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Foto rara de 1949: São Paulo F.C., o “Rolo Compressor”

Estádio do Pacaembu, em 1949
EM PÉ (esquerda para a direita): Rui, Savério, Mauro, Mário, Bauer e Noronha.
AGACHADOS (esquerda para a direita): Friaça, Ponce de Leon, Leônidas da Silva, Remo e Teixeirinha.

O Rolo Compressor e o Rei da Década de 40

Nos primeiros anos de existência do Pacaembu, o São Paulo reinou com um futebol avassalador

Por A Gazeta Esportiva – O Tricolor, no Pacaembu, foi o rei da década de 40

Os fatos demonstram que a torcida são-paulina, nos anos 40, frequentava o Pacaembu para ver o Tricolor não se perguntando se o time conseguiria a vitória, mas sim de quanto venceria, ou, indo além, apostando qual seria o placar da goleada. Esse período ficou conhecido como a “Era do Rolo Compressor”, quando o clube que conquistou cinco títulos estaduais (a competição mais importante do período) em sete anos: 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949: o Rei da Década!

Como diz o ditado, depois de aberta a porteira, onde passa um boi, passa uma boiada. Com o título de 1943 e a moeda que caiu de pé, iniciou-se o reinado do São Paulo no Estado naquela década. Não fosse pelo ano perdido de 1947, seriam seis títulos e um penta consecutivo. O esquadrão comandado por Leônidas era praticamente insuperável. Mas a história do termo “rolo compressor”, contudo, nasceu antes mesmo da chegada do Diamante Negro ao Tricolor.

A ORIGEM

Muitos pesquisadores defendem que o primeiro time apelidado como rolo compressor no Brasil foi o Internacional, no início dos anos 40. O time porto-alegrense chegou a ser hexacampeão local naquele período. Porém, a alcunha era aplicada aos são-paulinos já alguns anos antes da primeira conquista colorada daquela fase, em 1940.

É o que se vê na revista Arakan: Órgão do Grêmio Sampaulino, de setembro de 1940 (antes mesmo de finalizado o gauchão vencido pelo Internacional – encerrado em novembro), onde o próprio Vicente Feola relata como o time por ele comandado, que pouco antes havia incorporado o Clube Atlético Estudantes Paulista, arrancou para o topo do Campeonato Paulista de 1938, aplicou a maior goleada até hoje já executada sobre o Palestra/Palmeiras e que somente não se sagrou campeão pelo desvio de conduta da arbitragem na partida decisiva do certame, contra o Corinthians, na qual se validou um gol de mão cometido pelo rival.

Ou seja, de toda maneira, o São Paulo era conhecido como “Rolo Compressor” desde 1938/1939 (o campeonato daquela temporada acabou no ano seguinte). Com a volta dos títulos e, principalmente, dos placares dilatados à favor do Tricolor, o apelido Rolo Compressor ganhou peso (e concorrência de outras equipes no uso da nomenclatura) nos anos seguintes.

A MAIOR GOLEADA DO PACAEMBU

Nos dez primeiros anos do Tricolor no Estádio Municipal foram, nada menos, que 172 vitórias e 64 goleadas aplicadas nos adversários (em um universo de 281 partidas – 61% de jogos ganhos e praticamente uma goleada a cada cinco jogos, ou ainda: mais de um terço das vitórias foram com resultados expressivos)

Dentre as mais famosas goleadas, um estrondoso 9 a 1 em cima do Santos, em 1944, a maior goleada do clássico até hoje. Curiosamente, na preliminar daquele jogo, os aspirantes massacraram o time da Vila por espantosos 14 a 0. 23 gols tricolores em um só dia! Algo não muito diferente aconteceu no ano seguinte, mais exatamente no dia 8 de julho de 1945, pelo Paulistão: Outra vitória marcante, mas agora por 12 a 1 no Jabaquara!

O São Paulo, que naquela altura já liderava a competição da qual viria a sagrar-se campeão, não tomou conhecimento do adversário e poderia ainda ter terminado o jogo com contagem mais elevada no placar. O destaque ficou para o capitão Leônidas, que marcou quatro belos gols, inclusive um de “letra” e relembrou as memoráveis atuações do centroavante pela seleção brasileira.

