Inédito do “Amarelinho do Araés” de Cuiabá, a sensação do matogrossense de 67 & 68.

O escudo foi redesenhado a partir da foto da equipe em preto e branco em baixa resolução.
Fonte da foto: Site Craques do Rádio – MT.
Inédito do “Amarelinho do Araés” de Cuiabá, a sensação do matogrossense de 67 & 68.

O escudo foi redesenhado a partir da foto da equipe em preto e branco em baixa resolução.
Fonte da foto: Site Craques do Rádio – MT.

O escudo foi redesenhado a partir da foto da equipe em preto e branco em baixa resolução.
Fonte da foto: Blog História do Futebol, artigo do Abalberto Kluser.
Com a publicação inédita do escudo do União Lapa FBC, tive o prazer de receber e-mail de Ourinhos-SP da família do jogador “Carpi” campeão da 1ª Divisão – Divisão Intermediária de 1927 da LAF – Liga de Amadores de Futebol, credenciando ao União Lapa disputar a Divisão Principal em 1928. Estava em 2º lugar até seu cancelamento, provavelmente “Carpi” disputou este campeonato da LAF.
O União Lapa FBC, fundado em 1 setembro de 1910, disputou a Divisão Principal (equivalente a verdadeira 1ª divisão) em 1916 e 1928, e a Divisão Intermediária (equivalente a verdadeira 2ª divisão) nos anos de 1917, 1919, 1920, 1926, 1927 (campeão), 1929 e 1930.
O União Lapa também disputou o campeonato da Liga Paulista de Sports Atlhéticos em 1914 e 1915, jogos realizados no Parque Antartica nas manhãs de Domingo.
Tanto o União Lapa FBC como o SC Corinthians Paulista, fundados no mesmo dia, também fizeram ambos o primeiro jogo da sua história no dia 10 de setembro de 1910, como vitória por 1 a 0 para o União Lapa.
Provavelmente o União Lapa FBC foi extinto na década de 30.
Publico foto da medalha do jogador “Carpi”, campeão da 1ª Divisão – Divisão Intermediaria de 1927 enviadas por Dr. Mauricio Carpi de Ourinhos.
Foi publicado no Blog do Roberto Saraiva o escudo da Associação Atlética Guanabara / DF, que disputou vários campeonatos de Brasília, e foi campeão de 1964 pelo Departamento dos Clubes Amadores, indicado pela Federação Desportiva de Brasília a disputar a Taça Brasil de 1965. Também foi campeão deste mesmo campeonato em 1966.
Publicou também o escudo do Rabello Futebol Clube, agora em preto e branco, como era seu uniforme, existe outro escudo do Rabello em amarelo e vermelho como um logo da construtora que lhe empresta o nome. Roberto cita sua fonte: Virginio Antônio Saldanha.
Assim, com a publicação do Auriel do A. E. Eletrovapo, creio que, agora com a publicação do Roberto Saraiva, fonte Virginio Antônio Saldanha, completa-se a publicação de todos os escudos dos participantes da Taça Brasil, de 1959 a 1968, que é reconhecida como título brasileiro.
O Santos de Pelé foi o grande vencedor, com 5 Taças/Títulos brasileiros, 2 para o Palmeiras de Ademir e Dudu, 1 para o Cruzeiro de Dirceu Lopes e Tostão, 1 para o Bahia de Alencar e Leo, e 1 para o Botafogo de Afonsinho e Paulo Cesar.
Foram 80 participantes, nos 10 anos de disputa:
1.Grêmio de Football Portoalegrense, Porto Alegre,RS
2. Sport Club Internacional, Porto Alegre,RS
3. Hercílio Luz Futebol Clube, Tubarão,SC
4. Paula Ramos Esporte Clube, Florianópolis,SC
5. Esporte Clube Metropol, Criciúma,SC
