Magno Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1913

Um dos escudos há muito tempo “caçado“, finalmente foi encontrado. Trata-se do Magno Football Club, que foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os Mulatinhos Azuis foi Fundado no dia 15 de Agosto de 1913, tinha a sua Sede era próxima à Estação Magno (atual Estação de Madureira), na Rua Carolina Machado, 206; e o Campo na Estrada Monsenhor Félix, 302, ambos em Madureira, na Zona Norte do Rio.

Era o grande rival do Fidalgo. Que por sinal, em 1934 Magno e Fidalgo se fundiriam, passando a se chamar Madureira Athletico Club. A escolha das cores se fez da seguinte forma: o azul (Magno), roxa (Fidalgo) e branca (comum a ambos).

Entretanto, o Magno depois acabou desistindo da fusão. Já o Fidalgo, mesmo sozinho manteve a ideia e tocou o projeto, com a nova nomenclatura de: Madureira AC (lembrando que na década de 70 o Madureira AC se juntou com outros clubes locais, virou Madureira EC e adotou as cores atuais).

O Magno tem os títulos Suburbanos, pela Associação Athletica Suburbana (AAS) , em 1916 (Primeiros Quadros) e 1918 (Terceiros Quadros). Time-base de 1916: F. Heitor; Mello e Ribeiro; Camargo, Antônio e Laranjo; S. Lima, José, Monteiro, Paiva e Manoel B.

Fontes: Rsssf Brasil – O Imparcial – O Radical

Engenho de Dentro A.C. – Rio de Janeiro (RJ): Quatro participações na Elite Carioca

O Engenho de Dentro Atlético Clube é uma agremiação cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundada em 03 de Novembro de 1912, com o nome de Engenho de Dentro Football Club, por Antônio Serrano Paes Filho. Assim foi descrito a notícia para a posse da diretoria: “Tenho a súbida honra em comunica-vos, que em assembleia geral ordinária, foi eleita a seguinte directoria para dirigir os destinos do club durante anno corrente.

Achilles Pederneiras de Lima (Presidente),

 L. C. Paes Leme (Vice-Presidente),

Benedicto J. Fernandes (1° Secretário),

João Ribas C. Pereira (2° Secretário),

Ângelo Vargas (1° Thesoureiro),

Reynaldo de Oliveira (2° Thesoureiro)

Athayde A. Coelho (Director Sportivo).

 Nesta mesma reunião foi escolhido para nosso órgão official o Jornal do Brasil.  Discutidos e approvados os novos Estatutos, bem como, por proposta de nosso associado e actual Presidente modificada a denominação de Engenho de Dentro FC para Engenho de Dentro AC. Sem mais assumpto e antecipadamente agradecido sou com toda estima e consideração de V. criado e obrigado Benedicto J. Fernandes, 1° secretário“.

Em 23 de janeiro de 1916, ocorreu a mudança para Engenho de Dentro Athletico Club. Em agosto de 1919 absorveu o Cattete Football Club após desligar-se da Liga Suburbana, por perseguições, resolveu abandonar a mesma entidade.

Fantasmas Azuis

O Engenho de Dentro ganhou a alcunha de ‘Fantasmas Azuis’ por conta das cores azul e branco que ostentavam e, também, pelo fato de que assustava seus adversários com estupendas vitórias e títulos nas décadas de 20 e 30.

Estádios

Sua praça de esportes localizava-se na antiga Rua Engenho de Dentro, atual Adolfo Bergamini, entre os números 151 e 155. No local há a Escola Municipal Rio Grande do Sul.

No dia 07 de Setembro de 1946, o campo passou para a Rua Henrique Scheid (Estádio que pertencia ao Adélia Football Club). Neste dia a inauguração com vitória do Vasco da Gama sobre o Flamengo, por 4 a 2, num duelo de equipes mistas. O campo existe até hoje, como local de peladas, sendo um dos últimos gramados remanescentes da época do Departamento Autônomo.

 

Uniforme e escudo comemorativo pelo Centenário, em 2012

Realidade difícil

Cada vez mais distante de seu passado de glórias, o Engenho de Dentro Atlético Clube resiste até hoje, modestamente, com um ginásio na Rua Monsenhor Jerônimo 135, no mesmo bairro.

Lá, um guardião toma conta de seus arquivos, troféus e livros com recortes de jornal que recuperam a história do clube. Tudo isto deveria estar guardado em um arquivo esportivo público, para que ninguém esquecesse da existência dos Fantasmas Azuis.

Participações na Elite do futebol carioca

Disputou os Campeonatos Cariocas da 1ª Divisão de 1924, 1933, 1934, além dos Campeonatos Cariocas promovidos pela LMDT de 1925 a 1927.

