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Associação Atlética Barbará – Barra Mansa (RJ): Clube altera o escudo e prepara o retorno ao futebol

Um dos clubes mais tradicionais do futebol da Região Sul Fluminense, prepara o seu retorno. A Associação Atlética Barbará, da cidade de Barra Mansa, está retornando ao esporte bretão. Na noite da segunda-feira, do dia 22 de janeiro de 2018, o treinador Thiago Campbell fez o anúncio oficial do retorno das atividades da tradicional equipe de futebol barra-mansense.

A Associação Atlética Barbará como projeto social em parceria com a Saint-Gobain Canalização. O treinador explicou que o primeiro passo será reativar as categorias de base do clube.

“O clube vem num momento de resgate de sua história retornando com as atividades em parceria com o projeto social da Saint-Gobain Canalização. Inicialmente será o retorno com as categorias de base tendo o apoio da empresa”, disse Thiago Campbell.

 

A Associação Atlética Barbará foi Fundada no dia 25 de Abril de 1939. A sua Sede e o Estádio ficam localizados na Rua Dr. Robert Lang, nº 238, no Bairro Barbará, em Barra Mansa.

Tradicional expressão futebolística do sul fluminense, vestia camisas vermelhas, golas pretas e calções brancos, mas em janeiro desse ano o clube mudou suas cores para branco, azul e cinza (cores da Saint-Gobain, empresa multinacional administradora do clube) e também alterou o seu escudo.

 

Num breve resumo, o Barbará conquistou o seu 1º título, em 1957 quando se sagrou campeão do Campeonato Citadino de Barra Mansa, organizado pela LBD (Liga Barra-Mansense de Desportos). Depois faturou o certame em 1958, 1959 e 1960, se sagrando Tetracampeão Barra-Mansense. Em 1963 conquistou o seu quinto título citadino.

O clube foi Bicampeão Estadual Fluminense em 1972 e 1973, e vice em 1971. Venceu ainda a tradicional Copa Vale do Paraíba em 1974, ficando com o vice-campeonato em 1958. Em 1979 o clube ganhou seu sexto título citadino de Barra Mansa e em 1980 o seu sétimo e último título citadino. Atualmente se encontra afastado dos campeonatos de âmbito profissional.

FONTES: Página do clube no Facebook – Wikipédia – Blog Barra Mansa F.C. 

Riostrense Esporte Clube – Rio das Ostras (RJ): 2009 a 2012 e 2014 a 2018

 

Link da história do clube: https://historiadofutebol.com/blog/?p=117776

 

FONTES: Arquivo pessoal – Wikipédia – Sites e Páginas dos clubes no Facebook

FOTO: Acervo de Marcelão, Marcelo Santos, ex-goleiro da Cabofriense

Silva Jardim Futebol Clube – Silva Jardim (RJ): Existiu entre 2006 a 2009


O Silva Jardim Futebol Clube (atual: Riostrense Esporte Clube) foi uma agremiação esportiva da cidade de Silva Jardim (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 16 de Março de 2006, nas cores azul e branco.

No início, o clube disputou três temporadas. Logo no primeiro ano, o clube foi vice-campeão do Campeonato Estadual da Terceira Divisão de 2006, sendo então promovido à Segunda Divisão. O campeão foi o Cardoso Moreira Futebol Clube.

Em 2007, disputando a Segunda Divisão, o Silva Jardim faz uma campanha irregular e termina em 18º lugar, entre 25 clubes. Contudo, foi uma das surpresas na Copa Rio, quando venceu equipes mais tradicionais, como Associação Desportiva Cabofriense, CFZ do Rio Sociedade Esportiva e Associação Atlética Portuguesa, mas terminou em 9º lugar entre 25 participantes.

Em 2008, a campanha é um pouco melhor e a agremiação passa para a segunda fase, não chegando à terceira. Em momento algum esteve na briga pelo acesso, mas não foi jamais ameaçado pelo descenso.

Avançou à segunda fase e poderia ter ido mais longe, mas caiu em uma chave com Bangu Atlético Clube e Olaria Atlético Clube, dois dos clubes que integrariam o quadrangular final da competição, vencida pelo time da Zona Oeste.

Este foi o último suspiro da agremiação em sua cidade natal. Com o passar do tempo, a diretoria perdeu apoio do poder público e do empresariado, de modo que a manutenção das altas despesas para custeio de uma equipe profissional ficou praticamente inviável.

