O América Futebol Clube foi fundado em 14 de julho de 1915, na residência do juiz Joaquim Homem de Siqueira, situada na Rua Vigário Bartolomeu. Seu primeiro presidente foi o amazonense radicado em Natal, Francisco Lopes de Freitas. Curioso saber que as cores iniciais do time eram o azul e o branco, e não o vermelho e o branco atuais.
A oficialização jurídica do clube tem uma história curiosa. Sobre isto, existe uma versão que diz que o então Coronel Júlio Canavarro de Negreiros Melo, no dia 3 de junho de 1918, furou a única bola que o clube tinha para treinar e jogar, tendo sido o América obrigado a possuir personalidade jurídica para poder entrar com uma ação indenizatória. Para tanto, os Estatutos foram registrados pela primeira vez no dia 3 de julho de 1918, no Primeiro Ofício de Notas, em documento assinado pelo então presidente Oswaldo da Costa Pereira.
Os jogadores do América eram provenientes do bairro da Cidade Alta. Nos seus primeiros sete anos de existência, os recursos financeiros do clube vinham em grande parte do bolso de Aguinaldo Tinôco, um dos seus fundadores e que também era zagueiro e capitão do time.
O primeiro título americano veio em 1919. Foi o primeiro campeonato de futebol promovido pela Liga de Desportos Terrestres no estado. Três anos mais tarde, o clube conquistou seu segundo troféu e em 1926, abriu o caminho para o primeiro bicampeonato da competição. Na década de 50, a equipe alvirrubra repetiu o bom desempenho em competições estaduais, conquistando o bicampeonato em mais duas ocasiões: 1951, 1952 e 1956, 1957.
Nos anos 70 a equipe natalense marcou presença em campeonatos brasileiros. Em 1973, ganhou o troféu Norte-Nordeste, também conhecido como Taça Almir. Neste mesmo ano, disputando a primeira divisão do brasileiro, ficou em 25º lugar, dentre os 40 times que disputavam a competição. A partir de 1979, o clube iniciou a sua maior série de vitórias no campeonato estadual, sendo tetracampeão.
Torneio Início: 14 vezes (1919, 1929, 1932, 1934, 1948, 1949, 1952, 1953, 1955, 1969, 1971, 1982, 1984 e 1991).
Taça Cidade do Natal: 11 vezes (1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1985, 1987, 1988, 1994 e 1995).
Torneio Imprensa: 2 vezes 1920 e 198
Torneio RN/PE: 1983.
Torneio Coronel Murad: 1927.
Torneio Quadrangular do Maranhão: 1950.
Torneio Fantasmas do Norte: 1950.
Torneio Municipal do Natal: 1953.
Torneio Quadrangular do Natal: 1950 e 1958.
Torneio Qualificatório para Série A 1974 – RN: 1974.
Torneio Qualificatorio para Série C 1990 – RN: 1990.
Torneio Qualificatório para Série B 1994 – Zonal RN/CE: 1993.
O América, atual campeão potiguar, esta disputando a Serie B do Campeonato Brasileiro e retorna as atividades após o recesso da copa no dia seguinte do aniversário para jogar contra o Bragantino-Sp em casa. O clube disputa ainda a Copa do Brasil onde jogará contra o Fluminense-RJ uma vaga para oitavas de final da competição.
O primeiro Campeonato Paulista de Futebol de Salão, atualmente Futsal, foi realizado em 1957, com 8 (oito) participantes, sendo 5 (cinco) do Interior Paulista.
– Clubes Participantes:
– Esporte Clube Banespa (São Paulo)
– Nosso Clube (Limeira)
– Mossoró (Campinas)
– São Carlos Clube (São Carlos)
– São Paulo Futebol Clube (São Paulo)
– Taubaté Cowntry Club (Taubaté)
– Clube Universitário (São Paulo)
– Clube de Regatas Vasco da Gama (Santos)
– Alguns resultados:
* 02/09/1957 – São Carlos Clube 2 x 1 EC Banespa
* 03/09/1957 – Taubaté CC 5 x 2 São Carlos Clube
– Partida semi-final:
* Taubaté CC 2 x 1 São Paulo FC
– Partida final:
* Clube Universitário ? x ? Taubaté CC
– Campeão e Vice:
* Clube Universitário – foi o campeão
* Taubaté Cowntry Club – foi vice-campeão
A Federação Paulista de Futsal foi fundada em 14 de junho de 1955 em São Paulo, na Capital. O Estado de São Paulo é conhecido como celeiro de novos talentos, não é surpresa dizer que seus clubes filiados tenham revelado craques não só para Seleção Paulista, mas também para o futsal nacional e mundial.
