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Amistoso Nacional de 1984: Seleção Potiguar e Flamengo (RJ) empataram em 2 a 2, em Natal (RN)  

Pré-jogo: como chegaram cada equipe

Desfalcado de Andrade e Tita, o Flamengo, entregues ao departamento médico, iniciou uma série de amistosos, diante da Seleção do Rio Grande do Norte. O interesse do público potiguar é dos maiores e a previsão de renda é de Cr$ 70 milhões, o que estabeleceria o novo recorde do futebol local.

A Seleção do Rio Grande do Norte, dirigido por Ivan Silva, que estreou nesse jogo, contou com jogadores do ABC, América e Alecrim. A base será do ABC, que cumpriu campanha razoável na Copa do Brasil. Os jogadores mais destacados eram Marinho, Silva e Didi Duarte.

São 50.500 ingressos à venda

Foram colocados à venda 50.500 ingressos (se todos forem vendidos vai gerar a cifras de Cr$ 126 milhões, o que será recorde absoluto em todo o Nordeste), sob a responsabilidade de distribuição de José Jerônimo, da Fenat, atual diretor de futebol do ABC, que tem o seguinte esquema de vendas:   

SETORESVALORQUANTIDADE
Especiais (homens)Cr$ 6 mil1 mil ingressos
Especiais (mulheres)Cr$ 4 mil500 ingressos
Numeradas (homens)Cr$ 4 mil3 mil ingressos
Numeradas (mulheres)Cr$ 2 mil1 mil ingressos
Arquibancadas (homens)Cr$ 3 mil35 mil ingressos
Arquibancadas (mulheres/ crianças)Cr$ 1 mil10 mil ingressos
Leandro, que acabou expulso ainda no final do primeiro tempo, do lado de Joãozinho (Potiguar), que não entrou no jogo.

Arbitragem polêmica, expulsão e um empate em dois gols

Um gol de Júnior aos 44 minutos do segundo tempo, aproveitando um passe do goleiro Fillol, que saiu da área para evitar o gol adversário, deu empate ao Flamengo em 2 a 2, ontem à noite (23/05/84), contra a Seleção Potiguar, no Estádio Castelo Branco (inaugurado em 04/06/72, alterou o nome em 1989 para Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, Machadão), em Natal (RN).

O Flamengo jogou com 10 jogadores desde os 42 minutos do primeiro tempo, pois Leandro foi expulso, após ofender o árbitro. Este, aliás, foi o maior problema enfrentado pela equipe carioca, que, segundo o presidente rubro-negro George Helal, “Só não abandonou o campo no intervalo por respeito ao público”.

O Flamengo começou bem no jogo, teve um gol anulado de Bebeto e foi surpreendido aos 39 minutos por um gol de Silva, em falha da defesa. Três minutos depois, Leandro reclamou de uma falta que sofreu e foi expulso. A partida, então, ficou paralisada por cinco minutos.

Na etapa final, o Flamengo buscou o empate, mesmo com arbitragem sendo contra. Bebeto grande nome do jogo, empatou aos 21 minutos, mas aos 34 minutos Marinho pós o time local em vantagem. E o Flamengo não levou mais gols por que Fillol fez uma série de grandes defesas, até cortar sua atuação com o passe para o gol de Júnior.

Foto tirada um dia antes da partida

SELEÇÃO POTIGUAR      2          X         2          C.R. FLAMENGO (RJ)

LOCALEstádio Castelo Branco, “Castelão”, em Natal (RN)
CARÁTERAmistoso Nacional de 1984
DATAQuarta-feira, do dia 23 de maio de 1984
HORÁRIO21 horas e 15 minutos (de Brasília)
PÚBLICONão divulgado
RENDACr$ 26 milhões
ÁRBITRONildeme Antunes (FNF)
AUXILIARESWilson da Conceição (FNF) e Anecildo Batista de Carvalho (FNF)
4º ÁRBITROJackson Inácio (FNF)
CARTÃO VERMELHOLeandro (Flamengo)
SELEÇÃO POTIGUARÍndio; Saraiva, Lúcio Sabiá, Sérgio e Wassil; Baltazar, Marinho e Didi Duarte (Dedé de Dora); Odilon (Gilson Lopes), Silva e Severino. Técnico: Ivan Silva.
FLAMENGOUbaldo Fillol; Leandro, Figueredo, Mozer e Júnior; Bigu, Lico (Heitor) e Bebeto; Lucio (João Paulo), Edmar e Adílio. Técnico: Cláudio Garcia.
GOLSSilva aos 39 minutos (RN), no 1º Tempo. Bebeto aos 21 minutos (Flamengo); Marinho aos 34 minutos (RN); Júnior aos 44 minutos (Flamengo), no 2º Tempo.

Colaborou: Adeilton Alves

FOTO: Acervo de Jomar Aprígio Vieira Aprígio

FONTES: Diário de Natal (RN) – Jornal dos Sports (RJ)

No dia que Roberto Rivellino jogou no ABC de Natal (RN), no amistoso contra o Vasco da Gama (RJ), em 1979

Roberto Rivellino faturou 100 mil cruzeiros para vestir a camisa do ABC de Natal

A grande atração do amistoso nacional, entre ABC e Vasco da Gama foi o craque Roberto Rivellino (ex-jogador do Fluminense Football Club e Al Hilal, da Arábia Saudita). Para esse jogo, o “Patada Atômica” recebeu a quota de Cr$ 100 mil, livres de despesas, além de passagens e estadas para ele e a esposa Maysa Gazzola, pagas pelo ABC.

