Campeonato Paulista de 1921 – Palestra Italia 3 x 1 Sport Club Corinthians Paulista

 

FICHA TÉCNICA

Palestra Italia 3 x 1 Sport Club Corinthians Paulista

Partida realizada na data de 4 de agosto de 1921, no Parque da Antárctica Paulista.

Gols: Martinelli, Picagli e Ministro (P) Gambarotta (C)

Árbitro: Sylvio Lagreca.

Palestra: Primo, Bianco e Pedretti. Bertolini, Picagli e Ítalo. Forte, Ministro, Heitor, Imparato e Martinelli.

Corinthians: Alonso, Nando e Raphael. Roberto, Amílcar e Ciasca. Grizado, Tatu,  Gambarotta, Neco e Brambilia.

 

Fontes: revista “A Cigarra” e o livro “O Caminho da Bola” de Rubens Ribeiro.

Amistosos em 1921, envolvendo as equipes do Palestra Italia, da Seleção da APEA e da Seleção Paranaense

 

Os jogos foram realizados no Parque da Antárctica Paulista

Na data de 8 de setembro de 1921, o Seleção da APEA derrotou a Seleção do Paraná pelo placar de 4 x 2.

Na data de 15 de setembro de 1921, o Palestra Italia derrotou a Seleção do Paraná pelo placar de 7 x 2 e ganhou a Taça Doutor Machado Lima.

 

Fonte: revista “A Cigarra”.

INDEPENDENTE ATLÉTICO CLUBE – CURITIBANOS/SC

O CANARINHO DE CURITIBANOS

O Independente Atlético Clube, de Curitibanos-SC, cidade localizada no centro do Estado, no Meio Oeste Catarinense, foi fundado 08.02.1956 por Orocimbo Caetano da Silva e mais uma dezena de esportistas locais.

As cores escolhidas para o clube foram o amarelo e o azul, que o tornaram conhecido como Canarinho do Alcapão da Baixada. 

O ALÇAPÃO DA BAIXADA

O local onde o Independente A.C. mandava os seus jogos era o Estádio Municipal de Curitibanos, que ficava num terreno hoje ocupado pela Secretaria de Obras do Município, na rua Benjamin Constant. Era mais conhecido como o ‘Alçapão da Baixada’ já que os times da cidade eram quase imbatíveis jogando em casa.

Uma reportagem do jornal ‘A Notícia’, de Joinville, feita na ocasião que o América foi derrotado pelo Independente no estádio, evidencia o que era o alçapão:

‘A Noticia’, 04/11/1959:

“Ainda não descobrimos, como é que um campo de futebol que não serve nem para partidas de várzea pode ser considerado oficial para partidas de Campeonato Estadual; o seu gramado é completamente acidentado, com as áreas esburacadas e carécas, cheio de saliências, campo idêntico ao do C.A. Baependi de Jaraguá do Sul, é bem verdade que existe uma certa segurança para os jogadores e juízes, pois uma parte do gramado é cercado por um pequeno alambrado.”

 

O INDEPENDENTE NO CAMPEONATO ESTADUAL DE 1959

Sob a presidência de Ney Aragão Paz, o Independente aventurou-se pela primeira vez na disputa do Campeonato Catarinense, jogando a edição de 1959, que na sua Fase Preliminar, jogada entre Junho e Agosto, foi dividida em quatro Zonas Regionais.

Alocado na Zona Oeste, o time Canarinho teria pela frente outros cinco adversários que lutariam por duas vagas na fase final, que teria oito clubes no total.

Por Curitibanos ficar localizada bem no centro do Estado, o Independente não sofreu muito com as viagens nesta fase, tendo que percorrer apenas 70 km para jogar em Tangará, 95 km para enfrentar os times de Caçador, 90 km para chegar até Lages e exaustivos 115 km para jogar em Joaçaba.

A excelente campanha na Fase Regional, que lhe valeu a 2ª colocação no grupo, garantiu ao Independente o direito de disputar a fase final do Estadual, o que colocaria a cidade pela primeira vez no mapa do futebol catarinense.

Além do velho conhecido Comercial, de Joaçaba, agora os curitibanenses teriam pela frente os mais temíveis clubes do Estado, todos da região litorânea, o que demandaria longas viagens e altos custos. Para se ter uma ideia, a distancia para se jogar em Brusque era de 250 km, em Criciúma  era de 280 km, em Joinville ou Tubarão era de 300 km, e em Florianópolis era de intermináveis 310 km. Vale ressaltar que as estradas precárias, de chão batido, nesta época, faziam com que estas viagens levassem de duas a três vezes mais tempo do que nos dias de hoje.

Logo a euforia deu lugar á preocupação já que não havia orçamento para uma jornada deste porte, e assim, o clube só não desistiu do campeonato porque o Prefeito Municipal, José Bruno Hartmann, garantiu que conseguiria dar o apoio financeiro que o clube precisaria.

