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Associação Atlética Aliança Paulista – São Paulo (SP): Campeão do Campeonato Varzeano da F.P.F. do Setor 10 de 1957

Vila Guilherme é um distrito situado na zona norte do município de São Paulo e é administrado pela subprefeitura de Vila Maria.

História do bairro

Inicialmente, as terras da hoje Vila Guilherme, denominada à época “Tapera”, pertenciam ao Capitão-mor Jerônimo Leitão, que as repassou como sesmaria (terreno inculto ou abandonado que os reis de Portugal distribuíam a colonos ou cultivadores) para o donatário Salvador Pires de Almeida e a seus descendentes.

Já no século XIX, chegaram ao Barão de Ramalho e, por herança, à sua filha, Joaquina Ramalho Pinto de Castro, que as vendeu a Guilherme Braun da Silva. Esse, por último, as loteou em sítios e chácaras, que foram vendidas principalmente a imigrantes portugueses, impulsionando o seu desenvolvimento.

Na quinta-feira, do dia 12 de setembro de 1912, o comerciante fluminense Guilherme Braun da Silva, adquiriu junto a Dona Joaquina Ramalho Pinto de Castro, herdeira do Dr. Joaquim Inácio Ramalho, o “Barão de Ramalho”, uma área de cerca de 115 alqueires de terra, que ia do rio Tietê até a estrada da Bela Vista, oficializando-se tal data como a fundação do bairro de Vila Guilherme.

Associação Atlética Aliança Paulista

A Associação Atlética Aliança Paulista é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O “Clube da Amizade” foi Fundado no sábado, do dia 19 de dezembro de 1925, por um grupo de amigos portugueses moradores do bairro da Vila Guilherme.

A sua 1ª sede foi no Bar do “Pedalada”, na Rua Chico Pontes com a Rua Joaquina Ramalho, na Vila Guilherme. O salão de festas (bailes) nos fundos do Armazém de Secos & Molhados, do Sr. Antônio (Campeão), na Rua Maria Cândida esquina com a Rua Joaquina Ramalho. Onde foram realizados bailes de carnaval, casamentos e lindas festas..

Depois inaugurou a sua nova Sede social (do lado do Bar do Sidônio), no sábado, do dia 20 de novembro de 1954, na Rua Maria Cândida, nº 1.142 (Fundos), em Vila Guilherme, com um baile, com a presença de familiares dos associados. Tinha seu salão de festas na Rua Amazonas da Silva (atualmente chamada: Rua Lagoa Panema, bem em frente à Escola Santa Tereza), na Vila Guilherme.

O endereço atual da Sede social fica situado na Rua Laurindo Sbampatonº 235 – Chácara CuocoBairro de Vila Guilherme, em São Paulo/SP.

Aliás, a vida social no clube era movimentada. Com a realização de bailes, shows, carnaval, festas juninas, etc. O clube também patrocinado a Corrida de Rua Noturna chamada “A.A. Aliança Paulista”, com amplo destaque nos principais jornais da cidade e com a grande número de corredores e o público compareciam em grande número. Em julho de 1957, o clube se filiou a Federação Paulista e Atletismo (FPA).

O seu campo de futebol situava-se na Rua Joaquina Ramalho (esquina com a Rua Pedra Sabão), onde há hoje um prédio de apartamentos de nome “Morada da Fonte”.

Mas o clube não vivia apenas do esporte. A cultura também tinha espaço. Em janeiro de 1958, o professor Solon Borges dos Reis (presidente do Centro do Professorado Paulista) doou 100 livros para a riquíssima Biblioteca do clube.

Curiosidades

Primeiro distintivo e uniforme

Em Assembleia Geral ordinária realizada na quarta-feira, do dia 19 de janeiro de 1944, foi eleita e empossada a nova diretoria da Associação Atlética Aliança Paulista, para o exercício de 1944, cuja constituição é a seguinte:

Presidente: Albertino José da Costa Filho;

1º vice-presidente: Teodoro de Almeida;

2º vice-presidente: Alfredo Augusto Pires;

Secretário geral: Mario Antero Sebastião;

1º Secretário: Antônio Rueda Martins Filho;

2º Secretário: Americo Augusto Fernandes;

1º Tesoureiro: Augusto Abdias;

2º Tesoureiro: Eduardo Cordeiro;

Diretor de esportes: José Americo Sebastião;

Comissão fiscal: Batista Cucera, Tomaz Castro Andrade e Joaquim dos Reis;

Comissão de Sindicância: Alberto Simões, Manuel Pinto e Mario Gouveia Marquez

EM PÉ (esquerda para a direita): Mano – Rodolfo – Hugo – Luiz Moura – Cardarelli (Ferroviária) e Bate-Estaca.
AGACHADOS (esquerda para a direita): Saguí – Oswaldo – Nelson Guerra – Tóca e Julio Móquinha.

Aliança Paulista goleou por 10 a 0 a Estrela do Tucuruvi

No domingo, do dia 14 de novembro de 1948, o esquadrão dirigido por Djalma dia a dia mais se destaca no futebol extraoficial. Jogando em seu campo, com o Estrela de Tucuruvi, “desmontou” o seu leal adversário pela expressiva contagem de 10 a 0. Na preliminar, o Aliança Paulista goleou o oponente pelo placar de 4 a 0.

Toca, o ex-ponta-direita da seleção de Sant’Ana, foi o “artilheiro” com 7 belíssimos tentos; Leopoldo, duas vezes e Pinguim, um gol, completaram a contagem.

O Aliança Paulista alinhou-se com a seguinte constituição: Hugo; Né e Alfredo II; Caldarelli, Luiz e Rodolfo; Saguí, Alfredo I, Leopoldo, Toca e Pinguim. Técnico: Djalma.

Aliança Paulista ingressou na Federação Paulista

Na quinta-feira, do dia 03 de março de 1955, a Associação Atlética Aliança Paulista solicitou filiação ao Departamento Varzeano da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em 1942, contava com número de 40 sócios. Em 1940 a 1944, disputava as competições organizadas pela Sub-Liga Esportiva de Sant’Anna, onde fez campanhas modestas.

Aliança vice-campeão do Torneio Início Setor 27

No domingo, do dia 17 de julho de 1955, na grande final do Torneio Início do Setor 27 (Campeonato Varzeano de Santana), o Aliança Paulista acabou sendo derrotado por 2 a 1, pelo GDR Vasco da Gama, do bairro da Vila Guilherme, no campo do Vasco.

Na estreia do torneio, o Aliança venceu o Tupy por 3 a 0. O campeão ficou com a Taça Ari Silva, enquanto o Aliança recebeu a Taça João Carlos Tabeiras pelo vice. Os gols foram de Gabriel e Bodinho. Na arbitragem ficaram a cargo de Gilberto Gatto, Marcelino Arruda e Antônio de Carvalhos.

Em 1956, disputou o Campeonato Varzeano da FPF (Federação Paulista de Futebol), do Setor 12 – Tatuapé.

Aliança Paulista é campeão Invicto do Campeonato Varzeano da FPF, do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957 

O Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) foi uma disputa acirrada do início ao fim. O Doze de Setembro começou liderando, mas depois o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme) assumiu a ponta até o Aliança Paulista colar e brigar pelo título até o fim.

