Arquivo da categoria: Estádios

Amazonas Esporte Clube – Blumenau (SC): Existiu entre 1919 a 1975

Amazonas Esporte Clube (AEC), foi uma agremiação da cidade de Blumenau (com uma população de 361.855 habitantes), que fica a 130 km da capital (Florianópolis) do estado de Santa Catarina.

Em 1911, um grupo de entusiastas da bola conhecidos como “Jogadores do Garcia” vinham dos mais variados setores da empresa Industrial Garcia (EIG), no bairro Garcia, em Blumenau.

 Jogo após jogo, a ideia de criar um clube de verdade foi amadurecendo, onde jogavam futebol num pasto, adaptado a um campo (hoje, o local fica o 23º Batalhão de Infantaria).

Assim, o “Anilado” foi Fundado na sexta-feira, do dia 19 de setembro de 1919. Suas cores eram o azul e branco. Sete anos depois, o clube já possuía a sua Praça de Esportes: o estádio da Empresa Industrial Garcia, considerado por muitos como o mais belo do estado catarinense.

Além disso, o majestoso estádio era um verdadeiro alçapão para os adversários, que sofriam para não serem abatidos pelo esquadrão Anilado. No que tange ao elenco, o clube não deixava a desejar com grandes craques, lembrados até hoje pela turma da velha guarda blumenauense.

Entre a sua fundação oficial até 1944, o AEC viveu um tempo áureo dentro do amadorismo, com diversas conquistas no Campeonato Citadino de Blumenau. Como no ano de 1939, nas celebrações dos 20 anos do então Brasil, sendo dito “convidado indesejado” da festa clube alviverde.  

Chuva torrencial destruiu o estádio

Estádio em 1970

Tornou-se um dos grandes clubes da cidade que, ao lado de Olímpico, Palmeiras, Vasto Verde e Guarani, disputavam o Campeonato Citadino organizado pela Liga Blumenauense de Futebol (LBF).

Na década de 60, o Amazonas sobrevivia as adversidades graças ao empenho das diretorias abnegadas e dos torcedores fiéis. No entanto, com a enxurrada da terça-feira, do dia 31 de outubro de 1961, que destruiu totalmente a praça esportiva, inclusive o salão, e ali foram encontradas três vitimas fatais presas ao alambrado.

O reduto Amazonense ficou em ruínas, tal a violência da água que transbordou do curso normal do Ribeirão Garcia, para causar destruição geral e deixar um rastro de calamidade. O gramado praticamente sumiu, tal o acumulo de areia, pedras, lama, árvores, móveis, balcão frigorífico, material esportivo, troféus, tudo ficou inutilizado.

Estádio reinaugurado em 1962

formação da década de 60
EM PÉ (esquerda para direita): Jepe, Hélio Cunha, Arlindo Eing, Osni, goleiro Antônio Tillmann e Oscarito
AGACHADOS (esquerda para direita): Nicácio, Joel, Maia, Boião e Felipinho
.

Neste período de recuperação do estádio, que se tornou mais bonito, sediando até competições dos primeiros Jogos Abertos em Blumenau em 1962, o Amazonas treinava num estádio construído provisoriamente próximo de onde hoje é a praça Getúlio Vargas.

Nos jogos oficiais, o mando de campo era no estádio do Palmeiras Esporte Clube, O Estádio da Empresa Industrial Garcia foi reinaugurado no domingo, do dia 23 de setembro de 1962, na derrota para o Marcílio Dias pelo placar de 6 a 2.  

A partir daí o clube focou no desejo em voltar ao futebol profissional. Chegou a se sagrar campeão de torneios da Liga Blumenauense de Futebol (LBF), em 1972 e 1973, porém um fato acabou mudando o curso da história do esquadrão Anilado.

Amazonas Esporte Clube é extinto em 1975

Em maio de 1974, a empresa Artex adquiriu a Industrial Garcia. Consequentemente, em 1975, o Amazonas Esporte Clube (AEC) acabou sendo desativado e o seu estádio foi aterrado. A última partida foi a decisão da Taça Governador Colombo Salles no mesmo mês.

FOTOS: Acervo de Adalberto Day

FONTES: Wikipédia – site Alexandre José – Adalberto Day

O Futebol na cidade de Ouro Preto (MG)

Futebol em Ouro Preto: A prática e seus espaços

Esporte mais popular no Brasil, o futebol chegou ao país no final do século XIX e, rapidamente, começou a ser praticado em clubes sociais, escolas e mesmo entre empregados de várias empresas.