O técnico Ferdinando Teixeira acertou com Rivellino sua participação no treino de terça-feira (03 de Julho de 1979), para que o craque tenha o mínimo de entrosamento com o time. “Trata-se de um amistoso, mas pretendemos derrotar o Vasco para dar animo à equipe. Fomos campeões do primeiro turno e não podemos cair de produção“, afirmou Ferdinando Teixeira.

Curiosidades do Vasco da Gama para esse jogo

A Delegação do Clube de Regatas Vasco da Gama, seguiu para Natal às 9 horas, da terça-feira, do dia 03 de Julho de 1979, no avião da Transbrasil, onde fez escalas em Salvador/BA e Recife/PE. Pelo jogo, o Vasco recebeu a cota de Cr$ 300 mil cruzeiros.

Foi chefiada por Paulo Neri Garcia (Vice-presidente de futebol), Emílson Pessanha (Supervisor), Edmundo Filho (Coordenador), Oto Glória (treinador), Raul Carlesso (preparador físico), Eduardo “Pai” Santana (Massagista), Severino (Roupeiro), além dos 17 jogadores:

Emerson Leão, Paulinho II, Abel, Gaúcho, Marco Antônio, Dudu, Helinho, Toninho Vanusa, Wilsinho, Roberto Dinamite, Artino, Jair, Argeu, Paulo César, Carlos Alberto Garcia, Geraldo e Jader.

Ao desembarcar em Natal, às 13h40min., a delegação ficou hospedada no Hotel São Francisco (anteriormente a primeira informação era de que o local seria no Hotel Ducal), no bairro do Alecrim, em Natal/RN.

No dia após o jogo, na quinta-feira, após o almoço, o grupo seguiu de ônibus especial, para João Pessoa (PB), onde no dia seguinte, o Vasco enfrentou a Seleção Paraibana, às 16h30min., dentro do programa de festividade da capital da Paraíba. Para essa partida, o Vasco recebeu a quota de Cr$ 400 mil cruzeiros.         

O treinador vascaíno não pode contar com Guina, Paulinho e Orlando Lelé. Os dois primeiros foram convocados para a Seleção Brasileira de Novos. Já ó último ainda sentia um desconforto na virilha e ficou no Rio fazendo tratamento para se recuperar da lesão.   

EM PÉ (esquerda para a direita): Cláudio Oliveira, Baltazar, Carpinelli, Carlos Augusto, Vuca e Domício;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Tinho, Dentinho, Roberto Rivellino, Danilo Menezes e Berg.

Preços dos ingressos

O promotores do jogo, mandaram confeccionar 47.500 mil ingressos, de arquibancadas ao preço de Cr$ 50,00; Gerais em Cr$ 25,00; numeradas no valor de Cr$ 100,00 e especiais no valor de Cr$ 200,00.   

Jogo: ABC de Natal e Vasco ficaram no empate

Em noite de festa para o público de Natal, na quarta-feira, do dia 04 de Julho de 1979, com a presença de Roberto Rivellino jogando pelo time da casa, o ABC e Vasco empataram em 1 a 1, com gols de Roberto Dinamite aos 43 minutos do primeiro tempo, e Noé Soares, aos seis minutos da etapa final.

O técnico do Vasco, Oto Glória promoveu o juvenil Artino na ponta esquerda e o garoto agradou em cheio, demonstrando personalidade e fazendo uma série de boas jogadas, tentando sempre a linha de fundo para os cruzamentos.  

A maior estrela do espetáculo foi Rivellino, que vestiu a camisa nº 10 do ABC. O Reizinho mostrou que ainda era um dos maiores jogadores do mundo. O momento ruim, aconteceu aos 32 minutos, quando o ponta-direita Wilsinho, “O Xodó da Vovó“, deu uma entrada violenta em Dentinho e acabou sendo expulso, deixando o Vasco com um a menos.  

Mesmo assim, o Vasco abriu o placar aos 43 minutos, com Roberto Dinamite mandou um balaço no ângulo superior esquerdo, sem chances para o goleiro Carlos Augusto, que viu a bola morrer no fundo das redes.

Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco, o “Castelão”

Na etapa final, foi emocionante, o ABC voltou com tudo, querendo mudar o marcador, aproveitando estar com um jogador a mais, chegou ao empate logo aos 6 minutos, Noé Soares, recebeu a bola nas costas do zagueiro Gaúcho e chutou sem chances de defesa para Emerson Leão.    

O ABC criou algumas boas chances de virar o jogo, mas o Vasco, na raça, soube segurar o marcador até o fim. O jogo amistoso, aconteceu no Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco, o “Castelão” (em 1989, alterou o nome para Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o “Machadão”).

