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Primeira excursão de um time paranaense no exterior!!!

Primeira Excursão – 1969

ATENÇÃO: Os fatos abaixo estão narrados no tempo presente !

EMBARQUE – Graças ao apoio do jornalista Orlando Duarte, amigo do presidente Evangelino da Costa Neves, o empresário Jules Durainciê organiza a primeira excursão de um clube paranaense à Europa. Na delegação, o presidente Evangelino da Costa Neves é acompanhado pelos diretores José Maciel de Miranda e Munir Calluf, do presidente da FPF, José Milani, dos jornalistas Vinícius Coelho e Ney Costa, do médico Luiz Roberto Vialle, do massagista Antônio Lubian, do técnico Francisco Sarno, além do elenco de atletas. O avião decola as 09h30 do dia 27/07, do aeroporto Afonso Pena, e segue para o Rio de Janeiro, depois Lisboa, Paris, e finalmente Frankfurt.

30/07/69 – Coritiba 1 x 1 Hamburgo
· Local : Hamburgo (Alemanha)

· Gol do Coritiba: Krüger

· Detalhes:
– Primeira partida realizada por um clube paranaense, em solo europeu.

– O Hamburgo é um dos melhores times da Alemanha, e possui diversos jogadores da seleção vice-campeã mundial de 1966, na Inglaterra

– Coritiba entra em campo com Joel; Modesto, Roderley, Nico e Nilo; Lucas e Paulo Vecchio; Passarinho, Krüger, Kosileck e Rinaldo

– O gol do Coritiba: O ponta Passarinho dribla seu marcador três vezes seguidas e sofre a falta. Ele mesmo cobra, na cabeça de Krüger, que manda para o fundo das redes.

– LANCE DO JOGO: Ainda no primeiro tempo, Nico dá um carrinho na bola, dentro da área. O atleta alemão Stein tropeça nas pernas de nosso zagueiro e cai. O juiz, que prejudicou diversas vezes nosso time nessa partida, dá pênalti. Uwe Seller, que nunca perdeu a cobrança de uma penalidade em sua vida, cobra. Joel Mendes voa para o canto, toca com a ponta dos dedos na bola, que bate na trave e sai. A platéia levanta e aplaude a magnífica defesa de nosso arqueiro.


06/08/1969 – Coritiba 2 x 1 Colônia

· Local: Colônia (Alemanha)

· Gols do Coritiba: Paulo Vecchio e Kosileck

· Detalhes:
– Colônia tem vários atletas da seleção alemã (Overath, entre eles)

– Coritiba inicia o jogo perdendo. No intervalo, as mudanças efetuadas pelo treinador Francisco Sarno fazem o time “voar” em campo, possibilitando a virada no placar.

– LANCE DO JOGO: O atacante alemão Ruff chuta do meio da área, Joel Mendes espalma. A bola cai no pé do próprio atacante, que chuta forte, à queima-roupa. Novamente Joel defende. A bola sai e o juiz da partida vem cumprimentar nosso goleiro.

– Gol da vitória: Kosileck recebe um lançamento, dribla o goleiro, e entra com bola e tudo.

– Nos últimos três minutos de partida, só o Coritiba toca na bola, o que gera o famoso “Olé” vindo da torcida adversária.

– Após a partida, o craque alemão Overath declara: “Nunca em minha vida vi um goleiro como esse “, referindo-se à Joel Mendes.

08/08/1969 – Coritiba 0 x 1 Borússia Dortmund
· Local : Dortmund (Alemanha)

· Detalhes:
– Borússia conta com dois atletas da seleção alemã

– Juiz rouba escandalosamente: gol alemão é de pênalti, marcado por um toque de ombro do zagueiro Nico. O juiz também inverte diversas faltas e, no final da partida, não assinala duas penalidades a favor do clube paranaense (em Krüger e Oldack). Nosso diretor de futebol, Munir Calluf, vai até o vestiário do árbitro para tirar satisfações, e mais tarde é suspenso pela FIFA.

– Joel Mendes, novamente, faz defesas espetaculares.

– Além dos 35 mil torcedores pagantes, a partida foi televisionada para toda a Alemanha.

12/08/1969 – Coritiba 1 x 5 Áustria Viena
· Local : Viena (Áustria)

· Gol do Coritiba: Kosileck

· Detalhes:
– O Áustria é o tricampeão nacional

– O Coritiba, muito cansado pelas seguidas viagens, não consegue apresentar o mesmo futebol das partidas anteriores.

– O primeiro tempo acaba 3×0 para o time local.

15/08/1969 – Coritiba 1 x 0 Saint Etienne

· Local: Vichy (França)

· Gol do Coritiba: Oromar

· Detalhes:
– Saint-Etienne é o atual tricampeão francês, líder do campeonato de 1969, e possui sete atletas na seleção nacional.

– Dia 15/08 é o Dia da República de Vichy, pois marca a data da resistência francesa na 2ª Guerra. Cada ano, um grande clube participa da festividade e em 1969 o convidado foi o Coritiba.