No final, o clube lusitano comandos por Jorge Faiad e José Maria dos Anjos superaram o rival e carimbaram o título sem sofrer nenhuma derrota. Abaixo vamos destacar alguns resultados nessa belíssima campanha do Aliança Paulista

Participaram desse torneio as seguintes agremiações:

Associação Atlética Aliança Paulista (Vila Guilherme);

Brasil Futebol Clube;

Grêmio Dramático Recreativo Vasco da Gama (Vila Guilherme);

Guaracininga Futebol Clube (Vila Guilherme);

Herói Brasil Futebol Clube (Vila Izolina);

Sociedade Esportiva Palmeirinha (Carandiru);

Flor da Espanha Futebol Clube (Carandiru).

No domingo, do dia 07 de julho de 1957, goleou o Herói Brasil FC (Vila Izolina) pelo placar de 7 a 0. Nos Segundos Quadro nova goleada, dessa vez por 8 a 0.

Os gols foram assinalados por Dado, Túlio e Dado, dois gols cada um; e Vermelho um tento. O Aliança Paulista jogou com: Dito; Adriano e Tico; Júlio, Vermelho e Milton; Silvio, João, Túlio, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 21 de julho de 1957, nova goleada. Dessa vez em cima do Guaracininga FC pelo placar de 7 a 3. Nos Segundos Quadro também venceu: 1 a 0. Os gols foram marcados por Túlio, cinco vezes; Silvio e Xim, um gol cada; enquanto Adilson, duas vezes, e Bolinha fizeram os tentos do Guaracininga.

No domingo, do dia 28 de julho de 1957, o Aliança Paulista jogou manteve a invencibilidade ao golear o Brasil FC por 5 a 0. Nos Segundos Quadro goleada de 9 a 2. Os gols foram: Dado, duas vezes; Túlio, Xim e Júlio, um tento cada.

No domingo, do dia 25 de agosto de 1957, num jogão que valia a liderança, na preliminar da Portuguesa x Ipiranga (pelo Campeonato Paulista), o Aliança Paulista venceu o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme), por 2 a 1, no Estádio do Canindé.

O árbitro foi Remy Zangrossi, auxiliado por Álvaro André Pestana Teixeira e Bernardino José Valente. Os gols do Aliança Paulista, que alcançou a 7ª partida invicta, foram do destaque do jogo:  Anibal, autor dos dois gols.

O Aliança Paulista formou: Dito; Milton e Tico; João, Zé Preto e Júlio; Silvio, Anibal, Túlio, Xim e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 1º de setembro de 1957, o Aliança Paulista chegou a 8ª partida invicta, ao vencer o Corinthians por 2 a 0. Com isso, assumiu a liderança isolada, uma vez que o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme) ficou no empate com o Palmeirinha.

O árbitro foi Mario Fonseca de Oliveira. Os gols foram de Anibal e Tico. O time jogou: Dito; Junqueira e Tico; Vermelho, João, Zé Preto e Milton; Lando, Anibal, Túlio, Júlio e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 15 de setembro de 1957, pelo returno, o Aliança Paulista voltou a golear o Herói Brasil FC (Vila Izolina) pelo placar de 4 a 0. Nos Segundos Quadro outra goleada: 5 a 0.

Na manhã de domingo, do dia 13 de outubro de 1957, o Aliança Paulista derrotou o Palmeirinha FC por 3 a 0. Com esse resultado se sagrou campeão do Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957, assegurando o seu lugar no Torneio dos Campeões (batizado como Torneio Mendonça Falcão). Ao todo foram 18 jogos sem sofrer nenhuma derrota!

O árbitro foi Luiz Diepedro. Os três gols foram assinalados pelo craque Anibal. O time jogou: Dito; Junqueira e Tico; João, Zé Preto e Cabeção; Silvio, Xim, Túlio, Anibal e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Hugo – Mano – Tóca – Nelson Guerra – Bate Estaca – Saguí – Cardarelli (Ferroviária) – Rodolfo – Júlio Móquinha – Luiz Moura e Oswaldo.

Torneio Mendonça Falcão de 1958

Na sexta-feira dia 7 de fevereiro de 1958, teve início o Torneio Mendonça Falcão (Torneio dos Campeões), organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol). Os jogos eram em caráter eliminatório. Ou seja: venceu, segue. Perdeu está eliminado.

Pela 1ª fase, em jornada dupla: às 19 horas, entre o Grêmio Esportivo XV de Novembro da Barra Funda 5 x 6 Associação Atlética Aliança Paulista. Depois, às 21 horas, Chavantes Futebol Clube 1 x 2 Grêmio Maranhense. Os jogos foram no Estádio Rodolfo Crespi (propriedade do Clube Atlético Juventus), na da Rua Javari, na Mooca.

O adversário era “osso duro de roer”: tricampeão da Barra Funda e campeão invicto do certame, mas o Aliança Paulista não se intimidou e num jogo de 11 gols, venceu o XV de Novembro da Barra Funda por 6 a 5.   

Os gols foram de Túlio e Dado, dois gols; e Moraes e Canhoteiro, um tento cada. O time jogou: Dema; Tico e Milton; Tino, Zé Preto e Júlio; Silvio, Túlio, Canhoteiro, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Na 2ª fase, na terça-feira, às 21 horas, dia 25 de fevereiro de 1958, no Estádio Rodolfo Crespi (propriedade do Clube Atlético Juventus), o Aliança Paulista enfrentou o Grêmio Maranhense, na da Rua Javari, na Mooca.

E, o Aliança Paulista acabou sofrendo uma goleada totalmente inesperada e acabou dando adeus ao torneio ao perder por 8 a 0. Os gols foram de Neguinho e Acácio, duas vezes cada; Clodo, Ciloca, Cação e Bolinha, um tento cada, para a equipe grená.

EM PÉ (esquerda para a direita): Zé Rodrigues (técnico), Tino, Zé Preto, Anézio, Teixeirinha, Alfredo e Vadinho;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Silvio, Túlio, Bidú,  Xim e Neca.

Jogou na preliminar entre o São Paulo F.C. (SP) x America F.C. (RJ)

No sábado, do dia 29 de março de 1958, na preliminar da vitória do São Paulo FC sobre o America Football Club (RJ), por 4 a 0, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedroza de 1958, no Estádio do Pacaembu, o Aliança Paulista enfrentou o Sete de Setembro de Água Rasa. A Renda foi de Cr$ 144.045,00, com um Público de 4.337 pagantes.

O Aliança Paulista derrotou pelo Sete de Setembro por 4 a 3. O árbitro foi Walter Marques, auxiliado por Manoel Alvares Sanches Filho e Ubirajara B. de Souza. Os gols foram marcados: Túlio, duas vezes; Dado e Zé Preto, um tento cada. O time formou: Dema; Tico e Tino (Adriano); João, Zé Preto e Milton; Silvio (Canhoteiro), Nelson Dadinho, Paes (Xim), Túlio, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Jovem promessa se transferiu para o São Paulo F.C.

Em maio de 1958, o São Paulo Futebol Clube contratou uma jovem revelação da Associação Atlética Aliança Paulista. Nelson Cordeiro, o Dadinho, de 17 anos, considerado uma das melhores pontas esquerdas do futebol varzeano. O centroavante, Túlio e o meia Zé Preto também treinaram (teste) no Tricolor Paulista.

