Arquivo da categoria: História do Futebol

Fotos Raras, dos anos 40 e 70: Ypiranga Futebol Clube – Macaé (RJ)

Ypiranga Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Macaé, no Norte Fluminense (RJ). No Salões do Hotel Alfredo, liderado por Dorival de Sousa, foi  Fundado o clube Rubro-negro macaense, na quarta-feira, do dia 19 de Maio de 1926. Em ato que contou com a participação de Érico Sardenberg, Osmar Sardenberg, José Peixoto, Archimedes Marques, Juventino Pacheco, entre outros. A sua Sede (foto abaixo) fica na Avenida Presidente Sodré, nº 22, no Centro de Macaé.

A sua história tem início em 1919 através da criação da L.M.D (Liga Macaense de Desportos), tendo à frente Eduardo Luz e contando com a filiação de quatro clubes da cidade: Macaé Futebol Clube, Fluminense, Americano e Guarany.

A L.M.D patrocinou e dirigiu campeonatos amadores entre 1919 e 1922. Em 1923, a LMD foi extinta, acontecimento que pôs fim aos certames. No período de 1923 a 1926 não havia um órgão que regularizava o esporte macaense. Em 1927, foi criada uma liga provisória com a denominação de L.M.E (Liga Macaense de Esporte) que só durou só dois anos promovendo apenas partidas amistosas.

Em 24 de março de 1929 um grupo de desportistas (Fábio Franco, Luiz Corrêa de Castro, Arquimedes Marques, Dr. Bento da Costa Junior, Dr. Alarico Maciel e Dr. Almir Maciel) fundou a A.M.E.A (Associação Macaense de Esporte Atléticos), sendo patrocinadora e gestora dos campeonatos amadores de Macaé de 1929 a 1933. Nela, o Ypiranga se filiou a A.M.E.A.

Em 1934, após a gestão de Dr. Afrânio Barreto, a A.M.E.A foi extinta ficando mais uma vez a cidade sem um órgão gestor até 1938. Em 13 de agosto de 1938, Ypiranga, Fluminense, Americano e Macaé F.C. recriaram a A.M.E.A. Nesta sua segunda fase de existência, a entidade patrocinou os campeonatos de 1938 a 1942, contando com a participação dos citados e mais do Grêmio Duque de Caxias do Forte Marechal Hermes, por força do Decreto-Lei Federal Nº3, 199 de 14 de abril de 1942 que regulamenta, incentiva e fiscaliza a pratica de esportes no território nacional.

A A.M.E.A passou a denominar-se L.M.D, Liga Macaense de Desportos, que passou a patrocinar e dirigir o futebol no município. Em 1941, o Ypiranga era o único clube macaense que tinha vínculo com a extinta Federação Fluminense de Futebol, na época em os clubes do interior disputavam esse campeonato sem a presença dos da capital. Em 1941, o Ypiranga perdeu a final para Icaraí por 7 a 1 que terminou em 1942, ficando com o Vicecampeonato.

Ypiranga F.C. participou do Campeonato Fluminense em quatro edições: 1941, 1942, 1943 e 1944. O seu melhor resultado aconteceu em 1941 quando chegou à decisão, mas acabou derrotado pelo Icaraí, de Niterói por impiedosos 7 a 1 (esse jogo aconteceu em 1942).

No Campeonato Citadino, o Ypiranga F.C. conquistou o título Oito vezes: 1940, 1941, 1943, 1944, 1957, 1959, 1960 e 1966. Um fato curioso ocorreu em 1957, quando a Confederação Brasileira de Desportos(CBD), decidiu que o título macaense fosse dividido entre Ypiranga F.C. e o Americano de Macaé. Nesse mesmo ano, o clube se sagrou campeão Fluminense de Futebol de Salão (atual Futsal).

Após de anos de abandono, um grupo de abnegados estão se mobilizando para reativar o Ypiranga Futebol Clube. O primeiro passo é a criação da escolinha de Futsal e futuramente, o futebol de campo.

FONTES: Wikipédia – RsssfBrasil  – O Fluminense – Página do clube no Facebook – Retratos do Futebol Fluminense

IV Taça Cidade de Campos (RJ) de 1972: Na abertura, o Americano derrota o Sapucaia por 3 a 1

Americano derrota o Sapucaia, na Abertura da Taça de Campos

Abrindo a IV Taça Cidade de Campos, o Americano derrotou por 3 a 1, em partida disputada no Estádio Godofredo Cruz, o Sapucaia que, apesar de lutar muito em busca de uma vitória acabou cedendo para o alvinegro. O encontro, o primeiro oficial do ano, iniciou com as duas equipes procurando marcar nos primeiros minutos, o que veio favorecer o quadro do Americano que está bem superior aos seus adversários, desde a disputa do Torneio Antônio Coutinho disputado ano passado.

