Arquivo da categoria: Escudos

Expressinho do Pina – Recife (PE): Bicampeão Pernambucano da Segunda e Terceira Divisões

Além do Centro Esportivo do Pina, o Bairro também contou com outra força: o Expressinho Futebol Clube (Expressinho do Pina) foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Fundado na década 50, tinha a sua Sede localizada na Rua Doze de Julho, 15, no Bairro do Pina, em Recife. O Clube faturou quatro títulos estaduais: bicampeão da Segunda Divisão (1974 e 1975) e Bi da Terceirona (1980 e 1983).

 Outro clube modesto, porém com paixão pelo esporte bretão. Além da equipe adulta, também possuíam as categorias de base: infantil e juvenil. Além do futebol nos gramados, o clube também participava do Campeonato de futebol de praia recifense, que era amplamente divulgado pela mídia recifense, nos anos 60.

Em 1977, o clube ingressou no Campeonato Pernambucano de Futebol de Salão (Atual Futsal). Já em meados dos anos 80, Expressinho do Pina montou um time de futebol feminino e participou do II Campeonato Pernambucano da categoria, porém sem muito destaque. 

Neste mesmo período, o Expressinho do Pina sempre aparecia em notas, no Diário de Pernambuco, que apresentavam os seus resultados nas pelejas amistosas e torneios. Na grande maioria, conquistando triunfos e canecos.

 A história ganhou outro contexto, quando numa quarta-feira, do dia 21 de Abril de 1965, o Expressinho do Pina enfrentou o Ferroviário, que se preparava para disputar o Estadual daquele ano. A partida ocorreu no Estádio Lucas Cabral, no Bairro do Pina (fica ao norte de Boa Viagem, região litorânea do Recife). No final, o Expressinho do Pina venceu por 1 a 0, e a partir daquele instante a diretoria começou a sonhar em levar o clube a vôos maiores.

No ano seguinte, o clube se sagrou campeão do Campeonato Pinense de 1966, ao vencer fortes oponentes, como o Centro Esportivo do Pina. O time campeão formou da seguinte forma: Miro; Nênem e Baá; Nego e Ivanildo; Vado (Guaraná) e Liaco; Roberval, Joca, Paco e Nildo.

Após o vice-campeonato Pinense de 1968, Expressinho do Pina fez a sua primeira partida fora do estado. Após uma partida polêmica e muito contestada pela diretoria o Expressinho do Pina perdeu para o ASA de Arapiraca por 3 a 1, na tarde do dia 1º de dezembro de 1968.

Em 1970, já filiado a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Expressinho do Pina debutou no Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão.

CAMPEÃO DE 1974

Após boas campanhas, enfim, o título. Na noite do sábado, no dia 05 de abril de 1975, o Expressinho do Pina venceu o Bonsucesso (ficou com o vice), da Casa Amarela, por 4 a 2, e conquistou o título do Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão referente ao ano de 1974. I time campeão formou assim: Marinho; Vado,  Marivaldo, Válter (Paulinho) e Tadeu; Djanilson e Valdeck; Mendonça, Berto, Pedrinho (Adenildo) e Estrela.

Em 1975, o clube fez uma bela campanha faturando o bicampeonato. Além disso, faturou diversos prêmios concedidos pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Expressinho do Pina recebeu a Taça Disciplina; Everaldo Cavalcante foi eleito o melhor técnico; Manoel Fernando o melhor massagista; e o zagueiro Marivaldo e o atacante Estrela fizeram parte da Seleção do campeonato.  

Em 1980, o clube se sagrou campeão do Campeonato da Terceira Divisão (antiga 2ª Divisão). Três anos depois, Expressinho do Pina faturou bicampeonato, em 1983, mas dessa vez de forma especial. Afinal, a decisão foi diante do grande rival: Centro Esportivo do Pina.

O Expressinho venceu por 2 a 1, com dois gols de Válter II, enquanto Galvão fez o de honra do time verde-negro. Time formou com a seguinte escalação: Válter; Toinho, Adé, Davi e Jeferson; Vladmir, Valdeque Melo e Júnior; Lenilson Fafá, Heleno (Batista) e Válter II (Galdino). Técnico: Eduardo Silva.

CURIOSIDADE

Em 1981, após vender o centroavante Alexandre para o Náutico Capibaribe, a Associação Atlética Santo Amaro resolveu repor a perda. O clube acertou a contratação de Fabinho, do Expressinho do Pina. Até aí tudo normal. O fato curioso foi a forma de pagamento.