Campeonato Varzeano da FPF de 1958

O Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1958, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), contou com a presença das seguintes agremiações:

Associação Atlética Vila Izolina (Vila Izolina);

Grêmio Esportivo São Sebastião (Vila Guilherme);

Vila Pizotti Futebol Clube (Vila Guilherme);

Marcilio Franco Futebol Clube;

Sociedade Esportiva Vila Santa Luzia;

Flor da Espanha Futebol Clube (Vila Guilherme).

Pela 1ª rodada, do Aliança Paulista estreou com vitória, no domingo, do dia 17 de agosto de 1958, ao vencer o Flor da Espanha FC por de 4 a 2. Nos Segundos Quadro também triunfou por 4 a 0. Os gols foram de Picete, duas vezes; Cláudio e Túlio, um gol cada.

O time jogou: Dema; Milton e Tico; Anibal, Zé Preto e Júlio; Silvio, Gilberto, Túlio, Cláudio e Picete.    

Pela 2ª rodada, do Aliança Paulista, fora de casa, no domingo, do dia 24 de agosto de 1958, acabou derrotado pelo São Sebastião por de 1 a 0, no campo do São Sebastião. O gol foi assinalado pelo meia Carioca.

O Aliança Paulista seguiu somando vitórias: 2 x 0 Vila Pizzotti FC (1º/09/58); 5 x 2 Vila Izolina (12/10/58); 6 x 0 SE Vila Santa Luzia (18/10/58); 2 x 0 SE Vila Santa Luzia (30/11/58). Infelizmente, com o fim da temporada de 1958, a partir da temporada de 1959, A Gazeta Esportiva não tem essa sequencia disponibilizada para pesquisa, o que impediu a conclusão desse certame. Em 1990, conquistou o Troféu Atlas.

Algumas Formações:

Time base de 1948: Hugo; Né e Alfredo II; Caldarelli, Luiz e Rodolfo; Saguí, Alfredo I, Leopoldo, Toca e Pinguim. Técnico: Djalma.

Time base de 1949: Hugo (Janela); Rodolfo (Mano) e Nezinho; Moura, Caldarelli e Bororó (Osmar); Pacheco (Saguí), Osvaldinho, Neno, Júlio e Toca (Mau).

Time base de 1952: Mario (Janela); Pox (Ditó ou Rubens) e Rueda Cordeiro (Tico); Paulo (Guerra), Valdemar (Pacheco) e Luiz (Adão); Talarico (Nelson), Zé Mau (Esquerdinha), Fausto (Olavo), Júlio (Geraldo) e Mingo (Pinheiro).

Time base de 1953: Mario (Né ou Baliza); Pox e Tico (Renato); Luiz (Dacio), Paulo (Guerra) e Rubens (Adão); Nelson (Pacheco), Talarico (João), Zé Mau (Olavo), Júlio (Wilson) e Mingo (Milton).

Time base de 1954: Wilson (Mario); Pox (Renato ou Mano) e Rueda (Noilton ou Tico); Paulo (Uberaba), João (Moacir) e Júlio; Pacheco (Dema), Talarico (Osvaldo), Fernando, Gomes (Mozart) e Carneiro (Bororó).

Time base de 1955: Mario (Dema); Renato (Bastião) e Tico; Pox (Jorge), Júlio (João ou Luiz) e Carneiro (Wette); Pacheco (Cordão), Moacir (Pacheco), Fernando (Cabide), Gomes (Talarico ou Teiga) e Mozart (Viana ou Osvaldo). Técnicos: Alfredinho e Osvaldo.

Time base de 1957: Dito (Mario); Adriano (Junqueira) e Tico; Vermelho, João (Zé Preto) e Milton (Cabeção); Silvio (Anibal), Moraes (Xim), Túlio, Olavo (Dado) e Júlio. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Time base de 1958: Dema; Tico e Milton; Tino, Zé Preto e Júlio; Moraes (Anibal), Silvio (Tala ou Cláudio), Canhoteiro (Nelson Dadinho), Túlio (Gilberto) e Dado (Eden ou Picete). Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

ARTES: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP) – Acervo de Zézinho Barbeiro – blog do clube

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – Correio Paulistano (SP) – Diário da Noite (SP) – Jornal de Notícias (SP) – Facebook – Site do clube – Edgard Martins

Escudo diferente: Associação Atlética Matarazzo – São Paulo (SP): Campeã Estadual Amador de 1955

Escudo e uniforme utilizado nos anos de 1955 e 1956

Por Sérgio Mello

A Associação Atlética Matarazzo foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundada no sábado, do dia 14 de novembro de 1914, reunia os empregados dos escritórios comerciais e industriais da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Breve história

Voltada principalmente ao “cultivo do futebol“, segundo estabelecia seu 1º estatuto (1928), a Associação também se destinava à promoção de festivais esportivos e recreativos, bem como bailes com a participação de sócios e seus familiares.

Ao ser admitido a um daqueles escritórios, automaticamente, o empregado se tornava sócio dessa agremiação. Como os escritórios sempre mantiveram uma média de 1.800 funcionários, este também deveria ser o número aproximado dos associados da Atlética Matarazzo.

As mensalidades pagas variavam segundo faixas salariais. Os valores envolvidos eram pequenos, mas regularmente descontados das folhas de pagamento. Assim, todos os funcionários dos escritórios contribuíam, mesmo aqueles que não frequentavam a Atlética. Os funcionários não poderiam optar entre serem ou não associados. Como informou um ex-diretor, todos eram obrigados a se filiar:

Na Atlética era o seguinte. Você entrava como empregado na Matarazzo, automaticamente, você era sócio. Então você fazia parte do quadro da Atlética. (…) Descontava-se a mensalidade na folha de pagamento. (…) Quando você assinava o contrato de trabalho, você já era sócio da Atlética. Era obrigatório. Várias pessoas tentaram mais tarde sair, quando ela já não oferecia nada… Mas não era possível. Nunca ninguém conseguiu. Então eles descontavam. Não era uma coisa exorbitante, mas vinha descontado na folha de pagamento. (…) Você era obrigado a entrar. (L.R.)

Sedes Sociais

Em julho de 1931, a diretoria resolveu desocupar a sala situada na Av. Brigadeiro Luís Antônio nº 44. Alegava tratar-se “De um prédio muito acanhado, fora de mão e de aluguel demasiado alto“.

Em 1932, a Associação comprou um terreno situado na Alameda Casa Branca, de propriedade do Conde Luiz Eduardo Matarazzo, onde foi instalada a praça de esportes. Além de um bangalô e de uma quadra de tênis já existentes no local, a Associação pretendia construir um ginásio para jogos de basquete, aproveitável também para bailes.

O Conde Francisco Matarazzo Jr., então administrador gerente da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, prometia que, durante o primeiro ano posterior à compra, a empresa contribuiria com a soma de um conto de réis (1:000$000) por mês, a fim de auxiliar a Associação a saldar sua dívida de 400 contos de réis!

A tarefa, bastante árdua, não foi levada adiante e, em maio de 1936, a Associação desfez o negócio, passando, então, a alugar o mesmo terreno, utilizando-se apenas da quadra de tênis. Nesse mesmo ano, uma nova sede social (alugado) foi instalada num conjunto de salas do Edifício Martinelli.

Associação Atlética Matarazzo, montou no 19º andar, a sua sede, onde ocupava praticamente três quartos do espaço físico. Pegava toda a parte da Avenida São João e parte da Rua Líbero Badaró.