O clube esteve perto de acabar de vez suas atividades, até que ganhou um novo fôlego em 2009, quando o presidente Edinho se aproximou de empresários de Rio das Ostras que incentivaram a troca da cidade, nome e a busca pelo apoio do poder público do novo município.

Dentre eles, o vereador Alcemir Jóia, um dos incentivadores do translado e patrono do novo clube que surgia. A breve temporada em na nova cidade foi plena de percalços.

Time posado de 2007

Entre eles, a demora do reconhecimento da FERJ na troca da razão social, o que fez com que a agremiação ainda fosse intitulada por muitas rodadas como Silva Jardim nos documentos oficiais da entidade, ainda que juridicamente já fosse outro clube, atuando em outra cidade, com outro uniforme, escudo e novas cores.

Em 2009, foi alardeado que a prefeitura local deixaria de bancar as despesas com o futebol do time. Portanto, os empresários levariam o departamento de futebol para Rio das Ostras, formando uma nova agremiação, o Riostrense Esporte Clube, das cores laranja e branco, que passaria a representar o Silva Jardim no Campeonato Estadual da Segunda Divisão.

Sem o patrocínio da iniciativa privada na cidade e sem o apoio do poder público, a permanência em Silva Jardim estaria impossível. A ida para Rio das Ostras teria sido acertada com políticos e empresários locais, o que garantiria apoio logístico e principalmente financeiro.

O fato aumentou a resistência de parte dos cidadãos de Rio das Ostras, que enxergavam como forasteiros os novos desportistas que aportavam no município. E, com o passar das rodadas, ganhavam força os boatos de que a cúpula do clube não chegava a um acordo financeiro com os investidores, o que gerou boatos que o Tricolor desistiria da disputa antes mesmo do início da segunda fase por falta de caixa.

 

2009: muda o nome para Riostrense Esporte Clube

A partir do boletim oficial 7743 de 7 de agosto de 2009, o clube obteve permissão jurídica da FERJ para mudar a sua nomenclatura para Riostrense Esporte Clube e utilizar um novo uniforme e logotipo.

Um triste fato, contudo, pode abreviar a existência da agremiação no profissionalismo. O Riostrense abandonou o campo do Estádio Municipal Julieta Carvalho Viana, em Rio das Ostras, no sábado 24 de outubro de 2009, quando enfrentava o Olaria Atlético Clube, em duelo válido pela nona rodada do turno da segunda fase do Campeonato Estadual da Série B.

O abandono aconteceu após a marcação de um questionável pênalti para o time carioca quando a partida estava empatada em 0 a 0. Agora, de acordo com a FERJ, o caso está entregue ao Tribunal de Justiça Desportiva.

Dessa forma, o clube estará sujeito a uma pena entre cinquenta a quinhentos mil reais, a exclusão do próximo campeonato e até mesmo ao rebaixamento à Série C, além da suspensão dos envolvidos.

Em campo, o Riostrense foi uma das surpresas da etapa preliminar, com uma campanha muito forte em casa. Foram cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota no Estádio Municipal Julieta Carvalho Viana. Ao todo foram 28 pontos, que classificaram o Tricolor na terceira posição do grupo A, atrás apenas de América Football Club e Quissamã Futebol Clube.

No entanto, na segunda fase o time desandou e passou a colecionar tropeços, até mesmo em seus domínios. Com seis derrotas, dois empates, apenas uma vitória e muitas reclamações contra arbitragem, encerrou o primeiro turno na última posição.

Felizmente a direção optou em continuar na disputa do campeonato, declinando da decisão de desistir, além do desejo continuar em 2010. Contudo, o Tribunal de Justiça Desportiva puniu a agremiação de Rio das Ostras excluindo-a por um ano do campeonato, além do pagamento de uma multa pelo abandono ocorrido na partida contra o Olaria Atlético Clube.

A equipe profissional manda os seus jogos no Estádio Municipal Julieta Carvalho Viana, em Rio das Ostras. Seu presidente é Edson Silva Martins, o Edinho, ex-atacante do Fluminense. As cores do clube são laranja, amarelo, preto e branco.

 

2013: Riostrense muda as cores e o escudo

Em 2013, o time volta com nova roupagem e escudo na Série C do Campeonato Estadual. Contudo, essa mudança não durou um ano. Posteriormente retornou ao escudo e as cores anteriores.