– Está em disputa a taça “Pierre Colon”, em homenagem ao aniversário da cidade de Vichy. Esta taça, belíssima, atualmente faz parte do acervo de troféus do clube e é o primeiro troféu internacional recebido por um clube paranaense.

– O estádio fica completamente lotado (20 mil pagantes)

– Gol do Coritiba: Faltando três minutos para acabar a partida, Oromar dribla um defensor e chuta violentamente, da entrada da área, no ângulo do goleiro da seleção francesa.


17/08/1969 – Coritiba 2 x 2 Red Star

· Local : Paris (França)

· Gols do Coritiba: Krüger e Passarinho

· Detalhes:
– No campeonato francês de 1969, o Red Star é o terceiro colocado.

– Coritiba começa perdendo, por 2×0, mas após as modificações efetuadas no intervalo consegue igualar o placar. Os gols coritibanos, aliás, são marcados com apenas dois minutos de intervalo, entre um e outro.

– No final do jogo, Nico salva espetacularmente, debaixo das traves, um chute violento do avante francês.

20/08/1969 – Coritiba 2 x 5 Levski

· Local : Sofia (Bulgária)

· Gols do Coritiba: Rossi e Kosileck

· Detalhes:
– A equipe do Levski, campeã da Bulgária, é base da seleção nacional.

– Em 1968, o Coritiba derrotou a Seleção búlgara. Devido a essa derrota, o time local disputa a partida buscando uma revanche.

– A programação da excursão, inicialmente, previa que essa partida seria disputada contra a seleção Olímpica da Bulgária.

– O árbitro prejudicou o Coritiba. Para se ter uma idéia, a partir de certo momento do jogo, até a torcida local passou a vaiar o juiz, pela quantidade de erros.

23/08/1969 – Coritiba 0 x 0 Bordeaux

· Local : Bordeaux (França)

· Detalhes:
– O Bordeaux é um dos mais conceituados e fortes clubes da França.

– O estádio utilizado para o jogo é belíssimo

– Jogo muito disputado e equilibrado, com lances de perigo para ambas as equipes

– Joel Mendes novamente faz defesas milagrosas

– LANCE DO JOGO: Nilo é atingido por um pontapé, e revida com um soco no rosto do atleta francês. Tumulto generalizado, com diversos dirigentes entrando em campo. O técnico do Bordeaux, inclusive, tenta agredir o atleta Paulo Vecchio.


26/08/1969 – Coritiba 1 x 1 Feyenoord

· Local: Roterdã (Holanda)

· Gol do Coritiba: Kosileck

· Detalhes:
– Feyenoord é bicampeão holandês. Logo em seguida se tornará campeão Europeu, e em 1970 será Campeão Mundial.

– Estádio lotado, 60 mil pessoas presenciam a melhor partida do Coritiba, na excursão

– O jogo é disputado em baixa temperatura, com muita chuva e o campo alagado.

28/08/1969 – Coritiba 2 x 5 Anderlecht

· Local : Bruxelas (Bélgica)

· Gols do Coritiba: Kosileck e Krüger

· Detalhes:
– O adversário é o atual campeão belga.

– O Time paranaense mostra-se visivelmente cansado, pois disputa seu terceiro jogo em questão de quatro dias apenas. Sua defesa mostra-se muito desatenta (o goleiro Joel Mendes falha em dois gols e o zagueiro Roderley em mais um)


01/09/1969 – Coritiba 1 x 2 Múrcia

· Local : Múrcia (Espanha)

· Gol do Coritiba: Kosileck

· Detalhes:
– Coritiba participa do III Torneio Cidade de Murcia, com Valência e Múrcia

– Time paranaense perde a partida, embora domine grande parte do tempo.

02/09/1969 – Coritiba 5 x 2 Valência

· Local : Múrcia (Espanha)

· Gols do Coritiba: Édson, Kosileck (2) e Passarinho (2)

· Detalhes:
– Valência é um dos clubes mais conceituados da Espanha.

– Dias antes, a equipe do São Paulo havia sido goleada pelo Valência, por 4×0.

– Jogando muitíssimo bem, com destaque para o ponteiro Édson, o Coritiba vence a partida e recebe uma Taça em forma de jarra.

O RETORNO – Dois dias após a última partida, o time retorna à Curitiba em um Boing 707 da Varig. O pouso em Curitiba acontece as 14h43 e Paulo Vecchio é o primeiro atleta a aparecer. A torcida recebe os jogadores de forma apoteótica e calorosa, enquanto a banda do Corpo de Bombeiros entoa diversas melodias. Após grande demora para liberação na alfândega, os jogadores seguem em carreata para o estádio, sendo muito festejados pela população curitibana. No dia sete de setembro o clube paranaense estréia no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, vencendo o Vasco da Gama por 2×1.

CURIOSIDADES DESSA PRIMEIRA EXCURSÃO:

· Inicialmente estavam previstas 11 partidas, mas foram realizadas 12 no total.

· A rádio clube (PRB-2) acompanhou o clube, efetuando as transmissões com a narração de Ney Costa e comentários de Vinícius Coelho.

