A Associação Athletica Suburbana (AAS), teve como 1ª Sede localizada na Estrada Real de Santa Cruz, nº 2.939, em Cascadura. Depois se mudou para a Rua Domingos Lopes, 213, na sobreloja, em Madureira. Foi Fundada na quinta-feira, do dia 27 de Maio de 1915, por iniciativa do simpático e valoroso Metropolitano Football Club.
Na sede do clube foi idealizado a organização da AAS para os clubes não federados. As quatro agremiações que participaram foram: Pátria Football Club; FidalgoFootball Club; OpposiçãoFootball Club; Del CastilhoFootball Club. Outras oito equipes não compareceram, mas confirmaram que fariam parte da nova liga: AmericanoFootball Club; Sport Club Tupy; Minas Football Club; SuburbanoFootball Club; IdealFootball Club; BahiaFootball Club; PalmyroFootball Club; ModestoFootball Club.
A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:
Presidente – Paschoal Nestro (do Pátria FC);
Vice-Presidente – Armandino de Moraes Costa (Del Castilho FC);
1º Secretário – Apollinario Garcez de Gralha (Metropolitano FC);
O craque Leônidas da Silva, o “Diamante Negro” construiu uma carreira brilhante pelos clubes onde passou. Aos 16 anos, já defendia as cores do São Cristóvão Athletico Club, onde marcou 31 gols em 29 jogos.
Entre 1930 a 1932, o jovem talento envergou a camisa do Bonsucesso Futebol Clube. Nesse período, marcou incríveis 55 gols em 51 jogos. Se no futebol, Leônidas era um gênio, em outra modalidade o “Diamante Negro” também era um dos melhores: Basquete.
A história que contaremos é o título do Campeonato de Basquete da2ª Divisão da AMEA, de 1932, onde Leônidas da Silva foi um dos destaques do Bonsuça.
Vamos contar um pouco desse feito do “Diamante Negro“!
O Basquete da 2ª Divisão da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos), que conta com a participação de 10 clubes, está, esse ano, cumprindo um dos campeonatos mais renhidos e brilhantes.
Com o resultado dos jogos da terça-feira, do dia 1º de Novembro de 1932, a colocação dos clubes concorrentes é a seguinte:
Nos Primeiros Teams, o torneio deverá ser decidido entre Bonsucesso e o Olaria, ambos com quatro pontos perdidos. O Bonsucesso medirá forças, na sexta-feirado dia 04 de Novembro de 1932, contra o Andarahy, o seu último embate, e o Olaria já jogou todas as partidas.
Na terça-feira, do dia 1º de Novembro de 1932, no campo do Edison, perante um numeroso público, o Bonsucesso obteve mais duas nítidas e brilhantes vitórias.
Nos Segundos Teams, em que o Edilson também era candidato ao título, saiu vencedor o Bonsucesso pela contagem de 13 a 6. O time formou com: João e Jorge; Adhemar, Delson e Pedro (Durval). Adhemar anotou 11 pontos e Delson fez dois.
Nos Primeiros Teams, também os louros da vitória couberam ao Bonsucesso pelo significativo placar de 26 a 2. O Bonsuça formou com: Marcello e Eurico (Walter); Almir, Teixeira e Leônidas. Almir foi o cestinha da partida com 16 pontos, seguido por Leônidas com oito pontos e Teixeira com dois.
Os juizes das partidas foram Carmo Arcuri e Guilherme Gomes, do Sport Club Mackenzie, que agiram com imparcialidade e firmeza.
Decisão ficou entre os rivais suburbanos
A decisão do Campeonato de Basquete da2ª Divisão da AMEA, ficou entre Bonsucesso e Olaria, numa melhor de três jogos. O Jornal dos Sports destacou como Leônidas da Silva era visto como jogador de duas modalidades esportivas:
“Leônidas é um astro no Football e também magnífico jogador de Basketball fez um apelo aos sócios e torcedores do Bonsucesso:
Realiza-se nesta sexta-feira, às 21 horas e 30 minutos, do dia 18 de Novembro de 1932, o primeiro embate de melhor de três, com o Olaria, faço um veemente apelo a todos os sócios e torcedores do Bonsucesso para que não deixem de comparecer a campo do Fluminense e de animar a atuação dos jogadores que defendem as cores do rubro-anil.
Sendo uma partida de grande responsabilidade e que decidirá do campeonato de basketball da Segunda Divisão. Acredito que o presente apelo seja por todos atendido e que, no transcorrer do jogo, não se canse a entusiástica torcida bonsucessense de aplaudir as jogadas de nossa turma“.
Bonsuça saiu n frente
No 1º jogo, o Bonsucesso bateu o Olaria por 26 a 16, no ginásio do Fluminense, no bairro das Laranjeiras, na zona sul do Rio. A torcida do Bonsucesso lotou as dependências do ginásio.
Uma grande caravana de torcedores do Bonsuça vieram em três ônibus da light, que não se cansaram de animar e aplaudir as jogadas da turma de Leônidas.