Cidades brasileiras, aos poucos, passaram a abrigar campos em que o futebol era praticado apenas de forma amadora, visto que a profissionalização dos atletas só viria no Brasil na década de 30.

Partidas amistosas e campeonatos entre times formados por estudantes e/ou funcionários marcaram a prática do futebol em suas primeiras décadas no Brasil. Possui essa característica do Tiradentes Foot Ball, time de futebol da Escola de Minas de Ouro Preto. O Tiradentes Foot Ball é a menção mais antiga a uma equipe de futebol dentre os documentos do Arquivo Público de Ouro Preto.

Na década de 30, o fotógrafo Luís Fontana registrou cenas do esporte em Ouro Preto, nas quais podemos identificar alguns times e a presença de espaços destinados a essa prática.

O acervo de fotografias do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura (IFAC-UFOP) possui ainda outras imagens que registram a prática do futebol em Ouro Preto em período próximo:

Com o passar dos anos, vários times foram se constituindo e firmando no município mantendo, em grande parte, a característica de terem suas origens vinculadas a empresas ou grupos de trabalhadores, como Aluminas, Siderantim, Industrial, Ferroviário, dentre outros.

Como se pode perceber em documentos da década de 70, jogava-se futebol em todos os distritos de Ouro Preto, sendo que vários deles possuíam times que disputavam os campeonatos organizados pela Liga Esportiva Ouropretana (LEO):

como Ferroviário Futebol Clube, de Cachoeira do Campo; Casa Branca Futebol Clube, de Glaura; Rodrigo Silva Futebol Clube, de Rodrigo Silva; Esporte Clube Nacional (atualmente Vila Nova), de Lavras Novas; Libertador Futebol Clube, de Santa Rita; América de Amarantina; Associação Atlética Siderantim, de Miguel Burnier; Palmeiras e Alumina, de Santo Antônio do Salto; Samisa, de Antônio Pereira; dentre outros. No distrito sede destacam-se o Rosário, Tabajaras, Guarani, Aluminas e ADEM.

A partir do aumento da demanda por espaço para a prática do esporte, os espaços foram ampliados e melhorados. Como referência a esta ampliação podemos citar os Estádio Municipal Genival Alves Ramalho, popularmente conhecido como “Caldeirão da Barra”, a Praça de Esporte 7 de Setembro, do Morro Santana, o Campo da Associação Atlética Aluminas, no Saramenha e o recentemente revitalizado “Estádio Municipal José Ovídio Fortes” (Campo da Água Limpa), que em 1987 recebeu o nome de “Estádio Municipal Nescau”.

Dia de jogo no “Campo da Barra” em 1980

“Praça de Esportes 7 de Setembro” – Morro Santana

Inauguração em 1995 da  “Praça de Esportes 7 de Setembro” – Morro Santana

Documento solicitando reparos a serem realizados em campos de futebol de alguns distritos de Ouro Preto

Extraído do Arquivo Público Municipal de Ouro Preto

Postado na data de 6 de julho de 2012

[Postagem: Vanessa Pereira Silva e Jussara Riodouro (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

Atualmente, fazem parte da Liga Esportiva Ouropretana, as seguintes equipes:

Alumina Esporte Clube

América Amarantina Futebol Clube

Associação Atlética Aluminas

Associação Atlética Veteranos

Associação Desportiva Escola de Minas

Associação Desportiva Soares

Associação Santa Luzia Esporte Clube

Casa Branca Futebol Clube

Coimbra Futebol Clube

Colorado Esporte Clube

Cruzeiro do Sul Esporte Clube

Cruzeiro Futebol Clube

Esporte Clube Rosário

Esporte Clube São Cristóvão

Esporte Clube Tabajaras

Guarani Esporte Clube

Industrial Futebol Clube

Itacolomi Futebol Clube

Libertador Futebol Clube

Nacional Futebol Clube

Olaria Atlético Clube

Ouro Preto Tênis Clube

Palmeiras Futebol Clube

Ponte Preta Futebol Clube

Progresso Futebol Clube

Rodrigo Silva Futebol Clube

Santa Cruz Futebol Clube

Santanense Futebol Clube

Santos Futebol Clube

São Bartolomeu Esporte Clube

Serra Verde Futebol Clube

Sociedade Esportiva Camarões

Sociedade Esportiva Itacolomi

Sociedade Esportiva Santa Cruz

Sociedade Esportiva Trovão Azul

Treze de Maio Esporte Clube

Tupi Futebol Clube

União Futebol Clube

Unidos Futebol Clube

Vila Nova Futebol Clube

FONTES: Arquivo Público Municipal de Ouro Preto – Liga Esportiva Ouropretana (LEO)

