Eis o grande campeão de 1959, Cruzeiro Esporte Clube – com seus heróis: Genivaldo, Massinha e Procópio; Nilsinho, Amauri e Clever; Emerson, Abelardo, Dirceu, Nelsinho e Raimundinho.
Cruzeiro campeão de 1959
A vitória do Cruzeiro Esporte Clube, no Campeonato Mineiro de 1959, que fez vibrar intensamente a alma cruzeirense da cidade, foi, sem dúvida, o resultado do harmonioso trabalho de uma equipe de homens devotados à gloriosa agremiação esportiva do Barro Preto.
Porque na verdade, não basta, no futebol, o entrosamento da equipe integrada pelos jogadores que se desdobram, em campo, para vencer o adversário, mas é necessária também a coesão da grande equipe representada por todos quantos, nos setores administrativos, técnicos e esportivos, contribuem com sincero esforço através de entusiástico espirito de luta para a grandeza do clube.
A grande vitória cruzeirense de 1959 resultou dessa harmonia total, constituindo-se num feito tão expressivo que, numa reportagem ligeira, como homenagem ao campeão do ano, não poderíamos deixar de evocar a gloriosa história desse grêmio cujas atuações vêm empolgando, desde o longínquo 1921, os aficionados do futebol em Minas.
O Cruzeiro Esporte Clube é a esplêndida continuação da Societá Sportiva Palestra Itália que, sob o patrocínio da colônia italiana de Belo Horizonte, surgiu em janeiro de 1921, para honra e glória dos esportes nacionais. Teve, depois, o clube recém-fundado, outras denominações: Sociedade Esportiva Palestra Itália, Sociedade Esportiva Palestra Mineiro e, por fim, Ipiranga.
Foi por ocasião da grande guerra mundial em1941, que surgiu a substituição da palavra Itália por Mineiro, modificada, novamente, no ano seguinte, por força de decreto-lei para Ipiranga, nome que não resistiu uma semana, vindo a ser substituído pelo belo nome que hoje tem.
Durante os 39 anos de sua existência, marcada por várias vitórias inesquecíveis, que ficaram memoráveis na crónica futebolística de Minas Gerais, a raposa do Barro Preto conseguiu, com a camisa palestrina, o tricampeonato (28-29-30) o campeonato de 40 e, já no regime do profissionalismo, ostentando a camisa cruzeirense, alcançou novo tricampeonato (43-44-45) que consolidou o prestigio da querida agremiação.
Aurélio Noce – Fundador do Cruzeiro Esporte Clube (S.S. Palestra Itália) e seu 1º Presidente.
Todos os presidentes entre 1921 a 1960
Na sua existência, teve o clube do Barro Preto 22 presidentes, que foram os seguintes: Aurélio Noce, Alberto Noce, Braz Pellegrini, Antônio Falci, Américo Gasparini, Lidio Lunardi, José Viana de Sousa, Miguel Perrella, Romeu De Paoli, Osvaldo Pinto Coelho, Enes Ciro Poni, Mário Grosso, Antônio da Cunha Lobo, Divino Ramos, Manuel França Campos, Fernando Tamietti, Antônio Alves Limões, José Greco, Wellington Armanelli, Eduardo Bambirra, Manuel Carvalho e Antônio Braz Lopes Pontes.
Destaques na diretoria do clube em 1959
Na memorável campanha de 1959, três nomes se destacam, sem dúvida, dentro do grande e louvável esforço da totalidade dos cruzeirenses: Antonino Pontes, o presidente; Carmine Furletti, vice-presidente dos assuntos profissionais, e Felício Brandi, diretor de futebol. E, pode-se afirmar, os esforços desses três elementos, que a imprensa já cognominou de Três Mosqueteiros, obtiveram, no setor esportivo, absoluta ressonância em Leonisio Fantoni, o popular Niginho, que conduziu o team à vitória.
Outros desportistas merecem, também, citação, pela dedicação com que agiram sempre: Hélio Volpini, Joaquim Gramiscelli, Fábio Miranda, Celso Lovalho, Geraldo Faria e tantos outros cuja enumeração seria longa. Na administração do clube, devem ser citados os desportistas José Francisco Lemos Filho, Eduardo Bambirra, Nicola Costa, Harry Leite, Isac Federman, Miguel Morici, Geraldo Heleno, Adil de Oliveira, Américo Búfalo, José Azevedo e muitos outros que, por dedicação ao clube das cinco estrelas, fizeram da sede do Barro Prêto, um segundo lar.
Torcedor doa um terreno de 4 mil metros quadrados ao clube
O magnifico projeto do arquiteto Vicente Bufalo para a Sede Campestre do Cruzeiro, na Pampulha, considerado, no gênero, joia da arquitetura moderna. Salões de jogos, danças, leitura, quadras, piscinas e campo de futebol constituirão o grande empreendimento que está empolgando os cruzeirenses. O novoestádio terá capacidade para 20 mil expectadores.
A vitória que atualmente os cruzeirenses festejam, propiciou, neste início de ano, excelente clima para o prosseguimento da grande realização do Cruzeiro Esporte Clube: a Sede Campestre. Por desejo do saudoso homem público, René Giannetti, sua família doou ao Cruzeiro Esporte Clube uma área de 4 mil metros quadrados, no Jardim Santa Branca, na Pampulha.
Nicola Costa, expressivo nome cruzeirense, idealizou o plano e as obras já estão em pleno funcionamento, sob sua direção, sendo seus colaboradores vários paredros que constituem a diretoria da Sede Campestre: Nicola Costa, presidente; Adil Expedito de Oliveira, vice; Sebastião Morégula Campos, diretor de publicidade; Nicola Galicchio e Geraldo Moreira dos Santos, tesoureiros; e César Lovalho, secretário.
Projeto para construção da Sede e Estádio
Teremos, portanto, muito breve, na Pampulha, magnifico estádio de futebol, piscina olímpica, piscina para crianças, quadras de basquete, vôlei e tênis. Essa realização será o grande campeonato que o glorioso Cruzeiro Esporte Clube vencerá muito em breve.
Diretoria campeã do Cruzeiro em 1959
Presidente – Antonino Braz Lopes Pontes;
Vice-Presidente – José Francisco Lemos Filho;
Vice-Presidente de Futebol – Carmine Furletti;
Vice-Presidente Social – Antônio Harry Leite;
Vice-Presidente dos Especializados – Italo Becatini;
Diretor de Futebol Profissional – Felicio Brandi;
Diretor do Dep. Futebol Amador – Edson Crepaldi;
Diretor do Dep. de Finanças – Claro Flores Pinto;
Diretor de Patrimônio – Nicola Costa;
Diretor do Dep. Médico – Dr. José Greco;
Diretor do Dep. Jurídico – Luiz Carlos Rodrigues;
Diretor do Dep. Administrativo – Natalino Trigineli;
Diretores de Natação – Wellington Armaneli e Miguel Lovalho;
Tesoureiro – Américo Búfalo;
Secretário – Caetano de Oliveira Piló;
Diretores da sede social: Durval Serafim, Isac Federman, Rui Grossi, Gelson Aureliano Netgker, Sebastião Tostes e Nicola Galicchio (tesoureiro).
