Esse é o escudo do União Esporte Clube de União da Vitória (PR), utilizado na década de 1960 quando o clube disputava a Liga Esportiva Regional Iguaçu (Leri), sendo campeão em 1964.
Fonte: vvale.com.br
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Primeiro Escudo: Clube Atlético Ferroviário – Curitiba (PR)

Apresento um trabalho pesquisado pelo amigo paranaense e torcedor ferrenho do Paraná Clube, Willian Sanfelice Bohlen. Trata-se do 1º escudo do Clube Atlético Ferroviário foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). Fundado no dia 12 de Janeiro de 1930, deu-se a cisão no Britânia Sport Club e, na residência do ferroviário Ludovico Brandalise.



Fonte: Willian Sanfelice Bohlen
América Football Club – Recife (PE): Modelos de escudo e uniforme de 1936

Encontrei o escudo e uniforme do América Football Club do Recife, em 1936. Fundado em 12 de abril de 1914 com o nome de João de Barros Futebol Clube, por ter surgido numa casa situada na avenida do mesmo nome. Quase foi o primeiro pentacampeão do futebol pernambucano.


Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife
Associação Athletica Great Western – Recife (PE): Fundado em 1928

O Associação Athletica Great Western foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). O ‘Ferroviários’ foi Fundado no dia 17 de Março de 1928, por funcionários da empresa britânica The Great Western of Brazil Railway Company Limited, que atuava no Nordeste na construção e exploração de ferrovias.
O clube não se limitava apenas no futebol, mas se estendia em outros esportes como: o atletismo, basquete, voleibol e tênis. O Great Western disputou o seu último estadual em 1954, justamente quando a empresa encerrou as atividades e se transformou na Rede Ferroviária do Nordeste e em seguida na Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA).
Após essa mudanças, o clube mudou de nome, passando a se chamar Clube Ferroviário do Recife. O Great Western tinha a sua Sede na Rua Cel. Suassuna, 790 / 1º andar – Bairro do Sancho, em Tejipió, no Recife. Em meados dos anos 30, mudou-se para Avenida João de Barros, 1.583, na Soledade.
O time rubro e depois Tricolor (alvirrubro-verde) treinava no campo da Avenida Malaquias (foi o 1º estádio do Sport Recife). No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Great Western participou 14 vezes: 1936 (8º lugar), 1937 (9º lugar), 1938 (6º lugar), 1940 (4º lugar), 1941 (4º lugar), 1942 (2º lugar), 1943 (5º lugar), 1944 (5º lugar), 1945 (5º lugar), 1946 (5º lugar), 1949 (4º lugar), 1952 (7º lugar), 1953 (6º lugar) e 1954 (7º lugar).
Time-base de 1935: Piancó; Telephone e Armando; Meleiro, Carioca e Bebé; Caruaru, Zuza, Jota, Tutu e Parahybano.
Time-base de 1937: Sylvestre; Zeca e Antenor; Popó, Agostinho e Bebé; Gringo, Plínio, Geofredo (Teddy), Zé Vicente e Caruaru (Badú).
Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife
Atheniense Foot-Ball Club – Recife (PE): Fundado em 1922

O Atheniense Foot-Bball Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Fundado no dia 03 de Dezembro de 1922, o clube possuía algumas alcunhas: ‘Alvinegros de Campo Grande’, ‘Gregos de Campo Grande‘ ou ‘Pae Suburbano’. A sua Sede ficava localizada na Avenida Bernardo Vieira, s/n, enquanto o seu Estádio Campo Grande, se localizava na Rua Othon Mendes, 28, no bairro de Campo Grande.
A partir do final da década de 1920, o futebol suburbano recifense teve um grande impulso, com a criação da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), em 1º de fevereiro de 1929. Seus primeiros afiliados foram os seguintes times:
Tráfego, Aurora, Fluminense, Afogadense, Arruda Diversional, Monteirense, Santos Dumont, Independência, Varzeano, Cordeirense, Rio Branco, Palmeiras, Torre, Associação Atlética do Arruda, Auto Sport, Nacional, Pina, Recife, Rio Corrente, Jutaí, Atheniense, Tuyuti, ABC, Íris, Great Western e Tejipió.
Com a criação da ASDT, o futebol suburbano cresceu tanto, que os jogos da primeira divisão do campeonato pernambucano começaram a ficar vazios quando coincidia ter algum clássico suburbano. Vários desses times, incentivados pelo bom futebol e pelas torcidas, ingressaram na primeira divisão do futebol pernambucano, como o Atheniense, Great Western, Associação Atlética do Arruda, Fluminense, Israelita, Encruzilhada e Íris. Um jogo entre o Íris e o Atheniense, por exemplo, levava uma multidão ao campo onde fosse realizada a partida pelos bairros do Recife.

