




O São Pedro Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São João de Meriti (RJ). O “Mais Querido de Meriti” foi Fundado na terça-feira, do dia 1º de Maio de 1945. A sua Praça de Esportes ficava situado na Rua Amazonas, s/n – Jardim Meriti – São João de Meriti. A mesma foi adquirida, graças ao empenho do Vereador de São João de Meriti, o Sr. Ernani Fiori obteve a doação do campo, em 1948.
Durante a sua existência, participou do Campeonato Iguaçuano até 1947, depois disputou o Campeonato Meritiense, além de ter participado três vezes do Campeonato Fluminense: 1956, 1957 e 1959. O time Sampedrino foi Bicampeão do Campeonato Meritiense Juvenil, em 1956 e 1957.

Em 1946, alguns clubes da Vila Meriti foram convidados pela Liga de Desportos de Duque de Caxias (LDDC), para participar do Torneio Início Caxiense, realizado no domingo, do dia 28 de julho, no campo do Sport Club Olarias, em São Matheus. As equipes que participaram de Duque de Caxias:
Belém Futebol Clube;
Baixada da Guanabara Futebol Clube;
Clube Atlético União do Centenário;
José de Alvarenga Atlético Clube;
Sport Club Vila São Luiz;
Sport Club Parque Lafayette;
Associação Sportiva Aliança;
Flamengo Caxias Futebol Clube.
Enquanto os representantes de São João de Meriti:
Esmeralda Futebol Clube;
São João Futebol Clube;
Fazenda Futebol Clube;
Éden Futebol Clube;
Bangu Suburbano Futebol Clube;
São Pedro Futebol Clube.
Na terça-feira, do dia 06 de Março de 1956, o São Pedro enfrentou o São Cristóvão, na época da 1ª Divisão do Rio, na sua Praças de Esportes, na Rua Amazonas, em São João de Meriti. Apesar de ter feito um grande jogo, o “Mais Querido de Meriti” acabou derrotado pelo placar de 3 a 2.
No domingo, do dia 04 de Agosto de 1957, pelo Campeonato Fluminense, da 3ª Zona de Profissionais, o São Pedro deu adeus a competição. O time meritiense foi até Magé e acabou derrotado pelo Grêmio Esportivo Fábrica Estrêla por 2 a 1.
Ainda em 1957, o São Pedro conseguiu bons resultados diante do grandes do Rio. Empate contra o time misto do Clube de Regatas Flamengo. E vitória de 1 a 0 sobre a equipe de aspirantes do Clube de Regatas Vasco da Gama.
Na noite da sexta-feira, às 20 horas, do dia 19 de julho de 1957, o São Pedro enfrentou o São Cristóvão. O jogo foi com os portões abertos, e teve arbitragem de um árbitro da Federação Metropolitana. O time meritiense formou com: Cigano; Tonho, Coca e Tiago; Doca e Santos; Mineirinho, Busca, Curimba, Baiano e Almir. Os reservas: Gago, Daú, Cláudio, Wilson, Celso e Paulo.
FONTES: A Manhã – Diário de Notícias – A Luta Democrática – Sport Ilustrado – Jornal dos Sports

O Esmeralda Futebol Clube foi a 1ª agremiação esportiva da cidade de São João de Meriti, situado na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. O mais antigo time de futebol de São João de Meriti foi o “Grêmio Periquito da Vila Meriti” foi Fundado na Quarta-Feira, do dia 12 de Março de 1913, pelo Sr. Valério Villas-Boas como Esmeralda Football Club. Outros fundadores foram Romeu Theodoro dos Santos, Isaias Pereira, Salim Razuk, Rubens Cortez, José Custodio de Moraes e Antonio Machado Coelho. As suas cores eram o verde e branco.
A 1ª Diretoria ficou constituída da seguinte maneira:
Presidente – Alípio Novaes Pinheiro;
Vice-Presidente – José Antonio de Carvalho;
Tesoureiro – Manuel Francisco da Rosa;
1º Secretário – Francisco Silva;
2º Secretário – Romeu Honório dos Santos;
1º Capitão – Dagoberto Pereira;
2º Capitão – Edgar Passos;
3º Capitão – Antonio Souza Lima.