Em 2017, voltou promovendo uma malfadada parceria com o Recreio dos Bandeirantes para Disputar o Campeonato Carioca de Futebol – Série C 2017.

O novo Presidente Executivo Glauco Carvalho assume o Riostrense Esporte Clube após a malfadada parceria com o Recreio dos Bandeirantes F.C. com a responsabilidade de resgatar a credibilidade do mesmo e levar a elite do Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

 

FONTES: Arquivo pessoal – Wikipédia – Sites e Páginas dos clubes no Facebook

FOTO: Acervo de Marcelão, Marcelo Santos, ex-goleiro da Cabofriense

Cerqueira César FC (SP)

Nome Oficial: Cerqueira César Futebol Clube
Endereço: Avenida João Cardoso Oliveira, s/n – Centro – Cerqueira César – SP
Data de fundação: 26/07/1939
CEP: 18760-000
Tel: (14) 3714-1451
Status Atual: Amador
CNPJ: 47.235.205/0001-10 (inscrição em 30/09/1968) (situação: Ativa)

Participações em competições oficiais:
Campeonato Paulista do Interior de 1942/1943 e 1944 (pelo menos)

foto de 1957

 

 

 

 

Pesquisa e arte: Givaldo Santos
Fontes (encurtadas): https://goo.gl/QnmTMN, https://goo.gl/Nwxorh, site da Receita Federal

Foto Rara, de 1973: Porto Alegre Futebol Clube – Itaperuna (RJ)

Porto Alegre Futebol Clube(Atual: Itaperuna Esporte Clube) foi uma agremiação do Município de Itaperuna, localizado na Região Noroeste Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A 313 km da capital do Rio, Itaperuna conta com uma população de 98.004 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2013. Uma curiosidade é o significado de “Itaperuna”: é um termo proveniente da língua tupi antiga, que quer dizer “pedra erguida escura”, por meio da junção dos termos itá (pedra), byr (erguida) e una (escura).

Outra curiosidade é que a 1ª bola de futebol chegou em Itaperuna em 1911 e as primeiras partidas do esporte foram disputadas na Fazenda Porto Alegre, na Av. Zulamith Bittencourt. Já o 1º clube de futebol, foi justamente o Porto Alegre F.C. foi Fundado na segunda-feira, do dia 16 de Agosto de 1915. O seu 1º Presidente foi Augusto Otaviano da Silva. O terreno para a Sede foi comprado do Coronel Romualdo Monteiro de Barros, na Rua Santiro Garibaldi, nº 12, no Centro de Itaperuna, onde é até hoje a sede do clube. Em 23 de novembro de 1943, surgiu o Comércio e Indústria Atlético Clube e, a 8 de julho de 1948, o Unidos Atlético Clube.

A fundação do Unidos se deu na residência de Rodolfo Novaes. O primeiro mandatário foi Júlio Malta. O antigo estádio tinha o nome Monte Líbano, em homenagem à colônia libanesa no Brasil. Ficava na Rua Cel. Luiz Ferraz, s/n.º. Porém, foi demolido e o terreno loteado para a construção de residências. José Câncio Barbosa Soares, quando presidente, comprou o novo terreno e, em 1983, foi iniciada a construção do estádio Álvaro Catanheda, na Estrada Mourão Filho, então sítio pertencente a João França.

A construção do estádio Jurandir Nunes, do Comércio e Indústria, foi iniciada em 1947, quando adquirido o terreno. Sempre passou por reformas complementares com obras para a construção de quinze lojas e dezesseis salas para aluguel. Possuía uma arquibancada coberta e outra sem cobertura. Localizava-se na Rua José Egídio Tinoco, Cidade Nova. Sua primeira diretoria teve como presidente Ary Vilela Marins. O patrono era Jurandir Nunes e o presidente de honra era Moacyr de Paula. Em 1963, foi iniciada a construção do estádio Jair Siqueira Bittencourt, com capacidade para 10 mil pessoas. Apesar de ser uma agremiação centenária, somente ingressou na esfera profissional em meados dos anos 80.

Terceirona: Estreia e título

Para ser mais preciso, no ano de 1985, quando o clube recebeu o apoio dos dois maiores bicheiros e empresários da cidade: Norton Nassif e Roberto Sued. Assim, o Rubro-negro Itaperunense debutou no Campeonato Carioca da 3ª Divisão de 1985, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). Com grana e bons valores, o Porto Alegre, não só conseguiu o acesso como conquistou o título inédito da Terceirona.