Como o jogador era amador, o Santo Amaro indenizou o Expressinho do Pina com 16 pares de chuteiras, o mesmo número de camisas, calções e meiões. Outra curiosidade é de que o Santo Amaro  tinha recebido um estoque de 50 pares de chuteiras, um ano antes, como pagamento de um amistoso com o Náutico que deu prejuízo.

 Time-base de 1961: Ivan; Tonho e Jaime Pequeno; Manoel, Adelson e Mourão; Esmeraldo, Nilo, Pataia, Lula e Mario Tavares.

 Time-base de 1963: Jadir (Dema); Rui, Jurandir, Negro e Zé Lídio (Ismael); Aloísio (Wilson) e Vado; Val, Escoteiro (Doutor), Ivanildo (Edinho) e Gera (Paco). 

Time-base de 1970: Lalau (Jorge); Aldinho (Hemir) e Nenem (Cior); Armando (Reginaldo) e Noca (Emílio); Gilvan (Batuel) e Ceará (Pita); Joca, Duca, Fio e Marivaldo. 

Time-base de 1975: Marinho; Vado, Adê, Marivaldo e Pauluca; Tadeu e Nilton; Berto, Tonho, Djanilson e Bê. Técnico: Everaldo Cavalcante, o ‘Velho’.

 

FONTES: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife – A Província 

Centro Esportivo do Pina – Recife (PE): Bicampeão Pernambucano da 2ª Divisão de 1973-77

O Centro Esportivo do Pina é uma agremiação da cidade do Recife (PE). O verde-negro foi Fundado no dia 03 de Abril de 1934, e conta com a sua Sede na Avenida República do Líbano, s/n, no Bairro do Pina, no Recife. No Brasil só há dois clubes federados com as cores verde e preto: América Mineiro e o Centro Esportivo do Pina (vale lembrar que no Rio de Janeiro há o Tupy de Paracambi, que também possui essas cores, mas atualmente se encontra licenciado. Contudo, planeja brevemente retornar).

Atual Sede do C.E.P.

HISTÓRIA

Existia no Bairro do Pina um clube denominado Clube Esportivo Pina (este clube participou dos campeonatos suburbanos e da Segunda Divisão), nos idos de 1925. Após uma dissidência dessa diretoria, alguns senhores resolveram fundar Centro Esportivo do Pina em 03-04-1934. Esses dirigentes foram: Francisco Marques, Bartolomeu de Figueiredo, Nestor Gonçalves Maia, Abelardo Brito Rio e Adalberto Oliveira Dantas.

Em 1973, o clube se filiou a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), e de cara, se sagrou campeão, de forma invicta, Pernambucano da Segunda Divisão.Quatro anos depois, o Centro Esportivo do Pina repetiu à dose, faturando o Bicampeonato, com uma bela campanha.

No total, o clube possui 13 títulos de campeão amador, sendo dois invictos. O Centro Esportivo do Pina promove em seus campo campeonatos de futebol infantil, juvenil e veteranos, além de colaborar com a permanência da pelada dos Cansadinhos do Pina, que existe há mais de quarenta anos e é constituída de ex-jogadores de futebol profissional.

Até os dias de hoje, o Centro Esportivo do Pina freqüenta as competições da base, ligadas a FPF. Abaixo uma lista de jogadores e craques que passaram pelo Centro Esportivo do Pina ao longo de mais de oito décadas de existência.

Neste vídeo abaixo, mostra o amistoso do Centro Esportivo do Pina contra o Santa Cruz, no Estádio do Arruda, no Recife, em janeiro de 2007: https://www.youtube.com/watch?v=GCaImVYgmn4

 

FONTES: Diário de Pernambuco – Federação Pernambucana de Futebol – Página do clube no Facebook – Site  Tardes de Pacaembu

Elmo Esporte Clube – Jaboatão dos Guararapes (PE): Fundado em 1943

O Elmo Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Jaboatão dos Guararapes (PE). O “Tricolor de Prazeres” foi Fundado numa sexta-feira, do dia 08 de Outubro de 1943, pelos desportistas Claudenor Almeida, Antonio Tavares e Luís Steliteno, negociante próspero no Pátio do Mercado de São José, no Bairro São José. Luís Steliteno também foi o 1º Presidente do clube. A primeira Sede ficava na Rua Frei Henrique, 75/ 1º andar, no Bairro de São José, no Recife.