6. Gremio Esportivo Olímpico, Blumenau,SC
7. Esporte Clube Internacional, Lages,SC
8. Sociedade Esportiva e Recreativa Perdigão,Videira,SC
9. Clube Atlético Paranaense, Curitiba,PR
10.Coritiba Football Club, Curitiba,PR
11. Esporte Clube Comercial, Cornélio Procópio,PR
12. Londrina Esporte Clube, Londrina,PR
13. Grêmio Esportivo Maringá, Maringá,PR
14. Clube Atlético Ferroviário, Curitiba,PR
15. Esporte Clube Água Verde, Curitiba,PR
16. Santos Futebol Clube, Santos,SP
17. Sociedade Esportiva Palmeiras, São Paulo,SP
18. Clube de Regatas Vasco da Gama, Rio de Janeiro,GB
19. Fluminense Futebol Clube, Rio de Janeiro,GB
20. América Futebol Clube, Rio de Janeiro,GB
21. Botafogo de Futebol e Regatas, Rio de Janeiro ,GB
22. Clube de Regatas Flamengo, Rio de Janeiro,GB
23. Manufatora Atlético Clube, Niterói ,RJ
24. Fonseca Futebol Clube, Niteroí,RJ
25. Clube Esportivo Rio Branco, Campos,RJ
26. Goytacaz Futebol Clube, Campos,RJ
27. Associação Esportiva Eletrovapo, Niteroí,RJ
28. Americano Futebol Clube, Campos,RJ
29. Rio Branco Atlético Clube, Vitória ,ES
30.Santo Antônio Futebol Clube, Vitória ,ES
31. Associação Desportiva Ferroviária, Vitória ,ES
32. Clube Atlético Mineiro, Belo Horizonte ,MG
33. Cruzeiro Esporte Clube, Belo Horizonte ,MG
34. Esporte Clube Siderúrgica, Sabará ,MG
35. Clube Esportivo Operário, Várzea Grande,MT
36. Vila Nova Futebol Clube, Goiânia,GO
37. Atlético Clube Goianiense, Goiânia,GO
38. Anápolis Futebol Clube, Goiânia,GO
39. Goiás Esporte Clube, Goiânia,GO
40. Defelê Futebol Clube, Brasília,DF
41. Associação Atlética Cruzeiro do Sul, Brasília,DF
42. Associação Atlética Guanabara, Brasília,DF
43. Rabello Futebol Clube, Brasília,DF
44. Esporte Clube Bahia, Salvador,BA
45. Fluminense Futebol Clube, Feira de Santana,BA
46. Esporte Clube Vitória, Salvador,BA
47. Associação Desportiva Leônico, Salvador,BA
48. Esporte Clube Santa Cruz , Estância,SE
49. Club Sportivo Sergipe, Aracaju,SE
50. Associação Desportiva Confiança, Aracaju,SE
51. América Futebol Clube, Propriá,SE
52. Centro Sportivo Alagoano – CSA, Maceió,AL
53. Centro Sportivo Capelense, Capela,AL
54. Clube de Regatas Brasil – CRB, Maceió,AL
55. Sport Club do Recife, Recife ,PE
56. Santa Cruz Futebol Clube, Recife ,PE
57. Clube Náutico Capibaribe, Recife ,PE
58. Auto Esporte Clube, João Pessoa,PB
59. Estrela do Mar Esporte clube, João Pessoa,PB
60. Campinense Clube, Campina Grande,PB
61. Treze Futebol Clube, Campina Grande,PB
62. ABC Futebol Clube, Natal ,RN
63. Alecrim Futebol Clube, Natal ,RN
64. América Futebol Clube, Natal ,RN
65. Ceará Sporting Club, Fortaleza,CE
66. Fortaleza Esporte Clube, Fortaleza,CE
67. América Futebol Clube, Fortaleza,CE
68. River Atlético Clube, Teresina,PI
69. Esporte Clube Flamengo, Teresina,PI
70. Piauí Esporte Clube, Teresina,PI
71. Ferroviário Esporte Clube, São Luís,MA
72. Moto Clube, São Luís,MA
73. Sampaio Corrêa Futebol Clube, São Luís,MA
74. Maranhão Atlético Clube, São Luís,MA
75. Tuna Luso Brasileira, Belém ,PA
76. Paysandu Sport Club, Belém,PA
77. Clube do Remo, Belém,PA
78. Nacional Futebol Clube, Manaus,AM
79. Atlético Rio Negro Clube, Manaus,AM
80. Olímpico Clube, Manaus,AM
Fontes: RSSSF e Blog Clubes do Mundo, do Roberto Saraiva.