Rivellino e Carpinelli

ABC DE NATAL (RN)       1          X         1          VASCO DA GAMA (RJ)

LOCALEstádio Humberto de Alencar Castelo Branco, o “Castelão”, em Natal (RN)
CARÁTERAmistoso Nacional
DATANa quarta-feira, do dia 04 de Julho de 1979
HORÁRIO21 horas (de Brasília)
RENDACr$ 1.174.725,00
PÚBLICO23.185 pagantes
ÁRBITROJáder Correia (FNF)
AUXILIARLuís Meireles (FNF) e Afrânio Messias (FNF)
CARTÃO VERMELHOWilsinho (Vasco da Gama)
ABCCarlos Augusto; Vuca, Domício, Cláudio Oliveira e Carpinelli; Baltazar, Danilo Menezes e Rivellino (Noé Soares); Tinho, Dentinho e Berg. Técnico: Ferdinando Teixeira
VASCOEmerson Leão; Paulinho II, Abel, Gaúcho e Marco Antônio; Carlos Alberto Garcia, Helinho e Dudu; Wilsinho, Roberto Dinamite e Artino (Toninho Vanusa). Técnico: Oto Glória
GOLSRoberto Dinamite aos 43 minutos (Vasco), no 1º Tempo. Noé Soares aos 6 minutos (ABC), no 2º Tempo.

Colaborou: Adeilton Alves

FOTOS: Acervos de Zuzuarte – Válberson Sousa – Galdino Silva

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Diário de Natal (RN)

O último jogo do “Furacão da Copa” pelo Botafogo foi na terra da scheelita

No segundo semestre do ano de 1981, Jairzinho voltou ao Botafogo/RJ, com 37 anos, após temporada na Bolívia onde foi campeão e artilheiro pelo Jorge Willsterman.  Sua reestreia ocorreu num insosso 0 x 0 com o América, pelo Campeonato Carioca.

O garoto que começara como gandula em General Severiano ainda em 1958, que fora tricampeão juvenil em 1961/62/63 e nesse ano ingressara no elenco profissional e lá permaneceu até 1974, quando foi vendido para o futebol francês, retornava a sua casa para encerrar a carreira como jogador profissional.

Já não tinha mais a mesma velocidade que caracterizaram suas arrancadas e os dribles rápidos, mas a maturidade do veterano que conhece os atalhos do campo, sem precisar correr mais do que a bola.

Eliminado do icônico Campeonato Carioca de 1981, decidido por Flamengo x Vasco, o Botafogo/RJ fez excursão pelo Rio Grande do Norte disputando 03 (três) jogos. No elenco, jovens jogadores que sempre eram lembrados nas convocações de Telê Santana para a seleção como o goleiro Paulo Sérgio, o lateral-direito Perivaldo e o meio-campo Rocha, além do craque Mendonça que, em 1993, abrilhantou o campeonato potiguar jogando pelo América. Porém, o nome mais expressivo era o de Jairzinho, “o Furacão da Copa”.

A série de jogos do “Glorioso” no RN começou com o Baraúnas, em Mossoró, partida que terminou empatada, sem gols, no dia 1º.12.1981 .

O segundo jogo foi no dia 03.12.1981, quando enfrentou o América que havia acabado de conquistar o tricampeonato Estadual. Essa partida representou o encerramento da temporada de jogos em Natal, servindo também para o Botafogo pôr a faixa de campeão no América e premiar os melhores da temporada. O gaúcho Norival (AME), foi o melhor jogador do Estadual/1981 e Sandoval (AME), o artilheiro com 14 gols. A partida terminou com a vitória alvirrubra por 1×0, gol do centroavante Miltão.

Com a desistência do Ceará/CE em realizar o amistoso antes acertado, o hoje deputado Luiz Antônio “Tomba” Farias, que à época era o diretor de futebol do Potyguar, assumiu a promoção e levou o amistoso para a terra da scheelita, sendo o “Fogão” a primeira e até hoje única equipe do RJ/SP a jogar na cidade, fazendo um jogo para ficar na história.  

Assim, no dia 06.12.1981, um domingo, dia destinado ao futebol, enquanto o Brasil inteiro aguardava a Rede Globo de Televisão transmitir a terceira e última partida da final do Campeonato Carioca, vencida pelo Flamengo por 2×1, no famoso jogo em que o ladrilheiro Roberto Passos Ferreira invadiu o gramado para esfriar uma possível reação cruzmaltina, a cidade de Currais Novos parou para receber o Botafogo de Futebol e Regatas jogar amistosamente contra o Potyguar.      

Como o Estádio Coronel José Bezerra ainda não tinha refletores, a partida foi iniciada às 15h para aproveitar a iluminação natural. Jogo de casa cheia, com grande torcida do alvinegro na região, tendo a organização do evento colocado cadeiras na lateral do campo e cobrado um valor mais alto para os que podiam pagar e estar mais próximos dos jogadores.

“Foi um jogo importante para a gente e jogamos com mais cuidado, mesmo sendo festa. E para mim em especial que estava diante do time que eu torço e do meu maior ídolo, que é Jairzinho”, lembra o goleiro Souza, revelando-se botafoguense. 

E em Currais Novos ocorreu a única vitória do Botafogo na breve excursão pelo Rio Grande do Norte. O Botafogo começou ganhando logo aos 33 segundos de jogo, com Mendonça aproveitando um cruzamento da esquerda e empurrando para o gol. A equipe da casa empatou aos 5 minutos, após grande jogada de Luciano driblando Perivaldo e o goleiro Paulo Sérgio, sobrando a bola para Dedé de Dora mandar para o gol, incendiando a torcida local. Porém, o “bigodudo” Jerson fez 2×1, aos 12 minutos, dando números finais ainda no primeiro tempo, embora o jogo tenha sido muito movimentado. 

