Arquivo da categoria: São Paulo

AFE: Três vezes campeã no início de 1967

Após a extraordinária temporada de 1966, quando se tornou campeã da Primeira Divisão do Campeonato Paulista, a Ferroviária de Araraquara participou, no início de 1967, de três torneios quadrangulares amistosos que envolveram agremiações de expressão do futebol brasileiro.

A exemplo do que aconteceu no ano anterior, a Ferroviária seguiu jogando um futebol primoroso e, como resultado, levantou os três torneios em pouco mais de dois meses, prenunciando um retorno auspicioso à Divisão Especial do Paulistão, o que acabou verdadeiramente ocorrendo, uma vez que a AFE sagrou-se campeã do Interior.

No primeiro desses torneios, o quadrangular de Ribeirão Preto, a agremiação de Araraquara realizou dois jogos na cidade vizinha contra Botafogo e Comercial, fazendo o último jogo em casa, contra o Náutico. Na estreia, venceu o Botafogo; depois, perdeu para o Comercial; e no encontro final e decisivo, ganhou de sete do clube pernambucano, tetracampeão estadual.

Quadrangular de Ribeirão Preto

Botafogo 1 x 2 Ferroviária

19.02.1967, domingo (tarde); Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto; Árbitro: José Astolphi; Gols: Quarenta, 23’ do 1º tempo; Téia, 23 e Maritaca, 43’30” do 2º tempo. Botafogo: Dirceu; Eurico (Vavá), Zé Carlos, Veríssimo e Carlucci; Paulinho (Cardoso) e Márcio; Paulo Leão, Quarenta (Antoninho), Mosquito (Adílson) e Jair. Técnico: José Carlos Bauer. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Rossi (Paina) e Fogueira; Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Dejair), Dejair (Maritaca), Téia e Pio (Mateus). Técnico: Agenor Gomes (Manga). Obs.: Este jogo foi preliminar de Comercial 5 x 1 Náutico.

Comercial 3 x 2 Ferroviária

22.02.1967, quarta-feira (noite); Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto; Árbitro: José Favili Neto; Gols: Téia, 4’, Carlos César, 13’ e Peixinho, 30’ do 1º tempo; Paulo Bim, 25’ e Dejair, 43’ do 2º tempo. Expulsão: Téia (AFE), 38’ do 1º tempo. Comercial: Rosan; Ferreira, Jorge, Peter e Piloto; Hélio e Amaury; Peixinho (Luiz Carlos), Luiz Paulo, Paulo Bim e Carlos César (Noriva). Ferroviária: Dado; Beluomini, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazzani (Adão); Dejair, Maritaca (Raul), Téia e Coró (Passarinho). Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Ferroviária 7 x 2 Náutico-PE

26.02.1967, domingo (tarde); Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Árbitro: Dilson Barroso Moreira, auxiliado por Germinal Alba e Wilson Antônio de Medeiros; Renda: NCr$ 3.237,00; Gols da AFE: Valdir (3), Téia (2), Fogueira e Bazzani; Gols do Náutico: Nino (2). Ferroviária: Dado (Heitor); Beluomini, Fernando e Fogueira; Bebeto e Rossi; Valdir, Maritaca (Raul) (Dejair), Téia, Bazzani e Cacalo (Passarinho). Técnico: Agenor Gomes (Manga). Náutico: Carlos Viana (Navarro); Ivan (Fernando), Mauro, Fraga e Clóvis; Zé Carlos e Rafael (Benedito); Miruca (Jaílson), Bita, Nino e Lala (Marques). Obs.: Ferroviária, campeã do Quadrangular de Ribeirão Preto. Somente no dia 9 de julho de 1967, o presidente Aldo Comito, da AFE, recebeu, do presidente do Comercial, o troféu de campeão. O Comercial foi o patrocinador do torneio.

Quadrangular Baltazar Soares de Castro

Vila Nova-GO 2 x 5 Ferroviária   

02.04.1967, domingo (tarde); Goiânia-GO; Árbitro: Eurias Alves Júnior (Federação Goiana de Futebol); Renda: NCr$ 9.000,00; Gols da AFE: Téia, 8’ e 9’ e Bazzani, 10’ do 1º tempo; Leocádio, 18’ e Valdir, 35’ do 2º tempo. Gols do Vila Nova: Garcia, 29’ e Mauro, 40’ do 2º tempo; Expulsão: Bazzani (AFE), 33’ do 2º tempo. Ferroviária: Machado (Dado); Beluomini, Fernando, Brandão (Rossi) e Joãozinho; Bebeto (Wilson Botão) e Bazzani; Passarinho (Rui), Leocádio (Valdir), Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga). Vila Nova: não disponível. Obs.: No jogo principal da rodada do quadrangular, o Goiás venceu o Botafogo, de Ribeirão Preto, por 1 a 0, gol de Eurípedes.