O árbitro foi Haroldo Oést (Sport Club Brasil) e o fiscal Armando Paiva (Carioca Football Club). O Bonsucesso jogou: Teixeira (Eurico) e Marcello; Leônidas, Almir e Oliveira (Durval). O Olaria formou: Cotta e Pierre; João, Lobo e Chiamarelli.
Almir foi o cestinha com 13 pontos; seguido por Leônidas com cinco pontos, Durval com quatro pontos, Oliveira e Marcello com dois pontos cada um.
Bonsuça é Campeão da Segunda Divisão de Basquete de 1932
O 2º jogo, aconteceu na segunda-feira, às 21 horas e 30 minutos, do dia 21 de Novembro de 1932, no ginásio do Fluminense, no bairro das Laranjeiras, na zona sul do Rio. O árbitro foi Haroldo Oést (Sport Club Brasil) e o fiscal Loris Cordovil (Sport Club Brasil).
O Bonsucesso Futebol Clube voltou a vencer o Olaria Atlético Clube por 18 a 13, e ficou com o título da 2ª Divisão de Basquete da AMEA. A campanha foi 17 vitórias em 18 jogos.
Almir foi o cestinha com 10 pontos; seguido por Leônidas com quatro pontos, Josias e Oliveira com um ponto cada um. Segundo o Jornal dos SportsAlmir e Leônidas tiveram atuações destacadas.
O Bonsucesso jogou: Eurico e Marcello; Josias (Oliveira, depois Durval e por fim entrou Teixeira), Almir e Leônidas.
Os dez jogadores campeões dos Primeiros Teams:
Leônidas da Silva;
Álvaro Teixeira;
Marcellino Nascimento;
Almir Garcia;
Eurico Teixeira;
Adolpho de Oliveira Júnior;
Durval Caldeira Martins;
Josias Leal;
Henrique de Oliveira Filho;
Walter Nunes da Silva.
Rubro-anil também ficou com o caneco dos Segundos Quadros
Vale registrar que o Bonsucesso também ficou com o título nos Segundos Teams. Os jogadores campeões foram os seguintes:
A Seleção Gonçalense de Futebol amador, campeã do Campeonato de Seleções municipais do Estado Rio de Janeiro, enfrentou o time misto do Olaria Atlético Clube, do Distrito Federal conseguiu a sensacional goleada pelo escore 6 tentos a 1.
Após a partida, o atacante da Seleção Gonçalense, Cizinho foi convidado a treinar no clube da Rua Bariri. Porém, após alguns treinos o jogador acabou dispensado, retornando para o selecionado Gonçalense.
SEL. SÃO GONÇALO (RJ) 6 X 1 OLARIA A.C. (RJ)
LOCAL
Estádio da Estação, em São Gonçalo/RJ
CARÁTER
Amistoso Estadual de 1956
DATA
Domingo, do dia 1º de Abril de 1956
HORÁRIO
15 horas (de Brasília)
RENDA
CR$ 4.000,00
ÁRBITRO
Antonio Gomes Moreira (FMF) Boa atuação
SÃO GONÇALO
Dionísio; Vicente (Kleber) e Dilon; Edgar, Pururuca e Cid (Elisio); Nilo (Vavá), Airton, Lóza (Pequerrucho), Cizinho e Amaro (Jaime).
OLARIA
Castilho (Antoninho); Didico e Antonio II; Antonio, Hildes e Wilson (Olavo); Jair, Humberto (Tião), Guaraci (Maxwell), Carlos e Esquerdinha.
GOLS
Nilo, Cizinho e Lóza (São Gonçalo); Carlos (Olaria), no 1º Tempo. Cizinho (de pênalti), Lóza e Airton (São Gonçalo), no 2º Tempo.
EM PÉ (esquerda para a direita): Gerson, Oswaldo, Nilton Santos, Rubinho, Ávilla e Juvenal; AGACHADOS (esquerda para a direita): Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha.
No domingo, do dia 19 de Dezembro de 1948, ocorreu o encontro do Botafogo, atual Campeão Carioca de 1948, e o Sport Club Internacional, Porto Alegre/RS, Bicampeão Gaúcho de 1947-48, no Estádio General Severiano, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. A equipe com Jayme Moreira Filho, Sergio Paiva, Waldir Amaral e Ademar Pimenta transmitiram o jogo pela Rádio Nacional.
EM PÉ (esquerda para a direita): Ivo, Nena, Maravilha, Alfeu, Viana e Abigail; AGACHADOS (esquerda para a direita): Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Vilalba e Carlitos.
No final, o Botafogo goleou o Inter de Porto Alegre pelo placar de 6 a 2. Destaque para o alvinegro Juvenal que foi a grande figura em campo. Osvaldinho que substituiu Pirilo, demonstrou magníficas condições técnicas.