Guarany Futebol Clube – Mariana – MG

Mariana é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. Foi no século XVII uma das maiores cidades produtoras de ouro para a coroa Portuguesa. Tornou-se a primeira capital de Minas Gerais, por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro, seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.

O Guarany Futebol Clube, da cidade de Mariana, foi fundado na data de 14 de julho de 1925.

Seu estádio é denominado Emílio Ibrahim. Sua sede se situa na Rua Frei Durão número 32, no centro da cidade.

Em 1944 sagrou-se campeão invicto em um torneio local onde venceu as equipes do Marianense Futebol Clube, Esporte Clube, União Passagense, Olimpic, e Bandeirantes, sendo que o Marianense, seu maior fival, foi derrotado pelo placar de 4 x 1.

Os campeões foram: Bias, Wilson, Zé Vaca, Ceci, Chico Tatu, Eliseu, Jaime, Durval, Emílio, Periquito, Carlyle, Celso e Pepe, valendo ressaltar que os dirigentes de então eram: Antonio Marinho (Ninico), Dr. José Dias, José de Souza, Zeba e Alberto Macedo.

A Liga Esportiva de Mariana foi fundada em 26 de dezembro de 1966, e passou a organizar os campeonatos locais, tendo o Guarany Futebol Clube se tornado campeão por dezesseis vezes, ou seja, nos anos de 1967, 1968, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1981, 1982, 1987, 1989, 1990, 1996, 2000 e 2007.

Fontes:

Wikipédia

As mil camisas

Bizuteturismo

Marianense x Guarany – Histórias de rivalidade além das quatro linhas, de Filipe Barboza

Fluminense Football Club (RJ) e os seus dois estádios: Rua Guanabara e Estádio das Laranjeiras

Uma curiosidade do antigo e atual estádio do Fluminense Football Club, que muitos tricolores desconhecem: ambos foram erguidos no mesmo local: na Rua Alvaro Chaves, em Laranjeiras. Visto ambos de cima, a diferença é que o 1º campo (denominado por Rua Guanabara) ficava na horizontal e o atual (Estádio das Laranjeiras) está na vertical.

Campo da Rua Guanabara

Em 14 de agosto de 1904, foi realizado o primeiro jogo interestadual no Campo da Rua Guanabara, que ficava no mesmo local do Estádio das Laranjeiras, apenas com o gramado em posição diferente, contra o Paulistano.

Este foi o jogo inaugural da nova praça de esportes no Rio de Janeiro e a diretoria do Fluminense mandou construir uma pequena arquibancada de madeira para acomodar o público, cobrando os primeiros ingressos para um jogo de futebol.

Além dos sócios do Fluminense e convidados presentes, foram 806 cartões passados pelos sócios e 190 entradas vendidas a não-sócios na bilheteria, com o ingresso custando $2000 e uma renda apurada de 1:992$000.

Brasil v. Exeter City, 1914.

Em 1905, Eduardo Guinle construiu, por sua conta, a primeira arquibancada em campos de futebol do Rio de Janeiro. Concluído este melhoramento, o aluguel triplicou.

Neste mesmo ano, mediante empréstimo feito entre os sócios, foi demolida a primeira sede e construída a segunda.

A inauguração da terceira sede, em 27 de julho de 1915, foi muito comemorada, culminando com um baile no rink de patinação, quando foi entoado o primeiro hino do Fluminense, de autoria de Paulo Coelho Netto.

Ainda em 1915, o presidente Cunha Freire construiu arquibancada privativa para os sócios e suas famílias. O plano de expansão foi completado com a construção de um novo rink, aquisição de mobiliários, instalação elétrica, aumento das arquibancadas e construção das gerais.

Em 1918, começam as reformas que vão dar origem à quarta sede do Fluminense. As obras terminam em 1920, sob presidência de Arnaldo Guinle, que contratou o arquiteto Hipolyto Pujol para projetar as dependências. Com vitrais franceses e lustre de cristal, o Salão Nobre se tornou palco de muitos shows, bailes, desfiles, óperas e balé.

