Arquivo da categoria: São Paulo

Jogo Histórico – Ruy Barbosa (SP) x São Paulo (SP)

Foi um outro jogo histórico para o futebol de São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe paulistana foi mais uma vez completa para esse jogo amistoso, e todos os titulares jogaram, a equipe interiorana já mais experiente conseguiu fazer uma boa partida contra o poderoso Campeão Paulista de 1931. Abaixo a ficha técnica desta partida:

RUY BARBOSA (SP) 1 x 2 SÃO PAULO (SP)
Data: 11 de junho de 1939
Local: Estádio Municipal – São Carlos/SP
Juiz: Abrahão Ferreira (APEA)
Gols: Armandinho aos 6′ para o São Paulo, Ferreira aos 32′ para o Ruy Barbosa, e Leme aos 38′ para o São Paulo.

Ruy Barbosa (SP): Armando, Jura e Pancho (Belochi); Cozinheiro (Pancho), Baigo e Paulo (Cozinheiro); Lola, Vitinho, Lio, Nelson e Ferreira – Técnico:

São Paulo (SP): King, Bento e Bruno (Anníbal); Fiorotti, Damasco e Felipelli; Leme, Armandinho, Euclides (Elyseo), Paulo (Carioca) e Novelli – Técnico: Ignác Amsel.

OBS: Armandinho que era nascido em São Carlos, era o único jogador remanescente do São Paulo F.C. (da Floresta).

Fonte: Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube

Jogo Histórico – Ruy Barbosa (SP) x São Paulo (SP)

Foi um jogo histórico para o futebol de São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe paulistana foi completa para esse jogo de inauguração do Estádio do Rui Barbosa, e todos os titulares jogaram, a equipe interiorana não conseguiu fazer frente ao poderoso Campeão Paulista de 1931. Abaixo a ficha técnica desta partida:

RUY BARBOSA (SP) 1 x 4 SÃO PAULO (SP)
Data: 22 de maio de 1932
Local: Estádio Municipal – São Carlos/SP
Juiz: Cândido de Barros (APEA)
Gols: No primeiro tempo, Mariano aos 10′ para o Ruy Barbosa, Friedenreich aos 15′ e aos 23′ e Armandinho para o São Paulo. No segundo tempo, Friedenreich (?) ou Araken Patusca (?) no fim do jogo.

Ruy Barbosa (SP): Miguelzinho, Ivo e Pilli; Carrapato, Carabina, Campolongo, Mariano Marigo, Sanchez, Öpper, Hermes e Villariño – Técnico:

São Paulo (SP): Joãozinho, Caetano, Barthô; Milton, Bino, Sasso, Álvaro, Armandinho, Friedenreich, Araken Patusca, e Junqueirinha – Técnico: Eugênio Medgyessy (Marinetti).

OBS: Jogo comemorativo da primeira inauguração do Estádio Rui Barbosa.

Nota: Esses 2 ou 3 gols marcados por Friedenreich nesse amistoso, não foram e não estão contados nos número de gols marcados na sua carreira, pois foram descobertos recentemente por um pesquisador que passou para o Arquivo Histórico do São Paulo FC.

Fonte: Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube e Folha da Noite de São Paulo.

União Esportiva Funilense – Cosmópolis (SP): Fundado em 1933

União Esportiva Funilense é uma agremiação do município de Cosmópolis, no Interior Paulista (SP). O clube foi Fundado na quarta-feira, do dia 1º de novembro de  1933, como Associação Desportiva e Musical Usina Ester, uma vez que pertencia à Usina Ester, localizada na cidade.

Foi originado de três outros times que costumavam se enfrentar na Usina, entre eles o Colônia Botafogo. Posteriormente, passou a se chamar União Funilense de Esportes e, finalmente, União Esportiva Funilense. A sua Sede fica localizada no Bairro da Usina Ester. O seu Estádio (próprio) é o Dr. Sergio L. C. Nogueira com capacidade para 700 pessoas.

No início, o time passou a disputar os torneios da Zona Funilense, nome que vinha da vocação industrial da região. O clube jogou profissionalmente de 1978 até 1987, alternando entre as divisões menores do Campeonato Paulista.

 Foram 10 participações consecutivas, duas na Quinta Divisão (atualmente extinta), em 1978 e 1979, e oito na Terceira Divisão (atual A3), de 1980 até 1987. A equipe sempre teve desempenhos medianos e, somente em 1982, o time fez uma campanha memorável.

Naquele ano, a Funilense foi vice-campeã da competição, chegando no quadrangular final junto com  Bonita Barra (que foi a Campeã)José Bonifácio e Palmeirinha. O time não conquistou o acesso para a Segunda Divisão (atual A2) pois somente o campeão tinha esse direito. 

Durante esses anos de profissionalismo, a Funilense disputou um total de 240 partidas. Somou 94 vitórias, 66 empates e 80 derrotas. O time anotou 335 gols e sofreu 289, tendo um saldo de gols positivo de 46 gols.