· O time-base do Coritiba na excursão foi : Joel Mendes, Modesto, Roderley, Nico e Nilo; Paulo Vecchio e Rinaldo (Lucas); Passarinho, Krüger, Kosileck e Edson

· Além destes, também participaram Célio, Marinho, Rossi, Oldack, Oromar e Antoninho.

· O Artilheiro da excursão foi Kosileck, com oito gols

· Tônica da maioria das partidas: O Coritiba começa tímido e é acuado por constantes avanços adversários. No segundo tempo, após algumas modificações, melhora seu rendimento. Só pra ilustrar, o time fez 4 gols no 1º tempo e 14 gols no 2º tempo.

· As partidas na Alemanha foram iniciadas às 16h, na Áustria as 13h50, na França entre 13h e 14h, 15h30 na Bélgica e entre 17h e 18h na Espanha. Os horários citados são de Brasília (para a Europa, adicionar 4 horas)

· O cansaço causado por diversas viagens e muitos jogos em curto espaço de tempo (12 partidas em 35 dias), pouca adaptação à alimentação européia, constante mudança de temperatura (causando resfriados) e principalmente arbitragens tendenciosas para o time da casa (Hamburgo, Borússia, Saint Etienne, Levski e Múrcia) foram os maiores empecilhos à odisséia alvi-verde, que mesmo com todos esses elementos contra si, teve uma belíssima presença em gramados europeus.

· Os maiores destaques do Coritiba na excursão foram Joel Mendes, Nico, Krüger e Édson.

· Durante a excursão, o Coritiba foi goleado duas vezes pelo placar de 5×2 (Levski e Anderlecht) e por isso a torcida coritibana sofreu muita gozação, por parte dos torcedores dos demais clubes da cidade. O último jogo da excursão também terminou 5×2, mas favorecendo o alvi-verde. Na volta, a piada da semana foi “Voltamos de Simca a dois” (um trocadilho com o nome de um carro famoso da época, o Simca).

Agradecimento especial ao jornalista Vinícius Coelho, que contribuiu com sugestões e correções
Fonte:Historia do Coritiba Site Oficial

O futebol de Apucarana

O futebol de Apucarana teve início em 1940, quando os jogos eram realizados na área central do povoado, na atual Praça Rui Barbosa. Segundo a história, foram os moradores de origem japonesa que construíram um campo para a prática do beisebol.
Com a chegada de inúmeras famílias, o esporte principal passou a ser o futebol e, daí, para a colocação das traves e iniciar a prática tão apreciada foi um pulo, ou um chute na bola. A primeira equipe, o Clube de Futebol Apucaranense foi fundado pelos senhores José Maria Verdasca, João Raduy, Atalíbio Schneider, Jonas Matulaits, Manoel Sardinha Pereira, Arlindo Pereira, José Simonati, Manoel Luis Vieira e José de Oliveira Rosa. Em 1942, em reunião realizada na residência de Manoel Sardinha Pereira, foi oficialmente formada a diretoria que ficou assim constituída: Pedro Pereira de Araújo (presidente), Atílio Carleto (vice), Djalma Oliveira Chueiri (secretário), José de Almeida (segundo secretário), José Gomes (tesoureiro), Paulo Pinheiro (segundo tesoureiro) e diretor esportivo: José Maria Massareto. Conselho Fiscal: José Maria Verdasca, Manoel Pereira dos Reis, Manoel Pereira Sardinha.

No início da década de 50 foi construído o Estádio Bom Jesus da Lapa, onde a então equipe denominada G.E.R.A-Grêmio Esportivo Recreativo de Apucarana passou a realizar partidas amistosas e do certame regional. O GERA foi fundado em 06 de dezembro de 1942, tendo como presidente José Ribeiro de Souza. A primeira conquista do GERA foi o título de campeão regional em 1955. A equipe contava com os seguintes jogadores: Costinha ou Barbosa (goleiros), Soares, Décio de Santis, Café, Elcio, Nelson Bispo, Líneo Carleto, Jipe, Gauchinho, Jango, Arlindo, Baltazar. O jogador Gauchinho, revelado pela equipe de Araruva (atual Mariiândia do Sul), destacou-se como artilheiro, sendo negociado com o Nacional de Rolândia e deste para o Londrina F.R., sendo o maior ídolo da história do futebol londrinense.

Em 1956, o GERA conquista o bicampeonato regional com a seguinte formação: Joãozinho, Neco, Décio de Santis, Miltom, Líneo Carleto e Abílio. Batata, Junji Tanaka, Jipe, Arlindo e Braguinha. Outros bons jogadores que defenderam com muito amor a camisa do GERA: BemHur, Maracaí, Edson (goleiros), Gorgó, Degala, Arcanjo, Joel, Catarina, Corupá, Ananias, Valter, que foi mais tarde artilheiro no Coritiba e no Atlético. Rubinho, irmão de Valter, Edson Lambreta, Osvaldinho, Jorge, o famoso compadre Jorge. Em 1960, o GERA tinha a seguinte formação: Martins, Zé Carlos, Quarenta e Gino Sachelli, o Pai da Bola, Bambu; Arlindo, Orlandinho; Botelhinho, Áureo Caixote e Faissal.