Ainda hoje é muito utilizado para festas, reuniões e gravação de filmes como Anos Dourados, Dona Flor e seus dois maridos, Villa Lobos, telenovelas e comerciais. A sede é própria e hoje é tombada pelo patrimônio histórico.

Inauguração do Estádio das Laranjeiras

Em 11 de maio de 1919, o Estádio das Laranjeiras, propriedade do Fluminense Football Club, era inaugurado com a partida entre Brasil e Chile. Este foi o primeiro estádio construído no Brasil para grandes espetáculos, com capacidade para 18 000 espectadores. O Brasil venceu a partida por 6 a 0 e, ao final do Campeonato Sul Americano de Seleções, em decisão contra o Uruguai, a Seleção Brasileira conquistava seu primeiro título internacional relevante.

O Estádio das Laranjeiras em 1919, antes de sua ampliação.

Já a primeira partida do Fluminense no Estádio das Laranjeiras, foi na vitória por 4 a 1 sobre o Vila Isabel em 13 de julho de 1919, em partida válida pelo returno do Campeonato Carioca, com os gols tricolores tendo sido marcados por Welfare (3) e Machado.

Em 1922, o Estádio das Laranjeiras teve a sua capacidade aumentada para 25 000 espectadores,[3] para sediar dois eventos de grande porte comemorativos do Centenário da Independência do Brasil, os Jogos Olímpicos Latino-Americanos (precursor dos Jogos Pan-Americanos) e o Campeonato Sul Americano de Seleções Nacionais, daquele ano, também conquistado pela Seleção Brasileira, sendo este, o segundo título internacional relevante da seleção canarinho.

Em duas das partidas, contra Chile e contra o Uruguai, o público foi calculado em 30 000 pessoas. Na final, o Brasil venceu o Paraguai por 3 a 0.

Em alguns jogos este estádio teve públicos estimados maiores que a sua capacidade, mas aparentemente o recorde de público pagante deste estádio foi na partida Fluminense 3 a 1 Flamengo, em 14 de junho de 1925, quando 25.718 espectadores pagaram ingressos, embora nos dias de hoje se desconheça o público da partida do Fluminense contra o Sporting Clube de Portugal, realizado em 15 de julho de 1928 na disputa da Taça Vulcain, com o estádio lotado e mais 2 000 cadeiras sendo colocadas na pista de atletismo para comportar o público presente[4] .

A Seleção Brasileira jogou 18 jogos nesta sua primeira casa, ganhando 13 e empatando 5, entre 11 de maio de 1919 e 6 de setembro de 1931 e incluindo o primeiro jogo da história da Seleção Brasileira contra o Exeter City, antes da construção das novas arquibancadas. Assim como o jogador do Fluminense e capitão da Seleção, Preguinho, viria a fazer o primeiro gol do Brasil em Copas do Mundo, o também jogador tricolor Oswaldo Gomes, veio a fazer neste estádio o primeiro gol da História da Seleção Brasileira, na vitória por 2 a 0 sobre o Exeter City F. C. da Inglaterra aos 28 minutos de jogo, em 21 de julho de 1914, aniversário de 12 anos do Fluminense Football Club.

O Estádio de Laranjeiras recebeu iluminação artificial já em 21 de junho de 1928, tendo sido ela inaugurada na partida disputada entre a Seleção Carioca de Futebol e o Motherwell Football Club, da Escócia.

Demolição parcial

No final da década de 1950, a administração carioca entrou em conflito com o clube por causa das obras de duplicação da Rua Pinheiro Machado, cujo novo traçado passaria pelo terreno do estádio. Em 1961, após 2 anos de entendimentos iniciados com a Prefeitura do antigo Distrito Federal e, posteriormente com o Governo do então Estado da Guanabara, o Flu teve parte de seu terreno desapropriado pela Sursan, em uma faixa de terreno situada na Rua Pinheiro Machado.

O Fluminense Football Club, pela desapropriação de uma área de 1.084,95 metros quadrados, recebeu a quantia em dinheiro de Cr$ 49.703.000,00 e mais as áreas remanescentes dos terrenos da esquina das Ruas Álvaro Chaves e Pinheiro Machado, no valor de Cr$ 31.355.000,00. Embora perdendo uma lateral de arquibancada, o Fluminense prestava novamente à cidade mais um serviço, embora com o sacrifício de seu próprio patrimônio.