Em 1929, o Atheniense foi Campeão do Torneio Início da Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.). No ano seguinte, no dia 1º de maio de 1930, conquistou o Campeonato Suburbano, promovido pela Associação Suburbana de Desportos Terrestres (ASDT). O ‘Gregos de Campo Grande‘ venceu o Auto Sport Club por 1 a 0 (gol de Marcionillo, na etapa final), conquistando o título da Zona do Norte.
ATHENTINENSE ENFRENTOU O BANGU, DE DOMINGOS DA GUIA
Três meses após a conquista do título, o Atheniense fez a entrega das faixas contra o Bangu A.C. (RJ). Então, na quinta-feira, do dia 07 de agosto de 1930, o ‘Alvinegros de Campo Grande’ não foi páreo para o Bangu, que goleou por 5 a 0, no Estádio Avenida Malaquias. Os gols da peleja foram assinalados por Dininho (duas vezes) e Brôa, autor de três gols.
ATHENIENSE F.C. 0 X 5 BANGU A.C.
LOCAL: Estádio Avenida Malaquias, no Recife (PE)
DATA: quinta-feira, do dia 07 de agosto de 1930
HORÁRIO: 15h48min.
ÁRBITRO: Togo Renan
ATHENIENSE FC: Garapão; Themistocles e Chocolate; Frederico, Marçal e Melleiro; Walfrido, Marcionillo, Pellado (Zé Maria), Raphael e Izaias.
BANGU AC: Médio; Domingos da Guia e Sá Pinto; Zé Maria, Solon e Eduardo; Cezar, Ladislau, Brôa, Dininho, Jaguarão.
GOLS: Brôa aos 28 minutos; Dininho aos 36 minutos do 1º tempo. Brôa aos oito e 15 minutos; Dininho aos 25 minutos do 2º tempo.
PRELIMINAR: Força e Luz 2 X 2 Aurora
DA ASCENSÃO A QUEDA
Em 1933, o Atheniense se filiou a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). No mesmo ano disputou pela primeira e única vez o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão. O ‘Gregos de Campo Grande‘ terminou em 3º lugar no seu grupo. Foram 10 jogos, com seis vitórias, dois empates e duas derrotas; marcando 23 gols e sofrendo 11.
Em 1937, foi reorganizado, trocou o ‘Foot-Ball’ pelo ‘Sport’, passando a se chamar Atheniense Sport Club, se mudou de endereço: Sítio Novo. A partir daí, o clube ainda disputou alguns campeonatos suburbanos até os anos 40, quando desapareceu de vez.
Time-base de 1929: Garapão; Themistocles e Melleiro; Baptista, Dezesseis e Lopita; Zequinha, Walfrido, Pellado, Gato e Raphael.
Time-base de 1930: Garapão; Themistocles e Machinho (Chocolate); Frederico, Marçal e Melleiro; Walfrido, Marcionillo, José Maria (Pellado), Raphael e Izaias.
Time-base de 1940: Ayrton; Sylvio e Cara de Rato; Neguinho, Orlandinho e Biu; Euclides, Cancio, Toinho, Casado e Miguel.
Fontes: Diário de Notícias – – Diário de Pernambuco – Jornal A Província – Jornal de Recife
Centro Sportivo do Peres (Perez) – Recife (PE): Fundado em 1909

O Centro Sportivo do Peres (Perez) foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O ‘Viuvinha’ foi Fundado numa terça-feira, do dia 15 de Junho de 1909, com o nome de Tigipió Foot-ball Club, em homenagem ao bairro de Tigipió (atual Tejipió), onde nasceu o Perez. Em 1911, o clube adotou o Centro Sportivo do Peres (Perez).

Nos anos 10, a sua Sede ficava localizado na Rua, 58. Depois passou para o Largo (atual Rua) do Hospício, 779, no Recife. Em 1926, a sua Sede passou para a Rua do Livramento, 65-1. Em 1927, a Sede se transferiu para a Rua Imperatriz, 146/ 2º andar. Na década de 20, a equipe ‘Alvi-Violeta’ treinava no campo João de Barros ou no campo do Torre, no Bairro de Magdalena, na Zona Norte do Recife.

