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Flamengo Futebol Clube (Flamengo de Vila Maria) – São Paulo (SP): Fundado em 1942

O Flamengo Futebol Clube (Flamengo de Vila Maria) é uma agremiação da Cidade de São Paulo (SP). Fundado em 1942, tem a sua Sede na Rua Dias da Silva, 457, no Bairro de Vila Maria, na Zona Norte da capital paulistana.

Grêmio Esportivo Lagoinha da Vila Maria – São Paulo (SP)

O Grêmio Esportivo Lagoinha  (Lagoinha da Vila Maria) é uma agremiação da Cidade de São Paulo (SP). Fundado no dia 24 de Junho de 1973, possui a sua Sede localizada na Rua Kaneda, 843, no Alto de Vila Maria, na capital paulistana.

FONTE: Página do Clube no Facebook (https://www.facebook.com/gelagoinhavilamaria/about)

História do Campeonato de Acesso Paulista – Cap. XIV

1960: Deu Esportiva de Guará!

Em 1960 a FPF fez uma profunda reformulação em seus campeonatos. Mudaram-se as denominações dos certames: Especial, que antes era a 1ª Divisão; a antiga 2ª Divisão passou a se chamar de 1ª Divisão; a antiga 3ª Divisão era agora a 2ª Divisão. Para terminar, o 4º nível era a 3ª Divisão.

Deste modo, estabeleceu-se quatro divisões com números diferentes de participantes para cada campeonato organizado. Para a Especial, instituiu-se o famigerado “Torneio da Morte” que também seria adotado para o acesso, que entraria em ação em 1961. O Nacional, XV de Jaú e Comercial (SP), que foram rebaixados no ano anterior, iriam figurar na divisão de acesso em 1960. Aliás, esse foi a última incursão do Comercial em certames profissionais. O simpático “benjamim” equipe fundada em 1939 encerrou definitivamente as atividades ao término desse campeonato. Os Irmãos Romano, que venceu o campeonato da 3ª Divisão em 1959 foi o caçula do certame.

Nessa nova fase, a 1ª Divisão começaria bem “enxuta” com apenas 11 agremiações, as oito que se classificaram para o Torneio dos Finalistas em 1959 (exceto o Corinthians-PP) e as quatro citadas acima. Equipes tradicionais como a Prudentina, Barretos, Jaboticabal, Paulista e Tupã, que sistematicamente vinham disputando o acesso para a divisão de elite tiveram que amargar o campeonato da nova 2ª Divisão, que a rigor era o certame do 3º escalão.

A Esportiva de Guaratinguetá, equipe já extinta, foi a grande campeã e laureou-se para fazer parte da Divisão Especial no ano seguinte. Foi um campeonato relativamente curto, durou quase cinco meses, mas foi muito disputado entre a Guaratinguetá, Catanduva (equipe também já extinta) e Batatais, o velho “Fantasma da Mogiana”. Pela primeira vez adotou-se a forma clássica e mais justa, que é a de pontos corridos, com jogos em turno e returno.

Porém a definição pela conquista do título só veio na última rodada onde o Catanduva só empatou com a fraca equipe dos Irmãos Romano e a Guaratinguetá goleou o XV de Jaú. A vitória da equipe de Catanduva lhe daria o acesso.

Classificação

Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
GUARATINGUETÁ 28 12 20 13 2 5 47 23 24
BATATAIS 27 13 20 11 5 4 48 20 28
CATANDUVA 27 13 20 12 3 5 36 24 12
NACIONAL 26 14 20 11 4 5 44 27 17
SÃO BENTO (MAR) 25 15 20 11 3 6 46 31 15
BRAGANTINO 23 17 20 8 7 5 29 27 2
IRMÃOS ROMANO 16 24 20 5 6 9 24 27 -3
SÃO BENTO (SOR) 16 24 20 5 6 9 30 37 -7
XV DE JAÚ 14 26 20 5 4 11 28 47 -19
10º ESTRELA DA SAÚDE 10 30 20 3 4 13 20 58 -38
11º COMERCIAL (SP) 8 32 20 2 4 14 17 48 -31
JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 369
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 3,4

Jogo que decidiu o campeonato:

Guaratinguetá 5 x 0 XV de Jaú

Data: 30/10/1960

Local: “Estádio Benedito Meireles” em Guaratinguetá

Árbitro: Wálter Galera

Renda: Não divulgada

Gols: Tupi, Alcino, Lucas (2) e Marucci.

