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HEROIS, COADJUVANTES E VILÕES EM COPAS!

Ao longo dos anos em Copas do Mundo, desde a primeira em 1930 no Uruguai até a mais recente em 2006 na Alemanha, temos jogadores que se tornaram heróis de conquistas épicas seja ela numa partida classificatória ou a grande final, outros vilões temos também os carrascos de algumas seleções e aqueles que sem muito alarde se tornaram em coadjuvantes  de suas seleções mais que mereceram destaques vamos acompanhar abaixo alguns desses elementos e olha teve gente que foi herói em uma Copa e Vilão em outra e etc.

1930 (COADJUVANTE) – Hector “ Manco”  Castro do Uruguai, conhecido naquele time campeão olímpico em 1928 Hector era reserva da linha de frente celeste, na estréia diante o Peru, jogo tenso nervoso diante 70.000 pessoas, ele marca o gol da primeira vitória uruguaia na Copa, Na final contra a Argentina Hector foi novamente decisivo ao fazer o gol do título contra a Argentina ao anotar o quarto tento e esfriar a Argentina que perdia por 3 a 2 e perseguia o empate a todo custo. Hector foi uma grande coadjuvante na campanha Uruguai rumo á taça.

1934  (HEROI) Zamora goleiro da Espanha, tinha fama de ser o melhor arqueiro da Europa, debaixo das traves dizem pegar até pensamento, contra o Brasil na primeira fase em jogo que os espanhóis venceram por 3 a 1, ele pegou uma penalidade cobrada por Waldemar de Brito o futuro descobridor de Pelé, na fase seguinte um duelo contra os donos da casa a Itália, em um jogo eletrizante e violento segundo relatos de época, Zamora fechou a meta da Fúria em jogo que terminou em 1 a 1, levando a ter uma nova partida dois dias depois, sem condições de jogo Zamora não pode atuar para o alento da torcida italiana e a Itália venceu por 1 a 0.

O outro herói deste mundial foi o italiano Schiavio que marcou o gol do título da Azzurra na base da raça aos 95º minutos de jogo.

1938 (HEROI) – Leônidas da Silva o “ Diamante Negro” fez gols em todos os jogos que disputou foi o goleador Maximo da Copa, pena ter ficado de fora do jogo da semi final contra a Itália e encantou a todos com seu jogo veloz e elegante e suas jogadas acrobáticas. (VILÃO) A Alemanha nazista que anexou a Áustria e obrigou os bons jogadores austríacos a jogarem pela seleção germânica. Domingos da Guia para os brasileiro foi o grande vilão por ter cometido um pênalti bobo em Piola, fato que terminou eliminando o Brasil.

1950 (HEROI) Obdulio Varela “ El Gran Capítan” foi alma e raça a serviço da celeste olímpica nessa Copa, seus gritos sua liderança  e gols foram fundamentais na fase final do Mundial nos jogos contra a Espanha, Suécia e a final contra o Brasil. (CARRASCO) Gighia se tornou o grande carrasco do nosso futebol até Paolo Rossi em 1982, seu gol calou e levou o Brasil todo a se silenciar e chorar a perda de título que era dado como favas contadas. (VILÃO) Barbosa o goleiro brasileiro se tornou o grande vilão o famoso bode expiatório, houve falha no gol de Gighia mais não foi somente Barbosa que perdeu e sim a auto-confiança de um grupo que se deixou levar pelo clima contagioso do já ganhou.

1954 (HEROIS) Todo time alemão são considerados verdadeiros heróis neste mundial, se superaram em uma final e um jogo praticamente perdido desde a semi final, reverter um placar 2 a 0,  contra uma verdadeira máquina de jogar futebol e a mais de quatro anos sem perder uma partida e seu ataque aniquilador foi uma tarefa difícil e dificílima mais eles conseguiram. Destaque para Rahn autor de dois gols na final,

(COADJUVANTES ) Sandor Kocsis goleador do mundial com 11 gols só passou em branco na final, Julinho Botelho seus dribles sensacionais e velocidade valeram um contrato com a Fiorentina onde virou ídolo rapidamente.

1958 (HEROI) Foi a primeira Copa vencida pelo Brasil, o time todos pode ser considerado num todo de heróis, mais Pelé e Vavá se saíram um pouco mais nessa conquista, o rei por sua idade e nosso centroavante Peito de Aço se agigantaram diante a França e Suécia.

(COADJUVANTES) Didi e Garrincha foram responsáveis por vitórias na campanha o Principe Etíope por seus passes e lançamentos e Mané por suas jogadas e dribles que encantam os suecos.

 (CARRASCO) Just Fontaine nascido no Marrocos com cidadania francesa era um celebre como uma adaga sarracena ele possui até hoje o Record de gols em uma única Copa 13 gols em seis partidas e só jogou um Mundial.

1962 (HEROI) Foi a Copa de Mané, com a contusão de Pelé, Garrincha mais  maduro assumiu a carapuça de líder e levou o Brasil ao bicampeonato, além de dribles fez gols de todo jeito.

 (COADJUVANTES) Amarildo recebeu a missão de substituir o Rei Pelé e não negou fogo marcou os dois gols que classificou o Brasil no jogo contra a Espanha, marcou na final um gol sem ângulo quando a nossa seleção perdia o jogo. Masopust era o seu terceiro mundial e o experiente meia tcheco de estilo sul-americano exibiu um belo futebol.

1966 (HEROIS) Bobby Charlton disputava a sua terceira Copa do Mundo, sobrevivente de um acidente aéreo antes do Mundial de 58, ele jogando uma copa em casa queria fechar com chave de ouro a sua carreira  e além de comandar o “English Team” brindou os súditos da rainha com gols e muita disposição. Charles Hurst atacante inglês  esta na posição de herói nesta conquista, pois graças a ele a Inglaterra venceu a catimba argentina nas quartas de finais e marcar três gol na final, até hoje um Record em finais de Copa.

