Arquivo da categoria: 04. Eduardo Cacella

Protegido: “TARZAN”:O BOTAFOGUENSE ERRANTE


Texto de 1968

Em cipó Tarzan não anda, pois, com sua mão pesada, no Botafogo comanda a torcida organizada.
(Roberto Damasceno Pinto)Bota-fogo é nome dado a provocador de discórdias ou suscitador de rixas. “Bota-fogo” foi também o apelido de criança de Otacílio Batista do Nascimento. E o clube por ele escolhido para ser chefe de sua torcida chama-se, igualmente, Botafogo.
Antes de ir para o colégio, teve ensejo de assistir a um jôgo do Atlético e Vila Nova, vencido por aquêle pelo escore de 3 a 1. Entusiasmado com o desempenho de Guará, integrou a torcida atleticana, passando a acompanhar o campeonato mineiro pelo rádio do colégio, onde quase todos simpatizavam com o Botafogo do Rio. Pelas côres dêste clube e pelo seu apelido de “Bota-fogo”, passou a participar do côro dos adeptos alvinegros.
A primitiva alcunha de “Tarzan”, como foi conhecido, veio-lhe da mania de amarrar um feixe de palha de milho na ponta de um barbante e pedir aos empregados da fazenda do pai lhe ateassem fogo para que êle, agarrado à outra ponta, saísse correndo. Comprazia-se nisso, apreciando as fagulhas e a fumaceira que se desprendiam das palhas, e os saltos de sua crepitante bólide causados pela irregularidade do terreno. À noite, a brincadeira tinha a vantagem de tornar a fagulharia visível em tôda sua intensidade, mas, sendo maior o risco de incêndio, os acendedores, durante o dia, eram mais solícitos, do que se aproveitava ele para multiplicar sua preferida recreação.

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Todos apreciavam o singular entretenimento daquele que, durante tôda a existência, seria ignívomo pelas sucessivas lutas que travou, geralmente em defesa própria ou de outrem. Aquela preferência de sua meninice prognosticaria acentuado pendor por três constantes de sua vida: a mania de correr mundo, as inflamadas lutas corporais e o intenso amor ao Botafogo.

De fato, “Tarzan” foi sempre um andarilho sem rumo. Depois de certa idade, fugiu de casa e iniciou uma verdadeira vida nômade, vagueando por cidades de Minas e São Paulo e Rio de Janeiro.
Desde 1953 acompanha o Botafogo. Sua presença é infalível em tôda e qualquer atividade de seu clube, principalmente nas partidas de futebol. Foi, porém, em 1957 que começou a comparecer aos campos munido de bandeira e fogos de estampido. E tal foi sua atuação, que em pouco o proclamaram chefe da torcida do “Glorioso”, tendo até sido homenageado pelas torcidas do Vasco, em 1957, ao receber um escudo de ouro de seu clube; do América, em 1959, ao ser agraciado com uma flâmula representativa dos dois grêmios; e, finalmente, do Flamengo, em 1962, ocasião em que lhe deram belo quadro de seu time.
Com fogos despendia enormes somas. Ivone Santos, antiga jogadora de basquete, chegou a declarar, em crônica, após descobrir serem as despesas feitas por um camelô, que, se o Botafogo permanecesse muito tempo na liderança, êsse homem por certo iria à falência.

A tal observação, “Tarzan” rematou com outra dêste teor:
– Depois disto, continuei soltando fogos, continuarei fazendo o mesmo, não fali até hoje, nem meu negócio sofreu qualquer abalo. Aquilo que gasto com meu clube recebo, de retôrno, multiplicado, pois mais vale uma satisfação que dinheiro amealhado.
Comumente, discute pela imprensa os problemas do alvinegro, e, por onde anda, outro não é seu assunto. Faz comícios, opina, acusa, elogia e aplaude quando é o caso. Agora mesmo, de volta de nova peregrinação, está indignado com a venda de Arlindo e a conservação de atletas como Didi, Quarentinha e Zagalo. Não poupa o célebre Garrincha, que, em sua opinião, constitui para os jovens péssimo exemplo de profissional.