Goiás 0 x 1 Ferroviária

07.04.1967, sexta-feira (noite); Estádio Pedro Ludovico, Goiânia-GO; Árbitro: Eurias Alves Júnior (FGF); Renda: NCr$ 4.866,00; Gol: Leocádio, 2’ do 1º tempo; Expulsões: Valdir (AFE) e Baltazar (Goiás). Goiás: Joel; Japonês (Vavá), Macalé, Baltazar e Dias; Baçú e Afonso; Eurípedes, Claudinho, Marrom (Goiano) e Laírson. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Brandão e Joãozinho; Bebeto e Bazzani; Valdir, Leocádio (Dejair), Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Ferroviária 1 x 0 Botafogo, de Ribeirão Preto

09.04.1967, domingo (tarde); Goiânia-GO; Gol: Roberto (contra), 2’ do 1º tempo. Ferroviária: Machado; Beluomini (Wilson Botão), Fernando, Brandão (Rossi) e Joãozinho; Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Valdir), Leocádio (Dejair), Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga). Botafogo: Dirceu; Calegari, Zé Carlos (Veríssimo), Roberto e Carlucci (Zé Carlos); Edílio (Carlos Silva) e Márcio; Jair, Quarenta, Mirinho e Ganzepi (Antoninho). Técnico: José Carlos Bauer. Obs.: Na preliminar, Goiás 2 x 2 Vila Nova. Ao final do jogo principal, foi entregue, ao capitão da Ferroviária, Olivério Bazzani Filho, a Taça Baltazar Soares de Castro.

Classificação final do Quadrangular de Goiânia:

1º) Ferroviária, 0 ponto perdido (campeã);

2º) Goiás, 3

3º) Botafogo, 4; e

4º) Vila Nova, 5

Quadrangular do Recife-PE

Santa Cruz-PE 0 x 2 Ferroviária


23.04.1967, domingo (tarde); Recife-PE; Árbitro: Aírton Maio (PE); Renda: NCr$ 18.250,00; Gols: Téia, 6’ e Bebeto, 21’ do 2º tempo. Santa Cruz: não disponível. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Rossi e Fogueira (Wilson Botão); Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Valdir), Leocádio (Maritaca), Téia (Dejair) e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Náutico-PE 3 x 0 Ferroviária


26.04.1967, quarta-feira (noite); Estádio da Ilha do Retiro, Recife-PE; Árbitro: Aírton Vaz (Federação Pernambucana de Futebol); Renda: NCr$ 15.872,00; Público: 7.253 pessoas; Gols: Bita, 12’, Miruca, 35’ e Bita, 37’ do 2º tempo. Náutico: não disponível. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Valdir), Leocádio (Maritaca), Téia (Dejair) e Pio (Passarinho). Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Sport Clube Recife-PE 0 x 4 Ferroviária


01.05.1967, segunda-feira, feriado; Estádio dos Aflitos, Recife-PE; Árbitro: Erílson Gouveia; Gols: Bebeto, 6’ e Valdir, 23’ do 1º tempo; Bazzani, 22’ e Téia, 37’ do 2º tempo. Sport: Gilberto (Délcio); Aguiar (Ti Carlos), Bibiu, Baixa e Gilvan (Helmiton); Goioba, César (Bite) e Soares (Canhoto); Renê, Renato e Ricardo. Técnico: Schiller Diniz. Ferroviária: Machado (Dado); Beluomini (Wilson Botão), Brandão, Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazzani; Valdir (Passarinho), Dejair (Maritaca), Téia e Pio. Técnico: Manga. Obs.: Na preliminar, Náutico 3 x 1 Santa Cruz.

A Ferroviária foi a vencedora do Quadrangular por gol average.


A Ferroviária obteve os três torneios quadrangulares no início da temporada de 1967, antes do Campeonato Paulista. A foto acima exibe a equipe grená já campeã do Interior do Paulistão, em final de temporada.