 (COADJUVANTE) Lev Yachin o “Aranha Negra” também jogava o seu terceiro mundial e nessa copa ele levou com suas defesas a URSS a sua melhor colocação em uma Copa o quarto lugar.

(CARRASCO) Eusébio chegou a Copa com a fama de ser o Pelé da Europa embora tenha nascido em Moçambique na Africa e o “Pantera Negra” além seus gols e futebol de ímpeto e faro de gol não negou fogo goleador do torneio  com 9 tentos se tivesse mais um Eusébio em sua equipe Oto Glória poderia levar os patrícios mais longe quem sabe.

1970 (HEROI) Não faltam jogadores para ser qualificado como herói no mundial de 70 no México; Pelé em seu ultimo momento em Copas, Gerd Muller por sua genialidade e oportunismo dentro da área, Beckenbauer por sua liderança e raça nas semifinais contra a Itália jogando com uma luxação na clavícula, mais o grande herói da conquista do tri era um Furacão! Ele Jairzinho arrebentou marcando gols em todos os jogos da campanha do tri.

(COADJUVANTES) Pelé pela jogadas geniais, O Kaiser Beckenbauer pela raça, Rivelino pela dinâmica e La patada atômica, Gordon Banks pelas defesas e a maior de todas na cabeçada do Rei Pelé, Cubillas pela categoria e alegria que levou o Peru as quartas de finais.

(CARRASCO) Gerd Muller mostrou eficiência e oportunismo dentro da área e foi o goleador da Copa com 10 gols parecia um Romário germânico e mais roliço.

1974 (HEROIS) Sepp Maier e Gerd Muller, levaram a Alemanha em casa a chegarem ao bicampeonato mundial; Maier pelas defesas principalmente contra a Holanda na final, Muller por fazer o gol oportunista do título.

(COADJUVANTES) Todo time da Holanda que jogou um futebol que encantou o mundo a Laranja Mecânica emperrou na final apesar de ter começado a partida de forma arrasadora mais o futebol total praticado por toda equipe mereceu um destaque e revolucionou o futebol. Lato carequinha arretado e matador,  rápido, habilidoso marcou 7 gols e levou a Polônia que voltava a uma Copa após 36 anos a um lugar honroso.

1978 (HEROIS) Mario Kempes sem se firmar como titular em 1974 em 1978 Kempes comandou a Argentina ao lado de Passarela e Fillol, formaram um verdadeiro triunvirato da bola, Passarela com sua raça e firmeza na defesa e quando a bola passava lá estava Ubaldo Fillol mesmo com uma estatura não muito elevada ele fez defesas sensacionais principalmente no jogo contra a Polônia e na final contra a Holanda, pelo lado do Brasil que saiu como campeão moral da competição e invicto parte disso se deve ao zagueiro Amaral que no jogo contra a Espanha na primeira fase salvou em cima da linha o gol espanhol que eliminaria o Brasil logo na primeira fase e Kempes fez gols decisivos e na final brilhou no melhor estilo portenho.

(COADJUVANTE) Dirceu foi o nome da seleção brasileira na Copa da Argentina apartir da segunda fase ele logo no jogo contra o Peru brilhou, na decisão do terceiro lugar contra a Itália comandou a virada amarelinha com um belo gol.

(VILÕES) O arbitro galês Thomas que na estréia do Brasil contra a Suécia resolveu finalizar o jogo com a bola no ar depois de uma cobrança de escanteio a anulou o gol de Zico nesse momento sem ninguém entender somente os suecos e olhe lá. O goleiro argentino de nascimento naturalizado peruano Ramón Quiroga e toda a seleção peruana de futebol que entregou segundo dizem o jogo para a Argentina no famoso 6 a 0 que tirou o Brasil da final, com muitos remanescentes da Copa de 70 e do título da Copa América de 75 foi decepcionante o vexame peruano.

1982 (HEROI) Todos os jogadores da Itália podem ser considerados verdadeiros heróis dessa conquista na Espanha depois de uma primeira fase onde na bacia das almas a Azzurra passou no saldo de gols, mas Paolo Rossi que nem titular foi a jogos a primeira fase se transformou de vez no “ Il Bambino D´Oro” no jogo contra o Brasil eliminou os canarinhos com três gols, mais dois contra os poloneses que valeu vaga na grande final e nela mesma mais um gol e a artilharia da competição. Paolo Rossi é stato Il grande eroe di Itália, herói e carrasco.

(COADJUVANTE) Boniek se revelou para o mundo nesta Copa, depois de uma discreta atuação na Argentina em 1978, o polaco bom de bola levou seu país novamente a ficar na terceira posição do torneio. Falcão o Rei de Roma chegou a Copa com a fama de liderar o time romano, dois anos atuando fora do Brasil, ele nos brindou com um futebol refinado, elegante e inteligente foi um dos melhores da Copa de 82.

(VILÕES) Alemães e Austríacos pelo jogo vergonhoso na primeira fase onde os compadres ajudaram a eliminar a Argélia e se classificarem juntas, nem parece que a Alemanha nazista tinha invadido a Áustria na segunda guerra mundial e era a chance dos austríacos se vingarem, mais tomaram um gol e resolveram se ajudarem.

1986 (HEROI) Nem precisa dizer quem foi o herói de 1986 no México, Diego Armando Maradona jogava a sua segunda Copa e depois da vergonha exibida em 1982, Dieguito havia prometido que esta seria o seu mundial, e não deu outra, Maradona comandou e levou a Argentina ao bicampeonato com autoridade de maior nome do futebol mundial na época; gols antológicos e jogadas de gênio e até gol irregular valeu para “ El Pibe”.