– Se fôsse dirigente – observa êle com austeridade , vendê-los-ia na primeira ocasião. E, se contasse com fôrça no Conselho Deliberativo, afastaria êsses diretores que há vários anos não deixam os lugares, impedindo o crescimento e expansão do Botafogo. São arcaicos, obedientes a superados métodos e fazem muito mal em não dar vez aos novos. Temos tudo para superar, em qualquer terreno, os coirmãos. No entanto, como vamos, vamos de mal a pior. Tenho, porém, fé em Deus que um dia, ao voltar de minhas viagens, saberei da boa nova da evolução do clube a que dedico descomunal amor. Só êle me faz parar um pouco e para êle e por êle vivo.
No Rio, já homem, continuou o mesmo inveterado lutador,agora contra quantos lhe tentassem embargar as manifestações em prol do Botafogo, quer no campo, onde comparecia com uma charanga e profuso foguetório, quer nas ruas, quando as autoridades agiam violentamente para impedir-lhe as atividades de camelô.

– Se me tratassem bem – esclarece êle – não haveria briga. Porém, sempre dois ou três me atacavam inopinadamente aos murros e pontapés e eu, que não sou saco de pancadas, reagia à altura. Acabava prêso e processado; todavia, não perdi nenhum caso no Fôro : os juízes, invariàvelmente, reconheciam que eu agira em legítima defesa.

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Fonte:Livro Torcedores de Ontem e de Hoje

Clube Recreativo Vasco da Gama de Foz do Iguaçu

O Clube Recreativo Vasco da Gama, tem uma história das dos demais, pois nasceu vinculado “a uma empresa, Sotege, que tinha sede no rio de Janeiro e foi contratada para a construção da Ponte Internacional Brasil/Paraguai, atual Ponte da Amizade. Essa empresa era de propriedade de portugueses e tinha em seu quadro técnico, diversos simpatizantes do carioca Clube de regatas Vasco da Gama e foi assim que no canteiro de obras da Sotege, em 15 de novembro de 1957, sob a presidência do dr. José R. Leite de Almeida, engenheiro chefe da empresa, nasceu o nosso Vasco da gama, que copiando seu homônimo carioca é cruzmaltino e adota as cores preto e branco.

O Vasco da Gama teve duas fases, a primeira em que era vinculado à Sotege e com esse “apoio” contratava “boleiros” para “trabalharem” na obra, montando grandes times. Nessa fase destacaram-se os atletas Dedé, Zico, Pedro Paulo Português, Luiz e Cláudio Giovernardi. Entre outros e uma segunda fase após o término da obra da ponte, quando um grupo de aficionados, dente os quais destacamos: Dilercy e Dilermando Jenzura, Roberto fava, Antenor Carneiro de Mello, Egeu Timóteo de Brito, Silvio Cury, Luiz Carlos Fossari, Jorge Portinho, que juntos à remanescentes da Sotage, encamparam o time e o mantiveram até hoje, destacando-se aí, atletas como: Romeu Togni, Lúcio, Tibiriçá, Roberto fava, Conceição, Freddy, tete, Duca, Mozart, Serginho jacaré (com passagem pela Ponte Preta e Atlético Mineiro ? Campeão Brasileiro em 1974.

Desde a sua fundação até boa parte da segunda fase de vida do Vasco da Gama, a participação de um homem foi fundamental. Trata-se do inesquecível José Afonso Viana dos santos, o tio “Zé Afonso”, como carinhosamente era chamado, que dedicava suas poucas horas de lazer à família, aos passarinhos e ao seu querido Vasco da Gama, que para ele era como se fosse um membro a mais de sua família.

Ao “Zé Afonso” que ainda hoje empresta sua simpatia e cordialidade em algum rincão deste Brasil, e na fase contemporânea ao recém-falecido dirigente e treinador Roque Dias, é preciso que se faça uma homenagem especial, a exemplo de Kid Chocolate, Pedro Basso, Sebatião Flor, alguns dos muitos anônimos que deram muito de si para que nosso futebol existisse e pudesse chegar até onde chegou.

Portanto a esses nomes rendo minhas mais sinceras e justas homenagens e em nome da comunidade iguaçuense, especialmente a do futebol amador. Na galeria de títulos do Vasco da Gama destacamos o bicampeonato da Liga Cataratas em 1970 e 71, disputando a Taça Paraná.