O jogo foi o famoso “vira seis, acaba doze”, pois ao fim da primeira etapa o São Paulo já goleava por meia dúzia a zero. Os gols foram anotados por Remo, aos 17, Leônidas, aos 18, Leônidas, aos 31, Teixeirinha, aos 38, Remo, aos 39 e Leônidas, aos 42 minutos do primeiro tempo, seguindo por Barrios, aos 8, Leônidas, de calcanhar, aos 11, Teixeirinha, aos 15, Remo, aos 17, Teixeirinha, aos 40 minutos e por fim (aleluia), já perto do final do segundo tempo, Remo marcou o 12º tento do Tricolor (o Jabaquara marcou o tal gol de honra, de pênalti, quando o placar já se encontrava em 10 a 0).

Foi a maior goleada da história do Tricolor após a reorganização do clube em 1935, como também o maior placar já visto no Pacaembu e no Campeonato Paulista profissional. Mas até ai, tudo bem. O peculiar se encontra no fato de que na preliminar o São Paulo venceu por 8 a 1. Desta vez, então, foram 20 gols tricolores em um único dia (pequena queda de rendimento), 22 ao todo.

Com o time voando, não foi de se espantar que o Tricolor conquistasse o título do Estadual de 1945 com duas rodadas de antecipação e apenas uma derrota (vingada com requintes de crueldade um ano depois). O troféu veio contra o modesto Ypiranga. Porém, na temporada seguinte, a façanha foi realmente épica…

A TAÇA DOS INVICTOS

O ano de 1946 foi um capítulo marcante e especial na história do Tricolor. A temporada começou auspiciosamente bem: goleada para cima do Corinthians – 5 a 1 (gols de Rubén Barrios, duas vezes, Remo, Antoninho e Américo), logo no dia 1º de janeiro.

E terminou magnificamente, com a conquista do título paulista – o primeiro da história são-paulina realizado de forma invicta (feito que só veio a se repetir em 2012, com a Copa Sul-Americana, entre as competições de longa duração).

Porém, entre o começo e o fim, o Tricolor logrou outras grandes façanhas. Na estreia do Campeonato Paulista, 4 a 0 sobre o pequeno Jabaquara. Antes da segunda rodada, deu tempo de golear o Flamengo, em amistoso no Pacaembu, por 7 a 1: uma partida sensacional de Teixeirinha, que marcou quatro gols (Leônidas deixou dois e Yeso completou o placar).

No estadual, o Tricolor então embalou seis sucessos seguidos, culminando em nova vitória sobre o Corinthians, agora por 2 a 1, em junho, antes de um ligeiro tropeço: o empate em 1 a 1 com a Portuguesa, na sétima rodada.  Nos clássicos posteriores: 3 a 2 no Santos, na Vila Belmiro, e 1 a 1 com o Palmeiras. Seguiu-se, depois, outra série de seis vitórias consecutivas e mais uma partida contra o time do Parque São Jorge.

No dia 29 de setembro de 1946, o São Paulo bateu mais uma vez no Corinthians (2 a 1 novamente) e conquistou um prêmio há muito cobiçado: a Taça dos Invictos de A Gazeta Esportiva. O troféu foi instituído em 1939 pelo jornal paulistano e era concedido ao clube que quebrasse o recorde de jogos consecutivos sem perder no Campeonato Paulista (que naquela ocasião era a marca de 22 jogos, número pertencente ao Palestra Itália de 1934).

O São Paulo, sobrepujando o Corinthians, completou 23 jogos invictos, contando com os últimos seis resultados do certame de 1945 – a sequência começou após a única derrota do time naquela edição, frente ao mesmo oponente. A revanche veio com um gosto todo especial. Os festejos pela condecoração foram enormes e paralisaram a capital paulista.

