Grêmio Social e Recreativo WALMAP – Rio de Janeiro (RJ): enfrentou a Seleção Brasileira, em 1968 e os quatro grandes do Rio

Os anos 60, foi para o WALMAP os “Anos Dourados“. Nesse período o clube alcançou o auge social, esportivo, cultural e de grandes conquistas. Destaque no Basquete e Futebol de Salão, no futebol conquistou títulos e enfrentou as grandes forças do Rio: Vasco da Gama, Fluminense, Bonsucesso, Olaria, Madureira, os juvenis do Botafogo e Flamengo, entre outros. Chegou, inclusive a enfrentar a Seleção Brasileira, em 1968, que dois anos depois se tornaria Tricampeão Mundial na Copa de 1970, no México.

O clube treinava no campo do Manufatura, situado no bairro de Pilares (esse local foi comprado pelo Norte Shopping para ampliação do estabelecimento comercial), na Zona Norte do Rio. Mesmo não sendo a sua casa, transformou o campo num alçapão para os seus adversários, que geralmente saiam de campo derrotados.

Uma história rica em fatos marcantes que estava perdida como tantas outras. Porém, o jornalista Sérgio Mello, num trabalho árduo, conseguiu remontar fatos e causos desta destemida agremiação que por pouco não realizou uma fusão com a Associação Atlética Portuguesa Carioca, na década de 60. Caso esse fato tivesse ocorrido, teria nascido o 1º clube empresa do Rio.

Mas vamos deixar de instigar os internautas e contar a vida deste simpático clube alviverde tijucano. Tenham todos uma boa leitura nessa viagem no tempo.

O Grêmio Social e Recreativo WALMAP foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado pelos funcionários do Banco Nacional de Minas Gerais S.A. (Fundado em 1944). “Em sua 1ª reunião ordinária de sábado, do dia 11 de agosto de 1951, o Conselho Deliberativo elegeu a seguinte diretoria, cujo mandato terminará, de acordo com o estatutos aprovados recentemente, em janeiro de 1952:

Presidente – Antônio P. R. Diniz (Filial Rio);

Vice-Presidente – Antônio R. Mota Cruz (Ag. Catete);

Secretário – Sidnei de Campos Pessoa (Filial Rio);

Tesoureira – Grazzia A. Garambone (Filial Rio);

Diretor Social – Orlando Trindade (Ag. Castelo);

Diretora do Departamento Feminino – Maria Nazaret Farias (Filial Rio).

Uma curiosidade está no nome do clube: WALMAP. Na realidade foi um acróstico, em homenagem ao 1º Diretor-superintendente, Waldomiro de Magalhães Pinto.

A Sede do clube Walmpaense, localizado Rua Barão de Mesquita, nº 707, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio, foi inaugurado no sábado, do dia 14 de Maio de 1955. Assim, descreveu o Diário de Noticias sobre a suntuosa do WALMAP:

O Edifício é dotado de amplas e confortáveis dependências e adequadas à prática de várias modalidades esportivas e recreativas: basquetebol, voleibol, futebol de salão, tiro ao alvo, arco e flecha, sinuca, xadrez, dama, tênis de mesa, biblioteca, televisão, etc. Após a inauguração houve uma partida de basquetebol entre os quadros da Associação Atlética WALMAP, de São Paulo e o Grêmio WALMAP, do Rio. Em disputa da taça Grêmio Social e Recreativo WALMAP. Depois seguiu-se o baile que teve com grande concorrência“.

Nos primeiros anos, o WALMAP começou a ganhar linhas nos jornais cariocas graças as participações no campeonato bancário e no Estadual de Futebol de Salão, nos anos 50 e 60. Então, veio a ideia de se montar um time que representasse a altura do clube.

Naquela época era comum que cada Agência contasse com uma equipe de futebol. Diante desse quadro o ex-jogador do América e funcionário da empresa, Lúcio, o ‘Feola‘ propôs que fosse criado um torneio interno das agências do Banco Nacional, que reuniu as 50 agências, a fim de selecionar os melhores e, assim, poder montar um time competitivo.

Essa ideia teve o apoio de José Luiz Magalhães Pinto, o dono e maior banqueiro da época. Os diretores Ararino e Rogério Dantas Freire acompanharam de perto a peneira. O time base era Wilson (Geraldo Bernardes), Ronaldo, Maurício, Getúlio, Arlei, Amauri, Edson, Oadir, Adílson, Dadá, Carlos Pinho e Ivo. “Fomos ganhando todos os torneios amadores e começamos a ser chamados para jogos-treino contra profissionais“, recordou Dadá, uma das estrelas.