Escudo correto da Associação Atlética Guanabara publicado pelo Jose Ricardo Almeida
Camisa amarela lisa, sem gola e mangas; calção azul liso, sem a faixa vertical branca nas laterais; meias brancas lisinhas e uma TARJA VERDE, números desproporcionais finos com só ângulos retos, e o escudo em “curva” da Nike na imensidão do amarelo…
Um punk norte-americano diria: – ééé “Bizzarrro”…

Foto: Lancenet
Não posso concordar com a venda da “imagem” do Brasil pela CBF, este novo uniforme que a seleção brasileira está estreando na França, é a mais pura “imbecilidade” que eu já presenciei.
O Brasil está sendo ridicularizado pela empresa norte-americana “Nike”, isto é uma humilhação a todos os brasileiros profissionais da área do designer.
Uma TARJA VERDE. “Donde” veio está aberração? Só pode ter vindo de alguém que não é brasileiro, “não nos conhecem”, não vive aqui.
Porque este formato para os números? Porque estão distorcidos? Por que são em linhas e ângulos retos, sem nenhuma curva. O zero é um retângulo, o “8” só colocar mais uma tarja. Parece feito com fita adesiva.

Foto: Lancenet
Como explicar para minha filha de 4 anos, que estes números são os mesmos que ela está aprendendo? Quem é este “3”? Ou este “4”? Quanta falta de criatividade, ou sei lá o que?
O Brasil é pura curva, nas ondas do mar, nas serras e colinas verdes, nas dunas, nos traçados dos rios e córregos, uma imensidão orgânica, que Oscar Niemeyer sobe retratar muito bem, como muitos outros artistas plásticos brasileiros.
Como explicar a ela, que o Brasil tem excelentes empresas, tanto na confecção dos uniformes, como também na elaboração do modelo.
“Mas infelizmente não há democracia no futebol, dirigentes decidem vender nossa mais sagrada camisa, que será comprada por muitos brasileiros e estrangeiros pelo mundo, sem a ‘verdadeira” imagem brasileira. Um país de Oscar Niemeyer e de Portinari, um país tropical, que tem a audácia de ter 4 cores oficiais.
Será que os norte-americanos da “Nike” pensam que nós somos apenas bananas?
A CBF sim, vendeu-nos a preço de bananas…
Titans de novo. É capitalismo selvagem…
Embora tenhamos no Brasil produção nacional de “produtos Nike”, toda publicidade internacional não gerará nenhum emprego no Brasil, mas se fosse um produto nacional na camisa brasileira, como um dia já foi “Café Brasileiro”, “Guaraná Antarctica”, o restante do mundo seria estimulado a comprar nossos produtos, inclusive se a fornecedora de material esportivo fosse “made in Brazil”.
Por que jogamos fora todo nosso talento?
Por que jogamos fora toda esta publicidade internacional?
A Sociedade Esportiva Palmeiras, teve outro nome e escudo oficial em 1942, quando por força de lei do Presidente Getúlio Vargas, teve que alterar seu nome, que na época chamava-se Societá Sportiva Palestra Itália.
Getúlio, mesmo tendo simpatia aos governos “nacionalistas” europeus da Alemanha, Itália e Japão, por força internacional, teve que aderir aos “Aliados” na 2ª Guerra Mundial. Para mostrar de que lado realmente estava, promulgou leis ditatoriais ao interferir nos nomes das cidades brasileiras e das associações. As cidades não poderiam ter nome iguais, então mudaram de Laranjal, para Laranjal Paulista, de Bragança, para Bragança Paulista, de Rio Preto, para São José do Rio Preto, de Vitória, para Vitoriana, entre muitos outros municípios brasileiros.
As associações não poderiam ter o nome da nação, ou seja, não poderia ter o nome “Brasil”, e os que tinham nomes referentes à Alemanha e Itália deveriam também mudar o nome. Daí, com o medo de desapropriações de seu patrimônio, os “Palestra Itália” de todo o Brasil tiveram que mudar o nome, que revoltou a todos os palestrinos do Brasil.
Mesmo contra a própria vontade, o Palestra Itália “paulistano”, mudou seu nome para “Palestra de São Paulo”. Considerando a palavra grega “Palestra” uma palavra universal.