Ao Estádio das Laranjeiras foi concedido o nome de Manuel Schwartz, vitorioso ex-presidente do Fluminense na década de 1980, cujo maior título foi o campeonato brasileiro de 1984 .

Hoje em dia, a capacidade do estádio apresenta-se reduzida para 4 300 torcedores e o campo mede 70 x 104 metros. Tal redução deveu-se a uma desapropriação para a duplicação da Rua Pinheiro Machado, necessária para o escoamento do trânsito do Túnel Santa Bárbara e o crescimento do bairro de Laranjeiras, além de momentâneas questões de segurança, pois algumas áreas do estádio requerem reformas para que ele possa comportar cerca de 8 000 pessoas.

O Estádio é anexo ao Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro e antiga sede da República Federativa do Brasil. Apesar de toda a tradição de Laranjeiras, entretanto, foi no Maracanã que o Fluminense conquistou suas maiores glórias nas últimas décadas, dada a diferença de capacidade entre os dois estádios e a redução ocorrida em Laranjeiras a partir de 1961.

O Fluminense não joga mais partidas oficiais no Estádio das Laranjeiras, onde disputou 839 partidas, com 531 vitórias, 158 empates, 150 derrotas, 2.206 gols pró e 1049 gols contra, até o último jogo disputado, em 26 de fevereiro de 2003, empate de 3 a 3 contra o Americano Futebol Clube, pelo Campeonato Carioca.

 

FONTES & FOTOS: Sport Ilustrado – Arquivo Pessoal – Site do clube – Wikipédia

Praça Floriano Peixoto: 1º local em que se praticou o futebol no Amazonas

A Escola Euclides da Cunha e uma parte da Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha (1901). Foi nesse local que se realizaram as primeiras partidas de futebol em Manaus, entre os ingleses.

Lá se vão 112 anos que o futebol é praticado no Amazonas. Durante todos esses anos surgiram centenas de campos e estádios espalhados por todo o estádio, na qual jovens, crianças, velhos e mulheres correm atrás de uma bola de couro, em uma animada disputa do esporte mais popular do povo brasileiro.

Atualmente, Manaus usufrui de três belos estádios: a Arena da Amazônia, Colina e Carlos Zamith. Além demais estádios espalhados pelo interior. Mas, afinal, qual foi o primeiro campo onde se praticou o futebol no Amazonas? Talvez alguns digam que foi o saudoso Estádio Parque Amazonense, mas não foi.

O Parque foi inaugurado em 1906 como um Hipódromo e somente em 1918 passou a receber partidas de futebol. Teria sido então o Bosque Municipal? Também não. Apesar de ter sido o principal palco nos primeiros anos do século XX , o bosque foi inaugurado em 1904 e somente a partir de 1909 que se registram os primeiros jogos no local.

Na verdade, o primeiro local, que se tem noticia, onde o futebol local foi praticado foi na extinta Praça Floriano Peixoto. A praça localizava-se em Manaus, no bairro da Cachoeirinha. Situava-se entre a Avenida Canaçari (atual Carvalho Leal), Borba, Canutama (atual Rua Ipixuna) e a Rua Santa Isabel. Por estar próximo á capela de Santo Antonio (conhecida como igreja do pobre diabo), era também chamada de praça do pobre diabo.

Anúncio da Festa promovida pelo Racing Club, relativo a aquisição da Praça Floriano Peixoto. O evento ocorreu no dia 22 de Agosto de 1909

O logradouro surgiu no final do século XIX. Em 1894 passa a chamar-se oficialmente de Floriano Peixoto, em homenagem ao famoso militar alagoano que governou o Brasil. Manaus passava por um período de grande prosperidade econômica, impulsionado pela exportação da borracha.

Devido a isto,firmas inglesas começam a se instalar na cidade.com ela vieram seus diretores,engenheiros, técnicos e funcionários. Em suas horas vagas e de lazer,os britânicos praticavam os principais esportes de sua terra: tênis, críquete e… Futebol.

Para praticar o “Foot-Ball“, os ingleses resolveram escolher um local bem amplo e que ficasse afastado da zona central da cidade,pois eles eram membros de uma  comunidade fechada. Após pesquisarem bem, decidiram que a Praça Floriano Peixoto, na Cachoeirinha, era o local ideal pois, era um campo vasto e num local bem tranquilo.