 

Sede do clube

No dia que Dadá Maravilha foi rejeitado no WALMAP

Dadá, por sinal, tira onda até hoje por ter deixado o folclórico artilheiro Dadá Maravilha no chinelo. Num treino em São Januário – isso mesmo, o WALMAP treinava em grandes clubes, concentrava e tinha todas as regalias dos profissionais.

Certa vez, um olheiro aproximou-se do técnico Lúcio e pediu uma chance para Dadá Maravilha, surgindo no Campo Grande. Desengonçado, o atacante não convenceu Lúcio, que foi curto e grosso: “Obrigado, mas já tenho meu Dadá!”.

“Realmente tirávamos onda!”, reforçou Getúlio, irmão do técnico Jair Pereira.

Excursões para a Argentina

No domingo, do dia 07 de Abril de 1963, às 16h30, enfrentou a equipe do Banco de La Província de Buenos Aires, no Estádio de General Severiano, em Botafogo, em disputa do Troféu José Luís Magalhães Lins.

No sábado, do dia 30 de Outubro de 1965, o WALMAP viajou para Buenos Aires, para enfrentar a Seleção Bancária Argentina, no dia seguinte. A Delegação composta por 35 integrantes, foi chefiada pelos diretores Hélio de Castro Maia e Rogério Dantas Freire. No final, o WALMAP goleou o adversário por 4 a 2.

 

Debutou no Maracanã

O clube fez diversos jogos na Preliminar do Maracanã. Como por exemplo, na quinta-feira, dia 19 de maio de 1966, no amistoso internacional, entre Brasil e Chile, com vitória do Escrete Canarinho por 1 a 0, gol de Gerson o “Canhotinha de Ouro” aos nove minutos da etapa final. Na preliminar o WALMAP venceu por 2 a 1 o time do Conselho Superior das Caixas Econômicas.

Vice-campeão da Série F do Torneio Confraternização de 1965

Antes do início da Taça IV Centenário, do Torneio de Amadores de 1965, da ADEG (Administração dos Estádios da Guanabara), teve um aperitivo. O Torneio Confraternização, que foi uma espécie de Torneio Início, entre os vencedores das oito chaves regionais. O torneio foi realizado simultaneamente, em oito campos diferentes, no domingo, do dia 25 de Julho de 1965.

Na Série F, realizado no campo do Maravilha, o WALMAP empatou em 0 a 0 com o Foguete. Nas penalidades, o Alviverde Tijucano venceu por 9 a 8. Nas semifinais, o WALMAP bateu o Brasília por 2 a 1; enquanto o Mavílis passou pelo Esperança por 1 a 0. Na final, o WALMAP não foi bem e acabou derrotado pelo Mavílis pelo placar de 2 a 0, ficando com o vice.

Os Campeões de cada uma das Séries:

Série A – 26 de Abril Futebol Clube (Campo Grande);

Série B – Timboim Futebol Clube (Penha);

Série C – 11 Piranhas Futebol Clube (Penha);

Série D – Filhos de Irajá Futebol Clube (Irajá);

Série E – Benfica;

Série F – Mavílis Futebol Clube (Caju);

Série G – Esperança (Méier);

Série H – Independente Futebol Clube.

A decisão com os oito vencedores, aconteceu no domingo, do dia 1º de Agosto de 1965, no Estádio Proletário Guilherme da Silveira, “Moça Bonita“, no Bairro de Bangu.

No 1º jogo, o Esperança, do Méier, venceu o Benfica por 1 a 0. Na 2ª partida, após o empate no tempo normal em 0 a 0, o Timboim venceu o 26 de Abril, nos pênaltis, por 3 a 2.

No 3º jogo, outro empate sem gols. Nos pênaltis, melhor para o 11 Piranhas que bateu o Filhos de Irajá por 2 a 1. Na quarta peleja, o Independente goleou o Mavílis por 3 a 0.

Na 1ª semifinal, terminou sem abertura da contagem. O Timboim derrotou o Esperança, do Méier, por 3 a 1, nos pênaltis. Na outra semifinal, mais um empate sem gols, e na disputa de pênaltis, o Independente passou pelo 11 Piranhas por 3 a 0.

Na grande final, após o empate em 0 a 0. Ocorreu uma prorrogação de 40 minutos e nada de gols. Depois, mais 20 minutos de prorrogação e o placar seguiu em branco. Desta forma, a decisão foi para as penalidades, onde o Timboim F.C. se sagrou Bicampeão ao vencer o Independente por 3 a 2.