Dominou no final

Antes mesmo de terminar o encontro, o Americano já dominava o Sapucaia, que a certa altura os seus jogadores demonstravam visíveis sinais de cansaço.  O placar foi acionado aos 10 minutos do primeiro tempo por intermédio de Paulo Roberto que aproveitou uma cobrança de escanteio chutado por Chico e cabeceou entre os braços do goleiro Renê, que ficou batido no lance. A partir daí todo o time do Sapucaia passou ao ataque, na tentativa de empatar, o que não aconteceu devido à interferência do goleiro Zé Amaro, que fez seu “debut” para a torcida alvinegra.

Aos 14 minutos da etapa final, novamente Chico entrava na área do Sapucaia e Eurico na tentativa de salvar colocou a bola nas suas próprias redes, ampliando o marcador em favor do Americano. Um minuto após, Jorge Pescoço, que entrou em lugar de Joceir, assinalava o primeiro tento do Sapucaia, aproveitando uma falha do goleiro alvinegro. Aos 35 minutos da etapa final, Chico aproveitando lançamento de cobrança de falta por intermédio de Adalberto solidificou o marcador em três a um.

Presidente agride menor

Quando era desenrolado o encontro houve um incidente entre alguns menores que estavam nas arquibancadas. O presidente Amílcar Monteiro, da Liga Campista de Desportos (LCD), interferiu para apartar a briga sendo desacatado por um dos menores, ocasião em que passou a agredir o menor, sendo levado pela RP ao Quartel da PM para prestar declarações. A IV Taça Cidade de Campos terá prosseguimento na noite de hoje (sexta-feira, dia 21 de janeiro de 1972), com o jogo entre as equipes do Rio Branco e do Goytacaz, em partida a ser disputada no Estádio Ary de Oliveira e Souza.

Para este encontro todos os jogadores do Goytacaz vem treinando intensivamente sob o comando de Hélvio Santafé que quer obter pelo menos uma vitória no seu novo clube. Com problemas, o Goytacaz conta com problemas em sua equipe. Vários jogadores que estavam em experiência no clube foram as suas cidades de origem apanhar os seus documentos para assinar contratos. O meia Carlos Roberto jogará sem contrato, pois até o momento a diretoria do clube ainda não o procurou para um acerto. Mas os dirigentes afirmaram que esta semana, talvez ainda hoje procurarão o jogador para examinar sua situação.

AMERICANO F.C. (RJ)

3

X

1

E.C. SAPUCAIA (RJ)

LOCAL: Estádio Godofredo Cruz, Campos dos Goytacazes (RJ)
CARÁTER: IV Taça Cidade de Campos
DATA: Domingo, dia 16 de Janeiro de 1972
RENDA: Cr$ 2.422,00
PÚBLICO: 859 pagantes
ÁRBITRO: Orlando Almeida Nogueira (LCD)
AUXILIARES: Manoel Agnelo da Costa Nascimento (LCD) e Edval Francisco da Silva (LCD)
AMERICANO: Zé Amaro; Cachola, Zé Henrique (Altamir), Biduça e Joaquim; Adalberto e Dudu; Chico, Luís Carlos, Messias e Paulo Roberto.
SAPUCAIA: Renê; Mundinho, Célio, Cláudio e Eurico; Miguel e Adílson (Adílson II); Jorginho, Toninho, Carlos Ílton e Joceir (Jorge Pescoço).
GOLS: Paulo Roberto aos 10 minutos (Americano), no 1º Tempo. Eurico, contra, aos 14 minutos (Americano); Pescoço aos 15 minutos (Sapucaia); Chico aos 35 minutos (Americano), no 2º Tempo.

FONTE: O Fluminense

Dragagem Esporte Clube – Japeri (RJ): Fundado em 1954

Por André Luiz Pereira Nunes

O Dragagem Esporte Clube é uma agremiação do Município de Japeri (RJ). O clube auriverde foi Fundado na terça-feira, no dia 07 de Setembro de 1954, e tem a sua Sede localizada na Rua João Alves Ferreira, 28, Nova Belém, Japeri, RJ. CEP. 26.435-160. Telefone (21)2670-2471.

Apesar de nunca ter disputado certames profissionais, é a maior expressão futebolística de Japeri, cidade que se localiza a 70 km da capital. Nos anos 90 a equipe auriverde quase se filiou à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), a fim de disputar o Campeonato Carioca da Terceira Divisão de profissionais.

Também cedeu a sua praça de esportes, localizada no centro da cidade, para jogos profissionais. Em relação ao seu histórico de conquistas, o Dragagem foi vice-campeão Iguaçuano duas vezes: Em 1981, ao perder a decisão para o Bayer EC e, em 1993, ao capitular diante do Vila Central EC.

FONTE: André Luiz Pereira Nunes