Tinha uma mesa de bilhar, tinha uma bonita biblioteca, um bar, mesa de pingue-pongue, xadrez, dama, dominó. Naquela ocasião, o clube já contava com time de futebol, onde disputava o campeonato, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Em 1940, devido às dificuldades financeiras pelas quais passava, a Atlética deixou de alugar a quadra de tênis. Os custos com sua manutenção e com a compra do material para a prática do esporte tornaram-se muito onerosos. Para os jogos de futebol, a Atlética alugava o campo da vila operária Maria Zélia, na Rua Catumbi.

Escudo publicado no História do Futebol em 2011: https://historiadofutebol.com/blog/?p=21686

No Martinelli, a Associação ficou até 1956, quando recebeu uma notificação para desocupar as salas. Mudou-se, então, para um salão de propriedade da empresa num edifício recém-construído na Av. do Estado.

Finalmente, por volta de 1958, a empresa permitiu que o clube construísse a sede definitiva em um terreno de sua propriedade, situado à Av. Ordem e Progresso, no bairro do Limão.

Lá permaneceu até 1986, quando a empresa vendeu a praça de esportes para uma fábrica de retentores. Hoje, a Atlética Matarazzo se resume à sua secretaria, que funciona precariamente numa das salas dos escritórios da fábrica do Belenzinho.

Futebol na Matarazzo

Escalação: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

O futebol era praticado na Associação Atlética Matarazzo, desde sua fundação, em campeonatos internos entre as diferentes seções dos escritórios centrais, de onde selecionavam-se os integrantes da equipe principal. Esta, por sua vez, disputava os campeonatos internos interfábricas, que reuniam os grêmios das Indústrias Matarazzo da Capital e também do interior do estado de São Paulo.

A partir da década de 30, esse quadro passou por transformações. Em 1933, a primeira participação da Atlética no Campeonato da Liga Esportiva Comércio e Indústria (LECI), quando obteve a 2ª colocação.

Já nessa época, a diretoria constatava e criticava o pequeno entusiasmo dos associados com relação ao desempenho do time de futebol, problema que se intensificaria nos anos seguintes: “Provavelmente teríamos obtido ainda melhor colocação se houvesse mais entusiasmo por parte dos senhores sócios por esta modalidade de esporte, fato este, aliás, já consignado no relatório da Diretoria relativo a 1932“.

A inclusão no torneio da LECI motivou a Atlética Matarazzo a admitir jogadores dos grêmios das fábricas para integrar sua equipe. Com isso, os campeonatos internos interfábricas ganharam novo ânimo, acirrando ainda mais as disputas entre os jogadores que, agora, deparavam-se com a possibilidade de participar de um campeonato oficial e de aumentarem seus proventos, projetando-se como futebolistas.

Desse modo, favoreceu-se a profissionalização paralela de operários-jogadores, que dependiam do emprego para seu sustento e que não encaravam o esporte como diversão, mas como uma forma de complementação salarial.

No entanto, com o passar do tempo, esses operários-jogadores deixaram de ser privilegiados pela Atlética Matarazzo em virtude da entrada no time de jogadores profissionais de fato.

A partir dos anos 40, o quadro de futebol manteve-se muito próximo da administração da empresa, despertando o interesse dos filhos do Conde Jr., que chegaram a integrar a equipe como jogadores. Pode-se mesmo afirmar que o time de futebol estava mais estreitamente ligado à administração da empresa que à própria diretoria da Atlética Matarazzo. Era quase outro clube.

A adoção do profissionalismo parecia ocorrer de modo concomitante a uma maior autonomia do departamento de futebol dos clubes em relação às suas demais atividades.

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Essa autonomia garantia maiores recursos à prática do futebol, pois, caso se mantivesse equiparada às outras atividades do clube, as verbas teriam que ser divididas.

Ainda na década de 40, a Associação deixou de participar com frequência dos torneios da LECI. Sua maior atividade centrava-se, então, na disputa de jogos amistosos contra times varzeanos, até, finalmente, ser incluída entre os clubes com direito à participação do Campeonato Amador da Cidade de São Paulo, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Ao contrário do Campeonato Amador do Interior, as exigências da FPF para a inscrição no torneio da Capital eram menores. A partir de determinado número de associados, os clubes já teriam condições de participar, mesmo não dispondo de instalações necessárias à prática do futebol, como era o caso da Atlética Matarazzo.

Na década de 50, com a participação dos irmãos Ermelino e Eduardo Matarazzo, filhos do Conde Júnior, foi decisiva nesse sentido. Cuidaram de dotar a Atlética das condições necessárias à manutenção de uma equipe profissional.

Montaram uma comissão técnica com massagista, roupeiro e um técnico de futebol com experiência anterior, que já era funcionário da empresa. Mas, sobretudo, passaram a fornecer o dinheiro para o pagamento do “bicho” aos jogadores.

Craques de bola

Ermelino, então goleiro da equipe juvenil do Palmeiras (entre os anos 1943/45), valendo-se de sua influência no meio futebolístico, também conseguiu reunir jogadores profissionais, seus colegas, para integrarem, eventualmente, o time da Matarazzo.

Durante a disputa do Campeonato Amador da Capital e dos torneios da LECI e do Serviço Social da Indústria (SESI), a equipe da Atlética era formada basicamente por jogadores profissionais de clubes da cidade, que, mais tarde, tornar-se-iam nomes famosos do futebol brasileiro como, por exemplo: Colombo (Corinthians); Gino Orlando, Bibe, Savério e Bauer 121 (apelidado “o monstro do Maracanã” por sua atuação na Copa do Mundo de 1950), todos do São Paulo F.C. entre outros.

Matarazzo campeão da Divisão de Comércio e Industria (ACEA) de 1955

Na quinta-feira, às 21 horas, do dia 22 de dezembro de 1955, a Atlética Matarazzo se sagrou campeão da Divisão de Comércio e Industria, organizada pela ACEA (Associação Comercial de Esportes Atheticos. Fundada em 1930), ao vencer a Metalúrgica Matarazzo F.C. por 1 a 0, no Estádio do Pacaembu, na capital paulista.

O gol do título saiu aos 23 minutos do primeiro tempo. Após receber o passe, Mineiro toca para Yube, que rapidamente centra a meia altura para Mineiro, que mesmo marcado, conseguiu dominar e chutar firme para o gol da noite. Arbitragem ficou a cargo de João Etzel.

A.A. Matarazo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

Met. Matarazzo: Bilu; Pires e Stelvio; Mario, Carlito e Moraes; Jacob, Abelha, Hélio, Placido e Valdemar.

Detalhe: O Metalúrgica Matarazzo Futebol Clube foi Fundado na quinta-feira, do dia 15 de Junho de 1933. A sua Sede social ficava localizada na Rua da Mooca, nº 609, no bairro da Mooca, na região leste da cidade de São Paulo/SP. Em 1942, contava com número total de 1.300 sócios.

Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955

No primeiro jogo, fora de casa, Matarazzo arrancou empate

No domingo, às 15 horas, do dia 2 de junho de 1956, foi realizado o 1º jogo, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo (campeão da capital)e Associação Atlética Itapetininga (campeão do Interior), para definir o Campeão Amador do Estado de São Paulo, certame este referente ao ano de 1955, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O Matarazzo arrancou empate em 2 a 2, fora de casa, após estar perdendo por dois gols. O primeiro tempo foi marcado pelas defesas sobressaindo os ataques e o placar terminou sem gols.