Campeão da Taça IV Centenário, do Torneio de Amadores de 1965

A Taça IV Centenário, fazia parte das comemorações do aniversário de 400 anos do estado da Guanabara. Foi organizado pela equipe do então governador Carlos Lacerda, em 1965, que contou com o impressionante número de 578 clubes, selecionados pelas regiões administrativas, e atraiu multidões aos campos.

O projeto foi tocado pelo saudoso tricolor Raphael de Almeida Magalhães, um dos braços direitos de Lacerda, boleiro e sempre citado entre os monstros sagrados do futebol de praia.

Após quase um ano de disputa, o WALMAP, timaço do Banco Nacional, venceu a final contra o Monte Castelo. O time alviverde comandado por Lúcio José dos Santos, o popular “Feola“, 33 anos, realizou 33 jogos, com 26 vitórias (desse número, dez foram por goleadas), seis empates e apenas uma derrota.

A única derrota foi – no domingo, do dia 19 de dezembro de 1965 – para o Filhos do Irajá Futebol Clube, por 1 a 0, em Conselheiro Galvão, em Madureira. Essa partida teve a arbitragem de Paulo Lopes de Oliveira.

Após WALMAP e Monte Castelo terem terminado empatados com 25 pontos. Para definir o grande campeão, as equipes jogaram numa melhor de três. No domingo, do dia 27 de fevereiro de 1966,  às 17 horas, em São Januário, o WALMAP venceu o Monte Castelo pelo placar de 4 a 2, válido pela 1ª partida da melhor de três da grande final da Taça IV Centenário, do Torneio de Amadores de 1965, da ADEG (Administração dos Estádios da Guanabara).

O curioso foi o trio de arbitragem dessa partida: o árbitro foi Moacyr Barbosa (ex-goleiro da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1950); enquanto Telê Santana e João Carlos Pinheiro (ex-jogadores do Fluminense). O clube recebeu o troféu Taça Governo do Estado.

 

10/10/1965

WALMAP

3

X

1

Americano, do Méier

17/10/1965

WALMAP

2

X

1

Grêmio Z-1, da Ilha do Governador

24/10/1965

WALMAP

X

Quiruá

12/12/1965

WALMAP

7

X

1

Nacional

06/02/1966

WALMAP

3

X

0

Olimpicus

 

Na quinta-feira, do dia 03 de Março de 1966, no 2º jogo, o WALMAP voltou a vencer o Monte Castelo por 3 a 2, em São Januário, se sagrando Campeão! A partida aconteceu na preliminar do jogo entre Bangu 2 x 0 Palmeiras, pelo Torneio Rio-São Paulo.

O time atuou com: Geraldo; Lúcio, Maurício, Bimba e Edson; Oadir e Carlos Pio; Adilson, Amauri, Ivo (Jorge) e Dadá. Os gols foram assinalados por Dadá, duas vezes, e Ivo Correia (foi o artilheiro isolado da competição com 23 gols). O trio de arbitragem foram: Telê Santana e João Carlos Pinheiro (ex-jogadores do Fluminense) e Milton Copolillo (ex-zagueiro do Flamengo).

ELENCO (Dados dos jogadores):

Link: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=112518_03&PagFis=27129&Pesq=WALMAP

 

Excursões a Santo Antonio de Pádua e Rio Bonito

Na manhã de domingo, do dia 03 de abril de 1966, o WALMAP viajou para Santo Antonio de Pádua, para enfrentar o Paduano Esporte Clube, no mesmo dia, às 16 horas, no Estádio Waldo Carneiro Xavier. No final, melhor para o time da casa que venceu pelo placar de 3 a 0.

No domingo, do dia 22 de Maio de 1966, O WALMAP derrotou o Rio Bonito Atlético Clube por 2 a 1, no campo do Nova América, em Rio Bonito. Sousa e Carlos Pio marcaram os gols dos tijucanos. O time jogou: Wilson; Ronaldo, Valmir (Ademir), Getúlio (Arlei) e Almir; Sousa e Arlei (Oadir); Dadá, Oadir (Amauri), Ivo e Carlos Pio. Técnico: Lúcio, o “Feola“.

Bicampeão de 1966

O WALMAP se sagrou bicampeão Invicto do 4º Campeonato de Futebol do Estado da Guanabara, promovido pela ADEG. No domingo, do dia 26 de fevereiro de 1967, o WALMAP bateu na final o Grêmio Z-1, da Ilha do Governador, às 16 horas, por 2 a 1, no Estádio de Teixeira de Castro (de propriedade do Bonsucesso Futebol Clube). Paulinho, do Grêmio Z-1, acabou expulso os 22 minutos do segundo tempo, por agressão ao goleiro Wilson.

As duas equipes chegaram na final invictas! A campanha do WALMAP: disputou 15 jogos, com 14 vitórias e um empate; marcando 39 gols, sofrendo seis, com saldo de 33. Já o Grêmio Z-1 jogou 15 vezes, com 12 vitórias e três empates; marcando 44 gols, sofrendo 17, com saldo de 27.

WALMAP: Wilson; Ronaldo, Maurício (Almir), Getúlio e Edson; Cabrita e Oadir; Selmo, Dadá, Ivo (Amauri) e Carlos Pio.  Técnico: Lúcio, o “Feola“.

Os gols foram de Nilton aos 4 minutos (Grêmio Z-1), no 1º Tempo. Carlos Pio aos 10 minutos (WALMAP); Amauri aos 38 minutos (WALMAP), no 2º Tempo.

Outra curiosidade! Cada atleta recebeu em dinheiro de NCr$ 300,00 (trezentos mil cruzeiros) como prêmio, além de uma viagem a Europa, onde foram realizados alguns jogos.

A 3ª edição (1965) do Campeonato de Futebol do Estado da Guanabara, promovido pela ADEG, ficou com o WALMAP. Já na 1ª edição (1963) o campeão foi o Barreirinha, de Paquetá; enquanto na segunda competição (1964) o vencedor foi o Bandeirantes. E, em 1966, novamente, o WALMAP se sagrou Bicampeão.

Campanha: Estrela do Norte (1 a 1);  Vila Praia (3 a 0); Panamericana (3 a 0); Ajurana (- x -); Cidade Universitária ( 3 a 0); Santa Cruz, do Rio Comprido (4 a 0); Cruzeiro (3 a 1); Santa Eugênia (2 a 1); Mocidade de Vista Alegre (- x -); Marechal Jardim (3 x 0); 11 Piranhas (4 a 0).

 

Campeão do Torneio Pré-Olímpico de 1967

Campeão do Torneio Pré-Olímpico, promovido pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos), em 1967. Participaram o juvenil do Botafogo F.R. (treinado pelo ex-jogador Neca), Seleção da Marinha, Seleção do Departamento Autônomo e Associação Atlética Bancosalles (campeão do Torneio de Verão do Departamento Autônomo). Apesar do regulamento assegurar que o campeão seria o representante do Brasil nos Jogos Olímpicos do México, no ano seguinte (1968), no final das contas, por de trás das cortinas o escolhido foi o Botafogo.

Na estreia, pela 1ª rodada, no sábado, do dia 13 de maio de 1967, o WALMAP venceu o Bancosalles por 1 a 0, em São Januário. O gol da vitória foi assinalado por Dadá, de pênalti, aos 12 minutos do 2º tempo. O árbitro da partida foi Clímaco Tavares (FMF), que teve boa atuação. No outro jogo, o Botafogo bateu a Seleção do Departamento Autônomo por 2 a 1. Os gols foram de Adalberto, de pênalti, e Silvio, enquanto Liberto fez o teto de honra do DA.

O WALMAP jogou com: Wilson; Ronaldo, Maurício, Getúlio e Edson; Oadir e Amaury; Selmo, Dadá, Ivo e Carlos Pio. Técnico: Lúcio, o “Feola“.

Na noite da quarta-feira, do dia 17 de maio de 1967, teve a 2ª rodada, em São Januário. O WALMAP derrotou o Botafogo por 1 a 0. O atacante Ivo foi o autor do gol aos 35 minutos da etapa final. O árbitro foi Galiath Simões, auxiliado por Caetano Besílio e Espezim Neto.

WALMAP: Wilson; Ronaldo, Maurício, Getúlio (Almir) e Edson; Oadir e Arlei; Selmo, Amauri, Ivo e Carlos Pio. Técnico: Lúcio, o “Feola“.

BOTAFOGO: Azevedo;  Edair, Fred, Adalberto e Mineiro; Martins (Zé Carlos) e Juarez (Carlos Roberto); Paulinho, Antônio Carlos; Silvinho e Balinha (Válter). Técnico: Neca

Na preliminar, a Seleções da Marinha e do D.A. ficaram no 0 a 0.

A 3ª rodada, aconteceu na noite da quarta-feira, do dia 24 de maio de 1967: WALMAP x Seleção do D.A., às 19h30 e Seleção da Marinha x Botafogo, às 21h30, no Estádio de São Januário.

Na primeira partida, a Seleção do Departamento Autônomo goleou o WALMAP por 5 a 2. Após ir para o intervalo vencendo por 2 a 1, na etapa final, a equipe tijucana fez uma péssima atuação e acabou sofrendo quatro gols.

Os gols foram marcados por Helinho, duas vezes; Mendes, Luís Carlos e Darcy, de pênalti para o D.A. Oadir e Selmo fizeram os tentos do WALMAP.

Árbitro: Luís Caetano. Auxiliares: Pedro Paulo e José Amorim.

D.A.: Stelinho (Lucas); Nilson, Lair, Robertão e Ivã; Luís Carlos e Darci; Adilson (Ricardo), Mendes (Didoca), Helinho e Rato.

WALMAP: Wilson; Ronaldo, Maurício, Getúlio e Edson; Oadir e Alei; Selmo, Amauri, Ivo e Carlos Pio.  Técnico: Lúcio, o “Feola“.

No jogo de fundo com arbitragem de José Marçal, a Seleção da Marinha venceu o juvenil do Botafogo, pelo placar de 1 a 0.

Pela 4ª rodada, na noite da quarta-feira, do dia 30 de Maio de 1967, às 21 horas, o WALMAP venceu a Seleção da Marinha por 1 a 0, em São Januário. O gol da vitória foi assinalado por Gilson aos 11 minutos do segundo tempo. Irandir Paiva foi o árbitro, auxiliado Mauro Antunes dos Santos e Henrique Campos.

WALMAP: Wilson; Ronaldo, Maurício, Getúlio e Edson; Oadir e Airton; Passarinho, Gilson, Ivo e Paulinho. Técnico: Lúcio, o “Feola“.

MARINHA: Nilton; Heitor, Pádua, Batista e Irã; Gilmário e Ivo Soares; Alagoas, Índio, Aladim e Ivã (Vieira). Técnico: Rocha Lima

Na preliminar, o Botafogo goleou o Bancosalles por 7 a 2. Os gols foram de Cosme, quatro vezes; Santos, duas vezes; e Carlos Roberto. Jouber e Fernando fizeram os tentos do Bancosalles.

Pela 5ª rodada, na noite da quarta-feira, do dia 07 de Junho de 1967, em São Januário, entre Seleção do DA x Bancosalles. Apesar de não ter encontrado a data, sabe-se que Bancosalles e a Seleção da Marinha empataram em 1 a 1, em São Januário.

 

Classificação Final – Torneio Pré-Olímpico de 1967

 

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

WALMAP

6

4

3

0

1

5

5

0

Botafogo F.R.

4

4

2

0

2

9

5

4

Marinha

4

4

1

2

1

2

2

0

Seleção do DA

3

3

1

1

1

6

4

2

A.A. Bancosalles

1

3

0

1

2

3

9

-6

 

 

Jose Luiz Magalhães Lins

Possível Fusão gerou uma crise na A.A. Portuguesa Carioca

O ano de 1967 estava trazendo grandes resultados e deixou a alta cúpula do Banco Nacional de Minas Gerais S.A. eufórica e com um projeto ambicioso.

Então, no sábado, do dia19 de agosto de 1967, ‘O Jornal’ noticiou a “bomba” da possível fusão entre o WALMAP e a Associação Atlética Portuguesa Carioca, integrante do Campeonato Carioca da 1ª Divisão.

O idealizador do projeto era, nada mais, nada menos do que o banqueiro e desportista José Luiz Magalhães Lins. As negociações tinham sido iniciadas, tendo inclusive, alguns dirigentes da Lusinha Carioca apoiando a ideia e disposta a legalizar a fusão, a fim de solicitar a FDC a legalização. O nome do treinador definido: Elba de Pádua Lima, o ‘Tim’.

E a Federação Carioca de Futebol (FCF) estava acompanhando as negociações para se pronunciarem a respeito.

Contudo, a proposta gerou uma crise interna na Portuguesa Carioca. O presidente do clube na época, Amauri Medeiros ao saber das negociações se revoltou e acusou o Presidente do Conselho Deliberativo do clube, Mery Chury de querer transformar a Portuguesa numa colônia judaica e de ter interesses financeiros com a possível fusão. Amauri, inclusive, pediu que Chury sofresse um “impeachment“.

Mery Chury negou as acusações, mas naquela momento já existia um movimento liderado por Antonio Costa e Manuel D’Agonia para derrubar Mery Chury da presidência do Conselho Deliberativo do clube. Diante desse quadro, a fusão foi arquivada.

 

Apesar da negativa, a diretoria do WALMAP seguiu tentando articular, nos bastidores, a fusão. Para tentar animar a Portuguesa Carioca, os cartolas do Alviverde Tijucano negociaram com dois grandes jogadores da época: o lateral-esquerdo Paulo Henrique, do Flamengo e o zagueiro Djalma Dias, do Palmeiras. Com o técnico Tim, as bases salariais já estariam acertadas, e Rubem Bimba, ex-preparador físico do Fluminense, por ser funcionário do Banco Nacional, seria o responsável pela preparação física do futebol, segundo a reportagem do Jornal A Luta Democrática.

 

Olaria goleia o WALMAP

Na manhã do sábado, do dia 14 de janeiro de 1967, WALMAP enfrentou, em jogo-treino, o Olaria Atlético Clube, no Estádio Mourão Filho, na Rua Bariri. A equipe olariense goleou pelo placar de 4 a 0. Os gols foram de Cabrita, duas vezes; Antoninho e Wellis.

 

Empate contra o Madureira A.C.

Após conquistar o título Invicto do Campeonato Bancário do Rio de 1967 (depois, no mês de novembro também faturou o caneco da Taça Guanabara dos Bancários), o clube enfrentou, no sábado, do dia 23 de setembro de 1967, o Madureira Atlético Clube, às 15 horas e 30 minutos, em amistoso, no Estádio Aniceto Moscoso, em Conselheiro Galvão. Nesse momento, o técnico do WALMAP Moacyr Barbosa (ex-goleiro da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1950).

No final, a partida terminou empatada em 1 a 1. Miguel fez o gol do Tricolor Suburbano, aos 17 minutos enquanto Ivo fez o tento para o Alviverde Walmpaense, aos 42 minutos do 2º tempo. O resultado manteve a invencibilidade intacta do clube da Tijuca.

Na preliminar, entre os aspirantes, às 13 horas e 30 minutos, o WALMAP levou a melhor, vencendo o Madureira por 3 a 1.

WALMAP: Geraldo; Getúlio, Valdir, Almir e Edson; Oadir e Airton; Celso, Gilson, Ivo e Carlos Pio. Técnico: Moacyr Barbosa.

MADUREIRA: Laerte; Luís Almeida, Silva França e Pereira; Elmo e Marcílio; Altamiro, Nando, Miguel e Edson. Técnico: Esquerdinha.

 

Fluminense não deu chances: 4 a 0

Na manhã da quarta-feira, do dia 27 de setembro de 1967, às 10 horas e 15 minutos, Telê Santana estreava como treinador do Fluminense, substituindo Alfredo Gonzalez. E o WALMAP realizou um jogo-treino, diante dos titulares do Tricolor das Laranjeiras, que goleou por 4 a 0, no Estádio das Laranjeiras. O árbitro foi Orlando Cabeção, auxiliado Serafim de Sousa e Luís Estevão.

Suingue abriu o placar aos 30 minutos da primeira etapa, recebendo passe de Samarone. Novamente Suingue fez o segundo, aos 12 minutos e Sebastião Sérgio marcou outros dois: aos 17 e 31 minutos da segunda etapa. Aos 29 minutos, o Fluminense ainda teve um pênalti desperdiçado pelo ponta Gilson Nunes.

FLUMINENSE: Márcio; Oliveira (João Francisco), Valtinho (Caxias), Altair e Bauer; Jardel (Sebastião Sérgio) e Suingue (Oliveira); Cafuringa (Wilton), Samarone, Robertinho (Carlos Alberto) e Gilson Nunes. Técnico: Telê Santana.

WALMAP: Geraldo; Getúlio, Valmir, Almir e Edson; Oadir e Harlei; Passarinho, Puskas, Ivo e Carlos Pio. Técnico: Moacyr Barbosa.

 

Cinco jogadores foram convidados para fazer testes no Vasco da Gama

A excelente fase do WALMAP despertou o interesse do Clube de Regatas Vasco da Gama. Ivo, Carlos Pio, Paulinho, Oliveira e Valmir ficaram num período de testes.

Dos cinco, Ivo é o que despertou maiores atenções, pois realizou dois bons treinos contra o Vasco, antes do convite. Após os testes, o Vasco informou que tinha acertado a contratação do atacante Ivo, porém dias depois acabou devolvendo Ivo e os demais quatro jogadores para o WALMAP.

A direção cruzmaltina alegou que resolveu tomar essa decisão visando defender os interesses dos jogadores, pois caso de registro do quinteto acabariam sendo prejudicados no clube de origem (WALMAP). Explicação, no mínimo, estranha.

 

Filiação no Departamento Autônomo

Com o fracasso nas negociações para tentar fazer uma fusão com a Portuguesa Carioca, o clube buscou outro caminho. Na quarta-feira, do dia 25 de outubro de 1967, o clube, em ofício levado pelo veterano goleiro Barbosa, deu entrada na secretária do Departamento Autônomo (D.A.), da Federação Carioca de Futebol (FCF), solicitando sua filiação na condição de vinculado.

Como naquela época não existia o Estadual da 2ª Divisão, para chegar na esfera profissional seria disputar o Campeonato Carioca do D.A., como conseguiu o Campo Grande A.C. há cinco anos antes.

Torneio Início do DA: WALMAP cai na estreia

A primeira participação aconteceu no Torneio Início do D.A., no domingo, do dia 26 de maio de 1968. A estreia foi no 2º jogo diante do Epsom, às 12h25min, no campo do Mavílis, no Bairro do Caju. Porém, a estreia foi decepcionante ao ser eliminado nos pênaltis. Final: Epsom 2 a 1. No final, o campeão foi o Mavílis F.C.

Vinte dias e pimba!! Juvenil é Campeão Invicto da Série e do D.A.!!

O mês de setembro foi de “Fortes Emoções“. Primeiro o time juvenil do WALMAP foi campeão Invicto da Série Antonio Gaspar Afonso (Série C), de 1968.  Um fato curioso é que o clube quase não participou da competição, pois o clube não possuía a categoria juvenil e se disputasse também ficaria impedido de jogar na categoria principal. Então, coube ao diretor  Antonio Augustinho Santos e ao treinador Flávio Anunziata, ao preparador físico Sérgio Luís, o roupeiro Sargento Luís e o massagista José Paz, conhecido como “Zezinho” a responsabilidade de montar um elenco em 20 dias.

Depois, a competição reuniu os campeões de cada Séries para definir o grande Campeão do Campeonato Carioca do Departamento Autônomo de 1968. O WALMAP continuou sem conhecer derrotas, vencendo cinco jogos e empatando um. Na decisão enfrentou o Atlético Clube Nacional, vencendo o 1º jogo por 1 a 0. Com isso, no jogo final, só precisava de um empate para ficar com o título.

No domingo, do dia 02 de Março de 1969, o WALMAP arrancou um empate em 2 a 2 com o Atlético Clube Nacional, faturando o inédito título de Campeão Invito do Campeonato Carioca do Departamento Autônomo de 1968. A equipe jogou assim: Juan; Albino, Luís Carlos, Danilo (Cap.) e Anacleto; Tuca, Sérgio Luís e Ivã; Hélvio, Tamba e Valter.

Ao todo, o time somou 34 pontos em 40 possíveis: foram 20 jogos, com 14 vitórias e seis empates; marcando 28 gols e sofrendo oito, com saldo pomposo de 20 tentos.

ELENCO:

Juan, Albino, Márcio, Luís Carlos, Danilo, Anacleto, Tuca, Sérgio Luís, Ivã, Hélvio, Aníbal, Tamba, Valter, Brandão, Reinaldo, Paulo, Alberto, Bira, Pitanga e Arnaldo.

Os artilheiros da equipe: Hélvio, com quatro gols; Aníbal e Valter, ambos com três gols; Paulo, Anacleto, Jorge, com dois; Ivã com um.

CAMPANHA:

Primeira fase

Colégio (2 x 0 e 2 x 1); Botafoguinho (2 x 1 e 1 x 0); Anchieta (2 x 0 a 3 x 0); E.C. União (2 x 2 a 1 x 0); Pavunense (1 x 0 e 0 x 0); Manufatura (0 x 0 e 0 x 0).

Super

Mavilis (1 x 0 e 0 x 0); Manufatura (1 x 0 e 3 x 2); Confiança (2 x 0 e W.O.); A.C. Nacional (1 x 0 e 2 x 2).

Após a decisão, a diretoria do Nacional entrou com um recurso, pedindo os pontos da última partida com a alegação de que o jogador Danilo, do WALMAP, tinha sido inscrito irregularmente e que na realidade o passe pertencia ao Fluminense Football Club.

Após meses de disputas nos tribunais, com vitórias e derrotas, o TJD da FCF cedeu e deu ganho ao Nacional. Como os jogadores do WALMAP estavam emprestados ao Senhor Passos, o DA acabou dividindo o título. Assim, oficialmente ficou definido que o Campeonato Carioca do Departamento Autônomo de Juvenis de 1968 ficou divido com o Atlético Clube Nacional, de Ricardo de Albuquerque e o Grêmio Social e Recreativo WALMAP, da Tijuca.

Campeão da Série Antonio Gaspar Afonso, do D.A.

No Campeonato Departamento Autônomo da FCF, o WALMAP ficou na Série C (Série Antonio Gaspar Afonso), juntamente com o Colégio Futebol Clube; Esporte Clube União, de Marechal Hermes; Botafoguinho; Anchieta; Pavunense e Manufatura.

Cinco dias antes de enfrentar o Manufatura na última rodada do returno, o clube recebeu uma notícia triste. Na terça-feira, do dia 17 de setembro de 1968, um dos destaques do time, o atacante Carlos Pio (ex-jogador do Canto do Rio) veio a falecer aos 26 anos (26/06/1942). Era Funcionário da Agência Acre, do Banco Nacional.

E, nesse turbilhão de sentimentos, cinco dias depois, veio a alegria, quando o WALMAP empatou com o Manufatura em 1 a 1, conquistando o título da Série Antonio Gaspar Afonso (Série C), do Campeonato Departamento Autônomo da FCF. O WALMAP jogou com: Wilson; Ronaldo, Almir, Zé Luís e Edson; Oadir e Arlei (Ivo); Puskas, Augustinho, Amauri e Paulinho (Selmo).

No Campeonato Carioca do Departamento Autônomo de 1968, o WALMAP terminou a competição na 3 colocação, na classificação geral.

 

O WALMAP disputou 12 jogos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 41 gols, sofrendo 11, com saldo positivo de 30 tentos. A única derrota aconteceu no domingo, do dia 07 de Julho de 1968, no campo do Manufatura, no Bairro de Pilares. O gol foi assinalado pelo atacante Nei, do Pavunense, aos 44 minutos do primeiro tempo.  jogo teve uma Renda de NCr$ 280,00.

 

A Campanha do Grêmio Social e Recreativo WALMAP foi a seguinte:

DATA

JOGOS

LOCAL

16/06/68

WALMAP

8

X

1

Colégio Pilares

30/06/68

União

1

X

4

WALMAP Marechal Hermes

0707/68

WALMAP

5

X

1

Botafoguinho Pilares

1407/68

WALMAP

0

X

1

Pavunense Pilares

21/07/68

Anchieta

1

X

4

WALMAP Anchieta

28/07/68

Manufatura

1

X

2

WALMAP Pilares

04/08/68

Colégio

0

X

2

WALMAP Colégio

11/08/68

WALMAP

4

X

1

União Pilares

18/08/68

Botafoguinho

2

X

4

WALMAP Guadalupe

25/08/68

Pavunense

1

X

1

WALMAP Pavuna

1º/09/68

WALMAP

6

X

0

Anchieta Pilares

08/09/68

WALMAP

1

X

1

Manufatura Pilares

 

ELENCO: Wilson, Martinez, Miguel, Ronaldo, Valmir, Getúlio, Zé Luís, Almir, Maurício, Edson, Harlei, Oadir, Cabrita, Selmo, Amauri, Gilson, Ivo, Agostinho, Paulinho, Dadá e Paulinho II. Técnico: Lúcio, ‘Feola’.

WALMAP enfrentou a Seleção Brasileira

No dia 11 de Junho de 1968, às 11 horas, o WALMAP enfrentou a Seleção Brasileira, em jogo-treino, no Estádio da Gávea. Do elenco brasileiro (22 jogadores) que foi para a Copa do Mundo do México, em 1970, estiveram presentes nesse treinamento 12 atletas.

O técnico Aimoré Moreira dividiu em três partes num total de 75 minutos. No primeiros 30 minutos entre os reservas da seleção contra o WALMAP, melhor para o escrete canarinho que venceu por 2 a 0. Rivelino e César marcaram os gols.

Depois, na outra meia-hora de jogo, a Seleção Brasileira titular venceu o WALMAP por 3 a 0, com todos os gols marcados pelo Jairzinho. E os 15 minutos finais entre os titulares e reservas do Brasil. Com um gol de César, os suplentes venceram o treino.

TITULARES: Cláudio; Carlos Alberto (Djalma Santos), Jurandir, Joel e Sadi; Piazza e Gerson; Paulo Borges, Jairzinho, Tostão e Edu.

RESERVAS: Felix; Zé Maria, Brito, Marinho e Rildo; Denílson e Rivelino; Natal, Roberto, César e Eduardo.

WALMAP: Martinez; Ronaldo, Zé Luís, Almir e Edson; Souza e Oadir; Celmo (Gilson Puskas), Augustinho, Ivo e Dadá.

 

FONTES: Diário da Noite (RJ) – Revista do Rádio (RJ) – Ultima Hora (RJ) – Diário de Noticias (RJ) – Jornal do Brasil – O Globo – Jornal dos Sports – O Jornal – A Luta Democrata

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