimo jogo foi no dia 4 de outubro de 1942.

Muitos, ou todos, atribuem à mudança no dia 20 de setembro de 1942, dia do jogo com São Paulo FC, dia do anuncio oficial a imprensa.

Conclusão, o nome oficial que disputou o campeonato paulista inteiro de 1942, foi a Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo.

 Isto deve constar nos dados estatísticos da Federação. No livro “O caminho da Bola” e no site da RSSSF não consta.

Este fato explica também porque o famoso jornalista Thomas Mazzoni, palestrino,  não cita uma única vez a palavra “Palestra” ou “Palmeiras” nas sua  reportagem de 3 paginas sobre o jogo da decisão, na “A Gazeta Esportiva”. Escreveu apenas “o alvi-verde”, o “XI de Og Moreira”, o “XI do Parque Antartica” para falar do clube. Afinal, qual era o nome oficial do vencedor da partida? Mazzoni foi elegante ao não induzir ao erro seu eleitor, pois oficialmente ainda não havia efetuado a alteração do nome.

Assim, no cadastro dos clubes participantes, tem que constar a Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo em 1942, e é claro, seu respectivo escudo e uniforme. No caso dos uniformes, são iguais para todos na época: Palestra Itália, Palestra de São Paulo e Palmeiras), com exceção do escudo da camisa, sem o “I” de Itália.

Assim, o Palestra de São Paulo tem 100% de aproveitamento:

uma participação – um título de campeão paulista.

 

Veja a campanha vitoriosa da Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo:

20 jogos, 36 pontos,  17 vitórias, 2 empates, 1 derrota,

65 gols Pró, 19 gols contra, Saldo de gols: 46

 

 Jogos do Campeonato Paulista de 1942:

 04/04/1942 – Comercial (da capital) 0 x 6 Palestra de São Paulo

12/04/1942 – Portuguesa 1 x 1 Palestra de São Paulo

19/04/1942 – Palestra de São Paulo 4 x 2 Ypiranga

03/05/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 0 Juventus

10/05/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 2Santos

17/05/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway

31/05/1942 – Palestra de São Paulo 2 x 1 Portuguesa Santista

07/06/1942 – Palestra de São Paulo 6 x 0 Hespanha

14/06/1942 – São Paulo 1 x 2 Palestra de São Paulo

28/06/1942 – Corinthians 1 x 1 Palestra de São Paulo

19/07/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 0 Hespanha

26/07/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway

02/08/1942 – Juventus 0 x 4 Palestra de São Paulo

09/08/1942 – Ypiranga 1 x 4 Palestra de São Paulo

16/08/1942 – Santos 2 x 5 Palestra de São Paulo

23/08/1942 – Palestra de São Paulo 6 x 0 Comercial

08/09/1942 – Palestra de São Paulo 4 x 0 Portuguesa

13/09/1942 – Portuguesa Santista 0 x 1 Palestra de São Paulo

20/09/1942 – São Paulo 1 x 3 Palestra de São Paulo (jogo da decisão)

04/10/1942 – Corinthians 3 x 1 Palestra de São Paulo

 Jogo da decisão: 

20 de setembro de 1942 – Pacaembú

Juíz: Jaime Janeiro Rodrigues

 Palestra de São Paulo: Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio Christovam de Pinho, Waldemar Fiúme, Lima, Villadoniga e Echevarrieta. Tc: Del Debbio

 São Paulo:Doutor; Piolim e Virgílio; Lola, Noronha e Silva; Luizinho Mesquita, Waldemar de Brito, Leônidas da Silva, Remo e Pardal. Tc: Vicente Feola

 Gols:Cláudio Christovam de Pinho (19), Waldemar de Brito (24) e Del Nero (42) do 1ºt; Echevarrieta (14) do 2ºt

 O São Paulo retirou o time de campo antes do final da partida por não concordar com pênalti marcado para o Palestra de São Paulo, após espulsão de um jogador tricolor.