FONTE E FOTOS: Revista Alterosa (reportagem de maio de 1960)
A Liga Municipal de Desportos de Divinópolis (LMDD) é a entidade máxima da cidade de Divinópolis, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Localizado a 120 km da capital mineira, conta com uma população de 231.091 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) de 2022.
Fundado na sexta-feira, do dia 03 de abril de 1936, a LMDD possui a sua Sede própria situado, na Rua Sion, n° 150, no bairro Esplanada, em Divinópolis/MG.
Divinópolis no 1º Campeonato do Interior Mineiro de 1947
A Seleção de Divinópolis, organizado pela LMDD (Liga Municipal de Desportos de Divinópolis), era praticamente o time do Ferroviário Atlético Clube, que na época era octacampeão municipal. Para se ter uma ideia, o selecionado titular contava com nove jogadores do Ferroviário: Voldack, Geraldinho, Palmiro, Bico-Fino, Bacharel, Pauzinho, Valtinho, Carmelinho e Torres.
A equipe se inscreveu para disputar o no 1ºCampeonato do Interior de 1947, chancelado pela Federação Mineira de Futebol (FMF). O Selecionado Divinopolitano ficou na 3ª Região, da 10ª Zona. A competição, com jogos de ida e volta de caráter eliminatório.
Preparação para o torneio
No domingo à tarde, do dia 21 de setembro de 1947, ensaiou pela segunda vez o selecionado divinopolitano, para seus compromissos no 1ºCampeonato do Interior de 1947. Os treinos vêm agradando plenamente, não só aos técnicos, mas também à grande assistência que tem comparecido ao campo da Esplanada.
O quadro Azul, ou seja, o titular, tem se exibido bem, mostrando boa fibra, técnica e ótima disciplina, acontecendo o mesmo com os suplentes. O escore do ensaio de domingo foi de 8 a 3 para os titulares.
Fizeram os gols: Pauzinho, três vezes; Torres e Piloto, dois tentos cada, e Valter, um gol; marcando para o team Branco: Rolô, duas vezes e Carmelinho, um tento.
Quadro Azul: Voldack (Jairo e depois Albertinho); Militão e Cuim; Silvio, Osvaldo e Bacharel; Pequeno, Valter, Piloto, Pauzinho e Torres.
Quadro Branco: Orácio (Jairo e depois Albertinho); Piola e Otacílio; Ascânio, Bico-fino e Didi; Baldo, Tiãozinho, Rolô, Toninho e Carmelinho.
O Campeonato do Interior terá início no domingo, do dia 5 de outubro de 1947, com jogo Formiga x Divinópolis. Lembrando que os jogos do Campeonato de Interior eram eliminatórios.
EM PÉ (esquerda para a direita): Mirgete, Otacílio, Orácio, Silvio Azevedo, Bico-Fino, Voldack, Bacharel, Geraldinho e Antenor Torres (treinador); AGACHADOS (esquerda para a direita): Torres, Valtinho, Pauzinho, Joca Guimarães e Carmelinho.
Divinópolis arranca empate no fim
Pelo 1ª Campeonato do Interior Mineiro de 1947, na estreia, no domingo, às 15h30min., do dia 05 de outubro de 1947, o Divinópolis após ir para o intervalo perdendo por dois a zero, conseguiu o empate “no apagar das luzes”, arrancando o empate em 2 a 2 com o Selecionado de Formiga, no Estádio Benjamin de Oliveira (propriedade do Ferroviário), em Divinópolis/MG.
No primeiro tempo, Guita e Cabaça marcaram para Formiga. Na etapa final, Pauzinho e Torres (marcou aos 35 minutos) deixaram tudo igual para o Selecionado Divinopolitano. Pela primeira vez, em Divinópolis, ocorreu uma partida intermunicipal em que todos os divinopolitanos presentes torcessem para o clube de sua terra.
Crônica do Jogo
O jornalista Oliveira Neto, do Divinópolis-Jornal fez a crônica dessa partida:
“Primeira Etapa – De Orácio a Carmelo só se salva o zagueiro Geraldo que desde o início ao final, foi dinâmico mostrando muita fibra e classe. A equipe de Formiga não jogou melhor que os nossos, pois, encontraram um selecionado completamente desnorteado, não tendo em absoluto controle da bola.
Poderia o quadro de Formiga produzir mais e assinalar muitos tentos na fase inicial o que só não fizeram pela pouca produção de sua equipe que não correspondeu à expectativa.
Os locais não foram os que vimos frente ao Tupi (foi o último amistoso, uma semana antes, no qual Divinópolis goleou por 11 a 0). Não queremos com isto dizer que não encontraram resistência por parte dos cajuruenses, mas sim que tiveram mais domínio da pelota e compreendiam-se muito bem. Na partida de domingo fracassaram completamente, passando bola a torto e a direito.
Segundo tempo – Os defensores da jaqueta alvi entraram em campo para o tempo complementar, ainda um pouco descontrolados, mas firmando, à medida que o tempo passava. Com os visitantes aconteceu o contrário. Nessa fase, sua defesa jogava melhor e o ataque falhou quando era preciso, não se organizando quase nenhum a- taque de valor”.
ATUAÇÕES
DIVINÓPOLIS
Orácio,não teve culpa alguma nos dois gols, mas teve atuação falha, é fraco. Geraldo, o melhor em campo, jogando como verdadeiro mestre.
Otacílio, menos firme que seu colega, só firmando na fase final.
Silvio, fez um primeiro tempo péssimo, sobressaindo apenas um gol certo que tirou, executando uma bicicleta quando o arco estava completamente desguarnecido.
Bico-fino, fez um 1º tempo regular, melhorando sensivelmente no final. Bacharel, nas mesmas condições de Bico-fino.
Torres,teve boas jogadas.
Valter,foi dinâmico, mas nada conseguiu, pois, estava numa tarde negra. Pauzinho, mais uma vez jogou mal, não satisfazendo embora com espanto geral, pois, sendo ele um grande jogador fez duas partidas péssimas, esperando, no entanto, seus admiradores, que faça ótima partida em Formiga.
Jocaesteve irreconhecível, não sendo o mesmo insider de domingo atrasado. Carmelinho, o elemento em quem nenhum dos esportistas locais depositava confiança foi o melhor da linha atacante, o 1º tempo, mas também é fraco,
FORMIGA
Marándola, um grande arqueiro, tendo efetuado uma grande partida.
Marico, muito falho.
Busina,regular.
A linha média, formada porCarlos, Nesir e Zezé, todos jogaram bem, sobressaindo o centro médio.
No ataque,Guita,o melhor.
Machado,foi um elemento de fibra que mostrou bom padrão de jogo.
Os demais no mesmo nível.
O JUIZ – O árbitro da partida foi o sr. Alcebíades M. Dias, o popular Cidinho agiu bem tendo algumas falhas. O sr. Cidinho é árbitro de categoria, pertencente ao quadro de juízes da F. M. F.