A partir de 1961 passou a ter a denominação de Apucarana F.C. e formou boas equipes, ficando sempre entre os primeiros cinco colocados na classificação final. Dirigentes que deram o máximo de si para a manutenção do futebol em Apucarana: Dr. Egídio Genaro Tucci (advogado), Dr. Dilermando Ribeiro dos Santos (médico), Augusto Moreira Duarte (contabilista), Azor Ferreira Braga, o Braguinha (cerealista) e Carlos Ramos, o Carlinhos agrimensor. A boa equipe de 1961: Mantovani, Pedrão, Nelson, Fernando, Zé Maria e Neri; Valter, Jorge, Aroldo, Joel, Áureo e Rubinho. Jogavam ainda: Milton, Aramís, Alaor, Miltinho, China, Morruga. 0 goleiro Mantovani, filho da tradicional família de pioneiros jogou no Atlético Paranaense e outras equipes da capital. Deixou o futebol para seguir carreira no Judiciário. O lateral-equerdo Néri, jogou no esquadrão do Mandaguari e no Grêmio de Maringá.

0 ESQUADRÃO DE 1962

Em 1962 o Apucarana F.C. formou um esquadrão praticamente imbatível, com certeza, melhor time de sua história. A decisão do título a primeira partida entre o Apucarana e o Londrina, foi realizada em Apucarana com o empate por 1 a 1. Na segunda partida, em Londrina, o Londrina foi o vencedor por 3 x 2. Ambas as equipes ficaram com 3 pontos, o que obrigou a realização da quarta partida, também em Curitiba, com o Londrina sagrando-se campeão vencendo por 2 x 1.0 ESQUADRÃO DO APUCARANA: Celso, Miltom e Tó, Fernando, Queirolo e Gil; Haroldo, Tantos, Miriporã, Santana e Martins. Atuaram ainda: Vasconcelos, Tião (goleiro), Gilbertinho, Áureo Caixote, Gaúcho, Vitinho.

De 1962 a 1965, o Apucarana FC não conseguiu o mesmo sucesso dos anos anteriores, mas mesmo assim formou boas equipes. Jogadores que se destacaram: Tião, Santo, Vermelho, Jofre (goleiros), Zé Roberto, Azulão, Benedito Julião, Zeola, Grego, Jarbas, Careca, Gilbertinho, Arapiraca, Mané, Lóca, China, Foguete, Jarbas, Reis, Quintiliano, Castelo e outros.

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Fonte:Interior Bom de Bola

CIANORTE DERROTA CORINTHIANS,um jogo que entrou na história!!!

10/03/2005

Cianorte amanhece nesta quinta-feira com bom tempo e embalada pelo sonho que o país inteiro viu na noite de verão do dia anterior. Nem o mais entusiasta da vitória de Davi sobre o Golias apostaria que o modesto time da cidade do Noroeste paranaense, fundado há apenas três anos, venceria com folga o quase nonagenário Corinthians (de “tradições e glórias mil”, como reza seu hino), tornando coadjuvante o badalado elenco da equipe paulista. Pois, na noite de nove de março de 2005 cravou-se, no estádio Willie Davids, em Maringá: Cianorte 3 x 0 Corinthians, pela Copa do Brasil.

A vitória dos sonhos (que teve até gritos de “olé” no final e gol de bicicleta) permite ao Leão do Vale perder por até três gols de diferença, desde que marque um (1 x 4, 2 x 5, etc) na partida de volta, no Pacaembu, no dia 6 de abril, para avançar à terceira fase do torneio. Mais: se cair por 3 x 0, o Cianorte ainda não vai ser desclassificado, podendo ganhar a vaga nos pênaltis.
O time que jogou em Maringá porque não tem luz em casa (o estádio Albino Turbay) deixou estupefato o técnico argentino Daniel Passarella (estreante no banco corintiano), o goleiro Fábio Costa, os meias Carlos Alberto e Roger, o atacante Tevez numa seqüência iniciada aos oito e terminada aos nove minutos. Neste curto espaço, o abriu dois gols na conta.

O primeiro teve notável colaboração de Fábio Costa, que viu a bola saída de uma cobrança de escanteio escorrer por suas mãos e encontrar, sozinho, o zagueiro Édson Santos, que concluiu de cabeça. O segundo gol, aos nove, teve méritos do lateral-direito Daniel Marques, que chutou rasteiro e com força, da intermediária. A bola desviou no atacante Márcio Machado e enganou Fábio Costa: 2 x 0.
Muito longe do que pede o seu figurino, o Timão teve suas chances quase que restritas à chutes de Roger, disparados de fora da área: aos 15, a bola passou à direita da trave de Adir; aos 23, o goleiro rebateu e a zaga aliviou.
Aos 33, a ocasião esteve com Gil, mas o cabeceio do atacante passou à direita. Pouco depois, veio o lance da noite: Márcio Machado recebeu na entrada da área, pela direita, e emendou uma bicicleta, encerrada no canto direito de Fábio Costa: irresistível 3 x 0.