(COADJUVANTES) Valdano e Burruchaga eram os fieis escudeiros de Maradona e na final enquanto os alemães anularam Diego eles contribuíram e muito para a conquista portenha; Careca se mostrou para o mundo em 86, rápido e  ágil faro de gol e um estilo oportunista lhe valeram a vice artilharia do torneio.

(CARRASCO) Gary Lineker mostrou suas garras no México o inglês dentro da área foi decisivo para os súditos da rainha.

(VILÃO) Zico para muitos por ter perdido o pênalti durante o jogo contra a França é considerado o vilão pela eliminação do Brasil no México em 86.

1990 (HEROI) Roger Milla foi a sensação da Copa da Itália, com seu futebol alegre, solto e cheio de ginga elevou o pobre futebol apresentado nessa Copa. Camarões liderados por ele deu o toque de futebol mágico que era esperado ser jogado pelo Brasil.

(COADJUVANTE) Lothar Matthaus foi o líder da conquista alemã, depois de ter duas atuações discretas em 82 e 86, Matthaus comandou sua seleção com gols, talento e força física foi eleito o melhor da Copa de 1990.

(CARRASCO) Salvattori Schillaci  era apenas a terceira opção de ataque dos italianos, jogador da Juventus que foi artilheiro da segundona italiana, veio para a Copa para se consagrar como goleador máximo. Caniggia e Maradona foram os carrascos do Brasil em um jogo em que os brasileiros foram superiores, mais uma jogada genial e um passe perfeito e uma conclusão fria e calculista nos eliminaram.

(VILÃO) Pergunta a qualquer colombiano que foi o grande vilão nesse mundial? Ele mesmo René Higuita com suas jogadas de jogador de linha terminou em eliminação diante Camarões.

1994 (HEROI) Romário foi o nome da Copa de 94 o baixinho que em 90 jogou apenas alguns minutos diante a Escócia, sabia que essa era a Copa da sua redenção, depois de classificar o Brasil um ano antes o baixinho deu show e se consagrou.

(COADJUVANTES) Stoichkov, Roberto Baggio por ter levado a Itália nas costas, e Kenethy Andersson da Suécia fora os coadjuvantes desse mundial.

(CARRASCO) Oleg Salenko dois jogos seis gols e artilharia ao lado de Stoichkov foi na base da vodka.

(VILÃO)  Roberto Baggio ficou marcado pelo pênalti perdido contra o Brasil que deu o tetra aos canarinhos, se esperava muito dele e para mim ele fez muito além numa Itália presa por Sacchi retranqueiro. Leonardo por ter dado uma cotovelada desleal no americano Tab Ramos no qual deixou o atleta ianque desacordado.

 1998 (HEROI) Não existe outro nome para assumir essa marca de herói nesse mundial sem ser Zidane, embora ausente por duas rodadas devido a uma expulsão no jogo contra a Arábia Saudita, Zizou foi implacável e decisivo, a França somente chegou a final graça ao heroísmo de Thuram mas na final Zidade foi magistral marcou 2 gols e elevou os “ Les Bleus” ao título mundial.

(COADJUVANTES) Bergkamp jogou muito e levou a Holanda as semifinais, Rivaldo foi excelente em seu primeiro mundial.

(CARRASCO) Davor Suker avisou que iria ao seu primeiro mundial para honrar a Croácia foi goleador com 6 gols e levou os croatas ao merecido terceiro lugar.

(VILÃO) Os ingleses não pouparam criticas e ele o bonzão David Beckham pela expulsão atípica contra a Argentina foi o grande vilão.

2002 (HEROI) Depois de vexame de 98 onde ninguém sabe ao certo por que ele entrou em campo para a final depois de uma convulsão nervosa e várias contusões muitos deixariam inutilizado para o futebol, Ronaldo fez acontecer numa Copa, sobe a batuta de Felipão, Ronaldo fez a galera cair no samba nas manhãs de jogos, foi decisivo desde do inicio contra a Turquia até a final contra a Alemanha seus dois gols e a artilharia máxima do torneio com 8 gols valerão também para quebrar escritas que já duravam cinco mundiais, o artilheiro terminava sempre com 6 gols.

(COADJUVANTE) Rivaldo esteve para muitos a altura de Ronaldo, com gols e jogadas decisivas Rivaldo foi importante na conquista do penta.

(CARRASCO) Ronaldo foi aniquilador

(VILÃO) As arbitragens tendenciosas que ajudaram a Coreia do Sul a passar de fase contra a Itália e Espanha.

 2006 (HEROI) Não tivemos um jogador que tenha atuado de forma marcante, Zidane ainda sim foi o de maior destaque pelas suas atuações contra Espanha, Brasil e Portugal pode ser considerado o que ainda mereça esta qualificação.

(COADJUVANTES) Malouda o francês é uma forminha em campo marca e ataca com muito fôlego, todo grupo da Itália pela aplicação e vontade de chegar ao título, o português Maniche pelo futebol  dinâmico foi uma grata surpresa.

(CARRASCO) Klose com cinco gols foi o grande goleador da Copa se esperava mais dos atacantes com fama de artilheiros: Ronaldo, Adriano, Cristiano Ronaldo, Totti, Luca Toni, Podolski e Rooney.

(VILÕES) Roberto Carlos considerado o vilão maior da derrota que eliminou o Brasil por esta concertando o meião na hora da cobrança de falta que resultou no gol de Henry. Zidane por ter dado uma cabeçada no italiano Materazzi e ter deixado a França órfã de seu futebol perto do termino da prorrogação.

