Arquivo da categoria: Futebol Amador / Varzeano

Pratinha F.C. – São João da Boa Vista (SP)

No começo dos anos 40, alguns jovens sanjoanenses apaixonados pelo futebol batiam sua bola nas imediações do Rio da Prata, no Bairro Pratinha. Por idéia de alguém, a nova equipe que ali nascia foi batizada como Clube Atlético Prata. Tratava-se do surgimento, na verdade, do antecessor do Pratinha Futebol Clube.

Mudança para Frigorífico Futebol Clube

Perto do final de década de 40, alteração de nome e o Clube Atlético Prata passa a se chamar Frigorífico Futebol Clube, pela proximidade com aquele estabelecimento municipal situado no bairro. Com esta denominação, a agremiação do Bairro Pratinha foi adquirindo carisma de vencedora e já incomodando os tradicionais times da cidade em alguns jogos e torneios da Liga, até o final de 1952, quando foi surgindo aos poucos a idéia do nascimento, de vez, do Pratinha Futebol Clube.   

1960 - Em pé; Binho Peres, Tomate, Efraim, Manoel, Guaraci e Armando Pigati; agachados, Zé Carlos, Joãozinho, João Mançano, Edval e Beiçola.

A fundação do Pratinha Futebol Clube
 No dia 1º de janeiro de 1953, na residência do Sr. Pedro Rezende Lopes (Rua Racticliff, nº 282), com as presenças de diversos moradores e simpatizantes do time de futebol do bairro do Pratinha, foi discutida a formação da primeira diretoria da nova agremiação que nascia, o PRATINHA FUTEBOL CLUBE, ficando assim constituída: Presidente de Honra: José Varzone Fajardo; Presidente, Jacinto Valentim Lopes; 1º Secretário, Pedro Rezende Lopes; 2º Secretário, Dimas Rezende Lopes; 1º Tesoureiro, Lúcio Rafael Penha; 2º Tesoureiro, Amado Valentim; Orador Oficial, Paulo Rezende Lopes; Diretor Esportivo, Emílo Buzon e, membros do Conselho Fiscal, Carlos Paiva, João Diniz, Daniel Doni, Romão Santamaría, Dario Ambrósio e Sebastião Pinto. Devidamente registrada e filiada perante a Liga Sanjoanense de Futebol, a data de fundação do clube ficou constando como 1º de março de 1953.  

Destaque jornalístico
O Clube Atlético Prata e o Frigorífico Futebol Clube deram origem ao Pratinha Futebol Clube, noticia de primeira mão editada pelos jornalistas Hélio Fonseca e Ito Amorim no semanal “A Cidade de São João” naquele inicio de 1953, com os dizeres: “Foi informada nossa reportagem que, no certame municipal Amador Extra de 1953, uma nova agremiação representará o Bairro da Pratinha”. Em abril daquele ano, o Pratinha partiu para a disputa do Torneio Inicio do 5º Campeonato Amador Extra, ao lado do Santo André, DER, Jabaquara, Ipiranga, Harmônicas Sartorello, São Lázaro, Juventus, Ponte Preta, Palmeirinhas (uma espécie de filial do Palmeiras) e Comerciários. O Palmeirinhas venceu o torneio.

Primeira partida com novo nome
Em 26 de abril de 53, finalmente a estréia oficial do Pratinha Futebol Clube no Campeonato Extra, pela primeira rodada, no campo da Rua Racticliff (terreno da prefeitura, onde a equipe manda seus jogos até os dias de hoje) contra o Jabaquara, jogo que terminou empatado em dois gols. Ventania e Beto (contra) marcaram para o Pratinha, Maringo (2) para o Jabúca. A primeira vitória veio com a goleada por 4 a 0 sobre o Comerciários, pela segunda rodada, gols de Dídi Michelazzo, Faé, Cezário Cassiano e Suan.       

1960 - Da esquerda para a direita, Lúcio Penha, Miltão, Pedro Barba, Colé,Dirceu, Baltazar, Loiro, Faé, Roberto Fajardo, Dino Célio, Dedé e Binho Peres.