 Classificação:                                P   G   W   D   L  GF  GA  GD

 1. Palestra de São Paulo     36  20  17   2   1  65  19  46   

 2. Corinthians                              33  20  15   3   2  78  29  49

 3. São Paulo                                  32  20  15   2   3  77  28  49

 4. Ypiranga                                   24  20  10   4   6  55  44  11

 5. São Paulo Railway                19  20   8   3   9  48  61 -13

 6. Juventus                                  19  20   9   1  10  42  46  -4

 7. Santos                                       18  20   7   4   9  59  51   8

 7. Portuguesa                             18  20   8   2  10  44  52   8

 9. Portuguesa Santista            10  20   5   0  15  39  60 -21

10. Comercial (SP)                     7  20   3   1  16  34  94 -60

11. Hespanha                               4  20   1   2  17  30  87 -57

 O “Torneio Início” foi realizado em 1 de março de 1942, o vencedor foi a SS Palestra Itália.

O Palestra de São Paulo teve  um jogo antes, pelo término do Torneio Quinela de Ouro, sendo sua primeira partida: 28/03/1942 – Corinthians 4 x 1 Palestra de São Paulo

 

 Dizem os “octo-palmeirenses” que na verdade a sigla SEP, significa

 “Sempre Eternos Palestrinos”.

 

Fontes:  sites da RSSSF, Porcopédia, Palestrinos  e  Oficial do Palmeiras

 e o Livro “O caminho da Bola”, de Rubens Ribeiro.

O PRIMEIRO ARBITRO TRANSEXUAL DO BRASIL

Se você pensa que já viu de tudo no futebol, sempre tem uma supresa a mais. O Ferroviário-Ce jogou amistosamente contra o selecionado de Beberibe, mas a atração ficou pelo fato inédito no futebol brasileiro de ter sido arbitrado por um juiz transexual. Valério Gama, de 32 anos, mudou de sexo e hoje é uma mulher. A imprensa avaliou que o árbritro mostrou personalidade na condução da partida, que terminou com vitória de 2 a 1 para os donos da casa.

Fonte: artilheiro.com.br

Campeões de Santa Catarina (Parte 3)

Mais alguns campeões e vices dos campeonato promovidos pelas Ligas e Prefeituras Municipais em Santa Catarina na temporada 2011.

LIGA / COMPETIÇÃO CAMPEÃO VICE-CAMPEÃO
Bombinhas Arsenal Schmit
Dionísio Cerqueira Palmeiras (Peperi) São Paulo (Idamar)
Dionísio Cerqueira (Feminino) Estrela Vermelha Santo Expedito
Intercopa  Grêmio (Antônio Carlos) Amazonas (Goc. C. Ramos)
Palmitos (Taça SDR Regional) Cruzeiro (São Carlos) Palmitos
Piratuba Cruzeiro AARP/Guarani
Pomerode (Municipal) AD Müller Floresta
Pomerode (Regional da Liga) Atlético Pomerodense Floresta
Taça Ass. Mun. Noroeste Catarinense Cruzeiro (S. Lourenço) Coronel Martins
Tijucas (Municipal) União Itinga
Timbó Tiroleses Usivale

Fontes: site da Rádio Aliança AM, Prefeituras de Dionísio Cerqueira e Piratuba, Liga Pomerodense e site Bola em Jogo.

Alguns comentários sobre Garrincha

Alguns comentários sobre o Garrincha

“Garrincha é um verdadeiro assombro. Não pode ser produto de nenhuma escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual.”
(Gavril Katchalin, técnico soviético em 62)
“Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno, ninguém tão passarinho como o Mané.” (Nélson Rodrigues, escritor, dramaturgo e jornalista esportivo, sobre Garrincha)
“Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios.”
(Carlos Drummond de Andrade, escritor)
“Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio.”
(Armando Nogueira, jornalista e escritor)

“De que planeta veio Garrincha?”
(Jornal El Mercurio, do Chile, na Copa de 62)