Atualmente, a entidade conta com quase 150 mil atletas cadastrados desde sua fundação. Abaixo a relação dos fundadores, sendo que os clubes em negrito são do Interior Paulista.
– Clubes fundadores:
– Associação Atlética São Bento (São Paulo)
– Associação dos Árbitros de São Paulo
– Associação Atlética São Paulo
– Associação Auxiliares de Turfe
– Associação Cristã de Moços de São Paulo
– ACM – Departamento de Educação Física
– Associação Esportiva São José
– Associação Esportiva dos Cronistas de São Paulo
– Centro Recreativo Vergueiro
– Clube dos Advogados de São Paulo
– Clube Atlético Monte Líbano
– Clube Atlético Paulistano
– Clube Atlético Rhodia
– Clube Atlético Ypiranga (São Paulo)
– Clube Esportivo da Penha
– Clube Internacional de Regatas de Santos
– Clube de Regatas Tietê
– Clube Universitário
– Conceição Clube
– Escola de Educação Física da Força Pública
– Esporte Clube Banespa
– Esporte Clube Pinheiros
– Esporte Clube Sírio
– Minas Gerais Futebol Clube
– Nacional Atlético Clube (São Paulo)
– Riviera Clube
– Sociedade Esportiva Palmeiras
– Sport Club Corinthians Paulista
– São Carlos Clube
– São Paulo Futebol Clube
– Senac Futebol Clube
– Tênis Clube Paulista
– Tênis Clube São José dos Campos
O Clube Centenário Pauferrense é uma agremiação do município de Pau dos Ferros, com uma população de cerca de 31 mil habitantes, fica a 389 km da capital (Natal) do estado do Rio Grande do Norte.
O “Carcará do Oeste” foi Fundado na quarta-feira, do dia 31 de Outubro de 1956. A equipe manda os seus jogos no Estádio Nove de Janeiro, capacidade de 2 mil pessoas, situado em Pau Ferros.
Campeão Invicto da Segunda Potiguar de 2009
O Centenário debutou no Campeonato Potiguar da 2ª Divisão de 2009, organizado pela Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF). A competição contou com a participação de seis equipes:
Clube Atlético Potengi (Natal);
Clube Centenário Pauferrense (Pau dos Ferros);
Macau Esporte Clube (Macau);
Palmeira Futebol Clube da Una (Goianinha);
Primo Fernandes (Luis Gomes);
Sport Clube Parnamirim (Parnamirim).
Na primeira fase, seis equipes foram divididos em duas chaves de três. O Centenárioficou no Grupo B, com Macau Esporte Clubee Primo Fernandes. A equipe terminou em 1º lugar com 10 pontos em quatro jogos; três vitórias e um empate; marcando 20 gols, sofrendo sete e um saldo positivo de 13.
Na decisão, enfrentou o Clube Atlético Potengi, em dois jogos para definir o campeão. No jogo de ida, no domingo, do dia 18 de outubro de 2009, o Centenário foi até Natal e arrancou um empate com o Potengi sem gols.
Com isso, no jogo da volta, no domingo, do dia 25 de outubro de 2009, o Centenário fez valer o mando de campo, e com gols de Canindezinho e Thiago, dois gols cada; e Diego fazendo o tento de honra dos visitantes, goleou Clube Atlético Potengi por 4 a 1, conquistando a Segundona Potiguar de forma invicta!
Assim, o Clube Centenário Pauferrense fez uma bela campanha: 14 pontos em seis jogos; quatro vitórias e dois empates; marcando 24 gols, sofrendo oito e um saldo positivo de 16.