Na etapa final, Alceu marcou duas vezes colocando os itapetininganos em vantagem. No entanto, Dante e Mario deixaram o placar novamente em igualdade. O árbitro foi Norberto Rodrigues de Paula e a Renda foi de 26 mil cruzeiros.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Name, Coquita e Quitu.

Matarazzo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Na segunda partida, Matarazzo goleou

A segunda peleja da série melhor de três será realizada no domingo seguinte, às 15 horas, do dia 9 de junho de 1956, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Parque Antarctica. A partida foi transmitida pela Rádio Panamericana.

Com a entrada franca, o que se viu foi de um público apenas regular. O árbitro foi Casimiro Gomes, que cometeu alguns erros, mas em que nada influíram no resultado final.

O Matarazzo conquistou uma imponente goleada sobre o Itapetininga pelo placar de 5 a 0. Com o resultado, o time só precisava de um ponto no terceiro jogo para fica com o título.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente, com poucas chances de gol. Mas quando melhor chance surgiu o Matarazzo abriu o placar aos 5 minutos. Yube tocou para Mario, pela direita, que driblou o seu marcador e centrou na área. Piloto testou firme para o 1º gol.

Na segunda etapa, o Matarazzo ampliou aos 6 minutos. Após bela jogada, Piloto deu passe “açucarado” para Mario, que dentro da área, fuzilou a meta de Bili, que nada pode fazer.

Com o Itapetininga atordoado, veio o 3º gol. Dante deu ótimo passe para Zeca que tocou na saída do goleiro, colocando a bola no fundo das redes. O 4º tento saiu aos 22 minutos, quando Dante lançou Yube fez um golaço com maestria.

O 5º tento, saiu aos 38 minutos, numa arrancada de Zeca, que invadiu a grande área e foi derrubado por Rubens. Pênalti, Yube cobrou com categoria, dando números finais a peleja.

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Matarazzo volta a vencer e fica com o título inédito do Estadual Amador

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

No domingo, às 15 horas, do dia 16 de junho de 1956, foi realizado o 3º jogo e último, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Estádio do Esporte Clube São Bento, em Sorocaba, no Interior Paulista. Mais uma vez o árbitro foi Casimiro Gomes, que teve uma atuação regular. A Renda foi de Cr$ 12.530,00.

Após um empate (2 a 2) e uma vitória (5 a 0), a Atlética Matarazzovoltou a derrotar o Itapetininga pelo placar de 2 a 1, ficando com o inédito título do Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955.

Ao contrário dos dois primeiros jogos, a primeira etapa foi agitada com as duas equipes buscando o gol. Melhor para o Matarazzo que abriu o placar aos 12 minutos, após o zagueiro Rubens cometer um pênalti. Ciro cobrou com categoria. Porém, aos 18 minutos, o Itapetininga conseguiu o empate por intermédio de Alceu. O que se viu até o final da primeira etapa foi um jogo equilibrado.

No segundo tempo, melhor coordenado, o Matarazzovoltou a ficar na frente do placar aos 20 minutos por intermédio de Mario. O clima esquentou e o meia do Itapetininga Tempero agrediu o árbitro Casimiro Gomes. Na sequência o juiz expulsou quatro jogadores Itapetininga: Tempero, Roque, Quitu e Tico-Tico. Com isso, sem forças e emocionalmente abalado o Itapetininga não foi páreo e viu a Associação Atlética Matarazzo ficar com o título!

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Desenho dos escudos e uniformes: Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP)

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – “Futebol de Fábrica em São Paulo”, um trabalho de Dissertação de Mestrado em Sociologia apresentada ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, por Fátima Martin Rodrigues Ferreira Antunes.  

Escudo raro de 1931: Campinas Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sergio Mello

O Campinas Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O Tricolor Vilenseou “Moleque Apeanofoi fundado na segunda-feira, do dia de 7 de setembro de 1929, por um grupo de desportistas do bairro da famosa Vila Industrial, onde o clube possuía a sua Sede social.

Seu 1º Presidente foi o Sr. Francisco Muniz Pacheco. Já os seus fundadores do Campinas Futebol Clube foram os seguintes: Adolpho Bonturi, Afonso Guarulhos, Álvaro Urbano, Antônio Ferreira, Antônio Bento Gonçalves, Dino Bonturi, Firmino Gomes, Guido Bonturi, José Tavil e o esportista Elegância.

O Tricolor Vilense fazia contra o Guarani Futebol Clube o famoso Derby Campineiro”. Já Guarani FC x AA Ponte Preta é o clássico máximo do futebol de Campinas até os dias de hoje.

Dentre suas principais conquistas, destacamos: Campeão da Terceira Região da APEA em 1931, Campeão da Série Campineira (Campeonato de Campinas de Futebol da 1ª Divisão) de 1934 e Campeão do Torneio Início da Liga Campineira de Futebol em 1935 e 1937.

O Campinas Futebol Clube seguiu a sua jornada nas décadas de 40 até 70, quando encerrou suas atividades devido a problemas financeiros. Após meio século o simpático “Moleque Apeanoainda deixa saudades.

FOTO: Acervo de Moisés H G Cunha

FONTES: A Gazeta (entre 1931 e 1932)

Sociedade Esportiva Gisela – São Caetano do Sul (SP)

A Sociedade Esportiva Gisela é uma agremiação da cidade de São Caetano do Sul, na Zona Sudeste da Grande São Paulo, que fica a 13 km da capital do estado, conta com uma população de 161.127 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2019.  

Fundado na sábado, do dia 10 de outubro de 1953, por um grupo de desportistas do bairro Boa Vista. A sua Sede social, fica situado na Rua Sebastião Diogo, nº 99, no bairro Boa Vista, em São Caetano do Sul/SP.

Logo após a sua fundação, o clube foi incluído no álbum de figurinhas da firma Morcilo & Bisquolo, editado por volta de 1955. Ο jornalista Edèlcio Cândido, do Diário do Grande ABC, contou a história do Gisela em 1977 e lembrou de seus grandes feitos: campeão da Segunda Divisão de São Caetano em 1954, campeão amador da cidade, em 1958 e 1975 e campeão da Copa Di Thiène em 1976.

Foto: acervo de José Pires Maia “Zezé”

O time que aparece no álbum do pesquisador Moacyr Antonio Ferrari, de Mauá, é o seguinte, seguindo a antiga formação tática 2-3-5: Zinho; Orion e Cananéia; Bonato, Marcos e Guerreiro; Narciso, Adolfo, Tom Mix, Geraldo e Três Potes.

Destes 11, dois jogadores aparecem na seleção do Gisela descrita por Edélcio: Adolfo e Narciso. Os outros grandes jogadores do Gisela em todos os tempos: José de Sá (jogador símbolo), Nelsinho, Cacetão, Rosinha, Nivaldo, Ditinho, Chico Parra, Boca, Orion e Salgado. O primitivo – nome do Gisela era Sociedade Esportiva Gisela. Em 1973, alterou para Centro Esportivo Recreativo Gisela.