Para o segundo tempo, Passarella pôs outra atração de peso: Gustavo Nery (também estreante), lateral-esquerdo da Seleção Brasileira e que passou o semestre passado no Werder Bremen, da Alemanha. Nery socorreu a baixa de Roger, que, machucado, ficou no vestiário.
Cuidadoso, o técnico Caio Júnior fez sair do intervalo um Cianorte calculista e ainda mais vigoroso na marcação (em instantes de maior pressão, houve linha com até cinco defensores). A tática funcionou: apesar de ter a posse de bola, o visitante demorou a criar oportunidades.

Apesar da cautela, o time paranaense seguiu importunando a noite de Fábio Costa, que segurou em dois tempos um petardo de Daniel Marques, que cobrara falta, aos quatro minutos. Aos 17, quem quase festejou foi Valdiran, que substituíra Binho, cinco minutos antes.
E foi num lance que envolveu Valdiran que a tarefa de segurar o resultado tornou-se menos árdua aos 25 minutos: ao tentar roubar a bola do atacante, o zagueiro Anderson entrou de carrinho e recebeu um cartão vermelho.

Com um a menos, o Corinthians teve curiosamente, sua grande chance, aos 30: Gil invadiu a área e chutou forte, mas não o suficiente para vencer o atento Adir, que segurou firme. Mas o Cianorte, motivado por gritos de “olé” de uma torcida que contaminara até os fiéis do Timão, respondeu grosso: aos 33, um chute de Rocha voou a centímetros do travessão.
O alvinegro só teve lampejo de grande time aos 38, numa troca de passes entre Carlos Alberto, Tevez e Gil. Mas os passes galácticos esbarraram em Adir, novamente.
Em Maringá, passou-se a semana falando num time dos sonhos, que viria de outra galáxia. O pessoal de Cianorte talvez não tivesse percebido, mas este esquadrão irresistível, pelo menos, por uma noite de verão, lhe soou docemente familiar.

CIANORTE 3 x 0 CORINTHIANS

Cianorte: Adir; Édson Santos, Diego e Fábio Carioca; Daniel Marques, Cuca, Rocha, Robert (Dario) e Maurício; Binho (Valdiran) e Márcio Machado (Djames)
Técnico: Caio Júnior
Corinthians: Fábio Costa, Coelho, Sebá, Anderson e Edson; Wendel (Bobô), Fabrício, Carlos Alberto e Roger (Gustavo Nery); Gil e Tevez
Técnico: Daniel Passarella
Data: 09/03/2005 (quarta-feira)
Local: Willie Davids, em Maringá (PR)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Gols: Édson Santos, 8, Márcio Machado, 9 e 36 do 1º
Renda: R$ 380.000,00
Público: 19.500 pagantes
Árbitro: Elvécio Zequetto (MS)
Assistentes: Rogério Carlos Rolim (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR)
Expulsão: Anderson, 25 do 2º
Cartões amarelos: Wendel. Cuca, Roger, Fabrício e Fábio Carioca

Fonte: Ayrton Baptista Jr., do FutebolPR

O FUTEBOL EM PONTA GROSSA

O esporte, como fenômeno de massas, é bastante recente. No caso do brasileiro, foi a partir da década de 1910 que as atividades esportivas começaram a marcar o ritmo de vida moderno.
Importadas da Europa, as práticas esportivas se enquadravam nos princípios “civilizatórios”, próprios do estilo de vida “moderno”. Atividades como a ginástica, o boxe, a patinação o ciclismo e principalmente, o futebol ganharam destaques nas cidades brasileiras. As ruas e os clubes eram ocupados com manifestações esportivas, fazendo aumentar o clima de agitação urbana.
O futebol, inicialmente praticado pelas elites, difundiu-se velozmente. Ligas amadoras surgiram para organizar partidas e campeonatos. as populações mais pobres começaram a fundar seus próprios times, em bairros ou locais de trabalho.
O entretenimento, a saúde, a rivalidade e até mesmo o narcisismo precediam a remuneração e o profissionalismo.

A partir da década de 1930, com a criação da Liga Pontagrossense de Desportos, o futebol passou a atrair um grande número de aficionados. Já incorporada ao cotidiano urbano, a prática esportiva era vista como uma forma de normatizar socialmente as massas.
Desde a década de 1920, a cidade acompanhou acirrados certames locais disputados por times como o Operário, o OLinda , o Savóia, o Guarany , o União Campo Alegre, o Aymoré, o Corinthians, o Americano, o Germânia , o Castelo Branco , o Bloco Esportivo Pontagrossense e o Nova Rússia , entre outros.

Os Clubes representavam comunidades de bairros, como o Nova Rússia e o Olinda (Olarias). Representavam também segmentos ligados a uma categoria profissional específica, como é o caso do Operário (ferroviários de São Paulo-Rio Grande), ou grupos étnicos, como o Germânia. Já o Guarany tinha a preferência da elite local.
Campos de futebol espalharam-se pela cidade, Nova Rússia, União Campo Alegre, Olinda, Operário e Guarany tinham estádios próprios na década de 1930.
Mesmo com a profissionalização do Operário e do Guarany na década de 1950, os times de bairro continuava a proliferar na cidade. O Flamengo da Vila Madureira , o São Cristóvão do bairro Oficinas , são exemplos de times amadores que continuaram atraindo fiéis e inflamados torcedores ponta-grossenses.