Foi no logradouro da Cachoeirinha que os britânicos começaram a jogar suas primeiras partidas. O primeiro registro de um jogo de futebol no Amazonas aconteceu no dia 16 de março de 1903, quando, nesse dia, os ingleses realizaram, no final da tarde, uma animada partida na Praça Floriano Peixoto.

Foi ao redor dessa praça que alguns amazonenses viram, com curiosidade, aquele até então desconhecido esporte sendo praticado pelos estrangeiros. Com o tempo, os manauaras foram simpatizando com o futebol e, em alguns anos,começaram a fundar seus próprios clubes.

Com relação á praça, ela continuou servindo de palco para o futebol. Eis que em 1906, um grupo de amazonenses fundam o primeiro clube do futebol local: o Racing. O nascente clube escolheu como local para seus treinos e jogos,a praça Floriano Peixoto.

O primeiro registro de um jogo oficial entre dois clubes distintos na referida praça, foi no dia 16 de junho de 1907,no encontro entre o Racing e o Sport Football Manáos. Já o primeiro resultado conhecido do lugar, foi o jogo entre o Racing e o Sport Club de Manáos, que terminou empatado em 2 a 2, no dia 22 de setembro de 1907. De tanto treinarem e jogarem no local,os sócios do Racing chegaram a conclusão que ali era o lugar ideal para ser seu campo oficial. A diretoria do clube pede uma autorização á prefeitura e tem parecer favorável.

Para comemorar a aquisição de sua nova casa esportiva, a diretoria alvinegra realiza, no dia 22 de agosto de 1909, uma grande festa com a realização de várias modalidades esportivas. O evento teve a participação de 2 mil pessoas.Começaram a ter importantes partidas entre o Racing e o   Brasil, Manáos Athletic, e outros.

Foi na praça que desfilaram os primeiros craques de nosso futebol como Alberto Ballalai, Deodoro Freire, Pingarilho, Loureiro, Américo, Pudico, Gordon Huascar Purcell, Cícero Costa, Craveiro e outros. A Praça Floriano Peixoto e o Bosque Municipal eram os principais campos de futebol do Amazonas daquele período.

Em 1912,o Racing era extinto, deixando a praça sem um clube de futebol de sua posse. Somente em outubro de 1913 é que uma nova equipe,o Manáos Sporting, toma posse do lugar como seu campo oficial. Em 1914, com a realização do 1º Campeonato Amazonense, a praça é designada para comportar os jogos da 2ª Divisão com partidas entre Luso, Onze Portugês, Naval, Satéllite e os times reservas do Vasco, Rio Negro e Manáos Sporting.

Nos anos seguintes, continuou recebendo jogos da 2ª Divisão. Com o surgimento, em 1918, do Parque Amazonense para o futebol, e o surgimento de outros campos, o tradicional logradouro foi perdendo sua importância para o futebol. Ainda na década de 20 se realizavam partidas no local.

Mas,c om o tempo, o local teve o seu final.em 1942, o governo do estado concedeu ao exército um terreno fronteiriço á praça para ali construir o hospital militar. Acontece que os militares acabaram tomando posse do terreno da praça, decretando assim o desaparecimento daquele histórico logradouro.

A Praça Floriano Peixoto teve como vizinhos dois patrimônios históricos de Manaus: a escola Euclides da Cunha e a igreja do pobre diabo, que conseguiram sobreviver ao tempo. Hoje no local está assentado o hospital geral do exército.  Hoje, com certeza muitas pessoas ao passarem por suas imediações não imaginam que foi ali que começou a se desenvolver uma das grandes paixões do amazonense: o futebol.

 

FONTES & FOTOSProfessor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

ANTIGO ESTÁDIO DO YPIRANGA F.C. de SFS/SC

Fachada do antigo Estádio Comandante Paulo Maurício Douat, palco dos jogos do Ypiranga F.C. de São Francisco do Sul nas décadas de 1940 á 1970.