“Eu fazia o lançamento e tinha vontade de rir. O Mané ia passando e deixando os homens de bunda no chão. Em fila, disciplinadamente.”
(Didi, sobre Garrincha na Copa de 58)
“Ele me deu um baile. Pedi que o contratassem e o pusessem entre os titulares. Eu não queria enfrentá-lo de novo.”
(Nílton Santos, maior lateral-esquerdo da história do Brasil e do Botafogo)
“Eles começaram marcando no mano a mano. Tsarev contra Garrincha. De repente, passaram a amontoar vários outros naquele lado esquerdo do campo. Era hilariante o desmanche que Mané fazia por ali.”
(Nílton Santos, sobre Garrincha na partida contra a Rússia, pela Copa de 58)
“Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para opinar sobre o nosso Mané.”
(Nelson Rodrigues, escritor e jornalista)
“Estávamos em pânico pensando no que Garrincha poderia fazer. Não existia marcador no mundo capaz de neutralizá-lo.”
(Nils Liedholm, meia da Suécia na Copa de 58)
“Em cinqüenta anos de futebol jamais apareceu um jogador como Garrincha.”
(Jornal inglês Daily Mirror)
“Eles eram infernais. Ninguém os conteria. Se você marcasse o Pelé, Garrincha escapava e vice-versa. Se você marcasse os dois, o Vavá entraria e faria o gol. Eles eram endemoniados.”
(Just Fontaine, maior artilheiro em uma única Copa do Mundo, a respeito do time brasileiro da Copa de 58)
“Veja aquele beque do Brasil. Olhe seu uniforme, limpo, parece engomado. Olhe seus cabelos, penteados. Ele é Nílton Santos. Aquela cabeça armazena o que há de melhor em inteligência. Aquelas pernas limpas produzem o melhor estilo do mundo. Ele joga em pé, pleno de classe, como convém aos deuses da bola.”
(Nestor Rossi, indignado com o companheiro, que marcava Garrincha e estava todo sujo de lama)
“Rossi se esqueceu de dizer que eu sempre joguei junto com Garrincha. Contra ele, só no primeiro treino no Botafogo. Pedi que o contratassem. Graças a Deus, fui atendido.”

http://www.botafogopaixao.kit.net/garrincha

FESTIVAL DO NÁUTICO FUTEBOL CLUBE(SE) EM 1969

Para comemorar o seu 2º aniversário de fundação, o NÁUTICO FUTEBOL CLUBE de São Cristóvão/SE realizou um quadrangular no dia 23 de fevereiro de 1969 que contou com a participação do clube anfitrião, dos profissionais do Vasco Esporte Clube de Aracaju e Socialista Sport Club de maruim e dos amadores do Club Sportivo Sergipe. O título ficou com com a equipe maruinense. Abaixo os resultados da competição:

TORNEIO QUADRANGULAR

1º JOGO – SERGIPE 2-1 NÁUTICO

2º JOGO – SOCIALISTA 2-0 VASCO

FINAL – SOCIALISTA 2-0 SERGIPE

Fonte: Pesquisa do autor na Gazeta de Sergipe

O ARTIGO DO ANO DE 2010

Os colegas do blog Historia do Futebol escolheram o artigo   ÁLBUNS DE FIGURINHAS ATRAVÉS DOS TEMPOS   do colega  Gilberto  Malupublicado em maio, como o melhor artigo do blog em 2010.

Parabens Gilberto, de pelo artigo vencedor e também pelo conjunto de outros que voce publicou ao longo do ano de 2010. Esperamos contar com outras riquezas de artigos em 2011, agradecendo a sua contribuição e desejando um ano de muito sucesso.

¨¨ Solicito, mais uma vez, que entre em contato (ricardoamaralrn@yahoo.com.br) ou mesmo com Edu (educacella@globo.com) fornecendo o endereço que deseja receber os livros, premio ofertado ao melhor artigo do ano.

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Vale a pena ler de novo, o melhor artigo de 2010:palmas

publicado em  7 de maio de 2010, In Historia do Futebol, By Gilberto Maluf.

A História das Figurinhas de Balas aqui no Brasil, muito provavelmente teve inicio nos anos 10 ou 20 do seculo passado ( XX ), com a Fábrica de Balas Grechi Comp. e outras fábricas de balas que eram suas concorrentes na época.

Não se têm noticias comprovadas de quantas coleções estas fábricas lançaram até o ano de 1920.