A maior goleada feita pelo time foi no dia 2 de agosto de 1981, quando venceu o EC Corintians de Casa Branca por 7 a 0, fora de casa. Já a maior derrota aconteceu em 4 de junho de 1978, um revés de 7 a 2, também fora de casa, contra o União Possense F.C

Depois da sua participação em 1987,  o clube nunca mais voltou ao futebol profissional, mas sempre continuou com suas atividades esportivas nas disputas das competições amadoras.

FONTESAlmanaque do Futebol Paulista / Wikipédia / Orlando Lacanna

INTER DE LIMEIRA AFUNDA NA 4ª DIVISÃO.

Primeiro time do interior a levantar a taça de campeão estadual em 1986 enfrenta dividas, rebaixamentos e abandono. Recuperação do clube inclui renegociação de divida e prevê volta dos associados, já que não restou nenhum dos 10 mil da década de 90. Há uma pomba morta sobre a base de um troféu quebrado e coberto de pó, numa velha caixa de papelão. O cenário de abandono na sala onde a Internacional de Limeira guarda taças e documentos históricos sintetizam a agonia do clube. Campeã paulista em 1986, a Inter jogou na elite pela última vez em 2005. Desde então, más administrações acompanharam o time em seguidos rebaixamentos. A partir de maio, a tradicional equipe do interior disputará, pela primeira vez, a quarta divisão, o mais baixo degrau do torneio estadual. No ano passado, na Série A-3, o clube caiu com três partidas de antecedência. “Tudo estava abandonado. No auge, em 1990, tínhamos 10 mil sócios. Hoje não temos nenhum”, conta o atual presidente do clube, Ailton de Oliveira, que assumiu o cargo há um mês, mas que comanda o futebol desde 2009. Oliveira faz parte de um grupo gestor criado no inicio de 2008 com outros empresários para administrar o esporte.

“No dia seguinte ao que assumimos, o Limeirão (estádio onde o time manda seus jogos) foi interditado. Depois, veio uma conta de água de R$ 640 mil”, lembra ele. Todos os outros desistiram. Só eu sobrei”. Nessa mesma época, a Inter perdeu um de seus principais patrimônios, o clube de campo, em uma ação trabalhista que corria à revelia. Os dirigentes tinham perdido o prazo para recurso, não sei por qual motivo”, diz Oliveira. A área foi recuperada, porém o processo, movido por 19 ex-atletas, continua na justiça. Aos poucos, o clube tenta se reerguer. A divida, que chegou a R$ 5 milhões, foi renegociada e hoje é de cerca de R$ 1,5 milhão, diz a diretoria. Para ser liberado, o estádio foi reformado, com R$ 140 mil bancados pela prefeitura de Limeira. As categorias de base, esquecidas, foram remontadas. Cenário bem diferente da rotina do clube nos anos 80. Ao bater o Palmeiras na final de 1986, a equipe de Limeira se tornou a primeira equipe campeã paulista do interior – foi repetido por Bragantino, em 1990, e Ituano, em 2002, quando os grandes clubes do Estado disputaram o Torneio Rio-São Paulo – o São Paulo foi supercampeão Paulista naquele ano. Símbolo maior daquela conquista, a taça do campeonato precisou de cuidados. Uma camada de ferrugem cobria boa parte do troféu, e o braço do jogador de futebol que adorna o objeto precisou ser colado para voltar a seu lugar original. Se bem-sucedido, o plano de recuperação do clube planeja a volta do clube à primeira divisão em 2013, ano de seu centenário. Para recuperar as finanças, os gastos do futebol foram reduzidos. “No passado, a folha de pagamento chegou a R$ 129 mil, um absurdo para um time na nossa situação. Neste ano, nosso orçamento mensal é de R$ 60 mil”, declara o presidente – os salários dos atletas variam de R$ 700 a R$ 1.500.

Contratado para recolocar o clube na Série A-3, o técnico Claudemir Peixoto prevê dificuldades para a Inter. “Nesse tipo de campeonato, é preciso misturar habilidade com força. Existem alguns gramados em que não adianta ter só técnica”.

O caminho para a reconstrução deverá ser sinuoso, mas Oliveira acredita que o clube voltará ao papel de um das forças do interior.

RIVAIS SE REENCONTRAM DEPOIS DE 32 ANOS.

O clássico de Limeira, entre Internacional e Independente, voltará a acontecer nesta temporada. O ultimo confronto por uma das divisões do Campeonato Paulista foi realizada em 1978. Durante esse tempo, foram só três partidas, sendo um amistoso, em 1999, e dois jogos pela extinta Copa Energil C, em 2007. O duelo é equilibrado: 13 confrontos, são cinco vitórias da Inter e quatro da Independente.

Fonte: Folha de São Paulo.