Luciano, que naquele dia jogou de ponta-esquerda, foi escolhido o melhor em campo, recebendo um cheque e um moto-rádio.

“Eu fui escolhido pela imprensa como o melhor jogador da partida. Fiquei muito satisfeito com os presentes que ganhei. O pessoal daqui diz que eu dei uma canseira em Perivaldo”, diz sorrindo o jogador Luciano, que junto com Souza, Paulo, Jorge Calaça e Dedé de Dora eram os jogadores oriundos da Região Seridó. 

Porém, todos que estavam no estádio confirmam que uma falta cobrada pelo lateral-esquerdo Dato, tipo escanteio de mangas curtas, entrou, tendo Paulo Sérgio, à época convocado para a seleção brasileira, tirado a bola depois de ter passado da linha de gol. O árbitro Antonio Lira, por não ver a bola entrar, invalidou o gol.  

Ao longo de sua história o Potyguar recebeu outros clubes do futebol brasileiro em seus domínios, mas essa partida em especial tem todo um valor, seja porque foi o primeiro dos chamados grandes e tradicionais clubes brasileiros a jogar na cidade, seja porque terminou se transformando no jogo de despedida de Jairzinho, “o Furacão da Copa”, como jogador de futebol envergando a mística camisa alvinegra da estrela solitária. Pelo Botafogo foram 413 (quatrocentos e treze) partidas e 186 (cento e oitenta e seis) gols.   

Há quem diga que a história não joga, só está nos livros. Não está certo. A história tem um peso na definição dos momentos. E coube a cidade de Currais Novos, terra dos minérios, receber aquela que foi a derradeira partida de uma pedra preciosa cunhada em General Severiano e que se tornou uma verdadeira joia do futebol brasileiro e mundial.

Quase 03 (três) meses depois, já sem clube, Jairzinho fez a sua última partida pela seleção brasileira. Em 03.03.1982, contra a Tchecoslováquia, recebeu a justa homenagem pelo que fez pelo futebol brasileiro e despediu-se jogando 11 minutos, recebendo uma miniatura da taça Jules Rimet e saiu de campo aplaudido de pé, no Morumbi. Não disputava uma partida pela seleção desde 1976, no amistoso contra o Flamengo em homenagem ao atacante Geraldo, falecido poucos dias antes.

Na foto que ilustra a postagem, as duas equipes unidas posam antes do início da partida. Em pé: Paulo, Luiz Antonio “Tomba” Farias (diretor de futebol), Souza, Lima, Ednaldo, Ademir Lobo, Sonildo, Gaúcho, Dato, Gilmar, Jorge Calaça, Perivaldo, Humberto Gama (Pte da Liga Curraisnovense de Futebol) e Iremar Alves (radialista). Agachados: Mendonça, Dedé de Dora, Gilson Lopes, Jerson, Naldo, Rocha, Paulo Sérgio, Luciano, Edson, Almir, Jairzinho e Diá (massagista)  

FICHA TÉCNICA:

Jogo: Potyguar-CN 1 x 2 Botafogo/RJ

Data: 06.12.1981

Local: Estádio Coronel José Bezerra

Público: 2 mil pessoas

Renda: Cr$ 2.000.000,00 (dois milhões de cruzeiros) (aproximadamente 170 salários mínimos da época).

Juiz: Antônio Lira

Gols: Mendonça (33 seg), Dedé de Dora (5 min) e Jerson (12 min)

POTYGUAR: Souza; Paulo, Ednaldo, Sonildo e Dato; Calaça (Gilvan), Naldo (Ramos) e Dedé de Dora; Almir (Curió), Gilson Lopes e Luciano. Técnico: Petinha

BOTAFOGO: Paulo Sérgio; Perivaldo, Gaúcho, Lima e Gilmar; Rocha, Mendonça e Ademir Lobo; Edson, Jairzinho e Jerson. Técnico: Paulinho de Almeida

FONTE: Portal Grande Ponto – pesquisa: Kolberg Luna

Centenário Esporte Clube – Parelhas (RN): Três participações na 2ª Divisão Potiguar

O Centenário Esporte ClubeCentenário de Parelhas” é uma agremiação do município de Parelhas (RN). A sua Sede está localizada na Rua José Roque, s/n, no Centro, em Parelhas.

O clube manda os seus jogos no Estádio José Nazareno do Nascimento, o “Nazarenão“, com capacidade para 7 mil pessoas, localizado no município de Goianinha. O “Azulão do Seridó” foi Fundado na quinta-feira, do dia 19 de Janeiro de 1956. Porém, só deu início as atividades futebolistas oito anos depois da sua fundação, na quarta-feira, do dia 04 de março de 1964.

O clube surgiu no futebol amador e nele obteve destaque, na região seridó, ganhando a alcunha de “O Papão de títulos do interior” conquistando títulos importantes como o tricampeonato interiorano de futebol em 1988, 1989 e 1990, a maior competição amadora do estado na época.