Na base da confiança nas promessas, o clube iniciou a disputa da Fase Final em Setembro, e no Turno, enfrentou de igual para igual todos os adversários, tendo vencido de forma espetacular o América de Joinville, um dos mais fortes concorrentes ao título.

Quando o Turno foi encerrado, em Novembro, o caixa estava praticamente zerado, porém, a Lei Municipal n. 423, aprovada em 16 de Novembro, que concedia auxilio ao clube, colocou tudo em ordem.

Por conta do Campeonato Brasileiro de Seleções, o Campeonato Estadual ficou paralisado até Março de 1960, quando o returno foi retomado.

Esta paralisação, do ponto de vista técnico, foi muito prejudicial para o Independente, já que enquanto os clubes do litoral, semana após semana, afiavam os seus times em jogos amistosos contra clubes de força equivalente, em Curitibanos, por conta do isolamento geográfico e da escassez de bons times na região, estes tipos de jogos aconteciam mês sim, mês não.

Deste modo, a campanha do Independente no returno foi muito ruim, com apenas um ponto conquistado e duas goleadas sofridas, uma delas de 8×2 para o América, que assim tirou a desforra da derrota sofrida no turno no Alçapão. Curiosamente esta derrota sofrida para o Independente tirou o América da briga pelo título, ficando apenas com o 3º lugar, com 2 pontos atrás do Caxias e 3 pontos atrás do campeão Paula Ramos.

O Independente terminou em 7º lugar, á frente do Comercial de Joaçaba, colocando-se assim, como o melhor time de todo o Oeste Catarinense.

 Esta inesperada e brilhante campanha do Independente Atlético Clube, marcou o auge do futebol de Curitibanos em nível estadual, feito que não conseguiu ser repetido pelo seu grande rival, o Flamengo Futebol Clube, na década de 1960, e muito menos pelo patético Curitibanos Esporte Clube, que em 2000, foi o lanterna da Segundona Catarinense.

 

FASE PRELIMINAR

ZONA OESTE:

Comercial (Joaçaba)

Vasco da Gama (Caçador)

Caçadorense (Caçador)

Independente (Curitibanos)

Internacional (Lages)

Juventus (Tangará)

 

Jogos:

Não apurados

 

Classificação:

1º Comercial

2º Independente

 

FASE FINAL

PARTICIPANTES:

América (Joinville)

Atlético Operário (Criciúma)

Carlos Renaux (Brusque)

Caxias (Joinville)

Comercial (Joaçaba)

Hercílio Luz (Tubarão)

Independente (Curitibanos)

Paula Ramos (Florianópolis)

 

Jogos:

TURNO

17/09/1959: PAULA RAMOS 2X0 INDEPENDENTE

04/10/1959: INDEPENDENTE 1X1 ATLÉTICO OPERÁRIO

11/10/1959: CAXIAS 3X2 INDEPENDENTE

Gols: Mickey 25-1T e Eri 40-2T.

Time: Daniel, Escurinho e Eri; Waldir, Fauth e Romeu; Tôco, Nano, Clidon, Mickey e Tião.

18/10/1959: INDEPENDENTE 1X1 CARLOS RENAUX

25/10/1959: HERCÍLIO LUZ 4X2 INDEPENDENTE

02/11/1959: INDEPENDENTE 3X2 AMÉRICA

Gols: Cledon 14-1T, Cledon 4-2T, Toco 30-2T.

Time: Margarida, Escurinho e Eri; Waldir, Fauth, Menegatti e Waldir; Tôco, Romeu, Cledon, Mike e Tião.

09/11/1959: INDEPENDENTE 4X2 COMERCIAL

 

Classificação:

1º Paula Ramos 11 pontos

2º Caxias 10

3º Hercilio Luz 8

4º América, Hercílio Luz e Operário 7

7º Independente 6

6º Comercial 0.

 

RETURNO

13/03/1960: INDEPENDENTE 1X3 PAULA RAMOS

20/03/1960: ATLÉTICO OPERÁRIO 2X0 INDEPENDENTE

27/03/1960: INDEPENDENTE 2X3 CAXIAS

Gols: Clidon 29-1T e Mickey 35-2T.

Time: Daniel, Zeca e Eri; Fauth, Menegatti e Waldir; Tôco, Romeu (Lima), Clidon, Mike e Tião.

03/04/1960: CARLOS RENAUX 5X1 INDEPENDENTE

10/04/1960: INDEPENDENTE 3X3 HERCÍLIO LUZ

17/04/1960: AMÉRICA 8X2 INDEPENDENTE

Gols: Rubens 31-1T e Clidon 23-2T.