A Fábrica de Balas Grechi. Comp. por exemplo encerrou suas atividades no ano de 1920, sendo sucedida pela – Indústria de Balas e Chocolates A Americana no ano de 1921.Balas Sportman

A Americana lançaria sua primeira coleção de figurinhas de Futebol – As Balas SportMan (figurinhas avulsas, não tinha álbum) , já no inicio do ano de 1921.
balassportman1927
Esta coleção, muito provavelmente com 121 figurinhas, se tornaria praticamente o número de figurinhas padrão para as coleções posteriores das Balas SportMan, algumas coleções eram de 132 figurinhas.

Existe uma grande lacuna com relação a estas coleções das Balas SportMan; não se tem comprovação se todos os anos (1921 a 1935) foram lançadas estas figurinhas.

O que se sabe comprovadamente são as coleções do ano de 1921, 1927, 1929 e 1930.

Em 1921, uma revista da época – São Paulo Illustrado – já fazia a propaganda das Figurinhas Balas SportMan, e os demais anos (1927/1929 e 1930), já vi com colecionadores, como estas figurinhas são muito antigas e difícil de aparecer , quero crer que realmente foram lançadas para os anos que não mencionei.

Já no ao de 1936/37 ou antes( não tenho como comprovar) foi lançado a coleção de figurinhas das Balas Futebol sem o álbum ,coleção esta muito provavelmente com 121 ou 132 figurinhas.

Balas FutebolA partir de 1938 começa uma nova fase de coleções na Fábrica de Balas A Americana, foi o lançamento das figurinhas das Balas Futebol com o álbum.

A novidade para a época era o álbum para colar as figurinhas dos jogadores, e tambêm os prêmios (álbuns completos trocados por brindes e os sorteios – cupons ), até então as coleções (Balas SportMan e Balas Futebol) eram avulsas e não se sabe se davam prêmios. Fico imaginado a molecada da época, feliz da vida colando as figurinhas e sabendo que não mais corriam o risco de perder uma figurinha da coleção.

As figurinhas das Balas Futebol teve seu período de comercialização a partir de 1938 e encerrou-se em 1958. Foram 20 anos que marcaram para sempre duas gerações. Cada bala vinha com uma figurinha e em meados de 1954, passou a vir com duas figurinhas. Já no ano de 1958, último ano das Balas Futebol, a A Americana começou também a vender as figurinhas em pacotinhos como nos dias de hoje (bancas, bares, etc.), e lançaria nos dois anos seguintes seus dois últimos álbuns de balas e também em pacotinhos: os álbuns Campeonato de 1959 e 1960.

figurinhabalasfutebol
Começa mais uma nova fase da A Americana, desta vez a fase final; a partir de 1961 sai a Fábrica de Balas e entra a Editora Americana que lançaria alguns álbuns de futebol que distribuíam prêmios.

Até o final dos anos de 1960 e início dos anos 70, já com o sistema de figurinhas em pacotinhos que conhecemos até os dias de hoje, em todos os álbuns de futebol da Editora Americana era necessário achar a figurinha chave para ganhar determinado prêmio e o curioso é que também neste período aparece a Editora Astúrias com o mesmo endereço e os mesmos formatos de álbuns de futebol.

Já no inicio dos anos 70, a coisa ficou mais confusa ainda, outras editoras como a Dicorel por exemplo também surgiu com o mesmo endereço da Editora Americana e os mesmos formatos de álbuns de futebol.

A partir daí não se sabe o que realmente aconteceu com a Editora Americana. Uma coisa é certa tanto a Fábrica como a Editora Americana deixaram para sempre a saudade destes maravilhosos álbuns, marcando definitivamente na memória de muitos colecionadores que são apaixonados por Futebol.
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Agradecimentos a Antonio Carlos Bonin
Na época, foi lançada o álbum “Balas Futebol – Craques do Campeonato Mundial de Futebol 1950″. As figurinhas vinham embrulhadas nas embalagens das balas da indústria Americana, aumentando significavamente as vendas da fábrica. Apesar de ter sido publicado depois da Copa, a frustração pela perda do título no Maracanã não impediu que muitos o colecionassem. A página do Brasil era a primeira do álbum, seguida pela do Uruguai. Infelizmente, em posições invertidas em relação à colocação no campeonato. Além de imagens dos jogadores das 13 seleções participantes, apresentava também cenas de partidas. Os chamados “instantâneos”.