BOTAFOGO FR (RJ) 6 X 2 S.C. INTERNACIONAL (RJ)
LOCAL
Estádio General Severiano, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio (RJ)
CARÁTER
Amistoso Nacional de 1948
DATA
Domingo, do dia 19 de Dezembro de 1948
HORÁRIO
15 horas
RENDA
Cr$ 108.772,00
PÚBLICO
Não divulgado
ÁRBITRO
Mário Viana
BOTAFOGO
Oswaldo; Gerson (Marinho) e Nilton Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávilla (Berascochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo). Técnico: Zezé Moreira
INTER/RS
Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Guizzone), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Vilalba (Roberto) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante
GOLS
Vilalba aos 40 segundos (Inter); Juvenal aos 7 minutos (Botafogo); Otavio aos 11 e 28 minutos (Botafogo); Osvaldinho aos 22 minutos (Botafogo), no 1º Tempo. Osvaldinho aos 9 minutos (Botafogo); Adãozinho aos 12 minutos (Inter); Paraguaio aos 25 minutos (Botafogo), no 2º Tempo.
FOTOS: A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ)
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ)
EM PÉ (esquerda para a direita): Félix, Toninho Baiano, Pintinho, Bruñel, Assis e Marco Antônio; AGACHADOS (esquerda para a direita): Marquinhos, Kléber, Dionísio, Manfrini e Lula.
POR: Sérgio Mello
A segunda e última edição, do TorneioInternacional Verão de 1973, aconteceu entre os dias 27 de janeiro a 04 de fevereiro de 1973. A competição contou com a presença de quatro equipes (duas equipes cariocas e dois times argentinos):
Fluminense Football Club, Clube de Regatas Vasco da Gama, AsociaciónAtlética Argentinos Juniors (ARG), ClubAtléticoAtlanta(ARG). As equipes se enfrentaram em um turno único e o campeão seria aquele com o maior número de pontos.
Regulamento
Por jogo, só seriam permitidas duas substituições em cada time, conforme a recomendação da FIFA. Se o torneio terminar empatado entre três clubes, será campeão o que tiver o melhor saldo de gols. Se persistir, vale o gol-average e ainda o sorteio está previsto em última hipótese.
No caso do torneio terminar empatado entre dois clubes, haverá uma partida extra, com prorrogação de 30 minutos (15 minutos cada tempo), caso termine empatado. E, se a igualdade persistir, a decisão será nos pênaltis para definir o campeão!
Vasco estreia com o pé direito
Técnico do Vasco: Mário Travaglini
O TorneioInternacional Verão de 1973, começou com um clássico do futebol Sul-Americano, no sábado, do dia 27 de Janeiro de 1973, entre o Vasco da Gama e o ArgentinosJuniors/ARG, na noite de sábado, no aprazível Estádio de São Januário.
Com gol de Jorge Carvoeiro, a Cruz de Malta começou bem e venceu por 1 a 0. O Vasco apresentou um maior volume de jogo, buscando criar as principais jogadas pelas pontas.
O gol da vitória
Aos 30 minutos, Tostão penetrou e cruzou na área. A bola bateu no goleiro Spilinga e sobrou para Dé, que passou para JorgeCarvoeiro que tocou para o fundo do barbante.
C.R. VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 0 A.A. ARGENTINOS JUNIORS (ARG)
LOCAL
Estádio de São Januário, no bairro São Cristóvão (atual bairro Vasco da Gama), na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1973
DATA
Sábado, do dia 27 de Janeiro de 1973
HORÁRIO
21 horas e 15 minutos
RENDA
Cr$ 54.905,00
PÚBLICO
cerca de 5 mil pessoas
ÁRBITRO
José Aldo Pereira (FCF)
AUXILIARES
Moacir Miguel dos Santos (FCF) e José Muniz Brandão (FCF)
VASCO
Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Eberval; Alcir Portela e Ademir (Gaúcho); Jorge Carvoeiro, Tostão (Roberto), Dé Aranha e Amarildo. Técnico: Mário Travaglini
ARGENTINOS JUNIORS
Spilinga; Marenda, Urchevik, Sosa e Montenegro; Tardivo e Pékerman (Alvarez); Rodriguez (Moreno), Cicarello, Cordero e Zurviria. Técnico: Juan Fiori
GOL
Jorge Carvoeiro aos 30 minutos (Vasco), no 2º Tempo
Técnico do Fluminense: Zezé Moreira
Fluzão bate Atlanta na estreia
Na estreia, no começo da noite de domingo, do dia 28 de Janeiro de 1973,oFluminensederrotou oAtlanta/ARGpor1 a 0. O gol da vitória saiu dos pés do craque Gérson‘CanhotinhadeOuro’, numa cobrança de falta magistral.
O gol do Canhotinha
Aos 26 minutos, Jair foi derrubado na entrada da área. Falta assinada pela arbitragem. Gérson ajeitou com carinho e bateu com categoria, colocando a bola no ângulo direito do goleiro Carballo, que nada pode fazer. Após o gol, o Tricolor criou boas chances, mas sem êxito. Na etapa final, o jogo ficou morno e o placar permaneceu inalterado.
