Campeonato da Associação Catarinense de Desportos – 1º Quadros – 1941

EQUIPES PARTICIPANTES:

– AFONSO PENA FUTEBOL CLUBE (JOINVILLE-SC)

– AMÉRICA FUTEBOL CLUBE (JOINVILLE-SC)

– CAXIAS FUTEBOL CLUBE (JOINVILLE-SC)

– LIGA ESPORTIVA SÃO LUIZ (JOINVILLE-SC)

1º TURNO

13.04.1941

AMÉRICA

3-2

SÃO LUIZ

27.04.1941

CAXIAS

5-3

AFONSO PENA

11.05.1941

CAXIAS

0-0

SÃO LUIZ

18.05.1941

AMÉRICA

2-2

AFONSO PENA

15.06.1941

SÃO LUIZ

3-2

AFONSO PENA

22.06.1941

CAXIAS

4-0

AMÉRICA

2º TURNO

29.06.1941

SÃO LUIZ 6-1 AMÉRICA

06.07.1941

CAXIAS

2-2

AFONSO PENA

20.07.1941

CAXIAS

3-1

SÃO LUIZ

27.07.1941

AFONSO PENA

3-2

AMÉRICA

03.08.1941

SÃO LUIZ

1-1

AFONSO PENA

17.08.1941

CAXIAS

5-2

AMÉRICA

CAMPEÃO – CAXIAS FUTEBOL CLUBE (JOINVILLE-SC)

1º Clássico Suburbano, em 1914: Bonsucesso F.C. x Ramos F.C.

No dia 14 de junho de 1914 pode ser o registro do 1º clássico do subúrbio da Leopoldina da cidade do Rio de Janeiro. Neste dia, Bonsucesso e Ramos (ambos fundados em 1913) enfrentaram-se no campo do Cesso, próximo a estação de trem. Este amistoso suburbano foi acompanhado pela reportagem de um grande jornal na época, O Imparcial.
Por três dias (16, 17 e 20/06/1914), o jornal publicou textos e fotos do evento, valorizando o crescimento do futebol pelos bairros suburbanos da cidade e também o patrimônio do Bonsucesso, que apresentava ao público o seu novo campo. O clássico foi completo somente na partida dos segundos times com a vitória do Ramos por 4 a 2.
A partida dos primeiros times foi interrompida ao anoitecer, quando o Ramos vencia por 2 a 1. Infelizmente, a matéria só divulgou os nomes dos atletas das equipes do Ramos F.C. Alguns trechos da cobertura do Jornal O Imparcial:
Bomsuccesso –versus- Ramos.
Realizou-se domingo ultimo, no novo ground do valoroso Bomsuccesso na estação do mesmo nome, um match amistoso entre as esplendidas e bem treinadas equipes dos clubs supra mencionados.
As equipes disputantes são valorosas. Os componentes, pela maneira por que se portaram em campo, como perfeitos sportmen merecem justos elogios.
O Ramos F.C., comquanto possuidor de excellente defesa não tem uma linha de ataque à altura de seu bom e leal competidor…”
Jornal O Imparcial, edição nº 532 de 16/06/1914 (terça-feira).
Bomsuccesso –versus- Ramos.
Nos subúrbios, o foot-ball já se vae desenvolvendo. Bomsuccesso já tem seus clubs mais ou menos organizados.
Domingo passado, no field do Bomsuccesso Foot-ball Club, houve um match entre a sua equipe e a do Ramos F. Club.
A assistência era bastante numerosa, notando-se gentis senhoritas, que maior realce davam à festa sportiva.
O Bomsuccesso fez construir num dos lados do ground uma pequena archibancada, da qual poderão os assistentes presenciar mais commodamente o desenrolar da luta.
Logo à entrada do field vê-se um mastro de quatro bandeiras, construído com certa elegância.
No match contra o Ramos, o Bomsuccesso foi vencido no jogo dos segundos teams, pelo score de 4 a 2.
O jogo dos primeiros teams não terminou, devido ao adeantado da hora.
Foram juizes: no jogo dos segundos teams, o sr. Candido de Almeida, e no dos primeiros, o sr. Candido Staffel.
Os rapazes do Bomsuccesso fizeram servir às pessoas que assistiram ao match uma mesa de doces.
É esta directoria do Bomsuccesso:
Giovani Motta, presidente; Candido Stoffel, vice-presidente; João Ambrosio do Nascimento, 1º secretário; João Stozembach Moreira, 2º secretário; Maciel Pacheco, 1º thesoureiro; Alvaro Soares de Alvarenga, 2º thesoureiro; Mauricio Brunner, superintendente; Antonelli Coutinho, capitain; Plínio Coutinho, vice-captain.
Comissão fiscal – Annibal Soares de Alvarenga, Jorge Martins, Antonio França Leite, Paulo de Souza Carvalho e Alamiro Castro Leitão.
FONTES: Jornal O Imparcial – Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’ – Folha Rubro-Anil

 