A sua Sede e a Praça de Esportes Vila Meriti ficavam localizados na Rua da Matriz, nº 507, na Vila Meriti (atual Distrito de Coelho da Rocha), em São João de Meriti. O seu campo ficava no quarteirão formado pelas ruas D. Lara, Antonio Telles e linha Rio D’Ouro. Desalojado daí foi para a Vila Esmeralda, na atual Valério Vilas Boas (antiga Azuil) de onde saiu para o campo que ficava à margem da Linha Auxiliar, de fronte a estação nova, da E.F.C.B.
Nos anos 30, o Periquito da Vila Meriti sofreu algumas dificuldades e quase precisou ser reorganizado em 1933. Refeito do golpe, o clube criou, além da equipe adulta, as categorias de base: equipes Infantil e Juvenil.
A partir de 1932, quando a Liga de Desportos de Nova Iguaçu foi fundada, o Esmeralda passoua disputar algumas edições. Na década de 40, o clube sofreu um colapso em sua vida social e desportiva, retornado as atividades no início de agosto de 1944 quando a agremiação foi reorganizada.
Além do futebol, o Esmeralda oferecia outras modalidades aos seus associados: Tênis de Mesa, Damas, Dominós, Xadrez, Torneio de Sueca, entre outros. O clube também era efervescente com eventos como bailes de carnaval e shows.
Esmeralda disputou a sua última participação no Iguaçuano de 1947
Em 21 de Agosto de 1947, foi marcado pela emancipação de São João de Meriti, que passou aos status de Município. Três meses e três dias depois (21/11/47), foi criado a Liga de Desportos de São João de Meriti (LDSJM).
Com isso, o Esmeralda Futebol Clube disputou a sua última edição do Campeonato da Série do Segundo Distrito (São João de Meriti) de Nova Iguaçu de 1947. Sete clubes participaram da 1ª Divisão:
Brasil Novo Futebol Clube;
Coqueiros Futebol Clube;
Esmeralda Futebol Clube;
Esporte Clube Olarias;
Fazenda Futebol Clube;
São João Futebol Clube;
São Pedro Futebol Clube.

A antiga Sede, na Rua da Matriz, atualmente é uma Igreja
Clube participa do 1º Campeonato Meritiense de 1948
Em 1948, o Esmeralda passou a disputar o Campeonato Citadino de São João de Meriti. Além disso, se filiou a FFD (Federação Fluminense de Desportos). No Campeonato Meritiense de 1948, organizado pela Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM), contou com a participação de 10 clubes:
Brasil Novo Futebol Clube;
Coqueiros Futebol Clube;
Esmeralda Futebol Clube;
Esporte Clube Olarias;
Fazenda Futebol Clube;
Infernal Futebol Clube;
Marca Apito Futebol Clube;
São João Futebol Clube;
São Pedro Futebol Clube.
Filhos de Tomazinho Futebol Clube.
Em 1949, chegou a ser vice-líder do Campeonato Meritiense. No ano seguinte, o Campeonato Citadino de 1950, organizado pela Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM), teve um recorde e contou com a participação de 13 equipes:
Beija-Flor Futebol Clube;
Brasil Novo Futebol Clube;
Coqueiros Futebol Clube;
Éden Futebol Clube;
Esmeralda Futebol Clube;
Esporte Clube Coelho da Rocha;
Esporte Clube Olarias;
Fazenda Futebol Clube;
Ipiranga Futebol Clube;
Marca Apito Futebol Clube;
São João Futebol Clube;
São Pedro Futebol Clube;
Tomazinho Futebol Clube.

Campeão do Torneio Início Meritiense de 1956
Após 43 anos de bons serviços prestados e com o status de ser o mais antigo time de futebol de São João de Meriti, o Esmeralda Futebol Clube teve o seu reconhecimento.
No projeto nº 636 de 1951 foi considerado de utilidade pública pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, pelo Sr. Orderner Veloso. Em 1955, ficou em 2º lugar (perdendo a final para o Éden Futebol Clube) e no ano seguinte (1956) se sagrou Campeão, ambos no Torneio Início, promovido pela Liga Meritiense.
Time de 1945: Agripino; Salvador e Davino; Vadico, Coruja e Hélio I; Orlando, Darci, Biruca, Jeca e Esteves (Aloísio).
Time de 1949: Chico; Durval e Renato; Osvaldo, Ajar e Murço; Otavio, Harlei, Haroldo, Tenda e Milton.