 

Títulos

Em relação aos títulos, os ‘Fantasmas Azuis‘ conquistaram:

Tri do Campeonato Carioca, organizado pela Liga Suburbana de Futebol’: 1916, 1917 e 1918;

Campeão do Torneio Início da Série C da LMDT de 1924;

Campeão da Série C, da1ª Divisão (disputando o titulo máximo com o Vasco e o Bonsucesso, Campeões das serie A e B), 1924;

Campeão pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) de 1925;

Campeão da 2ª Divisão da AMEA, de 1932;

Campeão da Sub-liga Carioca, de 1935;

Bicampeão Carioca pela FAS (Federação Atlética Suburbana), de 1937 e 1939;

Primeiro Campeão Carioca pelo Departamento Autônomo, de 1949.

 

Torneio no Maracanã

Em 30 de setembro de 1950, duas semanas depois de a Seleção Brasileira perder para o Uruguai por 2 a 1, na final da Copa do Mundo, participou como convidado do 1º Torneio Início do Campeonato Carioca ocorrido no Estádio Mario Filho, ‘Maracanã’. Foi eliminado pelo Olaria A.C. após derrota de 1 a 0.

 

Fonte: Jornal do Brasil – Jornal A Noite – Jornal dos Sports – O Imparcial – Gazeta de Notícias – Jornal A Manhã – Diário de Notícias 

Del Castilho Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1914

O Del Castilho Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Localizado na Avenida Suburbana n. 3.743, no Bairro de Del Castilho, Subúrbio carioca, o clube Foi Fundado no dia 31 de Agosto de 1914. A fonte de renda do Del Castilho Football Club, vinha, sobretudo, da mensalidade dos seus sócios, que pagavam 2$000 (2 mil reis). A sua diretoria era composta por pessoas de diversas áreas: como funcionários públicos, um eletricista, dois trabalhadores do comércio e um operário, o diretor esportivo.

Entre 1914 a 1920, o time era verde e branco (Fundo verde com estrela branca e letras verdes). A partir do dia 12 de setembro de 1920, quando inaugurou a sua Praça de Esportes, o Del Castilho adotou as cores vermelha e branca (Fundo vermelho com estrela branca e letras vermelhas). Uma curiosidade é o fato do time jogar, em algumas ocasiões com o escudo vermelho e o uniforme verde, demonstrando que o clube ainda nutria uma relação firme com as duas origens, quando o Del Castilho era alviverde.

 

Breve histórico

Entre 1917 a 1921, participou do  Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Liga Suburbana de Football. O Time-base era o seguinte: Silva; Marcos e Valeriano; Valle J., Gomes e Lopes; Alberto,  Ramos (Capitão), Ventura, Eduardo e Farias.

O Del Castilho FC inaugurou a sua praça de esportes, no 12 de setembro de 1920, e, aproveitando essa nova etapa, decidiu estrear o seu novo uniforme na cor vermelha.

Após passar por ligas menores, nos anos 30, o Del Castilho decidiu alçar voos maiores e se filiou na Associação Metropolitana de Esportes  Athleticos (AMEA), onde disputou  o Campeonato Carioca da 2ª Divisão, em 1932.

Nessa competição o time fez uma excelente campanha e terminou em segundo lugar, um ponto a menos do que o Fluminense ‘B’. Em 1933, seguiu na Segundona, mas dessa vez pela Liga Carioca de Football (LCF). Em 1934, terminou em 3º lugar.

Em 20 de dezembro de 1934, entrou em vigor o decreto lei reconhecendo o Del Castilho FC como uma entidade de Utilidade Publica Municipal. No dia 22 de agosto de 1936, ajudou a fundar a Federação Athletica Suburbana (FAS), onde disputou as edições de 1936, 1937, 1938 e 1939 .

Prêmio Belfort Duarte

Prêmio oferecido aos atletas que não sofreram qualquer punição esportiva por dez anos. O Prêmio de Disciplina foi criado pelo Conselho Nacional de Desportos (CND) por meio do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol, em 16 de agosto 1945 e o capítulo V, artigo 31, parte penal, dispõe sobre sua outorga. A primeira medalha de ouro foi dada ao jogador amador Aria Ferreira, do Del Castilho Futebol Clube, em 22 de dezembro de 1922.

A primeira medalha de Prata foi dada ao jogador profissional Antonio Mota Espezin, do Coritiba, em 25 de julho de 1948. Jaime de Almeida foi o primeiro jogador da Seleção a receber o Prêmio Belfort Duarte, em 24 de Novembro de 1949.

Jarbas Batista então aposentado do Flamengo e ex-jogador da Seleção, recebeu em 24 de Novembro de 1949. A última concessão do Prêmio foi em 6 de setembro de 1973 ao goleiro Orlando Alves Ferreira, que jogou no São Cristóvão, do Rio de Janeiro.

 

Fontes: Jornal A Noite – O Imparcial – O Radical

 

Central Athletico Club – Engenho Novo (RJ): Anos 30

Com quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão, na década de 30, o Central Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Club dos Ferroviários” foi Fundado no dia 27 de Novembro de 1917, a sua Sede e campo ficava na Rua Adriano, s/n – Engenho Novo – Zona Norte do Rio (RJ).