Debutou na Elite Potiguar, em 2010
A estreia no Campeonato Potiguar da 1ª Divisão de 2010, organizado pela Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF), aconteceu no domingo, do dia 24 de janeiro de 2010, fora de casa, oCentenário venceu o Potyguar Seridoense, pelo placar de 1 a 0, em Currais Novos.
Apesar do triunfo, o “Carcará do Oeste” não conseguiu manter o nível terminando o 1º Turno, em 10º e último lugar, com oito pontos, em nove jogos: duas vitórias, dois empates e cinco derrotas; marcando cinco gols, sofrendo 16 e um saldo negativo 11.
Porém, no Segundo Turno, o Centenário teve um desempenho melhor, ficando na 4ª colocação, com 15 pontos, em nove jogos: cinco vitórias e quatro derrotas; marcando 15 gols, sofrendo 12 e um saldo positivo de três. Na classificação final, o Centenário fechou na 6ª posição: com 23 pontos, em 18 jogos: sete vitórias, dois empates e nove derrotas; marcando 20 gols, sofrendo 28 e um saldo negativo oito.
Foto: Nathanzinho
Na segunda participação em 2011, acabou rebaixado
No Campeonato Potiguar da 1ª Divisão de 2011, organizado pela Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF), o Centenário fez uma campanha decepcionante e acabou sendo rebaixado na 10ª e última colocação. Ao todo, foram 18 jogos e 12 pontos conquistados: três vitórias, três empates e 12 derrotas; marcando oito gols, sofrendo 32 tentos e um saldo negativo de 24.
Após a queda para a Segunda Divisão Potiguar, a diretoria do Clube Centenário Pauferrense resolveu “dar um tempo” e se afastou do futebol profissional.
Se retornará ou não, os números deixados em duas temporadas na Elite do Futebol Potiguar até aqui foram o seguinte: 35 pontos, em 36 jogos: 10 vitórias, cinco empates e nove derrotas; marcando 28 gols, sofrendo 60 e um saldo de menos 32.
Pesquisa, texto, desenho o escudo e uniforme: Sérgio Mello
FOTOS: Esporte em Alta – Nathanzinho
FONTES: Rsssf Brasil – Wikipédia – Página do clube no Facebook e Twitter
O Venda Nova Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). O “Calango do Cerrado” foi Fundado no domingo, do dia 12 de janeiro de 1930, por um grupo de desportistas do distrito de Venda Nova.
A Sede e o Estádio Aldemiro Fernandes Torres, o ‘Senhor Miro’, capacidade para 5 mil pessoas, estão localizados na Rua Irineu Pinto, nº 262, no bairro Venda Nova, em Belo Horizonte (MG).
O campo foi feito pelos fundadores com uma picada com enxadão e picareta para fazer. Como não tinha trator na época, foi tudo na mão, com o caminhão, que ajudava carregando terra e levando terra longe.
Um dos mais antigos ainda existentes em Belo Horizonte, o campo do Venda Nova foi criado no momento em que a região era um distrito da cidade vizinha Santa Luzia.
A localidade tinha traços rurais, com aspecto de arraial. Para ter acesso ao local onde seria o espaço de jogo, os integrantes da agremiação teriam tido que abrir uma trilha contando apenas com o auxílio de ferramentas.
Toda a retirada de mato e a planificação do terreno que abrigaria as partidas foram feitas com a força dos próprios moradores que contavam apenas com o apoio de um caminhão para dispensar o material que era retirado dali.
Rosalvo se recorda, por fim, do episódio no qual o veículo teria sido confiscado para ser utilizado em uma guerra, referência provável à Revolução de 1932. O emprego da força e a união entre os integrantes da agremiação emergem em muitos dos relatos.
Um misto de heroísmo dos fundadores dos clubes e de demonstração de solidariedade comunitária. Em alguns casos, a capacidade de articulação dos membros dos times poderia viabilizar facilidades para a superação do obstáculo representado pela transformação do terreno.