Não há registro de álbum de figurinhas editado no Brasil sobre a Copa de 54. Mas na Alemanha, o surpreendente título conquistado diante da favoritíssima Hungria não passou em branco. A campanha que terminou com o “Milagre de Berna” foi registrado em um livro ilustrado editado por uma fábrica de cigarros de Bremen. As figurinhas vinham nos maços e completavam uma obra que contava toda a história do Mundial disputado na Suíça. É possível imaginar hoje figurinhas em embalagens de cigarros? Algo impensável no século XXI.

camp. 1950
Em 1958, o país campeão mundial também celebrou a vitória com álbuns de figurinhas. Se antes da Copa não há registro de publicações do tipo no Brasil, o título inédito na Suécia foi retratado em um pequeno livro ilustrado da Editora Aquarela, com fotos dos 22 jogadores campeões e de integrantes da comissão técnica. E um perfil de três linhas para cada um. Pelé, por exemplo, foi apresentado como uma “das mais risonhas promessas do futebol brasileiro”.

Os retratos dos vencedores também foram incluídos em álbuns voltados para mostrar jogadores de clubes. Casos do “Titulares”, que tinha uma página dupla e um encarte destinados à seleção da Copa de 58, e do “Álbum Futebol”.

Em 62, foi diferente. As crianças e adolescentes brasileiros puderam colecionar figurinhas antes da Copa. Um dos mais conhecidos é o que foi lançado pela Editora J.D. Campos: “Campeonato Mundial de Futbol 1962″ (assim mesmo, sem o E). Este apresentava imagens dos principais craques da época, com Pelé, Garrincha, Didi, Di Stefano (com a camisa da Espanha), Bobby Charlton (Inglaterra), Sivori (Itália), Sanfilippo (Argentina), Seeler (Alemanha), Masopust (Tchecoslováquia) e Yashin (União Soviética)

Após o bicampeonato mundial, uma versão atualizada do álbum de 58 da Aquarela foi editado. Com boa parte das mesmas imagens de quatro anos antes. Mas na altura, Pelé não era mais classificado como uma ”risonha promessa”.
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Em 62, foi diferente. As crianças e adolescentes brasileiros puderam colecionar figurinhas antes da Copa. Um dos mais conhecidos é o que foi lançado pela Editora J.D. Campos: “Campeonato Mundial de Futbol 1962″ (assim mesmo, sem o E). Este apresentava imagens dos principais craques da época, com Pelé, Garrincha, Didi, Di Stefano (com a camisa da Espanha), Bobby Charlton (Inglaterra), Sivori (Itália), Sanfilippo (Argentina), Seeler (Alemanha), Masopust (Tchecoslováquia) e Yashin (União Soviética)

Após o bicampeonato mundial, uma versão atualizada do álbum de 58 da Aquarela foi editado. Com boa parte das mesmas imagens de quatro anos antes. Mas na altura, Pelé não era mais classificado como uma ”risonha promessa”.

Para o Mundial de 66, a Editora Bruguera preparou o álbum “Brasil na Copa do Mundo”, com imagens dos jogadores de todas as seleções brasileiras dos Mundiais de 30 a 62. Além de 43 convocados por Vicente Feola para a fase de preparação para o torneio que seria disputado na Inglaterra. Curiosidade: as figurinhas eram em preto e branco.

Já em 70, as imagens eram coloridas. E ficaram marcadas na memória de muitos jovens da época, que colecionaram o álbum “México 70″, que apresentava figurinhas dos jogadores das 16 seleções que participaram da Copa vencida pelo Pelé e cia. A imagem do Rei de Futebol estampava a capa da publicação, ao lado da sonhada Taça Jules Rimet. Na contra-capa, a foto de outro craque que brilharia nos gramados mexicanos: Tostão.