Primeira Sede

ENTRE IDAS E VINDAS

Com as mudanças dos tempos, crises financeiras, o clube elmense teve ainda sedes nos bairros São José; Água Fria (Rua Júlio Ramos, 150); Distrito de Prazeres (atualmente o local deixou de ser um Distrito, passando a ser um Bairro), quando o mesmo ainda era o 3º Distrito de Jaboatão (onde ficava o Departamento de Futebol no ‘Clube Vassourinhas’ (denominação dada a Sede), na Avenida Barreto de Menezes, s/n, no Bairro dos Prazeres, em Jaboatão).

Depois passou para o bairro da Várzea, quando João de Deus da Mota doou um terreno, na Vila Zé Mota, 65 – Terminal da Brasilit,; onde foi construída a Sede Social que possuíam dois pavimentos: Palacete Rubem Moreira (Salão Nobre, Secretária, Departamento de Material, Cozinha e Almoxarifado); Boate-restaurante e o Parque Social Desportivo João de Deus, contendo um Dancing Aquático.

Contudo, a Sede na Vila Zé Mota, 65 acabou sendo atingida parcialmente pelas enchentes ocorridas em julho de 1975. Para amenizar os prejuízos o clube acabou vendendo a Sede para uma grande firma Sulista.

Graças a doação de Cr$ 500.000,00 feita por João de Deus da Mota, o Elmo Esporte Clube construiu a nova Sede batizada de Palácio do Amadorismo João de Deus da Mota, localizada na 5ª Travessa Dr. Fábio Maranhão (Em 1977, a Prefeitura de Jaboatão mudou o nome da Rua para ‘Elmo Esporte Clube’, que permanece assim até o dia de hoje), nº 80, em Prazeres, inaugurada na sexta-feira, no dia 08 de outubro de 1976, quando o clube festejou 33 anos de existência.

Time de 1956

CURIOSIDADE

Para quem não associou o nome a pessoa, Rubem Moreira, que deu o nome para o Palacete do Elmo, foi presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) por quase três décadas: entre 1955 a 1982.

 

FUTEBOL & SAMBA

Um dos grandes baluartes do Tricolor de Prazeres foi José Geraldo Mota. Ingressou, ainda como jogador, no Elmo em 1945, onde ficou por vários anos e acabou ganhando o cargo de presidente de honra perpetuo. Na década de 60, acumulou a função de técnico da equipe.

Alinhado com o futebol, o Elmo também tinha uma relação entrelaçada com o mundo do samba. Nos anos 50, criou a Escola Almirantes do Samba, quando a sua Sede ficava na Rua das Águas Verdes, s/n, no Bairro São José.

Já em Prazeres, fez parceria com o Bloco Carnavalesco Misto Batutas de São José (Fundado no dia 5 de junho de 1932) e também o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas (Fundado no dia 06 de Janeiro de 1889), onde realizou diversos eventos, homenagens diversas e bacalhoadas.

Time de 1957

OUTRAS MODALIDADES

Além do futebol, o Elmo também possuía categoria de base, futebol de salão, voleibol e pedestrianismo (é uma atividade desportiva, não competitiva, praticada essencialmente em ambientes naturais, obtendo os seus praticantes os benefícios inerentes à prática de atividades de ar livre, funcionando ainda como uma forma de escapar ao stress e sedentarismo do dia-a-dia vivido nas cidades, permitindo ao mesmo tempo um maior conhecimento de nós próprios).

Após disputar o Campeonato Suburbano, vinculado à Associação Suburbana de Desportos Terrestres (ASDT), o Elmo ingressou na Federação Pernambucana de Futebol (FPF), nos anos 60. Apesar de campanhas modestas, o Tricolor dos Prazeres começou a conquistar boas campanhas como os vices da Segunda Divisão em 1966, 1967 e 1971.

Motivados e crentes de que o Elmo era um clube emergente, o seu presidente José Geraldo Mota abdicou de disputar a Segundona em 1972 para participar da Taça de Recife no mesmo, para assim buscar uma vaga na Elite do Futebol, Pernambucano. 

ESTÁDIO INAUGURADO EM 1973

Um sonho que se tornou realidade. Esta frase se encaixou perfeitamente na história do Elmo Esporte Clube, quando inaugurou a sua ‘casa’, batizado de Estádio José Geraldo Mota, às 15 horas; no domingo, 04 de fevereiro de 1973.