O Vasco da Gama participou do Campeonato Amador Ciadino até 1979, quando sagrou-se campeão, sendo que após esse ano, só dedicou-se à categoria de futebol masters (veteranos) onde chegou a ser campeão invicto.

DÚVIDAS QUE IRÃO MUDAR A HISTÓRIA DO MUNDO:AFINAL QUAL O VERDADEIRO?

1)VERSÃO RODADA NA INTERNET desde que Alexandre,o Grande lutava…contra Dário da Pérsia.rs

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2)VERSÃO DOS SITES EM VETOR,as cores parecem corretas,mas o escudo o mesmo

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3)Esta versão eu tenho guardada como sendo mais recente,parece não parece?Eu votaria nela…

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RARIDADE????

Pessoal mexendo em meus arquivos nacionais,que não observo tanto quanto os internacionais achei o escudo do Colorado de Pimenta Bueno,que disputou nos anos 90.Agora resta saber se Futebol Clube ou Esporte Clube como está na Rsssf Brasil..enfim…
Seguindo a mesma linha de raciocínio teve um EC Cruzeiro que jogou em 1975,e depois surgiu este clone do de MG em 1996,algo me diz que são dois clubes diferentes.

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CAMPEONATO CAPIXABA,os primórdios e um título inusitado!!!!

América, Vitória, Rio Branco, Moscoso e Barroso foram os clubes que participaram do primeiro Estadual, em 1917. Na zaga do campeão América estava Carlos Monteiro Lindemberg, que se tornaria governador do Espírito Santo e senador da República na década de 50.

O Rio Branco, apesar de não ganhar nada desde 1985, é o maior vencedor do torneio com 35 títulos,a seguir vem a Desportiva com 16,nos últimos 10 anos porém o interior vem comandando,na verdade o interior com Linhares,Alegrense e um clube da Grande Vitória,que é o Serra da cidade de mesmo nome e que fica colada a capital,com excessão dos anos de 2000 com a Desportiva e 2006 com o Vitória,que hoje joga a segunda divisão.O atual campeão é CF Linhares.

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EM 1971 O CAMPEONATO COM FATO INUSITADO

Em 1971, o Rio Branco clube que sempre dividiu os holofotes com a Desportiva decidiram o título na maior confusão da história do torneio em todos os tempos. As duas equipes decidiram o campeonato em uma melhor de três partidas. A Desportiva venceu duas e empatou uma e, no campo,seria a campeã.

Mas o Rio Branco descobriu que os dois laterais da rival,Walter Gomes e Nelson Souza, foram inscritos irregularmente na competição . Eles disputavam simultaneamente o Campeonato Mineiro pelo Valeriodoce, que, como a Desportiva, era mantido pela antiga estatal Vale do Rio Doce.

A empresa fretava até helicóptero para que os dois jogadores chegassem a tempo de vestir a camisa da Desportiva. O caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça da CBF, que anulou a decisão. A Federação Capixaba marcou outra decisão, mas a Desportiva que já tinha desmanchado time, se recusou a jogar e o Rio Branco foi proclamado campeão capixaba.

Fonte:Enciclopédia Lance,arquivos pessoais

Flamengo Esporte Clube de Foz do Iguaçu

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O Flamengo Esporte Clube fundado em 7 de setembro de 1954, por um grupo de desportistas dissidentes do ABC, adotou as cores vermelha e preta, a exemplo do clube carioca de mesmo nome. O encontro foi realizado na residência da família Ayres de Aguirre, além de Antônio Gonçalves, participar ainda Cherubim Ayres de Aguirre, Rauk Horácio Grignet (Cacho), Nelson Varisco e Heitor Cardoso.

Da reunião resultou a fundação do Flamengo esporte Clube de Foz do Iguaçu, que há 47 anos coleciona títulos e honrarias, consolidando-se como um dos melhores times da cidade. A primeira diretoria constituída logo após a fundação ficou assim formada: Presidente Antônio Gonçalves; Vice-presidente Heitor Cardoso; 1º secretário Cherubim Ayres de Aguirre; 2º secretário Raul Horácio Grignet; 1º tesoureiro Melquíades Ayres de Aguirre e 2º Tesoureiro Nelson Varisco.