FLUMINENSE F.C. (RJ) 1 X 0 C.A. ATLANTA (ARG)
LOCAL
Estádio de São Januário, no bairro São Cristóvão (atual bairro Vasco da Gama), na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1973
DATA
Domingo, do dia 28 de Janeiro de 1973
HORÁRIO
18 horas
RENDA
Cr$ 18.960,00
PÚBLICO
1.833 pagantes
ÁRBITRO
Luís Carlos Félix (FCF)
AUXILIARES
Geraldino César (FCF) e Luís Carlos Oliveira (FCF)
FLUMINENSE
Félix; Toninho, Abel, Assis e Marco Antonio; Denílson e Gérson; Cafuringa, Jair (Jeremias), Didi e Lula (Zé Roberto). Técnico: Zezé Moreira
ATLANTA
Carballo; Cortez, Pecoraro, Gutierrez e Lopez; Rodriguez e Fuentes; Ibañez, Caño, Gomez Voglino e Candau (Papalardo). Técnico: Rodolfo Petinoti
GOL
Gérson aos 26 minutos (Fluminense), no 1º Tempo.
Vasco não sai do zero com o Atlanta
EM PÉ (esquerda para a direita): Andrada, Paulo César, Moisés, Alcir Portela, Miguel, Alfinete e Jacinto Ferreira (massagista); AGACHADOS (esquerda para a direita): Jorge Carvoeiro, Suingue, Tostão, Silva Batuta e Gilson Nunes.
A 2ª rodada, na noite de quarta-feira, do dia 31 de Janeiro de 1973,o Vasco não conseguiu furar o “ferrolho” do Atlanta/ARG, e ficou no empate sem gols, no Estádio de São Januário.
O Jornal dos Sports não perdoou e abriu a matéria: “Jogo bisonho, medíocre, o antifutebol. O torcedor carioca não merece assistir a partida como a de ontem à noite. Os argentinos entraram em campo dispostos a tudo para não perder e, quando o árbitro encerrou o jogo, o time inteiro do Atlanta trocava cumprimentos entre seus próprios jogadores. Pobre futebol argentino, que vive da violência e da catimba“.
C.R. VASCO DA GAMA (RJ) 0 X 0 C.A. ATLANTA (ARG)
LOCAL
Estádio de São Januário, no bairro São Cristóvão (atual bairro Vasco da Gama), na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1973
DATA
Quarta-feira, do dia 31 de Janeiro de 1973
HORÁRIO
21 horas e 15 minutos
RENDA
Cr$ 41.825,00
PÚBLICO
3.956 pagantes
ÁRBITRO
Nivaldo dos Santos (FCF)
AUXILIARES
Artur Ribeiro de Araújo (FCF) e Wilson Dias Durão (FCF)
VASCO
Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Fidélis; Alcir Portela (Gaúcho) e Ademir (Roberto); Jorge Carvoeiro, Tostão, Dé Aranha e Amarildo. Técnico: Mário Travaglini
ATLANTA
Carballo; Gutierrez, Pecoraro, Cortez e Rodriguez (Diaz); Lopez (Alvarez) e Fuentes; Ibañez, Caño, Gomez Voglino e Candau. Técnico: Rodolfo Petinoti
GOL
Nenhum
Empate teve expulsão e tentativas de agressão ao árbitro
Argentinos Juniors EM PÉ (esquerda para a direita): Tardivo, Urchevik, Pekerman, Marenda, Spilinga e Nicieza; AGACHADOS (esquerda para a direita): Cicarello, Pinasco, Moreno, Cordero e Carlos López.
No encerramento da 2ª rodada, na noite de quinta-feira, do dia 1º de Fevereiro de 1973, foi à vez do Fluminense não superar a retranca portenha e empatou em 1a 1 com o Argentinos Juniors/ARG, no Estádio de São Januário.
Gols no 2º tempo
O primeiro tempo se resumiu numa única chance, desperdiçada por Gérson. Na etapa final, logo aos 4 minutos, Didi deu passe errado para Gérson, que não conseguiu alcançar a bola. Pékerman dominou e tocou para Zuviria que centrou na área. Moreno entrou entre a defesa Tricolor e testou firme para abrir o placar.
Aos 18 minutos, o Fluzão empatou. Toninho correu pela direita e cruzou. A bola bateu na trave, e, no rebote, Gérson emendou para o fundo das redes. Segundo gol do Tricolor na competição e o 2º tento do Canhotinha de Ouro.
No momento que Gérson saia para comemorar o seu gol, Tardivo o atingiu, mas o árbitro não viu. Pouco depois, Tardivo voltou a agredir Gérson, mas dessa vez acabou expulso.
Revoltados, os argentinos tentaram agredir o árbitro WalquirPimentel e o jogo ficou paralisado por alguns minutos. No retorno, o Fluminense melhorou e até pressionou, mas não conseguiu marcar e o resultado ficou mesmo no um a um.