 

Bandeira do clube

 

Demais informações desta agremiação está na postagem que fiz: https://historiadofutebol.com/blog/?p=68410

 

 

 

 

 

Juventus Esporte Clube – Memórias do Futebol Amapaense

O “Moleque Travesso” do Futebol Amapaense desapareceu das competições oficiais da FAD no início da década de setenta por causa de uma divergência entre os padres do PIME e o treinador Humberto Santos, que se uniu a outros esportistas e trouxe a Sociedade Esportiva e Recreativa São José de volta aos gramados amapaenses, já que a agremiação fundada por Messias do Espírito Santos estava licenciada.”

O Juventus Esporte Clube, de Macapá, pretendia disputar o campeonato Amapaense de Futebol usando camisas iguais ao do Juventus da Itália, alvinegras. Ocorre que o Amapá Clube tinha uniforme semelhante, espelhado no Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, o que fez prevalecer a preferência do alvinegro amapaense. Foi, então, que o Chefe Humberto Dias Santos, um dos fundadores do Grupo de Escoteiros Católicos São Jorge, cuja cor do lenço era verde e vermelho, sugeriu que elas também fossem adotadas como cores do time de futebol. O verde e o vermelho são as cores de São Jorge, patrono do Exército Português. As cores de Portugal também são essas. A Portuguesa de Desportos, de São Paulo, fundada pela colônia lusitana são o verde e o vermelho.

Quem viu o Juventus em campo sabe o futebol que era praticado pelo time da Prelazia.”

 

Da esquerda para a direita, em pé: Zé Elson, Círio, Mocinho, Curupira, José Maria e Magalhães; Agachados, no mesmo sentido: Enildo, Joca, Timbó, Moacir Banhos e Praxedes.

 

Escudo utilizado no uniforme.

O Juventus Esporte Clube,  é filho de padre. Foi fundado no seio da antiga Prelazia de Macapá, na Praça da Matriz, por iniciativa de sacerdotes italianos e revelou muita gente graças ao olho clínico e competência do técnico Humberto Dias Santos. Rivalizou com CEA Clube, Santana, Macapá, Amapá e Trem na década de sessenta, antes da volta do São José, licenciado, e antes do surgimento do Ipiranga e do Independente, o Carcará de Vila Maia. Era dirigido por Humberto Dias Santos, que levou o Moleque Travesso ao tricampeonato na era do futebol amador.

 

3 Campeonatos Amapaense: 1964, 1966 e 1967

Anos 60 - Em pé a partir da esquerda: Sabará, Coaraci Cabral, Reinaldo Barcessat, José Maria Franco, Célio Paiva e Venturoso. Agachados: Enildo Amaral, Joca, Austregecildo, Orlando Torres e Moacir Banhos.

O velho Estádio Municipal “Glycério de Souza Marques”, em Macapá, a praça de esportes oficial mais antiga do Brasil, inaugurado seis meses antes da inauguração do estádio do Maracanã, construído para a Copa do Mundo de 1950.
Foi palco de muitos jogos com apresentação de grandes times do futebol local e nacional. Entre eles estava o Juventus Esporte Clube – o clube do “moleque travesso”

Em pé: Mucuim, Otávio Nery, Bento Góes, Base, Haroldo Pinto e Dico. Agachados: Camarão, Jangito, Jupati, Bené e Evilásio.

 

Fontes:
http://porta-retrato-ap.blogspot.com.br/
http://joaosilvaap.com.br/
Arquivos pessoais. 


Adélia Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1928

O Adélia Football Club foi uma agremiação da Cidade do Rio de Janeiro (RJ). ‘Os Carijós’ foi Fundado no dia 09 de Janeiro de 1928, possuía a sua Sede na Rua Salles Guimarães, 97, no Bairro do Engenho de Dentro, localizado na Zona Norte do Rio. O seu Estádio, ficava na Rua Henrique Scheid, s/n – também no mesmo bairro.

O clube não era meramente um time de futebol. Além de uma bela sede social, o Adélia possuía categorias de base, e participava em outras modalidades esportivas, como o basquete. A equipe ‘Os Carijós’  foi Campeão da Zona da Central do Brasil, do Campeonato Carioca Sport Menor, em 1935. No ano seguinte (1936), o Adélia foi um dos fundadores da Federação Athletica Suburbana (FAS), participando das edições de 1936, 1937, 1938 e 1939.

Nos anos 40, o clube investiu na sua sede inaugurando a quadra de voleibol (1942) e as novas arquibancadas sociais (1947). A partir daí, o clube passou a ser mais social e o futebol começou a ganhar menos espaço.

Time-base de 1933: Irênio; Escovão e Carlos; Moacyr, Antônio e Paulista; Lemos, Villa, Léo, Perácio e Turquinho.

Time-base de 1938: Mario; Tavares e Gradim; Ananinas, Farias, Antônio e Cici, Zeca, Bahiano, Zé 8 e Propato.

 

Fonte: Jornal A Noite – Jornal dos Sports – O Imparcial – Gazeta de Notícias – Jornal A Manhã – Diário de Notícias