Fonte:Desconheço

Nacional Atlético Clube – Rolândia (PR): Fundado em 1947

O Nacional Atlético Clube (NAC) é uma agremiação do Município de Rolândia, que fica a 399 km da capital (Curitiba) do Paraná. A localidade ganhou status de município em 30 de dezembro de 1943, e conta com uma população de 67.383 habitantes, segundo o IBGE/2020.

O “Guerreiro do Norte” foi Fundado na segunda-feira, do dia 28 de Abril de 1947, por onze amigos o 1º clube de futebol de Rolândia. Em seus primeiros anos, o NAC atraía torcedores de cidades vizinhas, como Londrina. As suas cores é o azul celeste e branco. A sua Sede social está localizado na Avenida Presidente Bernardes, nº 786, no Centro de Rolândia (PR).

Em suas primeiras participações no Campeonato Paranaense, a equipe ficou restrita à Zona Norte, não se classificando para as fases seguintes. Mesmo assim foi durante alguns anos a principal equipe de futebol da região Norte Novo.

Isso acontecia pelos amistosos com grandes equipes do Rio de Janeiro, São Paulo, atraía público das cidades vizinhas e até do interior paulista e do Mato Grosso do Sul. O Nacional inspirou alguns desportistas de Londrina e formarem o Londrina F.R. em 1956.

1º amistoso contra uma equipe profissional

A 1ª partida amistosa contra uma equipe profissional deu-se em 1948, sendo derrotado pelo Britânia de Curitiba, pelo placar de 6 a 0. Faltava experiência aos jogadores do Naça, que mesmo sendo goleados mostraram muita disposição e amor à camisa.

Naquela tarde o Nacional teve a seguinte formação: Tarzan; Bil, Gradim, Brito e Zé Austino, Pinheirinho, Lula e Valdevino; Odair, Joãozinho e Neta.

1º Título veio em 1948

Em 1948 foi campeão regional vencendo o GERA, de Apucarana por 5 a 1. O Nacional conquistou o titulo regional com a seguinte formação: Gustavo; Bil e Neta; Zé Remédio, Pixo e Pinheirinho; Valdevino, Lula, Aquino, Ary e Walter.

Para chegar ao título, o Nacional, além de bater o GERA, de Apucarana; o temível Mandaguari; o SERA, de Arapongas; Lavoura e outras.

Em 1949, o Nacional vence o esquadrão da Esportiva de Jacarezinho. O famoso time da Esportiva tinha como maior atração o goleiro Muca, que mais tarde fez sucesso na Portuguesa de Desportos. Escalação do Nacional: Zico; Juve e Portela; Joãozinho, Hugo e Albertinho; Horácio, Pedrinho, Zé Pelota, Zé Ribeiro e Walter. Atuavam ainda: Naldemar Pesenti, Emory, Guilherme Bocatti, Maneco Lemos,Barrica e Luis Liberatti.

Vice-campeão Estadual de 1949

Com a participação de São Paulo, Operário, Atlético, Bancários e União (todos de Londrina); Guarany de Cambé, Esporte Jandaia, Sete de Setembro, de Ibiporã, SERA de Arapongas e GERA de Apucarana, o Nacional mostrou sua força com a seguinte formação: Adalberto; Gradim e Bil; Geraldo, Orlando e Pinheirinho; Baixinho, Lula,Donalson, Olavo e Valter. Atuaram no campeonato: Aquino, Zico, Brito, Hugo, Juve, Valdevino, Joãozinho e Galdino.

Essa equipe jogava por música sob a regência do competente técnico Waldemar de Barros.

1º Campeão Profissional do Norte do Paraná

Sob a presidência do advogado Dr. José Luciano de Andrade, o Nacional de Rolândia foi profissionalizada em 1950. A maior conquista do Nacional foi o título de 1º campeão de futebol profissional do Norte do Paraná. Para começar a mostrar sua força, venceu o torneio início de forma invicta.

As equipes participantes do certame regional foram: Guarany de Cambe, Estrela do Norte, de Ibiporã, XV de Novembro, Atlético e Vasco de Londrina, Jaguapitã Esporte Clube, GERA de Apucarana, Bela Vista do Paraíso, Lavoura de Arapongas.

O Nacional aplicou sonoras goleadas na maioria das equipes, chegando a assinalar 1.211 gols, tomando apenas 22. Os artilheiros foram: Donalson, com 37, Carlinhos, 26 e Niquinho com 20.

A principal formação esteve assim constituída: Costinha; Bil e Lengruber; Chocolate, Nego e Dum; Niquinho, Ryan, Donalson, Nelinho e Carlinhos. Atuaram ainda Casnock, Walter, Galdino, Joãozinho, Juve Brun.

O 1º jogo interestadual foi em 1951

Jogando amistosamente contra a equipe do São Cristóvão do Rio de Janeiro, o Nacional venceu por 2 a 1, com a seguinte formação: Haga; Lengruber e Bil; Tuca, Chocolate e Dum; Pirilo, Niquinho, Casnock, Nelinho e Carlinhos.