Logo depois da formação da primeira diretoria, foram feitas as filiações dos primeiros colaboradores: Renato Gonçalves dos Santos, Luiz Carlos Sbaraini, Idílio Chibiaque, Sebastião Flor, Nelson Domareski, família Basso, Antônio José Machado, família Dotto, Edgar Fiala, Sérgio Lobato, Octávio Portes (Tavico), Francisco Ferreira mota, João Carlos Palma (Joni), Celestino Rorato, Ernesto Julião Grignet, João Maria Santos, Emílio Rotilli, Antônio Soares, Paschoal Nami, entre outros.

A história do Flamengo está vinculada à história de um grande desportista, Antônio Gonçalves, o conhecidíssimo “Kid Chocolate”, um marinheiro que aqui aportou e que tinha no boxe, sua principal atividade esportiva, tendo sido um nome importante no cenário do boxe sul-americano. Mas foi no futebol e especialmente como dirigente do Flamengo, que o Kid Chocolate conduziu, treino e ensinou a prática do futebol para muitos dos atuais e ex-atletas iguaçuenses que estão por ai.

Kid Chocolate, que na década de 1950 fundou o 84º Boxing Club, que teve uma rápida participação no futebol iguaçuenses, se confunde com a história do Flamengo e do futebol amador de nossa cidade e é para homens que como ele, anonimamente, muito fez pelo nosso esporte preferido, que dedicamos este menos algumas injustiça sejam reparadas.

Também a família Basso, desde seu patriarca Pedro, passando pelos filhos Irineu e Vitório, que apesar de ser ABC, dedicaram-se à construção do estádio. A família Basso, a exemplo de Nelson Domareski, foi fundamental para a consolidação do clube, sendo os principais responsáveis pela construção do estádio, que leva o nome com extrema justiça de “Pedro
Basso”.

O confronto Flamengo e ABC, tornou-se o grande clássico do futebol amador iguaçuense, em qualquer categoria. Desse embate pode se esperar muita emoção e muita dedicação dos envolvidos, propiciando aos desportistas, sempre grandes e inesquecíveis confrontos.

Também o Flamengo, assim como o ABC e o atual Gresfi, mantêm equipes de outras categorias de futebol amador, com título em praticamente todas essas categorias, com destaque ao time de 1957, para a participação especial de Mane Garrincha em 1968 na conquista do título de bicampeão citadino de futebol amador nos anos de 1975 e 1976 da LIF e para o time vice-campeão em 2001.

Em sua vivência, passaram pelo Flamengo, excepcionais atletas: Roberto Damião, Bita, Roberto Chirum, Machadinho, Oscarzinho, Maneco, Arturo(Atlético Paranaense), Ademilson (Atlético Paranaense e Atlético Mineiro).

Atualmente, o clube também tem uma excelente estrutura social e tem seu estádio Pedro Basso, com um excepcional gramado utilizado inclusive para treinamentos da Seleção Brasileira e de clubes profissionais,como o Figueirense atualmente. Anexo ao Estádio, mantém o Flamengo um ginásio de Esporte e um Kartódromo, para utilização dos aficionados desse esporte.No futebol o clube disputa as categorias de base do futebol paranaense.

DULCE ROSALINA:A APAIXONADA TORCEDORA

Semana passada faleceu aqui no Rio de Janeiro Dulce Rosalina,a primeira mulher a formar uma torcida organizada,T.O.V.(TORCIDA ORGANIZADA DO VASCO),inclusive será feita uma homenagem no estádio de São Januário com uma placa.

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Texto antigo 1968

Dulce Rosalina Ponce de León e Domingos do Espírito Santo Ramalho são, ao lado do “Cartola”, os mais populares torcedores do C. R. Vasco da Gama. Inseparáveis e intransigentes, devotam ao clube um amor que raia pela veneração. Assalta-os também a superstição, pois chegam a supor, tal como o Fontainha do América, que ausentar-se qualquer dêles de um jogo é influenciar negativamente o seu resultado. Têm a firme convicção de que se tornaram imprescindíveis desde o momento em que Martim Francisco lhes prometeu o campeonato se êles organizassem a torcida vascaína.

Cumpridas ambas as promessas, desde então êles fizeram daquilo um sério dever, e às vêzes vão às competições em estado de enfermidade. Ela, como chefe da torcida, e Ramalho, com seu talo de mamoeiro, são dos poucos aficionados a lidarem diretamente com a política do clube, porquanto têm empreendido campanhas presidenciais quase sempre triunfantes. Tratam, não só do incentivo à torcida, mas, por igual, de colocar na direção do grêmio pessoas que, a juízo dêles, possam dirigi-lo com o maior proveito.
A singular dupla parece pensar por uma só cabeça, já que convergem as opiniões sôbre os principais assuntos de interêsse comum. Falaram-me, por exemplo, de bons e sofríveis dirigentes, sempre em uníssono.Isso, para êles, “é sintomático em um homem de bem, de capacidade administrativa, grande devotamento ao clube e respeito à palavra empenhada”. Manuel Joaquim Lopes “encarna o dirigente ideal, atento aos problemas partidários e capaz de solucioná-los sempre em boa hora”.

Nasceu Dulce Rosalina nas proximidades da Ponte dos Marinheiros, mudando-se, depois, para a Av. Presidente Vargas. Seu pai, um português criado na Saúde e naturalizado brasileiro, freqüentador assíduo do rancho carnavalesco “Recreio das Flôres”, hoje “Recreio da Saúde”, pregava a igualdade sem restrições. Combatente acirrado do preconceito de côr, incutiu no espírito da filha, desde a mais tenra idade, aquêle princípio como um dos pontos cardeais da melhor maneira de conviver com os semelhantes. Era vascaíno por convicção. Transmitiu à sestrosa mulatinha seus pendores clubísticos, mas ela só se fixou definitivamente como vascaína, quando o então presidente Raul Campos declarou que o Vasco se sentia honrado mantendo em suas fileiras jogadores negros. Isso lhe pareceu extraordinário.O presidente comungava com as idéias paternas, e isso importava sobremodo. Demonstrava que êle, também, era homem de bem, acolhedor e transigente tal qual o genitor, por ela admirado com a maior intensidade.

Com sete anos ingressou no Colégio Anglo-Americano. Aos dez foi para o Regina Coeli, mas só completou o curso no Santa Terêsa de Jesus, no Largo da Segunda-Feira.
Em 1948 enamorou-se do atleta Ponte de León, então do São Paulo F.C., e com êle veio a casar-se um ano depois para se tornar viúva em meados de 1965.
Dulce Rosalina tem dois filhos, um dos quais já foi campeão pelo time praiano Alvorada. A menina, com inclinação para basquete, deverá ingressar no Botafogo, pois o Vasco, não se interessa muito por êsse esporte para môças.

Em uma entrevista ela diz:

“Pensei em trabalhar, desempenhando atividades no comércio ou na indústria; todavia, concluí que seria desperdiçar energia. Poderia ficar impossibilitada, por exemplo, de participar intensamente da vida do meu Vasco, como venho fazendo, e não sei se suportaria privar-me da maior alegria de minha vida, que é estar sempre à sua disposição.
Em 1961, o concurso sôbre o melhor torcedor do Brasil foi ganho por Dulce Posalina, que assim passou a ocupar o lugar de Cristiano Lacorte, o saudoso torcedor botafoguense, ficando Ramalho em segundo lugar. Ao Vasco ela deu o troféu com que foi agraciada e, até hoje, acha-se êle exposto no salão evocador das vitórias cruz-maltinas.
Atualmente, é a única mulher que comanda uma torcida de futebol. E o coração feminino torna-se desmedidamente grande na devoção. Oferece muito e, não raro, em troca de nada.
Dulce Rosalina confirma essa verdade. Sua paixão pelo Vasco da Gama encerra algo de belo, idolátrico, imorredouro.”

Vê-la nos instantes de arrebatamento esportivo ou quando vibra de emoção ao referir-se ao clube predileto é passar a crer nas virtudes de certos sêres.
Bendigamos-lhe o sentimento, a intensa e admirável veneração ao grêmio a que de todo se entregou.