FLUMINENSE F.C. (RJ) 1 X 1 A.A. ARGENTINOS JUNIORS (ARG)
LOCAL
Estádio de São Januário, no bairro São Cristóvão (atual bairro Vasco da Gama), na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1973
DATA
Quinta-feira, do dia 1º de Fevreiro de 1973
HORÁRIO
21 horas e 15 minutos
RENDA
Cr$ 11.190,00
PÚBLICO
1.108 pagantes
ÁRBITRO
Walquir Pimentel (FCF)
AUXILIARES
Válter Gino (FCF) e Joel Cavalcanti (FCF)
CARTÃO VERMELHO
Tardivo (Argentinos Juniors)
FLUMINENSE
Jorge Vitório; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antonio; Denílson e Gérson; Cafuringa, Jair (Jeremias), Didi (Libânio) e Zé Roberto. Técnico: Zezé Moreira
ARGENTINOS JUNIORS
Spilinga; Urchevik, Marenda, Sosa e Montenegro; Tardivo e Pékerman; Rodriguez (Alvarez), Cicarello (Moreno), Cordero e Zurviria. Técnico: Juan Fiori
GOL
Moreno aos 4 minutos (Argentinos Juniors); Gérson aos 18 minutos (Fluminense), no 2º Tempo
Club Atletico Atlanta EM PÉ (esquerda para a direita): Hugo Carballo, Alejandro Onnis, Héctor López, Santiago Rico, Ramón Ledesma e Osvaldo Gutiérrez; AGACHADOS (esquerda para a direita): Miguel A. Papalardo, Aldo Rodríguez, Horacio Ibáñez, Rubén Cano e Juan A. Gómez Voglino.
jogo entre o Argentinos Juniors e Atlanta foi cancelado
Oficialmente, Vasco da Gama e Fluminense, de comum acordo, resolveram cancelar a partida preliminar entre as duas equipes argentinas. O presidente do Vasco, Agathyrnoda Silva Gomes disse que o jogo seria desnecessário por não ter mais nenhuma influência no título do Torneio Internacional de Verão.
Além disso, seria uma despesa a mais e os dois times argentinos não acrescentariam nada à renda do jogo. Sobre a participação das equipes argentinas, o dirigente reconheceu que foram duas equipes fracas.
Extraoficialmente, os dirigentes Tricolores e Cruzmaltinos não gostaram da postura dos ‘hermanos’ que acabaram por manchar a competição com catimba, antijogo e jogo violento. Por isso, optaram em cancelar o jogo. Com isso, os argentinos deixaram de faturar parte da renda da partida.
Para a grande final, o presidente vascaíno colocou os ingressos à venda: arquibancada a Cr$ 10,00(tanto para os sócios ou não sócios).
Fluzão derrota o Vasco é fatura o título
A decisão ficou entre o Fluminense e VascodaGama, no domingo, do dia 04 de Fevereiro de 1973, no Estádio de Januário. Melhor para o Tricolor das Laranjeiras que venceu por 1 a 0, com o gol assinado por Lula no final da partida.
Gol no finzinho do jogo
Aos 43 minutos, quando o jogo parecia caminhar sem gols, veio o lance decisivo. AlcirPortela errou o passe e a bola sobrou para Jair, que abriu para Toninho na direita. O lateral centrou na área para Silveira, que num drible de corpo, tirou Moisés da jogada. A bola sobrou para Lula, que colocou no canto, sem chances para o goleiro argentino Andrada.
Gérson ‘Canhotinha de Ouro’
Curiosidade– O meia tricampeão do Mundoem1970, Gérson ‘CanhotinhadeOuro’ fechou como o artilheiro do Torneio Internacionalde Verão de 1973, com dois gols. Geralmente, o meia tem como característica colocar os companheiros na cara do gol, mas dessa vez Gérson foi o goleador do time.
FLUMINENSE F.C. (RJ) 1 X 0 C.R. VASCO DA GAMA (RJ)
LOCAL
Estádio de São Januário, no bairro São Cristóvão (atual bairro Vasco da Gama), na Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1973
DATA
Domingo, do dia 04 de Fevereiro de 1973
HORÁRIO
17 horas
RENDA
Cr$ 82.655,00
PÚBLICO
7.829 pagantes
ÁRBITRO
José Mário Vinhas (FCF)
AUXILIARES
Aluísio Felisberto da Silva (FCF) e Eduardo Meneses (FCF)
CARTÃO VERMELHO
Cafuringa (Fluminense)
VASCO
Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Alfinete (Fidélis); Alcir Portela e Ademir; Jorge Carvoeiro, Tostão, Dé Aranha e Amarildo. Técnico: Mário Travaglini
FLUMINENSE
Félix; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Denílson e Gérson; Cafuringa, Jair, Didi (Abel) e Lula. Técnico: Zezé Moreira
GOL
Lula aos 43 minutos (Fluminense), no 2º Tempo.