Os jogos invictos

  • 1º. 19.08.1945. Pacaembu: 4×0 Santos
  • 2º. 26.08.1945. Pacaembu: 2×1 Portuguesa
  • 3º. 09.09.1945. Pacaembu: 2×1 Comercial-SP
  • 4º. 16.09.1945. Pacaembu: 3×2 Ypiranga
  • 5º. 23.09.1945. Pacaembu: 1×1 Palmeiras
  • 6º. 30.09.1945. Marapá. 5×1 Portuguesa Santista
  • 7º. 14.04.1946. Pacaembu: 4×0 Jabaquara
  • 8º. 27.04.1946. Pacaembu: 5×2 Portuguesa Santista
  • 9º. 05.05.1946. Pacaembu: 3×1 São Paulo Railway
  • 10º. 19.05.1946. Pacaembu: 4×3 Ypiranga
  • 11º. 01.06.1946. Pacaembu: 7×3 Juventus
  • 12º. 09.06.1946. Pacaembu: 2×1 Corinthians
  • 13º. 23.06.1946. Pacaembu: 1×1 Portuguesa
  • 14º. 07.07.1946. Pacaembu: 6×2 Comercial-SP
  • 15º. 14.07.1946. Vila Belmiro: 3×2 Santos
  • 16º. 21.07.1946. Pacaembu: 1×1 Palmeiras
  • 17º. 28.07.1946. Marapé: 2×0 Portuguesa Santista
  • 18º. 11.08.1946. Pacaembu: 4×2 Comercial-SP
  • 19º. 18.08.1946. Pacaembu: 1×0 Ypiranga
  • 20º. 31.08.1946. Pacaembu: 2×0 Santos
  • 21º. 07.09.1946. Marapé: 4×0 Jabaquara
  • 22º. 15.09.1946. Pacaembu: 2×0 São Paulo Railway
  • 23º. 29.09.1946. Pacaembu: 2×1 Corinthians (conquista)
  • 24º. 13.10.1946. Pacaembu: 1×1 Portuguesa (ampliação)
  • 25º. 26.10.1946. Pacaembu: 7×0 Juventus
  • 26º. 10.11.1946. Pacaembu: 1×0 Palmeiras
  • 27º. 25.05.1947. Pacaembu: 3×1 Comercial-SP
  • 28º. 31.05.1947. Pacaembu: 1×1 Nacional
  • 29º. 15.06.1947. Pacaembu: 3×3 Portuguesa
  • 30º. 22.06.1947. Pacaembu: 7×2 Juventus (número final)

O GOL MILAGROSO

O São Paulo chegou às duas rodadas finais do Paulistão de 1946 com somente três pontos perdidos, dentre 36 possíveis. O segundo colocado na tabela era o próprio Corinthians, freguês na temporada, que possuía quatro pontos perdidos – as duas únicas derrotas deles foram justamente para o Rolo Compressor.

Nessa penúltima rodada, o Tricolor enfrentou o Juventus e goleou por 7 a 0, com direito a espetáculo de Luizinho, que fez quatro gols e um mais bonito que o outro (de pé direito, de cabeça, de falta e de chaleira). Já o Corinthians sofreu, mas venceu o Ypiranga por 3 a 2. A decisão seria mesmo na última rodada e seria a vez do time do Parque São Jorge enfrentar o combalido Juventus. Por sua vez, o São Paulo bateria de frente com o Palmeiras, rival da conquista de três anos antes. O jogo dos são-paulinos, todavia, seria uma semana depois da partida corintiana!

Apesar do espetáculo que o então Tricolor do Canindé deu em todo o campeonato, muitos analistas viam o rival como favorito ao título, visto o tradicional nível de dificuldade do Choque-Rei e ao fato do Corinthians ter goleado o Juventus por 5 a 1, obrigando os tricolores a vencerem o clássico (um empate provocaria decisão em jogo extra entre os dois primeiros colocados).

A Gazeta Esportiva, 9 de novembro de 1946

Entre 40 e 45 mil pessoas no Pacaembu para a decisão do Paulista de 1946. Bola rolando, jogo tenso e amarrado na etapa inicial, com poucas chances para ambos os lados. O primeiro tempo terminou como começou, 0 a 0. O cenário mudou radicalmente na fase complementar, em que o São Paulo dominou a peleja, fazendo forte pressão.