Localizado em Prazeres, à margem da BR-101, a partida inaugural, que foi arbitrada por Ivanildo Enéas (FPF), reuniu as equipes do Elmo e Associação Atlética Santo Amaro. No final, melhor para o Santo Amaro que venceu por 2 a 0 (gols de Ailton e Neco) e levou o “Troféu Pedro Ramos de Sena Pereira Júnior”. O público presente foi de aproximadamente Mil pessoas.

As últimas notícias do Tricolor de Prazeresfoi em  meados dos anos 80, quando o fazia parte do Campeonato Pernambucano da Terceira Divisão, porém sem nenhum destaque.

CAMPEÃO

Em 1975, o Elmo faturou o título do Torneio Mario Santos, ao vencer o Caxangá, fora de casa, por 1 a 0, gol de Diniz. O time campeão foi formado da seguinte forma: Sidney; Toinho, Dé, Betuca e Quincas; Roseval e Guiga; Bedunga, Valdir,  Diniz e Paulo.

TÍTULOS

Campeão do Torneio Início de Futebol de Salão de 1966.

Campeão do Torneio Mario Santos, de 1975.

vice-campeão do Torneio Início da 2ª Divisão de 1966.

vice-campeão do Campeonato da 2ª Divisão de 1967.

vice-campeão do Campeonato da 2ª Divisão de 1971.

 

Time-base de 1947: Lido; Petronilo e Mineiro; Walter, Otacílio e Doutor; Nilton, Paulo, Valtinho, Helinho e Ernani. Técnico: Farias

 Time-base de 1957-58: Barão (Agenor); Bibiu (Paraíba) e Eloísio (Erivaldo); Dudu, Carneiro (Toinho) e Tião (Estevão); Baixinha, PIauí, Helio, Natanael (Clóvis) e Enoque (Pereirinha). Técnico: Rubens Assis.

 Time-base de 1965: Miltinho; Edmilson, Nêgo (Valter), Índio (Ailton) e Berto; Constâncio e Gustavo (Bill); Rios (Cuíca), Gil (Fernando), Brivaldo (Liberal) e Albery (Edinho). Técnico: Constâncio de Barros Correia.

 Time-base de 1966: Juarez (Marcos); Edmilson (Beto), Hugo (Talu), Kid e Constâncio (Papeira); Pelenca (Bria) e Gustavo (Adilson); Helber (Gil), Carlos (Didi), Amaro (Edinho) e Cândido (João). Técnico: Geraldo Mota.

 Time-base de 1967: Edelson (Barão); José Pena (Índio), João (Aguiar), Joaquim (Hugo) e Bria (Zé Amaro); Manolo (Liberal) e Pinto; Edinho (Luciano), Santos (Pelezinho), Antônio (Esmeraldo) e Wilson.Técnico: Geraldo Mota.

 Time-base de 1968: Itinho (Reginaldo); Berto (Givaldo), Jura (José), Bria (Gustavo) e Liberal (Ênio); Pereira (Zé Amorim) e Eronildo (Edinho); Esmeraldo (Pinto), Luciano (Cidinho), Bosco (Carlos) e Wilson.Técnico: Geraldo Mota.

 Time-base de 1969: Petrônio; Betunga, Índio, Baiano e Aurení; Cândido e Emílio; Ferreira, Talo, Zito e Caduco.Técnico: Geraldo Mota.

 Time-base de 1971: Cici; Sinésio (Gilson), Targino, Paulo e Givaldo; Manoel e Benedito; Bria, Talo, Dé e Pinga (Wilson). Técnico: Pedro Bruno.

Time-base de 1972: Juarez; Dé, Gildo, Paulo e Américo; Manoel e Didi; Dudé, Talu, Veras e Tito. Técnico: Dilson Andrade.

 

FONTES: – Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

Bosch Esporte Clube – Lapa (PR) – Verdadeiro Escudo

Olá amigos, trago a todos mais uma novidade do futebol paranaense. Depois de muita pesquisa, de várias ligações, mensagens, recados, meses de labuta, finalmente consegui todas as informações dessa equipe. Aproveitem e saboreiem. Lembrem-se, caso forem reproduzir parte das informações aqui disponibilizadas, citem a fonte e autor.

O Bosch Esporte Clube é uma agremiação do município da Lapa/PR. A equipe foi fundada em 15 de Agosto de 1984. A equipe tem sua sede na Rua Marechal Floriano Peixoto, nº 979, no centro da cidade.

Tradicional equipe amadora do município, campeão por várias vezes em todas as categorias amadoras, participante de algumas Taças Paraná tentou o profissionalismo em 2001 no Campeonato Paranaense da Quarta Divisão, organizado pela FPF (Federação Paranaense de Futebol). Após este campeonato semiprofissional a equipe voltou a suas atividades amadoras.