FONTES: A Luta Democrática – Jornal do Commercio – A Manhã – Jornal dos Sports – Diário de Notícias – Diário da Noite – O Jornal – Jornal do Commercio – Semanário Illustrado – Litteratura, Critica e Humorismo (RJ) – 1913 – Google Maps – Memória Histórica de São João de Meriti, de Arlindo de Medeiros (1958)
FOTO, de 1931: Meriti Online – Acervo Charbel Chedier – Kct



FONTE: O Artista – Orgam Representativo do – Artistico Foot-Ball-Club (PI) – 1918 a 1922


| Charles Meira |
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Associação Desportiva Jequié – 1970 – Em pé: Zé Augusto, Edmilson, Carlinhos, Tufú, Maíca e Esquerdinha. Agachados: Fleury, Dilermando, Tanajura, Chineizinho, Marcos e Foca.
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Antes do primeiro ponta-pé no certame estadual, muito trabalho foi desenvolvido pelos abnegados da cidade-sol para colocar Jequié em plano de destaque no cenário esportivo da Bahia. Assim é que logo após confirmada a presença de Jequié no “Baianão”, foi eleita uma diretoria provisória e, em seguida, criado, eleito e empossado o Conselho Deliberativo da Associação Desportiva Jequié, sendo como presidente o Dr. Milton de Almeida Rabelo e integrado de 54 membros e 50 suplentes. Daí surgiu à diretoria definitiva da ADJ, sendo eleito o Dr. Nelson Moraes da Silva seu primeiro presidente e os seguintes membros: vices – Dr. Valdomiro Borges Filho e Marialvo Alves Meira; secretário – Gildélito Ferraz; Tesoureiro – Josué Fonseca; relações públicas – Jornalista Laerson Soares e Deodato Astrê; Departamento de profissionais Manoel Sampaio e Evandro Lopes; Departamento de amadores – Tibúrcio Freitas; Departamento Médico – Dr. José Mário Benevides; Departamento social – Alcindo Procópio Ferreira; Departamento de Publicidade – Eutímio Almeida; O ex-atleta do Fluminense Maneca deixará o setor amadorista para dirigir a equipe de profissionais da ADJ, não tendo fixado luvas ou ordenado. O popular “Foca” será o Massagista. Um técnico profissional foi contratado. Boquinha, ex-craque, será o responsável pelo quadro do Jequié no campeonato.
Ouvido pela reportagem o Sr, Nelson Moraes informou que a ADJ, terá como sede provisória o prédio na Rua João Goulart, no Jequiezinho, onde funcionava o Butantã que através da maioria dos seus dirigentes cedeu àquelas instalações. Aquele local satisfaz plenamente aos objetivos de um clube profissional. Quanto à renda de manutenção da nova agremiação Jequieense, existe um consorcio que foi criado para tal fim e que já vem funcionando há muito tempo e deverá se prolongar por vários anos. Além disso, informa-nos o Dr. Milton Rabelo que os conselheiros pagarão mensalmente uma cota de trinta cruzeiros novos, já tendo à maioria pago a taxa de jóia, o que uma soma bem razoável. Complementando a renda, alguns milhares de sócios deixarão nos cofres da entidade o suficiente para manter mais que modestamente o clube. As rendas do campeonato serão o complemento necessário para satisfazer os planos deste ano.
A quase totalidade dos jogadores participantes do torneio Intermunicipal de Futebol – quase campeões – foram aproveitados pelo novo time profissional. Somando-se a eles, outros jogadores de Jequié e de outras cidades foram e serão contratados, oferecendo uma média de 23 anos de idade. Essa rapaziada se compõe de: Edmilson e Besouro (Goleiros); Tufu, Carlinhos, Jurandir, Hugo e Zé Augusto (Zagueiros); Maíca, Chinezinho, Eduardo e Maneca (Armadores); Sérgio Florisvaldo, Esquerdinha, Tanajura, Marcos, Dilermando, Valmir, Betinho, Zé Roberto e Caculé. Outros azes do futebol estão sendo conversados e em breve dias poderão ser filiados a ADJ, não se mencionarão nome por preocupações obvias. Garante a direção do departamento profissional que, com certeza, Jequié terá um comportamento de acordo com a expectativa dos desportistas locais, surpreendendo aos cobrões e veteranos do “Baianão””. (Matéria editada no Jornal A TARDE)
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FONTES: Blog do cantor Charles Meira – Esporte na Mídia

O Barroso Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava na Sede: Ladeira do Barroso, nº 104, no Bairro da Gamboa, na Zona Central do Rio (RJ). A sua Praça de Esportes estava situado na Rua Saccadura Cabral, s/n, no Bairro da Saúde, próximo ao Cais do Porto, na Zona Central do Rio (RJ).

