Arquivo da categoria: Carências

Categoria criada a fim de listarmos aquilo que nos falta informações. E assim, quem sabe; finalmente conseguirmos eliminá-los de nossa lista!

Guaraína Sport Club – Rio de Janeiro (RJ): Disputou o Torneio Aberto de Football de 1937

O Guaraína Sport Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alviverde foi Fundado em Setembro de 1936, por auxiliares do Laboratórios Raul Leite & Cia., sendo os seus principais organizadores: Raul Barreto de Sá, Rodrigo dos Santos Capella e Dr. Mario Gonçalves.

A escolha do nome é, no mínimo, curioso. Os Laboratórios Raul Leite & Cia., resolveram chamar de ‘Guaraína’, que era um produto especialmente voltado para as pessoas que praticavam futebol.

A propaganda do produto prometia curar problemas como a mal-estar, dores de cabeça, ouvidos ou dentes, provenientes da tensão de nervos. Talvez a escolha do nome tenha sido uma ‘jogada de marketing’ num período em que tal termo ainda não existia, mas não a ideia em si.

A Praça de Esportes ficava situado na Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/n, no Bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio (próximo a Estação de São Cristóvão). A sua Sede ficava na Praça XV de Novembro, nº 42 / 1º andar, no Centro do Rio. A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente – Dr. Mario Gonçalves;

Vice-Presidente – Rodrigo dos Santos Capella;

Secretário – Celestino Cardoso;

1º Thesoureiro – Raul Barreto de Sá;

2º Thesoureiro – Edgard Vieira;

Diretor Sportivo – Armando Pelizone;

Procurador – Octavio Cunha;

Consultor Técnico – Nicolino Zagari.

Além dos adeptos, foi organizado um quadro de sócios honorários do qual fazem parte: Dr. Raul Leite; Dr. Mario Rangel; João Moreira de Vasconcellos; Dr. Floriano de Azevedo e os colaboradores: Carlos Alberto Rothier Duarte; Christiano Rocha; Dr. Felippe Cardoso e Dr. Sá Leitão.

O time titular foi definido com os seguintes atletas: Mendonça; Le Rothier e Loureiro; Peli     zone, Quintino e Wilson; Lourival, Sá, Romualdo, Guilhermino e Santa Rita.

O Guaraína participou do Torneio Aberto de Football de 1937, organizado pela Liga Carioca de Football (LCF). Uma outra curiosidade é que nesse ano, é que Raul de Sá acumulava as funções de presidente e jogador do clube. Difícil imaginar que o treinador tivesse a coragem para barrá-lo.

O time para a competição estava definido com: Joaquim; Moacyr e Oliveira; Sá, Lalá e Nascimento; Jarbas, Cirio, Hyppolito, Manoelzinho e Antoninho. Dessa equipe dois nomes se destacavam: Moacyr, com passagens pelo Vasco da Gama e América Football Club; e Oliveira, que jogou no Tupy de Juiz de Fora (MG).

Em 1938, o clube diminuiu a sua atividade e ficou alguns meses sem jogos, só retornando no ano seguinte. Porém, já não era a mesma coisa e acabou sendo fechado. Em dezembro de 1940, a agremiação foi reaberta com o nome de Clube Guaraína, voltado mais para os eventos sociais do que para o desporto.

FONTES: Correio da Manhã – Jornal dos Sports – O Suburbano

Fotos Raras, de 1913: Fluminense Football Club – Rio de Janeiro (RJ)

Em 1913, não foi um bom ano para o Fluminense, que ainda estava em restruturação da equipe após a baixa dos nove titulares que acabaram fundando o Flamengo. Ainda por cima, o Tricolor não conquistou nenhum título.

Técnicos: Os Ground Committeé foram comissões técnicas temporárias, geralmente improvisadas, compostas pelo capitão da equipe, dirigentes e até curiosos de plantão, tais como amigos do presidente do clube ou diretores influentes.

Elenco em 1913

GOLEIRO: José Marques, Victor, Félix Frias, José Gomes Coimbra, Roxo
DEFENSOR: Pedreira, Armínio Motta, Motta Maia, José Bello, Vidal
MEIA: Martim, Mutzembecker, Pernambuco, Torres, Pernambuco, Renato Lago, Raul
ATACANTE: Barthô, Baptista, Jorge, Osvaldo Gomes, Ernani, Rufino, Vidal, Welfare, Robertson, Gilbert Hime

Títulos em 1913: nenhum

Campeonato Carioca: terminou em quinto lugar, com 13 pontos.

Jogos: 15

Vitórias: 05

Empates: 03

Derrotas: 07

Aproveitamento: 40%

Lista de Jogos

FONTES: O Imparcial – Netflu/LigaRetrô – Estatísticas do Fluminense – Blog Largo do Machado

Flor das Selvas Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Disputou duas edições do Torneio Aberto de Football do RJ de 1936 e 1937

O Flor das Selvas Football Club foi uma agremiação efêmera da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Março de 1934, por um grupo de operários da Manufatura de Fumo e Cigarros Flor da Selva Ltda., situado na Avenida Suburbana, 1760, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio.

Após ser criado recebeu imediatamente o apoio dos chefes da fábrica e teve como iniciador o veterano desportista Guilherme S. dos Santos, sendo acompanhado por Oscar Muratory, David Ribeiro Marques e Clarindo Tavares Sinnes, José Lino Manoel Dias Ficheira. As suas cores: azul e branco.

Praças de Esportes

A sua Praça de Esportes, ficava no Caminho dos Pilares (atual Rua Álvaro Miranda), s/n, em Inhaúma (atual Pilares). Até 1936, quando perdeu a locação do campo para o Engenho de Dentro Athletico Club.

Em 1937, a sua Praça de Esportes passou a ser na Estrada Nova da Pavuna (mais tarde, Avenida João Ribeiro), nº 88, em Inhaúma (atual Pilares), na Zona Norte do Rio.

Sedes

Após ficar na Avenida Suburbana, 1760, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio, adquiriu uma nova Sede, inaugurada no sábado, no dia 07 de Setembro de 1935, na Avenida João Ribeiro, s/n, no Bairro Pilares. Porém, no mês seguinte, nova mudança. Dessa vez o clube se instalou na Rua Fernão Cardim, nº 45/61, no Bairro do Engenho de Dentro.

Curiosidades

Na terça-feira, do dia 29 de Outubro de 1935, o Flor das Selvas juntamente com o  Clube Athletico Central, Arco-Íris, Perseverança, Del Castillo e Bemfica, ajudaram a fundar a Associação dos Esportes do Districto Federal (AEDF).

O clube excursionou até o Distrito de Belford Roxo (se emancipou em 03/04/1990), em Nova Iguaçu, no domingo, do dia 02 de Fevereiro de 1936, onde enfrentou o Sport Club Belford Roxo.

No final, um empate em 2 a 2. O Flor das Selvas jogou com: Princeza; Osíris e Oswaldo; Doca, China e Quitito; Bahiano, Gallego, Valença, Chato e Turuga. No 2º Quadros, o Flor venceu pelo placar de 1 a 0.

Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1936 e 1937  

Participou do Campeonato da Divisão Intermediária de 1936, organizado pela Federação  Metropolitana de Desportos (FMD). No final da competição, após perder a sua Praça de Esportes, o clube acabou suspenso por deixado de disputar três partidas seguidas.

O Flor das Selvas Football Club juntamente participou do Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1936 e 1937, organizado pela Liga Carioca de Football (LCF).

No domingo, do dia 23 de Maio de 1937, o Flor das Selvas estreou no do Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro, diante do Atlético Mineiro (MG), às 15h30, no Estádio Campos Sales (propriedade do América Football Club), no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. O árbitro da partida foi Lippe Peixoto.

No final, a equipe Mineira goleou por 8 a 1. Duda foi autor de três gols; Guará marcou dois; Sylvio, Alfredo Bernardino e Zezé Procópio assinalaram um tento cada para o Galo. Hemeterio fez o gol de honra para o Flor das Selvas. Todos os gols saíram na etapa inicial.

Flor das Selvas: José (João); Waldemiro e Nobre (107); Chavão, Hemeterio e Pequetito; Luizinho, Paulista, Valença, Machado e Manduca.

Atlético Mineiro: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio (Lago), Rogério e Bala; Sylvio (Tuda), Alfredo Bernardino, Guará, Nicola e Duda (Rezende).

Ainda em 1937, participou da Sub-Liga, da LFRJ, ficando na Zona Central, juntamente com o Adélia Football Club, do Bairro do Engenho de Dentro; Argentina Football Club, do Bairro de Cascadura; Central Athletico Club, do Bairro do Engenho Novo; Engenho de Dentro Athletico Club, do Bairro do Engenho de Dentro; Japohema Football Club, do Bairro do Méier; Magno Football Club, do Bairro de Madureira; Modesto Football Club, do Bairro de Quintino Bocaiúva; Niemayer Football Club; Sport Club Abolição, do Bairro da Abolição; Sport Club América, do Bairro do Méier; Sport Club Opposição, do Bairro da Piedade; River Football Club, do Bairro da Piedade.

Time de 1934: Onça (Gerson); Pituca e Neves; Benedicto, Rubens e Carlinhos (Vieira); Ribeiro, Zeca, Cesário (Rubinho), Barbosa e Vieira (Russo).

Time de 1936: Lino (Princeza); 107 (Toneca) e Pituca (Trindade); Doca (Caçula), China e Cetrino (Quititontino); Mavis (Ildo), Gallego, Valença (Coelho), Crato (Chato) e Oséas (Turuga).

Time de 1937: José; Waldemiro e 107; Chavão, Ermeterio e Quititoteto; Luizinho, Bentevengo (Chato), Valença, Paulista e Manduga.

 

FONTES: A Offensiva (RJ) – Almanak Laemmert : Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário Carioca (RJ) – A Batalha (RJ) – O Imparcial – Jornal do Brasil – O Radical – O Jornal – Correio da Manhã (RJ) – A Noite – Jornal Sports

Tracção Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Disputou o Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1937

O Tracção Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Cidade Light” foi Fundado no domingo, do dia 07 de Setembro de 1930, por funcionários do Departamento de Tração e Oficinas da Cia. Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro Ltda., com o nome de Club Esportivo Social Tração. As suas cores eram o azul e branco.

Em meados dos anos 30, adotou o nome de Tracção Football Club. A sua Sede ficava localizada na Rua Figueira de Mello, nº 456 (atualmente fica a G.R.E.S. Paraíso do Tuiuti), no Bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1937

A competição mais relevante do Tracção foi, sem dúvida, o Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1937. Importante esclarecer que nesse ano, a agremiação já tinha alterado nome para Tracção Football Club.

A competição reuniu grandes clubes do Rio e de Minas: América Football Club, Associação Atlética Portuguesa, Bonsucesso Futebol Clube, Clube de Regatas Flamengo, Fluminense Football Club, Atlético Mineiro e Esporte Clube Siderúrgica/MG.

Já com o nome aportuguesado, o Tração Futebol Clube foi campeão do Campeonato da LEALCA (Liga de Esportes Atléticos da Light e Companhias Associadas) de 1948; e Bicampeão do Torneio Início de 1943 e 1944.

 

FONTES: A Manhã (RJ) – A Batalha (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Diário da Noite – Jornal dos Sports

Light Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1935 a 1951

O Light Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A história do “Alvianil Cetebense” começou na terça-feira, do dia 30 de Maio de 1933, quando foi fundado por funcionários dos escritórios da “Companhia de Carris, Força e Luz do Rio de Janeiro Ltda.” . O primeiro nome da equipe: Light Rua Larga Sport Club. Dois anos depois alterou para Light Atlético Clube.

A 1ª Sede ficava na Rua Mariz e Barros, 431, na Tijuca. Em abril de 1937, se transferiu para a Rua São Francisco Xavier, nº 605, na Tijuca. Posteriormente, outra mudança: a nova Sede foi inaugurada na sexta-feira, do dia 12 de janeiro de 1941, Avenida Lauro Muller, 91/ 1º andar, no Centro do Rio. O Telefone na época era: 28-3059.

Os jogos de futebol eram disputados na Praça de Esportes da Rua José do Patrocínio, em Villa Isabel (atual Grajaú). Além do futebol, o clube também contava com a pratica de Basquete, Tênis, Esgrima, Peteca americana, Ping-Pong, Xadrez e Dama. No Basquete, o clube faturou diversos títulos, como a da LEALCA, em 1937, 1939 e 1940.

Torneio Aberto da Liga Carioca de Football de 1937

A competição mais importante do Light Athletico Club aconteceu no ano de 1937, quando participou do Torneio Aberto da Liga Carioca de Football de 1937, que era uma competição profissional.

Nova mudança de nome

No dia 2 de Outubro de 1951, o clube alterou o seu estatuto e mudou o nome para: Fôrça e Luz Atlético Clube. As cores azul e branca foram mantidas. Já a sua nova sede ficava na Rua Visconde Santa Isabel, nº 379, Vila Isabel. Atualmente esse imóvel pertence a Associação Atlética Light.

 P.S.: O escudo e o uniforme corresponde tanto ao  Light Rua Larga Sport Club quanto ao Light Atlético Clube.

FONTES: O Radical (RJ) – Diário de Notícias – O Imparcial – Jornal dos Sports – Sport Ilustrado – Sino Azul – Correio da Manhã

Carris Tráfego Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1939

O Carris Tráfego Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os “Soldados do Tráfego” foi Fundado no domingo, do dia 08 de Janeiro de 1939, por alguns associados do Light Tráfego Football Club (Fundado na sexta-feira, do dia 25 de Dezembro de 1931, com Sede na Avenida 28 de Setembro, nº 380, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio/RJ) e funcionários da 1ª secção do Tráfego da “Companhia de Carris, Força e Luz do Rio de Janeiro Ltda.” As suas cores eram o amarelo e vermelho.

Dezenove dias depois, ocorreu a reunião, para definir a diretoria, na Sede do Light Villa Izabel Football Club, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Aberta a sessão pela junta governativa constituída pelos Senhores: Luiz Henrique Canelhas (Presidente); João Baptista Araujo (Secretário); Augusto de Souza (Tesoureiro). Após a reunião, em 27/01/1939, ficou definida a 1ª Diretoria, que tomou posse em 08/02/1939:

Presidente – Eduardo Leopoldo Gastão Corrêa;

Vice-Presidente – Antonio F. Guimarães;

Secretário Geral – Carlos Ferreira da Silva;

1º Secretário – João Baptista Araujo;

2º Secretário – Amir Olival;

1º Thesoureiro – Augusto Souza;

2º Thesoureiro – José de Azevedo; 

Procurador Geral – Abílio Pereira da Fonseca;

1º Procurador – José Monteiro Costa;

2º Procurador – Manoel Soares Calçado;

Director de Sports – Manoel Monteiro da Cunha;

Director Musical – João Sant’Anna da Silva;

Director de Scena – Nicanor Coelho;

Conselho Fiscal – Luiz Henrique Canelhas, Francisco Passino Filho, Arthur Costa, João Ferreira Coelho, Waldemar Carvalho, Clemente Alves, Leônidas Soares, Aurélio Cesar dos Santos, Augusto Lopes de Carvalho e Cencinato Thomé Reis.

Sedes e a Praça de Esportes

Uma curiosidade, se não for um recorde, foram o número de sócios fundadores: incríveis 503! Uma quantidade, no mínimo, invejável! A sua Sede estava localizado Avenida Lauro Muller (ficava entre a Avenida Francisco Bicalho e a Praça da Bandeira).

Na terça-feira, do dia 18 de dezembro de 1956, às 17 horas, foi inaugurado a nova Sede, situado na Avenida Presidente Vargas, nº 3.733, no Centro do Rio. Um local de amplo compartimento na área da Casa de Carros Vila Isabel, foi cedido pela Companhia de Carris, Força e Luz do Rio de Janeiro.

Já a Praça de Esportes, que ainda existe (atualmente é de propriedade da Associação Atlética Light, cuja entrada fica na Rua Barão do Bom Retiro, nº 2.002), onde a equipe Auri-rubra mandava os seus jogos, ficava na Rua José do Patrocínio, no Bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio.

Em março de 1939, o Carris Tráfego se filiou a LEALCA (Liga de Esportes Atléticos da Light e Companhias Associadas), onde participou das competições de Basquete e Futebol. Quarenta e dois dias depois, na sexta-feira, do dia 09 de Junho de 1939, se filiou a Federação Brasileira de Football (FBF).

1º Amistoso Nacional

No domingo, do dia 23 de Julho de 1939, o Carris Tráfego realizou a sua primeira partida interestadual. O adversário foi o Club Athletico Metrópole Paulista, da capital (SP), às 15h15, no Estádio da Rua Silva Teles, no Bairro do Andaraí (propriedade do Confiança Athletico Club). O valor do ingresso cobrado foi de 2$200 réis. O árbitro da peleja foi o Sr. Alfio Perrucci.

No final, vitória do Carris Tráfego por 2 a 1, com dois gols de Pereira, no primeiro tempo, que tirou uma invencibilidade de oito meses do esquadrão dos “Milionários Paulistas“. E, na etapa final, Acácio fez o gol de honra para a equipe paulista.

O Carris Tráfego jogou com: Santiago; Osmar e Paulista; Monteiro, Cruz e Silva; Jorge, Zezinho, Durval, Pereira e Bira. Técnico: Manuel Cunha. Metrópole atuou com: Henrique; Romeu e Armando; Alcebíades, Alberto e Dezidelio; Acácio, Nanim, Danilo, Mamede e Ailiano.

Primeira Excursão em 1940      

No Domingo, dia 17 de março de 1940, o clube realizou uma excursão até Magé, onde enfrentou, às 15h40, o Mageense Football Club, tricampeão citadino, com arbitragem de Eduardo Leopoldo Gastão Corrêa (LEALCA). No final, o Carris Tráfego derrotou pelo placar de 3 a 1.

O Carris jogou com: Santiago; Manoel e Sylvio; Açougueirinho, Darcy e Nicanor; Betinho, Orlando, Bahianinho, Hermínio e Tijolo. Técnico: Manuel Cunha. O Mageense formou com: Aristeu; Gallo e Helio; Derrepino, Pacheco e Frederico; Alceu, Zecrias, José, Alcino e Isaias.

No primeiro tempo, o Mageense abriu o placar aos 20 minutos por intermédio de Alcino. Logo no início da etapa final, Hermínio deixou tudo igual. Minutos depois, falta na entrada da área. Hermínio soltou uma bomba para deixar o Carris na frente do marcador. No final, Betinho fez boa jogada pela esquerda e centrou na área para Hermínio, o herói do jogo, testar de forma inapelável, dando números finais a peleja.

Clube se filia a A.F.R.J., em 1940

Na segunda-feira, do dia 25 de Março de 1940, o Carris Tráfego Futebol Clube ingressou na Associação de Football do Rio de Janeiro (AFRJ), Sub-Liga de Futebol do Rio de Janeiro. Naquele ano participou do Campeonato da AFRJ, que reuniu as seguintes agremiações:

Sport Club Benfica (Bairro de Benfica); Carris Tráfego (Bairro do Centro); Athletico Club Nacional (Bairro de Ricardo de Albuquerque); Olaria Athletico Club (Bairro de Olaria); Associação Athletica Portuguesa (Centro do Rio).

A estreia no Campeonato da AFRJ, aconteceu no domingo, do dia 30 de junho de 1940, diante do Sport Club Benfica, no campo da A.A. Portuguesa. No final, a Portuguesa foi campeã e o Olaria ficou com o vice.  No final do ano de 1940 a AFRJ foi extinta.

Dia 07 de Julho de 1940 – Olaria 4 x 3 Carris Tráfego

Mas seguiu filiado a LEALCA (Liga de Esportes Atléticos da Light e Companhias Associadas). O time principal jogava a AFRJ, enquanto o 2º Quadros disputava a LEALCA.

 

Campeão do Torneio Início da 2ª Divisão da LEALCA de 1940

Na sexta-feira, dia 17 de maio de 1940, o Carris Tráfego se sagrou campeão do Torneio Início da Segunda Divisão da LEALCA. Na final, empatou sem abertura de contagem, porém venceu o Districto Vila Athletico Club por 2 escanteios a zero. O Carris jogou com: Herculano; Colombo e Manoel; Antonio, Camilo e Jaime; Orlando, José, Guimarães, Euclides e Valter. Técnico: Manuel Cunha.

Após reorganização sai a LEALCA e entra ADECA

Na segunda-feira, do dia 10 de Maio de 1943, a LEALCA (Liga de Esportes Atléticos da Light e Companhias Associadas), controlada pela Companhia de Carris, Força e Luz do Rio de Janeiro Ltda. e companhias associadas passou por um processo de reorganização.

Após a reunião ficou definida a mudança do nome, passando a se chamar ADECA (Associação Desportiva dos Empregados das Companhias Associadas). Os estatutos e regulamentos também foram mudados. Foi reduzido de 17 para 10, o números de clubes filiados, de que a fusão de alguns clubes de menores possibilidades, foi considerado necessário.

Os “Soldados do Tráfego” seguiram participando as competições organizadas pela Light, sob o comando da ADECA, nas décadas de 50 e 60 até desaparecer no final de 60, deixando os fãs do Carris Tráfego Futebol Clube órfãos e saudosos do auri-rubro.

FONTES: A Manhã (RJ) – A Batalha (RJ) – Diário de Notícias – Diário Carioca (RJ) 0 Radical (RJ) – Correio da Manhã – Jornal do Brasil – Jornal dos Sports

Inédito!! Penha Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Duas edições no Estadual da 2ª Divisão nos anos 30

O Penha Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Auriverde Suburbano foi Fundado na Sexta-Feira, do dia 14 de Julho de 1916, como Penha Football Club, por um grupo de desportistas da extinta Sociedade Recreativa Fraternidade da Penha, também denominada “Estudantina“. A sua 1ª Sede ficava na Rua Plínio de Oliveira, nº 13 e 15, no Bairro da Penha, na Zona Norte do Rio. Além do futebol, o clube também contava com Ping-Pong (tênis de mesa).

História: Nasce o Penha Football Club

A decisão de fundar um novo clube era ter uma sociedade de maior projeção, tendo para isso, desde as primeiras delineações, o imediato apoio do associado Manuel da Silva Lourenço, o ‘Manduca’.

Confiante nos elementos que o cercavam e movido por entusiasmo próprio, pois era merecidamente um dos mais destacados membros da então “Estudantina“, ‘Manduca’ não vacilou em construir com recursos próprios a majestosa Sede.

Convocadas as pessoas que alimentavam esse ideal, todos residentes no bairro da Penha e adjacentes, reuniram-se pela 1ª vez na casa do abnegado Manuel da Silva Lourenço, o ‘Manduca’ na noite da Sexta-Feira, do dia 14 de Julho de 1916, e ali o clube foi fundado.

Embora muitos tenham assinado a 1ª ata como fundadores, é de justiça destacar entre os 34 que assinaram, os nomes de Josino Lanes Bravo (foi o 1º Presidente), Manuel da Silva Lourenço, Diogo Barroso, Francisco de Paula Nóbrega, Alcebíades de Freitas, Claudionor Ferreira da Silva, Alexandre Nascimento, Manuel Cunha, Augusto de Barros Coelho, Otavio Lima, Cap. Felipe de Castro, Luís Machado, Afonso Vila Franca, José Aguiló, M. Caminha Coelho, Altair Massaferri, José Augusto de Miranda, os quais foram, de fato, os pioneiros da criação do Penha Football Club.

Após a fundação, as atividades redobraram de intensidade, quer na construção do prédio, quer na aquisição de novos associados, de modo que no sábado, do dia 20 de janeiro de 1917, fez-se a inauguração do monstruoso baile da gloriosa memória, vivendo daí o apogeu social do clube.

Após uma crise, o clube é reorganizado em 1928

Doze anos depois, o clube sofreu uma sensível crise, extensiva aliás a todas as sociedades do subúrbio, muitas das quais ainda hoje se encontram em sérias dificuldades.

A crise foi agravada pela desinteligência da sua diretoria. Felizmente, porém, no período mais agudo, surge José Baptista Linhares (nascido no dia 31 de janeiro de 19xx), ex-dirigente do Club Carnavalesco Endiabrados de Ramos (ficava na Travessa Barreiros, nº 150, em Ramos), em boa hora proposto para o quadro social pelo “veteranoJosé Pinheiro Júnior.

Desta forma, a agremiação Ouro-esmeralda foi reorganizado em maio de 1928, passando a se chamar Penha Athletico Club. E Linhares, em pouco tempo foi elevado ao cargo máximo num momento desanimador, não teve esmorecimento: combateu todas as dificuldades que se lhe apresentavam, ora organizando festividades de caracteres originais, com instituições de prêmios, para assim manter a frequência já meia combalida, melhorando consideravelmente a música, movimentando o palco com bons espetáculos, enfim, se desdobrando com tal convicção e tirocínio.

A partir o clube saiu da crise e entrou num período de glória e crescimento. Tal feito rendeu prestígio a José Baptista Linhares, seguidas reeleições para o cargo de presidente do Penha Athletico Club.

O clube teve outras sub-sedes, como a provisória, em 1920: Panamá, nº 30, na Penha. Depois na Rua Dr. Weinschenck, nº 39, na Penha; Rua Vinina, nº 59, na Estação da Penha. Rua Montevidéu, nº 243 e 280, na Penha. Rua Custodio Mello, nº 61/63, na Penha, próximo a Estação da Santa Padroeira. Rua Nicarágua, nº 102/ 106/108/110/370 (Sobrado), na Estação da Penha.

Após uma reunião na Sede do Penha F.C.em 10 de Fevereiro de 1921, foi fundada a Liga Leopoldinense de Football (LLF). O Athletico Club Braz de Pinna, União Sportiva, Sport Club Luzitano e o Penha F.C., foram os fundadores da L.L.F.

Depois, em meados dos anos 20, se transferiu para a Associação Sportiva do Rio de Janeiro (ASRJ).

Em 1934, ingressou no Campeonato Carioca da Segunda Divisão, da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). Nesse ano, o clube mandou os seus jogos no campo do Athletico Club Cordovil.

Construção da Praça de Esportes

Em 1932, após fechar um contrato de locação do terreno, de propriedade da Irmandade de Nossa Senhora da Penha, o clube iniciou as obras para a construção da Praça de Esportes.

O projeto constava a construção do campo de futebol, arquibancada, vestiário com chuveiros, uma quadra de basquete, entre outros. A firma responsável pelas execução das obras foi a ‘Casa Sano’. Antes disso, o clube mandava os seus jogos no Largo da Penha.

Participou do Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1932 (AMEA), terminou em 11º lugar; 1933 (AMEA), ficou em 2º lugar na chave ‘Série Miguel de Pino Machado‘, porém somente o campeão avançava para a decisão. Em 1934 (AMEA), terminou na 10ª e última posição.

FONTES: O Radical – O Paiz – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial – Correio da Manhã (RJ) – A Rua: Semanario Illustrado (RJ) – A Manhã –
Jornal de Theatro & Sport (RJ) – Jornal do Brasil (JB) – Diário Carioca (RJ) – Jornal dos Sports

Mão de Onça: a verdadeira ‘muralha’ do Botafoguinho F.C. – Campos dos Goytacazes (RJ)

O Botafoguinho Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). O Alvinegro Campista foi Fundado no dia 28 de Fevereiro de 1930. A sua Sede fica localizado na Rua Principal, s/n, em Imbé – Morangaba, em Campos dos Goytacazes. Clube filiado a Liga Campista de Desportos (LCD).

História do lendário: Mão de Onça

O futebol campista sempre foi um celeiro de grandes jogadores que ganharam destaque no Brasil e mundo. Alguns exemplos: Didi, o ‘Folha Seca’Acácio (goleiro que esteve presente na Copa do Mundo de 1990)Odvan (zagueiro que jogou no Vasco e Seleção Brasileira) zagueiro Célio Silva (jogou no Corinthians, Internacional/RS, Seleção Brasileira)Amarildo, O ‘Possesso’ (campeão pela Seleção Brasileiro em 1962)  – entre dezenas de outros ídolos campistas.

Mas o futebol não é uma ciência exata! Nem todos os jogadores talentosos conseguem chegar no ápice, jogando em grandes clubes, faturando grana, títulos e prestigio. Às vezes, a “linha tênue” entre o anonimato e o sucesso pode ser a “sorte“. Aquele momento onde a pessoa está no lugar e na hora certa!

Porém, independentemente, se o atleta consegue passar essa “linha tênue“, o talento merece ser lembrado. Sabemos que descobrir aqueles talentos que não alcançaram o estrelado é uma missão quase impossível.

E para chegarmos nessas historias necessitamos da colaboração das pessoas que entendem a importância de deixarmos o legado de seus ídolos e/ou entes queridos!

Nessa postagem contaremos um pouco a história do goleiro Mão de Onça, que defendeu as cores do Botafoguinho, na década de 40. Natural de Campos dos Goytacazes, João Batista Mota, o “Mão de Onça“, nasceu na terça-feira, do dia 26 de Janeiro de 1926.

Um goleiro ágil e de reflexos apurados, ainda muito novo, já ganhou a camisa de titular do Botafoguinho. Mesmo diante de jogadores com o dobro de sua idade, demonstrava coragem e personalidade para fazer grandes defesas e impressionar os seus fãs.

Os anos 40, foram agitados, pois foi um período onde a Segunda Guerra Mundial, colocava um ponto de interrogação sobre como seria o futuro? Foi uma época que mexeu demais com os .jovens. Mesmo sem idade para ingressar no Exército, “Mão de Onça” não pensou duas vezes e se colocou como voluntário, mas acabou não sendo convocado por ainda não ter completado 18 anos.

Mesmo depois do final da Segunda Guerra, “Mão de Onça” acabou servindo o Exército. Mesmo nesse período, seguiu jogando e defendendo as cores do Botafoguinho. Naquela época os clubes da cidade do Rio, buscavam jogadores de meio-campo e ataque para reforçarem as suas equipes.

Uma injustiça, pois o futebol campista era repleto de grandes arqueiros, entre eles: “Mão de Onça“. Apesar do futebol ser uma paixão, o militarismo também se transformou numa paixão.

Então, na década de 50, “Mão de Onça” sabia que era preciso escolher um caminho para poder dar uma segurança e conforto a sua família. Assim, decidiu se mudar para São Gonçalo e iniciar uma carreira de policial. A partir daquele momento o futebol perdeu um grande goleiro, mas os cidadãos gonçalenses ganharam um exemplo de policial militar, que dedicou a sua vida ao trabalho de forma correta e justa.

Mão de Onça” faleceu em 1990, aos 64 anos. Apesar de não ter conhecido o avô, Daniel Dinucci fala com carinho: “Era uma pessoa querida, um profissional dedicado. Quem o viu jogar dizia que ele era um dos melhores! Infelizmente não tive a honra de conhecê-lo. Espero que essa história fique como um tributo ao meu avô“, disse Daniel.

FONTES & FOTOS: Blog da Liga Campista de Desportos (LCD) – Acervo de Daniel Dinucci