Fontes: Textos Galdino Silva

Pesquisas: Arquivos Galdino Silva

 

A ITÁLIA DE MEDIOCRE PARA CAMPEA DE 1982

Os italianos ficaram no grupo l nas cidades de Vigo e La Corunha, juntamente com Polônia. Peru e Camarões. A Polônia não era a mesma das copas anteriores. O Peru comandados pelo brasileiro Tim nada fez de bom. Camarões tinha apenas um bom goleiro. E a Itália era o próprio retrato da mediocridade. Empatou os três jogos e passou para a próxima fase graças a um gol a mais que fez em Camarões. Por causa das fracas atuações, surgiu uma guerra entre a delegação e a imprensa. E foi Paolo Rossi quem começou a greve do silêncio. Ele que era um dos mais criticados. A imprensa o acusava de: “Um vendido que se escondia por trás do jeito de menino tímido e frágil”.
Na próxima fase, a Itália ficou no grupo que tinha Argentina e Brasil. Como franco atirador os italianos começaram sua reação. As criticas serviram como verdadeiro doping nos jogadores. Começaram vencendo a Argentina por 2×1. Como o Brasil também derrotou os argentinos, ninguém poderia acreditar que a Itália se superasse para ganhar dos brasileiros. Mesmo jogando pela vitória, os comandados de Bearzot correram sempre atrás da classificação. Paolo Rossi, em tarde de gênio, fez os três gols se aproveitando de falhas da defesa brasileira. E como no futebol, o jogador um dia está por baixo outro dia está por cima, Paolo Rossi se transformou no grande herói italiano da noite para o dia. Os mesmo jornais que havia criticado duramente Bearzot e seus comandados, começaram a criar manchetes para um time vencedor. A partir da vitória em Sarriá, os italianos passaram a jogar de uma forma completamente diferente daquele inicio da Copa. Com moral elevada, a Itália venceu a Polônia nas semi finais por 2×1 com dois gols de Paolo Rossi.
A grande final aconteceu no dia 14 de julho no estádio Santiago Bernabéu em Madri. A merecida vitória da Itália sobre a Alemanha diante de sua torcida embandeirada e com o aplauso de sua imprensa, mostrava mais uma vez que os deuses do futebol erraram novamente. O marcador de 3×1 teve mais um gol de Paolo Rossi que, em três jogos marcou seis gols e se transformou no artilheiro da Copa. Foi peça decisiva na conquista dos italianos que passaram a chamá-lo de “Menino de Ouro”. Tudo foi esquecido, todas as verdades repensadas. Ao Brasil coube participar da final através do arbitro Arnaldo Cesar Coelho.
A Copa continua sendo uma competição caprichosa e freqüentemente cruel. Na Espanha, mais uma vez o melhor futebol foi derrotado. Uma copa caprichosa, cruel e imponderável. Afinal, Paolo Rossi, acusado dois anos antes de vendido, aplicou um drible no destino e se tornou o herói de seu país e artilheiro do mundial.

A HISTÓRIA DA TAÇA JULES RIMET

Durante o Congresso da FIFA, 28 de maio de 1928, época dos Jogos Olímpicos de Amsterdã, por proposta do Comitê Executivo daquele órgão ficou decidido levar a efeito um campeonato mundial de futebol. Apareceram, então, seis países candidatos a realizar o primeiro certame: Hungria, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Uruguai.
No Congresso de Barcelona, em 1929, a FIFA fixou o ano seguinte para a disputa da Primeira Copa do Mundo, escolhendo o Uruguai como sede da referida disputa. A escolha fundamentou-se em três motivos: prestígio do futebol uruguaio como campeão olímpico em 1924 e 1927; o Uruguai comemoraria em 1930 o centenário de sua independência, além da Associação Uruguai de Futebol oferecer vantagens financeiras aos participantes.
Decidida a promoção do mundial, Jules Rimet, ainda em 1929, uma das últimas providências para concretização do seu sonho, foi a confecção de uma bela taça, pelo artesão Abel Lafleur, em Paris, que depois, por decisão do Congresso da FIFA, realizado em Luxemburgo (01.07.1946) levaria seu nome.
O rico troféu representava uma Vitória alada, levando em suas mãos, levantadas sobre a cabeça, um vaso octogonal em forma de copa. Era de ouro puro com um quilo e oitocentos gramas e seu peso total correspondia a quatro quilos, com trinta centímetros de altura, incluindo a base de mármore em que se apoiava. Ao pé desta, em placas especiais, passaram a figurar o nome gravado dos vencedores dos mundiais realizados até 1970. Os nomes são: 1930 (Uruguai), 1934 (Itália), 1938 (Itália), 1959 (Uruguai), 1954 (Alemanha), 1958 (BRASIL), 1962 (BRASIL),1966 (Inglaterra),1970 (BRASIL). O Brasil ficou de posse definitiva da taça Jules Rimet por ter conquistado seu tri-campeonato. A taça Jules Rimet ficou pronta em abril de 1939, antes da primeira copa do mundo, e os gastos totais atingiram 50 mil francos, uma fortuna para a época.
O belo troféu que havia sido mantido escondido na Segunda Grande Guerra Mundial pelo desportista italiano Otorino Barassi, depois foi roubado na Inglaterra, em 1966, mas logo recuperado. Infelizmente desapareceu da sede da CBF, no Rio de Janeiro, no final de 1983. E para decepção dos desportistas brasileiros, a imprensa anunciou no dia 28 de janeiro de 1984 que a taça Jules Rimet havia sido derretida no dia seguinte ao roubo, juntamente com outros troféus ganhos pelo futebol brasileiro.
Com a conquista em difinitivo da Taça Jules Rimet pelo Brasil, foi instituído um novo troféu para o mundial de 74. O Comitê Executivo da FIFA, reunido na cidade de Atenas, janeiro de 1971, deliberou a confecção de uma nova taça, com a denominação de Copa Mundial da FIFA. Após uma comissão especial examinar projetos apresentados por 53 empresas européias de sete países, decidiu pelo projeto da Companhia Bertoni de Milão.
O autor do projeto vitorioso foi o milanês Silvio Gazzaniga, chefe da firma Bertoni, e com passagem pela Escola Superior de Artes de Milão. A Copa Mundial simboliza a força e a pureza das disputas esportivas mundiais, representadas por dois atletas segurando o globo terrestre. É de ouro maciço 18 quilates, pesando cinco quilos e medindo 49 centímetros de altura, incluindo a sua base. Na aludida base existe espaço para registro de 18 vencedores de Copas, a contar de 1974 (Alemanha) o primeiro campeão da nova taça. Depois tivemos em 1978 (Argentina), 1982 (Itália). 1986 (Argentina), 1990 (Alemanha), 1994 (BRASIL), 1998 (França) e 2002 (BRASIL).
Em 71, o custo do novo troféu foi de 20 mil dólares. Ao contrário da taça Jures Rime, a Copa Mundial não ficará em definitivo, em poder de nenhum país. O vencedor de cada mundial manterá a posse da original por quatro anos. Depois disso, receberá uma réplica, apenas banhada em ouro, que reterá definitivamente.