Fontes:

Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara)
Sport – Retrospecto – 1960 a 1979 (Carlos Celso Cordeiro e Luciano Guedes Cordeiro) – Ed. Autor – 2006
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

Divisão Intermediária de São Paulo 1993 – Fichas Técnicas

Fase Final

07.11.1993

Francana 2×1 Comercial
Local: Estádio Municipal José Lancha Filho – Franca
Juiz: Oscar Roberto de Godói
Renda: Cr$ 5.505.000,00
Público: 10.330
Gols: Carlos Alberto 20 do 1°; Valdeni 5 e Silvinho 37 do 2°.
Cartões amarelos: Castro, Gérson, Luis Alberto, Indio, Carlos Alberto, Valmir, Nilson, Édson Fumaça, Rubem Furtembach e Marcelo Telinha.
Cartão vermelho: Serginho.
Francana: Castro, Valdeni, Mauricio, Paulo Marcelo e Serginho; Gérson, Géia e Luis Alberto (Índio); Ramon (Valmir), Carlos Alberto e Pedrinho. Técnico: Nélson Martins.
Comercial: Rogério, Valdo, Nilson, Édson Fumaça e Wallace; Ruben Furtembach (Miguelzinho), Odair e Pereira; Marcelinho Telinha, Paulinho Taiuva (Silvinho) e Volnei. Técnico: Afrânio Riul.

União Agrícola 1×0 Paraguaçuense
Local: Estádio Antônio Guimarães – Santa Barbara D’Oeste.
Juiz: Flávio de Carvalho
Renda: Cr$ 1.077.500,00
Público: 2.093
Gol: Vânder 36 do 2°.
Cartões amarelos: Miranda, Vanderlei, Marron, Chulapa, Paulo César, Alexandre Lopes e Cássio.
Cartões vermelhos: Barbosa e Haroldo.
União Agrícola: Birigui, Joãozinho, Édson Oliveira, Miranda e Dú (Vânder); Vanderlei, Rodnei e Marron; Barbosa, Careca (Dicão) e Chulapa. Técnico: José Carlos Serrão.
Paraguaçuense: Silvio, Carlos Alberto, Carlão, Jânio (Mozer) e Haroldo; Paulo César, Alexandre Lopes e Delém (Jorge Luis); Preta, Cássio e Fabinho. Técnico: Luis Carlos Martins.

14.11.1993

Comercial 2×0 União Agrícola
Local: Estádio Francisco de Palma Travassos – Ribeirão Preto
Juiz: Silas Santana
Renda: Cr$ 2.695.000,00
Público: 4.844
Gols: Júlio César 31 do 1°; Vonei 46 do 2°.
Cartões amarelos: Careca, Marcelinho, Joãozinho, Chulapa e Júlio César.
Comercial: Rogério, Valdo, Nilson, Édson Fumaça e Wallace; Odair, Pereira e Júlio César; Miguelzinho (Vonei), Silvinho (Marquinhos) e Marcelinho. Técnico: Afrânio Riul.
União Agrícola: Birigui, Joãozinho, Édson Oliveira, Miranda e Dú; Vanderlei, Rodnei (Paulo Bem) e Marron; Vânder, Careca (Dicão) e Chulapa. Técnico: José Carlos Serrão.

Paraguaçuense 2×1 Francana
Local: Estádio Municipal Carlos Affini – Paraguaçu Paulista
Juiz: João Paulo Araújo
Renda: Cr$ 860.000,00
Público: 1.550
Gols: Delém 12, Ramón 28 do 1°; Fabinho 39 do 2°.
Cartões amarelos: Jânio, Castro, Valdeni, Mauricio e Luis Alberto.
Cartões vermelhos: Ramon e Pedrinho.
Paraguaçuense: Silvio, Carlos Alberto, Carlão, Jânio e Jorge Luis; Paulo César, Alexandre Lopes e Delém; Carlinhos Preta (Leandro), Cássio (Fabinho) e Toti. Técnico: Luis Carlos Martins.
Francana: Castro, Valdeni, Mauricio, Paulo Marcelo e Agostinho; Gérson, Géia (Donizete) e Luis Alberto (Índio); Ramon, Carlos Alberto e Pedrinho. Técnico: Nélson Martins.