O Tricolor da Saúde foi Fundado na segunda-feira, do dia 20 de Novembro de 1922, pelo Sr. Ângelo Trotte, que reuniu um grupo de desportistas na sua residência. Estiveram presentes os seguintes fundadores:
Ângelo Trotte; Américo Trotte; Rodino Trotte; Raphael Garofalo; Paschoal Garofalo; Manoel Vanzelotti; Ernesto Vanzelotti; Romeu Perazzini; Domingos Borneo; José Nogueira Penido; Walter de Carvalho; Raphael Porfírio Martins; Eurides M. da Silva; Manoel da Rocha; entre outros.
Apesar de não ter sido especificado os respectivos cargos, a 1ª Diretoria do Barroso Football Club ficou constituída da seguinte forma: José Pacheco de Almeida; Manoel Vanzelotti; Emygidio de Queiroz; Américo Trotte; Amaury Jacintho da Costa; Romeu Perazzini; Walter de Carvalho; Raphael Garofalo; Eurides M. da Silva; Manoel Nunes.

Campeão do Torneio Início da Liga Leopoldina e 1926
Depois se filiou à Liga Leopoldinense, na qual faturou o título do Torneio Início de 1926. O time formou assim: Américo; Uruguay e Vieira; Nabor, Cardoso e Pedro; Walter, Hugo, Álvaro, Albino e Urbano.
Números do clube entre 1922 a 1932
Em uma década, o Barroso Football Club apresentou os seguintes números: Foram 263 jogos; 176 vitórias, 46 empates e 41 derrotas. O que dá um aproveitamento dos pontos de 75,7%. Ainda nesse período, o clube acumulou 111 taças e quatro bronzes.
No domingo, do dia 15 de setembro de 1935, o Barroso enfrentou os juvenis do Flamengo. No Torneio Aberto de 1937, organizado L.C.F., o Barroso chegou a ser confundido com o homônimo de Niterói. Na partida em que o Alviverde Niteroiense perdeu para o Atlético Mineiro por 3 a 1, alguns jornais confundiram e mencionaram como se o Tricolor da Saúde tivesse sido o adversário.

Algumas Formações
Time de 1926: Américo; Uruguay e Vieira; Nabor, Cardoso e Pedro; Walter, Hugo, Álvaro, Albino e Urbano.
Time de 1929: Asterio; Zeca e Medina; Tupy, Euclydes e Namor; Orlando, Babá, Edgard, Álvaro e Albino. Suplentes: Miguel, Peru, João e Alfredo.
Time de 1932: Zeca; Tupy e Netto; Victrola, Noé e Adalberto; Babá, Álvaro, Edgard, Allemão e Walter.
Time de 1934: Venâncio; Ernesto e Zezinho; Victrola, Noé e Valentim; Walter, Claudemiro, Edgard, Samuel e Urbano.
Time de 1938: Venâncio; Antonio e Tupy; Gato, Leandro e Emiliano; Xavier, Merola, Victorio, Alvinho e Guido.
Time de 1939: Venâncio; Zezinho e Reno; Gato, Leandro e Emiliano; Periquito, Samuel, Edgard, Adalberto e Figueira (Doca).