O álbum foi inclusive retratado no premiado filme “O ano em que meus pais saíram de férias”. O menino Mauro, de 12 anos, tinha a coleção de figurinhas como uma de suas poucas fontes de alegria no período em que ficou afastado dos pais.
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Quatro anos depois, nas bancas de jornais podia ser encontrado o álbum “Coleção Copa 74″. Com algumas curiosidades. Como a presença do holandês Israel, que jogava de óculos.

Em 78, quando os direitos de imagem e licenciamento praticamente ainda não existiam, vários álbuns foram lançados sobre a competição realizada em solo argentino. O que mais fez sucesso no país foi o “Brasil na Argentina”. A seleção canarinho teve espaço privilegiado, com cinco páginas. As demais 15 equipes contaram com uma cada.

Quatro anos depois, um álbum virou febre no país, marcando um geração de garotos que gostava de futebol: o “Ping Pong Espanha 82″. A venda de chicletes cresceu de tal forma diante da procura pelas figurinhas que muitas padarias e lojas de doces ficaram um bom tempo sem ter o produto. E, para aumentar a ansiedade dos colecionadores, muitas figurinhas só foram distribuídas em uma segunda leva. Caso do cromo de Roberto Dinamite. O editor reservou duas páginas para o Brasil. Mas seleções consideradas de menor expressão tiveram direito a apenas quatro figurinhas. Casos de Argélia, Kuwait, Camarões, Honduras, El Salvador e Nova Zelândia.
Em 86, a fábrica de chicletes tentou repetir o sucesso de quatro anos antes, mas teve problemas comerciais e não enviou o álbum para as bancas, apesar de ele ter sido preparado. Restou aos aficionados colecionar o “Game card Copa 86″. Que continha cromos dos times posados das 24 seleções participantes do Mundial e de apenas 12 jogadores: Maradona, Zico, Sócrates, Júnior, Cerezo, Platini, Boniek, Rummenigge, Paolo Rossi, Briegel, Fillol e Romerito. A novidade era um jogo em cartão de raspadinha, presente em todos os pacotinhos.

Em 90, a globalização chegou aos álbuns. E a Editora Panini, graças a um acordo com a Fifa, passou a ter o direito exclusivo de editar as figurinhas dos jogadores das seleções classificadas para o Mundial. O que serviu para padronizar os modelos. As páginas apresentam palavras escritas em vários idiomas (até mesmo o nome dos países). E a contra-capa tem sempre o mapa do país-sede.

Apesar da maior facilidade de obter as imagens dos atletas com o desenvolvimento tecnológico, a edição brasileira dedicada à Copa de 98 teve problemas: na seleção da Inglaterra, faltaram as fotos de Adams, Fowler e Ferdinand, que saíram normalmente na Europa. E nenhuma figurinha do Irã foi distribuída.

Se o licenciamento reduziu a variedade de álbuns dos Mundiais, não diminuiu em nada a paixão dos fãs do futebol e das figurinhas pelos álbuns das Copas. A mesma no Brasil há 60 anos. Passando de geração em geração.

http://www.nosthalgia.com.br

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Amistoso internacional do Atlético-PR, ficha técnica.

16/03/1988. Pinheirão, Curitiba. Atlético-PR 1×2 Seleção do Canadá. Árbritro: Tito Rodrigues. Renda: Cz$ 89.200. Público: 516. Gols: Lindon Hoper aos 30, Nílson (pênalti) aos 39 do 1º e Tony Pignatielo (pênalti) aos 27 do 2º. Cartão amarelo: Fião, Peter Sarantopulos e Tony Pignatielo. Atlético: Carlos, Odemílson, Fião, Adílson e Miranda; Cacau, Roberto Cavalo e Henrique; Kramer, Nílson e Oliveira (Vílson). Técnico: Nelsinho. Canadá: Pat Onstad, Peter Sarantopulos, Tom Pasujem, John Lintatis e Tony Pignatielo; Lindon Hoper, James Grimes e Dan Laneric; John Cattlipp (Cossino Caniso), Jim Fastemp (Nick de Santi) e Steve Jaensen. Técnico: Tony Taylor.

fonte:Revista Placar 929