Waltinho Torres, Pausinho Torres e Joca Guimarães
DIVINÓPOLIS (MG) 2 X 2 FORMIGA (MG)
LOCAL
Estádio Benjamin de Oliveira, em Divinópolis (MG)
CARÁTER
1º Campeonato do Interior Mineiro de 1947
DATA
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
HORÁRIO
15 horas e 30 minutos (de Brasília)
RENDA
Cr$ 4.135,00
PÚBLICO
Não divulgado
ÁRBITRO
Alcebíades M. Dias, o Cidinho (FMF)
DIVINÓPOLIS
Orácio; Geraldo e Otacílio; Silvio Azevedo, Bico-fino e Bacharel; Torres, Valtinho, Pauzinho, Joca e Carmelinho. Técnico: Antenor Torres
FORMIGA
Marândola; Marico e Busina; Carlos, Nesir e Zezé; Machado, Guita, Pedro, Milton e Cabaça.
GOLS
Guita e Cabaça (Formiga), no 1º Tempo. Pauzinho e Torres aos 35 minutos (Divinópolis), no 2º Tempo.
Divinópolis sofre a virada e dá adeus ao Campeonato do Interior de 1947
Crônica do Jogo
O jornalista Oliveira Neto, do Divinópolis-Jornal fez a crônica dessa partida:
“Solenidades – Pelos 22 homens e todos os presentes foi cantado o Hino Nacional Brasileiro, sendo nesta ocasião hasteado o pavilhão Nacional pelos Drs. Edson Pinto Coelho e José Adolfo Pereira, promotores de justiça de Divinópolis e Formiga, respectivamente. O chute inicial foi dado pelo Dr. Antônio Noronha, juiz Municipal de Formiga.
Coube a Pauzinho movimentar a pelota. Logo de início, fizeram os visitantes forte pressão ao arco contrário. O marcador de 5 a 2 não refletiu bem o que foi a partida. Os divinopolitanos jogaram bem, dominando por completo o seu adversário, no 1º tempo e aos 20 minutos iniciais da fase complementar.
Não tiveram chance os azuis em assinalar maior quantidade de gols o que sobrava demasia no quadro local. Os ataques dos visitantes eram mais coordenados com passes calculados, entendendo-se as mil maravilhas, mas sempre falhavam noarremate final. Faltou ainda no time divinopolitano mais preparo físico.
É justo, no entanto, salientar a grande reação dos formiguenses, motivada pela grande influência da torcida feminina que não parou um só instante de incentivar seus craques, o que não vemos em nossos campos, isto é, quando acontece aparecer uma moça para assistir a uma partida de futebol.
ATUAÇÕES
DIVINÓPOLIS
Voldack, sem favor algum, o mais positivo de seus companheiros. Encaixou com segurança e defendeu pênalti bem colocado do direito de sua meta. Não foi culpado de nenhum dos gols, porquanto foram assinalados a menor de um metro do arco.
Geraldo, não foi o mesmo de domingo atrasado, não querendo com isto dizer que jogou mal. Aliás, jogou bem, mas não tanto como da primeira vez.
Otacílio, uma verdadeira barreira para a famosa ala Airton e Petito, não conseguindo a mesma uma atuação primorosa devido a vigilância.
Palmiro e Dô, os mais fracos, não se compreendendo o motivo do afastamento de Silvio, que, apesar de ter jogado mal, domingo atrasado, jogou bem melhor que Palmiro. Dô, completamente nulo, tomou um baile tremendo.
Bacharel, juntamente com Otacílio e Voldack, formaram uma autêntica ‘muralha da China’. Bacharel esteve soberbo. Firme na marcação e bom distribuidor. Quando este elemento quis avançar para auxiliar os atacantes nasceu o 2º tento formiguense.
Carmelo, fraco em excesso, perdendo nada menos de 3 gols um dos quais o arco de Marándola estava inteiramente desguarnecido.
Valter, Paulinho e Jocajogaram bem. Valter, mais uma vez brilhou mostrando sua invejável técnica.
Pauzinho, retificando suas péssimas exibições anteriores esteve infernal.
Joca, além do magistral gol assinalado de fora da grande área com um potente petardo que obrigou Maréndola a soltar a pelota o fundo das redes, fez uma partida de gala. O gol de Pauzinho surgiu também de um chute de Joca que o arqueiro formiguense soltou e Pauzinho finalizou marcando o 1º tento.
Torres, jogou bem e deu um tremendo bailado, sendo, desta vez, o dançarino, o famoso zagueiro Marico e depois Lulú, que não conformaram, deixando até a bola para atingi-lo.
FORMIGA
Maréndola, não jogou mal, mas deixou passar dois autênticos frangos.
Marico, teve algumas falhas, o mesmo acontecendo com seu colega de zaga. Carlos, deixou muito a desejar.
Nesir, dava ‘bolas com açúcar’, mas para os adversários. Completamente nulo.
Zezé e Niltinho, jogaram bem.
Machado, fez pivôDô, o que bem entendeu.
Guita, bem vigiado por Otacílio nada fez além do gol.
A infernal ala esquerda formada deAirton e Petito de trabalho constante para a retaguarda divinopolitana. São dois infernais.
O JUIZ – O árbitro foi o sr. Geraldo Fernandes da FMF, que teve uma atuação fraquíssima. Agiu com certo receio, prejudicando a quadro da L.M.D.D. (Liga Municipal de Desportos de Divinópolis). Vai mal o quadro de arbitragem da Federação Mineira. Dois gols foram assinalados em visíveis impedimentos.
FORMIGA (MG) 5 X 2 DIVINÓPOLIS (MG)
LOCAL
Estádio Juca Pedros, situado nas avenidas dos Viajantes e Paulo Lins, no centro de Formiga (MG)
CARÁTER
1º Campeonato do Interior Mineiro de 1947
DATA
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
HORÁRIO
15 horas e 30 minutos (de Brasília)
RENDA
Cr$ 4.000,00
PÚBLICO
Não divulgado
ÁRBITRO
Geraldo Fernandes (FMF)
FORMIGA
Marândola; Marico e Lulu; Carlos, Nesir e Zezé; Machado, Guita, Niltinho, Airton e Petito.
DIVINÓPOLIS
Voldack, Geraldo e Otacilio; Palmiro, Dô e Bacharel; Torres (Carmelinho), Valtinho, Pauzinho, Joca e Carmelinho (Torres). Técnico: Antenor Torres
GOLS
Pauzinho e Juca (Divinópolis); Petito (Formiga), no 1º Tempo. Petito, duas vezes; Guita e Airton, um tento (Formiga), no 2º Tempo.
Após a eliminação, o Selecionado divinopolitanoainda realizou um amistoso. Foi na quarta-feira, no dia 22 de outubro de 1947, quando enfrentou a Seleção de São João del Rei, fora de casa. A partida terminou empatada em 3 a 3. Os gols foram assinalados por Valter, duas vezes, e Pauzinho, um tento.
No final do ano de 1947, teve início a disputa do 1º Campeonato Mineiro do Interior, promovido pela Federação Mineira de Futebol (FMF). A competição na esfera amadora, foi disputada por clubes e seleções municipais, que teve a duração de 5 meses(entre o dia 05 de outubro de 1947 a 07 de março de 1948).
Esse movimento foi uma iniciativa do então presidente da Federação Mineira de Futebol, Saint-Clair Valadares, ainda no início do ano de 1944. Com isso conseguiu que várias ligas municipais fossem fundadas ou reativadas e em seguida devidamente filiadas à FMF.
A crença era de que essa competição seria o “divisor de águas” no futebol mineiro, e o número de inscritos comprovou isso: ao todo foram 42 seleções municipais(alguns foram representados por clubes da cidade) para a disputa, que só foi concluída no início do ano seguinte (1948), coroando a Seleção de Caxambu como a grande campeã. Abaixo as seleções distribuídas em quatro regiões:
1ª REGIÃO
1ª Zona:
Itabirito;
Nova Lima;
Caetés (José Brandão);
Barão de Cocais.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
ITABIRITO
5
X
2
NOVA LIMA
JOSÉ BRANDÃO
3
X
2
BARÃO DE COCAIS
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
NOVA LIMA
1
X
1
ITABIRITO
BARÃO DE COCAIS
0
X
2
JOSÉ BRANDÃO
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
JOSÉ BRANDÃO
1
X
0
ITABIRITO
4ª-feira, do dia 22 de outubro de 1947
ITABIRITO
2
X
0
JOSÉ BRANDÃO
Domingo, do dia 26 de outubro de 1947
ITABIRITO
2
X
0
JOSÉ BRANDÃO
Itabirito foi o Campeão da Zona da 1ª Zona
2ª Zona:
Santa Luzia;
Pedro Leopoldo;
Sete Lagoas;
Sabará.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
SANTA LUZIA
1
X
1
SABARÁ
PEDRO LEOPOLDO
0
X
2
SETE LAGOAS
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
SABARÁ
6
X
0
SANTA LUZIA
SETE LAGOAS
4
X
2
PEDRO LEOPOLDO
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
SABARÁ
0
X
1
SETE LAGOAS
4ª-feira, do dia 22 de outubro de 1947
SETE LAGOAS
7
X
0
SABARÁ
Sete Lagoas foi o Campeão da Zona da 2ª Zona
3ª Zona:
Curvelo;
Diamantina;
Pirapora;
Montes Claros.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
MONTES CLAROS
2
X
2
PIRAPORA
DIAMANTINA
1
X
5
CURVELO
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
PIRAPORA
2
X
1
MONTES CLAROS
CURVELO
4
X
1
DIAMANTINA
Gols: Adilson, Cavaco e Caito, duas vezes.
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
CURVELO
5
X
2
PIRAPORA
Domingo, do dia 26 de outubro de 1947
PIRAPORA
2
X
2
CURVELO
Curvelo foi o Campeão da Zona da 3ª Zona
Pela Semifinal da 1ª Região
Domingo, do dia 30 de novembro de 1947
ITABIRITO
1
X
0
CURVELO
Domingo, do dia 07 de dezembro de 1947
CURVELO*
WO
X
–
ITABIRITO
Estádio Salvo Filho
* Apesar de ter vantagem de jogar pelo empate, a seleção de Itabirito não compareceu ao jogo, entregando a classificação para Curvelo que se sagrou campeão da 1ª Região.
2ª REGIÃO
4ª Zona:
Barbacena;
Juiz de Fora;
Santos Dumont.
Domingo, às 15h45min, do dia 05 de outubro de 1947 (Estádio Pareto)
SANTOS DUMONT
4
X
3
BARBACENA
Gols: Arinos aos 30 minutos (SD), do 1º tempo. Zizinho aos 6 minutos (Bar); Natalino aos 8 minutos (SD); Arinos aos 10 e 25 minutos (SD); . Levi, de pênalti, aos 29 minutos (Bar); Sapateiro aos 45 minutos (Bar), no 2º tempo.
Domingo, às 15h45min, do dia 12 de outubro de 1947
BARBACENA*
3
X
2
SANTOS DUMONT
* A decisão foi para a disputa de pênaltis. E Barbacena venceu por 3 a 1, avançando para a final. Como Juiz de Fora desistiu, Barbacena se sagrou campeão da 4ª Zona.
5ª Zona:
Mariana (Marianense F.C.);
Ouro Preto (E.C. Tabajaras);
Viçosa.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
MARIANA
2
X
2
OURO PRETO
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
OURO PRETO
3
X
1
MARIANA
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
VIÇOSA
5
X
2
OURO PRETO
Domingo, do dia 26 de outubro de 1947
OURO PRETO
4
X
3
VIÇOSA
Domingo, do dia 02 de novembro de 1947
VIÇOSA*
0
X
0
OURO PRETO
* A decisão foi para a disputa de pênaltis. E o Viçosa venceu por 4 a 3 se sagrando campeão da 5ª Zona.
6ª Zona:
Aimorés (S.C. Comercial);
Governador Valadares (E.C. Democrata);
Itabira (Valeriodoce E.C.);
Resplendor (Nacional E.C.).
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
RESPLENDOR
3
X
2
GOVERNADOR VALADARES
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
GOVERNADOR VALADARES
3
X
4
RESPLENDOR
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
ITABIRA
1
X
0
AIMORÉS
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
AIMORÉS
3
X
1
ITABIRA
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
ITABIRA
1
X
0
AIMORÉS
Na final da 6ª Zona, Itabira (Valeriodoce) eliminou Resplendor (Nacional), ficando com o títuloda 6ª Zona.
VIÇOSA
2
X
3
BARBACENA
BARBACENA
4
X
2
VIÇOSA
Na primeira partida da final da 2ª Região, Barbacena e Itabira empataram em 1 a 1. No final, o Itabira ficou com o título da 2ª Região.
3ª REGIÃO
7ª Zona:
Uberaba;
Uberlândia;
Araguari;
Patos de Minas (URT – União Recreativa dos Trabalhadores).
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
UBERABA
4
X
2
ARAGUARI
Gols: Brandão, Anísio (2) e Helinho; Paulo Borges e Renato
PATOS DE MINAS
4
X
1
UBERLÂNDIA
Gols: Gilberto (Uberlândia)
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
ARAGUARI
1
X
2
UBERABA
UBERLÂNDIA
1
X
1
PATOS DE MINAS
Gols: Zé Martins (Uberlândia)
Sábado, do dia 15 de novembro de 1947
UBERABA
3
X
0
PATOS DE MINAS
Gols: Tercílio, Brandão e Helinho
Domingo, do dia 30 de novembro de 1947
PATOS DE MINAS
2
X
4
UBERABA
Gols: Helinho, Anísio e Ticrila (Uberaba)
Uberaba foi o Campeão da Zona da 7ª Zona
8ª Zona:
Bonsucesso;
Campo Belo;
São João del Rei.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
BONSUCESSO *
1
X
3
CAMPO BELO
*A Seleção de Campo Belo se retirou de campo. Posteriormente acabou sendo eliminada. Com isso, o Bonsucesso avançou.
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
BONSUCESSO
1
X
4
SÃO JOÃO DEL REI
Domingo, do dia 26 de outubro de 1947
SÃO JOÃO DEL REI
6
X
1
BONSUCESSO
São João del Rei foi o Campeão da Zona da 8ª Zona
10ª Zona:
Formiga (Formiga F.C.);
Divinópolis;
Dores do Indaiá (Dorense F.C.);
Araxá.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
DORES DO INDAIÁ
2
X
1
ARAXÁ
DIVINÓPOLIS
2
X
2
FORMIGA
Gols: Pauzinho e Torres; Guita e Cabaça
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
FORMIGA
5
X
2
DIVINÓPOLIS
Gols: Petito (3), Guita e Airton; Pauzinho e Joca
ARAXÁ
4
X
1
DORES DO INDAIÁ
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
ARAXÁ
2
X
0
DORES DO INDAIÁ
Domingo, do dia 26 de outubro de 1947
FORMIGA
2
X
4
ARAXÁ
Domingo, do dia 02 de novembro de 1947
ARAXÁ *
WO
X
–
FORMIGA
*A Seleção de Formiga(formada pelo Formiga Futebol Clube), não compareceu para o segundo jogo e acabou perdendo por W.O. Com isso, a Seleção de Araxá se sagrou Campeão da Zona da 10ª Zona.
Domingo, do dia 07 de dezembro de 1947
UBERABA
1
X
2
ARAXÁ
Gols: Anísio (Uberaba); Camarota e Nivaldo (Araxá)
Domingo, do dia 14 de dezembro de 1947
ARAXÁ
0
X
4
UBERABA**
** O jogo foi interrompido aos 32 minutos do 2º tempo, em razão das condições impraticáveis do gramado, devido à forte chuva que caiu durante toda a partida. Na data marcada para a finalização do confronto e disputa da prorrogação (11/01/1948), a seleção araxaense não compareceu ao gramado alegando não ter sido devidamente comunicada pela FMF, dando a classificação a Uberaba.
Domingo, do dia 1º de fevereiro de 1948
SÃO JOÃO DEL REI
1
X
1
UBERABA
Domingo, do dia 08 de fevereiro de 1948
UBERABA
4
X
0
SÃO JOÃO DEL REI
Gols: Anísio e Brandão, duas vezes cada um.
A Seleção de Uberaba foi a campeã da 3ª Região.
4ª REGIÃO
9ª Zona:
Caxambu;
Varginha;
Itajubá.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
VARGINHA
0
X
4
CAXAMBU
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
CAXAMBU
7
X
2
VARGINHA
Domingo, do dia 19 de outubro de 1947
ITAJUBÁ
3
X
1
CAXAMBU
Domingo, do dia 26 de outubro de 1947
CAXAMBU
3
X
0
ITAJUBÁ
Domingo, do dia 02 de novembro de 1947
CAXAMBU
2
X
0
ITAJUBÁ
Caxambu foi o Campeão da Zona da 9ª Zona
11ª Zona:
Alfenas (Alfenense F.C.);
Cabo Verde (União F.C.);
Muzambinho.
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
CABO VERDE
2
X
3
ALFENAS
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
ALFENAS
3
X
1
CABO VERDE
Na final, o Muzambinho desistiu e, consequentemente, o Alfenas se sagrou campeão da 11ª Zona.
12ª Zona:
Machado (A.A. Machadense);
Parreiras;
Poços de Caldas (A.A. Caldense).
Domingo, do dia 05 de outubro de 1947
MACHADO
2
X
4
POÇOS DE CALDAS
Domingo, do dia 12 de outubro de 1947
POÇOS DE CALDAS
6
X
1
MACHADO
Em relação ao selecionado de Parreira não foi citado. Possivelmente tenha desistido de participar. Fato é que Poços de Caldas (Caldense) ficou com o título da 12ª Zona.
Sábado, do dia 15 de novembro de 1947
POÇOS DE CALDAS
5
X
4
CAXAMBU
Sábado, do dia 22 de novembro de 1947
CAXAMBU
3
X
2
POÇOS DE CALDAS
Domingo, do dia 30 de novembro de 1947
CAXAMBU
2
X
1
POÇOS DE CALDAS
Domingo, do dia 07 de dezembro de 1947
ALFENAS
2
X
3
CAXAMBU
Domingo, do dia 14 de dezembro de 1947
CAXAMBU *
WO
X
–
ALFENAS
* O selecionado de Alfenas não compareceu no jogo de volta e acabou eliminado. Com isso, a Seleção de Caxambu foi a campeã da4ª Região.
Com a conclusão das fases eliminatórias nas 12 Zonas, e, posteriormente, a definição dos campeões da 1ª, 2ª, 3ª e 4ªRegiões, foi definido as quatro seleções municipais que lutariam pelo inédito título do 1º Campeonato Mineiro do Interior, organizado pela FMF (Federação Mineira de Futebol). Os seis jogos da Fase Final, foram realizados no Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira, o JK (Capacidade para 15 mil pessoas), no bairro de Barro Preto, em Belo Horizonte/MG.
Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira
Sábado, do dia 28 de fevereiro de 1948
ITABIRA
0
X
3
CAXAMBU
Gols: Januário e Gravatinha, duas vezes.
CURVELO
2
X
1
UBERABA
Gols: Coquinho e Vicente (Curvelo); Brandão (Uberaba).
Sexta-feira, do dia 05 de março de 1948
UBERABA
6
X
2
ITABIRA
Gols: Ditinho, Jorginho, Tercílio, Anísio, duas vezes (Uberaba); Helinho e Alberto (Itabira).
CAXAMBU
4
X
0
CURVELO
Gols: Celinho, Cento e Nove e Wallace (Caxambu).
Domingo, do dia 07 de março de 1948
CURVELO
4
X
2
ITABIRA
Gols: Coquinho (duas vezes), Vicente e Quirino (Curvelo); Lourinho e Zé Neves (Itabira).
CAXAMBU
2
X
1
UBERABA
Gols: Celso, duas vezes (Caxambu); Helinho (Uberaba).
outro ângulo do Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira
Com esses resultados, a Seleção de Caxambu conquistou do 1º Campeonato Mineiro do Interior, organizado pela FMF (Federação Mineira de Futebol).
Classificação Final
Nº
CLUBES
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
1º
Caxambu
6
3
3
–
–
9
1
8
2º
Curvelo
4
3
2
–
1
6
7
-1
3º
Uberaba
2
3
1
–
2
8
6
2
4º
Itabira
0
3
–
–
3
4
13
-9
Atualmente, a taça do 1º Campeonato Mineiro do Interior se encontra em poder de João Ramos, que gentilmente nos enviou a foto dessa relíquia
Algumas formações:
Barbacena: Valkir; Domingos e Olinto; Alvaci, Carmo e Carnot; Hélio, Zizinho, Sapateiro, Levi e Oitenta.
Caxambu: Viola; Mazinho e Zé Carlos; Xatara, Januário; Ernesto, Wallace, 109, Celso, Laláu e Gravatinha (Haroldo).