OS DEZ JOGOS COM MAIOR NÚMERO DE GOLS EM COPAS DO MUNDO

9 gols
Argentina 6×3 México – Copa do Uruguai (1930)

Bicampeão olímpico, o Uruguai comemorou o centenário de sua independência com um presente da Fifa: a realização da primeira Copa organizada pela entidade. Eram 13 seleções disputando o título, e logo na primeira fase, em jogo pelo Grupo 1, Argentina e México fizeram um duelo de nove gols.

A Argentina goleou por 6 a 3, com Stabile, duas vezes, e Zumelzu abrindo o placar. No final do primeiro tempo, Rosas converteu uma penalidade — a primeira da história dos Mundiais — e descontou. Varallo e Zumelzu ampliaram para os argentinos no início do segundo tempo. Rosas e Gayon fizeram para o México e diminuíram a vantagem mais uma vez. Mas Stabile fez o sexto dos sul-americanos e definiu o resultado final.

A Argentina chegou à final da competição, mas perdeu para o Uruguai por 4 a 2.

Hungria 9×0 Coreia do Sul – Copa da Suíça (1954)

A Hungria tinha uma das melhores seleções do mundo em 1954, liderada pelo técnico Gusztav Sebes. Na época, a equipe perdeu apenas uma partida em seis anos, e mostrou todo seu poder na Copa. Além da Alemanha, o time também goleou a Coreia do Sul na primeira fase da competição, pelo Grupo 2.

A partida foi um show de Puskas (foto) e companhia. O craque húngaro abriu o placar aos 12 minutos, e Lantos fez o segundo aos 18. Kocsis marcou duas vezes antes do final do primeiro tempo, aos 24 e aos 36. O mesmo Kocsis fez o primeiro no segundo tempo. Czibor, Palotás, duas vezes, e Puskas, de novo, fecharam o placar.

Alemanha 7×2 Turquia – Copa da Suíça (1954)

As duas seleções terminaram a primeira fase empatadas em pontos no Grupo 2 e precisaram fazer uma partida extra para decidir quem passaria para as quartas de final. No primeiro duelo entre as equipes, a Alemanha já havia vencido por 4 a 2. No jogo decisivo, os alemães confirmaram o favoritismo e golearam por 7 a 2.

Os alemães saíram na frente com gols de Walter e Schaefer. Mustafa diminuiu para os suíços. Morlock fez o terceiro da Alemanha ainda no primeiro tempo. Após o intervalo, Morlock, duas vezes, Walter e Schaefer ampliaram. Lefter marcou o segundo da Suíça no final da partida.

França 6×3 Alemanha – Copa da Suécia (1958)

As duas equipes se enfrentaram na decisão do terceiro lugar – nas semifinais, a Alemanha havia perdido para a Suécia por 3 a 1, e a França tinha levado 5 a 2 do Brasil, que seria campeão pela primeira vez.

Os franceses levaram a melhor e ficaram com a medalha de bronze. Mais uma vez, Fontaine, goleador daquele ano, foi o destaque com quatro gols. Ele marcou duas vezes no primeiro tempo. Kopa fez o outro gol da França na etapa inicial, e Ciesclarczyk descontou. Na segunda etapa, Douis, e Fontaine, duas vezes de novo, ampliaram a vantagem. Rahn e Schaefer marcaram para os alemães.

Iugoslávia 9×0 Zaire – Copa da Alemanha (1974)

O Zaire (foto, contra o Brasil) fez a primeira participação em uma Copa na Alemanha, após vencer a Copa Africana de Nações. Os jogadores do time receberam uma casa e um carro do governo pela classificação. Mas os prêmios foram confiscados após a péssima campanha da seleção no torneio. A equipe terminou a primeira fase na última posição do Grupo B, sem marcar nenhum gol e após ter sofrido 14.

Contra a Iugoslávia, o Zaire sofreu uma das maiores goleadas da história das Copas. Bajevic, duas vezes, Dzajic, Surjak, Katalinski e Bogicevic marcaram seis gols ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Oblak, Petkovic e Bejevic completaram a goleada.

10 gols
França 7×3 Paraguai – Copa da Suécia (1958)

A Copa de 1958 marcou a primeira conquista do Brasil e a estreia do maior jogador de todos os tempos: Pelé. O evento contou com a participação de 16 países. O goleador foi o francês Fontaine, com 13 gols. Em uma das partidas de Mundiais com maior número de gols, a França (na foto, contra o Brasil) fez 7 a 3 no Paraguai, que disputava a competição pela terceira vez.

O time sul-americano saiu na frente com um gol de Amarilla. Fontaine, duas vezes, virou para a França. Ainda no primeiro tempo, Amarilla empatou em cobrança de pênalti. Na segunda etapa, Romero colocou os paraguaios em vantagem. Porém, com gols de Piantoni, Wisnieski, Fontaine, Kopa e Vincent, os franceses passaram na frente e golearam.