CLASSIFICAÇÃO FINAL
Nº
CLUBES
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
1º
Fluminense
5
3
2
1
0
3
1
2
2º
Vasco da Gama
3
3
1
1
1
1
1
0
3º
Argentinos Juniors
1
2
0
1
1
1
2
-1
4º
Atlanta
1
2
0
1
1
0
1
-1
Renda e Público
O TorneioInternacional de Verão de 1973, teve um públicototal, nos três jogos, de 19.726 pagantes, que deu uma média de 3.945 por partida. A Renda dos cinco jogos, gerou um montante de Cr$ 199.493,00, que deu uma média de Cr$ 39.898,60 por partida.
FOTOS: World Soccer – Revista Placar – Acervo pessoal
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Diário de Notícias (RJ)
EM PÉ (esquerda para a direita): Aloísio, Fred, Ubirajara, Reyes, Liminha e Paulo Henrique; AGACHADOS (esquerda para a direita): Mineiro (Massagista), Rogério, Zé Mario, Narciso Doval, Caio Cambalhota e Paulo César Caju.
Por: Sérgio Mello
O Torneio Internacional de Verão de 1972, foi realizado entre os dias 15 a 20 de janeiro de 1972. O evento contou com a participação de três equipes: Clube de Regatas Flamengo, Clube de Regatas Vasco da Gama e o Sport Lisboa e Benfica (Portugal).
As equipes se enfrentaram em um turno único e o campeão seria aquele com o maior número de pontos. Os três jogos foram realizados no imponente estádio do Maracanã.
Técnico do Flamengo: Zagallo
Regulamento
Por jogo, só seriam permitidas duas substituições em cada time, conforme a recomendação da FIFA. Se o torneio terminar empatado entre três clubes, será campeão o que tiver o melhor saldo de gols. Se persistir, vale o gol-average e ainda o sorteio está previsto em última hipótese.
No caso do torneio terminar empatado entre dois clubes, haverá uma partida extra, com prorrogação de 30 minutos (15 minutos cada tempo), caso termine empatado. E, se a igualdade persistir, a decisão será nos pênaltis para definir o campeão!
Preços dos Ingressos para os três jogos:
Camarote lateral – Cr$ 100,00;
Camarote de curva – Cr$ 60,00;
Cadeira especial – Cr$ 30,00;
Cadeira numerada lateral – Cr$ 20,00;
Cadeira sem número atrás do gol – Cr$ 12,00;
Arquibancada – Cr$ 7,00;
Geral – Cr$ 2,00;
Mengão estreia com vitória
O Benfica desembarcou no Rio de Janeiro, a fim de disputar o Torneio Internacional de Verão de 1972. Na ocasião, o clube português vinha de goleada sobre o rival Sporting, por 3 a 0, válido pelo Campeonato Português da 1ª Divisão de 1972/73. Para se ter uma ideia, os Encarnados sob o comando do inglês Jimmy Hagan disputou 14 jogos, vencendo todos, liderando com folga: 28 pontos.
No final, o Benfica se sagrou campeãoPortuguês invicto: 58 pontosem 30 jogos, com 28 vitórias e dois empates; marcando 101 gols, sofrendo 13 e um saldo pomposo de 88 gols.
No sábado, às 21 horas e 15 minutos, do dia 15 de Janeiro de 1972, o jogo de abertura foi entre o Clube de Regatas Flamengo e Sport Lisboa e Benfica, de Portugal, no estádio Mario Filho, o Maracanã, no bairro homônimo, situado na zona Norte do Rio.
O Mengão derrotou o Benfica por 1 a 0, com um golaço de placa! Aos 33 minutos, do segundo tempo, o zagueiro paraguaio Reyes tomou a bola de Jordão e tocou no meio de campo para Samarone.
Este que tocou para Rogério que lançou na intermediária para Fio. O atacante passou na corrida por Rui Rodrigues, e, quando o goleiro Zé Henrique saiu para tentar interceptar, Fio deu o ‘drible da vaca’(jogou a bola de um lado e pegou no outro) e tocou para o fundo das redes, levando a torcida rubro-negra ao puro êxtase!
Fio Maravilha
Tá sabendo? O gol de Fio, inspirou na criação da canção de Jorge Ben
Curiosidade nº 1 – nessa partida, o gol do atacante rubro-negroFio (que tinha completado 27 anos, quatro dias antes), acabou inspirando o cantor e compositor Jorge Ben Jor, que compôs a música “Fio Maravilha“. A partir daí, o jogador passou a ser conhecido por Fio Maravilha.
Essa canção homônima, grande sucesso nacional, vencedora do Festival Internacional da Canção de 1972(na voz de Maria Alcina), que narra o feito contra a equipe portuguesa:
“Tabelou, driblou dois zagueiros/ Deu um toque driblou o goleiro/ Só não entrou com bola e tudo/ Porque teve humildade em gol“. O gol (“de anjo, um verdadeiro gol de placa”, segundo Jorge Ben).
