Arquivo da categoria: Escudos

Corumbataí Futebol Clube – Corumbataí (SP)

 

O Corumbataí Futebol Clube é uma agremiação do município de Corumbataí, no Interior Paulista. Fundado nos anos 30, o clube disputa o Campeonato Amador da Liga de Futebol de Rio Claro.

Antigo Distrito de Rio Claro, Corumbataí é um pequeno município com cerca de 4 mil habitantes e a 202 km da capital Paulista. As idéias de emancipação do município começaram a surgir em 1929.

O Estádio Municipal Humberto Venturoli, foi fundado no dia 27 de Julho de 1947, na partida entre o Rio Claro Futebol Clube e Corumbataí FC, que terminou empatada sem abertura de contagem.

No ano seguinte, mais precisamente no dia 24 de dezembro de 1948, que Corumbataí conseguiu sua emancipação política através da Lei Estadual nº 233/1948, graças ao empenho do jovem Deputado Estadual Ulysses Guimarães, na ocasião o Governado do estado era a figura emblemática do Dr. Adhemar Pereira de Barros.

As Primeiras Eleições em Corumbataí aconteceram no dia 13 de março de 1949, onde foram eleitos o prefeito e os vereadores. Dentre os imigrantes que se fixaram no município podemos citar os de origem: Italiana, Alemã , Polonesa, Lituanos e Russos.

 

 Fonte:  Oscar de Arruda Penteado – “Corumbataí – Subsídio para sua historia”

Associação Atlética Ferroviária – São Vicente (SP)

 

A Associação Atlética Ferroviária é uma agremiação da cidade de São Vicente (SP). Fundado no dia 9 de Julho de 1949, por ferroviários de São Vicente, no Litoral Paulista, que desejavam ter um local para conversar e também jogar futebol. A sua Sede fica localizada na Avenida Martins Fontes, 781, no Bairro de Catiapoã. O clube já faturou sete vezes o campeonato local.  

 Hino da Associação Atlética Ferroviária

 Não é um clube é uma paixão,

Mexendo com o meu coração,

E também não é qualquer cor,

Alvi-celeste é a tua cor (Bis),

Nasceste em 1949

Fieis e eterna para mim,

Ferroviária és um amor,

Bem guardado dentro do meu coração.

Essa torcida que só canta, pula e vibra,

Essa torcida que só grita é campeão!

Ferroviária, Ferroviária… Tu estás dentro do meu coração (Bis)

Esporte Clube Avenida – Santa Cruz do Sul (RS)

Escudo dos anos 50

O Esporte Clube Avenida é uma agremiação da cidade de Santa Cruz do Sul (RS). A cidade crescia e com ela sua população. No dia 6 de Janeiro de 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar o E.C. Avenida. “Eu estava servindo em Rosário”, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo número excessivo de atletas que acorria ao único time da cidade. “A gente chegava a ficar um ano no banco.”

Quando voltou, em 1945, passou a jogar no recém-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. “A gente pagava para jogar — era uma questão de amor à camisa mesmo. O clube só dava camiseta e a bola”, sublinha.

O Avenida não tinha campo, nem recursos e treinava na Várzea. “Quando eu já era presidente, propus para a turma comprarmos um pedaço de campo”, conta Seidel, que também foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da área pretendida.

Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: “É pouco”. “Caprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. Tínhamos um lugar nosso para jogar,” exulta. Era hora de limpar a área, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no braço e na carroça. A lenha vendida reverteu em mais renda.

Na inauguração do estádio, em 1950, o Grêmio, padrinho convidado, não poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ninguém se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. Nos anos 60, o Avenida ganhou uma mãozinha divina, ou melhor, um pezinho.

O padre da paróquia que atendia a Várzea, Orlando Pretto, hoje pároco da catedral, cedeu às tentações do esporte e passou a treinar com o time. “Tudo sob a bênção do bispo dom Alberto Etges”, sublinha ele. “Eu era um jogador voluntarioso, craque não”, se autodefine. “Tinha um chute forte e velocidade, mas não era um grande driblador.” Preenchia posições na ponta direita e brincavam: lá onde acaba o campo não cresce grama, porque é onde o padre pára e dá o giro para o retorno.

O técnico Daltro Menezes quis chamar a atenção em um amistoso do Avenida contra o Internacional e combinou que o padre jogaria 10 minutos no final. Mas o destino conspirou contra — o pai do padre adoeceu, impedindo sua participação. Certa feita, ele atuou inclusive de comentarista, ajudando o Ernani Aloísio Iser de dentro do campo.

Foi na partida contra o América, campeão carioca, em domingo de muita chuva. “Tu não podes me identificar como padre no rádio, me chama de Orlando Francisco”, alertou ao narrador. Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, uma jogada fenomenal: o placar estava 0 a 0, a bola molhada, o meia-esquerda Jaime, do Avenida, chuta forte de esquerda, de fora da área e a bola dá a impressão de que ia entrar, mas um ângulo misterioso a desvia na última hora. Iser, emocionado e já preparado para gritar gol, aciona o pároco: “faaala padre Pretto”. No dia seguinte, senhoras foram ao bispo reclamar do padre metido em futebol.

No início dos anos 70, uma fusão com o rival Santa Cruz tenta resolver a difícil situação financeira dos dois clubes, mas não foi vista com bons olhos pelo Avenida. O novo time se chamava Associação Santa Cruz do Futebol e vestia as cores amarelo e azul. Diante da resistência do Avenida, foi tentado o uniforme verde e preto, mas mesmo assim a fusão não foi para a frente. Hoje o Avenida está com seu Departamento de Futebol parado, com atividades apenas sociais. Para Seidel, é muito triste ver parte do patrimônio, adquirido a tantas mãos, penhorado.
Fonte:  Jornal Gazeta do Sul

Colaborou: Douglas Marcelo Rambor

Grêmio Sportivo Santoangelense – Santo Ângelo (RS)

 

Escudo da década de 50

O Grêmio Sportivo Santoangelense foi uma agremiação da cidade de Santo Ângelo (RS). O Clube Alviverde foi Fundado no dia 12 de Outubro de 1921, e a sua Sede ficava na Avenida Rio Grande do Sul, 479, no Centro de Santo Ângelo. Seu estádio era Raul de Oliveira (Zona Sul).

Em 1989, veio a fusão entre o Tamoyo, Grêmio Santoangelense e Elite criando a SER Santo Ângelo. Ao todo o G.S. Santoangelense participou do Campeonato Gaúcho Seis vezes: 1959, 1965, 1986, 1987, 1988 e 1989. E uma vez da Terceirona: 1985.

Gremio Sportivo Santoangelense de 1952

 O Grêmio Sportivo Santoangelense foi o primeiro time de Santo Ângelo a conquistar um título estadual. Esta proeza foi alcançada com a conquista do Campeonato Gaúcho de Amadores (Atual Série B) de 1952.

Contudo, a partida final só ocorreu no dia 21 de março de 1953. O Grêmio Santoangelense estreou na competição no dia 9 de novembro de 1952, em Santiago, vencendo o Riachuelo por 3 a 2. No dia 16 de novembro, no Estádio Coronel Raul Oliveira, goleada de 7 a 1 diante do mesmo Riachuelo. No dia 7 de dezembro, o Grêmio Santoangelense fez 7 a 0 no Gaúcho de Tupanciretã. Em Tupanciretã, no dia 14, nova goleada: Grêmio 8 a 1.

 O campeonato estadual de 1952 entrou janeiro adentro, tendo partidas realizadas no ano de 1953. No dia 18 de janeiro de 1953, em Santo Ângelo, o Grêmio venceu o 14 de Julho de Erechim por 5 a 2. No jogo de volta, em Erechim, no dia 25 de janeiro, vitória santo-angelense por 2 a 1.

No dia 22 de fevereiro, o Grêmio goleou o Concórdia de Roca Sales, no Estádio Cel. Raul Oliveira, por 3 a 0. Em 1° de março, a primeira derrota no certame, ao levar 4 a 2 do Concórdia fora de casa. Houve partida de desempate entre o Grêmio Santoangelense e o Concórdia, em Porto Alegre, com vitória santo-angelense por 1 a 0.

No dia 18 de março, na capital gaúcha, vitória gremista por 5 a 4 diante do Juventude de Candelária. A final foi realizada no dia 21 de março de 1953 (a conquista era válida pelo campeonato de 1952), em Porto Alegre, no Estádio da Timbaúva, no Caminho do Meio, reduto do Força e Luz, entre Grêmio e Veronese de Canoas. Vitória santo-angelense por 4 a 1. O time viajou em uma avião da Varig para a partida, com o patrocínio de José Marçal.

 Na primeira etapa, o Grêmio fez logo 2 a 0, com gols de Pedrinho Martins, aos dois minutos, e Crespim, aos 28. Na etapa complementar, Crespim marcou mais duas vezes, aos 23 e aos 26 minutos. O Veronese descontou com Medina, aos 24 minutos.

 Árbitro: Fortunatto Toneli

Auxiliares: Alfredo Bello e Guilherme Sroka.

 Grêmio Santoangelense: Nerci Gewehr, Bira e Mello. Pinheiro, Gago e Gelineck. Vilmar Miron, Hélio, Crespim, Fernando Pança e Pedrinho Martins. Técnico: Ricardo Verri. 

VERONESE: Jacir, Fiorello e Victor. Clauvício, Canário e Pedrola. Flávio, Valdir e Batata. Medina e Gaiteiro.

 

Foto e colaboração: Douglas Marcelo Rambor

 

Foot-Ball Club Rio-Grandense – Rio Grande (RS), de 1909

 

Escudo dos anos 30

O Foot-Ball Club Rio-Grandense é uma agremiação da cidade de Rio Grande (RS). O ‘Guri Teimoso’ foi Fundado no dia 11 de Julho de 1909, e o seu Estádio é o Torquato Pontes com capacidade para 15 mil espectadores.

Na sua história, o FBC Rio-Grandense foi campeão do mais importante Campeonato Gaúcho em 1939, derrotando na final o Grêmio Santanense. No mesmo ano, o Guri Teimoso ainda abocanhou outros dois títulos: os Campeonatos do Interior (também foi campeão em 1946) e o Citadino.

 O time também possui três vice-campeonatos gaúchos: 1937, 1938 e 1946. Além desses títulos, ainda constam o caneco do Campeonato Gaúcho da Série B em 1965; a conquista da Copa Cícero Soares 1973 (atual Copa FGF); entre outros.

No Campeonato Citadino de Rio Grande, o FBC Rio-Grandense já levou a melhor 11 vezes: 1921, 1937, 1938, 1939, 1940, 1946, 1947, 1948, 1950, 1953, 1955, 1956 e 1957, 1960,1963, 1974, 1975, 1976, 1977 e 1978.

 

Distintivo atual

O Hino do FBC Rio-Grandense

 (Letra: Firmino Carvalho / Música: Nelson Piragine)

 Heroico Rio-Grandense

Glória excelsa do esporte

És imagem varonil

Dos lendários titãs

Do meu Rio Grande

E das glórias perenais

Do meu Brasil

Salve a bandeira áureo-rubra

Pendão sempre imaculado

Teu farfalhar

Nos sussurra

Colorado, colorado

Pra frente o sinal clube campeão

Já tantas vezes em leais vitórias

Ostentando este sangue de coração

Apanás imortal de tantas glórias.

 

Fonte: Site do clube

Colaborou: Douglas Marcelo Rambor

Estrella Football Club – Estrela (RS)

 

O Estrella Football Club é uma agremiação do município de Estrela (RS).O Clube Alvianil Fundado no dia 16 de Novembro de 1931, o Estádio é o Aloysio Valentim Schwertner, com capacidade para 4 mil pessoas. O estádio foi inaugurado em 1954 com o nome de Walter Jobim.

No currículo do clube há o vice-campeonato Gaúcho da Série B de 1960 e 1977; o Bi do Vale do Taquari em 1950 e 1951; o título da Zona Centro de 1985; e a 7ª colocação no Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão em 1978.

 A letra do Hino do Estrella F.C. é de Janete Borges, e a música de Dothan Erbes:

Estrela, Estrela
Clube que nasceu para brilhar
Orgulho da Princesa do Vale
Muitas glórias no esporte a conquistar (BIS)
REFRÃO:
Estrela, Estrela
Brilhando no Alto Taquari
Teu povo, tua torcida
Vibram e torcem sempre por ti

Estrela, Estrela
Glórias e vitórias a conquistar
Com tua força e tua garra
Nunca deixarás de brilhar (BIS)

 

Fonte: Orkut do Estrella F.C.

Elite Clube Desportivo – Santo Ângelo (RS)

O Elite Clube Desportivo foi uma agremiação da cidade de Santo Ângelo (RS). Fundado no dia 30 de Setembro de 1921, a sua casa era o Estádio Zona Sul, oficialmente denominado Estádio Raul Oliveira, com capacidade para 8 mil espectadores.

A sua principal conquista aconteceu em 1958, quando faturou o título do campeonato Gaúcho da Série B. Uma década depois, o Elite ficou com o vice-campeonato Gaúcho da Série C, em 1968.

O clube existiu até 1989, quando fez uma fusão com o Grêmio Esportivo Santoangelense e o Tamoyo Futebol Clube, originando a Sociedade Esportiva e Recreativa Santo Ângelo.

 

 Colaborou: Douglas Marcelo Rambor

Tamandaré Atlético Clube – Cachoeira do Sul (RS), de 1928

 

Primeiro Escudo

 

Aos amigos pesquisadores, segue mais um clube que foi devidamente desenterrado, tanto na sua história quanto nos escudos. Essa descoberta só foi possível graças a duas pessoas: aos Pesquisadores e Historiadores, Douglas Marcelo Rambor e Cláudio Sérgio Engel.  

 O Tamandaré Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Cachoeira do Sul (RS). O Tamandaré AC participou do Campeonato Gaúcho (Zona da Serra) de 1934.  A história do clube que está em posse de Cláudio Sérgio Engel, foi deixada pelo amigo Cléo Riccardi, ex-funcionário do Banrisul.

O Tamandaré AC, teria nascido nas barrancas do Rio Jacuí lá na sede do Grêmio Náutico Tamandaré, reunidos um punhado de amigos que gostavam de pescaria entre eles lembro-me de Delcassê Bastos, Mário e Carlos Gnhignatti, Edgar Amaro, Ten. Ben-hur, Humberto Atílio Guidugli, Rodopho Gonzalez e outros Fundaram no dia 03 de maio de 1928.

Em mais de 1000 times cachoeirenses fundados no século XX.  Estreou perdendo por 4 a 0 para o Gaúcho dessa cidade no dia 13 de outubro de 1928. Seis times foram profissionais  e o TAC  iniciou no dia 10 de março de 1943. Já a sua última peleja aconteceu no dia 31 de agosto de 1944, onde perdera para o Guarany por 2 a 1. Jogando em toda sua história pequena de 24 anos de vida futebolística jogara apenas 216 partidas.

 

Último distintivo

P.S.: Cláudio Sérgio Engel é um profundo conhecedor do futebol amador e profissional de Cachoeira do Sul. Nesse link: http://w3.ufsm.br/miscelanea/radar/print.php?type=N&item_id=78 é possível ouvir muitas histórias, no seu programa ‘Radar Esportivo’, na Rádio Universidade 800 AM de Santa Maria.

 

Foto: Douglas Marcelo Rambor