11 gols
Brasil 6×5 Polônia – Copa da França (1938)

Apenas 16 seleções participaram da Copa de 1938 e a competição começou nas fases eliminatórias. O Brasil enfrentou a Polônia na primeira partida, válida pelas oitavas de final. Pelo lado brasileiro, o destaque foi Leônidas da Silva (foto), com três gols. Wilimowski fez quatro e foi o principal jogador da Polônia.

Leônidas abriu o placar ao 18 minutos de jogo. De pênalti, cinco minutos depois, Szerfke empatou para a Polônia. Romeu e Perácio ampliaram para o Brasil antes do final do primeiro tempo. Na segunda etapa, Wilimowski marcou aos oito e aos 14 minutos, deixando tudo igual novamente. Perácio fez o quarto para os brasileiros, aos 26. Mas Wilimowski empatou novamente e o jogo foi para a prorrogação.

No tempo extra, Leônidas marcou aos três e aos 14 para o Brasil. No final do segundo tempo da prorrogação, Wilimowski fez mais um para a Polônia.

O Brasil acabou eliminado ao perder para a Itália por 2 a 1 nas semifinais. Os italianos bateram a Hungria na final por 4 a 2.

Hungria 8×3 Alemanha – Copa da Suíça (1954)

Na primeira fase da Copa de 1954, pelo Grupo 2, Hungria e Alemanha Ocidental fizeram o confronto que viria a se repetir na final da competição. Mas, ao contrário da decisão, no primeiro jogo quem se deu bem foram os húngaros, que eram liderados pelo craque Puskas. O destaque da partida foi Kocsis, com quatro gols.

A Hungria começou a partida arrasadora e abriu três gols de vantagens: Kocsis, aos 3 e aos 21 minutos, e Puskas, aos 17. Pfaff descontou para a Alemanha aos 25. No segundo tempo, Hidegkuti fez mais dois para os húngaros, aos 5 e aos 9 minutos. Kocsis e Toth fizeram o sexto e o sétimo. Rahn, aos 32, fez o segundo dos alemães. Kocsis marcou o último dele aos 34. Herrmann ainda fez mais um para a Alemanha antes do apito final.

Hungria 10×1 El Salvador – Copa da Espanha (1982)

A Copa da Espanha foi a primeira que contou com 24 países participantes. A competição registrou a maior goleada da história dos mundiais, na vitória da Hungria sobre El Salvador. Na partida, Luís Ramirez marcou o único gol dos salvadorenhos nos mundiais e se tornou ídolo. O país já havia participado da competição em 1970, mas não havia marcado nenhum gol.

No primeiro tempo do jogo, a Hungria marcou apenas três vezes. Nyilasi, Poloskei e Fazekas fizeram os gols. Na segunda etapa, El Salvador não conseguiu suportar a pressão e levou mais sete. Toth, Fazekas, Azentes, Nyilasi e Kiss, três vezes, fecharam a goleada.

12 gols
Áustria 7×5 Suíça – Copa da Suíça (1954)

As duas seleções se enfrentaram nas quartas de final. Mesmo marcando cinco gols, a Suíça conseguiu a façanha de levar sete. Os anfitriões marcaram os três primeiros gols da partida, com Ballaman e Huegi, duas vezes. A Áustria não se abateu e virou o jogo com Koerner, duas vezes, Wagner, também duas vezes, e Ocwirk. Ballaman, ainda no primeiro tempo, empatou.

Na segunda etapa, Wagner aumentou a vantagem para a Áustria. Huegi marcou o quarto da Suíça, mas Probst marcou o sétimo da Áustria e fechou o placar. A partida foi a com maior número de gols de todas as Copas. A Áustria acabou eliminada pela Alemanha Ocidental nas quartas de final. Os alemães foram campeões ao derrotar a Hungria na decisão

MP entra com ação contra demolição de estádio

A fim de conciliar os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a proteção do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural brasileiro, o Ministério Público Federal (MPF/BA) ajuizou na terça-feira, 13, ação civil pública com pedido liminar de suspensão imediata das autorizações concedidas pelo poder público para a demolição da Fonte Nova. Na ação, distribuída à 11ª Vara da Justiça Federal, o MPF pede que o Estado da Bahia e o consórcio Fonte Nova Negócios e Participações S.A abstenham-se de iniciar a demolição total ou parcial do complexo esportivo até que sejam realizados estudos técnicos prévios, aprofundados e aptos a fundamentar qualquer decisão do poder público, seja pelo tombamento, seja pela negativa de conferir ao bem a referida forma de proteção.
O MPF elenca cinco razões principais para a realização dos estudos prévios antes da anunciada demolição da Fonte Nova. O primeiro deles é o reconhecimento de que o complexo esportivo é dotado, inquestionavelmente, de valor histórico, cultural, paisagístico, de uso, identitário e de singularidade. O segundo é o indeferimento pelo Iphan do pedido de tombamento formulado pelas entidades acima reportadas, sem fundamento nos devidos estudos técnicos, conforme assinalado por perito da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal em Brasília.
A terceira razão está relacionada à efetiva execução do projeto da “Nova Fonte Nova”, no qual se prevê a demolição da atual estrutura, por meio da técnica de implosão, com larga utilização de explosivos, remoção de 40 mil metros cúbicos de entulhos, construções e edificações nos arredores do Dique do Tororó. A implosão acarretará sérios riscos aos bens tombados localizados no entorno: casa à Avenida Joana Angélica n°. 149 (ex-escola da Professora Anfrísia Santiago), o Convento e Igreja de Nossa Senhora do Desterro e o Dique do Tororó. Os outros motivos referem-se à ausência de respostas satisfatórias aos questionamentos do MPF por parte dos entes públicos diretamente envolvidos no projeto e à falta de estudos técnicos e documentos adequados e imprescindíveis para a verificação da sua regularidade.

Do site do MPF

A FESTA QUE VIROU TRAGÉDIA

O Maracanã tem a forma de uma falsa elipse. Sua construção consumiu 500.00 sacos de cimento, correspondentes a três vezes a altura do Corcovado, e ferro em barras de 1/16 de polegadas, suficientes para duas voltas em torno da terra. Oduvaldo Cozzi, locutor dos mais famosos da década de cinqüenta, dizia que “no Maracanã, esse monstro de areia, ferro, pedra e cimento, está a alma do futebol”. Frase bonita, mas sem dúvida, mas profundamente amarga para a geração que nasceu com o estádio.
Um grupo de dez rapazes compraram ingressos no cambio negro e foram direto para o Maracanã. A cidade bebera todo chope da vitória – que não veio. Para Fausto Neto, um dos rapazes, pouco se recorda do jogo, pois no que aconteceu depois do gol de Ghigia ficou gravado de tal forma na sua memória que apagou o resto. Como quase todos que estavam no estádio ele também chorou ao observar a mascara da tragédia no rosto de cada torcedor. Quem viu ou acompanhou pelo rádio o jogo do Brasil contra a Espanha não tinha mais dúvidas: nada impediria que o Brasil fosse o campeão. Além do mais, o Uruguai apenas empatara com a Espanha e vencera com dificuldade a Suécia. Um detalhe foi esquecido por todos: nos dois jogos, os uruguaios estiveram em desvantagem.
A partir da noite de 13 de julho, o Rio de Janeiro se transformou numa festa. O técnico Flavio Costa lembra que o “ar estava impregnado de futebol e ninguém acreditava um fiasco na final. Gigantesco e monumental quando na planta, apenas grande já nos jogo da fase eliminatória, apertado nas partidas contra Suécia e Espanha, o Maracanã parecia diminuir à proporção que o futebol do Brasil crescia. Os bares da cidade reforçaram seus estoques de chope.Os ingressos da decisão ficaram a cargo da Delegacia de Costumes e Diversões. Eles logo se esgotaram. As reclamações eram gerais. Por mais que a policia planejasse, era impossível controlar as multidões atrás de um ingresso.
Sem exagero, quem mais trabalhou naquele final de semana foram os garções e copeiros dos bares. Todo mundo era campeão do mundo e comemorava. Na concentração dos uruguaios, Obdulio Varella colecionava jornais que mostravam fotos com o Brasil campeão do mundo. Mira. Mira – repetia o capitão para os companheiros, apontando as manchetes do jornais. Na concentração dos brasileiros, em São Januário tudo era otimismo delirante. Os jogadores não tinham um minuto de calma. Políticos e cartolas disputavam, os jogadores para tirar a foto histórica. A situação chegou a tal ponto que o técnico Flavio Costa chegou a pensar em voltar com os jogadores para o Joá. Os cartolas, interessados em faturar o prestígio dos jogadores, deram o contra. E o assunto acabou esquecido. O barulho infernal da torcida aumentou gradativamente até o gol de Friaça aos 4 minutos do segundo tempo quando explodiu. Para diminuir quando Schiafino empatou e parou de vez quando Gighia fez o segundo gol. Ninguém entendia nada e o resto foi silêncio. Córner contra os uruguaios. Friaça levanta para a área. Jair salta e Maspoli segura firme. O juiz inglês George Reader apitou o final do jogo.
Dentro e fora do campo, lágrimas. Dentro e fora do campo, sorrisos de uns poucos uruguaios, dos jogadores da celeste, logo transformados em super-herói. Flavio Costa e os jogadores brasileiros eram acusados de um crime que não cometeram: o crime de perder a última batalha.
A Copa se fora como um sonho, o mesmo sonho que levou à construção do Maracanã. Desolado e mudo, o prefeito Mendes de Moraes, o construtor do estádio, assistia imóvel à tragédia do mesmo local onde, antes do jogo, em discurso no próprio estádio, saudou os jogadores como campeões do mundo. De repente, a dura realidade. Como encará-la ? Mas era impossível esconder a verdade. E dizer a verdade, naquele momento, era partir para a manchete cruel – Uruguai campeão do mundo. E foi isso que fez a maioria dos jornais no dia seguinte.
Cada jogador procurou a sua casa ou o hotel pelos próprios meios. Em algumas salas do Maracanã, jaziam caixas e mais caixas de serpentina e sacos de confetes preparados para o carnaval da vitória. O Maracanã, palco por excelência do futebol, já viveu tragédias, farsas e comédias. Mas, aquele 16 de julho de 1950, está marcado para sempre como um dia de finado do futebol brasileiro.

Fonte : revista Placa 1975

VOCÊ SABIA? CURIOSIDADES SOBRE COPAS

Na Copa de 1974 o polonês LATO foi o goleador daquele mundial na Alemanha com 7 gols marcados, após este mundial até o mundial de 2002 os goleadores dos mundiais de 1978 Mario Kempes da Argentina, 1982 Paolo Rossi da Itália, 1986 Gary Lineker da Inglaterra, 1990 Totó Schillaci da Itália, 1994 Oleg Salenko da Russia e Davor Suker da Croácia foram artilheiros da competição com 6 gols marcados.

Somente em 2002 o brasileiro Ronaldo superou a marca com 8 gols assinaldos no Mundial da Coreia do Sul e Japão.

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Alemanha e Brasil  são os países que mais finais de copas disputaram! 7 finais cada uma, as duas potências também dividem o maior número de finais seguidas: Alemanha em 1982, 1986 e 1990 e Brasil em 1994, 1998 e 2002.

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Na Copa de 1990 na Itália, Durante a competição, a Fifa determinou que o gol contra, se iniciado com um chute de ataque, devia ser atribuído ao atacante. A polêmica surgiu após o gol brasileiro contra a Costa Rica, Müller chutou, a bola bateu no zagueiro Montero e entrou. A Fifa mudou a decisão do árbitro e deu o gol a Müller.

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O Brasil de 1978 e 1986 saiu da Copa de maneira invicta e se tornou o país bicampeão moral.

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A Tunisia foi a primeira seleção africana a vencer uma partida em copas do mundo, foi na Argentina em 1978, venceu o Mexico de virada por 3 a 1.

Também na Copa de 1978 foi realizada a substituição mais rápidas dos mundiais: O técnico Enzo Bearzot, da seleção italiana, trocou Mauro Bellugi por Antonello Cuccureddu depois de apenas seis minutos de jogo.

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 Na manhã da semifinal contra o Chile, pela copa de 1962 a comissão técnica brasileira saiu para comprar salame, mortadela, queijo e pão. Os jogadores almoçaram apenas sanduíches. Como o jogo era contra os donos da casa, a seleção estava com medo de que algo pudesse ser colocado na comida do hotel em que o time estava hospedado.

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Na copa de 1938 o brasileiro Leônidas da Silva, era tão temido pelos zagueiros italianos que segundo o marcador Alfredo Foni foi uma alivio ou um presente de Deus que o Diamante Negro não estaria em campo na semifinal em Marselha.

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O Brasil já teve 3 goleadores maximos em Copas do Mundo:

Leônidas da Silva  com 8 gols em 1938

Ademir Menezes com 9 gols em 1950

Ronaldo com 8 gols em 2002

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O goleador do mundial de 1962 no Chile Jerkovic conquistou a honra de ser artilheiro após marcar cinco gols na Copa do Mundo. Mas o jogador só teve o feito reconhecido oficialmente em 1993, graças a uma confusão no jogo entre Iugoslávia e Colômbia. Na súmula, o terceiro gol iugoslavo na vitória por 5 a 0 foi creditado equivocadamente a Galic. Porém, a revisão do filme da partida provou que Jerkovic havia sido o autor daquele gol.

Estas são apenas algumas curiosidades de Copas do Mundo até o inicio do mundial colocarei mais algumas de muitas.

FONTES: A HISTÓRIAS DE TODAS AS COPAS de Orlando Duarte

Textos: Galdino Silva

A ALEMANHA VENCE A HOLANDA NA DECISÃO DA COPA DO MUNDO DE 1974

A seleção da Holanda tinha como técnico Rinus Michels. Sua equipe devolvia o futebol de seus grandes dias do passado, quando o gol era, acima de tudo, a própria razão de ser do jogo. Mas não residia apenas nisso seu encanto. Jogando com muita aplicação tática, fazia a bola rolar de pé em pé, em jogadas ensaiadas com admirável talento coletivo. Logo na sua estréia contra os uruguaios, a imprensa mundial viu uma seleção praticando um futebol bonito, harmonioso e eficiente. No ponto de vista coletivo, a seleção holandesa era quase perfeita. É como se fosse uma orquestra que tinha como regente o elegante Cruijff. Na Copa de 1974, Cruijff se tornava o novo rei do futebol. Era o símbolo vivo daquele seleção que os estrategistas batizaram de “Carrossel Holandês”. O futebol da Holanda era algo novo, diferente, irresistível.
Nas oitavas de final, a Holanda venceu o Uruguai por 3×0, a Bulgária por 4×1 e empatou com a Suécia em 0x0. Nas quartas de final, derrotou a Argentina por 4×0, a Alemanha Oriental por 2×0 e o Brasil também por 2×0.
Alemanha Ocidental não era a favorita do mundial. Mesmo se levando em conta que jogava em casa com o inestimável apoio de sua torcida, com todos os fatores extra campo inteiramente a seu favor, a imprensa mundial acreditava mais no “Carrossel Holandês”, no futebol mais perfeito, no futebol arte. Mas, os alemães ostentavam o titulo de campeão da Europa de 1972 e possuía em seu plantel grandes estrelas do futebol germânico como Vogts. Overath, Beckenbauer, Gerd Muller, Sepp Mayer e o polêmico Breitner. O técnico era o perfeccionista Helmut Schõen.
Nas oitavas de final, a Alemanha Ocidental venceu o Chile por 1×0, a Austrália por 2×0 e perdeu para a Alemanha Oriental por 1×0. As duas Alemanhas se classificaram. Nas quartas de finais, a Alemnaha derrotou a Iugoslávia por 2×0, a Suécia por 4×2 e a Polônia por 1×0.
A decisão aconteceu no dia 7 de junho no Estádio Olímpico de Munique. O grande publico assistiu a uma empolgante partida de futebol. Do ponto de vista técnico, talvez, a mais equilibrada de todas as copas já disputadas. Logo no primeiro minuto de jogo, uma arrancada maravilhosa de Cruijff que terminou sendo derrubado dentro da área alemã. O juiz inglês Jack Taylor não hesitou e marcou o penalti contra os donos da casa. Neeskens abriu a contagem para os holandeses. Com a vantagem inesperada, a Holanda iniciou uma serie de jogadas com puro exibicionismo. Ainda no primeiro tempo, a Alemanha empatou através de uma penalidade máxima. Um lançamento para o explosivo Breitner que terminou sendo derrubado na área por Jansen. O mesmo Breitner cobrou e empatou. Aos 43 minutos, uma falha da defesa holandesa deixou Gerd Muller livre para marcar o gol do titulo. Os alemães comemoraram com muita alegria. Era um instante de liberdade que valia muito mais que as longas semanas de concentração. No final do mundial ficou mais uma lição, muitas vezes repetidas e nunca aprendida. Uma final de Copa do Mundo não tem favoritos. Nem mesmo para uma seleção cujo futebol encantou o mundo e era tocado por musica, como os comandados do maior craque da competição: Cruijff.

Fonte: O Jornal