Autêntica vascaína,
nossa Dulce Rosalina também teve a sua vez. Passou por grande fiasco, quando, por causa do Vasco, foi metida no xadrez. Seu amor é tão profundo, ao “maior clube- do mundo”,como costuma dizer,que,
creio, quando morrer, pela paixão incomum isto aos olhos logo salta,só resta ao Vasco uma cousa: colocar em sua lousa, em vez duma cruz comum, uma bela cruz-de-malta.(Mandico)

Fonte:Torcedores do Passado e do Presente,1968

ASSOCIAÇÃO PONTAGROSSENSE DE DESPORTOS

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Fundada em 27/11/1970 surgiu como uma terceira força, mas não se manteve
na elite do futebol paranaense sendo extinta em 1974. 0 primeiro técnico foi
Orlando Peçanha, campeão mundial de 1958, e por muitos anos titular do
Vasco da Gama e Santos F.C. Os primeiros contratados por Peçanha foram
Valtinho (Flamengo), Paulo Borges (Corinthians), Renato (Botafogo).

EQUIPES

1971
Ladel, Gracindo, Roberto, Nilo Gomes, Cláudio, Eduardo,
Neo, Wilson, Cafuringa, (Duda), Ciro e Afonso; Expedito (gol), Nelson,
Wilson, Netinho, Tião Quelé, Afonso (Tucho), Paulista, Nego e Adeli

1972
Expedito, Gracindo, Souto, Renato e Mário; Amorim e PauloCésar.
Wilson, Neo (Rubens), Rudi e Netinho, (Djair), Arlindo (gol). Carlos Osires,
Ademir, Otávio Souto, Peralta, Caravetti, Rosaldo (gol). Nilo Gomes, Eduardo,
Índio, Filó e Adeli.

1973
Martins, Gracindo, Mário, Ari e Antoninho. Índio e Lourival. Paulo Borges,
Murici, Cláudio e Airton (Waldir gol). Julião, Renato, Jorge, Silva, Paulo César,
Benê, Murilo, Expedito (gol), Acir.

Como foi um clube meteórico coloquei abaixo os jogos entre a Ass. e o Londrina,
retirado do site do mesmo),onde o clube de Ponta Grossa sempre teve vantagem

05.08.1973 Paranaense Pontagrossense1 X 0Londrina Germano Kruger
15.07.1973 Paranaense Londrina 3 X 1 Pontagrossense VGD
29.04.1973 Paranaense Londrina 1 X 3 Pontagrossense VGD
08.04.1973 Paranaense Pontagrossense 2 X 1 Londrina Germano Kruger
14.01.1973 Amistoso Londrina 0 X 0 Pontagrossense VGD
20.08.1972 Paranaense Londrina 1 X 0 Pontagrossense VGD
30.07.1972 Paranaense Pontagrossense 1 X 0 Londrina Germano Kruger
26.03.1972 Paranaense Pontagrossense 1 X 1Londrina Germano Kruger
21.11.1971 Amistoso Londrina 1 X 1 Pontagrossense VGD
25.07.1971 Paranaense Londrina 3 X 0 Pontagrossense VGD
16.06.1971 Paranaense Pontagrossense 2 X 2 Londrina Germano Kruger

FOTOS DAS EQUIPES

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[img:ass_ponta_2_1.jpg,resized,vazio]

Fonte:Interior Bom de Bola(inclusive fotos) de Padilha Alonso,site do Londrina,escudo do McNish

PS:Achei esta história muito engraçada e aproveitei o artigo:

PISANDO NA BOLA O TECLADO CAIU

Esta quem conta é o ex-centroavante Ernesto Possagno, que durante muitos anos
foi o titular do Guarani. “Numa partida do Guarani contra o Coritiba na capital, dei
uma entrada violenta num zagueiro, o árbitro que não tinha cartão veio correndo
em minha direção esbravejando, me advertindo, quando ele chegou perto de mim,
gritou mais alto, nisso sua dentadura caiu no gramado. Eu surpreendido pelo fato
inusitado, comecei a rir. Ele imediatamente e expulsou do Jogo”.