PEREZ AJUDA A FUNDAR A LPDT
Seis anos depois do seu surgimento, no dia 03 de Agosto de 1915, o Centro Sportivo do Peres (Perez) juntamente com o Sport Club Flamengo, João de Barros Foot-Ball Club, Coligação Sportiva Recifense, Santa Cruz Foot-Ball Club e Torre Sport Club, fundaram a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.).
No mesmo ano, o Perez, juntamente com o Santa Cruz, Flamengo, Torre, América e Coligação S.R. entraram para a história ao participar do primeiro Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão.
Ao todo, o clube ‘Alvi-violeta’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em nove oportunidades: 1915 (4º lugar), 1916 (5º lugar), 1917 (5º lugar), 1919 (7º lugar), 1920 (7º lugar), 1921 (7º lugar), 1922 (8º lugar), 1923 (8º lugar) e 1924 (8º lugar).
EXCURSÕES
Na quarta-feira, do dia 07 de setembro de 1921, o Perez viajou até Maceió (AL), onde enfrentou o Clube de Regatas Brasil, conhecido popularmente por CRB. No final, empate em 1 a 1. No confronto dos Segundos Quadros outro empate sem gols.
Numa quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1922, o Perez foi convidado para a partida inaugural do Estádio Gustavo Paiva, Mutange, de propriedade do CSA (Centro Sportivo Alagoano). No final, melhor para o CSA que venceu por 3 a 0, sendo o atacante Odulfo quem fez o primeiro gol no Mutange.
PEREZ ROMPE COM A LPDT
Em 1924, sob a presidência de João Duarte Dias, o Perez, insatisfeito com a LPDT, decidiu abandonar o Estadual daquele ano. Logo em seguida se licenciou. Em 1926, se desfilou da entidade para ingressar na Associação Pernambucana de Esportes Athleticos (APEA), juntamente com o Sport Recife (campeão Estadual pela LPDT em 1925), América Football Club, Palestra Itália Football Club e Israelita Club de Pernambuco. O ‘Viuvinha’ participou da APEA tanto no Torneio Início quanto nas demais competições até desaparecer em definitivo.
Time-base de 1915: Misael; Abelardo e Carlos; Benedicto (capitão), Severino e José; Honório, Rogério, Amaury, Couceiro e Carlos II.
Time-base de 1917: Jacome; Guilherme e Epaminondas; Ferreira, Horácio e Bonine; Eliezer, Ariosto, Berger, Balthazer e Muca.
Time-base de 1918: Zé Macaco; Apolônio e Nilo II; Maxombomba, Cleto e Moreira; Manta, Joel, Jones, Amil (capitão) e Raphal.
Time-base de 1920: Eduardo; Euclydes e Nóbrega (Edesio); Sylcosta, Carneiro (Sá) e Almeida (Manta); Pimentel (Pinto), Mário, Freire (Ozório), Theodorico (Aldo) e Arnaldo.
Time-base de 1921: Costa; Euclydes e Ricardo; Deoclecio, Mario e Sylcosta; Matta, Theo, André, Ernani e Pinto.
Fontes: Jornal A Província – Rsssf Brasil
Íris Sport Club – Recife (PE): Fundado em 1920

O Íris Sport Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Azulino Simpático foi Fundado no dia 23 de fevereiro de 1920, por funcionários da fábrica de tijolos da Olaria Torre Ltda, no bairro da Torre. No inicio dos anos 1950 o clube migrou para o bairro de Santo Amaro. A princípio, o clube iria se chamar Olaria Sport Club por causa da olaria (torre que são feitos os tijolos) que se encontra no centro do bairro e deu o nome ao lugar. O seu Estádio era o Campo de Santo Amaro, enquanto a sua Sede ficava na Avenida Norte, 500, no Bairro de Santo Amaro, no Recife.
Entretanto, em uma reunião entre funcionários, decidiram mudar o nome para Íris em relação da cor do time o azul e branco. O mascote era o ‘Periquito Azul’. Na ‘galera de títulos’, do Íris SC há o Vice-Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1932. Além desse, a equipe ‘Azulina’ foi campeã da Liga Suburbana de 1928; e o Tri da Copa Torre: 1925, 1931 e 1933.
O Íris Sport Club participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão oito vezes: 1930 (6º lugar), 1931 (7º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (4º lugar), 1934 (8º lugar), 1936 (6º lugar), 1937 (6º lugar) e 1938 (7º lugar).
VICE EM 1932
A melhor campanha aconteceu em 1932 quando terminou com o vice. A competição contou com a presença de 11 clubes divididos em duas chaves de cinco e seis equipes cada. As equipes se enfrentaram em turno e returno na mesma chave e os campeões decidiriam o título.
O Íris foi o vencedor do Grupo I, superando o Náutico, Sport Recife, Torre e Encruzilhada. O time somou 12 pontos em oito jogos, com seis vitórias e duas derrotas, marcando 23 gols e sofrendo 13. Na decisão, acabou sendo superada pelo Santa Cruz, que venceu os dois jogos pelo mesmo placar: 4 a 1.
Nessas oito participações, o time ‘Azulino’ disputou 93 jogos, somando 74 jogos. Foram 30 vitórias, 14 empates e 49 derrotas; marcando 199 gols e sofrendo 278, com saldo negativo de 79.