Curvelo: Ulisses; Bené e Beiçola; Malé, Quirino e Cavaquinho; Bastianinha; Caito, Adilson, Cavaco e Coquinho.
Divinópolis: Orácio (Voldack); Geraldinho e Otacílio; Silvio Azevedo (Palmiro), Bico-Fino (Dô) e Bacharel; Torres, Valtinho, Pauzinho, Joca Guimarães e Carmelinho. Técnico: Antenor Torres.
Formiga: Marándola; Marico e Busina (Lulu); Carlos, Nesir e Zezé; Machado, Guita, Pedro (Niltinho), Milton (Airton) e Cabaça (Pepito).
Santos Dumont: Chico Pão (Tigre); Parafuso (Mineiro) e Walter (Social); Marcelo (Tigre), Convence (Social) e Hipólito (Mineiro); Couri (Mineiro), Anísio, Arinos, Italiano e Natalino (Social). Entre parênteses os clubes de cada jogador.
COLABOROU: Fabiano Rosa Campos
Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello
FOTO: Acervo de João Ramos
FONTES: Vida Esportiva (MG) – Gazeta de Paraopeba (MG) – Sol (MG) – Divinópolis-jornal (MG) – A Manhã (RJ)
O Guarany Football Club foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado na terça-feira, do dia 08 de Agosto de 1919. A Sede social do clube alvinegro ficava situado na Avenida Francisco Soucasseaux, nº 39, nobairro da Lagoinha, em Belo Horizonte/MG.
Depois se transferiu a Sede para a Rua Rútilo, nº 110,nobairro da Lagoinha, em Belo Horizonte/MG. Seu uniforme era camisa listrada em preto e branco, até abril de 1932, quando a camisa passou a ser toda branca e os calções pretos.
Acervo de Fabiano Rosa Campos
No Campeonato de Belo Horizonteda 1ª Divisão (atual Campeonato Mineiro), disputou nove edições: 1920 (6º lugar), 1921 (7º lugar), 1926 (6º lugar), 1927 (11º lugar), 1928 (9º lugar), 1929 (7º lugar), 1930 (6º lugar), 1931 (4º lugar) e 1932 (4º lugar). Já no Campeonatos Mineiro da 2ª Divisão participou em duas oportunidades: 1922 e 1923.
Estado de Minas, do dia 02 de novembro de 1929
Campeão do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de 1923
E, justamente, em 1923, o Guarany Football Club conquistou o seu mais importante título: campeão do Campeonato de Belo Horizonteda 2ª Divisão (atual Campeonato Mineiro).
Em outubro de 1932, tornou-se o 1º clube da cidade a criar o seu próprio veículo de informação, o Jornal Guarany FC, que circulava aos sábados.
O Malho (RJ)
Com a adoção do regime profissional no Brasil, em 1933, permaneceu no amadorismo passando a disputar os certames da Divisão de Amadores da Federação Mineira. Não se sabe ao certo a data da sua extinção, mas há registro de suas atividades ainda no final de década de 30.
Estado de Minas, do dia 02 de novembro de 1929
FOTO: Acervo de Fabiano Rosa Campos
Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello
FONTES: Estado de Minas (MG) – Rsssf Brasil – O Malho (RJ) – Henrique Ribeiro
O Retiro Sport Clubé uma agremiação Centenária da Cidade de Nova Lima (MG). Fundado no sábado, do dia 1º de Julho de 1916, possui a sua Sede e Estádio Retiro Saudoso, Colina, localizados na Rua Elogio Pimentel, s/n, Bairro do Retiro, em Nova Lima.
A trinca do Retiro: Aparicido, Osvaldo e Fábio
Vice-campeão Mineiro de 1932
Apesar de ter acabado com futebol profissional e muitos daqueles que freqüentam o clube atualmente, desconhecem a história do Retiro, o time de futebol já foi ‘figurinha carimbada’ na Elite do Futebol Mineiro, nos idos de 20 e 30. Ao todo, foram sete participações no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão: 1927 (7º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (8º lugar), 1934 (4º lugar), 1935 (6º lugar), 1936 (3º lugar) e 1937 (6º lugar).
Dessas edições, duas se destacam: o vice-campeonato de 1932(só atrás do Atlético Mineiro), organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT) e a 3ª colocação do Campeonato reunificado de 1936.
Nos dias atuais, o Retiro busca estimular a prática esportiva e a inclusão social, por meio da sua Escolinha de Futebol, onde formam atletas, mas, principalmente, cidadãos de bem.
FOTO: Acervo de Fabiano Rosa Campos
FONTES: Rsssf Brasil – Página do Clube no Facebook – Anotações pessoal
O Grêmio Ludopédio Calafate foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado na sexta-feira, do dia 03 de Julho de 1925, no bairro Calafate, em Belo Horizonte. A sua última Sede ficava na Rua Platina, nº 1.625, no bairro do Prado, em B.H. As suas cores eram o azul marinho e branco.
A sua 1ª Diretoria foi composta pelos seguintes membros:
Presidente – João Rodrigues Maia;
Vice-presidente – Milton Xavier;
1º Secretario – Antônio Guimarães Albernaz;
2º Secretario – Galileu Franco Belga;
Thesoureiro – João Viola;
Director Esportivo – Sérgio de Almeida Furtado.
Histórico na Elite do futebol Mineiro
O Grêmio L. Calafate disputou o Campeonato Mineiro da 1º Divisão, em três oportunidades: 1926, 1927 e 1932. E, no Estadual da Segunda Divisão em outras quatro vezes: 1927, 1928, 1930 e 1931.
Em 1926, o Grêmio Ludopédio Calafate ingressou na Associação Mineira de Esportes Terrestres(AMET), criada pela Società Sportiva Palestra Itália (atual: Cruzeiro Esporte Clube), que havia se desligado da Federação Mineira de Futebol (FMF).
Logo depois, o Campeonato de Belo Horizonte começou em 1926. Na temporada seguinte, se filiou a FMF, uma vez que os clubes da AMET foram incorporados pela Federação Mineira e o G.L. Calafate passou a disputar o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão.
Risos e Sorrisos (MG) de 1925
imbróglio ajudou ao G.L. Calafate jogar a Primeira Divisão Mineira
O Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932, organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), começou quente antes mesmo do seu início. Vários clubes se desfiliaram da LMDT, protestando contra uma suposta parcialidade a favor do Atlético Mineiro.
Com isso, criaram uma nova liga: AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes). E o Grêmio Ludopédio se desligou da Federação Mineira e se filiou a AMEG. Sua maior glória foi a conquista do Campeonato de Belo Horizonte da Segunda Divisão de 1927.
Clube se fundiu e mudou de nome
Em fevereiro de 1933, devido ao surgimento do profissionalismo, uniu-se ao Sport, também do Prado, e passou a se chamar União Athletica Calafate. O uniforme passou a ser alvinegro. O presidente escolhido foi Sr. Waldomiro Machado.