O time Seridoense teve quatro títulos de campeão (1968, 1988, 1989 e 1990) e dois vice-campeonatos (1985 e 1987) do Matutão. A equipe comandada sempre pelo saudoso Hélcio Jacaré, comandou o futebol do interior na década de 80.

Mané Garrincha jogou pelo Potiguar

Um dos maiores jogadores de todos os tempos do futebol brasileiro e mundial Mané Garrincha vestiu a camisa do Potiguar nos anos 70, para disputar um amistoso contra o seu maior rival na época o tradicional Centenário de Parelhas.

Celeiro de craques

​O clube revelou grandes craques ao longo dos anos, muitos se tornaram profissionais e obtiveram sucesso em clubes da região e outros, chegaram até ser campeão Brasileiro por grandes clubes como Corinthians em 1998, como foi o caso do atacante Didi. Além dele, teve Canteiro, Didi Potiguar, Elian, Evilásio, Hermes, Júnior Potiguar, Luiz Eduardo, entre outros. 

Clube jogou a Segundona Potiguar

O Centenário de Parelhas foi filiado a FNF (Federação norte-rio-grandense de Futebol) entre  o 2010 e 2011. Após comprar o CNPJ do Vênus Esporte Clube se profissionalizou e disputou três Campeonatos  da Segunda Divisão estadual: 2010 (jogando como Vênus Esporte Clube), 2011 e 2019, contudo nunca chegou na elite. Sem apoio financeiro foi desfiliado da FNF.

Em 03 de agosto de 2016, o  Presidente do clube da gestão anterior, Sr. Francisco De Sales Valentim, iniciou tratativas para a cessão permanente do clube aos interessados em realizarem a refiliação e conseqüentemente a retomada das atividades.

Reestruturação

Fechada essas negociações e, no primeiro semestre de 2019, os Srs., Jean Lima Pinheiro e Alexandre de Souza, realizaram a refiliação – com recursos próprios –  junto  a Federação Norte-rio-grandense de Futebol, e anunciaram a sua volta  a Segunda Divisão/Sub-19  potiguar no 2º semestre de 2019.

​Porém no mesmo ano em questão, ocorreram algumas divergências no clube por parte de alguns diretores que criaram resistência em seguir os modelos de gestão  e modernização, implantadas pelo presidente e gestor Jean Pinheiro.

​Após reunião realizado em 10 de agosto de 2019, a qual foi convocada para definir os destinos da então comissão técnica, contratada aleatoriamente por  membros dessa diretoria sem contar com a anuência do Presidente do Clube.

Por este motivo o Presidente (Jean Pinheiro), encaminhou através de e-mail junto à Federação de Futebol Norte Rio-grandense, o comunicado de seu afastamento da presidência do clube, no  de 10 de agosto de 2019 à 31 de Janeiro de 2020.

Sendo assim, passou todas as responsabilidades para quem conduziu esses trabalhos, uma vez que não assinou nenhum tipo de contrato elaborado nessa gestão. Todas as responsabilidades (fiscais, tributarias e jurídicas)  do clube nesse perdido ficaram a cargo dos diretores nomeados para tal, Alexandre de Souza, Marcos Antônio do Nascimento e Francisco de Sales.

​Em 2020 com o retorno do presidente Jean Pinheiro, a suas atribuições, o clube iniciou  uma reformulação estrutural e administrativa, com ações a serem realizadas tanto a distância como “no Local” com parcerias, alianças e intercâmbios, dando oportunidades aos jovens a realizarem seu anseios no futebol ou em outros atividades.

Como é o caso de estudarem em países como Estados Unidos e Canadá. Tem como principal objetivo a construção de um modero centro de treinamento para que o time seja reconhecido como formador de jogadores.

Ou seja, formar atletas de alto nível para o futebol Nacional e Internacional, com descobrimento e desenvolvimento do talento do atleta e também  a sua formação como cidadão. As categorias de base do Centenário Esporte Clube são formadas por atletas entre ​14 e 20 anos.

No mesmo ano, a atual diretoria, composta pelo Presidente (Jean Pinheiro), Vice-presidente (Alexandre Souza) e (CEO) Diretor Executivo: Wallace Alcântara, já realizou o desenvolvimento da nova website do clube, através de recursos próprios para reformulação da logo antiga e a construção de uma nova logo como mascote. Também concretizou parcerias com clube na Rússia, centro de treinamento na África e no Brasil com a Investimentos Rio Soccer United.

Colaborou: Adeilton Alves

FONTES: Terradaxelita com informações do Diário de Natal – Marcos Trindade – Jaílson e atletas da época – Site do clube

Centro Sportivo Itajaense (CSI) – Itajá (RN): revelou Souza, ex-seleção brasileira e Sinha, ex-seleção mexicana

O Centro Sportivo Itajaense (CSI) é uma agremiação do Município Itajá, situado na microrregião do Vale do Açu no interior do estado do Rio Grande do Norte. A sua Sede está localizada na Avenida João Manoel Pessoa, nº 179, no bairro Iguaraçú, em Itajá (RN).

Foto da Sede em 2012

Foi Fundado às 19 horas, do domingo, no dia 15 de Março de 1959, no salão do grupo rural, que contou com a presença de 64 pessoas, no Centro Social de Itajá. A equipe manda os seus jogos no Estádio Manoel Argemiro Lopes, o “Argemirão”, com capacidade para 3 mil pessoas.

