Arquivo da categoria: Curiosidades

Foto Rara, de 1915: Futebol Clube Santa Cruz – Santa Cruz do Sul (RS)

Fundação

Um grupo de rapazes liderado por André Klarmann se reuniu no Hotel Schmidt, em 26 de março de 1913, no centro da cidade, para montar um novo clube de futebol.

Seu primeiro jogo foi contra o Concórdia, no dia 3 de Abril de 1913, no campo da várzea, hoje Estádio Municipal junto ao Parque da Oktoberfest da cidade, registros não apontam o vencedor do jogo. Dois meses depois aconteceu seu primeiro jogo fora da cidade, em Candelária onde a delegação foi de carroça para o jogo, o resultado não consta, mas sabe-se que o Santa Cruz venceu a partida.

Década de 20

Na década de 1920, o Santa Cruz já tinha uma casa, os Plátanos, mas ainda tinha como nome Foot Ball Club Santa Cruz e não tinha seu apelido de “Galo”, que foi adquirido após vencer o maior rival da época, o Grêmio Esportivo Santa Cruz por 2 a 0 e firmar-se com o apelido carinhoso.

Década de 30

O futebol profissional começou no ano de 1930, mas já nos anos de 1932 e 1933 o Santa Cruz foi vice-campeão do Interior, onde perdeu a final para o Pelotas por 5 a 2, após isso foi possível aplicar melhorias na estrutura do Estádio dos Plátanos.

Década de 50

Em 1952 após a primeira das seis gestões de Hélio Almeida, o clube foi vice-campeão do interior na Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, perdendo para o Sá Vianna de Uruguaiana, é considerado um dos times mais marcantes da história do clube, que tinha os jogadores Amaro, Joãozinho, Paraguai, Paulo Cesar Tatu, Cuca, Calixto, Maninho, Betinho e Moacir. Em 1959 voltou a ficar em 3º lugar na competição estadual.

Década de 70 – A fusão com o Avenida

Um fato curioso aconteceu tempos mais tarde, já na década de 1970, entre 1974 a 1978 os dois maiores clubes de Santa Cruz do Sul, o Avenida e o Futebol Clube Santa Cruz fizeram uma fusão, a união denominada Associação Santa-Cruzense de Futebol com o comando de Daltro Menezes rendeu bons frutos, deixando o clube entre os quatro melhores do estado na época. Após brigas entre antigos dirigentes de ambas as partes, os dirigentes do Avenida resolvem romper a fusão.

Década de 80

Na década de 1980 o clube conseguiu fazer boas campanhas estaduais, a melhor colocação do clube no Campeonato Gaúcho foi um quarto lugar em 1988.

Década de 90

Em 1995 caiu para a Segunda Divisão depois de uma grave crise financeira, mas dois anos mais tarde (1997) voltava a elite do futebol gaúcho. Ao fim da década de 1990, mais precisamente 1999, após seu rebaixamento, o clube passou a adotar um novo modelo de modernização, contratando jogadores de renome internacional que no início renderam bons frutos, deixando nessa mesma época escapar novamente o título do interior.

Anos 2000

Durante toda a primeira década dos anos 2000 o clube se manteve na primeira divisão do Campeonato Gaúcho.

Em 2000 disputou o Campeonato Gaúcho que foi chamado de Copa Sport Club Rio Grande – Um Século de Futebol, inclusive tendo o SC Rio Grande como convidado. No total foi disputado por 17 clubes, onde a dupla Grenal e o Juventude entram na segunda fase. A primeira fase foi dividida em dois grupos com 7 equipes cada. No grupo 1 classificou-se dois times (Esportivo, Caxias, Veranópolis, São José, Rio Grande, Pelotas e Inter/SM) e no grupo 2 classificou-se 3 times (15 de Campo Bom, Passo Fundo, Santa Cruz, Guarani/VA, Santo Angelo, São Luiz e Avenida). Os dois últimos foram rebaixados. O Santa Cruz foi o terceiro do seu grupo (6v,3E,3D) e classificou-se. No octogonal final ficou em sexto no primeiro turno (2V,1E,4D) e em último no segundo turno (2E,5D). Ficou fora das finais.