Campeão, no ano em que nasceu
Quatro equipes – Palmeirinhas, Juventus, São Lázaro e Pratinha – terminaram em primeiro lugar no Campeonato Extra, com 4 pontos perdidos cada, o que gerou um quadrangular para definição do campeão de 1953. Numa das semifinais, o Palmeirinhas (curiosamente dirigido pelo técnico Efraim Nogueira, que depois dirigiria o Pratinha por 43 anos), venceu o São Lázaro por 4 a 1. Na outra, o Juventus não compareceu para enfrentar o Pratinha caracterizando um W.O. O dia 18 de outubro de 53, domingo, ficou para sempre gravado na história do Pratinha, que conquistou brilhantemente seu primeiro título – no mesmo ano em que nasceu – ao bater na decisão do Extra o Palmeirinhas por 5 a 2.

Fotos: Leivinha

Esporte Clube Guarani de Piabetá – Magé (RJ)

Aos apaixonados por escudos apresento um ‘Cinquentão’: Esporte Clube Guarani. Localizado na  Rua Guarani, s/n, no distrito de Piabetá, em Magé (Região Metropolitana do Rio), o clube foi fundado na terça-feira, no dia 2 de agosto de 1960. Após um longo tempo de inatividade, o EC Guarani voltará finalmente às suas atividades esportivas, onde disputará os certames de base promovidos pela Liga Mageense de Desportos.

O seu Estádio é o Arnaldo Joaquim de Carvalho. Já o presidente é Ronaldo Malaquias, que se encontra momentaneamente licenciado de suas funções. Lembramos que este clube não deve ser confundido com o quase homônimo alvirrubro, Guarany, que se localiza no distrito de Santo Aleixo (aquele cujo escudo, que durante décadas, foi confundido com o Guarani de Volta Redonda).

OS FEITOS DO GRACIANAUTO FC

O Gracianauto Futebol Clube foi uma agremiação fundada em Araraquara, na década de 1960. O proprietário de uma empresa se chamava Graciano R. Affonso (cidadão de destaque e muito prestígio na sociedade araraquarense), e o ramo de atividade era agência de automóveis; daí… juntaram Graciano e auto, resultando no nome que o clube recebeu: Gracianauto. Até hoje existe essa agência de veículos na Avenida 7 de Setembro, ao lado da igreja de Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Carmo, mas com outros proprietários. Recebendo o maior apoio da empresa, o clube fundado destacou-se no cenário do amadorismo da cidade.

Escudo: Gracianauto F. C.

Começando pela Segunda Divisão Amadora da Liga Araraquarense de Futebol, o time azul e branco obteve o vice-campeonato em 1965. No ano seguinte, sagrava-se campeão, adquirindo o direito de disputar, em 1967, o certame lafeano da Primeira Divisão.
Em 1969, o Gracianauto desenvolvia sugestiva campanha, terminando a competição em 3º lugar.
Em 1970, levantou o Torneio-Início da Primeirona.
O ano de 1971 marcou as maiores conquistas do Gracianauto. Levantou a Taça Cidade de Araraquara; foi campeão da Taça A Gazeta Esportiva; e tornou-se vice-campeão do Campeonato Amador da LAF.
A final da Taça A Gazeta Esportiva de 1971 foi realizada no Estádio Municipal de Araraquara, entre Gracianauto Futebol Clube e Associação Ferroviária de Esportes (AFE). Contra o forte quadro amador da Ferroviária, o Gracianauto conseguiu igualar-se no marcador, no tempo regulamentar: 0 a 0. Na disputa de pênaltis, levou a melhor, erguendo o troféu da importante competição amadora.
Na oportunidade, o Gracianauto apresentou a seguinte formação: Laerte; Pastori, Fermentão, Wilsinho e Roberto; Pedrinho e Nelsinho; Osvaldo, Tim, Zé Carlos e Hudson.