Time: Lotário, Zeca e Eri; Tauth (Lima), Romeu e Feio; Tôco, Waldyr, Clidon, Rubens e Tião.

24/04/1960: COMERCIAL 3X1 INDEPENDENTE

 

Classificação:

1º Paula Ramos 20 pontos (campeão).

2º Caxias 19

3º América 17

4º Atlético Operário 16

5º Carlos Renaux 15

6º Hercílio Luz 12

7º Independente 7

8º Comercial 6.

 

O INDEPENDENTE NO CAMPEONATO ESTADUAL DE 1962

Em 1962, o Independente voltou á participar do Campeonato Estadual, que desta vez, foi dividido em cinco Zonas Regionais.

Alocado na 4ª Zona, que compreendia os clubes do Meio Oeste e Serra Catarinense, o Independente tinha apenas três adversários para superar e assim, alcançar novamente a fase final da competição.

Seus adversários seriam o Flamengo Futebol Clube, seu rival na cidade, além de Grêmio Atlético Guarany e S.E.R. Olinkraft, de Lages.

A campanha não foi boa e lhe rendeu apenas a 3ª colocação, atrás de Guarany e Flamengo, que assim, seguiram adiante no campeonato.

O FIM DO INDEPENDENTE

O Independente A.C. foi perdendo força gradativamente ao longo da década de 1960, chegando a ficar em terceiro plano na cidade, atrás de Flamengo F.C. e Juventus A.C.

Em 8 de Fevereiro de 1972, numa tentativa de reeguer o clube, o prefeito Helio Anjos Ortiz autorizou a concessão de uma contribuição o clube, porém, nem este gesto foi suficiente para recolocá-lo na vitrine do futebol Regional ou Estadual.

Acredita-se que ainda na década de 1970 o clube sucumbiu definitivamente, desaparecendo para sempre.

 

Acervo do autor.

Informações de Sebastião Alves e Jonas Poletto

Santa Cruz Futebol Clube (Santa Cruz de Belo Jardim) – Belo Jardim (PE): Uma participação na Terceirona de 1999

O Santa Cruz Futebol Clube (Santa Cruz de Belo Jardim) é uma agremiação do Município de Belo Jardim (PE). O ‘Tricolor da Gameleira’ foi Fundado no dia 11 de Setembro de 1922, sendo o clube mais antigo de Belo Jardim. A sua Sede Social Manuel Quaresma de Souza e o Estádio José de Souza Cavalcante, ficam localizados na Praça dos Motoristas, s\n, no Bairro de São Pedro, em Belo Jardim.

HISTÓRIA

O time surgiu na Rua da Estação e em seguida mudou-se para o bairro da Gameleira, hoje São Pedro. Clube dos Cacheiros foi o primeiro nome do time, quem estava à frente era o português Antônio Moreira comerciante naquela época. Nos anos seguintes o ‘Tricolor da Gameleira’ foi comandado pelo também comerciante o Sr. Cecílio Freitas (Foto acima) que adquiriu o campo da Gameleira que era cercado de aveloz, construiu o vestiário servindo de espaço reservado para os jogadores.

O Santa Cruz e Cultura a partir da década de 50 se tornou um dos maiores clássicos entre dois times de Belo Jardim. As pessoas da melhor idade sabem perfeitamente o valor do encontro futebolístico entre os dois times, dentro das quatro linhas de campo.

O Clássico entre os dois times aconteciam no domínio do Santa Cruz, campo José de Souza (Gameleira) e no campo Júlio Aniceto pertencendo ao Cultura. A cidade toda ficava envolvida com a grande rivalidade da época. Desfiles pelas ruas, torcedores fiéis empolgados e o ponto culminante era o jogo mesmo sendo um simples amistoso.

O ÍDOLO

Índio foi um atleta que brilhou nos campos de futebol do interior de pernambucano. O centroavante artilheiro que jogou em nossa cidade na década de 60 até início dos anos 70. Recebendo convite para defender as cores do Santa Cruz da Gameleira por intermédio do Sr. José de Souza, presidente do tricolor belo-jardinense.

O jogador fez sua estreia contra o Íbis da capital pernambucana, e o Santa venceu por 3 a 2, com os três gols sendo assinalado pelo Índio. O jornalista belo-jardinense Bartolomeu Marinho colocou como manchete do jornal da época a seguinte manchete: “Índio flechou o Íbis”.

PRESIDENTE EXPULSA O JUIZ

Outro acontecimento foi quando o ‘Tricolor da Gameleira’ jogou contra um time de Caruaru. O jogador Viana se envolveu numa confusão com os jogadores do time adversário e o arbitro expulsou o jogador. Viana se dirigiu ao juiz e disse que não saia de campo. José Palito, presidente do Santa Cruz, entrou em campo e falou para o juiz que o atleta ia sair, mas, no segundo tempo ele voltaria a jogar e colocaria outro juiz. Foi o que aconteceu!