AMÉRICA VERSUS ÍRIS, EM 1936
No dia 18 de Outubro de 1936, válido pela 13ª rodada do Estadual, teve o confronto entre o América e o Íris Sport Club. A partida começou com o América colocando pressão dando muito trabalho à defensiva do Íris que levou o primeiro gol ainda no início.
Aos 19 minutos de jogo, Casado acerta uma forte cabeça no canto do goleiro Cícero e fez o primeiro gol. Três minutos depois, Léo recebeu um belo passe e fuzilou a meta do goleiro, ampliando.
Logo no início da etapa final, o América marcou o terceiro. Aos 6 minutos, Casado aproveitou a falha da defesa do Íris e aumentou o placar. O time azul e branco não repetia nem de perto a desenvoltura do jogo do primeiro turno, no qual saiu vencedor e o América aproveitou.
Aos 12 minutos, Lula recebeu a bola e quase de frente à meta ampliou a vantagem dos esmeraldinos, transformando o triunfo em goleada. Aos 25 minutos o América fez o quinto. Léo recebeu a bola e sem marcação empurrou a pelota para dentro nas redes, dando números finais ao jogo.
AMÉRICA FC 5 X 0 ÍRIS SPORT CLUB
LOCAL: Estádio da Jaqueira, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE)
DATA: Domingo, no dia 18 de outubro de 1936
HORÁRIO: 15h42min.
ÁRBITRO: Oswaldo Salsa
AMÉRICA FC: Heitor; Allemão e Aloísio; Vadinho, Martorelli e Machado; Quincas, Léo, Casado, Guilherme e Lula.
ÍRIS SC: Cícero; Popó e Miguel; Ramalho, Caboclo e Gato; Tenente, Guerra, Calixto, Miolo e Duda.
GOLS: Casado aos 19 minutos; Léo aos 22 minutos do 1º tempo. Casado aos 6 minutos; Lula aos 12 minutos; Léo aos 25 minutos do 2º tempo.
Fontes: Wikipédia- Cordeiro, Carlos Celso & Luciano Guedes. (2001) – Campeonato Pernambucano 1915 a 1970. Recife: Ed. dos autores – Blog do Mequinha – Rsssf Brasil – Diário da Tarde – Jornal A Província
Equador Football Club – Recife (PE): Fundado em 1922

O Equador Football Club foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). O ‘Equatoriano de Recife’ surgiu em 1922, e, mandava os seus jogos no saudoso Estádio Jaqueira, com capacidade de 6 mil pessoas, localizado no Bairro da Jaqueira. Tendo o ‘Canário‘ como mascote, a equipe auriverde disputou seis vezes consecutivas o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, nos anos de 1922, 1923, 1924, 1926, 1927 e 1928.

Na sua estreia em 1922, o time Equatista terminou na 7ª posição (num total de oito clubes): somou três pontos em sete jogos, com uma vitória, um empate e cinco derrotas; marcando quatro gols e sofrendo 10. Apesar da campanha ruim, o Equador obteve o seu único triunfo em cima do Náutico, vencendo por 2 a 1 (no dia 13 de agosto de 1922).
Na sua segunda participação, em 1923, novamente um 7º lugar. Foram nove pontos em 14 partidas, com três vitórias, três empates e oito derrotas; marcando 17 gols e sofrendo 33. Nessa temporada, conseguiu dois empates em 1 a 1 com o Santa Cruz (03 de Junho de 1923) e 2 a 2 com o Náutico (09 de dezembro).
Em 1924, O Equador disputou os dois primeiros jogos. Depois acabou sendo excluído da competição, perdendo os jogos restantes por W.O. Só não terminou na lanterna porque CS Perez abandonou a competição. Terminou na 7ª posição. Foram dois pontos em 14 partidas, com uma vitória e seis derrotas; marcando três gols e sofrendo nove.
Após o incidente, o ‘Equatoriano de Recife’ retornou em 1926. Dessa vez, terminou na lanterna, com apenas três pontos em sete jogos. Venceu uma, empatou outra e foi derrotado cinco vezes; marcando sete gols e sofrendo 24. A grande resultado foi o empate em 3 a 3 com o Santa Cruz (no dia 26 de dezembro).
Veio o ano 1927, e novamente o Equador amargou a lanterna do Estadual. O time somou apenas quatro pontos em 12 jogos: com duas vitórias e 10 derrotas; marcando 15 gols e sofrendo 36.
Na sua última temporada, antes de sumir no ‘mapa’, terminou da mesma forma. Em 1928, na 7ª e última colocação, com três pontos em 12 jogos: com uma vitória, um empate e 10 derrotas; marcando sete gols e sofrendo 42.
Com isso, a história do Equador no Estadual foi decepcionante. Das seis participações, terminou três vezes na penúltima e as outras três na lanterna. Ao todo, foram 66 jogos, com 21 pontos. Foram nove vitórias, seis empates e 51 derrotas; marcando 53 gols e sofrendo 154.
Após esse certamente o Equador Football Club permaneceu filiado a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (LPDT) até o dia22 de maio de 1930, disputando partidas amistosas. Após essa data pediu a sua desfiliação, prontamente atendida pela entidade máxima de Pernambuco. O ‘Equatoriano de Recife’ ainda disputou alguns amistosos até se extinguir.

DERROTA DIANTE DO FUTURO CAMPEÃO
Era o seu segundo jogo da sua história no Estadual, e o Equador enfrentou o América, no dia 23 de julho, que se tornaria o campeão de 1922. O apito inicial do árbitro foi seguido imediatamente por um belo passe de Licor para Zé Tasso no ataque do América, que dentro da área, foi calçado pelo zagueiro Pinheiro. Pênalti, que Zé Tasso cobrou no canto esquerdo do goleiro Nô para abrir o marcador.
Talvez, tomados pela euforia da abertura do placar na primeira chance da partida, os defensores americanos não tenham se entendido e aos 5 minutos, o meio-campista Alves do Equador tocou a bola para o atacante Fraga que driblou Cunha Lima e Rômulo, para tocar no canto direito do guarda-meta Nozinho, para deixar tudo igual.
O ritmo da partida era eletrizante, com as duas equipes se empenhando ao máximo para ficar à frente de seu oponente, mas, foi o América que aos 10 minutos Faustino, que passou pelo zagueiro Souto, e cruzou rasteiro para Zé Tasso, que a dominou e bateu sem chances para estufar mais uma vez as redes do goleiro Nô.
Os equatorianos de Recife só reagiram aos 21 minutos, quando o atleta Izídio cruzou a bola para João Dantas, mas este teve seu chute desviado pelo zagueiro Cunha Lima do América de forma parcial e no rebote, Jesus chutou forte, entretanto, a pelota passou por cima das traves, assustando o goleiro Nozinho.
O clube auriverde queria o empate e quase conseguiu aos 34 minutos por meio da jogada de Santos, que encontrou o companheiro Ferreira livre de marcação dentro da grande área e lhe cedeu a bola, todavia, o chute de Ferreira foi interceptado por Nozinho no centro do gol.
No último lance do primeiro tempo, o América subiu ao ataque com Zé Tasso, que enxergou o atacante Jujú livre de marcação e lhe tocou a bola para este, desferir um potente chute rasteiro no canto baixo do arqueiro adversário e ampliar a vantagem dos esmeraldinos.
EQUADOR F.C. 1 X 3 AMÉRICA F.C.
LOCAL: Estádio da Jaqueira, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE)
DATA: Domingo, no dia 23 de julho de 1958
HORÁRIO: 16 horas
ÁRBITRO: Gastão Bittencourt
AMÉRICA FC: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolfo, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Jujú e Araújo.
EQUADOR FC: Nô; Souto e Pinheiro; Alves, Raphael e Izídio; Santos, Ferreira, João Dantas, Fraga e Jesus.
GOLS: Zé Tasso a um, 10 e 45 minutos (América); Fraga aos cinco minutos do 1º tempo (Equador).
FONTES: Cordeiro, Carlos Celso & Luciano Guedes. (2001) – Campeonato Pernambucano 1915 a 1970. Recife: Ed. dos autores – Blog do Mequinha – Rsssf Brasil – Jornal O Pequeno – Jornal A Província