No mesmo terreno hoje estão a sede social e o novo campo do clube, inaugurado em 21/04/2006.

fonte: JSC

História do Estádio Adolfo Konder – Florianópolis (SC): entre 1930 a 1983

Vista panorâmica do estádio Adolfo Konder

A 1ª praça desportiva do estado de Santa Catarina foi o Estádio Adolfo Konder, também conhecido com “Campo da Liga“, “Pasto do Bode” ou “Majestoso“, localizado entre a Avenida Mauro Ramos e as Ruas Bocaiúva, Altamiro Guimarães e Demétrio Ribeiro, no Centro de Florianópolis (SC), com um terreno de 15.000 m², possuía Grama natural (105 x 68 m).

Foi inaugurado na terça-feira, de 11 de Março de 1930, na vitória do Avaí sobre o Tamandaré pelo placar de 3 a 0. O 1º gol foi assinalado pelo atacante Sabas.

O Estádio Adolfo Konder, entre 1930 a 1963, era de propriedade do Governo de Santa Catarina; onde o Avaí e Figueirense mandavam o seus jogos e de 1973 a 1982 ficou aos cuidados somente do Avaí Futebol Clube. Em 1983, o estádio foi demolido e em seu lugar foi construído o Beira Mar Shopping.

O estádio pertencia ao governo do estado até os anos 70, e por isso não apenas o Avaí jogava ali, mas também outras equipes da capital, incluindo seu rival Figueirense Futebol Clube, que jogou no Campo da Liga até os anos 60, quando passou para seu estádio próprio, o Estádio Orlando Scarpelli.

Já o Avaí, que se tornou o único mandante do estádio desde então, jogou no Adolfo Konder até o início do anos 80, quando também teve o seu estádio, a Ressacada, construída.

Foto de 1980: arquibancada e ao fundo, as árvores que ficavam pelo lado da rua Altamiro Guimarães

Época antecessora

No terreno aonde viria ser inaugurado o Estádio Adolfo Konder, por cerca de 15 anos já era utilizado para a prática do futebol. No ano de 1915 o Sport Club Palmeiras, fundado no mesmo ano, utilizou o terreno de cerca de 15 mil metros quadrados para sediar seus jogos e assim impulsionar a rivalidade com o Club Sportivo Florianópolis (ex-Anita Garibaldi, fundado em 14 de julho de 1912) que também era proprietário de um campo de futebol.

Até neste momento, o campo era localizado entre as ruas Brusque (atual Altamiro Guimarães), Heitor Luz (atual rua Bocaiúva), e o que hoje é a rua Rafael Bandeira.

Nesta época existia o bairro São Luiz, junto a Praia de Fora (atual Beira Mar Norte). Neste campo eram realizados a maioria dos jogos de futebol da cidade, até que surgiu, em 1915, o Ginásio Santa Catarina (atual Colégio Catarinense).

Foi neste mesmo local que se iniciou a história do Estádio que viria a se tornar o símbolo do desporto catarinense por mais de cinco décadas.

Estádio Adolfo Konder

Foto, num jogo do Avaí pelo estadual de 1980, no saudoso estádio Adolfo Konder

O Clube de Regatas Aldo Luz (nome de um filho de Hercílio Luz, ex-governador do Estado), se dizia dono da área aonde se localizaria o estádio. Mais tarde, começou a ser divulgado que o terreno pertencia à Irmandade do Senhor Jesus dos Passos.

E foi com a Irmandade que o então governador do estado de Santa Catarina Nereu Ramos negociou a área em 1937, permutando o local por uma obra no Hospital de Caridade de Florianópolis.

Foi então que o governo do estado realizou a obra de construção do estádio entre os anos de 1929 e 1930. No jogo de inauguração na terça-feira, de 11 de Março de 1930, na vitória do Avaí sobre o Tamandaré pelo placar de 3 a 0. O 1º gol foi assinalado pelo atacante Sabas.

Os porquês das alcunhas do estádio

Na foto, o goleiro realiza com segurança a sua defesa no saudoso estádio Adolfo Konder

De qualquer forma, desde sua inauguração, o estádio sempre esteve sob responsabilidade da Liga Santa Catarina de Desportos Terrestres (atual Federação Catarinense de Futebol), surgindo aí a denominação de Campo da Liga.

Moradores das redondezas diziam que a pessoa responsável por cuidar do estádio e do campo, de vez em quando, colocava umas cabras e cabritos para aparar a grama. Mas a denominação de Pasto do Bode veio nos anos 70, depois da divulgação de uma foto armada, com um bode alugado, colocado no campo para pastar.