O Venda Nova tem, essencialmente, função social e de revelador de talentos para o esporte brasileiro. Dos gramados do Venda Nova saíram atletas de renome no cenário internacional:
Euller (América-MG), Bruno (Flamengo), Joãozinho (Brasiliense-DF), Neguetti (Paraná Clube), Adílson (Ceará), Ney Bala, Palhinha e Ronaldo Luís (São Paulo), Edgar (Ceilândia-DF), Afonso Alves (Middlesbrough), Álvaro (Sochaux), Reinaldo Rosa (Ceilândia-DF), Fred (Lyon-França), Marcos Paulo (Le Mans FR), Sammir (Dinamo Zagreb), Jardel (Cruzeiro, Estrela da Amadora), Carciano (Belenenses), entre outros.
O clube tem por objetivo oportunizar a sociedade carente a prática esportiva, considerando o esporte como um instrumento para a construção de um Brasil melhor.
Para o desenvolvimento do trabalho, contudo, o Venda Nova, que não tem associados, conta apenas com a iniciativa de seus colaboradores. Desta forma, luta com dificuldades para manter seu estádio em condições de uso, buscando, atualmente, parceiros com capacidade de investimento imediato.
O Venda Nova Futebol Clube participa de todas competições promovidas pela Federação Mineira de Futebol, desde o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de Profissionais até os torneios de Juniores, Juvenil e Infantil. Possui, também, uma escola de futebol, mantendo diariamente mais de 500 jovens em suas diversas categorias.
O “Calango do Cerrado” foi Tricampeão da Copa Itatiaia de Futebol Amador: 1982/83, 1984/85, 1986/87. Na esfera profissional, ficou com o Vice-Campeonato Mineiro da 3ª Divisão de 1996.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Colaborou: Fabiano Rosa Campos
FOTOS: Página do Facebook “Vendinha Calango Cerrado” – site Emporio Giovenzzo
FONTES: Rsssf Brasil – “Jogo, espaço e memória: narrativas sobre a perda e a conquista de campos por clubes de futebol amador em Belo Horizonte”, por Raphael Rajão Ribeiro – Página do clube no Facebook
A primeira vez que a Seleção Paulista esteve no Rio Grande do Sul, foi em 1912.
A primeira vez que uma equipe paulista se apresentou no Rio Grande do Sul foi em novembro de 1912, quando a temporada da Liga Paulista de Futebol estava terminada. Formada por jogadores do Paulistano, Americano, Mackenzie e Ypiranga, sob a direção de Rubens Salles, a seleção paulista disputou seis jogos, marcando 42 gols e sofrendo apenas 2.
No interior do Rio Grande do Sul, estreia:
-12/11/1912 – E.C. Rio Grande 0 x 6 Seleção Paulista -Rio Grande-RS
-14/11/1912 – S.C. Rio Branco 0 x 5 Seleção Paulista – Bagé-RS (S.C. Rio Branco foi especialmente convidado)
-15/11/1912 – Combinado Rio Branco/Rio Grande 1 x 8 Seleção Paulista – Bagé-RS
-17/11/1912 – E.C. Rio Grande 0 x 7 Seleção Paulista – Rio Grande-RS
Foi para a capital Porto Alegre, onde realizou mais dois jogos:
-21/11/1912 – Grêmio-RS 1 x 3 Seleção Paulista – Porto Alegre-RS
-22/11/1912 – Seleção de Porto Alegre 0 x 6 Seleção Paulista- Porto Alegre-RS
Quando estava retornando para São Paulo, ainda encontrou tempo para disputar mais um amistoso:
-24/11/1912 – Seleção de Florianópolis 0 x 7 Seleção Paulista – Florianópolis-SC
Os paulistas receberam um belo troféu de bronze, oferecido pelo S. C. Rio Grande, e uma taça de prata, oferecida pelo intendente de Porto Alegre.
A equipe base da Seleção Paulista foi: Hugo (Americano) – Godinho (Mackenzie), Itaborahy (Americano) e Cyro (Paulistano); Raul (Paulistano), Rubens Salles (Paulistano) e Gullo (Paulistano) – Engelberg (Paulistano); Minguito (Paulistano), Otávio Bicudo (Americano), Irineu (Americano), Mariano (Paulistano) e Formiga (Ypiranga).
Fonte: A História do Futebol Brasileiro em Conta-gotas – 3º Capítulo (1912)