Na primeira fase, disputada em seu grupo, o Norte/Centro/Vale, a equipe ficou em 1º lugar, superando os classificados Tamoyo e Flamengo de Volta Redonda, além dos eliminados XV de Novembro de AraruamaCruzeiro Futebol ClubeCanto do Rio Olympico. Na fase final, foi novamente líder ao superar Central de Barra do PiraíTomazinhoTamoyoFlamengo de Volta Redonda e Heliópolis. Na finalíssima derrotou o Central por 1 a 0 e se sagrou campeão justamente na sua estreia em nível profissional. O apoio financeiro aumentou na temporada seguinte, e o Porto Alegre seguiu como um meteoro na esfera profissional.

Segundona: Outra estreia e outro título

Em 1986, disputou pela primeira vez o Campeonato Estadual da 2ª Divisão, o Porto Alegre mostrou que não estava para brincadeiras. Na ocasião a competição foi disputado por pontos corridos. Após dois turnos, o Rubro-negro Itaperunense se sagrou campeão, deixando a Associação Atlética Cabofriense com o vice-campeonato. O Volta Redonda foi o terceiro. A seguir vieram São CristóvãoSerrano de PetrópolisFriburguenseCentral SC de Barra do PiraíRio Branco de CamposBonsucessoMadureiraRubro de Araruama e Siderantim de Barra Mansa.

1987: Em tempo recorde, Porto Alegre debuta da Elite do Futebol Carioca

Após assombrar do futebol do Rio, conquistando em sequência os títulos da Terceira e Segunda Divisões, o Porto Alegre F.C. chegava a Elite do futebol do Rio, em 1987. No meio das grandes potências do Estado e quiçá do mundo, o Porto Alegre encerrou a sua participação em 9º lugar (foram 20 pontos, em 26 jogos, com seis vitórias, oito empates e 12 derrotas; 19 gols pró e 28 contra; saldo de menos nove).

Nesse ano, o clube do Noroeste Fluminense obteve resultados expressivos. Na estreia (22 de abril de 1987), arrancou um empate sem gols com o Fluminense, fora de casa. Ainda no primeiro turno, diante do Botafogo(dia 03 de maio de 1987), jogando em Caio Martins, em Niterói, empatou em 0 a 0. Atuando no seu Estádio (Jair Bittencourt), venceu o Flamengo(11 de março de 1987) por 2 a 0.

1988: último Estadual, antes de mudar de nome

Em 1988, o Porto Alegre ficou em 9º lugar ao final da Taça Guanabara. À frente de Associação Atlética Cabofriense, Friburguense e Volta Redonda. Ao final do segundo turno, a Taça Rio, o time ficou em oitavo, à frente dos tradicionais Bangu e América, além de Goytacaz e Friburguense.

1988: 1ª participação no Brasileiro da Série C

Em 1988, um ano após estrear na elite estadual, o Porto Alegre classificou-se para disputar o Campeonato Brasileiro da Divisão de Acesso (Terceira Divisão). Na primeira fase, terminou na 1ª colocação do Grupo B, à frente de Desportiva/ESCabofriense/RJ e Tupi de Juiz de Fora/MG. Na segunda, voltou a enfrentar a Desportiva/ES em seu grupo, além do Volta Redonda/RJ e do Esportivo/MG, mas desta vez terminou na 3ª colocação e acabou eliminado.

1989: Nasce o Itaperuna Esporte Clube

Após três temporadas regulares, a diretoria entendeu que era chegado o momento do clube estreitar os laços com o povo itaperunense. Assim, após a fusão de três clubes: o Porto Alegre Futebol Clube mais dois amadores: o Unidos Atlético Clube (preto e branco) e o Comércio e Indústria Atlético Clube (vermelho e branco). Desta forma surgia o Itaperuna Esporte Clube, que manteve as cores rubro-negras, mas alterando o escudo (mais bonito, na opinião da maioria de seus torcedores). Assim, no dia 21 de julho de 1989, “nascia” uma agremiação com a pompa de já estar na elite do futebol do Rio.

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FONTES: Arquivo Pessoal – Wikipédia – Página do clube no Facebook