Aos 12 minutos do segundo tempo, o tricolor Luizinho atingiu o goleiro palmeirense em uma dividida. Começou a confusão, com socos e pontapés aqui e acolá. Quando a coisa se acalmou, o árbitro expulsou dois de cada lado: Luizinho e Remo, pelo São Paulo, Og e Villadoniga, pelo Palmeiras. Mas sobrou também para o argentino e são-paulino Renganeschi, que no rebuliço levou uma pancada e, contundido, foi deslocado para a ponta esquerda para fazer número (não eram permitidas substituições, na época).

Praticamente com um a menos, o fim do jogo foi de muita superação e vontade por parte dos tricolores. Aos 38 minutos, Bauer avançou pela ponta direita e cruzou. A bola subiu estranhamente, enganou o goleiro adversário e bateu no travessão. Então, de onde menos se esperava, veio o sutil toque que rolou a bola mansamente para o fundo do gol. Renganeschi! Manquitolando no ataque, o zagueiro definiu o jogo e o título!

Fotos de Arquivo Histórico, Arakan e O Esporte

A temporada do foi perfeita. Até hoje, nenhuma outra campanha superou essa em aproveitamento. 84,21% dos pontos disputados (à época, 2 pontos por vitória): 30 vitórias, quatro empates, quatro derrotas. No Campeonato Paulista, 92,5% de aproveitamento e nenhuma derrota. Título invicto!

O FIM DE UMA ERA

Depois perder a chance de obter o tricampeonato estadual em 1947, o São Paulo trocou o comando técnico do time, com Vicente Feola no lugar do grande campeão Joreca (que veio a falecer pouco tempo depois, em dezembro de 1949). Feola, velho conhecido dos são-paulinos – assumiu a primeira vez o cargo de técnico em 1937 – manteve o Rolo Compressor na linha e já na primeira temporada saiu-se vitorioso: Campeão Paulista de 1948.

Foi nessa temporada que Leônidas eternizou a bicicleta em imagem. O terceiro gol do Tricolor na vitória por 8 a 0 sobre o Juventus, no dia 13 de novembro, em que o camisa número nove (o primeiro são-paulino a usar esse número em campo – pois as camisas passaram a ser identificadas assim justamente ao final desse ano) executou essa jogada em cima do goleiro Muñiz, foi captada pelas lentes fotográficas e registrada nos exemplares de A Gazeta Esportiva para todo o sempre.

No ano seguinte, 1949, o Tricolor voltou a vencer o Campeonato Paulista, sagrando-se bicampeão. Foi o último título da era Rolo Compressor. 

Ao derrotar o Santos (quando precisava somente do empate para já comemorar com uma rodada de antecipação), por 3 a 1, com gols de Teixeirinha e Friaça (2), no dia 20 de novembro, os são-paulinos celebraram o último título daquele período e foram coroados campeões da década.

Desta maneira, o clube tomou posse definitiva e levou para o Canindé – então sede do São Paulo – a Taça Federação Paulista de Futebol (troféu instituído em 1942, que era de posse transitória até que um clube o conquistasse três vezes consecutivas ou cinco alternadas).

A conquista fez jus à equipe são-paulina, que estabeleceu o melhor ataque e a melhor defesa do certame, com 70 gols marcados e 23 sofridos, em 22 partidas disputadas, possuindo ainda o artilheiro do torneio: Friaça, com 24 tentos. O time sofreu somente duas derrotas, para o Santos, no primeiro turno, e para o XV de Piracicaba, o “campeão do interior”, lá na terra do “Nhô Quim”. E ainda deixou para a posteridade grandes goleadas, como um 8 a 2 no Juventus, 5 a 0 no Nacional, 5 a 1 no Ypiranga e um 5 a 1 no Palmeiras, até então invicto.

Esse título tricolor foi o derradeiro com a presença do eterno Diamante Negro (e também foi a última temporada em que marcou um gol de bicicleta pelo clube: no 7 a 2, contra o Comercial paulistano). Leônidas da Silva, que jogou no Tricolor entre 1942 e 1950, foi o maior responsável pela revolução que o São Paulo passou, transformando-se em uma das maiores potências do país.

Ao lado de Leônidas, os outros ídolos presentes em todas as cinco conquistas daquela década foram Teixeirinha, Noronha e Remo. 

Em 1950, o São Paulo não conseguiu superar o adversário e a arbitragem para conquistar o tão esperado tricampeonato. Na última rodada, o Tricolor estava um ponto atrás do Palmeiras e enfrentou o mesmo adversário, no dia 28 de janeiro de 1951. A vitória daria o título aos são-paulinos e foi esse resultado que o time procurou desde o início. Teixeirinha abriu o placar logo aos três minutos de jogo. No segundo tempo, o rival empatou aos 15 minutos. 

O lance cabal do jogo, do torneio e do tricampeonato foi quando Teixeirinha marcou o gol que representaria a vitória tricolor, mas que foi anulado pelo bandeirinha Richard Eason e pelo árbitro Alvin Bradley – ambos ingleses. Imagens (como a vista acima, da Revista Tricolor nº 14, de fevereiro de 1951) comprovam que o atacante são-paulino não estava em posição de impedimento, tendo entre ele (encoberto) e o goleiro, na verdade, outros dois adversários.

Boatos dizem que a arbitragem inglesa foi vista, depois, celebrando o carnaval ao lado de belas mulheres em certo clube da capital. Meros boatos. 

BÔNUS: O EXPRESSINHO

Nos anos 40, não foi somente o time principal do Tricolor que sobrou no campo do Pacaembu nos anos 40. Outra equipe são-paulina que dava show – e aplicava até mesmo goleadas muito maiores (como o 14 a 0 sobre o Santos, em 1944) – era a de jogadores aspirantes. 

De 1943 (foto) a 1947, o time considerado reserva do São Paulo ganhou tudo. Pentacampeão consecutivamente do Campeonato Paulista da categoria (também venceu o Campeonato Paulista Amador de 1942). O time que revelaria Yeso, Leopoldo, Antoninho e Savério para o elenco profissional, voava no gramado. Em 101 jogos no período 1943-47, venceram 77 vezes, empataram 18 e perderam apenas seis partidas, marcando 325 gols (média de mais de três gols por peleja) e sofrendo só 96 (menos de um por disputa). 

Por tamanho futebol, este time aspirante ficou conhecido como Expressinho. O nome em si faz referência ao Expresso da Vitória, nome ao qual ficou conhecida a vitoriosa equipe do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro dos anos 40, um dos poucos adversários a altura do Rolo Compressor do Tricolor, no período. 

O apelido, posteriormente, teve a notoriedade resgatada (em verdade, ao longo dos anos sempre foi vez ou outra utilizado). Primeiramente com os fortes times de base criados por Cilinho na época dos Menudos do Morumbi, em meados dos anos 80, e principalmente no início dos anos 90, graças ao trabalho de Telê Santana e Muricy Ramalho, culminado com a conquista da Copa Conmebol de 1994, em que o São Paulo eliminou os times principais de Grêmio e Corinthians, e goleou na final o Peñarol do Uruguai (6 a 0), mesmo tendo atuado com um time de jovens das categorias de base, formado por Rogério Ceni, Juninho, Catê, Denilson e Caio, dentre outros guris.

Colaborou: José Luiz Braz

FONTE: Michael Serra / Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube

Foto rara de 1955: Seleção Paulista de futebol

EM PÉ (esquerda para a direita): Alfredo Ramos, De Sordi, Hélvio, o goleiro Laércio, Djalma Santos e Roberto Belangero;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Julinho Botelho, Luizinho, Humberto Tozzi, Jair Rosa Pinto e Tite.

Os jogadores da Seleção Paulista de futebol, antes da partida contra a Seleção Carioca, no Estádio do Pacaembu, válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1955.

FOTO: Gazetapress

Foto Rara de 1975: São Paulo Futebol Clube – São Paulo (SP)

EM PÉ (esquerda para a direita): Arlindo Galvão, Gilberto Sorriso, Ademir, Paranhos, Waldir Peres e Osmar;

AGACHADOS (esquerda para a direita): Terto, Muricy Ramalho, Serginho Chulapa, El Verdugo” Pedro Rocha e Serginho.