O Bosch Esporte Clube foi formado pela família Bosch como um grêmio recreativo da Metalúrgica Bosch, empresa pertencente a família. O interessante notar que nos primeiros anos o uniforme da equipe não utilizou escudo em suas camisas, mas sim apenas a logomarca da empresa.

Algumas imagens da equipe:

Uma das primeiras formações. Esta é de 1985.

 

Bosch esporte clube – Campeão da liga Municipal da Lapa

 

Equipe campeã amadora da Lapa em 2008

Time vice-campeão de veteranos em 2012

Esclarecimento: O escudo abaixo circula como sendo do Bosch Esporte Clube, contudo em nenhum momento o mesmo foi citado ou apareceu nas fotos. O Sr. Tadeu o desconhece, informando que certamente seja falso.Escudo provavelmente falso que circula na internet

 

FONTE: Arquivos de Tadeu Bosch

 

Ypiranga Football Club – Niterói (RJ): Escudo do Cinquentenário

Redesenhado o escudo do Ypiranga Football Clube da cidade de Niterói (RJ), encontrado pelo amigo e membro Auriel de Almeida, uma flâmula no acervo de Wanderlino Teixeira Netto. O modelo remete aos idos de 1962, quando o rubro-negro niteroiense completou meio-século de existência.

 

FONTE: Acervo de Wanderlino Teixeira Netto. 

Segundo escudo do Ypiranga FC (Niterói-RJ)

Eu já havia lido no jornal “O Estado”, de Niterói-RJ, que em 1931 o Ypiranga Football Club mudaria de escudo, adotando um “similar” ao do CR Flamengo. No entanto, nunca tinha visto a imagem, confirmada com a flâmula do acervo de Wanderlino Teixeira Netto.

Portanto, atualizando as informações do Ypiranga: até 1931, escudo semelhante ao do Vitória-BA, a partir de 1931 escudo semelhante ao Flamengo, com disposições diferentes de cores.

Guarany Esporte Clube – Camaragibe (PE): Fundado em 1920

O Guarany Esporte Clube é uma agremiação da Cidade de Camaragibe (PE). Fundado no dia 20 de Agosto de 1920, possui a sua Sede localizada na Rua Munyz Machado, 511, no Bairro de Vila da Fábrica, em Camaragibe.

Um dos clubes mais antigos ainda em atividade no futebol pernambucano, o Guarany foi um dos primeiros a se filiar a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), e traz em sua trajetória grandes conquistas e grandes nomes que atuaram no clube.

O nome mais famoso é do ex-goleiro Manga, que depois passou pelo Botafogo (RJ), Sport (PE), Grêmio(RS) , Internacional (RS), Operário (MS), Coritiba(PR), Nacional-URU, Barcelona-EQU e da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

O ex-goleiro Manga defendeu o Guarany na década 50

Após décadas disputando o campeonato citadino,  torneios regionais e amistosos contra os clubes profissionais, o Guarany trabalha para levar o time a elite do futebol Pernambucano. O clube conta com o apoio dos empresários e da prefeitura local e garante que é uma questão de tempo para que o projeto alcance o seu ápice!

FONTES: Diário de Pernambuco – Página do clube no Facebook – Site do clube

Club Sportivo Sergipe – Aracaju (SE): Escudo de 1967

O Club Sportivo Sergipe é uma agremiação da cidade de Aracaju (SE). Fundado em 17 de outubro de 1909, uma semana após o surgimento do primeiro clube esportivo de Aracaju, o Cotinguiba Esporte Clube, ambos dedicados exclusivamente aos esportes náuticos, especialmente o remo.

Existe uma versão, de que o Sergipe nasceu a partir de uma facção do Cotinguiba, insatisfeita com o nome dado a este clube. Estes dissidentes teriam resolvido, então, fundar outro clube com o verdadeiro nome do rio onde seriam disputadas as competições: o rio Sergipe.

Entretanto, pesquisas e testemunhos – inclusive de um dos fundadores do Sergipe, o Sr. José Couto de Farias – apontam outra versão: a simples necessidade de haver outro clube para que as regatas pudessem ser realizadas.