Torneio Início – 1º Quadros – Associação Catarinense de Desportos – 1941

Data: 06 de abril de 1941
Local: Joinville – SC

1º JOGO

AMÉRICA

0-0

SÃO LUIZ

2º JOGO

AFONSO PENA

1-0

CAXIAS

3º JOGO

CAXIAS

1-0

SÃO LUIZ

4º JOGO

AMÉRICA

1-1

AFONSO PENA

5º JOGO

SÃO LUIZ

3-1

AFONSO PENA

6º JOGO

CAXIAS

4-0

AMÉRICA

CAMPEÃO – CAXIAS FUTEBOL CLUBE (JOINVILLE-SC)

Jogo Histórico – Britânia(PR) x Associação Catarinense de Desportos(SC)

BRITÂNIA SC (CURITIBA-PR)

5

ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE DESPORTOS (JOINVILLE-SC)

0

Data – 16 de março de 1941 Local – Joinville – SC
Juiz – Sr. Schiavon Caráter – Taça Cidade de Nova Friburgo – 1977
Gols – não divulgado
Britânia(PR): Vidro; Bororó e Cristóvão; Magro, Efigenio I e Efigenio II; Goes, Ivan, Lanzoni, José e Sanin.
Associação(SC): Schmidt; Janjão e Thiago; Marinheiro, Suspiro e Lula; Diba (Pequi), Costinha, Cylo, Brandão (Jorginho) e Raul.

Amistoso Nacional de 1968: Santa Cruz (PE) 2 x 3 Bonsucesso (RJ)

Bonsucesso Deu Uma Virada Sensacional Em Cima Do Santa Cruz

O Bonsucesso Futebol Clube, do Rio de Janeiro, derrotou o Santa Cruz, por 3 x 2, anteontem (domingo, 14 de janeiro de 1968), no Estádio do Arruda, na primeira peleja realizada no Recife, no ano em curso. Foi um triunfo justo para uma equipe que, após um longo período de recesso e uma viagem estafante, num ônibus sem conforto, teve a capacidade de virar um escore adverso de 2 x 0.

Com três minutos apenas de jogo, o Bonsuça estava inferiorizado no marcador. E aos 82 minutos, estabeleciam um escore final para as suas cores, através de um atacante que tinha entrado em campo  minutos antes.

REGULAR

Uma peleja entre dois quadros que estavam saindo de um período de paralisação não poderia oferecer muito mais do que foi presenciado no “Colosso“. Os locais começaram melhor, tinham mais noção de penetração e com facilidade chegaram a estabelecer um escore que deu a impressão de que poderia redundar em uma vitória fácil.

A verdade, porém, é que o Bonsucesso caíra na trama dos corais, na fase em que ainda tentava cozinhar a peleja, a fim de conhecer a força do adversário e descobrir a fórmula de contê-la. Isso não foi difícil, a partir do momento em que os locais, com vantagem numérica, diminuíram a velocidade nas ações, começando uma troca enfadonha de passes, principalmente entre os homens do meio de campo.

Era bola na direita e bola na esquerda, a todo instante, ocorrendo o esquecimento do uso dos ponteiros como meio de penetração, ou mesmo a exploração da velocidade de Uriel, que corria de um lado para o outro, sem que seus companheiros sentissem sua presença no lugar ideal para o passe.

Quando Ivo disparou uma bomba de fora da área e diminuiu a vantagem, era fácil perceber-se que os visitantes começavam  a crescer em campo, passada a fase inicial de conhecimento do terreno e do adversário. Para manter a vantagem numérica, o Santa Cruz tinha apenas caminhos a seguir: brigar mais dentro da cancha e imprimir bom ritmo de velocidade ao jogo, ou então proceder a mudança de uma ou duas peças da equipe, que começavam a dar demonstração de fraqueza.

Se a presença de Duda, na lateral direita, um erro de palmatória, tinha sido sanada com a entrada de Agra, a deslocação de Adevaldo para o setor esquerdo, entrando Rivaldo como quarto zagueiro, foi a pá de cal nas últimas esperanças corais. O Bonsucesso, que não dorme de touca, sentiu a realidade coral e tratou de ir para frente, num trabalho sóbrio e eficiente.

Foi bem sucedido, conseguindo, inicialmente, o empate e a seguir estabelecendo o marcador final, após um lançamento sensacional de Ivo, no espaço vazio da defesa pernambucana.

REALIDADE

Não se pode afirmar que o encontro foi um deleite para a vista, mas pode-se dizer, com toda realidade,  que o encontro ofereceu atração para os que gostam de futebol, como espetáculo, principalmente pela movimentação sensacional do placar, inclusive com a marcação de alguns tentos de boa feitura técnica.

O Santa Cruz começou bem e terminou entregando a peleja ao seu adversário, e não pode lamentar o que sucedeu, produto dos seus erros e deficiências. O Bonsucesso, que parecia uma vítima destinada ao sacrifício, soube reagir, no momento preciso, e fez jus ao triunfo que lhe dará forças para novos sucessos na excursão pelo Nordeste.