Curiosidade nº 2 – Detalhe que o contrato de Fio Maravilha com o Flamengo já havia expirado há 15 dias, que o renovou em razão do golaço. Fio Maravilha falou sobre a jogada que resultou no golaço:
“Quando eu recebi a bola do Rogério, eu vim, consegui driblar os dois zagueiros, e os beques correndo atrás de mim. Aqui o goleiro saiu, eu fiz que ia para o meio do gol, para o meio da área, inverti e saí pelo lado esquerdo, o goleiro caiu… Em cima da marca da pequena área, eu toquei para o gol. Porque eu não quis correr o risco de tropeçar, acontecer alguma coisa, e perder. E daqui fiz o gol e saí para a galera“, revelou
C.R. FLAMENGO (RJ) 1 X 0 S.L. BENFICA (POR)
LOCAL
Estádio Mario Filho, o Maracanã, no bairro homônimo, situado na zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1972
DATA
Sábado, do dia 15 de Janeiro de 1972
HORÁRIO
21 horas e 15 minutos
RENDA
Cr$ 283.847,00
PÚBLICO
44.282 pagantes (44.440 presentes)
ÁRBITRO
Airton Vieira de Morais (FCF – Federação Carioca de Futebol)
AUXILIARES
Geraldino César (FCF) e Artur Ribeiro de Araújo (FCF)
FLAMENGO
Ubirajara; Aluísio, Fred, Reyes e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Rogério, Caio Cambalhota (Samarone), Paulo César Caju e Arílson (Fio Maravilha). Técnico: Mario Jorge Lobo Zagallo
BENFICA
Zé Henrique; Malta da Silva, Messias, Rui Rodrigues e Artur; Toni (Eurico) e Vitor Martins (Adolfo); Nenê, Jordão, Diamantino e Simões. Técnico: Jimmy Hagan
GOL
Fio aos 33 minutos (Flamengo), no 2º Tempo.
EM PÉ (esquerda para a direita): Malta da Silva, Messias, Toni, Rui Rodrigues, Artur e Zé Henrique. AGACHADOS (esquerda para a direita): Nenê, Vitor Martins, Jordão, Diamantino e Simões.
Vascão perde na estreia para o Benfica
Na terça-feira, às 21h15min., do dia 18 de Janeiro de 1972, o Clube de Regatas Vasco da Gama enfrentou o “ferido” Sport Lisboa e Benfica (Portugal), no Maracanã. Sem apresentar um ritmo de jogo, o Vasco acabou derrotado pelo Benfica pelo placar de 2 a 0, e ficou com poucas chances de ficar com o título.
Um gol em cada tempo
Aos 24 minutos do primeiro tempo, Toni entregou a Eusébio, que de primeira tocou para Jordão. Renê estava na jogada, para a cobertura, mas furou. Jordão pegou a bola, invadiu a área, e, mesmo acossado por Alfinete, tocou forte, de perna esquerda, no centro do gol, batendo Andrada, que sairá no seu encalço.
Aos 20 minutos da etapa final, Nenê passou por Alfinete, foi à linha de fundo e tocou para trás. Simões recebeu livre na marca do pênalti e não teve nenhum trabalho em chutar de perna direita e rasteiro, no canto direito do goleiro argentino Andrada, que nada pode fazer.
Técnico do Benfica: Jimmy Hagan
C.R. VASCO DA GAMA (RJ) 0 X 2 S.L. BENFICA (POR)
LOCAL
Estádio Mario Filho, o Maracanã, no bairro homônimo, situado na zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1972
DATA
Terça-feira, do dia 18 de Janeiro de 1972
HORÁRIO
21 horas e 15 minutos
RENDA
Cr$ 136.961,00
PÚBLICO
22.097 pagantes
ÁRBITRO
José Aldo Pereira (FCF – Federação Carioca de Futebol)
AUXILIARES
Aloísio Felisberto (FCF) e Neri José Proença (FCF)
VASCO
Andrade; Fidélis, Moisés, Renê e Alfinete; Alcir Portella e Buglê (Adilson); Luís Carlos, Roberto (Jaílson), Ferreti e Pastoril. Técnico: Zizinho
BENFICA
Zé Henrique; Malta da Silva, Messias, Rui Rodrigues e Artur; Toni e Simões; Nenê, Jordão (Zeca), Eusébio (Adolfo) e Diamantino. Técnico: Jimmy Hagan
GOLS
Jordão aos 24 minutos (Benfica), no 1º Tempo. Simões aos 20 minutos (Benfica), no 2º Tempo.
Mengão bate o Vasco e fica com o título
No feriado da quinta-feira, às 18 horas, do dia 20 de Janeiro de 1972, jogaram o Clube de Regatas Flamengo e o Clube de Regatas Vasco da Gama, no Maracanã para definir quem ficaria com o caneco. No final, o Rubro-negro venceu o Vasco por 1 a 0, e se sagrou campeão do Torneio Internacional de Verão de 1972.