Artes: escudo e uniforme Sérgio Mello

FONTES: Facebook – álbum de figurinhas da firma Morcilo & Bisquolo – Jornal Diário do Grande ABC – Álbum publicado em 1977 pelo Diário do Grande ABC

Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919: Brasil conquista seu 1º título no continente

BRASIL CAMPEÃO

Por: Sérgio Mello

Após ter sido realizado na Argentina (1916) e Uruguai (1917), respectivamente, a 3ª edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, aconteceu no Brasil. Na realidade a competição deveria ter acontecido um ano antes, porém devido a epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.

URUGUAI VICE-CAMPEÃO

Para fazer bonito, o Estádio da Rua Guanabara (atual Estádio das Laranjeiras e de propriedade do Fluminense), foi construído para o torneio, com capacidade para 25 mil torcedores, na época era o maior estádio das Américas. Localizado na Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, no bairro das Laranjeiras, situado na Zona Sul do Rio/RJ.

ARGENTINA 3º LUGAR

O torneio contou com a participação de quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O regulamento simples, todos contra todos e aquele que somasse mais pontos ficaria com o título.

CHILE 4º COLOCADO

Brasil estreia com goleada

Na tarde de domingo, às 15 horas, do dia 11 de maio de 1919, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento e goleou o Chile pelo placar de 6 a 0, no Estádio das Laranjeiras, que estava lotado. Os gols foram assinalados por Haroldo, uma vez; Neco, duas vezes e Arthur Friedenreich, que balançou as redes em três oportunidades.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Gallo; Menezes, Neco, Arthur Friedenreich, Haroldo e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Chile: Guerrero; Gatica e Poirier; Baez, Baeza e Gonzalez; Fuentes, Dominguez, Francia, Muñoz e Varas.     

Seleção Brasileira conquistou primeiro grande título no Campeonato Sul-Americano de 1919, sediado no Estádio de Laranjeiras

Segundo jogo e nova vitória

A segunda partida, aconteceu na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 18 de maio de 1919, quando o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, novamente com o Estádio das Laranjeiras estava abarrotado. Os gols da partida, foram assinalados por Heitor, Amílcar e Millon para os brasileiros e Carlos Izaguirre fez o de honra para “Los Hermanos”. O árbitro da partida foi o uruguaio A. Minoli.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Argentina: Isola; Castagnola e Reys; Mattozzi, Uslenghi e Martin; Calomino, Laiolo, Clarke, Izaguirre e Perinetti.

EM PÉ (esquerda para a direita): Píndaro, Sérgio Pires, Marcos de Mendonça, Fortes, Bianco e Amílcar;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Brasil e Uruguai ficam no empate

Brasileiros e uruguaios venceram os seus dois jogos e se enfrentaram para definir quem ficaria com a taça! De um lado, a Celeste lutando pelo seu 3º título e do outro, a Seleção Canarinho buscando uma inédita conquista.

Na tarde de sábado, às 15h30min., do dia 25 de maio de 1919, bola rolando e o que se viu foi uma partida truncada e muito disputada. Final de jogo e o empate em 2 a 2, no Estádio das Laranjeiras (adivinha? Casa cheia!). O árbitro foi o chileno R. L. Todd.

Nos 18 primeiros minutos houve uma grande superioridade dos uruguaios que abriram dois gols com Isabelino Gradín e H. Scarone. Com o desenrolar da peleja o Brasil conseguiu reequilibrar a partida. Mas foi no segundo tempo, que a Seleção Canarinho voltou com tudo, chegando ao empate com dois gols de Neco.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Uruguai: Saporiti; Varella e Foglino; Vauzzino, Zibecchi e Nagun; H. Scarone, Carlos Scarone, Carlos, Gradin e Maran. Técnico: Severino Castillo.

Reunião definiu o jogo-extra

Após o resultado, no período da tarde e começo da noite, os Srs. Hector Gomes, presidente da Confederacion Sudamericana, B. Pereyra e R. Mibelli, delegados uruguaios, tiveram uma conferência com a diretoria e membros da comissão terrestre da Confederação Brasileira, tendo ficado resolvido:

a) desempatar o Campeonato Sul- Americano na próxima quinta-feira, 29 do corrente;

b) começar a prova ás 2 horas da tarde em virtude das prorrogações que podem ir até 3 horas, de acordo com o regulamento;

c) propor o Sr. J. Barbera, juiz argentino, para servir no desempate.

EM PÉ (esquerda para a direita): Sérgio Pires, Fortes, Millon, Bianco, Marcos de Mendonça, Neco, Píndaro, Amílcar, Heitor, Arnaldo e Arthur Friedenreich.

Jogo-extra e prorrogação: veio o título inédito para o Brasil

 Apesar do Brasil ter um saldo melhor (8 a 3), o regulamento previa nesse caso, um jogo-extra e, se persistisse o empate: prorrogação. Então, na tarde de quinta-feira, às 14 horas, do dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai voltaram a campo para definir o campeão.

Após 150 minutos (com direito a duas prorrogações), o Brasil superou o desgaste físico e bateu o Uruguai por 1 a 0, ficando com o inédito título do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919.

A partida terminou empatado em 0 a 0. Veio a prorrogação e um novo empate sem ninguém ter balançado as redes. Aí veio a 2ª prorrogação! Não precisa ser um gênio para deduzir o nível absurdo de esgotamento físico e emocional dos dois lados.  A partir daí o que restou foi a famosa frase: “Coração na ponta da chuteira”, a Seleção Brasileira foi para cima.

Aos 2 minutos do primeiro tempo da segunda prorrogação saiu o gol do Brasil. Neco avança pelo lado esquerdo e dá excelente lançamento para Arthur Friedenreich, que muito bem colocado, chutou firme a meia-altura, sem chance para o arqueiro uruguaio Cayetano Saporiti, que viu a bola morrer no fundo das redes.

Um baixinho invocado, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro: Arthur Friedenreich, nascia ali o 1º herói do futebol brasileiro, para o delírio de 27.500 torcedores presentes no Estádio das Laranjeiras.

Artilharia foi verde e amarela

Os brasileiros Arthur Friedenreich e Neco foram os artilheiros do Campeonato Sul-Americano de 1919, com quatro gols cada um. Além da dupla outros quatro brasileiros também deixaram a sua marca na competição: Haroldo, Heitor, Amílcar e Millon, com um gol cada.

EM PÉ, NA PARTE ACIMA (esquerda para a direita): Bianco, Píndaro, Sérgio Pires, Píndaro, Amílcar e Fortes;  
EM PÉ, NA PARTE ABAIXO (esquerda para a direita): Marcos de Mendonça, Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Curiosidades pós-jogo

Após o apito final da partida, apesar dos esforços empregados pelos policiais não conseguiram evitar que os torcedores brasileiros invadissem o gramado para carregar nos ombros os jogadores brasileiros pelo inédito título.  

A Taça Rio Branco foi oferecida pelo Ministro do Exterior, o Dr. Domício da Gama, fez a entrega ao Dr. Arnaldo Guinle, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, uma rica e artística taça destinada ao campeão.

Preços durante a competição: o valor da arquibancada estava 5$000 (cinco mil réis) e a geral 3$000 (três mil réis). A cerveja 1$300 (um mil e trezentos réis); água mineral 1$000 (um mil réis); soda 600 réis e guaraná 800 réis. Os Bondes que levaram a maioria dos torcedores custavam 200 réis.