Os jogos até os anos 50 eram disputados no período da tarde, visto que o estádio não possuía sistema de iluminação. Nessa época, não era de se estranhar a presença de vários funcionários públicos nos jogos.

Estes trocavam as repartições pelas arquibancadas do Adolfo Konder. Estes jogos à tarde foram apelidados de “jogos do paletó” pois muitos funcionários deixavam o paletó em sua cadeira na repartição pública e iam aos jogos.

Houve casos de fotos dos jogos revelarem pessoas que tinham se ausentado à tarde em razão de “doença” ou motivo de “força maior“, neste caso o futebol. Consequentemente, alguns acabaram advertidos e ouros demitidos!

Como o estádio foi repassado ao Avaí FC

Mais tarde, o então deputado federal Fernando José Caldeira Bastos, que foi presidente do Avaí por dois mandatos (1964, 1965 e 1966 e 1972, 1973 e 1974), criou uma lei para que o estado doasse o estádio ao Avaí e, em 1973, o projeto de lei 80\72 foi à votação nas Comissões de Justiça e Finanças e teria que ser aprovado por unanimidade para que fosse sancionado.

Na época um então deputado do MDB, torcedor do rival Figueirense, decidiu não votar a favor do projeto de lei. Foi então que o itajaiense Delfim de Pádua Peixoto Filho, que posteriormente foi presidente da Federação Catarinense de Futebol, convenceu o colega da necessidade de sua aprovação e o mesmo aceitou.

Aprovado o projeto em reunião conjunta, depois pela Comissão de Viação, foi decretada pela Assembléia e sancionada pelo governador Colombo Salles, na segunda-feira, do dia 18 de setembro de 1972, a Lei 4781, que autorizava a alienação do imóvel denominado “Estádio Adolpho Konder” em favor do Avaí Futebol Clube. A Lei entrou em vigor na quarta-feira, do dia 27 de setembro de 1972.

Recordes de público e gols

Nessa tradicional praça desportiva aconteceram momentos históricos, como o jogo realizado na quarta-feira, do dia 31 de março de 1971, entre o Avaí e o Santos, de Pelé que terminou com vitória do time paulista por 2 a 1, e com o público recorde registrado no estádio de 19.985 pessoas.

E também a partida com maior número de gols da história do futebol catarinense: 24 tentos! Aconteceu no domingo, do dia 13 de Maio de 1945, na acachapante goleada do Avaí sobre o Paula Ramos pelo elástico placar de 21 a 3.

Estádio Adolfo Konder: início de 1984

Fim da linha

A linda história do Estádio Adolpho Konder, que pertencia ao Avaí, todavia a sua estrutura já precária para os padrões da época, não poderia ser melhorada naquele pequeno espaço de apenas 15 mil metros quadrados.

A infraestrutura das ruas e as novas edificações nas imediações do estádio impediam a sua expansão. Mas devido a sua ótima localização, o terreno aonde se localizava o estádio tinha um ótimo valor imobiliário.

Até que no ano de 1980, foi feita outra permuta. O grupo econômico Kobrasol Empreendimentos Indústria Ltda. (formado entre as empresas Koerich, Brasilpinho e Cassol) ficou com o terreno para a edificação de um shopping, em troca da construção do Estádio da Ressacada que seria disponibilizado ao Avaí, e foi inaugurado na terça-feira, do dia 15 de Novembro de 1983.

O antigo campinho do Palmeiras, depois Campo da Liga e Estádio Adolpho Konder, não pertencia mais futebol florianopolitano e seu novo dono transformaria seus 15.030 metros quadrados no 1º shopping Center da Ilha. Ao Avaí, uma nova, moderna e vasta praça esportiva, quase oito vezes maior que o antigo Pasto do Bode, próximo ao aeroporto Hercílio Luz.

O penúltimo jogo, ocorreu na segunda-feira, do dia 03 de outubro de 1983, no amistoso entre os times másteres, do Avaí e Figueirense. Por fim, a última partida oficial disputada no Estádio Adolfo Konder, foi na quarta-feira, do dia 12 de outubro de 1983, entre Avaí e Joinville que empataram sem gols.

Beira Mar Shopping

FOTOS: Acervo de Adalberto Klüser – Hélcio GuimarãesOsny Meira – Vandrei Bion – Letícia Bombo/Em Voga Comunicação, Cláudio Postical

FONTES: Diversos jornais catarinenses – Wikipédia