Na 3ª reunião, às 19 horas, do domingo, no dia 12 de abril de 1959, foi constituída a 1ª Diretoria, formada pelas seguintes pessoas:

Presidente – Manoel Argemiro Lopes;

Tesoureiro – Francisco Santiago Lopes;

Diretor de Esporte – Manoel Egídio Pessoa;

Secretária – Silvânia Pessoa;

A 1ª partida do CSI, aconteceu no domingo, do dia 03 de Maio de 1959, quando goleou pelo placar de 5 a 1, o Centro Ipanguassu. De lá pra cá o CSI como o clube é um dos clubes mais tradicionais do interior potiguar.

“O Papa títulos”

distintivo atual

No Campeonato Citadino, o Itajaense possui 15 títulos. Sendo o maior campeão de uma das maiores competições do futebol amador do estado, a tradicional Copa Oeste, organizada pela Liga Desportiva Mossoroense (LDM), e que reuni as principais equipes da região Oeste e Vale do Açu.

O CSI foi seis vezes campeão da Copa Oeste nos anos de 1990, 1991, 2001, 2003, 2004 e 2009. O Itajaense também foi vice-campeão do maior campeonato amador do Rio Grande do Norte, o famoso MATUTÃO, em 1989 perdendo a final para o tradicional Centenário Esporte Clube de Parelhas.

Celeiro de craques em nível nacional e internacional

Meia Souza

O CSI também se destaca muito no futebol potiguar, por revelar muitos jogadores para clubes profissionais do Rio Grande do Norte, Brasil e do Mundo. Destaque para José Ivanaldo de Souza, mais conhecido como Souza (Itajá6 de junho de 1975), que teve uma passagem vitoriosa pelo Corinthians (SP), São Paulo (SP), Athletico Paranaense (PR) e América de Natal (RN), sendo um dos maiores ídolos do clube natalense em todos os tempos. E atuou ainda pela Seleção Brasileira, Flamengo (RJ), Atlético Mineiro (MG), Rio Branco de Americana (SP) e Krylya Sovetov (Rússia).

Sinha, defendendo as cores do Deportivo Toluca (MEX)

Outro atleta de grande destaque é Antonio Naelson Matías, Sinha que jogou no futebol mexicano no Real Saltillo, Monterrey, Toluca e Querétaro. Inclusive no Querétaro chegou atuar ao lado do Ronaldinho Gaúcho. Também jogou a Copa do Mundo de 2006 pela Seleção Mexicana. Lembrando que Sinha e Souza tem parentesco, uma vez que são primos.

No Brasil, atuou na Desportiva Ipanguaçú (RN), Rio Branco, de Americana (SP); e América de Natal. Neto Matias, irmão de Sinha também é outra grande revelação do CSI. Foi o treinador da histórica campanha do Potyguar de Currais Novos no vice-campeonato Potiguar de 2009. Outras revelações do clube de destaque foram Bebeto, Gilson Lopes e muitos outros.

O técnico Neto Matias, irmão de Sinha

FOTOS: Tribuna do Norte – página do Facebook “Antonio Naelson Sinha”

FONTES: Adeilton Alves – blog História do Futebol Potiguar

Associação Esportiva Calouros do Ar – Mossoró (RN): Revelou o craque Nonato

A Associação Esportiva Calouros do Ar foi uma agremiação da cidade de Mossoró (RN). O Tricolor Mossoroense foi Fundado na terça-feira, do dia 29 de Setembro de 1981. As suas cores: vermelho, azul e branco.

A sua Sede ficava na Rua Jerônimo Rosado, nº 70, no Centro de Mossoró. Bicampeão do Campeonato Mossoroense em 1984 e 1988, organizado pela Liga Mossoroense de Desportos (LMD). Em 1985, o Calouros chegou a ficar 62 jogos de invencibilidade.

Foto de 1986: A.E. Calouros do Ar

Uma curiosidade é que o lateral-esquerdo Nonato foi revelado no Calouros do Ar. Raimundo Nonato da Silva se transferiu para o Baraúnas, em 1985. Três anos depois foi para o ABC de Natal. Teve uma passagem rápida no Pouso Alegre Futebol Clube (MG), em 1990.

No mesmo ano foi para o Cruzeiro, onde ficou por sete temporadas. Nesse período, chegou a Seleção Brasileira, em 1993. Nonato ainda teve passagens pelo Fluminense-RJ (1998-99); Etti Jundiaí-SP (1999); Vila Nova-GO (2000); Ipatinga-MG (2000) e América de Natal (2002).

Raimundo Nonato da Silva, Cruzeiro (Photo by Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images)

Desenho do escudo, uniforme e texto: Sérgio Mello

Colaborou: Adeilton Alves

FOTO: Acervo de Jota Nobre

FONTES: Wikipédia – Diário de Natal (RN) – Jota Nobre

Centro Esportivo e Atlético – Ceará-Mirim (RN): Campeão invicto da Segundona Potiguar de 1947

O Centro Esportivo e Atlético é uma agremiação do município de Ceará-Mirim, que fica a 33 km da capital (Natal) do Rio Grande do Norte. A sua Sede fica localizada na Rua Manoel Varela, nº 398, no Centro da cidade. Fundado na terça-feira, do dia 02 de Janeiro de 1934, e, no começo de 1953, alterou o nome para Centro Esportivo Cultural.