Em 2001 seguiu na disputa do Campeonato Gaúcho. A primeira fase foi disputada pelos 13 clubes do interior em apenas um turno, onde os 4 primeiros classificam-se e os dois últimos são rebaixados. O Santa Cruz ficou em 2°colocado (7V,3E,2D) e classificou-se. No primeiro turno do octogonal final ficou em 6° (2V,2E,3D). No segundo turno ficou em último (2E,5D)

Em 2002, a 1ª Fase do Gauchão foi disputada por 13 clubes que jogam entre si em turno e returno. O Santa Cruz ficou em 5° colocado no 1°turno com 6V,3E e 3D. No 2°turno ficou em 12° com 2V,3E e 7D. Foi 10º colocado no geral.

Em 2003, o Galo ficou em 3° (13V,3E,10D) no seu grupo mas foi eliminado, eis que somente os dois primeiros avançavam as semifinais.

Em 2004, o Grupo 1 foi formado pelas duplas Grenal e Caju e os quatro primeiros colocados do campeonato de 2003 (Santa Cruz, 15 de Campo Bom, São Gabriel e Glória). O Santa Cruz ficou em 3° na chave 1 (1V,2E,5D) e foi eliminado. Disputou o Grupo 2 e ficou em  4° (11V,8E,7D).

Em 2005 o Santa Cruz foi o penúltimo do grupo 1 com 12 pontos (3V,3E,4D). Chegou vivo na última rodada e precisava vencer em casa o Veranópolis. Tomou uma goleada de 3×0 e foi eliminado. Então disputou a Copa Emidio Perondi. Eram 14 times divididos em 2 grupos, onde os 2 primeiros de cada classificava para as semifinais. O Santa Cruz caiu no grupo B ao lado de 6 times. Ficou em quinto (4V, 3E, 5D).

Em 2006 o Santa Cruz foi o segundo do grupo 2 (5V,1E,4D) e garantiu classificação. No octogonal fez grupo com o Grêmio, Veranópolis e Juventude. Ficou em último com 3E,3D.

Em 2007 o Santa Cruz ficou em 7° no grupo 1 e não se classificou para a segunda fase (4V,7E,5D).

Em 2008 o Galo Carijó foi o penúltimo do grupo 1 (4V;1E;9D) e não se classificou para as quartas-de-final.

Temporada 2009

Uma das melhores campanhas foi em 2009, quando classificou-se para a segunda fase sem perder um único jogo em casa. O Galo ficou em terceiro do grupo 2 da Taça Fernando Carvalho (3V,4E,1D), garantindo a classificação somente na última rodada. Nas quartas de final enfrentou o Veranópolis na Serra Gaúcha e perdeu por 2×1, sendo eliminado. Na Taça Fábio Koff ficou em 1° no grupo 2 (4V,3D). Todavia, nas quartas-de-final pegou o Juventude em casa e sofreu o revés de 2×1 em jogo polêmico, dando adeus a competição.

A equipe daquela temporada teve como destaques o goleiro Cássio, os zagueiros Vinícius e Polaco, o lateral-esquerdo Emanuel, os volantes Sananduva (que veio a ser técnico em 2015) e William, o meia Cléber Oliveira, e os atacantes Roberto Jacaré e Eraldo.

Temporada 2010

O Santa Cruz ficou em penúltimo do grupo 2 da Taça Fernando Carvalho (4V,2E,2D) e foi eliminado. Na Taça Fábio Koff ficou em último com desempenho sofrível (3E,4D) e foi eliminado novamente. Ainda sim, ficou a 7 pontos da zona do rebaixamento, na 10ª colocação no geral.

Temporada 2011

O Santa Cruz ficou novamente em penúltimo do grupo 2 da Taça Piratini (1V,3E,4D) e foi eliminado. Na Taça Farroupilha ficou em 4° (3V,3E,1D) e classificou-se para as quartas onde foi eliminado no Beira-Rio pelo Inter pelo placar de 1×0. Na classificação geral ficou na 11ª colocação, a 9 pontos da zona de rebaixamento.

Temporada 2012

O Santa Cruz ficou em quinto do grupo 1 da Taça Piratini (3V,1E,4D) e foi eliminado. Na Taça Farroupilha ficou em último (1V,1E,5D) e foi eliminado. Terminou a competição em 13º colocado no geral, escapando do rebaixamento por 1 ponto.

Temporada 2013

A temporada de 2013 que deveria ser a mais marcante com todos os comemorativos e verbas, entretanto, culminou com o rebaixamento da equipe carijó para a Divisão de Acesso, principalmente devido ao elenco mal montado e a falta de comando da equipe, que cresceu na reta final do campeonato mas de forma insuficiente para evitar a queda, só escapando do rebaixamento para a terceira divisão na última rodada, ao vencer o Nova Prata fora de casa por 4 a 1. Tendo sido, porém, o melhor classificado dentre os rebaixados, o clube recebeu o direito de disputar a Divisão de Acesso com meia-cota, benefício esse que seus adversários não teriam.

O Galo ficou em sexto do grupo 2 da Taça Piratini (2V,1E,5D). Na Taça Farroupilha ficou em quinto (3V,4D). Na soma dos turnos, ficou na zona de rebaixamento (1 ponto abaixo dos que se salvaram) e caiu para a Divisão de Acesso.

Ainda disputou a Copa Centenário, contra o Cruzeiro-PA, Juventude e São José/PA. O Santa Cruz encarou o Juventude no primeiro jogo e levou 3×1. Na decisão do terceiro lugar contra o Cruzeiro, empatou em 1×1 e perdeu nos pênaltis por 4×2.

Disputou a Copa Centenário de Santa Cruz do Sul contra o rival Avenida em dois jogos: no primeiro fora de casa perdeu por 2×1. No segundo nos Plátanos devolveu o placar e venceu nas penalidades por 4×3 levantando o caneco.

Temporada 2014

Em 8 de janeiro de 2014 o clube lançou oficialmente o livro Orgulho centenário: os 100 anos do Futebol Clube Santa Cruz (1913-2013), que compreende em 224 páginas fartamente ilustradas de extensa pesquisa em registros de época e dezenas de depoimentos de ex-jogadores, ex-dirigentes e seus familiares. Estruturado em 11 capítulos, o livro recupera os fatos marcantes de cada uma das 10 décadas de existência do clube, reservando a última parte para a avaliação do momento atual e os projetos visando o futuro. Artigos especiais, assinados pelo presidente da CBF, José Maria Marin, e pelo ex-jogador e atual treinador de futebol Cuca, campeão da Copa Libertadores da América de 2013 pelo Atlético Mineiro, que iniciou sua carreira no Galo santa-cruzense, ressaltam a expressão nacional do Santa Cruz.

Numa estratégia ousada, o Santa Cruz acertou um acordo de patrocínio com a Assemp (Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul), em 29 de janeiro de 2014, e estampará em seu uniforme na temporada de 2014 a marca da 30ª edição da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul. O contrato de patrocínio foi fechado em R$ 60 mil. Apesar de formosos patrocínios e investimentos grandes no futebol, o clube apresentou desempenho pífio na competição e não conseguiu o tão desejado acesso.

Disputou ainda a Copa FGF (denominada Copa Fernandão). O torneio foi disputado no sistema de mata-mata, ao estilo da Copa do Brasil. O Santa Cruz fez seu primeiro jogo contra o Bagé, fora de casa. Acabou perdendo por 2×1 e teve que jogar a volta, onde venceu por 3×1. Na segunda fase enfrentou o São José e conseguiu a classificação após dois empates – 0x0 e 1×1 – como um dos melhores eliminados dessa fase. Nas quartas de final caiu diante do Lajeadense perdendo os dois jogos: 0x1 fora e 1×2 em casa.

Ainda disputou a Copa Sul-Fronteira. Eram 7 times: Bagé, Farroupilha, Grêmio, Guarani-VA, Lajeadense, Santa Cruz e São Paulo. Todos contra todos em turno e returno. Os 4 melhores foram para as semifinais. O Santa Cruz  ficou em quinto (6V,3E,5D) e foi eliminado com 2 pontos atrás da zona de classificação. Suas vitórias foram 1×0 no Lajeadense, 2×1 no Bagé, 2×1 no Guarani/VA, 3×2 no Farroupilha e os WO contra o Guarany/BG, que desistiu da competição.

Temporada 2015

A temporada 2015 do clube, porém, foi difícil. Com escassez de recursos, escapou do rebaixamento apenas na última rodada, mesmo com a derrota para o Inter de Santa Maria. Apesar de ser a 14º pior equipe dentre 15 participantes, o regulamento previa o rebaixamento de 1 equipe por grupo, e no Grupo B a equipe do Sport Club Rio Grande teve desempenho inferior ao Galo.

Temporada 2016

Ainda com uma economia em crise, o Futebol Clube Santa Cruz precisou se superar para entrar em campo na temporada 2016. Os primeiros jogadores começaram a ser anunciados apenas no começo de janeiro, enquanto diversos adversários já tinham plantéis praticamente prontos. Dentre os principais nomes da campanha estavam o goleiro Vandré, os zagueiros Navarro e Caio, os volantes David Cunha e Lucio Gaucho, os meias Juninho e Julinho e o centroavante Budá. A temporada foi extremamente difícil, com a equipe perdendo pontos precisos com quatro pênaltis desperdiçados. Os seis pontos feitos contra o rival Avenida se mostraram fundamentais, pois, ao final, terminou em 7º colocado no Grupo A, jogando a repescagem contra o São Gabriel. Empatou, fora de casa, o primeiro jogo em 2×2 e, no segundo, nos Plátanos, segurou o 1×1 e se garantiu por mais uma temporada na Divisão de Acesso (temporada regular com 14 jogos, 3V, 3E e 8D).

Temporada 2017

Comandado pelo treinador Lúcio Collet, a equipe do Galo iniciou a nova temporada anunciando nomes conhecidos da torcida como Vandré, Caio, David Cunha, Carlos Eduardo Assmann e William Campos. Na Copa dos Vales, torneio amistoso no formato mata-mata, o Galo sagrou-se campeão após eliminar o Guarani-VA nas semifinais e, na grande decisão vencer por 3×2 na disputa por pênaltis o Lajeadense, após empate de 1×1 no tempo regulamentar. Os grandes destaques da campanha foram o goleiro Fernando Costa, que assumiu a meta devido a uma lesão de Vandré, e o meia-armador Alex Goiano. Contudo, a equipe não teve vida fácil na Divisão de Acesso. Após bom começo de temporada, onde chegou a cobiçar a liderança do grupo, diversas lesões atingiram jogadores importantes do elenco e o clube caiu de desempenho. A três rodadas do fim, o técnico Hélio Vieira assumiu o comando do clube e o salvou do rebaixamento após vitória por 2×0 contra o São Gabriel, nos Plátanos, terminando em 6º colocado no grupo, a apenas 2 pontos da zona de classificação (temporada regular com 14 jogos, 5V, 2E e 7D).

 

FONTES: Site do Clube – Revista da Semana

Foto Histórica – Americano Futebol Clube (Rio de Janeiro – RJ) – 1918

Esta foto publicada em 1918, em reportagem sobre um amistoso entre Serrano de Petrópolis e o Americano do Rio de Janeiro, lança uma dúvida sobre as verdadeiras cores da equipe da capital carioca. O escudo que circula pela internet coloca a equipe alviverde, mas a foto não deixa dúvidas que a equipe é tricolor.

Fotos Raras, de 1906: Sport Club Santos Dumont – Salvador (BA): Um título Estadual de 1910

O Sport Club Santos Dumont foi uma agremiação da cidade de Salvador, capital do estado da Bahia. Fundado no dia 03 de Maio de 1904, em homenagem ao aviador Alberto Santos Dumont. O primeiro presidente do clube foi Octaviano de Souza Paraíso.

Estreou no Campeonato Baiano da 1ª Divisão, em 1906, terminando na 3ª colocação. Em 1907, novamente terminou em terceiro lugar. Em 1908 e 1909 ficou com o Vice-Campeonato.

Em 1910, o Santos Dumont sagrou-se campeão baiano, de forma invicta, ao derrotar o Vitória por 2 a 1, no dia 11 de dezembro. Em 1911, fez uma boa campanha, terminando na 3ª posição. Após duas temporadas ausente, o Sport Club Santos Dumont, infelizmente encerrou suas atividades em 1913.

No final, foram Seis edições do Campeonato Baiano, com um título, dois vices e três vezes na 3ª colocação. O Sport Club Santos Dumont realizou 34 jogos, com 34 pontos: com 13 vitórias, oito empates e 13 derrotas; marcando 46 gols, sofrendo 44 tentos e um saldo positivo de dois.

FONTES: Rsssf Brasil – Wikipédia – Revista da Semana (1906)

Torneio Início da Liga Leopoldinense de 1925: Sport Club Bemfica é o Campeão

A Liga Leopoldinense realizou ontem (quinta-feira, do dia 14 de Maio de 1925), o seu Torneio Início de futebol, onde o Sport Club Bemfica se sagrou o grande campeão! Os resultados foram os seguintes:

 

Primeira Fase

RESULTADOS

CÓRNER

PÊNALTIS

Electro

0

X

1

Bemfica

0 x 1

Cordovil

WO

X

Cajuense

Mauá

X

WO

Rio Cricket

Cancella

0

X

1

Penha

Braz de Pinna

1

X

0

Bomfim

Mangueira

1

X

0

25 de Novembro

2 x 1

Belisário Penna

0

X

1

Ruptura

1 x 1

 

Segunda Fase

RESULTADOS

CÓRNER

PÊNALTIS

Bemfica

1

X

0

Cordovil

Rio Cricket

0

X

1

Penha

10º

Mangueira

0

X

1

Braz de Pinna

1 x 2

 

Semifinal

RESULTADOS

CÓRNER

PÊNALTIS

11º

Bemfica

1

X

0

Ruptura

1 x 1

12º

Penha

0

X

0

Braz de Pinna

2 x 1

 

FINAL

RESULTADOS

CÓRNER

PÊNALTIS

13º

Bemfica

1

X

0

Penha

 

FONTE: O Social

Operário Pilarzinho Sport Club – Curitiba (PR): Fundado em 1951

O Operário Pilarzinho Sport Club é uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). Fundado na sexta-feira, do dia 29 de junho de 1951. A sua Sede e o Estádio Bórtolo Gava ficam localizados na Rua Amauri Lange Silvério, nº 1.141, no Bairro de Pilarzinho, em Curitiba. As suas cores: vermelho, branco e azul.

História

Na década de 30 por volta de 1935-36, um grupo de moradores e trabalhadores do alto da cruz do Pilarzinho e Abranches, se reunia aos sábados à tarde para a pratica do futebol em um campinho sobre as pedreiras de João Gava e Prefeitura (hoje Paulo Leminski e Opera de Arame).

Passado algum tempo, o grupo resolveu marcar jogos aos domingos, na saída das missas na igreja do Abranches, o comentário era grande e outras pessoas começaram a participar dos treinos.

Eram jovens empresários da região e seus funcionários como a fabrica de vidros Cristaleiria Aurora, Pedreira de João Gava, Fabrica de moveis Lauro Goras, Moveis Pedroso e Pedreira de Bortolo Gava e Prefeitura.

Certo dia reunidos após o treino na Pedreira de João Gava, o grupo de atletas achou por bem escolher um deles como presidente para melhor representar o time e o nome da agremiação.

Pelo fato de todos os atletas serem operários e empresários e pensando em homenagear o bairro, foi escolhido o nome de Operário Pilarzinho Sport Club.

Com o tempo o espaço ficou impróprio para os treinos e jogos. Em uma das reuniões ficou decidido que deviam procurar outro local para o campo, então foi acertado com o Sr. Atílio Pilatti a locação de uma área que servia de pasto para seus animais.

Após acerto financeiro o Op. Pilarzinho começou a usar o novo campo e a realizar grandes festivais abrilhantado pelo serviço de alto falantes de Pedro Racoski. A companhia e cervejaria Brahma fornecia as barracas, tambores e bebidas. Os próprios atletas trabalhavam no churrasco, bebidas e rifas para pagar o aluguel do campo.

Após a copa do mundo de 1950 com o desempenho da seleção brasileira, os atletas do Op. Pilarzinho resolveram disputar os campeonatos organizados pela F.P.F.. Para tanto era necessário se filiar e o maior problema era que na época o clube precisava ter um patrimônio em seu nome, ai começou a batalha para a compra de um lote que durou 10 meses ate o dia da compra de uma área junto ao diretor Carlito Pilatti que fez um preço razoável e em condições.

Ate que no dia 29 de junho de 1951 (um feriado de São Pedro) foi oficialmente fundado o Operário Pilarzinho Sport Club sendo no mesmo dia eleita a primeira diretoria e encaminhado para o registro da Ata e do Estatuto.

1953 foi o grande ano da estréia no campeonato oficial e o Op. Pilarzinho participou da serie preta junto com outro estreante, o Iguaçu.

Participantes da serie preta:

Olímpico, Capão Raso, Avante, Triunfo, Esperança, Op. Pilarzinho e Iguaçu.

Com o tempo o time começou a ter problemas com o campo, então à diretoria começou uma nova batalha para arrumar outro local e apesar do bairro possuir muitas áreas, os terrenos eram irregulares.

Ate que um dia, Genisio Gabriel Gava incentivou Leandro Pilatti a falar com Bortolo Gava pai de Genisio sobre uma área para o campo.

No dia seguinte Leandro Pilatti convidou todos da diretoria para fazer uma visita a Bortolo Gava, assim levaram um litro de pinga com banana (novidade da época) para presenteá-lo. Enquanto Bortolo Gava conversava com o grupo formado por: Ermenigildo Gasparini, Benjamin Basso, Geraldo Gava, Genisio G. Gava, Emilio Pilatti, Vitorio Pilatti, Gildo Flor, Carlito Pilatti, Bepi Basso, Lauro Pilatti e Leandro Pilatti sua esposa servia vinho a todos.

Depois de longa conversa, Bortolo Gava concordou em vender uma área para construir o campo cobrando em parcela mensal e se caso ele morresse o Pilarzinho não teria mais que pagar. No dia seguinte começou a terraplanagem do campo e este dia histórico ocorreu no ano de 1957.

Dia 19 de Dezembro de 1957 o Op. Pilarzinho estava em luto, faleceu Bortolo Gava .  As obras não pararam e com gramado pronto, iniciou-se a construção dos vestiários, Bar, casa do caseiro e a cerca interna.

No dia 20 de Abril de 1958 a viúva de Bortolo Gava inaugurou o estádio com o nome do seu marido, à partir daí foi construído: Salão de festas, vestiários subterrâneos , alambrados e muro de alvenaria.

E assim 75 anos se passaram desde aquele dia em que uma bola de tento rolou naquele campinho da pedreiro.


FONTES: Site e a página do clube no Facebook – Correio do Paraná

Boa Vista Futebol Clube – Curitiba (PR): Existiu entre 1949 a 1969

O Boa Vista Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). O Alviverde foi Fundado no domingo, do dia 20 de Março de 1949, pelo Sr. Eduardo Jeronasso. A sua modesta Sede e o campo ficavam no Bairro Boa Vista, em Curitiba. O Boa Vista encerrou suas atividades no futebol suburbano em 1969 quando o campo deu lugar á expansão imobiliária na região.

O clube participou do Campeonato Suburbano da Terceira Divisão (equivalente a Terceirona Paranaense), entre os anos de 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958 e 1959.

Num tempo em que o hoje populoso bairro Boa Vista era cercado de inúmeras chácaras, antes mesmo da inauguração da Avenida Paraná, o campo de futebol do Boa Vista F. C. era palco de memoráveis festivais esportivos. Ali apareceram muitos craques, alguns dos quais brilharam até em times profissionais.

Um bom exemplo, foi o ponta esquerda, Ronald (Ronald Olegário Dias) que, jogando numa preliminar no Alto da Glória pelo Boa Vista contra o Juvenil Coritibano jogou tanta bola que o presidente Arion Cornelsen tratou logo de contratar o jovem atleta, de 20 anos, que fez sua estréia no “Glorioso”, em 17 de junho de 1956 e só parou no começo da década de 70.

Prefeito de Santos (SP) agradece o Boa Vista Futebol Clube  

Além de ser um clube simpático também era generoso. No dia 1º de março de 1956, o Morro Santa Terezinha, na cidade de Santos (SP), sofreu o seu maior desastre. Naquele dia, uma forte chuva atingiu a região causando deslizamento de terra e pedras.

Na tragédia de 1956, 22 pessoas morreram e cerca de 40 chalés no sopé do morro foram atingidos pelas pedras do morro. As ruas João Caetano e Godofredo Fraga, no bairro Marapé, foram as mais atingidas.

De acordo com registros, a chuva começou por volta das 14 horas e só parou às 22 horas. Foram oito horas ininterruptas de chuva. Vários pontos de Santos ficaram completamente alagados e muitos munícipes perderam suas moradias.

Sensibilizados com a tragédia, a diretoria do Boa Vista Futebol Clube resolveu organizar a campanha “Pró Flagelados da Catástrofe de Santos“. A ação conseguiu arrecadar a importância de Cr$ 4.835,50 (quatro mil, oitocentos e trinta e cinco cruzeiros e cinquenta centavos).

Tal gestou tocou o então  Prefeito de Santos/SP, Antonio Feliciano, que em 28 de maio de 1956, o enviou uma carta para a Federação Paranaense de Futebol (FPF) para agradecer ao Boa Vista Futebol Clube.

FONTES: Tribuna PR (Levi Mulford) –  Fabiano Thadeo – Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Furtado e Levi Mulford – BoqNews – Diário da Tarde (PR) – O Dia (PR) – Última Hora (PR) – Paraná Esportivo (PR)

FOTOS: O Historiador do Futebol – Tribuna PR (Levi Mulford)

 

Celeste Futebol Clube – Curitiba (PR): Existiu entre 1943 a 1960

O Celeste Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). O Alvianil foi Fundado na quarta-feira, do dia 05 de Maio de 1943. A sua Sede ficava na Rua Desembargador Otávio do Amaral (esquina da Alameda D. Isabel), s/n, no Bairro Bigorrilho, em Curitiba. Em 1960, o clube encerrou suas atividades após a temporada.

O clube mandava seus jogos no Estádio Capitão Manoel Aranha (de propriedade do Poti), localizado, onde hoje está a Praça 29 de Março. Em 1948, o Celeste disputava o seu 1º campeonato oficial através do Campeonato Suburbano da 3ª Divisão, com a participação de 24 equipes divididas nas séries verde, amarela e preta. Naquele tempo havia a 2ª Divisão e a 3ª Divisão, pois a 1ª Divisão reunia equipes profissionais.

O Celeste fez uma campanha razoável inclusive foi vice-campeão do Torneio Inicio de 1948.

Em 1950 quando o seu rival União Bigorrilho foi campeão o Celeste ficou como vice-campeonato. Os confrontos entre Celeste e União Bigorrilho eram de estremecer já que os clubes eram do mesmo bairro.

Em 1952 houve a mudança para 1ª e 2ª divisões do Campeonato Suburbano ficando a categoria de profissionais com divisão de profissionais. Nesse mesmo ano (1952), o Celeste ficou com o vice-campeonato, enquanto o Ipê foi campeão.

O clube ficou na 3ª Divisão até 1954 quando foi promovido para a 1ª Divisão, onde se agregou aos seguintes adversários (19 clubes ao todo): Operário do Ahú, Poti, Bacacheri, Flamengo, Rio Branco, Primavera, Vasco da Gama, Cinco de Maio, Botafogo, Madureira, União Ahú, União Bigorrilho, Operário Mercês, Palestra Assungui, Ipiranga, Belmonte, América e Clube dos Espartanos. O campeão invicto foi o Operário do Ahú e o Poti também invicto foi o vice-campeão.

O Celeste foi um ótimo formador de craques. Podemos citar alguns, como o lateral-direito Altemir, que depois foi para o juvenil do Juventus time do Batel, Atlético Paranaense, seleção paranaense e ainda muito jovem se transferiu para o Grêmio Futebol Porto-alegrense onde foi titular e ídolo durante vários anos na década de 60. Tiveram ainda o goleiro Hamilton Probst, grande ídolo do Coritiba, Renato Requião, Calita, Douglas, entre outros.

FONTES: Tribuna PR (Levi Mulford) – José Domingos Borges Teixeira – Fabiano Thadeo – Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Furtado e Levi Mulford – Paraná Esportivo