FONTES: A Noite – Gazeta de Notícias – Jornal dos Sports – O Jornal – Correio da Manhã

Uma das histórias mais ricas que me deparei. Um clube simpático, com uma visão de transformar o clube num ambiente familiar, estimulando o estudo (como saúde mental) e o desporto (como saúde para o corpo). As explicações dos porquês do nome e da alcunha, por si só, já é um capítulo à parte! Sem mais delongas vamos viajar nessa história! Vale a pena! Boa leitura!
O Japohema Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Nas cores azul e branco, foi Fundado o “Clube Universitário” na terça-feira, do dia 05 de Maio de 1931, por um grupo de sete desportistas da extinta equipe Cruzeiro do Sul Athletico Club: José Araripe, Antenor Passos, Pedro Passos, Orlando Castro (Orlandinho), Elisiário Netto, Mario Braga, Amarildo Galvão (Batata) e Helio Ballard.
Depois, convidaram outros jogadores do Cruzeiro do Sul A.C.: Adilson, Bio (único negro do time. O significado do nome vem do grego, que quer dizer: vida), Dudu, Dedé, Toninho, Nonô e, entre outros. A Sede provisória ficava na Rua Dias da Cruz, nº 391, no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.
Por que a escolha do nome Japohema?
A escolha do nome é, no mínimo, curioso. Afinal, é um neologismo criado pelos sete fundadores por uma justaposição das iniciais de cada um:
José Araripe,
Antenor Passos,
Pedro Passos,
Orlando Castro (Orlandinho),
Helio Ballard,
Elisiário Netto,
Mario Braga e
Amarildo Galvão.
Dessa forma, original, juntando as letras em negrito é formado o nome da agremiação: Japohema . Uma inspiração no estilo poético de um acróstico. Obviamente, quem está lendo essa história deve estar se perguntando: “Ué? Mas cadê o oitavo fundador: Helio Ballard”? Por que a letra ‘H’ do Helio não está no nome do clube? Os sete rapazes tentaram, mas não encontraram jeito de encaixar a letra ‘H’. Para amenizar esse pequeno “incidente” ficou decido que o nome da Sede Social seria uma homenagem ao Helio Ballard, fundador e o goleiro da equipe.
O ‘Batata’ alcunha de Amarildo Galvão, não concordou com isso, dizendo que a letra ‘H’, em português, tem som mudo em grande número de palavras. Dessa maneira, o ‘H’ poderia ser perfeitamente incluído no nome, desde que grafasse JAPOHEMA, onde o ‘H’ teria o valor mudo. Assim estaria o Helio Ballard, incluído entre os seus pares sem sacrifício do timbre, que permaneceria o mesmo.
A formação da 1ª Diretoria do clube foi composta da seguinte forma:
Presidente – Octavio Lobo Vianna;
Vice-Presidente – Aldenor Alencar Benevides;
1º Secretário – Adolpho Rodrigues;
2º Secretário – Josué Rodrigues Loureiro;
Tesoureiro – Pedro Souza Passos;
Diretor Esportivo – Carlos Pereira da Silva Filho;
Diretor Geral de Sports – Othelo Dario Neves;
Procurador – José Araripe;
Conselho Fiscal – Mario Braga; Eugenio de Castro; Eurico Ribeiro; Antonio Araujo; Lauro de Alencar Araripe; Josué Rodrigues Loureiro e Dr. Cunha Neves.
Na sexta-feira, do dia 28 de Outubro de 1932, foi eleita e empossada a 2ª Diretoria:
Presidente – Octavio Lobo Vianna (Reeleito);
Vice-Presidente – Eugenio de Castro;
Secretário Geral – Rodolpho Rodrigues;
1º Secretário – Homero Santos;
2º Secretário – Carlos Pereira da Silva Filho;
1º Tesoureiro – Pedro Souza Passos;
2º Tesoureiro – Josué Rodrigues Loureiro;
Procurador – Olavo Guimarães;
Diretor de Esporte – Octavio Fernandes de Carvalho;
Diretor de Campo – Anthero Benevides;
Conselho Fiscal – Jaime Figueiras Lima; Ayrton Rocha; José Luiz Bittencourt Filho; Ayrton Araujo; João Fonseca Chagas; Carlos Pimenta da Silva Filho e Alberto Moreira.
Comissão de Sindicância – Homero Braga; Oswaldo de Castro e Jorge Robson das Chagas.