Time de 1949

Em 1963 no Santacruzinho, cujo treinador era o Sr. Jose Ananias de Morais o conhecidíssimo Zezinho Mano, foi o grande responsável pelas revelações de jogadores em Belo Jardim. O interessante que essa equipe era formada por jovens residentes no centro da cidade e no bairro de São Pedro, já que na época existia, uma grande barreira, no bom sentido, entre esses jovens.

Logicamente, a criação desta equipe contribuiu bastante para quebrar o clima existente naquela época. Zeca, Nelson Pinto, Wilame (Ilê), Alberes, Bosco, Antinha, Tuel e Toinho Falcão que moravam no Centro (na Rua como diziam os que moravam no bairro de São Pedro). No Bairro de São Pedro cito Arlindo (furiá), Lulinha, Zezinho Miranda, Pingüim de Vitor e Pinguim de João Arigon.

O velho Santa Cruz deixa muitas saudades aos antigos desportistas belo-jardinenses, o time era chamado de “terror” nos campos das cidades do interior pernambucano. Jogos históricos contra o AGA de Garanhuns, ASA de São Bento do Una, Comercial e União Peixe de Pesqueira, Democrático de Arcoverde, Vera Cruz e Comércio de Caruaru foram encontros que ainda hoje estão registrados nas memórias das pessoas que participaram de forma direta ou indireta desses clássicos.

Em 1964 o Santa Cruz foi Vice Campeão da Taça Pernambuco e várias vezes, campeão do Campeonato belo-jardinense. O Santa Cruz já revelou vários jogadores para times profissionais, Rivaldo foi penta campeão pernambucano defendendo o Santa Cruz do Recife, Carlinhos Souza foi outro atleta que também defendeu o tricolor do Arruda.

Time de 1989

Nos anos 90, o ‘Tricolor da Gameleira’ participou do Campeonato Pernambucano da Terceira Divisão, no ano de 1999. Atualmente, o Santa Cruz ainda existe, alguns colaboradores e torcedores continuam apoiando o time para não deixar desaparecer o time de maior tradição do futebol amador de Belo Jardim.

 

FONTES & FOTOS: Site Paredão do Povo – Blog Informativo Wildes Brito – Rsssf Brasil – Diário de Pernambuco 

SEPT – Sociedade Esportiva Postal Telegráfica – Cuiabá (MT): Década de 60

A SEPT – Sociedade Esportiva Postal Telegráfica foi uma agremiação da cidade de Cuiabá (MT). O rubro-negro cuiabano disputou (Até aonde foi possível encontrar os dados) os campeonatos Matogrossense de 1961 e 1963, organizados pela Federação Matogrossense de Desportos (FMD).

FOTO: Acervo de Glauco Marcelo

Foto histórica da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1954

EM Pé (Esquerda para a direita): Djalma Santos (Portuguesa de Desportos), Brandãozinho (Portuguesa de Desportos), Castilho (Fluminense), Nilton Santos (Botafogo), Pinheiro (Fluminense) e Bauer (São Paulo e Capitão do Brasil).

AGACHADOS (Esquerda para a direita): Mário Américo (Massagista), Julinho Botelho (Portuguesa de Desportos), Didi (Botafogo), Baltazar (Corinthians), Pinga (Vasco da Gama) e Rodrigues (Palmeiras). Não aparece na foto, mas o treinador era Zezé Moreira (Foto abaixo).

Essa formação atuou na vitória sobre o México (5 a 0, no dia 16/06/1954) e o empate com a Iugoslávia (1 a 1, no dia 19/06/1954), na Copa do Mundo da Suíça, em 1954.

FOTOS: Revista Suíça ‘Rekord Magasinets’ – Estado de São Paulo

 

Palmeiras Esporte Clube – Petrolina (PE): Uniforme e escudo de 1968

O Palmeiras Esporte Clube é uma agremiação do Município de Petrolina (PE). Fundada no dia 07 de Setembro de 1949 (apesar de que há alguns testemunhos dando conta que o clube existe desde 1945), numa homenagem ao Palmeiras de São Paulo, campeão de 1942, pelos jovens proletários idealistas, os irmãos Elias Lima da Silva (desenhista/projetista, músico e funcionário da Prefeitura) e José Lima da Silva (mestre-de-obras).

Foram personalidades conhecidas e benquistas, que devotaram suas vidas ao amor pelo esporte amador, sem nada receberem em troca, muito pelo contrário até gastaram o próprio patrimônio pelo esporte, num tempo romântico, onde se fazia tudo por amor. Abaixo, a foto do time posado, campeão do Campeonato Citadino de Petrolina de 1968.

FONTES: Diário de Pernambuco – Página do clube, no Facebook