Mesmo com a mudança, não convenceu as autoridades paulistas ligadas a Getúlio, que exigiu outro nome. “Palestra” também não pode… Vííu…
Então, a “sociedade esportiva” mudou novamente de nome. Agora, por sugestão de Mário Minervino, então diretor do clube, que mantivesse o “P” de Palestra já utilizado nos uniformes, denominando Sociedade Esportiva Palmeiras, homenageando o extinto clube alvinegro, com autorização dos proprios. Ká entre nós, uma bela jogada de “marquetíngue”. Não precisou alterar nada nos uniformes, até porque não mais utilizava o vermelho, descaracterizando a bandeira “tricolore” italiana para satisfação das autoridades “getulísticas”.
Muitos ao contar a história do Palestra/Palmeiras desprezam o nome e escudo deste período, até porque foi um período curto de 6 meses, diríamos assim, principalmente os sites de escudos, que apenas consideram uma variação temporaria do escudo oficial.
Os palmeirenses enaltecem o feito, que no ano conturbado de alteração do nome, o Palestra de São Paulo ficou invicto no campeonato, recordando a partida histórica com o São Paulo FC, que acabou decidindo o título. Os palestrinos entraram em campo com a bandeira brasileira, e foram aplaudidos pelas duas torcidas. Afinal, era a bandeira “nacional” e o Palestra de São Paulo, se apresentava a toda imprensa com um novo nome:
SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

E ao final do jogo, com o título conquistado, gritaram a frase de Mário Minervino:
“Morre O PALESTRA LÍDER, e nasce O PALMEIRAS CAMPEÃO ! ”
O Palestra de São Paulo, foi o mais competente da história dos campeonatos paulistas, embora não da forma invicta, pois acabou perdendo o ultimo jogo, já com a “Taça” na mão.
Explico:
Oficialmente os nomes foram alterados conforme o Estatuto do Clube em:
27 de março de 1942 – S.S. Palestra Itália para S.E. Palestra de São Paulo.
Portanto, antes da primeira partida com o Comercial-SP, que foi dia 04 de abril de 1942.
19 de outubro de 1942 – S.E. Palestra de São Paulo para S.E. Palmeiras.
Portanto, depois do término do campeonato, ultimo jogo foi no dia 4 de outubro de 1942.
Muitos, ou todos, atribuem à mudança no dia 20 de setembro de 1942, dia do jogo com São Paulo FC, dia do anuncio oficial a imprensa.
Conclusão, o nome oficial que disputou o campeonato paulista inteiro de 1942, foi a Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo.
Isto deve constar nos dados estatísticos da Federação. No livro “O caminho da Bola” e no site da RSSSF não consta.
Este fato explica também porque o famoso jornalista Thomas Mazzoni, palestrino, não cita uma única vez a palavra “Palestra” ou “Palmeiras” nas sua reportagem de 3 paginas sobre o jogo da decisão, na “A Gazeta Esportiva”. Escreveu apenas “o alvi-verde”, o “XI de Og Moreira”, o “XI do Parque Antartica” para falar do clube. Afinal, qual era o nome oficial do vencedor da partida? Mazzoni foi elegante ao não induzir ao erro seu eleitor, pois oficialmente ainda não havia efetuado a alteração do nome.
Assim, no cadastro dos clubes participantes, tem que constar a Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo em 1942, e é claro, seu respectivo escudo e uniforme. No caso dos uniformes, são iguais para todos na época: Palestra Itália, Palestra de São Paulo e Palmeiras), com exceção do escudo da camisa, sem o “I” de Itália.
Assim, o Palestra de São Paulo tem 100% de aproveitamento:
uma participação – um título de campeão paulista.
Veja a campanha vitoriosa da Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo:
20 jogos, 36 pontos, 17 vitórias, 2 empates, 1 derrota,
65 gols Pró, 19 gols contra, Saldo de gols: 46
Jogos do Campeonato Paulista de 1942:
04/04/1942 – Comercial (da capital) 0 x 6 Palestra de São Paulo
12/04/1942 – Portuguesa 1 x 1 Palestra de São Paulo
19/04/1942 – Palestra de São Paulo 4 x 2 Ypiranga
03/05/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 0 Juventus
10/05/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 2Santos
17/05/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway
31/05/1942 – Palestra de São Paulo 2 x 1 Portuguesa Santista
07/06/1942 – Palestra de São Paulo 6 x 0 Hespanha
14/06/1942 – São Paulo 1 x 2 Palestra de São Paulo
28/06/1942 – Corinthians 1 x 1 Palestra de São Paulo
19/07/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 0 Hespanha
26/07/1942 – Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway
02/08/1942 – Juventus 0 x 4 Palestra de São Paulo
09/08/1942 – Ypiranga 1 x 4 Palestra de São Paulo
16/08/1942 – Santos 2 x 5 Palestra de São Paulo
23/08/1942 – Palestra de São Paulo 6 x 0 Comercial
08/09/1942 – Palestra de São Paulo 4 x 0 Portuguesa
13/09/1942 – Portuguesa Santista 0 x 1 Palestra de São Paulo
20/09/1942 – São Paulo 1 x 3 Palestra de São Paulo (jogo da decisão)
04/10/1942 – Corinthians 3 x 1 Palestra de São Paulo
Jogo da decisão:
20 de setembro de 1942 – Pacaembú
Juíz: Jaime Janeiro Rodrigues
Palestra de São Paulo: Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio Christovam de Pinho, Waldemar Fiúme, Lima, Villadoniga e Echevarrieta. Tc: Del Debbio
São Paulo:Doutor; Piolim e Virgílio; Lola, Noronha e Silva; Luizinho Mesquita, Waldemar de Brito, Leônidas da Silva, Remo e Pardal. Tc: Vicente Feola
Gols:Cláudio Christovam de Pinho (19), Waldemar de Brito (24) e Del Nero (42) do 1ºt; Echevarrieta (14) do 2ºt
O São Paulo retirou o time de campo antes do final da partida por não concordar com pênalti marcado para o Palestra de São Paulo, após espulsão de um jogador tricolor.
Classificação: P G W D L GF GA GD
1. Palestra de São Paulo 36 20 17 2 1 65 19 46
2. Corinthians 33 20 15 3 2 78 29 49
3. São Paulo 32 20 15 2 3 77 28 49
4. Ypiranga 24 20 10 4 6 55 44 11
5. São Paulo Railway 19 20 8 3 9 48 61 -13
6. Juventus 19 20 9 1 10 42 46 -4
7. Santos 18 20 7 4 9 59 51 8
7. Portuguesa 18 20 8 2 10 44 52 8
9. Portuguesa Santista 10 20 5 0 15 39 60 -21
10. Comercial (SP) 7 20 3 1 16 34 94 -60
11. Hespanha 4 20 1 2 17 30 87 -57
O “Torneio Início” foi realizado em 1 de março de 1942, o vencedor foi a SS Palestra Itália.
O Palestra de São Paulo teve um jogo antes, pelo término do Torneio Quinela de Ouro, sendo sua primeira partida: 28/03/1942 – Corinthians 4 x 1 Palestra de São Paulo
Dizem os “octo-palmeirenses” que na verdade a sigla SEP, significa
“Sempre Eternos Palestrinos”.
Fontes: sites da RSSSF, Porcopédia, Palestrinos e Oficial do Palmeiras
e o Livro “O caminho da Bola”, de Rubens Ribeiro.

Muitos provavelmente, devem conhecer os livros do jornalista Rubens Ribeiro, que além de historiador, administra a biblioteca da Federação Paulista de Futebol, desde que a conheço, na antiga sede da Brigadeiro.
No primeiro volume é descrito todos os dados estatísticos dos jogos do Campeonato Paulista desde 1902 a 1952, uma obra excelente e raríssima. Tanto que não possuo o segundo volume, que foi apenas distribuído a personalidades escolhidas pela FPF. Que sabe um dia terei um exemplar.
O fato curioso é que alguns escudos “equivocados” foram colocados para ilustrar. Será que alguém havia percebido estes erros? Acredito que os membros deste blog, que tiveram acesso ao livro perceberam.
Na década de 90, aceitei o trabalho profissional de projetar e acompanhar a construção da sede administrativa dos Irmãos Lasallistas na Vila Guilhermina na cidade de São Paulo, que possibilitou minha permanência na cidade. Aproveitando, comecei a visitar com regularidade as bibliotecas paulistanas a procura dos escudos “faltantes”, em jornais, revistas e livros do começo do século XX. Além é claro, de freqüentar o Parque Antártica, como sócio do Interior, com carteirinha e tudo.
Para os mais novos, e bom lembrar que não havia maquina fotografia digital, e para tirar copias dos exemplares mais antigos, tinha-se que passar por vários pontos burocráticos, conforme a biblioteca. Assim, a maioria dos escudos eram desenhados em rascunho, ali mesmo na biblioteca.
Para visitar ou pesquisar na biblioteca da Federação Paulista era necessário estar na presença do Seu Rubens, que muitas vezes recebeu muito bem, outras nem tanto. Eram muitos livros e enciclopédias sobre o futebol do Brasil, coleções das revistas esportivas, livros ou folhetins publicitários das histórias dos clubes paulistas, entre outras raridades. Um paraíso para quem gosta…
Não foram muitas as visitas, pois sempre havia a necessidade de agendar com Seu Rubens, permitindo umas duas ou três horas apenas de pesquisa. Não havia até o momento nenhum livro especifico do campeonato paulista, e o Seu Rubens, passava suas horas escrevendo seu importante e inédito livro, escrevendo e escrevendo em uma máquina de escrever preta “das antigas”.
Na quarta ou quinta visita a biblioteca da federação, Seu Rubens, me disse:
– “O rapaz, eu não vou mais vir até aqui à biblioteca, portanto não vou poder mais abri-la para você. Espero que compreenda”.
Não compreendi, claro…
Neste dia, eu havia mostrado meus desenhos ao Seu Rubens, que na época já estava sendo desenhado em computador, e a impressão era em impressora matricial de 12 pinos colorida. Eu utilizava folha sulfite A3 dobrada para “parecer” uma página de revista.
Assim, com a “dispensa do Seu Rubens”, mas agradecido pelos dias que permitiu minhas pesquisas, agradeci e presenteie com minha “pseudo-revista”, com todos os escudos paulistas que tinha na época.
Muito tempo se passou quando finalmente a Federação publicou o livro do Seu Rubens, “pondo a venda” nas melhores livrarias do país. Comprei tão logo descobri sua publicação. Tal qual foi minha surpresa ao ver meus desenhos ilustrando algumas páginas, e maior surpresa ainda, de observar os equívocos cometidos.
Como isto pode acontecer? Ficando uma mistura de orgulho e decepção. Afinal quem era eu, para ter meus desenhos publicados no livro da Federação, um simples palmeirense, ilustre desconhecido. Provavelmente, Seu Rubens nem lembraria a onde arrumou aquela “pseudo-revista amadora impressa em impressora matricial”. Embora minha logomarca estava estampada junto aos escudos, com sempre fiz.
O orgulho venceu, fique orgulhoso dos meus desenhos publicados, mesmo que no total anonimato. O problema era os equívocos cometidos pelo diagramador, ou sei lá quem.
Reparem nas páginas “escaniadas” do livro:

Página 28 – Por alguma razão absurda foi colocado o meu desenho do escudo do Hespanha F.C. em cima do nome Hans Nobiling.
Página 29 – Por falta de atenção foi colocado o meu desenho do escudo do Clube Internacional de Regatas de Santos, acima do S.C. Internacional de São Paulo, erro imperdoável. Na época eu erroneamente considerava o escudo do Clube Atlético Internacional, como o do Internacional de Regatas.

Página 29 – Foi colocado erroneamente o meu desenho do escudo antigo do Guarani de Campinas, em cima da História do Germânia.
Página 30 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo da Ponte Preta de Campinas, em cima da sua história. Observe meus traços amadores.

Páginas 30 e 235 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do Paulistano, em cima da sua história. Observe que é o atual escudo, e não o da época da sua fundação, pois eu não possuia o antigo.
Páginas 86, 280 e 528 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do Corinthians, em cima da sua história.
Páginas 104 e 369 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do Santos, em cima da sua história.
Páginas 123, 137, 175, 196, 246, 397 e 463 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do Palestra Itália, em cima da sua história.


Páginas 194 e 555 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo da Portuguesa, em cima da sua história.
Páginas 194 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do Comercial de Ribeirão Preto, em cima da sua história. Observe que é o escudo antigo da época da sua fundação.


Páginas 197 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do A.A. Mackenzie College, em cima da sua história. Observe os meus traços amadores deste escudo.
Páginas 332, 390, 497 e 662 – Foi colocado corretamente o meu desenho do escudo do São Paulo FC, em cima da sua história.
Páginas 499 e 619 – Foi colocado corretamente o desenho do escudo do Palmeiras, em cima da sua história.
Não quero aqui com este relato, desmerecer o livro, ou mesmo Seu Rubens, mas os erros cometidos pelo “ilustrador” e seus “supervisores”, que não tinham nenhum conhecimento sobre escudos, fez com que está história tivesse as comprovações necessárias para sua veracidade.
Eu, um simples “botucudo”, faço parte dos colaboradores, mesmo que no anonimato, do livro estatístico mais importante da Federação Paulista de Futebol.
Relação dos Campeões Sulamericanos / 2001 a 2010
Copa Libertadores de América
Club Atlético Boca Juniors de Bueno Aires, Argentina
3 títulos – 2001 2003 2007
Copa Sulamericana
Club Atlético Boca Juniors de Bueno Aires, Argentina
2 títulos – 2003 2004
Copa Libertadores de América Feminino
Santos Futebol Clube de Santos, Brasil
2 títulos – 2009 2010