FOTO: Masaomi Mochizuki 

FONTES: Alberto Lopes Leiloeiro Público – José Leôncio Carvalho

Foto Rara dos anos 70: Estádio do Morumbi – São Paulo (SP)

Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi

O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi, é um estádio construído para receber partidas de futebol, sendo a sede oficial do time brasileiro de futebol São Paulo Futebol Clube, já tendo recebido a Seleção Brasileira em várias ocasiões.

O estádio foi projetado para acomodar 150 mil espectadores, mas, devido a diversas reformas e à instalação de camarotes, sua capacidade foi reduzida para 72.039.

O Morumbi é o 3º maior estádio do Brasil, sendo também o maior estádio do estado de São Paulo e o maior estádio particular do País. Localiza-se na Praça Roberto Gomes Pedrosa, n.º 1, em São Paulo.

Projetado pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas, é considerado um patrimônio arquitetônico representativo da Escola Paulista, tendo sido tombado em 2018 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

FONTE: Alberto Lopes Leiloeiro Público

Fotos Raras dos anos 70: Estádio do Pacaembu e Parque do Ibirapuera – São Paulo (SP)

Foto de 1970

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na zona central da cidade de São Paulo (SP).

As obras começaram no dia 17 de setembro de 1938 e foi inaugurado no dia 27 de Abril de 1940, na goleada do Palestra Itália (atual Palmeiras) sobre o Coritiba/PR pelo placar de 6 a 2. Com capacidade para 70 mil espectadores e, na época, era considerado o mais moderno estádio da América do Sul.

Foto de 1982

FONTE: Alberto Lopes Leiloeiro Público

Inédito!! ASEA (Associação Santista de Esportes Athleticos) – Santos (SP): Fundado em 1917

A ASEA (Associação Santista de Esportes Athleticos) foi uma entidade esportiva da cidade de Santos (SP). Coube ao modesto Club Athletico Santista a primazia da ideia de fundar a entidade máxima de Santos, surgiu no sábado, do dia 03 de Março de 1917, a fim de poder organizar o Campeonato Santista de Football, dos clubes filiados à Associação Paulista de Sports de Athleticos (APSA).

Cinco dias depois, o Club Athletico Santista oficializou à APSA concretizado a ideia  e pedindo o seu apoio oficial. Na sexta-feira, do dia 16 de Março de 1917, a APSA respondeu de forma positiva, e ofereceu a “Taça Braz Cubas” para ser disputada.

De posse do oficio da APSA o Club Athletico Santista obteve adesão da Associação Athletica Americano, Brasil Football Club e São Paulo Football Club, para colaborarem unidos na criação da entidade.

O projeto foi discutido por um grupo, longamente e aprovado com pequenas emendas; ficou ainda deliberado que se procedesse a inauguração. Essa reunião aconteceu na quinta-feira, do dia 12 de Abril de 1917, à Rua Braz Cubas, nº 164, no Centro de Santos, na secretaria do Athletico.

Estiveram presentes os seguintes dirigentes:

Alcides Cunha, Pedro Corrêa de Mello e A. Brandão Júnior (Club Athletico Santista); Joaquim Simão Fava, Aluisio Rocha e A. Grippio A. Botelho (Brasil Football Club); Olegário Lisboa, Alcino de Carvalho e Dermival da Cunha Brito (Associação Athletica Americano); Oscar Loyola, Manuel Honório Fortes e Raul Azevedo (São Paulo Football Club).

Assim, nos salões da Associação Athletica Americano, foi Fundado no sábado, do dia 21 de Abril de 1917, com o nome de Associação Santista de Sports Athleticos (ASSA).

Algumas personalidades estiveram presentes na fundação da ASSA: Benedicto Montenegro e Antonio Pedroso de Carvalho, presidente e secretário da Associação Paulista de Sports de Athleticos (APSA) e o Prefeito, em exercício, coronel Joaquim Montenegro, que em nome da Câmara Municipal de Santos, ofereceu a belíssima ‘Taça Câmara Municipal’.