Tabela dos jogos do Sul-Americano de 1919

1ª Rodada:

Domingo, 11 de maio, às 15 horasBrasil6X0ChileEstádio das Laranjeiras
3ª-feira, 13 de maio (feriado), às 14 horasUruguai3X2ArgentinaEstádio das Laranjeiras

2ª Rodada:

Sábado, 17 de maio, às 14 horasUruguai2X0ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 18 de maio, às 15h30min.Brasil3X1ArgentinaEstádio das Laranjeiras

3ª Rodada:

5ª-feira, 22 de maio, às 15h30min.Argentina4X1ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 25 de maio, às 15h30min.Brasil2X2UruguaiEstádio das Laranjeiras

Jogo-Extra:

5ª-feira, 29 de maio, às 14 horasBrasil1X0UruguaiEstádio das Laranjeiras

BRASIL        1        X        0        URUGUAI

LOCALStadium da Rua Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTERFinal do Campeonato Sul-Americano de 1919
DATAQuinta-feira, do dia 29 de maio de 1919
HORÁRIO14 horas (de Brasília)
RENDANão divulgado
PÚBLICO27.500 pagantes
ÁRBITROJuan Pedro Barbera (ARG)
AUXILIARESErnesto Matozzi (ARG) e Armindo Castagnola (ARG)
BRASILMarcos de Mendonça (Fluminense); Píndaro (Flamengo) e Bianco (Palestra Itália, atual Palmeiras); Sérgio Pires (Paulistano-SP), Amílcar (Corinthians) e Fortes (Fluminense); Millon (Santos), Neco (Corinthians), Friedenreich (Paulistano), Heitor (Palestra Itália-SP) e Arnaldo (Santos). Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
URUGUAICayetano Saporiti; Manuel Varela e Alfredo Foglino; Rogelio Naguil, Alfredo Zibechi e José  Vanzzino; José Pérez, Héctor Scarone, Angel Romano, Isabelino Gradín e Rodolfo Marán. Técnico: Severino Castillo.
GOLArthur Friedenreich, aos 2 minutos (Brasil), no 1º Tempo da segunda prorrogação.

Classificação Final do Sul-Americano 1919

PAÍSESPGJVEDGPGCSG
BRASIL74311239
Uruguai54211752
Argentina2312770
Chile03311211

Elenco da Seleção Brasileira no Sul-Americano de 1919

ATLETASCLUBES
Marcos de MendonçaFluminense F.C. (RJ)
Píndaro de CarvalhoC.R. Flamengo (RJ)
Bianco GambiniS.S. Palestra Itália (SP)
Sérgio PiresC.A. Paulistano (SP)
Amílcar BarbuyS.C. Corinthians Paulista (SP)
Fortes FilhoFluminense F.C. (RJ)
Adolpho MillonSantos F.C. (SP)
NecoS.C. Corinthians Paulista (SP)
Arthur FriedenreichC.A. Paulistano (SP)
Heitor DominguesS.S. Palestra Itália (SP)
Arnaldo SilveiraSantos F.C. (SP)
DyonísioC.A. Ypiranga (SP)
PalamoneA.A. Mackenzie College (SP)
LaísFluminense F.C. (RJ)
PicagiliS.S. Palestra Itália (SP)
MartinsSão Cristóvão A.C. (RJ)
CarregalC.R. Flamengo (RJ)
ArlindoAmerica F.C. (RJ)
HaroldoSantos F.C. (SP)
GalloC.R. Flamengo (RJ)
Luiz MenezesBotafogo F.C. (RJ)
JunqueiraC.R. Flamengo (RJ)


A Comissão Técnica composta por Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto convocaram 22 jogadores, todos o eixo Rio São Paulo: sendo 10 cariocas e 12 paulistas.

O clube mais cedeu jogadores foi o Flamengo com quatro atletas. Depois com três jogadores: Palestra Itália, Santos e Fluminense. Na sequencia, com dois atletas o Paulistano e o Corinthians. Com um jogador, cinco clubes: Botafogo, America, São Cristóvão, Mackenzie College e Ypiranga.

DESENHOS DOS ESCUDOS E UNIFORMES: Sérgio Mello

FOTOS: O Malho (RJ) – Arquivo Nacional – Vida Sportiva (RJ)

FONTES: CBF – Wikipédia – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ)

Sport Club Milionários de São João Clímaco – São Paulo (SP)

O Sport Club Milionários de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Sediado no bairro São João Clímaco, na Zona Sul de São Paulo (SP). Fundado na sexta-feira, do dia 23 de Julho de 1965, por dissidentes da SBR Copa Rio de São João Clímaco.

O nome escolhido foi sugerido pelo fundador Rosário Martinez, que faleceu dois dias depois, após um acidente de trânsito. Em sua homenagem resolveu por maioria de sócios fundadores acatar o nome de Sport Club Milionários de São João Clímaco.

contando na ocasião com muita simpatia e apoio financeiro de vários comerciantes do bairro de São João Clímaco, que através da colaboração no livro de ouro propiciaram ao clube uma arrecadação que permitiu a confecção de dois jogos de uniformes para a estreia oficial, bem como a compra de bolas, mala de remédios, rede etc.

Primeiro Jogo Oficial do 2° Quadro – Em pé: Manolo, Roberto, Paco, Fininho, Zezinho, Ari, Toninho, Dengo, Jurandir e Sr.Ivo. Agachados: Rino, Arlindo, Ricardo, Eduardo, Clayton, Orlando e Moka – 31/07/1965

1º Jogo e primeira vitória

O primeiro jogo oficial foi realizado na tarde de sábado, do dia 31 de julho de 1965, no campo do S.B.R. Copa Rio, contra o Linense F.C. (Ipiranga). A partida terminou empatada em 2 a 2, no Segundos Quadros, que estreava o uniforme azul celeste e vitória por 2 a 1, com a equipe principal que estreava o uniforme todo branco.

Primeiro Jogo Oficial do 1° Quadro – Em pé: Anacleto, Manolo, Sr. Ivo, Cuca, Janjão, Taubaté, Baianinho, Zelito, Aredio, Nelsinho, Nico, Italianinho, Joãozinho, Zé Português, Romeu, Roberto e Orestes – 31/07/1965

Após alguns anos, em outubro de 1968, o clube já havia conseguido obter junto aos órgãos públicos o tão sonhado e desejado campo de futebol, na Estrada das Lágrimas, onde hoje se situa a Travessa Mateus Coferati e os muros da prefeitura.

Milionários enfrentou o poderoso São Paulo

Foto original recuperada da partida entre Milionários X S.P.F.C. em 27 de Julho de 1969 – Em pé: Valter, Manolo, José Douglas Dallora, Zé Gago, Sérgio, Tadeu, Carlito, Fernando, Guiné, Paraguaio, Erasmo, Lima, Sérgio Valentim, Bataglia, Betinha, Wilsinho, Xará, Sr. Laudo Natel, Guilherme Teodoro Mendes, Sr. Tonico Castro e Rubão. Agachados: Roberto Castro, Sr. Ivo Uvina, Bié, Toninho, Toti, Lauro, Paulo Nani, Zé Português, Toninho II, Dinho, Baianinho, Carbone e Italianinho

Em 1969, o Milionários já gozava de prestígio no futebol amador. Para comemorar a data, o time realizou uma partida contra o expressinho do São Paulo F.C., no estádio dos Meninos F.C. (onde hoje é o Jardim Oriental no Largo do Rudge Ramos) no domingo, do dia 27 de julho de mil 1969.