Guaratinguetá: Raul Costa; Canindé, Bolar e Tupi; Carlito e Daíco; Marucci, Ditinho, Matias, Lucas e Alcino. Técnico: Adelmo Pelegrino Begliomini

XV de Jaú: Cláudio; Edmundo, Dino e Osny; Valter Marinho e Moretto; Valtinho, Valdir, Zuringue, Adãozinho e David. Técnico: nd

 

Campanha do Campeão

1º turno2º turno

5/06/60: Guaratinguetá 4 x 1 Bragantino21/08/60: Guaratinguetá 2 x 0 Irmãos Romano

19/06/60: Irmãos Romano 1 x 2 Guaratinguetá28/08/60: Catanduva 1 x 0 Guaratinguetá

26/06/60: Guaratinguetá 2 x 1 São Bento (Sor)3/09/60: Guaratinguetá 2 x 1 São Bento (Mar)

2/07/60: Nacional 1 x 1 Guaratinguetá17/09/60: São Bento (Sor) 3 x 1 Guaratinguetá

10/07/60: Guaratinguetá 5 x 1 Estrela da Saúde25/09/60: Guaratinguetá 4 x 1 Nacional

17/07/60: São Bento (Mar) 2 x 1 Guaratinguetá1/10/60: Comercial (SP) 1 x 2 Guaratinguetá

24/07/60: Guaratinguetá 3 x 1 Catanduva9/10/60: Bragantino 2 x 1 Guaratinguetá

31/07/60: Batatais 3 x 1 Guaratinguetá16/10/60: Guaratinguetá 2 x 0 Batatais

7/08/60: Guaratinguetá 5 x 1 Comercial (SP)23/10/60: Estrela da Saúde 0 x 3 Guaratinguetá

14/08/60: XV de Novembro 2 x 2 Guaratinguetá30/10/60: Guaratinguetá 5 x 0 XV de Novembro

Balanço Geral: Jogos: 20; Vitórias: 13; Empates: 5; Derrotas: 2; Gols marcados: 47; Gols sofridos: 23,

Saldo: 24.

Esportiva 60 (1)

Em pé da esq. p/ direita: Canindé, Raul Costa, Bolar, Carlito, Tupi e Daíco.

Agachados na mesma ordem: Marucci, Ditinho, Berto, Alcino e Benedito

Trabalho inédito que contou com a colaboração do Júlio Diogo

NETO O XODÓ DA FIEL: MEUS DÉRBIS INESQUECIVEIS!

Durante toda a minha carreira como jogador de futebol, nenhum jogo mexeu tanto comigo como Corinthians e Palmeiras.

O dérbi entre Palmeiras e Corinthians sempre foi especial. Desses que, além de arrastar multidões fazem a cidade parar. Nos dias que acontecem as partidas, os torcedores olham para a gente de forma diferente, meio que pedindo um esforço extra.

Tive a oportunidade de atuar nesse confronto vestindo as duas camisas. No meu primeiro, em 1989, fiz de cabeça o primeiro do Verdão sobre o Timão por 2 a 0. o Morumbi estava lotado. Mais de 100 mil torcedores. Bons tempos. Aquela emoção foi inesquecível! Só que ainda mais marcante foi quando o Leão, que era o técnico do Palmeiras, me sacou do time. Ali vi que alguma coisa não ia dar certo entre a gente.

Mas depois, graças ao Leão, desembarquei no Parque São Jorge. E lá consegui fazer bons dérbis com a camisa corintiana. No primeiro clássico pelo Timão, jogamos água no chope do rival e desclassificamos o Palmeiras do Brasileiro de 1989. Gol de calcanhar do grande Cláudio Adão. No meu segundo dérbi com a camisa alvinegra, pelo nacional de 1990, fiz um gol de falta no Velloso. A bola pegou na veia e entrou na gaveta dele. Vencemos aquela partida por 2 a 1. Esse jogo também é inesquecível.

Fonte: Diário de São Paulo.