A 1ª Diretoria foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente – Alcides Cunha;

Secretário – Dermival da Cunha Brito;

Thesoureiro – Nelson Barreto Vinhas.

Os primeiros dois clubes filiados foram o São Paulo Railway Football Club (SPR FC) e o São Vicente Football Club que somados aos quatro fundadores participaram do Campeonato Santista de Football que teve início na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1917.

No final, coube o Club Athletico Santista o título citadino, o que lhe rendeu a Taça Câmara Municipal. Nos Segundos Quadros, após terminarem empatados com o mesmo número de pontos, o Brasil Football Club derrotou o SPR FC pelo placar de 1 a 0, e ficando com a Taça Braz Cubas. Nos Terceiros Quadros, quem levou a Taça Associação Santista foi Associação Athletica Americano, campeão invicto, só tendo empatado duas vezes.  

No início dos anos 20, a Sede da entidade máxima de Santos, ficava localizado na Praça Antonio Telles, nº 2, no Centro da cidade. A nova Sede instalada em 1931, na Rua João Pessôa, nº 176, no Centro de Santos.

A Taça Cidade de Santos, foi criada pela Lei nº 876, no sábado, do dia 16 de Outubro de 1926, pela municipalidade de Santos.

FONTES: Gazeta Popular (Santos/SP) – A Tribuna (SP)

Escudo Raro de 1966: Clube Atlético Bragantino – Bragança Paulista (SP)

O Clube Atlético Bragantino (atual Red Bull Bragantino) é uma agremiação da cidade de Bragança Paulista (população de 172.346 habitantes, segundo o censo do IBGE/2021), localizado no interior do estado de São Paulo a 88 km da capital.

O “Massa Bruta” foi Fundado no domingo, do dia 08 de Janeiro de 1928, nas cores preto e branco. A sua Sede e o Estádio Nabi Abi Chedid (Capacidade para 15.010 pessoas), estão localizados na Rua Emílio Colela, nº 225, no bairro Jardim Nova Bragança, em Bragança Paulista (SP).

EM PÉ (esquerda para a direita): Ronaldo, Luisão, Lever, Hamilton, Walter e Luisinho;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Osmar, Paraguaio, Aloísio, Toninho, Felício e Wilsinho.

O Bragantino teve um ápice no começo dos anos 1990, quando foi Campeão Paulista de 1990 e chegou à final do Campeonato Brasileiro de 1991, ficando com o vice.

Em março de 2019, associou-se à multinacional de bebidas energéticas Red Bull (sediada na Áustria Red Bull), mudando sua identidade para Red Bull Bragantino em 2020, onde inseriu a cor vermelha em seu tradicional uniforme alvinegro.

Estádio Nabi Abi Chedid — Foto: Divulgação/Red Bull Bragantino

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FOTOS: Amauri Donizete Oliveira – Red Bull Bragantino

FONTES: Wikipédia – Site do clube

Campeonato Paulista da 2ª Divisão de Amadores de 1958: Jardim Futebol Clube (SP)

Jardim Futebol Clube Campeão do Torneio Início de 1958

A cidade de São José do Rio Preto, no Interior Paulista, sediou o Torneio Início do Campeonato Paulista da 2ª Divisão de Amadores de 1958. O evento teve patrocínio e organização da C.C.E. e da L.R.F.

O grande Campeão foi o Jardim Atlético Clube, enquanto o Ipiranga Futebol Clube ficou com o vice. A competição contou com 12 clubes:

A.C.R.E.;

Brasileiro Atlético Clube;

Circulista;

Comercial Futebol Clube;

Cristalux Futebol Clube;

Esporte Clube Brasil do Morro;

Ipiranga Futebol Clube;

Jabaquara Futebol Clube;

Jardim Atlético Clube;

Portuguesa;

Recreativa dos Alfaiates;

São Paulo Futebol Clube.

Importante!

Aos amigos internautas que conheçam algumas dessas equipes, nos informem, por exemplo, o nome completo, fundação, endereço, escudo ou cores. Vamos resgatar cada equipe!

FONTE E FOTO: A Gazeta Esportiva (1º de abril de 1958 – SP)