Nesse mesmo ano de 1951, o Nacional realizou amistosos contra as equipes do Corinthians Paulista, venceu a primeira por 2 a 1 e perdeu a segunda por 5 a 1.

Depois empatou com o Atlético Mineiro por 2 a 2, e perdeu para a Sociedade Esportiva Palmeiras por 5 a 0. Em 1952, enfrentou em Rolândia, os esquadrões do Vasco da Gama, Santos F.C., Atlético Mineiro, Portuguesa de Desportos, Portuguesa Santista e São Paulo F.C.

Estádio Municipal Olímpico Erich Georg

Estádio Municipal Olímpico Erich Georg (Capacidade para 2.050 pessoas)

Homenagem póstuma ao saudoso desportista Erich Georg, que faleceu em um acidente rodoviário quando se encontrava a serviço de seu querido Nacional. Outro dirigente que marcou época: Carlos Meisen.

Após sua gestão o NAC ficou inativo por longos anos, reiniciando suas atividades com o presidente Cezar de Silvio. Seguindo-se: Ermelindo B. Duarte, o popular Linha Reta, João Usso, Santo Silva e Sérgio Gagliotti, e outros abnegados do futebol rolandense.

Em 1952, foi inaugurado o sistema de iluminação do Estádio, sob a presidência de Waldemar Georg e Ernesto Franceschini, vice.

O grande evento esportivo atraiu um grande público para presenciar a partida entre o Nacional e o Clube Atlético Paranaense, que havia acabado de conquistar o título estadual. O Nacional não se intimidou com a fama do esquadrão da capital e impôs uma goleada de 4 a 0.

FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook – Interior Bom de Bola

Liga Regional Futebol Cataratas

Em 1969, foi fundada a Liga Regional Futebol Cataratas, por Ferdinando Felice Pagot de São Miguel do Iguaçu e teve como seu primeiro presidente Mário Oro. A entidade era filiada à Federação Paranaense de Futebol e realizava campeonatos regionais que reuniam os municípios com as seguintes equipes: Comercial de São Miguel do Iguaçu, União e Grêmio de Medianeira, ABC, Flamengo e Vasco da Gama de Foz do Iguaçu, Aimoré de Matelândia, Botafogo da Agro Cafeeira, Associação Atlética Céu Azul, Atlético Operário de Santa Terezinha e Grêmio Esportivo Missal.

O time campeão adquiria direito a disputar a Taça Paraná, que era o maior título do futebol amador do Estado. A Liga Cataratas durou até 1975, quando iniciou-se um movimento para a criação de ligas municipais. Em Foz, a 5 de abril de 1975 surgiu a Liga Iguaçuense de futebol (LIF), existente até os dias de hoje, fundadapelos clubes ABC, GRESFI, FLAMENGO, VASCO DA GAMA e CLUBE ATLÉTICO OPERÁRIO, que representa os clubes de futebol amador do município. A liga foi fundada com a incumbência de registrar os clubes e seus atletas, organizar os certames esportivos entre seus filiados, manter equipes de árbitros e de assistentes, assim como órgãos de justiça Desportiva (JJD). Foi reconhecida pela Federação Paranaense de Futebol em 6 de maio de 1975, conforme protocolo 1193/75.

UNIÃO BANDEIRANTE,um time que marcou o futebol paranaense!!!

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Fundado em 15/11/64, o União foi durante muitos anos um verdadeiro terror para as equipes da capital.Era praticamente imbatível jogando em seus domínios no Estádio Comendador Luis
Meneghel,na Vila Maria.
Administrado pelos fundadores, membros da tradicional família Meneghel, proprietária da Usina Bandeirante,nome inicial do clube,depois fusionou-se com o Guarani e mudou para União.O eterno presidente Serafim Meneghel tornou-se figura lendária no futebol paranaense,
pois não gostava de perder e, às vezes, usava de fatores extra-campo para conseguir um bom
resultado, principalmente pressionando árbitros com uns tirinhos, ou exigindo uma penalidade máxima.

Folclore ou lendas criadas em torno do grande desportista são transmitidas de geração em geração.
A verdade é que, com seu estilo corajoso, Serafim fez o futebol do interior ser respeitado e
enfrentou as mazelas das equipes da capital com a mesma moeda.

Apesar de nunca ter conquistado o título máximo, o União tem tradição e inúmeras
histórias de decisões memoráveis.O clube foi cinco vezes vice-campeão paranaense em 1966,
1969, 1971, 1989 e 1992,sendo que em 1992,esteve muito perto do título,perdendo para o
Londrina na final.Conquistou o campeonato paranaense da segunda divisão 2 vezes (1988 e 1992).

Mesmo não conseguindo o título estadual a equipe obteve outras conquistas:
Copa Norte do Paraná: 1973,Torneio Integração: 2 vezes (1974 e 1975),Taça Itaipu: 1975,Taça Sul: 1975,Torneio Navaro Mansur: 1988.
Também possuía um belo trabalho nas categorias de base onde obteve até títulos internacionais.
Campeonato Paranaense de Juniores (Sub-20): 3 vezes (1995, 2000 e 2002) e a tradicional Dallas Cup – (Sub 17), nos EUA : 2 vezes (1997) e 2000).
Infelizmente o clube fechou as portas em 2007.