A Associação Mineira de Football, na sexta-feira, do dia 22 de março de 1935, por meio do seu Conselho Administrativo, na sua última reunião eliminou por falta de pagamento os seguintes clubes:
Alves Nogueira, Esperança, Guarany, Horizontino, Minas Geraes, Montes, Palmeiras, Santa Cruz, Santa Thereza, Tupy e União Athletica Calafate. Após essa eliminação, o clube, que não chegou a realizar nenhuma partida, acabou sendo extinto.
Documento: Acervo de Fabiano Rosa Campos
Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello
FOTOS:Risos e Sorrisos (MG) – O Malho (RJ)
FONTES: Henrique Ribeiro – Risos e Sorrisos (MG) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)
O Santa Cruz Football Club foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado no domingo, do dia 03 de Maio de 1925. As suas cores eram o azul, vermelho e branco (uniforme tricolor). Em Julho de 1931, no papel timbrado (na matéria), menciona as cores em preto, branco e vermelho. Em abril de 1932, alterou para vermelho.
O clube teve algumas Sedes: Rua Pouso Alegre, 1.824; Rua Anhanguera, 140; Rua Salinas, 1861 e 1944; Rua Mármore, 70, 91 e 313 e na Rua Hermílio Alves, todos os endereços situados no bairro de Santa Tereza, que fica na região Leste de Belo Horizonte/MG.
O campo de treinos ficava no quartel da Polícia, no bairro vizinho de Santa Efigênia (a distância entre os dois era de cerca de 1 km). Além do futebol, o Santa Cruz também possuía equipes de tênis de mesa quando se sagrou campeão da cidade em1930.
Três edições na Elite do Futebol Mineiro
O Santa Cruz Football Club esteve presente no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão, em três oportunidades: nos anos de 1926 (pela AMET), 1929 (5º) e 1932 (LMDT – 7º). Também disputou quatro edições do Campeonatos Mineiro da Segunda Divisão: 1927 (4º lugar), 1928 (Campeão), 1930 (3º lugar) e 1931 (5º colocado).
Cerca de um ano após sua fundação, em 1926, o Santa Cruz F.C. ingressou no futebol ao se filiar na Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET), criada pela Società Sportiva Palestra Itália(atual: Cruzeiro Esporte Clube), que havia se desligado da Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1927, os clubes da AMET foram incorporados pela FMF e o Santa Cruz passou a disputar a Segunda Divisão Mineira.
Papel timbrado do Santa Cruz, de 21/07/1931
Campeão Mineiro da 2ª Divisão de 1928
O ápice do modesto Santa Cruz Football Club aconteceu em 1928, quando se sagroucampeão do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão, no principal e também nos Aspirantes. A competição contou com a presença de seis equipes:
Avante Sport Club; Fluminense Football Club; Grêmio Ludopédio Calafate; Minas Geraes Football Club; Santa Cruz Football Club e Sport Club Carlos Prates.
O regulamento era simples: todas as equipes se enfrentaram em turno e returno e a equipe que somasse o maior número de pontos ficava com o título. Após dez rodadas, o Santa Cruz ficou com o caneco, com relativa folga.
Classificação Final de 1928
Nº
CLUBES
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
1º
Santa Cruz
16
10
8
–
2
45
16
29
2º
Fluminense F.C.
13
10
6
1
3
45
15
30
3º
G.L. Calafate
12
9
6
–
3
24
26
-2
4º
S.C. Carlos Prates
9
9
4
1
4
29
20
9
5º
Avante S.C.
4
9
2
–
7
6
60
-56
6º
Minas Geraes F.C.
2
9
1
–
8
10
22
-12
Campanha:
Domingo – 1º de julho
Santa Cruz
3
X
2
G.L. Calafate
Domingo – 15 de julho
Santa Cruz
4
X
3
Fluminense
Domingo – 22 de julho
Santa Cruz
1
X
2 *
Minas Geraes
Domingo – 05 de agosto
Carlos Prates
1
X
4
Santa Cruz
Domingo – 19 de agosto
Santa Cruz
13
X
0
Avante S.C.
Domingo – 26 de agosto
G.L. Calafate
5
X
4
Santa Cruz
Domingo – 09 de setembro
Fluminense
2
X
1
Santa Cruz
Domingo – 16 de setembro
Minas Geraes
0
X
6
Santa Cruz
Domingo – 30 de setembro
Santa Cruz
2
X
1
Carlos Prates
Domingo – 14 de outubro
Avante S.C.
0
X
7
Santa Cruz
* O Minas perdeu os pontos do jogo, por ter colocado jogador irregular
Recorte do Estado de Minas (03/11/1929)
Mudança do estatuto rebaixou o Santa Cruz
Em 1929, de volta a Elite do Futebol Mineiro, o Santa Cruz fez uma boa campanha, dos 10 clubes participantes, terminando na 5ª colocação. Foram oito jogos, com três vitórias e cinco derrotas; marcando 15 gols, sofrendo 41 e um saldo de menos 26.
Em 1930, uma assembleia geral alterou os estatutos da liga. Portanto, Santa Cruz e Alves Nogueira foram rebaixados para a recém-estruturada Segunda Divisão, o Fluminense (vencedor da segunda divisão em 1929), não foram promovidos à Primeira Divisão de 1930. e o Villa Nova foi readmitido na Primeira Divisão, pois foi aprovado que poderia jogar suas partidas no seu estádio, em Nova Lima.
Ainda em 1930, disputou o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. Com a participação de seis clubes, o Santa Cruz terminou na 3ª colocação: foram nove pontos em10 jogos; com quatro vitórias; um empate e cinco derrotas; marcando 25, sofrendo 22 e um saldo positivo de três. Apenas o campeão tinha direito ao acesso.
Em 1931, na a Segunda Divisão Mineira, com a presença de seis clubes, o Santa Cruz fez uma campanha ruim, ficando na penúltima colocação, com quatro pontos em cinco jogos; duas vitórias e três derrotas; marcando 15 gols e sofrendo nove.
Desfiliações ajudaram o retorno do Santa Cruz à Primeirona
O Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932, organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), começou quente antes mesmo do seu início. Vários clubes se desfiliaram da LMDT, protestando contra uma suposta parcialidade a favor do Atlético Mineiro. Com isso, criaram uma nova liga: AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes).
O Atlético Mineiro foi o único maior clube permaneceu no LMDT e venceu o campeonato com facilidade e invicto. Na outra liga, o Villa Nova foi campeão de forma invicta.
Com essa debandada, Palestra Itália (atual: Cruzeiro), América, Sete de Setembro e Villa Nova os clubes escolhidos para substituí-los foram: Santa Cruz, Sport ClubCarlos Prates, Alves Nogueira Football Club e Retiro Sport Club.
Entre idas e vindas, oito equipes formaram o Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de1932. O regulamento simples, com todos se enfrentando em turno e returno, o campeão ficaria com a taça. Como já mencionamos, o Galo foi o campeão, enquanto o Santa Cruz fez uma campanha ruim, terminando na 7ª colocação: foram sete pontos em 14 jogos; três vitórias, um empate e 10 derrotas; marcando 19 gols, sofrendo 41 tentos e um saldo negativo de 22.