 

Wilson Carrasco defendeu o Gracianauto

Wilson Carrasco

Entre os jogadores que desfilaram sua técnica e bom futebol no Gracianauto, destaque-se o nome de Wilson Carrasco, profissional competente que se destacou, na década de 1980, em clubes do interior paulista, entre eles a Ferroviária de Araraquara e o Botafogo de Ribeirão Preto, despertando o interesse de grandes clubes. Defendeu posteriormente a Portuguesa, o Sport, o Santa Cruz, o Cruzeiro, entre outros clubes.

Fonte:
Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

A.E. Estrela do Vale – Belo Horizonte (MG)

 

Em 1970, um grupo de amigos que se encontrava na antiga praça 11, agora chamada de praça da Ecologia, que fica na Rua Dijalma Vieira Cristo, no bairro do Vale do Jatobá, iam para o bar do Chico da Sanfona para conversar. Durante uma das conversas, tiveram a idéia de formar um time de futebol. Decidiram fundar esse time porque gostavam de jogar peladas aos fins de semana, pois de Segunda a Sexta eles trabalhavam.

Em outro encontro, conversando ainda sobre futebol, o grupo de amigos resolveu dar um nome para o time que haviam formado. Surgiram vários nomes e o escolhido foi Associação Esportiva Estrela do Vale – A.E.E.V, em homenagem ao bairro Vale do Jatobá.

Com o passar do tempo, o time Estrela do Vale tornou-se um time amador e, de acordo com José Carlos, “os jogadores de um time amador jogam por prazer, não ganham dinheiro”.

Depois foram decididas as cores, que por meio de uma votação. Segundo José Carlos foi ‘cores vivas e alegres’. As cores que venceram a eleição foram: vermelho, azul e branco.

Os amigos viram também que o time não tinha um hino. Mas, como um hino é difícil para se fazer, criaram um grito de guerra que homenageia as cores do time:
“Vermelho e branco

Sinal de guerra

É o Estrela que

Estremece a Terra”.

José Carlos chegou ao time quando recebeu o convite de um amigo para assistir a um jogo. Por gostar muito de futebol, pensou em jogar no time. Com isso, seus amigos resolveram colocá-lo para jogar na posição de atacante.

Depois de algum tempo no time, José Carlos tornou-se presidente. Para ocupar esse cargo, ele teve que concorrer com várias outras pessoas, em uma eleição. Ele ganhou e ficou no cargo durante doze anos.
Atualmente ele joga na posição lateral, na categoria sênior e ocupa o cargo de vice-presidente do time. Além disso, ainda ajuda o treinador Dalton nas categorias mirim e juvenil.

O Sr. José Carlos falou que o jogo mais difícil do Estrela foi contra o Suzano. O time estava perdendo por dois a zero e faltando apenas vinte minutos para acabar o segundo tempo do jogo, um dos jogadores, o Leitão marcou dois gols e virou o placar para 3 a 2. O primeiro gol da vitória foi marcado pelo jogador Tiririca.

Já o jogo mais importante aconteceu no ano de 1990 onde o Estrela do Vale se tornou campeão da 30º Copa Itatiaia. Sobre esta copa, José Carlos disse que “é comparada como se fosse à Copa do Mundo dos times amadores”. Eles jogaram contra o Minas de Betim e o placar foi apertado. Ficou em 1 x 0. Quem marcou o gol foi o Lazimar. Os jogadores Michelim e Daltinho foram as grandes revelações deste torneio. Com esse acontecimento o time do Estrela do Vale ganhou o troféu mais valioso para eles. O 28º troféu Guará, que é uma chuteira de tamanho pequeno, mas de grande valor para o time.

 Depois da vitória, fizeram uma festa na sede provisória, que fica na avenida Serrinha e viraram a noite comemorando. A festa foi tão boa que muitos homens não foram trabalhar na segunda feira.

O time ganhou muitos campeonatos de 1970 até hoje. Por isso eles têm muitos troféus. Os troféus ficavam no bar do seu Nonô na Rua 114. Agora ficam na sede provisória. O sonho do time é ter uma sede própria e não pagar aluguel.