DESTAQUES

No Bonsucesso, Paulo Lumumba, Ivo e Gibira, foram os melhores. Enos demonstrou muito espírito de luta e Albérico não confirmou o cartaz. No Santa Cruz, Jório, Araponga, Uriel e Terto foram os destaques.

ARBITRAGEM

No comando do encontro, esteve o Sr. Sebastião Rufino, com um trabalho regular. Andou falhando, ao marcar falta em trancos normais e ao acusar faltas em disputas duras pela pelota.

 

SANTA CRUZ F.C. (PE)               2          X         3          BONSUCESSO F.C. (RJ)

LOCAL: Estádio José do Rego Maciel , o Arruda, no Recife (PE)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo,dia 14 de janeiro de 1968

RENDA: NCr$ 3.574,00 (três mil quinhentos e setenta e quatro cruzeiros novos)

PÚBLICO: 1.787 pagantes (700 senhoras e crianças e 305 permanentes) / 2.792 presentes.

ÁRBITRO: Sebastião Rufino (FPF)

SANTA CRUZ: Lula; Duda (Agra), Birunga, Adevaldo (Rivaldo) e Jório (Adevaldo); Norberto e Araponga; Joel, Uriel, Terto e Nivaldo.

BONSUCESSO: Ubirajara; Luís Carlos, Moisés, Paulo Lumumba e Albérico; Paulo César e Ivo; Gilbert (Antônio Carlos), Enos, Gibira e Valdir (Djair).

GOLS: Uriel e Norberto (Santa Cruz); Ivo; Rivaldo, contra; Antônio Carlos (Bonsucesso).

FONTE: Diário de Pernambuco (Pág. 9; Terça-feira, 16 de Janeiro de 1968)

 

Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas: Campeã Mossoroense de 1967

Encontrei uma reportagem no Diário de Pernambuco, dando destaque ao título da Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas, referente ao Campeonato de Futebol Mossoroense de 1967 (ao todo o clube faturou cinco edições: 1961, 1962, 1963, 1967, 1977). Abaixo a reportagem na íntegra:

MOSSORÓ (SERPES) – O Estádio Manuel Leonardo Nogueira, abriu seus portões, domingo passado (26 de novembro de 1967), para a realização da segunda partida da “série melhor de três”, dando curso ao Campeonato de Futebol Mossoroense, entre as equipes do Baraúnas e Potiguar, prélio que terminou com o resultado de quatro tentos a um para o primeiro.

A equipe do Baraúnas dominou amplamente o seu adversário, desde a etapa inicial mostrando um excelente sentido de penetração, com investida das perigosas contra a cidadela do Potiguar. Ao terminar o primeiro tempo, o quadro comandado por Dão já vencia, tranquilamente por 3 a 1, um adversário que não mostrava reação, repetindo a mesma atuação da primeira partida.

TENTOS E ARBITRAGEM

O principal artilheiro da tarde foi Batista, assinalando dois bonitos tentos. Etvaldo e Rivaldo completaram a contagem para o Baraúnas, sendo que o gol do Rivaldo foi contra. O gol de honra do Potiguar foi marcando por Rocha. Com uma brilhante atuação, o juiz Ailton Messias dirigiu a partida, auxiliado por Esperidião Estrela e Gutenberg Assis.

RENDA E BAFAFÁ

A renda atingiu o montante de NCr$1.740,00 (um mil setecentos e quarenta cruzeiros novos), foi a maior registrada durante do Campeonato de 1967. A partida foi das mais movimentadas tendo-se a registrar, lamentavelmente, a atuação do jogador Zé Antônio que, num ato de indisciplina atingiu a Batista, do Baraúnas, provocando tumulto, do qual resultou no encerramento da peleja por parte do juiz, quando ainda restavam sete minutos para o seu término normal.

 

BARAÚNAS            4          X         1          POTIGUAR

LOCAL: Estádio Manuel Leonardo Nogueira, o ‘Nogueirão’, em Mossoró (RN)

CARÁTER: Campeonato de Futebol Mossoroense

DATA: Domingo,dia 26 de novembro de 1967

RENDA: NCr$ 1.740,00 (um mil setecentos e quarenta cruzeiros novos)

ÁRBITRO: Ailton Messias

AUXILIARES: Esperidião Estrela e Gutenberg Assis

BARAÚNAS: Bosco; Paca, Panan, Valmir e Doca; Dão e Cícero; Lourinho, Nôpa, Batista, Benjamin (Jonas e, depois, Etvaldo).

POTGUAR: Diniz (Orlando); Bento, Rivaldo, Zé Antônio e Datonho; Altevir (Lima) e Jairo; Nazareno, Caristia (Pelé), China e Rocha.

GOLS: Batista, duas vezes, Etvaldo e Rivaldo, contra (Baraúnas); Rocha (Potiguar).

FONTES: Diário de Pernambuco – Wikipédia – Site do clube