Foto de 1932
O porquê da alcunha de o “Clube Universitário“?
Numa época, onde o estudo não era algo prioritário, boa parte dos jogadores japoemenses eram “um ponto fora da curva“. Além de serem rapazes finos e educados, sete deles eram estudantes do Colégio MIlitar, do Gymnasio Arte e Instrucção, da Faculdade de Medicina.
Do Colégio Militar pertenciam o keeper Helio e o centerforward Careca. Da Academia de Medicina eram o center-helf Dedé e o meia direita Araujo. Os estudantes eram Nonô e Orlandinho, componentes da ala esquerda e Arthur, da extrema direita. Assim, o clube ganhou o apelido de “Clube Universitário“.
Um clube esportivo e familiar
A sua Praça de Esportes, inaugurada no domingo, do dia 06 de setembro de 1931, ficava localizado na Rua Magalhães Couto, nº 84. Enquanto, a sua Sede estava instalada na Rua Dias da Cruz, nº 255, ambos no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio. No entanto, o clube não se limitava apenas a prática do futebol. O Japohema também oferecia outras atividades, como Sala para Leitura, o Salão de Jogos, como o Ping-Pong (atual Tênis de Mesa), Dominó, Xadrez, entre outros.
Além disso, o clube promovia Bailes de Carnaval, festivais, músicas dançantes, atraindo o interesse de boa parte dos moradores do Bairro. Com isso, em pouco tempo, o número de sócios cresceu vertiginosamente. Demonstrando que o Japohema Football Club caminhava a passos largos rumo a prosperidade.
Celeiro de Grandes Craques
O começo do futebol, o Japohema foi uma fonte de grandes jogadores. De cara, na sua primeira formação alguns jogadores ganharam, rapidamente, projeção, como os casos de Orlandinho, que se transferiu para o Fluminense; Cícero, que foi para o Vasco da Gama; o ponta Adilson (Adilson Ferreira Arantes, natural da cidade do Rio de Janeiro, em 12/12/1916), que foi contratado pelo Madureira A.C., entre outras feras.

Filiações
Em setembro de 1931, o ajudou a fundar a Associação Suburbana de Esportes Athleticos (ASEA).
Quarta, do dia 19 de Abril de 1933, ocorreu uma reunião para decidir que o clube iria se filiar a AMEA.
Quinta, 11 de abril de 1935 se filiou a Federação Metropolitana de Desportos, a fim de disputar o Campeonato da Divisão Intermediária.
Sexta-feira, do dia 28 de Agosto de 1936, se filiou a Sub-Liga Carioca de Football (Fundado em 18 de junho de 1933).
Na quarta-feira, do dia 25 de Maio de 1938, ingressou na Federação Atlética Suburbana (FAS).
Japohema Campeão Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga de 1934
Após eliminar o Aracaju Football Club, nas semifinais, o Japohema decidiu o título diante do Deodoro A.C., que passou pelo São Paulo Football Club. No domino, do dia 05 de Agosto de 1934, o Japohema conquistou o título Invicto do Torneio Extra da Sub-Liga Carioca de Football. No Campo do Central (Rua Adriano, nº 107, no Bairro de Todos Os Santos), o “Clube Universitário” venceu o Deodoro Athletico Club pelo placar de 1 a 0. O gol foi assinalado pelo half-back Antoninho. Japohema: Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria, Dodô e Antoninho; Adilson, Nonô, Chagas, Jaburu e Carvalhinho.
Japohema e Andarahy fizeram um jogão de 10 gols
Era apenas um amistoso, mas terminou com uma dezena de gols. No Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935, a partida aconteceu no Estádio da Rua São Francisco Filho. No final, melhor para os donos da casa. A equipe alviverde goleou por 10 a 3.
Competições profissionais
O Japohema Football Club participou do Torneio Aberto, nos anos de 1936 e 1937. Também participou do Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1935 ( pela FMD) e do ano de 1936 (pela LCF).
Outros
Em agosto de 1931, excursionou a Nova Iguaçu; Em setembro de 1934 foi para Barra do Piraí; Em Março de 1935 foi a Mendes. O Japohema enfrentou os principais clubes medianos da época: River, A.A. Portuguesa Carioca, Modesto, Metropolitano, Engenho de Dentro, Andarahy, Germânia, Hellênico, Cocotá, entre outros.
No domingo, do dia 30 de setembro de 1934, o Japohema venceu o quadro de amadores do Bangu por 2 a 0, na preliminar do jogo de profissionais do Flamengo x Bangu. Em 1935, enfrentou o time misto do Vasco e os amadores do América.
Nova Sede
No dia 20 de abril de 1938, o clube adquiriu uma Sede nova, localizado na Rua 24 de Maio, nº 1.363 / Sobrado, Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

Várias Formações
Time-Base de 1931: Hélio; Bio e Dudu (Olavo); Carlinhos Silva, Dedé (Nestor) e Toninho (Araripe); Mario (Biberi), Araujo (Cyro), Lauro (Lalau), Nonô (Careca) e Orlandinho (Arnaldo). Técnico: Anthero Benevides
Time-Base de 1932: Hélio (Euro); Betinho e Bio; Arthur (Antoninho), Dedé e Guerra; Colombo (Léo), Fernando, Darcy, Léo (Nonô) e Orlandinho. Técnico: Anthero Benevides
Time-Base de 1933: Hélio; Bio e Betinho; Othelo (Guerra), Dedé e Toninho; Arthur (Araujo), Jaburu (Colombo), Careca (Cícero), Nonô e Orlandinho (Sant’Anna). Técnico: Anthero Benevides
Time-Base de 1934: Hélio; Bio e Betinho; Guerra, Zé Maria (Léo), Dedé e Antoninho (Othelo); Adilson, Nonô (Nairo), Chagas (Garcia), Jaburu e Carvalhinho. Técnico: Amarylio Galvão
Time-Base de 1935: Hélio; Bio (Américo) e Alfredo (Betinho); Toninho, Armando (Edmundo) e Quino; Carvalhinho, Dedé, Gallego (Miro), Zezinho (Othelo) e Luso (Jaburu). Técnico: Lourival Carneiro
Time-Base de 1936: Hélio; Alfredo (Norival) e Betinho (Ary); Jacy (Badu), Rainha (Arantes) e Quino (Lino); Benedicto, Gallego, Cícero, Nonô (Russo) e Osvaldinho (Carvalhinho). Técnico: Homero Santos
Time-Base de 1937: Hélio; Bio e Alfredo (Betinho); Jacy, Edmundo (Rainha) e Quino (Valentim); Tarcísio (Chagas), Arthur (Polaco), Nonô (Quimba), Cesário (Jaburu) e Carvalhinho. Técnico: Austrochynio Pereira.
Time-Base de 1938: Hélio; Bio e Alfredo; Olavo, Edmundo e Valentim (Anesio); Francisco (Tarcísio), Chagas, Gallego, Flodaldo e Faustino (Jorginho). Técnico: Austrochynio Pereira.
FONTES: Diário da Noite – Diário Carioca – O Radical – Gazeta de Notícias – Jornal do Brasil – A Offensiva – O Tico-Tico – A Noite – O Jornal – Jornal dos Sports – A Esquerda – Beira-Mar : Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – A Nação – A Batalha – Diário de Notícias – A Manhã – O Imparcial – O Paiz – Jornal do Commercio – Correio da Manhã – O Globo Sportivo (RJ)
Japohema e Andarahy fizeram um jogão de 10 gols
Era apenas um amistoso, mas terminou com uma dezena de gols. No Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935, a partida aconteceu no Estádio da Rua São Francisco Filho. No final, melhor para os donos da casa. A equipe alviverde goleou por 10 a 3.
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ANDARAHY A.C. |
10 |
X |
3 |
JAPOHEMA F.C. |
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| LOCAL | Estádio da Rua São Francisco Filho, o Bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ) | ||||
| CARÁTER | Amistoso Municipal de 1935 | ||||
| DATA | Domingo, do dia 20 de Outubro de 1935 | ||||
| RENDA | Não divulgado | ||||
| ÁRBITRO | Paschoal | ||||
| ANDARAHY | Allem; Bahiano e Gomes; Hermogenes, Adonilo e Bethuel; Chagas, Chiquinho, Romualdo (Villardi), Blanco e Mineiro (Ermelhinho) | ||||
| JAPOHEMA | Hélio; Americo e Betinho (Alfredo); Tourinho, Edmio e Quino; Nonô, Zezinho, Dedé, Jaburu e Delehavagy (Waldyr). | ||||
| GOLS | Dedé, duas vezes, e Waldyr (Japohema); Chagas, três vezes; Mineiro, Romualdo, Villardi e Blanco (Andarahy). | ||||
FONTES: Diário da Noite – Diário Carioca