A partida contou com a presença de vários jogadores profissionais e diretores do São Paulo F.C., entre esses estava presente o então atual presidente do clube na época, Laudo Natel. A comemoração foi vencida pelo São Paulo por 4 a 0, num evento que seria muito comentado nos meios desportivos.

Na década de 70, ficou mais de 40 jogos sem derrota

Entre os anos 1972/73, o quadro principal ostentou uma série invejável de 42 partidas invictas, resultando em um período de um pouco mais de um ano sem perder. O técnico dessa série invicta era o Lelo, pai do Canário, e o fim dessa série foi marcado por uma tarde infeliz aonde nada deu certo dentro das quatro linhas, o time que quebrou a invencibilidade foi um time sem prestígio na várzea naquela época, o Caloroil FC da Vila Carioca, que era uma equipe de uma distribuidora de combustível.

Nos anos 80, clube perde a sede social

Durante as décadas de 70/80, o clube contava com grande prestígio no bairro, perante a população, contando com o apoio dos comerciantes locais que eram em sua maioria associados ao clube. Eram oferecidos aos associados, além do futebol, outras atividades em nossas sedes sociais, como quadra de futsal.

No dia 5 de março de 1988, a administração de Jânio Quadros desapropriou a área para a construção de casas populares da Cohab, com o clube sobrevivendo a esse golpe, o S.C. Milionários passou a jogar em campos adversários, mantendo seu padrão de muito amor à camisa e muita união entre seus defensores.

Nova série: 32 jogos invictos

O Milionários em tempos passados, quando possuía seu campo, mantinha as seguintes atividades: equipe principal (primeiro e segundo quadro) aos sábados à tarde, dente de leite e dentão aos domingos de manhã, juvenil A e B, e veteranos A e B nos domingos à tarde, além de equipes de futebol de salão.
No fim dos anos 80, o primeiro quadro ostentou novamente uma boa série invicta, desta vez foram 32 partidas sem perder. A base deste time era composta pelo goleiro Hudson, na lateral direita o Canário, na zaga Mussarela, Wagnão e Picolé, na lateral esquerda Caipira e Ivan, volantes Jairo e Limão, na meia jogava o Nirão, e no ataque Mineiro e Nenê. O técnico deste time era o Erasmo. Todos os jogos dessa época foram fora de casa pois o clube havia perdido seu campo em 1988.

Clube segue firme e resgatando a sua história

Após alguns longos anos jogando apenas como visitante, em meados dos anos 90, o Milionários passou a jogar suas partidas no campo do Cerâmica, em São João Clímaco, aonde hoje se encontra o CÉU Meninos. O local se tornou a casa do Milionários até 2002 aproximadamente, quando o local foi reapropriado pela prefeitura para o início das obras do CÉU.

Pertinho dali, e na mesma época, a equipe de veteranos do clube jogava suas partidas de domingo de manhã no campo do Clube Esportivo e Recreativo São José em São Caetano do Sul, local aonde hoje se encontra o Centro de Treinamento de Atletismo.

Uma curiosidade é que durante os anos 90, tanto o primeiro quadro quanto o segundo eram muito fortes, e por esse motivo existia um confronto interno para disputar quem era o melhor time da época, sendo assim, sempre que jogavam contra em brincadeiras tínhamos ótimos jogos. 

O clube mantém suas tradições e em todos os meses de julho realiza seu jantar de aniversário, muitas vezes realizados nos restaurantes do Bairro Demarchi, na maioria das vezes no saudoso restaurante São Francisco, que foi fechado em 2019.

A festa conta com a presença de atletas com suas famílias e amigos, o jantar sempre leva em média 80 a 120 pessoas. Os jantares são realizados desde o primeiro aniversário do clube até os dias atuais.

Dessa maneira o Sport Club Milionários mantém suas atividades e consegue se firmar no futebol de várzea paulistano há quase 59 anos.

Este artigo e seus detalhes foram generosamente cedidos por Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador em atividade no clube, na qual exerce o cargo de Presidente executivo.

FONTES: Cantinho do Zezé – Blog do clube – Página do clube no Facebook – Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador vivo

Grêmio Recreativo Flôr de São João Clímaco – São Paulo (SP): Fundado em 1952

Breve história do bairro de São João Clímaco – São Paulo, capital

O Bairro de São João Clímaco fica situado na região sudeste da capital de São Paulo, Brasil. Sua formação inicial foi concebida por volta do século XX. Seu nome é uma homenagem a São João Clímaco, um monge que viveu entre os séculos VI e VII, no Monte Sinai e escreveu a obra “A Escada” (em grego: “Klímax”).

Em meados do século XX, a região, hoje conhecida por São João Clímaco, era habitada por índios caiçaras, imigrantes de áreas litorâneas. Esses índios, originalmente denominados tupinambás, ao serem atacados, organizaram-se e formaram a “Confederação Tamuya“, que a partir da antiga Língua Tupi, etimologicamente significa “os mais antigos; os primeiros; os verdadeiros donos da terra”. Nos anos seguintes a “Confederação Tamuya” ficou conhecida por “Confederação dos Tamoios“.

O Grêmio Recreativo Flôr de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado no sábado do dia 15 de março de 1952. Atualmente utiliza o estádio CDC Parque Fongaro (gramado sintético), situado na Rua Professor Sylas Baltazar de Araujo, nº 249ª, no Parque Fongaro, na Zona Sul de São Paulo. O campo é dividido com o Clube Atlético Arapuá, da vizinha Vila Arapuá.

O Flor do São João Clímaco chegou a disputar o Desafio ao Galo. Os moradores do entorno da sede do “Flor” lidam bem com as atividades ali realizadas, as quais, na maioria das vezes, começam e terminam sem maiores incidentes.

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – Claudio Bardu comunidades. net

Cerâmica São Caetano Futebol Clube – São Caetano do Sul (SP): Cinco edições na 3ª Divisão Paulista, nos anos 60!

O Cerâmica São Caetano Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Caetano do sul (SP). O “Galo do ABC” Foi Fundado na quarta-feira, do dia 13 de Maio de 1925, por um grupo de desportistas e funcionários da Cerâmica São Caetano S.A (empresa fundada em 1913 e extinta em 1999).  

 A sua Sede ficava localizado na Rua Pandiá Calógeras, nº 94, no bairro São José, em São Caetano do Sul (SP). O seu estádio era denominado Fernandinho Simonsen, e foi inaugurado na manhã de domingo, do dia 13 de maio de 1962.

Foi realizado um Festival que contou com a participação das equipes profissionais da capital, que enviaram seus times Mistos: São Paulo Futebol Clube, Portuguesa de Desportos e Sociedade Esportiva Palmeiras e os donos da casa – Cerâmica São Caetano Futebol Clube.

EM PÉ (esquerda para a direita): Barbosa, Barreto, Gagina, Garça, Paulo Bidu e Jaú;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Maurinho, Orlando, Salvador, Meia Noite e Valtinho. 

A equipe alvirrubra disputou uma edição do Campeonato Paulista Quarta Divisão (atual B), em 1960. E outras cinco participações no Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3), nos anos: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965. Ambos organizados pela FPF (Federação Paulista de Futebol).

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – https://claudiobardu.comunidades.net