Em 1933, foi adotado o regime do futebol profissional no Brasil. Sem muito tempo para uma adaptação, diversos clubes foram extintos e outros permaneceram no amadorismo, dentre eles, o Santa Cruz.
A partir daí, o modesto clube do bairro de Santa Tereza seguiu disputando amistosos e competições na esfera amadora. Nesse ritmo prosseguiu por mais três anos, quando não foram encontrados mais informações sobre o simpático Santa Cruz.
FOTO: Acervo de Fabiano Rosa Campos – Estado de Minas (MG)
FONTES: Rsssf Brasil – pesquisador e historiador Henrique Ribeiro
Fernando Pieruccetti, conhecido como Mangabeira, nasceu em Belo Horizonte, em 1910 e faleceu em novembro de 2004. Foi um pintor, desenhista, cartunista, ilustrador e professor brasileiro.
Mangabeira, criou na década de 40, através de charges no extinto Folha de Minas, as charges do Galo como representante do Clube Atlético Mineiro. Também em 1945, lançou a raposa como mascote do Cruzeiro Esporte Clube, após ter se inspirado no ex-presidente cruzeirense Mário Grosso, conhecido por sua esperteza e astúcia no comando dos negócios do time azul e branco.
Curiosamente, à semelhança das duas mascotes, Cruzeiro Esporte Clube e Atlético Mineiro tem uma intensa rivalidade. Também criador do símbolo do Coelho para o América-MG, inspirado no sobrenome de muitos dirigentes na época, o Tigre para o Sete de Setembro, a Tartaruga para o Siderúrgica e o Leão para o Villa Nova entre outros tantos.
Aos poucos redesenharei cada uma das mascotes dos pequenos clubes mineiros para compartilhar com os meus amigos internautas! Até a próxima!
A Associação Atlética Asas é uma agremiação da cidade de Lagoa Santa (MG). A sua Sede está localizada na Rua Tom Jobim, nº 285, no Bairro Moradas da Lapinha, em Lagoa Santa. O “Morcego da Lagoa” foi Fundado na terça-feira, do dia 03 de Janeiro de 1950, motivado pelo Coronel Aviador e Engenheiro Dirceu de Paiva Guimarães, esportista e homem de ação, (Conselheiro e Vice-Presidente do Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro) primeiro Comandante do Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, antiga Fábrica Nacional de Aviões, juntamente com seu amigo unilateral, na ocasião Deputado Federal Juscelino Kubitschek de Oliveira, Eterno Presidente da República.
O Coronel Dirceu, com a promessa de emprego na FAB, garimpava os melhores atletas amadores na região metropolitana de Belo Horizonte, e mesmo fora, para montar e depois para reforçar a equipe.
O seu 1º jogo foi contra o Lagoa Santa Esporte Clube e o ASAS venceu por 4×1. Assim sendo, o ASAS, já nos seus primórdios, foi considerado o melhor time de futebol amador de Minas Gerais em todos os tempos e em seu primeiro ano de vida a Agremiação terminou “invicta”.
Para tanto, houve a formação de uma parceria do ASAS com o Sete de Setembro F C de Belo Horizonte, então integrante da 1ª Divisão do Campeonato Mineiro, que se encontrava na última colocação no 1° turno em 1951. Todo o quadro titular do ASAS foi emprestado ao Sete de Setembro, que acabou saindo da última posição para terminar o campeonato em 3º lugar.
Oito vezes na Elite do Futebol Mineiro
A partir daí o Asas viveu o seu período de glória no futebol mineiro na década de 50. Ao todo, foram oito participações no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão, organizado pelaFederação Mineira de Futebol (FMF): 1952 (8º lugar), 1953 (5ª posição), 1954 (4ª posição), 1955(7º lugar), 1956 (7º lugar), 1957 (7º lugar), 1958 (11º lugar) e 1959 (eliminado na 1ª fase).
Campeão do Torneio Início de 1952
O ASAS se profissionalizou em 1952 e logo na sua estreia, na divisão principal, foi CampeãoMineiro do Torneio Início, vencendo naquela competição tanto Atlético quanto Cruzeiro. Nesse período áureo o ASAS foi considerado o Clube que praticava o futebol mais bonito em Minas Gerais, tendo inclusive sido convidado pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos) para um jogo treino contra a Seleção Brasileira, que iria disputar a Copa do Mundo de 1954 na Suíça.
Além do esporte o ASAS tinha uma vida social muito intensa, promovendo eventos de grande envergadura, trazendo grandes artistas nacionais da época para a pequena Lagoa Santa. Disputou a Divisão Principal do Campeonato Mineiro até o ano de 1957(sempre ocupando boas posições), quando o Coronel Dirceu foi promovido e transferido para outra unidade, fora de Minas Gerais.
Nos anos de 1958 e 1959, já com pouquíssimo apoio financeiro e logístico da unidade militar, o ASAS disputou o Campeonato Mineiro de Profissionais pelo Torneio Classificatório de forma heróica. No início de 1960, sem nenhum apoio, a situação do Departamento Profissional do ASAS se tornou insustentável, o que obrigou o Clube a se licenciar do profissionalismo.
Como os ex-jogadores profissionais do ASAS continuavam trabalhando na FAB, o time passou ao amadorismo, sempre formando grandes quadros e disputando os campeonatos regionais de amadores. Nas décadas de 70 e 80 o ASAS, por vários motivos, viveu tempos muito difíceis e somente disputou amistosos, além de alguns torneios não oficiais.
Bastante descaracterizado, o ASAS pouco tinha a ver com o grande Clube do passado. Em 1º de junho de 1994 houve uma tentativa de reativação do ASAS, tendo à frente o então Taifeiro Mor da Aeronáutica Itamar Félix, que por falta de apoio não obteve êxito.
Em 17 de Junho de 1999, a Associação Atlética Asas foi enfim reorganizada por um grupo de abnegados liderados pelo sr. Dartagnan Fernandes dos Santos, e com muito empenho o seu patrimônio material e imaterial está sendo recuperado.
Desde então, o ASAS vem disputando todos os campeonatos organizados pela Liga de Futebol de Lagoa Santa, alguns campeonatos de base e feminino da Federação Mineira de Futebol.
O nosso quadro de veteranos, atualmente sob a chancela do Diretor de Futebol Recreativo Jorfersan Fernandes dos Santos, foi montado logo nos primeiros dias, após a reorganização, com o intuito de agregar as pessoas e famílias envolvidas, para, além do jogo de bola do fim de semana, haver o congraçamento de todos os Aseanos.
O ASAS, após perambular aqui e acolá, adquiriu em Setembro de 2008, duas salas no bairro Moradas da Lapinha, na cidade de Lagoa Santa. Em uma foi instalada a Sede Administrativa e Sala de Troféus, denominada SALA DOS ESPELHOS, e na outra sala foi montado o Memorial ASAS-ETERNO.
Contém uma parte considerável do acervo histórico Aseano, com mais de 60 anos de tradição, recuperado “a duras penas” nos últimos 15 anos. O próximo passo é a aquisição de um terreno (já prometido pelo executivo e legislativo municipais) para a construção da praça de esportes do Clube.