O gol do título
Aos 32 minutos do primeiro tempo, Rogério entrou pela direita e cruzou sobre a área. A defesa do Vasco bobeou e Paulo César Caju, num mergulho sensacional, cabeceou no canto esquerdo do goleiro Andrada para abrir o placar.
C.R. FLAMENGO (RJ) 1 X 0 C.R. VASCO DA GAMA (RJ)
LOCAL
Estádio Mario Filho, o Maracanã, no bairro homônimo, situado na zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER
Torneio Internacional de Verão de 1972
DATA
Quinta-feira, do dia 20 de Janeiro de 1972
HORÁRIO
18 horas
RENDA
Cr$ 170.637,00
PÚBLICO
29.381 pagantes
ÁRBITRO
José Marçal Filho (FCF – Federação Carioca de Futebol)
AUXILIARES
Josias Miranda Paulino (FCF) e José Silveira (FCF)
FLAMENGO
Ubirajara; Aluísio, Fred, Reyes e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Rogério, Caio Cambalhota (Fio Maravilha), Paulo César Caju e Arílson. Técnico: Mario Jorge Lobo Zagallo
VASCO
Andrade; Fidélis, Moisés, Renê e Alfinete; Alcir Portella e Adilson (Jaílson); Luís Carlos, Roberto (Gaúcho), Ferreti e Gilson Nunes. Técnico: Zizinho
GOL
Paulo César Caju aos 32 minutos (Flamengo), no 1º Tempo.
EM PÉ (esquerda para a direita): Andrada, Fidélis, Eberval, Gaúcho, Moisés e Renê; AGACHADOS (esquerda para a direita): Marco Antônio, Buglê, Ferreti, Luís Carlos e Gilson Nunes.
Técnico do Vasco: Zizinho
Renda e Público no Torneio
O TorneioInternacional de Verão de 1972, teve um públicototal, nos três jogos, de 95.760 pagantes, que deu uma média de 31.920 por partida. A Renda dos três jogos, gerou um montante de Cr$ 591.445,00, que deu uma média de Cr$ 197.148,33 por partida.
Colaborou:José Leôncio Carvalho
FOTOS:Ser Benfiquista ponto com –Diário da Manhã (RJ) – Revista Placar
EM PÉ (esquerda para a direita): Floriano, Moderato, Nilo, Pennaforte, Helcio, Haroldo, Moacyr, Nono, Candiota, Nascimento e Fortes.
No domingo, do dia 20 de Setembro de 1925, pelo 3º Campeonato Brasileiro de Football, o Combinado Carioca(Fluminense e Flamengo), venceu a Seleção Paulista, no Estádio das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio (RJ). Segundo a reportagem, o palco contou com a presença de 40 mil pessoas.
O Estádio de General Severiano, de propriedade doBotafogo Football Club(depois da fusão passou a ser do Botafogo de Futebol e Regatas), ficava na Avenida Venceslau Brás, s/n, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio (RJ).
O campo foi construído (em madeira) em 1912, e inauguradona terça-feira, do dia 13 de Maio de 1913, na vitória do Botafogo sobre o Flamengo por 1 a 0, válido pelo Campeonato Carioca da 1ª Divisão. O gol foi assinalado pelo atacante Mimi Sodré.
Foto de 1915
Alguns números interessantes sobre o Estádio de General Severiano: Carvalho Leite foi o maior goleador com 101 gols, em 90 jogos, e uma média de 1,1 gol por jogo.
O Estádio em concreto foi reinaugurado em 1938
Foto panorâmica de 1941
Em 1937, quando começou a “Campanha do Cimento“, que consistia num livro de ouro para doações de torcedores, a reconstrução foi concluída. A sua reinauguração aconteceu no domingo, do dia 28 de agosto de 1938.
Na cerimônia realizada antes do 1º jogo, um mapa do Brasil foi desenhado no centro do gramado com terra originada de cada estado do país. O jogo foi contra o Fluminense e o Botafogo venceu por 3 a 2.
Décadas de 30 e 40
Neste estádio o Botafogo decidiu o Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1934, contra o Andarahy, vencendo o jogo por 2 a 1. O Botafogo também decidiu o Campeonato Carioca da 1ª Divisãode 1948, contra o Vasco da Gama, vencendo o jogo por 3 a 1, com o estádio lotado por aproximadamente 20 mil pessoas.
Demolição
Foto de meados de 70
O estádio foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno nos aos 70. A última partida neste estádio deu-se no sábado, do dia 30 de novembro de 1974, empate em 2 a 2 com o Madureira.
Em 1975, recebeu a 1ª edição do Hollywood Rock, que gerou o documentário “Ritmo Alucinante“. Em 1977, a sede foi vendida para a Companhia Vale do Rio Doce; o clube na época era presidido por Charles Macedo Borer. Com a venda da sede, o futebol do Botafogo foi para Marechal Hermes, e como o antigo estádio foi demolido, lá foi construído um novo, com armações tubulares, denominado: Estádio Mané Garrincha.
FOTOS: Sports (RJ) – Revista Placar – Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro