Histórias da Arquibancada

Esta foi contada pelo Amaury.
Informo que o relato tem a finalidade de mostrar, sem cair o nivel, o que acontece nas arquibancadas. Notem que atitudes simultâneas acontecem sem ensaios ou treinamentos.

Final do Brasileiro de 1981, Morumbi, São Paulo x Grêmio.
O jogo começava às 16 horas, mas eu e meu pai chegamos ao meio-dia, pra
pegar lugar bom.
Sentamos um pouquinho à direita da divisória do gramado.

O estádio foi enchendo e a hora não passava. Pra aliviar essa espera,
qualquer coisa é motivo pra gozação, e não demorou muito pra acontecer um
fato que mexeu com toda a arquibancada: pela entrada central que dá acasso à
arquibancada, apareceu uma família composta de pai, mãe e filha. Como os
lugares centrais estavam todos ocupados, a família teve que ir caminhando em
meio à torcida, para encontrar um lugar pra sentar, a essa altura já pras
bandas de trás do gol.

Ocorre que a filha era um verdadeiro pitéu! Devagar, começou o coro:
Filha gostosa! Filha gostosa!
Não demorou muito e a arquibancada inteira aderiu à brincadeira. A família,
constrangida, apertava o passo para chegar logo onde desse pra sentar e sair
do foco da atenção de todos.

A partir de então, sem que ninguém combinasse, todo mundo ficou de olho na
entrada central da arquibancada, esperando outra oportunidade pra se
divertir. De repente, outra família: pai, mãe e um casal de filhos. Dessa
vez, a mãe era o pitéu!
Imediatamente, começou o coro:
Mamãe gostosa! Mamãe gostosa!
Como da primeira vez, só parou quando os coitados sentaram.

Animada, a torcida voltou a policiar a entrada central. Os minutos foram
passando, e só entrava barbado. Quinze minutos, nada! Meia hora, nada!
De repente, surge uma família: um casal de meia idade e uma senhora bem
velhinha, de cabelos todos brancos. Exame feito na mulher do casal,
constatou-se que não servia ao coro, era um tribufú!

Cansados de esperar, todo mundo pensou junto e deu início ao coro:
Vovó gostosa! Vovó gostosa!

Clássico do futebol de várzea -versão Carioca

Quando a cidade do Rio de Janeiro , era o Estado da Guanabara , o
então Governador Carlos Lacerda criou um Campeonato Metropolitano ,
tendo como base as prefeiturinhas ( Adm. Regionais ) , eram
dezesseis…
Ano de 196l……………………ou 1962……………
Tudo muito organizado , juizes federados , etc . Naquela época só
jogavam ONZE , que assinavam as súmulas.
Tinha brigado com o Seu Zezinho , Presidente , diretor , técnico
, massagista , dono do ÁS de OUROS e fui jogar no Atlantico do
IAPC de Quintino , um conjunto proletário , digamos com fama
duvidosa …, um dos times rivais , pois éramos vizinhos …
Numa bela tarde de sábado ….. primeiro tempo .. UM A ZERO PARA NÓS
, gol aqui do degas …
Noutro jogo eu e o nosso goleiro ficamos na jaqueira atrás de um dos
gols , bebendo laranjadas. Campo do MARAVILHA FC …, que não
existe mais …, na Rua da Bica , atual Palatinado …
Segundo tempo, perdemos o jogo por insuficiência numérica de
atletas, abaixo eu explico. Ficamos no time EU e o goleiro NENÉU ( pegava muito ,
mas era vesgo ). No córner “olhava” ao contrário …..
NO INTERVALO…………………………..deram uma batida policial , subiram o Morro da Igreja do AMPARO, e prenderam NOVE do nosso time , que estavam se deliciando com a
ERVA MARDITA …..o juíz colocou na súmula , abandono de campo ….
Resultado . FOMOS ELIMINADOS DA COMPETIÇÃO … Por má conduta …
Me sacanearanm por muito tempo …..
Até explicar que não gostava das preferências do
GABEIRA………….
Meu velho PAI , ficou mais de um mês sem falar comigo . Mas
depois viu que eu não era do RAMO …
Intessante quem foi na minha casa explicar tudo foi o seu Zezinho
, do adversário …
No ano seguinte voltei para o ÁS DE OUROS ….
Hilton Leal, carioca de Vila Isabel, terra de Noel.

Primeiro Jogo de Futebol em Pernambuco

Este foi o primeiro anúncio pela imprensa pernambucana sobre a prática do futebol no Recife

Estávamos a 22 de Junho de 1905. Era uma quinta-feira,
dia de “Corpus Christi”. A partir das 3 horas da tarde, os bondinhos
puxados a burros da Ferro Carril passaram a trafegar, lota
dos, direto, do centro da cidade para o campo do Dérbi,
local onde os jornais noticiavam com relativo destaque o primeiro
encontro de futebol em Pernambuco, entre o Sport Club do
Recife e o English Eleven, este formado por funcionários de
companhias britânicas aqui instaladas.
O campo estava enfeitado de bandeirolas, foguetes explodindo no ar,
enquanto uma banda de música da Polícia não parava de tocar.
O terreno era espaçoso, cercado de árvores, tendo já no século
passado servido de velódromo e hipódromo. O
famoso campo da Estância, que ficou depois conhecido por “Derby”
e daria nome ao aprazível bairro de hoje.

Desnecessário é dizer a curiosidade que a todos dominava
para ver aqueles respeitáveis senhores, grossos bigodes, calções
abaixo dos joelhos, correndo atrás de uma bola de couro. A diretoria
do Sport, em peso, fazia as honras da casa, recebendo os
convidados. Os homens vestidos a caráter: sobrecasaca, cartola
e bengala, enquanto as mulheres trajavam ricas saias arrastando
pelo chão, largos chapéus e um leque para afugentar o calor.
0 jogo estava com início previsto para as 4 horas, mas só começou
mesmo 1 hora depois, devido às solenidades.
Tidos como os “pais” do futebol, os ingleses que formavam
English Eleven eram apontados como francos e absolutos
O local da partida foi exatamente onde hoje é o campo de futebol
da Polícia Militar de Pernambuco, no Dérbi, defronte ao quartel.

Mas, contrariando os prognósticos, o Sport conseguiu
surpreendente e honroso empate de 2×2, que foi exaltado no dia
seguinte por todos os jornais. Para o “Diario de Pernambuco”,
por exemplo, o empate era como se fosse uma vitória, “pois sendo
o Sport uma sociedade nova não se deixou vencer pelo English Eleven”.
A melhor impressão que nos fica dessa partida é da matéria
publicada pelo “Jornal do Recife”, na qual o cronista desenvolveu
largo relato, fazendo críticas inclusive ao local do encontro, “cheio de lama”.
Este comentário deve desde já ficar entendido como sendo o primeiro na
imprensa pernambucana sobre futebol.

“A prometedora associação Sport Club Recife realizou, ontem,
no Dérbi, um match a epigrafar estas linhas. Eram cinco
horas da tarde quando começou a diversão, notando-se no local
grande número de famílias. Desde o começo do match se notou
logo serem os iogadores quer do Sport, quer do English Eleven
da mesma força, começando o jogo pelo ataque dos do primeiro
grupo aos do segundo, muito bem defendido pelos goal-keepers
e pelos backers. Notamos falta de destreza por parte dos combatentes,
sendo o resultado do match empate.
Entre os do Sport distinguiram-se Amorim Colander
e Torquato Gonçalves, que fez esplêndido jogo de cabeça e entre
os do English Eleven tornaram-se salientes Bradford e Mielar.
Damos nossos parabéns ao futuroso clube, desejando que
no próximo jogo encontre melhores condições e não como ontem,
cheio de lama, o que prejudicou a bela diversão. Durante a festa
tocou uma banda de música da Polícia”.

0 “Jornal do Recife” não forneceu a escalação das equipes,que foi a seguinte:

Sport — L. F. Lhatan; L. Parrot e Nosworthy; A. G. Silva, Colander e Ramiro; Guilherme, Coimbra, Alberto Amorim, J. Gonçalves e Torquato Gonçalves.

English Eleven – Pratt; Chandler e Dauwson; Pickwood, Clack e Mielar;
Rowley, Cook, Bradford, Olíver e Sthelin.

Mas, não se pense que com o sucesso do Sport o futebol
tomasse logo grande impulso. Nada disso. Ele continuou tí
mido e vagaroso durante quatro anos, ao longo dos quais somente
três clubes jogavam: Sport, Great Western e Western Tele
graph. Os encontros pareciam mais sociais do que esportivos.
Terminado um jogo, fosse qual fosse o resultado, os jogadores
saíam incorporados ao “bufet”, bebiam à vontade, cantavam, da
vam “hurras” e depois se dispersavam.

Fonte:A Historia do Futebol em Pernambuco

Confúcio e o futebol

Tomando como base a frase fundamental de Confúcio, “Escolha o trabalho de
que gostas e não terás de trabalhar um único dia em tua vida” , que
magistralmente o jornalista João Areosa do Jornal dos Sports do Rio utiliza
no seu Blog, ela tem realmente muito a ver com aquilo que a gente gosta e
faz. No meu caso o futebol. E também no de vocês do Soccerlogos
Então vamos lá.
Sempre existirá determinados trabalhos chatos e maçantes na nossa vida profissional e certos processos
que passam pelas nossas mãos de manhã ( na verdade alguns não servem para
nada) e de tarde nem nos lembramos mais .Isso não quer dizer que somos incompetentes e nem relapsos.
Agora, com aquilo que a gente gosta, futebol, o Confúcio tinha toda razão. Não é fatigante e jamais esqueceremos por qualquer motivo.
Vamos a uns exemplos:
-mandei um e-mail lembrando o ano de 1978 e de uma frase da capa de um jornal
de outra cidade, no caso o JSports, quando o Peru entregou o ouro para a
Argentina. Isso em 2008.
-certa vez um amigo sãopaulino, no final dos anos 80, viu a chapa de um
carro com as letras CAO e me fez a pergunta: Qual o nome de um goleiro do
Botafogo do Rio com três letras. De bate pronto: CAO. Agora se fosse o que
tinha feito de manhã, talvez gaguejasse.
-em 1981 outro paulista, fanático leitor da Veja , estava vendo uma reportagem de um antigo jogador do Bangu, com dois nomes, me perguntou qual o nome. Respondi
Decio Esteves. E acertei porque gosto de futebol e por isso memória ajuda. O dia de aniversário da minha sogra não me lembro direito..rsrs
-no começo dos anos 60 o Palmeiras tinha um goleiro de nome Ecio , que pegou dois pênaltis no jogo contra o Santos.
A Gazeta Esportiva trouxe o seguinte título na segunda-feira: Só ECIO dá ao
seu time o máximo, imitação cômica da famosa propaganda Só ESSO dá ao seu
carro o máximo.
Porque este comentário? Porque todos temos algo de Confúcio entre nós. Todos nós lembramos porque gostamos e muito do futebol. Não vai aqui nenhuma soberba e nem petulância.
Aliás, de certa forma, isso tem tudo a ver com a História do Futebol, não?
Abs
Gilberto Maluf