Na esfera profissional, o Centro Esportivo e Atlético disputou o Campeonato Potiguar da Segunda Divisão de 1947, organizado pela Federação Norte-Rio-Grandense de Desportos (FND).

E, o Centro Esportivo e Atléticonão se fez de rogado“, e sagrou campeão de forma Invicta! A campanha somou 11 vitórias e um empate, nas 12 partidas realizadas. A competição contou com a participação de 12 clubes:

Centro Esportivo e Atlético (Ceará Mirim);
Cruzeiro Futebol Clube (Macaíba);

Mauá Futebol Clube (Natal);

Extremoz Esporte Clube (Extremoz);

Onze Futebol Clube (Natal);
Guarani Futebol Clube (Macaíba);
Potengi Recreativo Clube (Natal);
São Paulo Futebol Clube (Macaíba);
Íris Futebol Clube (Natal);
Tirol Futebol Clube (Natal);
Cruzeiro do Norte Futebol Clube (Natal);
Luzitânia Futebol Clube (Ceará Mirim).

Time base de 1938: Ezequiel; Joaquim e Chico; Fernandes, Paraíba e Matias; Cacité, Cláudio, Barbosa, Zito e Marinho.

Time base de 1939: Ezequiel; Álvaro e Murilo; Fernandes, Duó e Campos; Machado, Penha, Paulo, Laurindo e Siqueira.

Time base de 1948: Epitácio; Murilo e Mario; Paulo (Auzair), Medeiros e Jorge (Newton); Machado (Mendes), Domingos, Geraldo (Duó), Siqueira (Vicente) e Luís.

Time base de 1950: Ezequiel; Matias (Joaquim) e Romão (Zezé); Chicó (Paulo), Bi (Cláudio) e G. Ferreira (Preá);  Cacité, Cláudio, Abel, Petrônio (Juarez) e Marinho.

Desenho do escudo, uniforme e texto: Sérgio Mello

Colaborou: Adeilton Alves

FOTO: Acervo de Virgílio Netto Vital Rocha

FONTES: Diário de Natal (RN) – A Ordem (RN)

Potyguar Futebol Clube – Currais Novos (RN): Nove participações na elite do Estadual

O Potyguar Futebol Clube (atual: Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense) foi uma agremiação do município de Currais Novos, que fica na região do Seridó, a 182 km da capital  (Natal) do estado do Rio Grande do Norte. A localidade conta com uma população de 45.060 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2015.

O “Leão do Seridó” foi Fundado na sexta-feira, do dia 15 de janeiro de 1960, com o nome de “Potiguar Futebol Clube“, nas cores em vermelho e branco. Já a sua Sede ficava na Avenida Coronel José Bezerra, s/n, no Centro da cidade.  Em 1976, a Sede passou a ser na Rua Bernadete Xavier, s/n, no bairro de Currais Novos, na cidade homônima, aonde ficava o Estádio Municipal Coronel José Bezerra.

Alguns títulos na esfera amadora

Em 1967, o clube se sagrou campeão do Campeonato de futebol Interiorano, o “Matutão“. Em 1973, foi campeão do Campeonato Seridosão de Futebol, considerado o mais importante torneio amador da região do Seridó.

Mané Garrincha jogou em Currais Novos

Um dos maiores jogadores de todos os tempos do futebol brasileiro e mundial Mané Garrincha jogou em 1973, vestindo a camisa da Liga Desportiva Curraisnovense, que era a seleção local, cujo a base era do Potyguar, para disputar um amistoso contra o seu maior rival na época o tradicional Centenário de Parelhas.

A “Seleção de Currais Novos” venceu por 2 a 1, com dois gols de Nabor Filho um dos maiores ídolos da história do clube. Nessa época o time era chamado de “seleção currais-novense“.

Dedé de Dora: um capítulo à parte

Início da década de 70

O maior ídolo da história do Potyguar foi José Gomes de Medeiros, o “Dedé de Dora” revelado pelo próprio clube e mais tarde se tornaria ídolo nos dois maiores clubes do estado o ABC e o América de Natal.

Convite para jogar na elite do futebol do estado fez o clube realizar mudanças

O clube permaneceu amador até 1976, quando recebeu o convite da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF), para debutar no Campeonato Potiguar da 1ª Divisão daquele ano.  

Talvez uma das razões de receber o convite é que o presidente de honra do clube, na época, era o senador da república Agenor Nunes de Maria (entre 1975 a 1983); também o apoio do prefeito de Currais Novos, Bitamar Bezerra Barreto (ARENA, governou entre 1973 a 1977), o empresário Radir Pereira de Araújo, que era o patrono do clube e o presidente Benedito Targino.

Após aceitar o convite, foi realizado no cinema da cidade, um plebiscito, para definir qual seria o nome da equipe: Potyguar ou Seridó? E, evidentemente, o escolhido foi o primeiro nome. 

Como já existia o alvirrubro Potiguar de Mossoró, a diretoria para se diferenciar resolveu  agregar a letra ‘Y‘, passando a se chamar “ Potyguar Futebol Clube“.

A grafia do nome do time mereceu charges na imprensa natalense que passou a chamá-lo de “Potyguar com Ípsilon“. O comércio, das minerações de Currais Novos, e os próprios torcedores ajudavam financeiramente o clube.

Depois, viajaram até a cidade de Fortaleza (CE), e, compraram o novo material esportivo, similar ao Fortaleza Esporte Clube. Dessa forma o vermelho e branco, ganhou a companhia do azul, passando a ser Tricolor.

A prefeitura de Currais Novos realizou uma reforma completa no Estádio Municipal Cel. José Bezerra, com capacidade para cerca de 2 mil pessoas, num custo de mais de 200  mil cruzeiros. Dentre as melhorias destaque para as cabines de rádios, vestiários, o túnel de acesso ao campo e a instalação da drenagem para o gramado.   

Nove participações na elite do Estadual

A estreia aconteceu no domingo, do dia 07 de março de 1976. Diante da sua torcida, o Tricolor Curraisnovense venceu o Baraúnas por 2 a 1, no Estádio Coronel José Bezerra, em Currais Novos.

O atacante Pedrinho abriu o placar logo aos 5 minutos e ampliou aos 36, da primeira etapa. No segundo tempo, Robson, aos 38 minutos, fez o gol de honra dos visitantes. O Potyguar formou assim: Inácio; Gilvã, Ivo, Luisão e Carlos; Carlinhos, Chiquinho e Imagem; Carlinhos II, Pedrinho e Dinha. Técnico: Manuel Veiga.

A 1ª vitória da história em cima do América de Natal

No primeiro turno, em Currais Novos, o América goleou o Potyguar por 4 a 1 (gols de Aluísio, três vezes; e Alberí para o América; descontando Dinha, para o Potyguar). Dessa forma, a expectativa era que jogando nos seus domínios, o América venceria com tranquilidade.

Porém, no sábado, do dia 16 de julho de 1977, no estádio Castelão, em Lagoa Nova, em Natal, o Potyguar de Currais Novos surpreendeu o América de Natal, em jogo válido pela 2ª rodada do Returno.

Foi um jogo com mais oportunidades de gols para o América e com grandes defesas do goleiro Índio, do “Leão do Seridó“. Porém,  o antigo ditado “Quem não faz leva“, aconteceu aos 11 minutos da etapa final, em jogada de contra-ataque, o atacante Djalma ficou na cara do gol do goleiro Cícero, do América, e fez o tento da vitória.

América de Natal   0          X         1          POTYGUAR-CN

LOCALEstádio Castelão, no bairro de Lagoa Nova, em Natal (RN)
CARÁTER2ª rodada do Returno do Campeonato Potiguar de 1977
DATASábado, do dia 16 de julho de 1977
RENDACr$ 10.540,00 (dez mil e quinhentos e quarenta cruzeiros)
PÚBLICO586 pagantes
ÁRBITROCésar Virgílio (FNF)
AMÉRICACícero; Ivã, Argeu, Ivã Xavier e Olímpio; Zéca, Rogério (Garcia) e Ronaldo; Marinho (Santa Cruz), Aluísio e Soares.
POTYGUARÍndio; Gilvan, Guri, Luizão e Gonzaga; Naldo, Carlinhos e Valdeci Santana; Vandinho, Djalma (Vã) e Dinha.
GOLDjalma aos 11 minutos (Potyguar), no 2º tempo.

No Estadual de 1977, o Potyguar jogou 16 vezes, com  seis vitórias, cinco empates e cinco derrotas, marcando 11 gols e sofrendo 14. Os artilheiros da equipe foram: Vandinho com cinco gols; Djalma e Pereira, com dois tentos cada; e Gilvan e Dinha com um gol.

No Potyguar de Currais Novos, o atacante Djalma atuou como jogador amador e depois como profissional. Posteriormente, foi presidente e técnico do Potiguar time amador (jogava, dirigia e ainda batia os pênaltis).

Alem do Potyguar-CN, Djalma jogou nos clubes potiguares: ABC, América, Alecrim, Riachuelo; Treze, de Campina Grande (PB); Central, de Caruaru (PE) e Potiguar, de Mossoró (RN).

1º confronto diante de um clube carioca

Um fato importante na história do Potyguar foi o amistoso nacional, no domingo, do dia 06 de dezembro de 1981, diante do Botafogo (RJ), no estádio Coronel José Bezerra. Até hoje foi o único grande clube carioca que jogou em Currais Novos. No final, o Clube da Estrela Solitária venceu por 2 a 1, com gols de Mendonça e Jerson.

O clube também jogou na Elite do Futebol do Rio Grande do Norte em 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983 e 1984. Num total de nove participações. A partir daí, o clube se retirou em razão de muitas dívidas, que por pouco não causou a extinção da agremiação.

A estratégia para salvar o clube foi refundá-lo, na terça-feira, do dia 1° de agosto de 1989, com o nome de “Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense“. A partir daí, é uma outra história para um outro momento.  

Colaborou: Adeilton Alves

FONTES: João Cesário, do Blog Terra da Xalita – Blog do Futebol de Seridó – Luís Sátiro ‘Lulinha’ do Blog Escrete de Ouro – Walter Irís – Diário de Natal (RN) – Jornal O Poti (RN) – Revista de Currais Novos