21.11.1993

União Agrícola 1×0 Francana
Local: Estádio Antônio Guimarães – Santa Bárbara d’Oeste.
Juiz: Ulisses Tavares da Silva Filho
Renda: Cr$ 1.221.500,00
Público: 2.350
Gol: Vander 25 do 2°.
Cartões amarelos: Jânio, Castro, Valdeni, Mauricio e Luis Alberto.
Cartões vermelhos: Ramon e Pedrinho.
União Agrícola: Birigui, Joãozinho, Edson Oliveira, Miranda e Du; Vanderlei Rodney (Vander) e Careca; Barbosa, Dicão e Chulapa (Esquerdinha). Técnico: Zé Carlos Serrão
Francana: Castro, Valdeni, Maurício, Paulo Marcelo e Serginho; Gérson (Adilson), e Valmir (Barrinha); Índio, Ramon e Donizete. Técnico: Nelson
Martins.

Paraguaçuense 1×0 Comercial
Local: Estádio Municipal Carlos Affini – Paraguaçu Paulista
Juiz: Dionísio Roberto Domingos.
Renda: Cr$ 1.331.500,00
Público: 2.412 pagantes.
Gol: Carlos Alberto 29 do 1°.
Cartões amarelos: Carlinhos Preta, Fabinho e Marcelinho.
Cartão vermelho: Nilson
Paraguaçuense: Silvio, Carlos Alberto, Carlão, Jânio e Haroldo; Paulo César, Alexandre Lopes e Delem; Carlinhos Preta (Jorge Luís), Cássio e Toti (Fabinho). Técnico: Luis Carlos Martins.
Comercial: Rogério, Wallace, Nilson, Edson Fumaça c Ruben Furtembach (Valdo); Odair, Pereira e Júlio César; Miguelzinho, Silvinho e Marcelo Telinha (Nelsinho). Técnico: Afrânio Riul.

28.11.1993

Francana 1×0 União Agrícola
Local: Estádio José Lancha Filho – Franca.
Juiz: Antônio de Pádua Salles
Renda: Cr$ 5.100.000,00
Público: 8.250
Gol: Geia 8 do 2°.
Cartões amarelos: Miranda, Vanderlei e Ramon.
Francana: Castro, Valdeni, Maurício, Paulo Marcelo e Serginho; Gérson (Donizete), Geia e Carlos Alberto; Ramon (Valmir), Índio e Pedrinho. Técnico: Nelson Martins (Mamão).
União Agrícola: Birigui, Joãozinho, Edson Oliveira, Miranda e Du; Vanderlei (Esquerdinha), Rodney e Chulapa; Barbosa, Dicão (Paulo Bem) e Vander. Técnico: José Carlos Serrão.

Comercial 2×1 Paraguaçuense
Local: Estádio Francisco de Palma Travassos – Ribeirão Preto.
Juiz: Joaquim Carlos Caetano.
Renda: Cr$ 2.567.000,00
Público: 4.795
Gols: Carlinhos Preta aos 14, Marquinhos 45 e Paulinho Taiúva 49 do 2°.
Cartões amarelos: Jânio, Alexandre Lopes, Carlão e Pianelli.
Comercial: Rogério, Valdo, Carlos, Edson Fumaça e Nelsinho; Odair, Pianelli e Júlio César; Miguelzinho, Volnei (Marquinhos) e Marcelo Telinha (Paulinho Taiúva). Técnico: Afrânio Riul.
Paraguaçuense: Sílvio, Carlos Alberto, Carlão, Jânio e Haroldo; Paulo César (Miel), Alexandre Lopes e Delem; Carlinhos Preta, Cássio e Tóti (Fabinho). Técnico: Luís Carlos Martins.

05.12.1993

Francana 1×1 Paraguaçuense
Local: Estádio José Lancha Filho – Franca.
Juiz: José Leonardo Epíscopo Rosa
Renda: Não fornecida.
Gols: Alexandre Lopes 8 e Pedrinho 43 do 2°.
Cartões amarelos: Gérson, Silvio, Haroldo, Paulo César e Alexandre Lopes.
Francana: Castro, Valdeni, Maurício, Paulo Marcelo e Serginho; Gerson (Luis Alberto), Geia e Carlos Alberto; Ramon (Donizete), Loca e Pedrinho.
Técnico: Nelson Martins
Paraguaçuense: Sílvio, Carlos Alberto, Carlão, Jânio e Haroldo; Paulo César, Alexandre Lopes e Delem; Carlinhos Preta Cássio (Miel) e Tóti. Técnico: Luís Carlos Martins.

União Agrícola 1×0 Comercial
Local: Estádio Antônio Guimarães – Santa Bárbara d’ Oeste.
Juiz: Silas Santana
Renda: Cr$ 1.504.500,00
Público: 2.916 pagantes.
Gol: Barbosa 42 do 1°.
Cartões amarelos: Birigui, Édson Oliveira, Vanderlei, Barbosa e Pianelli.
Cartões vermelhos: Carlão e Miranda.
União Agrícola: Birigui, Joãozinho, Edson Oliveira, Miranda e Du; Vanderlei, Rodney (Kavasek) e Careca; Barbosa, Celso Luís (Vander) e Chulapa. Técnico: José Carlos Serrão.
Comercial: Rogério, Valdo, Carlão, Edson Fumaça e Ruben Furtembach; Odair, Pianelli (Marcelo Telinha), Nilson e Júlio César (Volnei); Paulinho Taiúva e Marquinhos. Técnico: Afrânio Riul.

12.12.1993

Paraguaçuense 4×1 União Agrícola
Local: Estádio Municipal Carlos Affini – Paraguaçu Paulista
Juiz: Oscar Roberto de Godói
Renda: Cr$ 2.695.000,00
Público: 4.944
Gols: Cássio 33 e 40, Dicão 47 do 1°; Cássio 30 e Delém 44 do 2°.
Cartões amarelos: Careca, Celso Luis, Haroldo, Miel e Cássio.
Cartão vermelho: Du.
Paraguaçuense: Silvio, Carlos Alberto, Carlão, Jânio e Haroldo; Paulo César, Miel e Delém; Carlinhos Preta, Cássio e Toti (Fabinho). Técnico: Luis Carlos Martins.
União Agrícola: Birigui, Joãozinho, Edson Oliveira, Kavasek e Du; Paulo Ben, Careca (Esquerdinha) e Vânder; Barbosa, Dicão (Celso Luis) e Chulapa. Técnico: José Carlos Serrão.

Comercial 2×0 Francana
Local: Estádio Francisco de Palma Travassos – Ribeirão Preto
Juiz: Dagoberto Teixeira
Renda: Cr$ não informada
Gols: Júlio César 24 do 1°; Silvinho 49 do 2°.
Cartões amarelos: Pedrinho, Édson Fumaça, Júlio César, Géia, Ruben Furtembach, Mauricio e Miguelzinho.
Comercial: Rogério, Valdo, Nilson, Edson Fumaça e Ruben Furtembach; Odair, Pianelli e Júlio César (Pereira); Miguelzinho (Marquinhos), Silvinho e Marcelinho. Técnico: Afrânio Riul.
Francana: Castro, Gérson, Maurício, Paulo Marcelo e Serginho; Luis Alberto (Valmir), Geia e Índio (Donizete); Carlos Alberto, Loca e Pedrinho. Técnico: Nelson Martins

O Esporte Clube Paraguaçuense de Paraguaçu Paulista sagrou-se Campeão Paulista – Divisão Intermediária de 1993.

Fonte: Gazeta Esportiva, Folha de São Paulo, Jornal D’Oeste – Santa Barbara

Ferroviária de Araraquara (SP): 62 anos de existência

Ferroviária de Araraquara: 62 anos de existência
Neste 12 de abril de 2012, a Ferroviária de Araraquara completa 62 anos e tem uma bela história nos registros do futebol.

Com o declínio acentuado do sistema ferroviário no Brasil, as agremiações de futebol que nasceram com ligação estreita junto às ferrovias acabaram sucumbindo.
Tivemos boas representações que fizeram história no futebol mas que não resistiram às transformações marcadas pelo tempo. Vide Ferroviária de Assis, Botucatu e Pindamonhangaba, para ficarmos no âmbito paulista. Esses clubes têm um histórico de respeito, mas não se sustentaram.

A Ferroviária de Araraquara, apesar das muitas e aflitivas situações de dificuldade manteve-se em atividade, fazendo frente às adversidades e tendo como trunfo maior a força do seu nome, pela rica história que criou. A Ferroviária de Esportes, querida de muita gente, foi a primeira a afrontar os clubes grandes, tornando-se também grande no final dos anos 50 e nos anos 60.