ALGUMAS EQUIPES INESQUECÍVEIS

O ESQUADRÃO DE 1966: Orlando, Orlando Maia, Pescuma, Geraldo Roncato e Serafim, Tião Macalé e Charuto. Carlinhos, Eni, Paquito e Tião Abatia. Técnico: Nilton de Sordi, campeão do mundo em 1958, e titular durante muitos anos como lateral-direito do São Paulo F.C.

1966-67 UNIÃO BANDEIRANTES: Orlando, Orlando Maia, Pescuma, Geraldo e Serafim, Charuto, Macalé, Abatiá (Amadeu), Carlinhos, Paquito e Eni (Paulinho), Ademar, Gilberto goleiro, João Carlos, Josué e Waldir.

1968 UNIÃO BANDEIRANTE: Gilberto, Orlando Maia, Pescuma, Geraldo e Serafim, Macalé e Charuto. Osvaldinho, Nondas, Robertinho (Tião Abatiá) e Zé Luiz, (Orlando gol), Celso, Carlinhos, Quarentinha, Palomares (Paquito) e Mário.

1969/70 UNIÃO BANDEIRANTE: Laércio, Osmarino, Josué, Geraldo, Machado, Celso e Tião Macalé; Nondas, Paquito, Carlinhos, Zé Luiz (Ocimar). Rubens, Tião Abatiá, Paulo Roberto, Valério goleiro, Pescuma. Vicente goleiro, Carlos Roberto, Henrique Pereira, Gaúcho.

1970 VICE-CAMPEÃO DO TORNEIO INTEGRAÇÃO EM ANÁPOLIS-GO. Participação de 14 equipes. Rosã, Carlos Roberto, Sílvio, (Celton . Geraldo Roncato e Nilson; Macalé, China, Noriva, Carlinhos e Russinho. Os destaques eram o goleiro Rosã, ex-Ferroviária de Araraquara e Palmeiras.

Fontes:Interior Bom de Bola,Wikipedia e internet

Clubes Extintos de Foz que fizeram história!!

Passaram também pela história do futebol amador times que não existem mais, mas que tiveram grande importância no desenvolvimento desse esporte em nossa região, entre eles o tricolor (branco vermelho e preto) Sociedade Ginástica Iguaçu, que tinha na pessoa do saudoso “Capitão Ciríaco” seu maior incentivador. Fundado em 1939, teve uma passagem importante no cenário esportivo iguaçuense.

Também o Industrial, vinculado à então poderosa empresa Industrial Madeireira, nas cores preto e amarelo, teve seus dias de glória, entre os anos de 1953 e 1965, destacando-se o atleta e dirigente Roberto Côco Grinet. De uma dissidência do Flamengo em 1960, nasceu o glorioso Atlético Clube, com as cores vermelha, branca e azul.

Formado por um seleto grupo de amigos, capitaneados por Sebatião Flor, estavam Aníbal Abbate Soley, Vitor Giovenardi, Alírio Gimenez, Sebastião Rodrigues, Marujo, Adilson Simão e Doca.

Bicampeão invicto nos anos de 1961 e 62, de tenra idade nasceu e morreu com seu fundador e primeiro presidente Sebastião Flor, que faleceu prematuramente, após uma partida realizada no então 1º Batalhão de Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

E finalmente o alvi-anil Municipal Esporte Clube, que nasceu vinculado aos funcionários da prefeitura, sob o comando do saudoso “João Lagarto”, como era conhecido João Limírio dos Santos e teve participação espetacular sendo bicampeão da cidade em 1966/67 apesar de curta participação no cenário desportivo de Foz.

Durante o período de construção da Hidrelétrica de Itaipu, entre os “barrageiros” vinculados a essa empresa e empreiteiras, realizavam-se “olimpíadas” internas, nas quais o futebol era uma das principais modalidades, envolvendo só o publico ligado à usina.

Disso tudo sobrou o Floresta Clube, que apesar de ser um clube social, faz algumas incursões no esporte, mantendo equipes de futebol amadoras, destacando-se em diversas delas, especialmente no futebol feminino e categorias mirins.

Mas notando que o “rapaz” estava muito assanhado, um certo amigo que dominava o espanhol, esclareceu a questão dizendo: “olha, meu caro “ponta-esquerda”, o que as moças estão realmente dizendo é: “Tchê, monito!!”, que traduzido para o português quer dizer:” Ei, macaquinho!!”. Imaginem como foi a gozação em cima do nosso querido ex-presidente de entidade patronal.

A integração fronteiriça era tanta, que era de praxe, a realização de um torneio entre as seleções dos jogadores amadores desta tríplice fronteira, nas datas oficiais da Independência de cada país, sendo que o homenageado, sediava o torneio (Brasil 7 de setembro; Paraguai 14 de
maio e Argentina 25 de maio).