O “emocionante ” não-televisionamento de um jogo

Em 10 de março de 1968, jogo seguinte ao do tabu contra o Santos, domingo, com um público no Pacaembu que lotou suas dependências, o Corinthians jogou contra o Palmeiras.
O inusitado deste jogo foi a briga se o jogo seria televisionado ou não. A TV Bandeirantes começou seus trabalhos ao vivo a partir da 15h.
Mas o jogo foi vetado e durante todo o transcorrer da partida só víamos a cabine da Bandeirantes e Mário Moraes de vez em quando dando uma idéia de como estava o jogo.
Nunca vi modo de mostrar o futebol mais sem graça. Até os 41 minutos do segundo tempo o Palmeiras vencia o jogo por 1 x 0, gol de Tupazinho aos 38 do 1o tempo.
Mas vejam só o que aconteceu. Aos 41 do segundo tempo Ditão deu uma cabeçada fulminante e empatou o jogo. Mario Moraes meio contra a vontade, não sei porque, olhou para a câmera e falou: ouçam o barulho….gol de Ditão. E não falou que o Corinthians tinha empatado.
O lateral direito Osvaldo Cunha do Corinthians saiu e deu lugar para Louro. Este lateral desceu pela direita aos 44 do segundo tempo e cruzou para Bene desempatar.
O motivo desta narrativa não foi a virada do placar e sim a expressão de incredulidade de Mario Moraes e o seguinte balbuciar hesitante: Meus Deus, não acredito no que estou vendo. E eu aflito querendo mais notícias. Mas tinha quase certeza que o Corinthians tinha feito 2 x 1.
Ainda bem que nunca mais aconteceu este tipo de não televisionamento .
Abs
Gilberto Maluf

O DIA 12 DE FEVEREIRO NO FUTEBOL

12/02/1955 – FLAMENGO 2 – 1 VASCO, com esta vitória o mengão ficou próximo da conquista do bi-campeonato de 1954 os gols foram de Indio e Paulinho (Fla); Vavá (Vas).

12/02/1989 – INTERNACIONAL 2 – 1 GRÊMIO, Para muitos este jogo valendo pelas semi-finais do brasileiro de 1988 veio a ser o Gre-Nal do século realizado no Beiro-Rio e de virada, com gols de: Marcus Vinicius (Gre) e Nilson (Int).

Internacional: Taffarel, Luis Carlos Winck, Aguirregaray, Nenê, Casemiro, Norberto, Leomir (Diego Aguirre), Luis Carlos Martins, Mauricio (Norton), Niilson e Edu Lima.

Grêmio: Mazarópi, Alfinete, Ttrasante, Luis Eduardo, Airton, Bonamigo, Cuca, Cristóvão, Jorginho (Reinaldo Xavier), Marcos Vinicius e Jorge Veras (Serginho)

No mesmo dia em Salvador, no Estádio da Fonte Nova o trio elétrico de Bobô e Osmar , sacudia o Fluminense/RJ numa partida que teve o maior publico registrado e pagante de um jogo no norte-nordeste do Brasil 110. 438 pagantes, Bahia 2 – 1 Fluminense de virada Washington (Flu) Bobô e Gil Sergipano (Bah). Bahia finalista do brasileiro de 1988.

Bahia: Ronaldo; Tarantini, Newmar, Claudir e Paulo Robson; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano e Bobô (Dico); Zé Carlos, Charles (Osmar) e Sandro.

Fluminense: Ricardo Pinto; Carlos André, Edson Mariano, Edinho e Edgar; Jandir, Donizetti e Paulinho Andreolli; Romerito (Zé Maria) Washington e Cacau (Silvio).

Clássicos…parte número……..


Pessoal sei que já tiveram outros artigos,mas confesso que n lembro de alguns aqui inseridos,o mais interessante foi o nome do clássico Anapolina x Anapolis..kkkkkkkkk

CLASSICOS

CLÁSSICO DA MOGIANA: MOGI-GUAÇU E RADIUM DE MOCOCA
Clássico Matuto” – Porto x Central
Bra-Pel” – Brasil de Pelotas x Pelotas
Ca-Ju” – Caxias x Juventude
Cruzeiro x São José

Ah, o nome do clássico porto-alegrense entre Cruzeiro e São José, disputado com freqüência até meados dos anos 70, é ZÉ-CRUZ.

GÓ-GÓ: Goiânia x Goiás

CUCO: Comercial x Cuiabá

anapolis x anapolina “Dona Ana”
Um clássico que existiu durante muito tempo nos confins do RS, em Santana do Livramento, foi Grêmio Santanense (apesar do nome, vermelho e branco. O clube se licenciou há alguns anos) x 14 de Julho (rubro-negro e ainda em atividade). O clássico era conhecido, na cidade, como o “Grê-Quá”.