Camisa da AFE em exposição no Museu da Arena da Fonte - Araraquara/SP

Jogando um futebol técnico e vistoso, a Ferroviária fez com o Santos F.C. o clássico da técnica. Era o jogo mais bonito de ser visto.

“Sparrring” da Seleção Brasileira

Folha de São Paulo 30-04-1962

Era tão técnico e tão bonito o futebol afeano que os próceres do futebol nacional escolheram-na, em 1962, para servir de “sparring” da Seleção Brasileira.
Assim, no dia 29 de abril de 1962, há 50 anos, a Ferroviária de Araraquara ajudou a Seleção Brasileira nos preparativos que culminaram com a conquista do bicampeonato mundial no Chile.
Tendo por local a cidade de Serra Negra (SP), a Ferroviária atuou dois períodos de 40 minutos contra o Selecionado Nacional, empatando o primeiro período em 0 x 0 com a Seleção Azul (Reservas). Formações:
Seleção Azul – Castilho; Jair Marinho, Mauro, Calvet e Altair; Zequinha e Mengálvio; Jair, Quarentinha, Amarildo e Germano.
Ferroviária – Toninho; Ismael, Antoninho, Mário e Zé Maria; Dudu e Bazzani; Peixinho (Mateus), Laerte, Aurélio e Benny.
O outro período de 40 minutos reuniu a Seleção Brasileira (Amarela) e a Ferroviária. Os titulares do Brasil venceram por 2 a 0, gols assinalados por Didi, ambos de bola parada: aos 5’, de pênalti, e aos 25’, de falta.
Seleção Amarela – Gilmar; Djalma Santos, Belini, Jurandir e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.
Ferroviária – Toninho; Ismael, Antoninho, Rodrigues e Zé Maria; Dudu e Bazzani; Mateus, Laerte, David e Benny.
A arbitragem foi de Domingos de Marco (FPF), a renda somou Cr$ 1.697.700,00 e o público pagante foi de 5.034.
Portanto, num dia como o de hoje – 12 de abril – há 62 anos, era fundada a Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara; e há exatos 50 anos, no mês de abril, a Ferroviária servia de “sparring” à Seleção do Brasil.

Fontes:
Folha de São Paulo
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

VASCO F.C. – SANTOS/SP

 

Em 29 de junho de 1943, um grupo de esportistas moradores da rua Torres Homem quase esquina com Av. Senador Dantas no bairro do Macuco resolveram criar uma equipe para a pratica de futebol . Liderados pelo Sr. Machado, cidadão português de nascimento, torcedor do C.R. Vasco da Gama do Rio de Janeiro, escolheram esse nome para o time, e para diferenciarem de outros times já existentes em Santos fundaram o Vasco Futebol Clube.

Naquele tempo uma grande área entre a Av. Pedro Lessa e a Av. Epitácio Pessoa , próximos ao canal 5, ficara desocupada das chácaras ali existentes e foram sendo construídos vários campos de futebol. Machado e sua turma se uniram em mutirão em suas horas de folga e com foices e enxadas nas mãos prepararam aquele que por mais de trinta e cinco anos seria o seu campo de futebol.

Tradicional clube da nossa várzea, o Vasco F. C. participou de vários torneios acontecidos em Santos, sempre com boas equipes, disputando a final em várias ocasiões, e com vitórias como as do Torneio da Amizade O Diario no ano de 1964, contra as equipes amadoras do Santos F. C. ( na época com Clodoaldo, Edú, Pardal, Vicente, Negreiros, Caneco, todos em inicio de carreira), Jabaquara A.C., A.A. Portuguesa, S.E. Barreiros, Itapema, Bandeirantes do Casqueiro e A.F. Cosipa. Os jogos aconteceram nas preliminares dos jogos da segunda divisão quando a Portuguesa foi campeã em cima da Ponte Preta. Foi também campeão do Torneio de seleções dos Bairros em 1965 e campeão varzeano em 1975.

A partir dos anos 60, já sob o comando de Manduca, seus jogadores eram oriundos dos moradores da Praça Joaquim Murtinho, próxima ao campo.

FONTE:

http://www.varzeasantista.com/equipes/vasco-futebol-clube/vasco-futebol-clube/