Assim, comandados por Adalberto Ribeiro Monteiro e Euclides Porto, Adalgiso Rosal, José Couto de Farias, Tancredo de Sousa Campos, Américo Silva, Francisco Bessa e outros que a história não registrou; reuniram-se no dia seguinte da fundação do Cotinguiba, ao meio-dia de 11 de outubro de 1909, na sede da Associação Comercial e deliberam que, no domingo seguinte, dia 17, seria fundado o Club Sportivo Sergipe.
Baile de Carnaval no Club Sportivo Sergipe – 1938. BARRETO, Armando.

Cadastro industrial, comercial, agrícola e informativo de Sergipe – 1938.

E foi o que aconteceu. Novamente no mesmo horário, e no mesmo local anterior, aquele grupo de jovens idealistas fundava o clube, cujas cores representariam vigor, vontade de vencer e progredir. A diretoria ficou então composta por:

Presidente: Tancredo Sousa Campos.

Vice-presidente: José Victor de Matos.

1º Secretário: José Couto de Farias.

2º Secretário: Adalberto Ribeiro Monteiro.

Tesoureiro: José Fernandes de Oliveira.

Orador: Hemetério Gouveia.

Diretor de Regatas: Américo Silva.

Comissão fiscal: Dr. Alexandre Lobão, Cel. Terêncio Sampaio e Jucundino Sousa Filho.

Presidente de honra: Cel. Lourenço Pinto Monteiro.


Nascia naquele momento o Club Sportivo Sergipe, cujo destino histórico o tornaria o maior clube esportivo do estado. Logo após a fundação, a diretoria encomendou barcos, arrumou local para a sede, angariando novos sócios e levantando fundos financeiros para a efetivação dos planos. Em janeiro de 1910, era batizado o primeiro barco rubro, que recebeu o nome de “Nereida”.

Em 8 de janeiro do ano seguinte, foi inaugurada a primeira sede do Sergipe. Tratava-se de uma pequena garagem, construída no bairro da Fundição (atual Avenida Ivo do Prado), às margens do rio Sergipe. Na primeira disputa náutica realizada, em 11 de junho de 1910, o clube rubro foi o vencedor diante do Cotinguiba.

Esta foi a primeira de muitas vitórias nas regatas contra o rival alvi-azul, que ocorriam no rio Sergipe e que eram acompanhadas por um grande público na antiga rua “da Frente”.

Futebol
Em meados de 1916, surgia o futebol no clube. Inicialmente foi praticado pelos sócios do Sergipe e Cotinguiba sem distinção clubística, em animados treinos realizados pelos “Team Green” e “Team Black” num campo improvisado da Praça Pinheiro Machado.

No final do ano, é que os dois clubes resolveram adotar o esporte bretão oficialmente. Rapidamente o colorado se tornaria o clube mais popular do estado e o de maior número de conquistas.

A trajetória futebolística do Sergipe envolve dezenas de campeonatos conquistados, triunfos em torneios locais e interestaduais, partidas internacionais, vitórias memoráveis sobre campeões de outros estados e troféus valiosos.

Primeiros Triunfos

Entre os triunfos memoráveis da história mais antiga do Sergipe destacam-se: a vitória de 1 a 0 sobre a seleção do Ceará (1926); 4 a 2 sobre o Botafogo campeão baiano (1936); 3 a 1 sobre a seleção de Alagoas (1940); a histórica goleada imposta ao Vitória por 8 a 2 (1942), 2 a 0 sobre o Bangu em 1967, campeão carioca em 1966 e a vitória internacional sobre a seleção de novos Argentinos por 3 a 1 (1968) no primeiro jogo deste gênero no estado.

O Sergipe é o único clube sergipano com batismo em jogos internacionais até o momento. Além da seleção de novos Argentinos, enfrentou o Sparta da República Tcheca, Alianza Lima do Peru e a seleção de Gana.

Foi o primeiro clube do estado a participar do Campeonato Brasileiro, em 1972, integrado pela nata do futebol brasileiro. O time rubro também é o único clube que participou de todos os campeonatos estaduais oficiais, desde o primeiro em 1918.

Na década de 90, mais precisamente entre os anos de 1991 e 1996, o Sergipe foi hexacampeão estadual. Esta é a maior conquista consecutiva de estaduais de um clube sergipano.

O Centenário

O Sergipe comemorou o centenário no dia 17 de outubro de 2009. Naquela ano, o Sergipe fez uma boa participação no estadual e na Copa Governo do Estado, terminando na segunda colocação em ambos os torneios. Conquistou a vaga no inédito campeonato brasileiro da série D através do estadual.

 

FONTES: Site do clube – Diário de Pernambuco